Obrigada pela leitura :D
No capítulo anterior:
Eu caminho até o lado de fora, com o celular na mão. Exatos 15 minutos depois da minha ligação, eu vejo o Volvo de Edward se aproximando. Sorrindo, eu caminho em direção ao carro.
Capítulo 12
Não dou tempo dele sair do carro e já entro.
"Ei", eu digo.
"Ei, linda", ele sorri pra mim. "Se divertiu?".
"Sim. Foi muito bom, mas algumas horas é o suficiente pra mim", eu dou de ombros. Ele ri.
"Eu não conheço muitos jovens que não gostam muito de festa como você". Eu dou de ombros novamente. "Não é uma coisa ruim. De modo algum. Cada um tem suas preferências. Eu sei que você se diverte de outras formas. Lendo, assistindo filmes e séries, passeando com as amigas, nadando. Nós somos parecidos nisso".
"Sim, nós somos", eu digo sorrindo e ele liga o carro para nos levar pra casa.
Logo que entremos pela porta, Edward me puxa em seus braços.
"Eu queria fazer isso a noite toda". E, então, ele em beija. Sua língua invade minha boca e logo encontra a minha. A intensidade aumenta e nossas mãos passeiam por nossos corpos. A mão dele desce pra minha bunda e me puxa mais contra ele. Eu solto sua boca, sem fôlego.
"Eu tive que esperar você ir à festa daquele garoto e passar horas lá com ele. Tão linda desse jeito. Eu tive que me segurar pra não ir atrás de você. Mas você se arrumou assim só pra me deixar louco de ciúmes, né?", ele dispara, mas não me dá tempo de responder. Ele ataca minha boca novamente.
Nossa! Ele parecia tão tranquilo enquanto estávamos no carro.
Eu não me importo, eu não consigo mais pensar em nada. Eu devolvo o beijo, com igual fervor. Coloco minhas mãos debaixo da blusa dele e sinto sua pele. Eu acaricio suas costas e seu peito, sentindo seus músculos.
Ele é tão gostoso!
Minha excitação cresce a cada segundo e eu também sinto o pênis de Edward duro contra meu quadril. Sua boca larga a minha e vai para minha orelha. Ele lambe e chupa o lóbulo, me enlouquecendo.
"Oh Edward, por favor!", eu imploro. Eu preciso de mais. Ele continua mais um tempo e depois desce para minha garganta e pescoço, lambendo e mordendo suavemente. Eu me esfrego contra ele, buscando mais atrito. Tento puxá-lo contra meu corpo, mas não é suficiente. Cheia de desejo, eu coloco minha mão sobre seu pênis e acaricio de leve, por cima da calça.
"Porra, Bella!". Ele chupa meu pescoço mais difícil e em resposta eu apalpo mais difícil, também. Estamos ambos gemendo e prestes a perder totalmente o controle. Mas eu sei que ele vai se culpar depois, como sempre faz.
Buscando minha razão e encontrando forças não sei onde, eu empurro Edward com as mãos.
"Edward. Espera!". Ele me solta imediatamente. Espero minha respiração diminuir um pouco. "E não podia continuar sabendo que você iria se culpar depois. Você sempre se culpa e me afasta depois", eu sussurra a última sentença. Percebo que a declaração o atinge.
"Eu sou um idiota, Bella", ele diz com a respiração ainda instável. "Há poucos dias eu te disse que devemos esperar e agarro você assim! Estúpido!", ele xinga a si mesmo e agarra seus cabelos. "Mas é tão difícil, Bella. É tão difícil resistir a você. Eu te quero tanto! E você estava certa, infelizmente. Se as coisas fossem adiante, eu me culparia depois, sim". Eu me aproximo de novo e o abraço. Ficamos assim por alguns momentos.
"Obrigado por me parar".
"Eu não queria parar", eu confesso.
"Eu sei. E eu também não queria. Mas nós não podemos, Bella. Ainda não".
"Eu sei. Eu entendo agora".
"Você é meu anjo. Minha linda menina". Ele me beija, mas não tem a mesma paixão dos beijos anteriores. "É melhor eu subir, antes que eu perca o controle de novo". Mais um beijo e ele sobre as escadas.
-E-E-
No domingo pela manhã eu aproveito para fazer minhas atividades da escola e dar uma ajeitada na casa. Nós temos uma faxineira que vem pelo menos três vezes por semana, o que ajuda muito. Nos outros dias eu apenas preciso limpar uma coisinha ou outra. Edward, apesar de ser homem, é bem organizado e mantém as coisas em ordem. Meu pai não era bem assim.
Eu sorrio ao lembrar dele.
Às vezes, minha mãe ficava louca da vida com a bagunça que ele deixava por onde passava. Eu gosto pensar em meus pais e lembrar coisas sobre eles, mas ao mesmo tempo eu me sinto tão triste e com saudades. É uma mistura de sentimentos tão estranha, às vezes.
Estou na cozinha e Edward me vê limpando as lágrimas, me puxando pra ele. "O que aconteceu, Bella?".
"Não é nada. É só que estava lembrando-", o choro continua e não consigo responder. Eu enterro meu rosto em sua camisa e ele acaricia meus cabelos, sussurrando carinhosamente em meu ouvido e esperando eu me acalmar.
Depois de vários minutos eu consigo falar. "Eu estava lembrando do meu pai. E sinto tanto a falta deles. Tanta saudade".
"Eu sei, Bella. Nunca é fácil perder ao pais. Ainda mais pela forma como aconteceu. Eu estou sempre aqui pra você, viu? Sempre que quiser conversar ou só chorar no meu ombro. O que você precisar".
"Eu sei. Obrigada".
Eu passo o restante do dia com meu humor ainda pra baixo. Edward tenta me distrair, nós assistimos a uma maratona da nossa série preferida e pedimos uma pizza para o jantar. Subimos as escadas juntos. Ele me beija timidamente e me deseja boa noite.
-E-E-
A semana seguinte passa rapidamente. Eu tenho cada vez mais trabalhos na escola e, como este é meu último semestre no ensino médio, eu tenho que acompanhar o calendário da faculdade na qual irei me matricular. Eu optei por não mudar de estado e continuar aqui. Eu não quero me afastar da última pessoa da minha família. Na época que decidi, Edward concordou com minha decisão e disse que estava feliz por continuarmos próximos.
Edward me apoiou, também, na minha da carreira que quero seguir. Eu sempre adorei ler e desde os meus 13 anos, eu digo que quero ser editora de livros. Ele sempre me aconselhou a escolher aquilo que amo fazer, pois é isso que tornará mais fácil seguir em frente em momentos difíceis que toda profissão tem.
Eu quase não vejo Edward nessa semana. Somente quando ele chega à noite e, mesmo assim, é pouco tempo, pois ele tem chegado tarde. Mas jantamos juntos algumas vezes e tivemos duas sessões de cinema em casa.
Estou mais confiante agora para tocá-lo e beijá-lo quando quero. Ele aceita meus avanços e, muitas vezes, ele inicia o contato, mas nenhum de nós deixa ir muito longe. É sempre difícil não perder o controle.
Hoje é sexta-feira e Edward chegou tarde em casa. Ele me disse pra não esperá-lo para o jantar, mas deixei um prato prontinho para ser aquecido. Quando ele chega, é fácil perceber o cansaço e a tensão em sua expressão. Hum, as coisas no trabalho dele devem estar agitadas.
Eu o sirvo na cozinha, depois que ele tomou banho. Nós conversamos um pouco, mas eu o sinto meio aéreo.
"Tá tudo bem, Edward? Tem algo errado no trabalho? Ou outra coisa?", eu disparo, ansiosa para que ele se abra comigo.
"É apenas o excesso de coisas a fazer. Você lembra que eu comentei sobre a filial que iremos abri em outro estado?", eu aceno e ele continua. "Eu e mais alguns gerentes estamos nos desdobrando pra auxiliar os funcionários da nova filial".
"Que bom que hoje é sexta e você terá o fim de semana pra relaxar. E logo as coisas devem acalmar", eu tento animá-lo. Ele faz uma careta e meu sorriso cai.
"Por que você está com essa cara, Edward?", eu estou ficando assustada. O que está acontecendo? Eu me aproximo dele, pegando sua mão.
"Amanhã eu tenho que ir para o escritório". Oh. Tudo bem. "Mas não é só isso".
Oh meu Deus, será que ele vai ser transferido pra outra filial? Meu coração bate descontrolado e eu me desespero com a possibilidade.
"Oh, Edward. Você-", e não consigo concluir.
"Ei. Seja lá o que você está pensando, não é tão ruim assim, Bella".
"Então, me fale logo, pois você está me assustando".
"Na semana que vem e tenho que viajar e ajudar a treinar o pessoal da filial, pessoalmente". Ele diz e meu coração acalma um pouco. É ruim, mas é melhor do que ser transferido.
"Oh", eu exclamo. "Eu pensei...eu pensei que você ia se transferido pra lá", digo, me sentindo boba.
"Oh meu Deus, não, Bella! Desculpe se eu te levei a pensar isso. Mas é que eu não quero deixar você aqui sozinha por tanto tempo".
"Tanto tempo?"
"Sim. Bem, em torno de uns 12 dias".
"Oh. Tudo isso".
"Sim".
Ambos permanecemos em silêncio agora. Perdidos em nossos pensamentos. A minha mente está correndo livre.
Quase duas semanas sem Edward aqui. Ficarei sozinha nessa casa.
Será a primeira vez que ele viaja desde eu me mudei pra cá. Eu sempre soube que ele viajava de vez em quando por causa do trabalho. Quando meus pais estavam vivos era mais frequente isso acontecer. Eu me lembro.
Ele provavelmente evitou viajar desde que eu vim.
Mas agora ele vai. De repente surgem mil perguntas na minha cabeça.
"Quando você vai?"
"Na terça-feira de tarde".
Oh. "Tão cedo".
"Bella, eu juro que eu tentei ficar. Eu implorei para meu chefe, Carlisle, mas eles precisam de mim lá. E ele já me liberou das viagens o máximo que podia, mas agora não dá. Eu sinto muito", ele parece realmente triste, também.
"Eu sei Edward. Eu sei que se você pudesse, você ficaria aqui. E eu não sou idiota, eu percebi que você parou de viajar desde que vim morar com você", eu digo. "Mas eu não quero atrapalhar seu trabalho, Edward. Eu entendo que você tem que ir, às vezes".
É verdade, mas eu não posso deixar de ficar triste, pois não quero ficar longe dele. Vou tentar demonstrar, para não deixa-lo culpado. Eu o conheço, sei que vai se culpar. Ele se culpa por tudo. Eu tento dar sorriso verdadeiro pra ele. Ele me puxa e me abraça.
"Obrigada por entender, Bella. Mas eu não quero deixar você sozinha nessa casa. Além da saudade que sentirei, não quero ficar preocupado todo o tempo com você aqui sozinha".
"Nada vai acontecer Edward. Nosso bairro é tranquilo, a casa tem alarme. Eu ficarei bem".
Ele suspira. "Eu me sentiria melhor se você ficasse na casa de alguém. Talvez Ângela, se os pais dela permitirem. Ou mesmo com Alice, se você aceitar".
"Edward, não é necessário. Além do mais, eu não quero atrapalhar a rotina de Jasper e Alice", eu falo, sabendo que eles já moram juntos.
"Você não iria atrapalhar nada, mas Jasper não estará em casa. Ele também vai viajar pra nova filial".
"Oh. Quem mais vai viajar?"
"Vai um grupo razoavelmente grande. Eu, Jasper, o próprio Carlisle, Irina, Garret, Félix, Tânia, Demitri e Emmett". Eu imediatamente fico tensa ao ouvir o nome dela.
"Tânia".
Ele suspira. "Bella. Você sabe que não tem nada pra se preocupar. Certo?", ele diz, mas eu não consigo responder. Eu só consigo pensar que ela estará no mesmo hotel que ele, em outro estado, durante duas semanas.
E se ele não resistir aos avanços dela?
"Bella?", ele me chama e eu olho pra ele. "Nós estamos indo viajar a trabalho, Bella. Não vai acontecer nada. Nunca aconteceu nada aqui e nem vai acontecer lá".
"Mas e se ela-", ele me interrompe.
"Bella! Eu já te disse mil vezes que eu não quero Tânia. Não importa o quanto ela tente, eu não a quero. Eu já fiz isso muito claro pra ela e pra você, também. Então, por favor, confie em mim". Eu percebo que ele está tentando manter a irritação pra baixo. Ele se levanta e começa a puxar os cabelos.
"Tudo bem. Me desculpe. Eu confio em você". É a mais pura verdade. Eu acredito que ele nunca se envolveria com ninguém estando comigo, mesmo que nossa situação seja complicada e indefinida. E mesmo antes, ele nunca quis Tânia.
E me aproximo dele, novamente, e coloco minha cabeça em seu peito, abraçando-o. "Eu vou sentir saudades de você, mas a gente pode se falar por telefone e Skype todos os dias", eu sugiro.
"Pode apostar, menina linda. Mas eu ainda prefiro que você fique com Ângela ou Alice. Por favor". Ele segura meu rosto entre as mãos. "Eu comentei com Jasper sobre esta possibilidade e ele disse que Alice ficará muito feliz em receber você. Assim, nenhuma de vocês fica sozinha".
Eu quero ficar em nossa casa, mas entendo a preocupação dele. Penso por alguns instantes e sugiro uma solução.
"Eu tenho certeza que os pais de Ângela não vão se incomodar se eu ficar lá. Então, estou pensando em ficar com Ângela alguns dias, depois vou pra casa de Alice. E alguns dias eu fico aqui. Que tal?"
"Eu prefiro que você não fique nenhum dia sozinha aqui".
"Poxa, Edward, eu não vou ficar duas semanas sem pisar na minha casa. Serão apenas alguns dias", eu não vou abrir mão disso.
Ele percebe que eu não vou ceder e concorda. "Tudo bem, mas poucos dias. Por favor, Bella. Senão, eu ficarei preocupado. E me avise em quais dias ficará aqui. Tudo bem?". Eu concordo.
"Você disse que vai trabalhar amanhã. Será o dia todo?"
"Eu acredito que no meio da tarde estarei de volta. Por quê?"
"Eu tinha pesando em ficar na piscina, mas sozinha não tem graça. E seria bom pra você relaxar, também".
"Desculpe, linda, mas amanhã não dá. Por que você não convida seus amigos amanhã? E no domingo eu prometo que a gente faz isso. Combinado?"
"Tudo bem. Vou mandar mensagem para o pessoal".
"Bom. Agora eu vou subir porque o dia será longo amanhã", Edward reclama.
Ele me dá um beijo de boa noite. Eu aproveito o contato e tento aprofundar o beijo. Começa a me sentir angustiada só de pensar na viagem. Ele mantém os lábios suaves no início, mas parece sentir a mesma necessidade que eu sinto. Ele me segura apertado e sua língua explora minha boca.
Ele coloca as mãos debaixo da minha camiseta e o contato me faz gemer. Eu agarro sua nuca e seu cabelo. Ele passa as mãos pelos lados dos meus seios, mas como estou sem sutiã, ele recua. Continuamos nos beijando por algum tempo, mas não passa disso. Por fim, ele beija meu cabelo e sobe para o quarto.
Isso é o máximo que acontece entre nós. Ambos tentamos resistir, mas é cada dia mais difícil. Tem dias em que ele para de me beijar abruptamente e corre para o quarto. Falta pouco mais de um mês para meu aniversário e eu espero que depois disso as coisas fiquem mais fáceis.
-E-E-
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