Disclaimer: Saint Seiya não me pertence e esse é o capítulo das fugas, tenho dito. [?]

EDIT: O capítulo está dando erro, portanto eu o upei novamente... sabe se lá o que ocorreu... e-e


20 de Novembro.

- Urânia, Urânia...

- Não precisa me chamar assim. Milliyah é mais... "normal". Acho que se encaixa melhor com a vida que levarei agora. – A loira sorriu, um tanto sem graça, mas o Cavaleiro bufou.

- Não me importa! – Ele fez um biquinho. – Gosto de chamá-la de Urânia! Significa "celestial", você sabia?

-... foi o Dégel que te contou, não foi?

- MAS O QUÊ? C-COMO SABE? – O rubor percorreu a face do homem, que ficou ainda mais sem graça ao ver a Ninfa rir.

- Isso é típico dele, e não de você, Kardia! – Milliyah ria com gosto, enquanto o escorpiano se recuperava.

- Só comentei porque seus olhos me lembraram ao que ele tinha dito! – Kardia puxou a mulher pela cintura, e mirou a noite brilhante presente nos olhos dela. Milliyah corou, mas se ajeitou ali no conforto dos braços dele.

- MM -

- Vohshê i Kardhia, heeeeen? – Anastasia "falou". A Ninfa comia uma maçã com gula, e não parecia querer parar para conversar.

Milliyah assentiu, com vergonha.

- Mas não conte para ninguém, Ana. Por favor. Você e Dégel serão os únicos a saberem.

A Oréade engoliu o ultimo pedaço da maçã e jogou o que sobrou em um Cavaleiro que passava desatento por elas.

- HAHAHAHAHAH! TROUXA! – Ana quase chorou de rir. Depois, voltou-se para a amiga: - Tudo bem!

- Hmm? Só isso? "Tudo bem"? – Urânia levantou as sobrancelhas, surpresa.

- Sim, tudo bem. – A Ninfa das Montanhas pareceu não entender. – Não contarei para ninguém... ahh, quer que eu a deseje felicidades? – Ela sorriu, irônica.

- Não precisa, Ana... – Cortou. – Obrigada.

- Hahahahah, brincadeira, flor. Mas boa sorte com o Kardia, hein? Vai precisar... cara chato. – Suspirou. – Se bem que você, séria desse jeito, é capaz de dar um jeito nele, huhuhuh...

Milliyah corou, sem saber o que dizer. Ainda não entendia porque se dava tão bem com a outra Ninfa... mas querendo ou não, era a única amiga que tinha ali.

- E você e o Cid, hein? – Perguntou, sorrindo. Isso deixou Ana nervosa.

- ANNH? Aff... o babaca. Ele não admite, mas me ama!

- Hahah, boa sorte para você também, Ana...

- Obrigada, querida. Que nos duas sejamos muito felizes.

- Sim!

- MM -

- Eu amo você. – Ela sussurrou no ouvido dele. – Nunca tive tanta certeza de algo quanto isso. Eu te amo muito, Kardia.

Ele sorriu. Milliyah era quem mais aliviava sua dor. "Dégel que me perdoe...", Kardia pensou.

- Eu também te amo, Urânia. Muito.

Não foram apenas os corpos que se uniram nesse momento. E sim as almas, unidas pelo verdadeiro amor.

- MM -

- O q-que você quer dizer c-com isso?

- Você me entendeu... vamos terminar. – Kardia passou a mão pelos cabelos, indiferente. – Não tem a menor chance de nós dois darmos certo. Portanto, apenas me esqueça, ok?

- Não... me dê um motivo concreto!

-... eu sou um Cavaleiro de Athena. Não posso perder meu tempo com coisas banais como você.


Milliyah acordou chorando. Aquele sonho trouxera consigo uma dor insuportável, que todos os dias ela tentava se esquecer.

- N-Não posso chorar... – Ela limpou as lágrimas. – Não vou fraquejar de novo, não agora...

Tentou melhorar seu humor, colocando um belo vestido longo e resolvendo ver Kamus. Mas foi só sair do quarto que esbarrou em Milo.

- Opa. – Ele a segurou pela cintura, puxando-a para si. – Tome cuidado, Urânia.

O sangue da Ninfa ferveu e veio à tona todo o ódio que ela guardava. Contra Kardia, contra Milo, contra dos Deuses. Em um gesto rápido, ela meteu a mão na cara do Cavaleiro, deixando a marca de seus dedos no rosto dele.

- Não. Ouse. Me. Chamar. DE. URÂNIA! – Gritou, se soltando e o empurrando com força.

- O que diab...?

- Não ouse se encostar em mim, nem ao menos chegue perto de mim! – Os olhos dela brilhavam com lágrimas furiosas. Talvez ela enxergasse Kardia ali, e não Milo. – Eu ODEIO você!

-... COMO ASSIM? – Foi a vez do Escorpião perder o controle, afinal, seu orgulho fora ferido. – O que eu fiz de mais para você, mulher? Eu nem tentei nada com você! Não me culpe se os Deuses quiseram que nós nos casássemos! – Ele agitou a mão no ar, fingindo-se ofendido.

- Mas não deixa de ser você! O mesmo idiota, tapado, CANALHA! Eu não vou deixar que você me fira novamente, não vou... – Ela saiu correndo; Milo tentou segui-la, mas a Ninfa foi mais rápida.

O Cavaleiro não havia entendido o contra-argumento de Milliyah.


- Algumas horas antes da briga anterior -

Os Cavaleiros foram recebidos de volta ao Santuário com honra. Aiolos e Saga vinham trazendo as prisioneiras e Dohko amparava Shura. Mas não havia nenhuma Ninfa ali para recepcioná-los, afinal estava muito cedo. Eles passaram pelas Doze Casas em silêncio, sem se deparar com ninguém e foram se apresentar a Athena.

-... nós chegamos a procurar os outros inimigos, mas quando chegamos ao local eles estavam mortos...

- Não temos a mínima ideia de quem pode ter feito isso, afinal só havíamos visto os quatro.

- Ami é uma guerreira de Ares e Lair serve a Hermes. Os outros serviam a Hefesto e Dionísio.

- O que faremos com elas, Athena?

- Eu não quero prendê-las... não passam de garotas... – Saori suspirou.

- Não precisa ter piedade, Athena. – Ami bufou. – Porque meu Senhor não terá comigo.

- Respeito, mulher! – Shura bradou.

- Não se preocupe, Shura. – A Deusa sorriu. – Mas... é a única opção, deixá-las presas por enquanto. Eu irei ao Olimpo, verificar o porquê desses guerreiros estarem nos atacando. – Ela segurou com força o báculo. – Ah... e Aiolia e Marin, onde estão?

Todos olharam para Aiolos, que corou – enquanto uma veia saltava em sua testa.


Iamira olhava admirada para o manto que havia acabado de costurar. Ela havia passado a ultima noite em claro apenas costurando, e colocado mais carinho do que gostaria de admitir na tarefa. Mas chegara inquieta da festa do casamento de Mask e Angelina – tinha a estranha sensação de que Dohko se aproximava – e por isso resolvera terminar o manto que havia prometido para ele.

Ela mirou o tecido brilhoso com orgulho e imaginou Dohko o usando em batalha. Combinaria tanto com ele! E fixou em sua mente a imagem do Cavaleiro de Libra... tão real, sorrindo para ela.

- Iamira...

Ela se assustou. Sua imaginação agora falava com ela? Mas não era imaginação... Dohko realmente esta ali, diante dela.

- D-Dohko! – A Nereida levou as mãos à boca, surpresa. Num ímpeto, largou o manto em cima da mesa que usava para costurá-lo e correu até o noivo, abraçando-o. – Dohko... eu me preocupei tanto!

Ele correspondeu seu abraço com ternura, afundando a cabeça nos cabelos castanhos e sentindo o perfume da Ninfa – aquele que tanto sentira falta.

- Estou bem, não precisa mais se preocupar... Eu senti sua falta... – Murmurou.

- Eu tamb... – Mira finalmente se deu conta da situação. Afastou-se de Dohko bruscamente, com o rosto em chamas. – E-Eu...

O Cavaleiro riu.

- Fico feliz em ter voltado, principalmente por esse abraço que ganhei.

Iamira parecia estar ao ponto de explodir. Deu as costas ao libriano e saiu correndo até seu quarto, trancando-se lá.


Shura desceu até a Casa de Leão. Tomara para si a responsabilidade de avisar Scylla do que ocorreu com Aiolia e Marin. Temia a reação dela, por isso queria garantir estar lá para confortá-la... se for necessário.

Ele escutou ruídos da cozinha, e imaginando que a Ninfa estaria lá, se dirigiu até o local. Mas o que viu foi algo totalmente diferente.

Monstro marinho.

Scylla.

A parte humana reconheceu o Cavaleiro e se assustou. E ela fugiu.

- ESPERE! – Shura gritou e se pôs a correr atrás dela.

Scylla correu, tinha certa vantagem pelas bestas e por Shura estar ferido, mas ela logo foi perdendo força e voltando a ser uma garota. Cambaleou, cega pelas lágrimas que nem ela sabia porque estavam caindo, e caiu no chão, soluçando. Capricórnio se aproximou rapidamente, bufando, e a ajudou a se levantar. A Ninfa recusou sua ajuda.

- Já sei... é nesse momento em que você se assusta e foge. – Ela comentou sarcasticamente. – Tudo bem, não precisa ser cavalheiro, pode ir.

- Eu não...

- Sinto muito se essa é uma aparência cedida pela bondade dos Deuses e meu eu verdadeiro é um monstro! Agora você pode me ignorar e fugir de mim para sempre. – Scylla continuava ironicamente, mas Shura resistia, tentando fazê-la se virar e encará-lo. Foi preciso um pouco de força para tal.

- SCYLLA! Dá para me escutar? – Ele grunhiu, sacudindo-a levemente. – Desde o momento em que vocês vieram para cá, eu já sabia que você era a Ninfa transformada em monstro por Circe! Por que eu fugiria agora? Aliás, graças a Zeus foi você que fugiu, pois eu senti que alguma serpente me atacaria se eu tivesse mais próximo...

A Ninfa piscou, um pouco assustada. Shura tinha razão... ela ignorara que todos ali sabiam do seu passado... talvez por estar sendo tratada tão bem por eles e pela sua forma humana completa, coisa que ela nunca se acostumara.

- Agora eu entendi... uma vez Aiolia disse que você sempre preparava o café para ele... era porque você voltava a ser...

- Monstro. – Scylla confirmou. – Os Deuses me permitiram ter uma forma humana para o casamento, mas todos os dias, ao amanhecer, eu retorno a minha maldição. – Ela passou a mão pelos olhos para tirar as lágrimas.

Shura sorriu, sem saber o que dizer para confortá-la. (-Boa Shura... não foi para isso que você veio? AH! É MESMO!)

- Eu tenho algo para te contar. – Ela levantou os olhos, encarando-o. O Cavaleiro explicou o que ocorrera com Aiolia.

A Ninfa pareceu desapontada, mas não teve a reação que Capricórnio esperava. Ficou apenas quieta, pensativa.

- Então...?

- É triste perder o noivo, mas eu já sabia que Aiolia não me amava. – Ela disse, por fim. – Fazer o quê. Talvez agora eu tenha que voltar, não sei...

- NÃO! – Shura acabou gritando. – Quer dizer, Athena não deixará você ir embora apenas por isso...

Ela sorriu.

- É uma pena... justo quando eu tinha esperanças... Não, não é nada. Bem... obrigada, Shura. Mas quando Aiolia voltar é que nós veremos o que será de mim.

- Você se importa. – Ele afirmou.

- Não, não me importo.

- Sim, se importa.

- Já disse que não!

Shura ergueu as mãos e segurou o rosto da Ninfa entre elas, obrigando-a a encará-lo de perto. Ele murmurou:

- Scylla... você sabe que há um outro jeito... de você ficar...

- O q-que quer dizer? – Ela corou levemente, mas havia um interesse em sua voz.

- Eu posso...

Um grito cortou o ar, fazendo ambos se assustarem e se afastarem rapidamente.

- O q-que foi isso? – Ele perguntou.

- Não sei... veio da Casa de Câncer... – Sim, Lina e Mask acordaram.

Shura suspirou.

- Enfim... conte comigo para o que for preciso, Scylla. Eu estarei ao seu lado mesmo com essas... cobras querendo me atacar... – Ele sorriu.

- Hunf. – Scylla tinha um ar esnobe em seu rosto, mas também sorriu.


Enquanto isso, Ariel terminava de preparar o café da manhã, enquanto Aldebaran se aproximou de fininho.

- Ari...

A Ninfa fez um biquinho e ignorou.

- Iel... – Ele terminou, em um tom choroso. – Vai ficar de birra comigo até quando?

Ela virou a cara, emburrada.

- Poxa, desculpa. – O Cavaleiro coçou a cabeça. – Sei que exagerei, mas foi porque...

- Eu estava dando uma lição em dois Cavaleiros bêbados que falaram mal de Athena! – Ariel se virou para o marido, as mãos na cintura e expressão fechada. – Eu não agarrei ninguém! Só que VOCÊ não percebeu que um deles desmaiou em cima de mim! Mas ao invés de me ajudar, ficou tendo crises...

- De ciúmes! – Ele a interrompeu. – P-Porque n-não aguentei ver você tão perto assim de outro homem... – Deba mirou o chão, se aproximando e oferecendo a mão para a mulher. – Eu sou ciumento, taurinos são assim. Me desculpa?

Ela suspirou, dando a mão a ele.

- Eu sei, bobo... só precisa confiar em mim. – Corou. – Até parece que eu te trocaria...

Aldebaran riu alto, puxando a pequena para um abraço apertado. Ariel riu, retribuindo o gesto do marido.

- Sabe, Deba... eu ando brincando muito com o Kiki e isso me fez pensar em algo. – Ela tocou os lábios, pensativa. – Acho que quero ser mãe.

-... M-Mãe?


-TARADO, PERVERTIDO, ESTUPRADOR, VOU TE LEVAR NO CONSELHO DAS NINFAS INJUSTIÇADAS, SEU MALDITO! – Angelina berrava em plenos pulmões, enquanto atacava Mask com qualquer objeto que visse a sua frente. Seu cão, Caos, observava animado, latindo tão alto quanto a dona e pulando por todos os lados.

- EU NÃO TE ESTUPREI! – Câncer gritou de volta. – ERA VOCÊ QUE ONTEM FICOU O TEMPO TODO DIZENDO: "AH, EU GOSTO DE AVENTURAS, HIHI"...

A Clio corou furiosamente, tão furiosa que se esqueceu de atirar algo em Mask.

-... NÃO FOI ESSE TIPO DE AVENTURA A QUAL ME REFERI! – Ela se atirou no Cavaleiro, tentando acertá-lo com os punhos. Nesse instante, Kanon e Kara invadiram o quarto deles, separando-os.

- Hey, calma, calma vocês! O que aconteceu aqui? – O geminiano perguntou, segurando Angelina – que apresentava maior perigo no momento.

- MASK ABUSOU DE MIM ESSA NOITE!

O outro casal se entreolhou.

- Nossa... me esqueci de que estamos nos metendo em briga de marido e mulher. – Kara riu. – Desculpem-nos, hahah.

- Q-Que?

- Bem, é normal, não é? Vocês aproveitaram a noite de núpcias...

Angelina novamente corou, mas agora o Cavaleiro de Câncer ria com os outros.

- AARGH! Caos, vamos sair daqui! Eu não vou aguentar ficar aqui! – Ela bradou, e o cachorro latiu, concordando. E deixaram os três rindo no quarto.

- Não perde tempo, hein Mask. – Kanon comentou.

- Pff, fazer o quê se ela não pode resistir ao meu charme...

- Agora se aquiete. – Kara disparou. – E não fique por aí com a mulher dos outros.

Os homens olharam assustados para a Ninfa, que não parecia arrependida de ter falado. Câncer gaguejou, falou que não tinha nada com ninguém, e Gêmeos arrastou a pequena para fora do quarto.

- O que deu em você? – Sussurrou, alarmado. – Não era para mantermos segredo?

- Não resisti! – Ela fez biquinho. – Não aguento ver o Saga sendo enganado assim...

Kanon se afastou dela, olhando-a com uma expressão que a Ninfa não soube definir.

- Se importa tanto assim com o meu irmão? – Ele perguntou, um tanto indiferente.

- É clar...

- Entendo. – Ele deu as costas, saindo da Case de Câncer e deixando a noiva pasma.

E Mask continuou no seu quarto, guardando consigo uma verdade que nunca revelaria.

- Lina idiota... – Sussurrou. – Estava tão linda ontem que foi difícil não fazer nada com ela...


Saga veio direto para casa, assustando Alfea, que não esperava pela volta do noivo. Mas ele gesticulou com as mãos, pedindo que ela ficasse em silêncio. Aproximou-se da Ninfa, que ainda estava na cama, e sentou-se ao seu lado.

- Por favor... eu estou cansado, preciso de alguém que me conforte. Tudo bem ser você?

Ela sorriu, confirmando. E Saga a beijou, aquele mesmo beijo carinhoso da primeira vez. Mas durou pouco tempo, porque logo o Cavaleiro desabafa em seu colo.

- Eu vou cuidar de você, Saga... – Ela murmurou, passando sua mão entre os cabelos do Cavaleiro, que dormia em seu colo.

E observando aquele homem tão lindo e gentil, ela se perguntou se devia mesmo continuar com aquilo...


Shura finalmente foi para sua própria casa, dando de cara com Amadeus na escadaria.

- Eu o vi chegando. – Ela falou.

- Hmm.

- Eu o vi indo direto para a Casa de Leão, provavelmente falar com Scylla.

- Amadeus... eu estou cansado, por favor, me deixe entrar... – Ele pediu.

Mas a Ninfa não estava a fim de atender o pedido do noivo, e se aproximou dele, agilmente.

- Não fique por aí de gracinha com outras mulheres! – Ela gritou. – Você é meu noivo, meu!

- Qual é a sua? – Shura a cortou. – Sempre me destratando. Você nem deve ligar para essa idiotice de casamento...

Amadeus arregalou os olhos, ficando pálida de raiva e agarrando o Cavaleiro pela gola da blusa que usava – já que ele estava sem armadura.

- Vá se foder! – Ela murmurou antes de puxar o Cavaleiro para um beijo avassalador. Shura ficou sem reação, mas não fez nada para impedir a Ninfa... o que foi pior para ela, quando viu que ele não correspondia. Ela o empurrou. – ESTÚPIDO! – E correu escada à cima, se trancando novamente no quarto dele.


Maia estava sentada no sofá da Casa de Sagitário quando Aiolos chegou. Ele vinha correndo, de braços abertos até ela... e ela pensou se devia fazer o mesmo, até imaginou a cena... seria muito idiota, não? Mas, na dúvida, ficou ali mesmo no sofá.

- Maaaia, eu voltei!

- Olá.

- Eu senti sua falta! Está tudo bem? Você se comportou direitinho? – Ele perguntou, fazendo um biquinho.

- Hm. Sim. Talvez. – Ela respondeu.

- TALVEZ?

- É claro que me comportei. – A Ninfa respondeu, fria. – E você demorou.

- Heh, tivemos uns probleminhas, sabe como é... – Ele coçou a bochecha. – Mas nem te conto... Aiolia e Marin... – O rosto bobo do Sagitário ficou sério, vermelho, e nervoso enquanto contava. Maia realmente se assustou com isso, mas não demonstrou. – Mas agora eu voltei para você, Maia! – Aiolos sorriu novamente, o humor mudando completamente.

A Plêiade estranhou, ficou sem graça, mas nada demonstrou. E ninguém percebeu que fez sol o dia inteiro no Santuário...


Kamus piscou, um tanto surpreso. Schuyller, a sua frente, não demonstrava nenhuma emoção. Ele se incomodou por ser o único a expressar um sentimento, pigarreou, e tentou se ajeitar.

- Entendo. Estou surpreso por você ter me contado isso, Schuyller, mas fico grato.

- Acima de tudo, considero você um amigo, Kamus. – Ela deu um leve sorriso. – Não queria esconder de ti meu envolvimento com Shion.

- Eu fico contente. – Ele retribuiu o gesto. – O que farão agora?

- Esperar as coisas se acalmarem para falar com Athena. Creio que nem ela, nem Liriel se importarão. A Ninfa nunca demonstrou nenhum sentimento para com Shion. E você, o que pensa sobre isso?

- Eu realmente não me importo. – Ele respondeu, sinceramente. – Espero que você seja feliz, Schuy. Quando você fala do Shion, vejo seu olhar se iluminar e perder a expressão melancólica.

Ela ficou sem graça, mas disfarçou bem.

- Obrigada, Kamus. Eu também espero que você seja feliz.

O aquariano sorriu, e a Ninfa saiu de casa, talvez para se encontrar com Shion. Minutos depois, Milliyah entrou.

- Milliyah, olá. – O Cavaleiro a cumprimentou cordialmente. – Como v- o que houve, Milliyah? – Percebeu as lagrimas no rosto da Ninfa.

- Kamus... eu gosto de você.


Anoiteceu quando Dohko bateu no quarto da Ninfa, mas não houve resposta. Sorrateiramente, ele abriu a porta e se deparou com a noiva dormindo encolhida na cama, iluminada pelo luar. Sorriu.

- Que linda... – Sussurrou.

Ele se aproximou devagar, sem fazer nenhum barulho e se abaixou sobre ela, dando um beijo na testa de Iamira.

- Obrigado pelo manto. Eu realmente gostei dele, tanto que já estou o usando.


N/A: Vou ver se agora, nas férias, crio vergonha na cara e atualizo Marry Me direito. Q Em dois dias eu escrevi esse capítulo, embora o comecinho estivesse mofando há um tempão aqui...

É, um capítulo para retratar só um dia, minha maior decepção. D: E não teve casamento... fica para o próximo! U_U Vou tentar trazer dois no próximo, mas não garanto...

(Mabel) Ah, taurinos são ciumentos por natureza! xD Mas o Deba teve uma grande surpresa, não? Ideias sobre isso? 8D Obrigada, hihi. Kissus!

(KrikaHaruno) Ai, eu acabei demorando... vou agilizar agora, ou tentar! -kk Vai dar confusão mesmo, viu... Alfea também, deu sorte a fic inteira e pegou dois Cavaleiros lindos, aiai.. x.x

(FerDieckmann) Hahah, agradeço! Meesmo! *-*

Obrigada a todas(os), mesmo! sz

~ Mahorin, 11.12.11.