Capítulo 12
"Deixe-nos ler e deixe-nos dançar - duas diversões que nunca farão mal nenhum ao mundo."
Voltaire
Ela dança a música com Alice e seus amigos, mas sua mente está em outro lugar. Seus olhos continuam atentos a procura dele. Ela não o vê voltar.
Isso tira toda a diversão dela.
Ela gradualmente se afasta da multidão, indo em direção à porta por onde ele saiu.
Ela olha ao redor dos bastidores, ele não está lá.
Ela lentamente sobe as escadas em direção ao espaço de ensaio. Ela diz o nome dele em voz alta.
Ele não responde.
Ela continua a subir os degraus, para a casa dele. Sua mão segurando o corrimão, apertado e inseguro.
Ela pára quando a porta dele vem à vista. Sua porta está aberta e, mesmo através da batida do andar de baixo, ela pode ouvir música dentro do seu loft. Música suave e mais leve.
Seu coração parece como se estivesse prestes a escapar do seu peito. Ela limpa as palmas das mãos úmidas nos bolsos traseiros da sua saia. Ela oscila. E se ele não a quiser aqui?
Ela dá um passo para a frente, empurrando sua porta. Ela procura em volta do espaço aberto. Ela ainda não o vê. Ela vira em direção ao banheiro, o único espaço deixado para ele se esconder. Ela bate na porta e diz seu nome.
Nada.
Ela se vira e vê suas botas de cowboy agora situadas em seu chão. Então ele pelo menos esteve aqui.
Ela anda sem pressa ao redor do apartamento dele. Ela não vê outra evidência dele, então, com um coração estilhaçado, ela se vira para sair.
Ela chega à porta, ainda aberta da sua entrada.
"Bella?" Ele pergunta.
Ela se vira para encará-lo, surpresa e assustada. Ela aperta seu peito, "Você me assustou. Eu não achei que você estivesse aqui".
Ele coloca uma garrafa de vinho em seu balcão da cozinha. "Eu subi no telhado por um minuto".
Ele descansa sua bunda no balcão e seus pés se cruzam. Ela olha para baixo, admirando seus pés descalços, grata que eles pareçam limpos e arrumados. Ela olha de volta para cima do seu corpo, só agora percebendo que sua camisa está desabotoada e aberta. Seu abdômen cinzelado e peito duro em plena exibição. Ela pisca e se obriga a parar de cobiçá-lo, de repente sentindo como se ela estivesse invadindo.
"Desculpe. Eu deveria ir." Ela se vira para ir embora, mas ele grita seu nome novamente.
"Por favor, não vá." Ele diz depois que ela se vira para olhar para ele. "Fique".
Ela fica ali parada, inquieta em seus pés, tentando ler as emoções no rosto dele, que está quase escondido pelo seu chapéu de cowboy. Ela cruza os braços e espera.
Ela fez isso, ela veio até ele. Ele sabe que a bola está no seu campo. Ela veio à procura dele, e ela o encontrou.
Então, e agora? Ele observa como ela fica lá parada cambaleando em seu apartamento, ainda bonita, ainda linda.
Ele abre a boca para dizer alguma coisa, para explicar, mas as palavras não vêm.
Mas a atração está lá, o magnetismo a atraindo para ele e ele para ela, isso enche o ambiente em torno deles.
Ele cede.
"Venha aqui." Ele diz com uma voz baixa e áspera.
Ela acha que deveria dizer algo, fazer-lhe uma pergunta, exigir uma resposta, mas ela não o faz, ela simplesmente vai.
Ela pára e fica na frente dele, esperando, querendo.
Ele se segura, ele sente demais, ele precisa ter calma. Apaixonar-se rápido pode machucar.
Ele estende a mão para ela, suas mãos gentis nos quadris dela.
Ela olha para ele, ela está tentando acalmar sua respiração. Ele a está tocando. Seus olhos a apreciando, com as mãos a segurando como se ela fosse muito frágil.
"Dance comigo". Ele a puxa para mais perto, seu corpo colado ao dela.
Ela acena e, em seguida, se funde nele.
Suas mãos deslizam em volta do pescoço dele.
Os braços dele circulam suas costas e ele levanta os pés dela do chão. Ele a segura apertado e forte.
Eles balançam e agitam ao som da música dos seus alto-falantes. É quase inaudível, mas é o suficiente, e neste momento, a música é irrelevante.
A mão dela se move para cima no seu cabelo, fazendo com que o chapéu caia no chão.
Eles não param de dançar.
A cabeça dele se abaixa e seus lábios encontram a junção do seu pescoço e seu ombro, exatamente dentro do seu colarinho aberto. Ele mordisca e beija muito gentilmente.
Eles ainda não param de dançar.
As unhas dela raspam através do seu cabelo, prendendo seus lábios em sua pele.
Ele a coloca de volta no chão. Suas mãos vêm até cobrirem suas bochechas. "Você quer que eu pare?" Seus polegares passando pelas suas bochechas enquanto ele pergunta. Ele parou de pensar, só agindo em sentimentos agora.
Tem sido uma longa jornada.
Ela rapidamente balança a cabeça, ela não quer que ele jamais pare de tocá-la, segurá-la. Ela está disposta a implorar se precisar.
A boca dele irrompe em um sorriso torto exatamente antes de ele cobrir a boca dela com a sua. Seus lábios são cetim contra os dela. Sua língua sai para provar seu lábio inferior, ela avidamente suga o dele em sua boca, ganhando um gemido dele.
Ela está consumida por ele, ele está se afogando nela. Suas mãos enquadram o rosto dela e exigem que ela fique bem onde está, como se houvesse qualquer outro lugar no qual ela gostaria de estar.
As mãos dela mergulham em sua camisa aberta, ela mapeia o contorno do seu abdômen, amando os arrepios que ela sente cobrirem a pele dele ao seu toque.
Ela sente por toda a pele nua dos seus lados, suas costas, a pele suave da sua cintura. Ela não pode ter o suficiente.
Seus beijos intensificam de suaves e cremosos para frenéticos e ávidos. As mãos dele encontram a cintura dela novamente e a levantam em cima do balcão.
As pernas dela abrem e ela puxa em sua camisa aberta para puxá-lo entre elas.
Ele deixa um rastro quente e úmido em seu pescoço, fazendo-a tremer.
"Se você não quiser que eu vá mais longe, diga agora." Sua voz é rouca e sua respiração é pesada.
"Oh, por favor, não pare." Ela diz com um gemido ofegante.
As mãos dela deslizam para baixo e encontram a fivela do cinto dele, agarrando e puxando para desatá-lo.
A testa dele cai contra a dela, "Nós não temos que fazer isso, Bella. Nós podemos parar. Ir devagar".
"Não, eu quero." Ela balança a cabeça.
Ela suspira quando finalmente sente as mãos dele sobre as suas coxas, subindo por baixo da sua saia, empurrando-a para cima enquanto ele vai. Ela sabe que isso é muito rápido para eles e ir devagar seria a decisão inteligente, mas às vezes inteligente é chato e maçante.
Além disso, ela o quer, e ela duvida que algum dia se arrependa disso.
A calça dele cai aberta uma vez que a fivela está aberta e ela empurra o zíper para baixo.
Ele puxa a calcinha dela, ela levanta a bunda e ele rapidamente a puxa para fora.
Ele a desliza para a beirada do balcão enquanto suas mãos enterram na parte da frente do seu jeans para segurar seu pênis duro.
Ela o bombeia com uma mão e tenta empurrar o jeans para baixo com a outra. Ela só vai até metade da sua bunda, mas é o suficiente.
Ele entrega a ela o preservativo que pegou da sua carteira minutos antes. Ela o desliza nele e o guia para ela.
Suas pernas envolvem em torno da parte de trás das coxas dele, puxando-o ainda mais perto.
Ele aperta as coxas dela, "Você tem certeza? Eu não quero estragar isso com você, Bella. Isso é mais do que apenas uma foda para mim. Eu quero tentar mais com você".
Ela sente lágrimas de alegria picarem o fundo da sua garganta. "Eu tenho muita certeza, Edward. Eu quero tentar com você também." Ela se inclina para frente e chupa seu lábio inferior em sua boca, mostrando a ele o quanto ela realmente quer isso.
Ele a beija de volta e a febre entre elas aumenta novamente.
"Mas, neste momento, eu não me importaria de você me foder, Edward." As mãos dela apertam sua bunda nua.
"Porra... sim, o prazer é meu." Ele agarra seu pênis e lentamente empurra em sua umidade. O calor dela o engolfa, suas paredes o apertando. "Merda..." Ele geme enquanto tenta definir o seu ritmo.
"Mais rápido." Ela diz em um sussurro alto. Suas mãos arranhando as costas dele, suas pernas o encorajando a ir mais fundo.
As mãos dele começam a apertar em suas coxas, ela pode ter hematomas amanhã. Ele arrasta uma mão pela sua perna, parando para traçar sua cicatriz. Ele se move para baixo em sua panturrilha e para o calcanhar para agarrá-la na parte de trás da sua bota, levantando sua perna um pouco mais alto.
A mudança faz com que ele atinja diretamente seu clitóris e, dentro de mais algumas estocadas, ela está enrijecendo e gritando seu nome.
O orgasmo dela o empurra sobre a borda e ele se perde, sua cabeça caindo para descansar no ombro dela para se equilibrar enquanto ele bombeia esporadicamente mais algumas vezes. Ele rapidamente se estende para agarrar o balcão, com medo de que suas pernas possam ceder sob ele.
~ O ~
Eles rastejam para a cama dele juntos, com suas roupas ainda meio vestidas, como estavam há alguns minutos. Ambos muito cansados no momento para se despir.
Ele puxa as cobertas sobre ela e pega sua mão para segurar. Ele a traz aos lábios, cobrindo a pele com beijos.
"Sinto muito." Ele confessa na escuridão. "Sinto muito por tê-la evitado, afastado você. Sinto muito que eu tentei nos negar isso".
Ela bufa e rola para encará-lo. "Edward, eu te perdôo, apenas não faça isso novamente. Quero dizer, nós temos que fazer isso mais uma vez, realmente, realmente em breve. Só não me afaste, porque eu tenho certeza que o meu lugar é aqui. Sabe?"
Ele acena, mas ela não pode vê-lo no escuro, "Sim, eu sei. Eu acho que o seu lugar é aqui também, comigo".
"Eu sei um jeito que você pode compensar para mim, bem... de outra maneira." Ela ri.
Ele geme e se aproxima dela, sua outra mão estendendo para encontrar algo para segurar. Sua mão enrosca ao redor da perna dela e ela se mexe e a joga sobre o quadril dele. "O que é isso?" Ele questiona.
Ela gostaria de ver o olhar no rosto dele quando pergunta a ele, "Dança comigo de novo?"
FIM
Nota:
Finalmente eles se entenderam, não é?
Chegamos ao fim, espero que tenham gostado dessa história.
Obrigada a todas as pessoas que acompanharam e comentaram.
E obrigada à autora, Mrs. Robward, que me autorizou a traduzir essa história.
Até a próxima.
bjs,
Ju
