Visitas e Mensagens
Não sabia que horas eram ou quanto tempo haviam dormido quando ouviu alguém bater à porta do quarto. Arya estava deitada sobre o tórax dele, com as pernas entrelaçadas nas dele e dormindo um sono profundo. Ela abriu os olhos lentamente, afastando-se dele o bastante para permitir que Jon se levantasse da cama.
Evitaram olhar um para o outro enquanto ainda estavam nus. Jon pegou suas calças do chão e as vestiu rapidamente, enquanto Arya caminhava até o baú e pegava um roupão para se cobrir.
Jon correu até a porta, abrindo uma pequena fresta, apenas o bastante para ver Bran parado em sua cadeira do lado de fora, tão constrangido quanto o casal dentro do quarto. Bran passou um pequeno rolo de pergaminho para Jon.
- Acabou de chegar. Tyrion Lannister está em Winterfell para o almoço. – Bran disse – Achei que gostariam de saber para se prepararem.
- Obrigado, Bran. – Jon disse com a voz ainda grogue – Ricky já acordou?
- As crianças estão lá em baixo, com Meera e Rickon. – Bran respondeu – Todos alimentados e em grande disposição.
- Que horas são? – Jon perguntou coçando os olhos.
- Algo em torno das dez da manhã. – Bran respondeu.
- Deuses, já é tarde! – Jon se surpreendeu com a hora – Estaremos no salão em alguns minutos. Dê as ordens necessárias, mande preparar um quarto para ele e alojamento pra comitiva.
- Já está tudo pronto. – Bran disse corando como uma virgem – E eu providenciei para que tivesse comida o bastante para você e Arya quando chegarem no salão. Imagino que estejam...Com fome, depois de...Tudo.
- Obrigado. – Jon disse levemente surpreso – E sim. Acho que comeria um auroque inteiro. – Arya riu um riso abafado em algum lugar dentro do quarto e Jon chegou a temer que Bran começasse a soltar fumaça pelas orelhas, de tão vermelho que estava – Estaremos lá em baixo em alguns minutos.
- Está bem. Com sua licença, eu tenho coisas a fazer. – ele disse empurrando a cadeira de rodas para fora do campo de visão de Jon.
Jon fechou a porta e se virou para encarar Arya, que já estava devidamente vestida e tentava não rir da situação.
- Juro que não entendo. – Jon comentou – Ele passa meses me provocando sobre o que aconteceu antes do casamento e agora, que eu e você estamos de fato casados ele fica tímido como uma donzela.
- Acho que ninguém ficaria muito confortável batendo na porta de um casal após a noite de núpcias. – Arya disse rindo – E Bran ainda é meu irmão. Tudo isso não está sendo exatamente fácil de digerir.
- Pelo menos é o troco por todas as piadinhas infames dele. – Jon disse rindo também, enquanto terminava de se vestir – Meera é boa pra ele. Bran tem até senso de humor agora.
- Um nortenho com senso de humor. – Arya revirou os olhos – A primavera mal começou, mas este deve ser um sinal de que o inverno está chegando.
Jon terminou de colocar suas roupas e finalmente se virou para encará-la. Ela estava bonita, como sempre. Os cabelos ainda um tanto desarrumados e o rosto corado. Ainda parecia a mesma Arya de sempre, com um toque de rebeldia no fundo dos olhos.
Caminhou até ela e tocou seu rosto, acariciando-o com cuidado. Ela ainda não se sentia confortável para encará-lo nos olhos diretamente. Quem poderia imaginar que um dia passariam por isso. A estranheza da manhã seguinte à noite de núpcias nunca foi uma situação que ele esperou viver na vida, muito menos com ela.
Ele beijou a boca dela. Desta vez sem a pressão da noite anterior, sem a urgência de saciar desejos contidos. Um beijo cheio de carinho, cuidado e honestidade. Não queria uma guerra, não queria ódio entre eles, apenas a segurança, o respeito e o carinho que sempre tiveram um no outro.
Arya envolveu o pescoço dele com seus braços, permitindo que Jon aprofundasse o beijo e desfrutasse de uma proximidade que até então não haviam dividido, nem com toda paixão da noite passada. Lembrou-se do dia em que havia dado Agulha de presente a ela e de como Arya o abraçou forte e beijou todo seu rosto.
Eles se afastaram buscando por oxigênio. Jon a encarou nos olhos e afastou uma mecha de cabelo que caia sobre o rosto dela. Ela parecia mais serena, quase feliz, quase contente com o rumo que a vida havia tomado, ou pelo menos era o que ele queria acreditar desesperadamente.
- Bom dia, esposa. – ele disse ainda abraçando-a.
- Bom dia. – ela respondeu corada.
- Tyrion chegará em algumas horas. Acho que temos tempo o bastante. – Jon sussurrou contra o ouvido dela. Arya sentiu seu corpo arrepiar inteiro com o tom de voz que ele usou.
- O bastante para que? – ela questionou sem se afastar dele.
- Ficarmos apresentáveis. – ele disse pressionando sua ereção contra a as camadas de roupa que ela usava, deixando bem claro o que queria dela naquele momento.
- Tem certeza de que algumas horas serão o bastante? – ela perguntou enquanto desatava os nós da calça dele mais uma vez, livrando-o de todo e qualquer restrição.
- Espero que sim. Eu não gostaria de me encontrar com o Mestre das Moedas neste estado, mesmo que Tyrion seja uma pessoa de mente aberta. – Arya o segurou com uma das mãos e começou a massageá-lo de forma habilidosa. Jon jogou a cabeça pra trás, enquanto ela continuava com seus movimentos ritmados e firmes – Deuses!
- Gosta disso? – ela perguntou junto ao ouvido dele – Ou prefere que eu fique de joelhos e use minha boca? – Jon segurou o pulso dela num ato que lhe custou quase todo autocontrole que possuía.
- Prefiro quando os dois aproveitam o jogo. – ele disse com a voz rouca e em seguida lambeu o lóbulo da orelha dela – Agora suspenda a maldita saia do vestido, apoie-se na mesa e vire de costas pra mim, mulher.
O tom de voz que ele usou, fez com que Arya se afastasse e ponderasse se devia ou não obedecer. No fim das contas ela acabou fazendo o que ele disse. Suspendeu a saia, deixando o traseiro exposto, se curvou sobre a mesa buscando apoio.
Jon separou os joelhos dela e a inclinou um pouco mais sobre a mesa. Uma das mãos dele descansava sobre o quadril dela, enquanto a outra deslizava pela parte da frente da coxa até atingir o ponto de prazer dela. Arya já estava úmida e quente.
Ele a estocou de uma vez, enquanto massageava aquele pequeno ponto oculto, pouco acima de onde seus sexos se conectavam. Os movimentos eram rápidos, ritmados e languidos. Logo ela já não se contentava em apenas gemer, Arya emitia gritos curtos, que pontuavam as estocadas firmes dele, enquanto Jon arfava a cada novo movimento.
Nenhum dos dois durou muito. Quando o prazer veio, mais forte do que Arya havia antecipado, ela teve de deitar todo tronco sobre a mesa para compensar a fraqueza das pernas. Jon se agarrou a cintura dela, lançando-se bem fundo uma única vez e respirando pesado junto ao ouvido de Arya.
Levou alguns minutos até que eles conseguissem confiar nas próprias pernas para ficarem de pé. Arya alcançou uma toalha que estava jogada sobre a mesa a limpou o líquido viscoso que escorria entre suas pernas, antes de ajeitar o vestido.
- O bastante para um dia? – ela perguntou se virando para ele. Jon havia acabado de ajeitar as calças novamente.
- Um dia? – ele perguntou arqueando as sobrancelhas – Provavelmente não foi o bastante nem pra me manter calmo pela próxima meia hora, mas acho que vou ter de me contentar. – ele riu – Espero que essa visita de Tyrion não seja do tipo demorado.
- Se Tyrion Lannister conseguir te manter longe das minhas saias por metade de um dia, então acho que vou gostar dele mais do que imaginava. – ela disse tentando se recompor – Eu tenho um filho pra cuidar, caso não se lembre.
- E minha missão é garantir que em menos de um ano tenha outro. – Jon a abraçou, beijando o pescoço dela – Talvez uma menina. O que acha?
- Que você precisa de um limite. Sério, Rickard é mais trabalho do que eu consigo manejar e agora você está disposto a roubar todo meu tempo. – ela disse séria – Desse jeito eu morro de cansaço. Vamos, eu estou morrendo de fome aqui.
Os dois deixaram o quarto juntos e seguiram para o salão. Bran não havia mentido quando disse que já estava tudo preparado para receber Tyrion. O castelo já estava em pleno funcionamento e sem nada de muito importante que exigisse a atenção de Lorde Stark naquela manhã.
Arya pegou Rickard e o colocou sobre o colo enquanto ela comia pão, queijo, presunto e bebia cerveja escura para empurrar tudo pra baixo. Jon estava faminto e devorou a refeição como mais rapidez do que aquilo que seria considerado educado. Meera, Bran e Rickon já haviam quebrado o jejum e conversavam amigavelmente entre si, enquanto Lorde e Lady Stark terminavam de esvaziar os pratos.
Robb e Rickard zanzavam pelo salão correndo atrás de uma bola de pano, enquanto Arya e Meera observavam os meninos se divertirem. Jon a admirava a distância, ainda sem acreditar que agora eram de fato marido e mulher.
Ela deu ordens aos criados, preparando-os para receber o emissário do rei. Cuidou para que a refeição estivesse pronta para ser servida assim que Tyrion chegasse a Winterfell e antes da agitação toda começar de verdade, Arya deu uma última passada de olhos no livro de constas. A única coisa que havia mudado de fato entre eles era essa necessidade que Jon sentia de tê-la nua debaixo de seu corpo, sussurrando e gemendo o nome dele.
Tyrion chegou com uma pequena comitiva e nada havia mudado nele nos anos em que passou sem visitar o Norte. Era tão baixo quanto Jon se lembrava e a deformidade causada pelo fogo selvagem durante a batalha de Água Negra era desagradável de se ver. Entretanto, o anão tinha um carisma que Jon não sabia explicar. Talvez fosse sua inteligência perspicaz, ou sua língua afiada, a verdade era que aquele pequeno Lannister sempre foi uma pessoa admirável.
O anão fez uma breve reverência ao Lorde de Winterfell e Jon sorriu ao vê-lo.
- É um prazer revê-lo, Lord Tyrion. – Jon disse com satisfação genuína – Creio que não se lembra de Arya, a filha mais jovem de Lorde Eddard.
- Minha senhora, é um prazer revê-la. Não imagina nossa satisfação em saber que estava viva e bem, acima de tudo que havia retornado a Winterfell. – Tyrion disse satisfeito.
- Muito gentil de sua parte. Espero que a viagem tenha sido tranquila, meu senhor. – Arya disse educadamente.
- Esplendida! – Tyrion disse enquanto encarava o pequeno Rickard nos braços da mãe com grande curiosidade – E este deve ser Rickard Stark. Que belo menino ele é. Meus parabéns.
- Obrigada. – Arya respondeu. Tyrion avistou Bran, Meera, Rickon e Robb. O anão sorriu satisfeito e surpreso ao ver todo clã Stark reunido em Winterfell.
- Ora, isso é uma reunião de família. – Tyrion disse satisfeito – Espero não estar interrompendo nada. Lorde Brandon, lady Meera, como estão?
- Muito bem, meu senhor. – Bran respondeu movendo a cadeira para mais próximo de onde o anão estava – Viemos a Winterfell para celebrar o segundo dia do nome de Rickard. Como são raras as ocasiões para reunir a família toda, decidimos que uma pequena viagem valia a pena.
- Oh, sem dúvida. Eu espero que continue com tal disposição. Haverá um grande torneio em três meses. A capital estará abarrotada e seria um prazer ver todos os Stark nas festividades. Suas majestades esperam ansiosamente para revê-los. – Tyrion disse satisfeito.
- Seria esplendido. – Bran respondeu de forma apática.
A refeição foi servida e todos comeram e beberam bem. Jon e Tyrion conversaram bastante e Rickard parecia intrigado com o anão. O Duende tinha um dom com crianças e antes do fim do banquete, ele estava fazendo gracejos para o menino Stark mais velho e arrancando gargalhadas dele.
Ao final da refeição, Tyrion pediu para falar com Jon em particular. Lorde Stark conduziu o anão até a sala de estudos e lhe ofereceu uma cadeira confortável e vinho temperado.
- É um menino muito esperto. – Tyrion comentou enquanto bebericava – E lady Stark me parece muito bem.
- Ela e Rickard estão muito bem sim. Ele é uma criança admirável. – Jon comentou orgulhoso – O que o trás de tão longe até Winterfell, Tyrion?
- As notícias do torneio em homenagem ao dia do nome de nosso amado rei. – o anão disse – E também a razão pela qual Aegon insiste que você, lady Stark e o menino compareçam.
- Por que não gosto do tom que isso tem? – Jon perguntou arqueando uma sobrancelha.
- Porque Ponta Tempestade tem um novo lorde. – Tyrion disse sério – Descobrimos alguns dos bastardos de Robert Baratheon ao longo do último ano. O mais velho deles tem a sua idade e Aegon o nomeou Senhor das Terras da Tempestade, em troca de um juramento de lealdade e da renuncia a qualquer pretensão ao trono. – o anão se endireitou na cadeira – O rapaz concordou e em seguida levou ao rei uma causa muito peculiar. Ele disse ter um filho bastardo, que lhe foi tomado pela mãe e por um certo lorde do Norte, que nomeou a criança como seu herdeiro. Em resumo, Gendry Baratheon quer o filho de volta, reconhecido como um Baratheon legítimo e herdeiro de Ponta Tempestade.
- O que? – Jon socou a mesa num ato reflexo – Aquele...Aquele maldito bastardo! Um Baratheon? Eu não... – Jon levou a mão ao rosto – Eu não posso acreditar numa coisa dessas.
- Daenerys e Aegon esperam por você na capital para resolver o impasse. Devo alertá-lo de que Gendry não está interessado apenas no menino, como deseja a mão da mãe em casamento. Imagino que uma união entre lady Stark e o pai do menino não seja tão impossível agora. – Tyrion sugeriu.
- Eu não vou entregar Arya a ele. Nem ela e nem o meu filho. – Jon disse convicto – Rickard pode não ser fruto da minha semente, mas eu sou o único pai que ele conhece. Eu não estou disposto a abrir mão dele e Arya está feliz aqui.
- Talvez ela fique feliz com a ideia de se casar com ele. O rapaz tem boa aparência e está determinado em conseguir a mulher que ama de volta. Ele disse com todas as letras que o senhor era o único empecilho existente e que o botou para fora de Winterfell como um cão sarnento quando ele ainda era um simples ferreiro.
- Ele era um plebeu seduzindo uma dama. A lei estava do meu lado e eu fiz o possível para defender minha família. – Jon retrucou imediatamente.
- Louvável de sua parte, uma pena que lady Stark não tenha pensado da mesma maneira quando permitiu que ele lhe fizesse um filho. – Tyrion disse – A questão é delicada. Aegon insiste em ouvir as duas partes antes de decretar qualquer coisa.
- E de que lado está a preferência do rei? – Jon sondou.
- O rei está realmente indeciso. A rainha, por outro lado, lhe é favorável. Daenerys tem uma predileção por você desde o incidente além da Muralha. Em todo caso, estamos falando da sucessão de duas das maiores casas dos Sete Reinos. O assunto é mais do que delicado, é crucial para manter boas relações com ambas às casas com a coroa. – Tyrion disse sério – Gendry estará na capital para o torneio e eu o aconselho a fazer o mesmo, Jon.
- Eu irei, deu um jeito ou de outro, mas se acha que ele vai conseguir me tomar Arya e Rickard, está mais do que enganado. – Jon respondeu convicto.
- Talvez sua irmã concorde com o casamento. – Tyrion sugeriu conciliador – Ela pode ter outros filhos com ele, se Rickard permanecer aqui.
- Fora de questão! – Jon retrucou imediatamente – Eu duvido muito que Arya tenha qualquer interesse em um casamento. De qualquer modo, eu falarei com ela, mas antecipo que a resposta dela será negativa.
- Parece conhecer muito bem os desejos de Lady Stark, Jon. – Tyrion disse em um tom suspeito.
- Mais do que pode imaginar. – Jon respondeu enigmático, pondo um fim ao assunto.
Quando Jon voltou para seu quarto, Arya estava sentada sobre a cama, esperando por ele para saber qual era o assunto que Tyrion Lannister queria tanto discutir com o Lorde de Winterfell. Ela não deu uma palavra quando ele entrou, notando o quão nervoso Jon parecia.
Ele se serviu de uma generosa taça de vinho enquanto andava de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Gendry...Baratheon! De todos os bastardos do mundo Arya tinha que escolher logo um que tinha sangue nobre nas veias!
Jon secou a taça num só gole e a colocou de lado. Arya se levantou e foi até ele, tocando-o sobre o ombro para chamar a atenção do marido. Ele parou e a encarou por um minuto, sem dizer nada. Beijou-lhe a boca com um toque de desespero, como se desejasse ter a certeza de que ela não desapareceria como fumaça diante dele.
- O que houve? – ela perguntou entre os lábios dele.
Jon lhe contou o motivo pelo qual Tyrion estava ali e o que Gendry pretendia agora que era um lorde. Arya ouviu tudo em silêncio, digerindo cada palavra. Ela prendeu a respiração quando soube que Gendry queria o filho de volta e agora estava nas mãos de Aegon decidir o que seria feito de Rickard.
- Isso não pode estar acontecendo. – ela disse num sopro de voz – Eu não...Deuses! Gendry? Um Baratheon?
- É o que tudo indica. – Jon disse enquanto a abraçava – E agora ele está em condições de medir forças comigo. Eu não sei o que fazer, Arya.
- A única coisa que podemos fazer. – ela respondeu – Vamos a Porto Real responder ao chamado do rei e usar a predileção da rainha ao nosso favor. – Arya disse convicta – Eu não posso deixar você agora, não depois de ter casado comigo. Quanto a Rickard, eu duvido que Daenerys permita que Aegon tire um filho dos braços da mãe para entregar a alguém que é um estranho pra crianças.
- Devo entender que você voltaria pra Gendry se eu não a tivesse desposado? – Jon se afastou dela indignado.
- Não por minha vontade, mas aposto que caso você não desejasse se casar comigo de forma alguma, Bran acabaria optando por ele. – ela disse de forma prática – Ou quem sabe até mesmo Aegon determinasse que eu me casasse com Gendry pra por um fim a disputa.
- Não quero você perto dele. – Jon disse voltando para os braços dela e beijando-a com vontade – Não quero você nem na mesma cidade que ele, que dirá num mesmo castelo. Eu não cheguei até aqui pra perder tudo.
- Então eu vou dar as ordens necessárias. Deixar tudo preparado. Partimos para a capital em um mês. Vou ter que providenciar um bom estoque de chá da lua também. – ela disse rapidamente.
- E por que diabos precisa de chá da lua? – ele a encarou indignado.
- Se vamos aparecer diante do rei, a última coisa que queremos é que eu esteja carregando um filho seu na barriga. Não podemos levantar suspeitas sobre a sua origem e como dizer pra você se manter longe da minha cama vai ser mais inútil do que mamilos numa placa de peito, essa é a única solução viável. – ela retrucou imediatamente.
- Muito bem. – ele concordou – Mas assim que estivermos de volta ao Norte, você não me escapa. – ele disse beijando-a mais uma vez e já insinuando que desejava o vestido longe do corpo dela – Ainda não desisti da ideia de dar irmãos a Rickard.
Nota da autora: Tá no inferno, ABRAÇA O CAPETA! É mais ou menos esse o espírito da coisa neste capítulo. Pois é, o Gendry é legitimado. E agora, José? A Arya tá casada, o Jon tá com medo do que o Aegon pode fazer pra solucionar o dilema, todo mundo tá nervoso com medo de que o rei descubra que tem um meio irmão, o Bran tá corando que nem uma donzela (imaginem o volume dessa noite de núpcias). E agora, José? Vamos todos pra Porto Real e eu vou poder gastar todo meu lado "advogada" e simular uma audiência de Vara de Família (não mesmo XD).
Bjux
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