Leah pov

There was a time
When I was so brokenhearted
Love wasn't much of a friend of mine
The tables have turned, yeah
'Cause me and them ways have parted
That kind of love was the killin' kind
Listen me, All I want is someone I can't resist
I know all I need to know by the way that I got kissed

E lá estava eu outra vez, deitada com as pernas abertas. Antes que pensem besteira eu tenho que explicar as coisas direito. Embry não me deu nem um dia de folga. Na manhã seguinte à nossa chegada em La Push ele me arrastou para a casa dos Cullen e é por isso que eu estou nessa situação constrangedora outra vez.

Quem mandou eu ter um imprinting com alguém tão irracional? Quando o assunto era minha fertilidade, Embry era totalmente neurótico. Já não bastava ele ter descoberto que toda a coisa de "amor eterno e perfeito" se aplicava a nós?! Ele tinha mesmo que me botar naquela situação degradante?! Quando ele chegar nos quarenta eu juro que vou pedir ao doutor Cullen pra dar ao meu namorado um a chance de ser examinado em partes nada agradáveis e ai eu quero ver!

Eu avaliei a expressão de Carlisle Cullen logo após ele terminar o exame ginecológico. Ele parecia imparcial e quando se trata de médicos isso não costuma ser um sinal positivo. Ele pediu pra que eu me mantivesse na posição em que eu estava para que pudesse fazer a ultra-sonografia.

Respirei fundo antes que ele colocasse aquela coisa dura e desconfortável dentro de mim. Como pode alguém inventar uma coisa como aquela?! É horrível e gelado, e é mesmo necessário ficar mexendo com isso o tempo todo dentro de mim? Oi, isso ai não é a Casa da Mãe Joana!

Deixando de lado meu desconforto e tudo mais, o Doutor Cullen parecia muito interessado em alguma coisa no monitor e não parava de clicar em botões e fazer medições de qualquer coisa que tivesse capturado sua atenção. Aquilo era um bom motivo pra soar o alerta dentro da minha cabeça. Tinha alguma coisa errada comigo?

- Algum problema, doutor? – eu finalmente criei coragem pra perguntar. Carlisle fez sinal negativo com a cabeça e se virou pra mim rapidamente.

- Não é um problema, na verdade. Só é inesperado. – ele disse com um tom meio pasmo – Isso é realmente uma surpresa.

- Me diga logo do que se trata! – eu pedi já totalmente nervosa. Carlisle avaliou minha expressão incerto do que fazer.

- Melhor que você veja, ou ouça por si mesma. – ele disse antes de apertar um dos botões da máquina. Logo em seguida o desenho de um gráfico sonoro apareceu na tela, acompanhado do som forte e marcante. O som de um coração batendo. Um coração muito pequeno pulsando dentro de mim. Eu engoli a seco.

- O que é isso, doutor? – eu perguntei em estado de choque. Eu não queria ouvir aquela resposta.

- Um coração. – Carlisle respondeu o obvio e eu me irritei.

- Eu sei que é um coração, mas não é o meu! – eu respondi histérica – E mesmo que fosse, não devia estar batendo ai!

- É o coração do seu filho, Leah. – ele disse num tom calmo – Você está grávida. Meus parabéns. – Eu. Grávida? Onde raios eu vim parar?! Isso não é possível! Eu não posso!

- Tira isso de dentro de mim! – eu ordenei e o doutor olhou pra mim com cara de espanto. – TIRA!

- Leah, isso é o seu filho! Você não pode tomar uma decisão tão impensada assim! – O que raios ele estava falando?!

- Tira essa droga de ultra-som de dentro de mim! Não o bebê! – eu rosnei sentindo meu estomago revirar em seguida. – Eu...Não estou me sentindo bem.

- O que está sentindo?

- Náusea. – ele retirou o ultra-som e eu sai correndo para o banheiro.

Me curvei sobre o vaso sanitário e botei tudo pra fora, me sentindo péssima logo em seguida. Isso não podia estar acontecendo, não agora que tudo estava indo tão bem! Como? Quando?! Eu e Embry nunca deixávamos de usar as malditas camisinhas extragrandes! Eu não conseguia me lembrar de uma ocasião se quer que algo pudesse ter dado errado!

Correção, eu podia sim. Uma única vez e eu já nem me lembrava quanto tempo fazia. Tirando a noite do baile, a única ocasião da qual eu conseguia me lembrar tinha acontecido a pouco mais de um mês. Eu e ele tínhamos discutido a respeito da história de morar juntos e assumir de vez o relacionamento. Eu não queria mudar as coisa e isso sempre deixava ele meio nervoso. Depois da briga acabamos nos entendendo e indo parar na cama. Eu e ele fomos prevenidos, mas eu senti algo que definitivamente não deveria ter sentido na ocasião!

A camisinha tinha furado, não sei como, nem porque, mas tinha. Eu senti ele totalmente dentro de mim, senti quando chegou lá. Só podia ser isso. Só podia ser uma brincadeira de muito mau gosto do destino. Tudo bem que toda história de imprinting tenha a questão de perpetuação da espécie como objetivo, MAS PRECISAVA LEVAR ISSO TÃO AO PÉ DA LETRA?! Mais uma vez meu estomago revirou e eu voltei a vomitar.

- Leah, você está bem? – o doutor perguntou preocupado. Bem?! Como eu podia estar bem?! Como eu não percebi os sintomas antes?! Eu não estava atrasada por causa de estresse! Eu não fiquei enjoada por causa do vôo! Meu único problema era o pequeno detalhe de que eu estava grávida! – Leah! Abra a porta, por favor! – o doutor pediu ainda preocupado. Com muito custo eu me levantei e sai do banheiro.

Eu devia estar com uma aparência péssima, já que o Doutor Sanguessuga se achou no dever de me carregar até a maca e me deitar lá outra vez. Era como se meu mundo estivesse rodando e não havia nada em que eu pudesse me segurar. Não era como ter um imprinting. Era uma sensação de impotência e desorientação. O que eu ia fazer agora?

- O embrião tem pouco menos de um mês e meio. Até onde consegui ver ele se desenvolve bem e você está perfeitamente saudável. – Carlisle disse numa tentativa de me acalmar.

- Não era hora. – eu murmurei.

- Imagino que esteja em choque. Você passou por muita coisa nos últimos tempos e provavelmente esta não era a melhor hora, mas pense pelo lado bom. – ele sorriu sincero – Há pouco tempo você achava que não podia ter filhos, todos achavam. Você provou e de maneira definitiva que sempre esteve apta a gerar um filho. Vocês vão ficar bem.

- Oh Deus, eu acabei de começar minha faculdade! Eu queria recomeçar do zero e onde foi que eu vim parar?! – eu disse caindo no choro.

- Até onde eu sei, você conseguiu recomeçar do zero. – Carlisle disse num tom tão amável que eu não pude evitar a lembrança do meu pai – Talvez este recomeço não tenha sido como você esperava, mas é um recomeço.

- Eu preciso ir. – eu me levantei da maca de um pulo e saí em direção à porta sem nem ao menos lembrar que estava usando apenas um roupão de hospital.

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
your Love is sweet misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do-down on me

Pra minha sorte eu estava na casa dos Cullen e não num hospital de verdade. Ninguém realmente tentou me impedir de sair de lá, nem mesmo Jacob, que se limitou a me lançar um olhar consternado. Eu só tive ganas de acertar um soco no meio da cara sorridente daquele vampiro fofoqueiro.

- Parabéns, Leah. – Edward Cullen disse sorrindo e tudo o que eu queria era quebrar a cara dele em duas e tirar aquele sorriso lerdo de lá.

Jacob, Bella e Nessie olharam para ele sem entender e acredito que ele tenha dito alguma coisa a respeito do meu estado já que o som de "Ohs!" preencheu a sala. Bella fez um movimento na tentativa de chamar minha atenção para dizer alguma coisa, mas tudo o que eu consegui foi desviar das mãos dela e sair correndo pela porta a fora.

Eu abri a porta e quando pensei em sair correndo pra valer alguma coisa maciça se colocou no meu caminho como uma muralha. Eu mal conseguia registrar o que estava acontecendo, mas eu sabia quem estava ali, me impedindo de ter meu ataque de pânico. Embry me segurou pelos braços para que eu não desviasse dele.

- Leah! O que está acontecendo?! – ele perguntou ansioso – Por que você está assim?!

- Me solta! – eu pedi, mas ele nem se moveu. Eu sabia que aquilo era angustiante pra ele, mas eu não queria. Eu não podia olhar pra ele agora. – Me solta, Embry!

- Não antes de saber o que está acontecendo com você! – ele exclamou desesperado – Me diga!

- EU NÃO QUERO OLHAR PRA VOCÊ! – eu gritei – ME LARGA! – então eu o empurrei com força, me desvencilhando de seus braços fortes e saí correndo. Me transformei antes de entrar na flores e corri, corri o máximo possível até chegar a uma clareira.

Eu estava exausta e sem forças. Voltei a forma humana e me entreguei ao choro mais descontrolado que já tive. Nem mesmo quando Sam me deixou eu me senti tão perdida. Droga! O que Embry pensaria sobre isso?! Eu sempre soube que ele queria filhos, mas agora?! Não havia a menor chance disso dar certo e porque eu me sentia tão perdia e só?! Isso não devia ter acontecido! Não devia!

Embry pov

Now there's not even breathin' room
Between pleasure and pain
Yeah you cry when we're makin love
Must be one and the same

It's down on me
Yeah, I got to tell you one thing
It's been on my mind
Girl I gotta say
We're partners in crime
You got that certain something
What you give to me
Takes my breath away
Now the word out on the street
Is the devil's in your kiss
If our love goes up in flames
It's a fire I can't resist

Eu fiquei ali parado, olhando Leah sair correndo sem se quer olhar pra mim. Era desorientador de mais. Ela fugiu de mim! Ela estava sofrendo e ainda assim se recusou a me deixar chegar perto para ajudá-la! O que estava acontecendo? Por que eu sentia essa dor agonizante no meu coração a ponto de não conseguir respirar.

Senti alguém tocar no meu ombro e apertar. Vagamente meu cérebro tomou consciência de que Jake e o resto dos Cullen estavam ali. Eu tentei me afastar do meu amigo e ir atrás dela, mesmo que algo me mantivesse estacado naquele lugar. Jacob não permitiu que eu desse um passo. Ao invés disso eu fui arrastado pra dentro da casa branca que fedia a sanguessugas.

Alguém me empurrou para o sofá, mas eu não vi direito quem. Eu apenas me sentei e afundei meu rosto entre minhas mãos. Jacob se sentou ao meu lado tentando me acalmar.

- Calma, cara. Ela só está nervosa. – Jacob disse.

- Ela fugiu de mim, Jake! Ela não quer olhar na minha cara e eu nem mesmo sei o motivo disso! – eu exclamei desesperado – Eu não sei porque eu estou reagindo assim, mas é tão doloroso ser rejeitado por ela!

- É efeito do imprinting e provavelmente você está sentindo um pouco do que ela está sentindo. – Jacob explicou tentando me animar.

- O que aconteceu a final?! Por que ela saiu daqui daquele jeito?! – eu levantei a cabeça e olhei ao redor – Alguém me diga, por favor! – meus olhos se fixaram no lugar onde o doutor Cullen se encontrava – Carlisle, o que aconteceu?

- Eu não posso dizer, Embry. Vai contra toda ética médica. – o doutor respondeu e aquilo foi a gota d'água pra mim. Meu corpo inteiro começou a tremer de cima a baixo e era só uma questão de segundos antes que o pior acontecesse.

Jacob se levantou de um pulo e se colocou no meu caminho preparado pra se transformar a qualquer momento.

- Senta essa bunda mole ai e relaxa, cara. – Jacob disse entre dentes – Não vou deixar você fazer uma besteira. Muito menos quebrar o tratado por causa disso.

- Então me digam o que aconteceu com ela! – eu rosnei contra meu melhor amigo.

- Eu não tenho o direito de te contar, Em. Nenhum de nós tem esse direito. – Jacob respondeu – Isso é algo que vocês dois tem que sentar e resolver. O que eu posso fazer é oferecer ajuda depois disso, mas não posso falar.

- ELA NÃO QUER FALAR COMIGO! – eu berrei contra ele e por um momento achei que ia perder o controle. Eu me joguei no sofá tentando conter o tremor.

- Ela vai ter que falar uma hora. Pode ter certeza disso. – Jacob tentou manter um tom calmo de voz. – Eu vou lá fora. Seth deve estar chegando daqui a pouco, se ele estiver na floresta vou mandá-lo encontrar a irmã e levá-la pra casa. Fique calmo, está bem?

- Vou tentar. – respondi entre dentes.

Eu levei alguns minutos pra conseguir recuperar o controle sobre minhas ações. Quando me recuperei Jacob voltou dizendo que Seth já estava procurando por ela e Sam estava de sobreaviso e ia mandar alguém ajudar na procura por ela. Eu me sentia meio perdido no meio de tudo quilo.

Fiquei ali, sentado na casa dos Cullen, recebendo todo tipo de olhar de pena, tirando o de Rosalie. Até Nessie olhava pra mim preocupada. Era estranho ser tratado daquela maneira por uma criança que fisicamente não tinha mais que oito anos de idade.

Ela caminhou pela sala e veio se sentar ao meu lado. Era estranho pensar que em alguns anos ela e Jacob acabariam juntos, casados e tudo mais. Mais estranho ainda era a sensação de estar do lado de um adulto e não de uma criança. Nessie sorriu pra mim e colocou a mão no meu rosto.

Era incrível o dom que ela tinha. Dentro da minha mente ela projetava quadros vívidos e felizes. Alguns até bem engraçados igual ao dia em que Jacob tinha derrubado uma colméia por acidente e sido perseguido por um enxame de abelhas até o rio. Eu gargalhei com aquilo e Nessie pareceu satisfeita com o resultado.

Então ela começou a fazer experiências com a minha mente. Um episódio particularmente engraçado de Os Simpson's. Depois uma cena de um filme que ela tenha achado particularmente divertida. A imagem de Seth usando roupa de bailarina e fazendo passos desengonçados de balé. Eu gargalhei ainda mais alto.

Os Cullen foram deixando a sala aos poucos e voltando às suas atividades randômicas pela casa. Nessie continuou do meu lado, projetando coisas felizes na minha mente e aliviando a tensão. Eu ainda sentia meu peito pesado e ainda era difícil respirar. Já não tinha mais ninguém na sala quando Renesmee chegou a um quadro bem diferente do que eu esperava e ainda assim, muito coerente e nítido.

Era Leah quem estava no centro deste quadro. Ela estava apoiada contra a grade de um berço branco e eu a olhava maravilhado. Minha mão sobre a barriga proeminente dela, enquanto sorriamos um para o outro sentindo a movimentação de um bebê. Eu fiquei contemplando aquela visão meio maravilhado com aquilo e de repente Nessie se afastou.

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
your Love is sweet misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do to me

Edward a puxou pela mão e afastou de mim com a cara séria. Eu fiquei meio confuso.

- Você não devia ter feito isso, Nessie. – ele ralhou com a filha enquanto eu me sentia perdido – Você não pode se intrometer na vida das pessoas assim.

- Mas Embry estava triste! – ela disse num tom indignado – Nenhum de vocês quis falar o que aconteceu!

- Não é da nossa conta. Leah precisa conversar com ele primeiro, você não devia ter feito isso. – Edward continuou e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido dentro da minha cabeça. Nessie queria me dizer qual era o problema, Edward a impediu.

Tudo fez um sentido tremendo na minha cabeça e eu senti minhas pernas fraquejarem e minha cabeça funcionar a mil por hora. Então era isso! Era por causa disso que ela não queria falar comigo! Ótimo! Quem estava entrando em estado de choque agora era eu!

- Embry! – a voz de Jacob falou enquanto ele me sacudia – Embry! O que foi, cara?!

- É verdade? – eu perguntei meio bobo – O que Nessie me mostrou é verdade?

- O que é verdade? – Jacob perguntou cauteloso. Sério, eu nem mesmo sabia como ele tinha ido parar do meu lado tão rápido. Acho que entrei em estado catatônico por alguns segundos.

- Leah está... – eu respirei fundo – Ela está?!

- É, Carlisle descobriu agora a pouco durante o ultra-som. – Jacob respondeu pausadamente – Você está me assustando!

- Eu quero ver! – eu me levantei de uma vez, quase derrubando Jacob no chão – Eu quero ver as imagens! – eu estava eufórico, meio descontrolado. Carlisle chegou na sala em questão de segundos e eu não sabia se eu falava com ele ou se eu ajudava Jacob a levantar do sofá. – Por que não de disse, Carlisle?

- O melhor seria se Leah tivesse contado pessoalmente. Como eu não tinha muita certeza a respeito do relacionamento de vocês, eu achei melhor assim. Além do mais, ela precisava de um tempo pra assimilar a idéia. – Carlisle disse muito educado, mas eu queria que ele e sua educação fossem à merda!

- Eu tinha o direito de saber! – eu disse exasperado – Droga! Eu tinha o direito de saber que vou ser...Pai! Eu quero ver as imagens! Eu preciso ver isso! – Carlisle acenou com a cabeça e fez sinal para que eu o acompanhasse.

Ele me levou para o segundo andar, onde ele mantinha um pequeno consultório. Ele me levou até um monitor pequeno junto a uma máquina cheia de botões estranhos. O cheiro de Leah estava impregnado ali, era uma sensação reconfortante.

Carlisle se sentou diante da maquina e ligou toda a aparelhagem. A imagem em preto e branco era estranha e eu não consegui distinguir nada muito bem. Parecia um monte de vultos. O doutor circulou na tela um pequeno ponto. Muito pequeno, mas maciço. Minhas mão tremeram, mas não era a sensação de estar prestes a me transformar.

Foi quando o doutor avançou a imagem e eu pude ver um gráfico de som abaixo da imagem e ouvir claramente o som forte e distinto de um coração batendo. Minha respiração falhou uma batida, eu senti minha boca secar.

- Aqui está, Embry. – Carlisle disse satisfeito – Este é o coração do seu filho.

- Eu vou ser... – eu mal conseguia falar – Pai.

'Cause what you got inside
Ain't where your love should stay
Yeah, our love, sweet love, ain't love
'Till you give your heart away
I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
Your Love is sweet misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' just to let you
Do what you do what you do down to me, baby, baby, baby

Seth pov

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
Your Love is sweet misery
I was cryin' just to get you
Now I'm dyin' 'cause I let you
Do what you do down to, down to, down to, down to

Sério, eu queria muito matar Jake. O cara sabe que eu tenho sonhado com essas férias de Natal há meses! Ele tinha mesmo que me mandar até o Canadá e voltar só pra tirar uma com a minha cara?! Tudo bem, talvez eu tenha exagerado um pouco, mas eu estava louco pela colega de quarto da minha irmã!

Mandy Smith, eu acordava pensando neste nome, eu dormia pensando nele e Deus sabe que meus sonhos eram bem mais animados por causa disso! Ela me deixava louco! O jeito como ela conversava comigo pelo telefone, as mensagens que me mandava. E a foto! Caaaaaara, A FOTO! Ela era linda, esperta, divertida e sim, eu fiquei mais idiota depois de falar com ela a primeira vez.

O engraçado é que ninguém fez nada quando Embry se mudou de mala e cuia pra New Hampshire só pra pegar minha irmã. Sim, eu estava me sentindo traído com aquilo. Nem Sam tinha tomado uma providência! E antes que digam que eu estou bancando o irmão ciumento eu vou explicar. Eu não quero ter que conviver com a idéia de que meio mundo do bando de Sam poderia ter acesso à imagens da minha irmã fazendo sabe-se lá Deus o que com Embry!

Sem falar em toda história de imprinting e tudo mais. Eu estava preocupado com ela, mas ninguém parecia disposto a cooperar comigo. Não, ao invés disso me mandam ver que horas são em Quebec. EU VOU MATAR O JAKE!

Não bastasse isso, agora eu recebia um chamado urgente. Mandy está me esperando, quem liga? É só o Seth perdendo a chance de fazer sexo com uma garota que realmente vale à pena. Minha irmã tinha que surtar! Minha irmã tinha que brigar com Embry! Minha irmã tinha que estar...COMO É QUE É?! Correção, eu não vou matar o Jake. EU VOU MATAR O EMBRY!

Eu disparei pela floresta farejando tudo o que era possível tentando achar algum traço do cheiro da minha irmã. Sorte minha que o dia estava seco e a trilha ia durar algum tempo. Captei o cheiro perto da casa dos Cullen e segui sem parar até chegar em uma clareira. Leah estava caída no chão, nua, abraçada às próprias pernas, chorando. Eu uivei alto para avisar que havia encontrado o que procurava. Voltei à forma humana e vesti uma bermuda que carregava amarrada ao tornozelo.

Eu não ia levar Leah nua até a reserva. Era melhor levá-la para a casa dos Cullen pra que ela se vestisse e depois levá-la pra casa. Cacete, minha mãe ia ter um troço.

- Vou te levar pra casa, Lee. – eu disse enquanto pegava-a no colo. Ela continuava chorando alto.

- Eu não quero ir pra casa. – ela resmungou – Não quero.

- Mas você vai. Você pode ser desmiolada, mas você não vai colocar a vida do meu sobrinho em risco. – eu respondi e recebi um olhar espantado dela.

- Você já sabe...

- Sim , eu já sei. E por mais que não me agrade a idéia, acho que Embry tem o direito de saber também. Droga, ele é uma boa pessoa! E por mais que eu deteste admitir, ele é louco por você sabe-se lá dês de quando! Isso não vai acontecer agora, mas vocês vão conversar e você vai ter que contar pra mamãe também. – eu disse categórico.

- Obrigada...- ele murmurou voltando a chorar – Obrigada por cuidar de mim.

I was cryin' when I met you
Now I'm tryin to forget you
Your Love is sweet
I was cryin' when I met you

Nota da Autora: TÁDÁ! Olha o capítulo novo ai! É, quem chutou acertou! XDDDDDDD Nada a declarar a respeito deste capítulo. Eu queria ver gente neurótica gritando e correndo pra todo lado e não, Seth ainda não viu a Mandy e eu vou segurar este encontro até o ultimo momento.Música do capítulo é Cryin' do Aerosmith. Acho que essa fic leva troféu de melhor trilha sonora XD. COMEMTEM!