Capitulo 11: Mudanças
Scarllet entrou em seu dormitório. Deveria estar no jantar. Mas estava sem fome nenhuma. Andou até o centro do quarto e olhou a sua volta.
Não havia mais quatro camas no quarto. Agora eram só duas. O quarto era apenas seu e de Kathy agora. Marta e Kira nunca mais entrariam ali. Marta nunca mais a chamaria de Lily e não estudariam juntas na biblioteca. Kira nunca mais lhe abraçaria, nunca mais lhe faria companhia, não escutaria mais seus receios e nem desabafaria com ela.
As lágrimas voltaram sem que conseguisse segurar. Caminhou até sua cama e se sentou, deixando-as caírem sem qualquer impedimento. Segurou o pingente que se encontrava pendurado em seu pescoço por uma correntinha de prata: A pedrinha cravada na parte prateada da estrela de cinco pontas, assim como na de bronze, estava cinza. A da parte dourada tinha a pedrinha negra a mais de uma semana.
Quando Kathy entrou no quarto, cerca de uma hora mais tarde, Scarllet tinha a cortina da cama fechada e estava em silencio, fazendo a colega pensar que estava dormindo. Mas a ruiva não conseguiu dormir. Toda vez que fechava os olhos, o rosto sem vida da amiga dentro do caixão não lhe deixava em paz.
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Voltar à rotina do castelo depois de ter enterrado parte de si não foi fácil. Fofocas sobre o que aconteceu na noite de 27 de dezembro circulavam a escola inteira depois de sair uma reportagem no "Profeta Diário" sobre a captura de três comensais, a morte de mais uma estudante e o envolvimento de Scarllet, Kira e Kai na historia. Scarllet era perseguida por olhares e cochichos por onde passava.
Kai estava totalmente mudado. Não aparecera no velório ou enterro de Kira. Não lhe mandara um unica carta nem respondeu a que ela mandou. Não voltou na cabine com ela, e sim o substituto no time da Grifinória de Lin Smaler, que se formara no ano passado e agora era artilheira do Harpias de Holyhead, James Carrol e sua corja de amigos. Quando fora falar com ele, o garoto lhe dera um oi e quase saira correndo.
Scarllet entrou sozinha na sala de Poções no dia seguinte a seu regresso para Hogwarts com um peso no estomago e vontade de sair correndo. Lembrar do sacrifício de Kira pra passar no N.O.M. de Poções e dos micos que a ruiva vira os dois amigos pagarem naquela sala, não só nas aulas do Snape, mas principalmente nas de Slughorn lhe dava vontade de chorar. Por que mesmo o idiota do Kai mal estava falando com ela? Idiota!
Ela se sentou na frente, sozinha. Seu estomago deu uma volta. Snape entrou na sala e os poucos alunos calaram-se imediatamente. Ele se postou na frente de todos e seus olhos pousaram na ruiva na primeira fileira por algum tempo antes de começar a aula.
O sinal do almoço bateu algum tempo depois. Scarllet se demorou mais do que o necessário para colocar sua amostra de poção no frasco, por na mesa do professor e guardar seu material.
Quando todos os alunos já haviam saído, Snape pareceu notar que Scarllet ainda permanecia na sala.
-Algum problema, senhorita Wolfgan? –perguntou.
Scarllet demorou um pouco para responder, escolhendo as palavras, suspirou e disse:
-Eu queria agradecer, professor –Snape fez cara interrogativa e ela tratou de se explicar –Se não fosse pelo senhor, eu e Kai não estaríamos vivos.
-Eu gostaria de ter salvo mais de duas vidas aquela noite, senhorita Wolfgan –disse o professor –Eu sinto que a senhorita Tuner tenha morrido daquela forma. Ela era uma aluna claramente esforçada.
Scarllet deu um pequeno sorriso. Snape elogiando uma Grifinória não era todo dia que se via isso.
-Sim, ela era –disse. Ela fugia de falar sobre Kira com qualquer pessoa, (Talvez se Kai não estivesse sendo um bastardo, conversaria com ele) mas com Snape parecia não doer tanto. E ela não entendi o por que e nem sabia se queria mesmo entender.
-Não sei se a senhorita e o senhor Stom tem sorte ou talento. Mas, não é qualquer um que conseguiria enfrentar três Comensais da Morte quase de igual para igual.
-O-obrigada –agradeceu a ruiva, corando.
Ficaram em silencio por alguns segundos. Até Snape se pronunciar:
-Se a senhorita não tem mais nada a dizer, acho melhor irmos para o almoço.
-Certo –disse Scarllet, virando as costas e correndo para fora da sala.
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Scarllet se sentia perdida. Era difícil prestar atenção nas aulas e dormir a noite era quase impossível. Não havia um único dia que não sonhasse com 27 de dezembro. McGonagall chamou-a em sua sala mais de uma vez durante o ano letivo. Scarllet se sentia bem conversando com a diretora da Grifinória. Ela era compreensiva e gentil, apesar do ar severo. Para Scarllet, lembrava muito sua mãe.
Voltar para casa no fim do ano letivo nunca foi um alivio tão grande. Scarllet passou as férias todas em casa. Kai não mandou uma única coruja durante os dois meses. Scarllet estava ficando realmente furiosa com o garoto. O que aquele idiota estava fazendo? Por que estava se comportando como se ela também estivesse morta?
A garota adquirira o habito de olhar constantemente a estrela em seu pescoço. Mas ela parecia até quebrada. Parte dourada, pedrinha preta. Parte prata e bronze, cinza. Isso quase a irritava mais que o fato de Kai não mandar uma droga de coruja.
Scarllet acordou na manha do dia 1º de Setembro com sua mãe lhe chamando. Levantou e fez sua higiene matinal, descendo para a cozinha, onde Megan e Thomas Wolfgan já tomavam café-da-manhã.
-Bom dia! –desejou Thomas para a filha, tomando um gole de café.
-Bom dia! –respondeu a garota, dando um beijo estalado na bochecha da mãe.
-Bom dia, Lily, querida. –desejou a mãe, enquanto Scarllet se sentava.
-Mãe! –exclamou, exasperada.
-Nem venha com essa, Lily Scarllet! –repreendeu Megan, sorrindo. –Espero que um dia você pare com essa besteira! Lily é seu nome e é um nome lindo!
-Scarllet também é meu nome! E a senhora sabe que eu detesto esse nome! Mãe! Eu tenho alergia a flores e nem gosto delas!
Megan riu, perguntando:
-E o que isso tem a ver? Não é por que você não gosta de uma coisa que ela não seja bonita.
Scarllet revirou os olhos, desistindo. Sua mãe nunca renegaria o nome que lhe deu.
-Sua mãe me contou que agora você é monitora chefe –começou Thomas, tomando o
ultimo gole de café –Parabéns!
-Obrigada, pai –agradeceu a garota, indiferente.
Thomas suspirou. Megan olhou da filha para marido com pesar.
Terminaram de tomar café e, com um aceno de varinha, Thomas pôs a louça para se lavar.
-Não precisava –disse Megan, pegando sua bolsa em cima do balcão da cozinha enquanto Scarllet ia pegar seu malão –Eu poderia cuidar disso quando voltasse.
Thomas apenas sorriu, pegando a chave do carro.
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A primeira semana de aula do setimo ano foi parecida com a do quinto: Professores encheram seus ouvidos com recomendações e avisos sobre os N.I.M.s, trabalhos atraz de trabalhos, pressão...Tudo isso misturado a falta dos melhores amigos e a monitoria estava deixando Scarllet louca.
Logo depois do jantar do primeiro dia de aula, Scarllet tentou abordar Kai, pedir explicações ou qualquer coisa. Mas o garoto foi evazivo e logo conseguiu sair de perto dela, com a ajuda de seus novos amiguinhos, deixando Scarllet mais irritada ainda.
As matérias de N.I.E.M. eram complicadas e exaustivas. Chegava na Torre da Grifinória depois do jantar e se jogava numa poltrona, se metendo em meio a pergaminhos, livros, tinteiros e penas.
As poucas horas sem estudar eram preenxidas pelas rondas e reuniões. Como Monitora Chefe, Scrallet devia dar o exemplo e não podia faltar a nenhuma delas. Esquecer momentaneamente de Kai era facil, dormir a noite ainda era complicado, as vezes tinha que disperdiçar algumas horas de estudo fazendo poções calmantes ou de Sono sem Sonhos. Podia pedir na Ala Hospitalar, mas não queria continuar preocupando McGonagall, que tanto a ajudará no ano passado.
Tentou falar com Kai mais três vezes antes do primeiro jogo de Quadribol da temporada, no começo de Dezembro. Todas as vezes Kai encontrava uma desculpa e fugia.
Era vespera do jogo quando, depois da ultima aula do dia, antes do jantar, Scarllet fez uma ultima tentativa de falar com Kai. O garoto deu uma desculpa esfarapada que tinha esquecido seu estojo de poções na sala, deixando Scarllet furiosa e sem qualquer apetite, esquecendo do jantar e subindo para a Torre da Grifinória. Kai era um completo desastre para inventar desculpas. Ele se quer fazia mais Poções!
Deitou em sua cama e ficou encarando o teto. Bufando ocasionalmente. Desistia! Não ia mais tentar falar com aquele imbecil. Ele que se explodisse em mil pedacinhos com um Expulso bem no meio da testa!
Virou para os lados incontaveis vezes antes de adormecer e sonhar novamente com aquela noite, onde um homem de capa negra sem rosto milagrosamente a defendia do Avada Kedavra.
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Scarlet não foi ao primeiro jogo de Quadribol da temporada, pela primeira vez desde que começara a estudar em Hogwarts. Também não participou da comemoração da vitória, alegando para Kathy que estava com dor de cabeça, subiu para o dormitório e lá ficou finalizando os trabalhos de segunda e terça-feira.
Nas semanas seguintes teve que, junto com o outro Monitor-Chefe, Atilla Sven, da Corvinal, coordenar os outros monitores e ajudar na decoação de Natal, que passou em casa.
-Ta tudo bem, mãe? -perguntou Scarllet, depois de mulher derrubar o copo que a garota lhe passara para ser seco.
Era vespera de Ano Novo e Scarllet estava lavando a louça enquanto Megan secava. Megan estava destraida e derrubando as coisas com frequencia e Scarllet conhecia sua mãe bem o suficiente para saber que isso era sinal de que ela estava preocupada com algo.
-Sim, querida. -disse a mulher, se abaixando para pegar os cacos de vidros, Scarllet secou a mão no guardanapo e pegou a varinha no bolso. -Não me cortei.
-Deixa, mãe, eu ageito isso. -disse ela, apontando a varinha para o copo -Reparo!
-Oh! É verdade! Esqueci que minha filhinha agora é uma bruxa maior de idade! -disse Megan, em tom de brincadeira, pegando o copo consertado.
-Vou terminar logo com essa louça -disse a garota, apontando a varinha para os pratos e murmurando um feitiço. Os pratos começaram se lavar sozinhos -e você agora me conta o que esta te preocupando.
-Não estou preocupada, Lil -disse a mulher, colocando o copo em seu lugar no armario.
-Mãe, eu te conheço a 17 anos e você não me engana, dona Megan! Destraida, derrubando coisas por ai. O que ta acontecendo?
-Serio, Lily, não é nada com que você tenha que se preocupar, querida. -disse a mulher, sorrindo.
Scarllet encarou o rosto da mulher. Megan era muito bonita, mesmo com seus 45 anos. Tinha cabelos castanhos um pouco puchado para o vermelho, lindos olhos verde e um sorriso que parecia emanar calma, mesmo nas horas mais dificeis.
-Mãe...-tentou a garota novamente, mas foi interrompida pela campanhinha.
-Vou atender, deve ser seus tios.
Megan saiu pela porta da cozinha, deixando Scarllet sozinha. A ruiva suspirou. O que sua mãe estava lhe escondendo?
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Voltando pra Hogwarts, voltando pra rotina do castelo, voltando para a falta dos amigos.
Fizera um ano. Um ano que Kira não estava mais lá. Um ano que o idiota do Kai definitivamente era classificado como um idiota.
Se jogou na cama após as duas primeiras aulas do dia, era o primeiro periodo livre do dia, e encarou o teto. Ficou alguns minutos pensando. Pensando em como não conseguira arrancar uma unica informação da mãe, pensando nos N.I.M.s, em Kira Tuner, Marta Smaler, Kai Stom...Jhonatas e Matthew Wolfgan...
Se levantou depois de algum tempo, pegou sua mochila e foi para a biblioteca. Passou pelo Salão Comunal que estava quase vazio, excerto por alguns alunos do sexto e setimo ano com periodo livre, e saiu pelo bucaco do retrato.
Chegou a biblioteca e pegou alguns livros sobre Criaturas das Trevas. Sentou-se em uma das mesas e pegou pena, pergaminho, tinta e o livro de Defesa Contra As Artes das Trevas
Começou a fazer o trabalho. Não tinha escrito nem cinco linhas quando alguém sentou-se em sua frante. Levantou os olhos do pergaminho e deu de cara com Kai.
O garoto estava desacompanhado e com cara envergonhada. Scarllet encarou ele por alguns segundo com uma sobrancelha arqueada e voltou-se para seu pergaminho, decidida a ignorá-lo.
-Er...Oi -disse o garoto. Scarllet continuou escrevendo -Eu...queria conversar com você...
-Estou oculpada no momento, se não notou -disse de maneira curta e grossa.
-É... -ele respondeu, ficando quieto.
Passou-se quase meia hora assim. Scarllet lia algumas coisas em algum dos livros, escrevia. Kai a encarava. Scarllet o ignorava.
-Eu...notei que você não foi no jogo, no começo de dezembro -ele quebrou o silencio.
Ela o ignorou. Mais dez minutos em silencio.
-Scar -chamou ele com a voz cansado -Pô, me escuta aqui!
Scarllet parou de escreve e encarou o pergaminho por alguns segundo. Parecia contar até 10 ou algo assim. Levantou a cabeça lentamente, com um olhar ameaçador:
-Faz um ano que estou tentando fazer você ME ouvir, Stom! -disse, zangada -E não estou usando hipérbole! E você tem fugido como quem esta sendo ameaçado receber um Cruciatos cada vez que deixa me falar por mais de um minuto! Por que, exatamente, eu haveria de querer te escutar agora?
Kai abriu e fechou a boca pelo menos três vezes, sem emitir som algum. Scarllet bufou, votando seus olhos para o pergaminho.
-Scar -ele chamou de novo, hesitante -Eu...eu sei que...É que...
Scarllet bufou, pegou a varinha, apontou pro pergaminho e murmurou um feitiço para secar a tinta, enrrolou o pergaminho e enfiou-o na bolça junto com as outras coisas e já ia se levantando.
-Scarllet! -chamou Kai enquanto a gorota ia em direção a saida da biblioteca -Perai! -disse, indo atras dela
-Me deixa em paz, Stom -disse -Não quero papo com você.
-Scar! Me escuta! -pediu -Eu tenho cido um idiota...
-Que bom que tomou consiencia disso! -ironisou ela, parando e se virando, de frente pra ele. -Já dividiu a novidade com seus amiguinhos voadores maravilhosos?
-Scarllet! -ele exclamou -Porra, assim não da pra fala com você!
-Que bom! -finalizou, dando as costas e voltando a andar.
-Por favor, Scar! -pediu ele, indo atrás -Me escuta! Por Merlim! Eu quero conversar com você!
-Chegou tarde, Stom! -disse ela, sem parar-Agora quem não quer falar com o covardezinho da Grifinória sou eu!
-Eu não estava fugindo! -ele disse e pararou para pensar -Ta, eu estava fugindo! Agindo como um rato em vez de um leão! Só que você tem que entender que foi dificil pra mim isso tudo!
-Dificil pra você, Stom? -ela perguntou, parando e olhando para cara dele, os olhos marejaram, Scarllet não sabia como expressar sua frustração.
-Scar...
-Stom, me esquece! -ela quase gritou -Eu-não-quero-olhar-na-sua-cara! -ela disse lentamente, se virando e ia começar a andar quando ele segurou seu braço.
-Expelliarmus. -disse, sacando a varinha, Kai voou alguns metros e caiu de bunda no chão.
-Ai! -exclamou o garoto, com cara indignada. -Por que você me atacou?
-Eu falei pra você deixar em paz, Kai! O proximo vai ser um pior, pode ter certeza!
-O que esta acontecendo aqui? -Scarllet escutou a voz lenta e grave dizer a suas costas e se virou instantaneamente, ainda com a varinha na mão.
-Professor Snape...-falou a garota, sem saber como se explicar.
-Senhorita Wolfgan , não te disseram que é proibido o uso de feitiços nos corredores, ainda mais para atacar outro estudante? -perguntou o professor, com explicito desagrado na voz.
-Sim, senhor -ela respondeu.
-Então por que exatamente a senhorita esta azarando o senhor Stom? -perguntou Snape, acido e continuou, sem esperar resposta -Detenção, amanha, às 8 horas na minha sala e 30 pontos a menos para Grifinória. E que isso não se repita! Como Monitora Chefe, a senhorita tem que ser exemplo para os outros alunos!
-Sim, senhor -ela respondeu. Kai nesse meio tempo se levantou do chão e estava de pé esfregando o traseiro com cara de dor.
-O senhor está machucado, senhor Stom? -perguntou Snape.
-Não, senhor -respondeu Kai -Eu tô legal.
A sineta do almoço tocou e Snape voltou-se para Scarllet:
-Não se atraze, senhorita Wolfgan -e deu as costas para os dois alunos.
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A ultima aula de sexta-feira foi Transfiguração e, quando a sineta tocou, McGonagall pediu para Scarllet esperar e assim que todos os alunos sairam, a professora começou um discurso de como ela fora inrresponsável e que, como aluna e Monitora Chefe, jamais devia usar feitiços nos corredores, que dirá pra atacar um outro aluno. Que esperava mais dela, sendo uma aluna tão brilhante e de boa conduta.
-Professora -Scarllet interrompeu, quase meia hora depois -Desculpa, mas a senhora não pode continuar depois? -perguntou, sorrindo amarelo -É que eu vou acabar me atrazando pra detenção...
McGonagall lhe lançou um olhar severo e a despençou.
Scarllet correu para o Salão Comunal da Grifinória e deixou suas coisas em seu dormitório. Estava rezando que desse tempo de comer alguma coisa antes de ir para detenção quando chegou ao Salão Comunal novamente e McGonagall estava lá, paracendo espara alguém.
-Senhorita Wolfgan -chamou ela, andando até ela.
Scarllet pensou que a professora iria recomeçar o discurso e quase chorou de frustração. Teria que ir para detenção sem comer.
-Sim, senhora? -disse, depois de conter um suspiro.
-O Diretor quer vê-la -a Diretora da Grifinória disse, a expressão dificil de ler. -Agora.
Scarllet quando perguntou o que tinha feito. Mas parou antes mesmo de abrir a boca. Era obvio. Iria levar outra bronca e provavelmente perder seu cargo de Monitora Chefe.
-Sim, senhora -ela respondeu e McGonagall fez sinal para segui-la.
Passaram pelos corredores desertos, a maioria dos alunos estava jantando, até chegar na gargula de pedra. McGonagall disse a senha (Bala de Limão) e mandou a garota subir, não indo com ela.
Scarllet subiu as escadas em espiral e bateu na porta, recebendo um "entre" de lá de dentro e a abrindo. Entrou e olhou a sua volta. O escritório do diretor estava exatamente igual ao ano passado, quando fora chamada lá para receber a proposta de ficar com o cargo de Monitora, depois que sua ex-colega de quarto, antiga monitora, fora assassinada.
-Boa noite, senhorita Wolfgan -disse o Diretor, sentado atrás de sua escrivaninha.
-B-boa noite, professor Dumbledore -a garota disse e o diretor lhe sorriu , indicando a cadeira em frente a sua escrivaninha.
Scarllet andou até ela e se sentou. O diretor a fitou em silencio por quase um minuto.
-Creio -começou Dumbledore -que a senhorita tinha uma detenção com o professor Snape, hoje as oito horas.
-Sim, senhor -o estomago de Scarllet afundou. Era exatamente sobre a detenção que o Diretor queria falar.
-Não precisa se preocupar -continuou o Diretor -Já mandei avisar ao professor Snape que a senhorita não poderá comparecer a ela hoje.
-Certo...senhor... -respondeu Scarllet, sem entender.
O Diretor ficou mais alguns segundo calado. Scarllet não sabia se o encarava ou encarava as próprias mãos em seu colo. Se sentia como uma criança que fizera algo errado e não sabia como se desculpar.
Dumbledore suspirou e voltou a falar:
-Senhorita Wolfgan... No ano passado, eu a chamei aqui para lhe oferecer o cargo de monitora...
O estomago de Scarllet deu cambalhotas, desviou os olhos do Diretor e passou a encarar o próprio colo.
-...e na mesma ocasião contei para senhorita sobre a morte de uma de nossas alunas, a senhorita Marta Smaler...
Scarllet levantou o rosto e encarou o Dumbledore com um olhar interrogativo, sem entender por que ele estava falando da morte de Marta.
-...Sinto, senhorita Wolfgan, que as duas vezes que a senhorita esteve aqui no meu escritório, seja para lhe dar noticias tristes.
-S-Senhor... -Scarllet começou a pensar mil e uma coisas.
-Esta tarde, senhorita Wolfgan, sua mãe entrou em contato comigo...
Scarllet se sentiu um pouco aliviada, sua mãe estava bem.
-...sinto muito, senhorita Wolfgan, seu pai faleceu nesta manhã.
Bem, aqui está o capitulo 11. Demorei um pouco, eu sei '-' Mas a inspiração não ajudava lá no capitulo 17 e eu tinha feito birra comigo mesma e me prometido que só postaria quando desepacasse U_U (Vlw, Deh!)
É, o Kai é bobão, pra quem ainda não sabia. E não, não to matando um personagem por capitulo, por mais que pareça '-'. No próximo capitulo descobriremos um pouco mais sobre a vida de Scarllet e o momento de deixar Hogwarts está chegando.
Agora, uma questão: O que vocês preferem que eu poste primeiro: Mas uma fics com Severus ou uma com Remus? ;D
Espero que tenham gostado da capitulo e também espero reviews '-' Beijos a Renata Lazuta Nascimento (obrigada, darling, e seja bem-vinda por aqui), NanaTorres (é, eu matei a Kira '-' (2)) e Amanda Lais (Claro que sua opinião vale de alguma coisa! Se não fosse pelos leitores, o que seria dos escritores? E, bem, até meia hora atrás nem eu sabai como esses dois iam se desenrrolar xD) que deixaram review
AINDA PRECISO DE UMA BETA! Quem poder me ajudar, eu não sou muito exigente. Só precisa ter uma boa noção de português (tipo acentuação e pontuação, que é onde essa autora mais falha) e um pouco de tempo livre para corrigir os erros com calma mais sem demorar anos '-'. De bonus, le o capitulo antes de todo mundo e ainda rola uma outra spoiller q eu posso acabar soltando ;D
