-Disclaimer: Inuyasha pertence a Rumiko-sense, faço essa fic apenas por diversão.
-Disclaimer: Jogo Secreto foi feito por Natalie Bishop, eu fiz uma pequena adaptação apenas por diversão e por que gostei da historia.


Jogo Secreto

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CAPITULO XII

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Quando Rin não queria falar sobre alguma coisa, era mais reservada do que uma ostra. Não que Kagome estivesse particularmente falante naquele domingo, o que significava que a troca de informações entre as irmãs resumiu-se em alguns bocejos, comentários lacônicos e uma dando o maior espaço possível a outra.

O mesmo ocorria na casa de Sesshoumaru, com a diferença que Inuyasha fez algumas tentativas bem-humoradas de conversar, todas ignoradas por um Sesshoumaru preocupado.

Sentindo-se como um ladrão, Inuyasha entrou no escritório de Sesshoumaru para ligar para Kagome. Rin atendeu o telefone, com voz ansiosa. Ele desligou, em vez de perguntar por Kagome. Tudo parecia tão errado, tão cheio de segredos...

"Se eu fumasse, estaria acendendo meu último cigarro em frente ao pelotão de fuzilamento", pensou ele.

Rin permaneceu com a mão sobre o telefone por um bom tempo depois de desligar. Devia sofrer algum tipo de castigo, ser condenada a nunca mais fazer palavras cruzadas, ou ficar em frente a um desfile de homens bonitos que riam dela, porque apesar do que dizia, ela dormira com o mais bonito, Sesshoumaru Ashby. Fizera algo que jamais tivera coragem antes: sucumbira aos desejos mais pecaminosos e acordara em estado de êxtase nos braços de Sesshoumaru, apenas para repetir tudo o que agora ficava recriminando.

Kagome ficou na cama até o meio-dia, olhando os padrões de sombras das folhas projetadas no teto do quarto. Pensando nos acontecimentos do dia anterior, perguntava-se se tudo não teria passado de um sonho.Apertou o travesseiro contra si e fechou com força os olhos, esperando que de alguma forma aquilo terminasse com seu sentimento de impotência. Mas o sonho voltava sempre.

Sesshoumaru fazia exercícios na academia, dava autógrafos, e quando fãs preocupadas perguntavam se ele estava noivo, respondia que sim. "Estou enlouquecendo", pensava ele ao voltar para casa. Tudo o que queria era telefonar para Rin e saber por que ela fugira daquela forma na noite anterior.

Por volta das onze horas da noite, Kagome e Rin fingiam assistir as notícias, enquanto os olhos de ambas procuravam o telefone. Inuyasha e Sesshoumaru tentavam descobrir como fazer chamadas que não fossem ouvidas pela outra irmã. Assim a noite se passou, e por volta da segunda-feira de manhã tudo aconteceu de uma vez.

- O vôo da tarde foi cancelado – Sango avisou, próxima do estado de pânico. Sesshoumaru consultou o relógio: seis horas. – Eu transferi vocês para o vôo das dez horas da manhã. Espero que as malas estejam prontas.

- Ainda não! – gritou sesshoumaru, erguendo as cobertas. – Ainda não fiz as malas. Já ligou para Kagome?

- Ainda não, eu...

- Pode deixar que eu ligo – ele avisou, desligando em seguida.

Sem perda de tempo, discou o número de Kagome, esperando que fosse Rin a atender. Ao contrário, foi a voz de Kagome que atendeu.

Superando o desapontamento, transmitiu a informação sem perda de tempo:

- Kagome, aqui é Sesshoumaru. Eles transferiram nosso vôo. Vamos partir as dez horas da manhã. – ao ouvir ruídos indicadores de pânico do outro lado, perguntou – Rin está?

- Está no chuveiro.

Sesshoumaru considerou a idéia de pedir o número do telefone do escritório, mas não teve tempo, pois o telefone foi desligado sem ao menos uma despedida.

Inuyasha apareceu a porta do quarto de Sesshoumaru cerca de maia hora depois, observando a atividade do irmão.

- O que está acontecendo? – quis saber ele, bocejando.

Sesshoumaru explicou as mudanças de horários, depois perguntou:

- Por que você não vem comigo nessa viagem?

- Simplesmente achei que não precisava de mim.

Aparentemente aquilo não era verdade, pois Inuyasha sempre viajava com seu cliente número um. O verdadeiro motivo é que quanto soubera que Kagome iria, perdera completamente a vontade a princípio, agora não achava que conseguiria suportar a visão dos dois juntos.

- Está bem. Vejo você na volta, então.

Fechou a mala e saiu. Na rua, logo encontrou um táxi e seguiu para o aeroporto. Ficou aliviado ao encontrar Kagome esperando por ele. Estranhamente, agia como se estivesse esperando que ele dissesse alguma coisa. Algo que ele certamente não sabia o que era. Por fim, ela deu de ombros e perguntou:

- Você já viu os jornais?

- Nunca mais quero ler jornais. Só palavras cruzadas.

- Estão dizendo que você está fora do mercado de casamento para sempre, por minha causa. Está certo que é a foto de Rin, mas mesmo assim...

- Quanto o anúncio começar a veicular, isso tudo vai se esclarecer.

- Não me importo – assegurou Kagome com rapidez. – Pelo menos você conseguiu o que queria, não foi?

Sesshoumaru desviou os olhos.

- Vamos entrar no avião – interrompeu-a, um tanto brusco.

Os dois dirigiram-se juntos para o balcão.

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No escritório, Rin não conseguia evitar o impulso de ligar para casa e verificar suas mensagens. Uma parte dela começava a sentir-se magoada. Como podia um homem como Sesshoumaru fazer amor daquela forma e depois nem ao menos telefonar? Uma ligação rápida para Kagome naquela manhã e mais nada? Será que o sujeito não tinha sentimentos?

Apanhou os papéis sobre sua escrivaninha num movimento brusco do braço e observando-os cair para o chão. Sabia que teria de reuni-los outra vez. Ouviu, com ansiedade crescente, as quatro chamadas necessárias antes que a secretária atendesse.

"Por favor, meu Kami, que Sesshoumaru tenha ligado", pensou.

Digitou a senha e ouviu a máquina anunciando que haviam duas novas mensagens.

Duas mensagens! Ela olhou o relógio, imaginando se ele teria tido tempo antes de apanhar o avião. Enviou a ordem para ouvir a primeira.

- AlohaKagome! Aqui é Jakotsu. Kitty Diggins quer você de qualquer jeito. Na volta a gente marca reunião.

Rin escutou a voz fina e apressada do agente da irmã, tamborilando os dedos de impaciência.

- Aloha Você não vai acreditar! Harrington High quer você de volta. Tiraram Heather. Me ligue.

Rin baixou a cabeça entre as mãos e lembrou a si mesma que era uma idiota completa. Ele havia dito que não dormia com outras mulheres, mas de que adiantava a palavra de um ídolo como ele? Ela fora apenas mais uma em sua lista. Uma lista grande.

E estava noivo de sua irmã!

- Rin? Afinal, Sesshoumaru está saindo com você ou com sua irmã? – quis saber Sara, colocando a cabeça no interior da sala. – A fotografia mostra você, mas insistem em chamar você de Kagome.

- Kagome está noiva dele – informou Rin, de má vontade.

- Mas aquelas coisas que você disse... sobre você e Sesshoumaru...

- Eu estava inventando. Chama-se mentira. Sou uma grande mentirosa...

Sara olhou para ela de modo estranho e saiu da sala. Rin pensou em comprar todos os jornais e ler os mexericos, mas essa idéia lhe provocou dor de cabeça. Estava de ressaca.

- O que está procurando? – quis saber Sara, mais tarde.

Rin estava mexendo embaixo da pia, na sala do café.

- Arsênico – informou Rin.

- Arsênico?

- Estou procurando uma aspirina. Não estou bem.

- É, você parece mesmo um pouco cansada. Talvez devesse ir para casa – sugeriu Sara.

Agora, além de tudo, ela ainda parecia mal. Apesar de tudo, levou em conta o conselho de Sara.

- É, pode ser que eu faça isso.

E pela segunda vez no espaço de uma semana, fez o que jamais fizera antes: deixou o trabalho porque estava quase doente.

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Era o início da tarde quando o avião aterrisou em Honolulu. Kagome saiu do avião e foi recepcionada com um lei, o colar de flores com o qual os havaianos tradicionalmente recebem os visitantes. Sesshoumaru foi recebido por uma multidão de fãs, pois suas chegada fora alardeada pelos divulgadores da Colônia Primitivas.

Tudo em nome dos negócios, pensou Kagome, cansada. Depois ficou surpresa quando foi cercada por um grupo de repórteres e fotógrafos querendo todos os detalhes do casamento dos dois.

Sesshoumaru pegou-a pelo braço e levou-a dali, sorrindo e acenando para a horda de pessoas enquanto deslizava para o interior da limusine.

- Minhas malas – protestou ela.

- Vão trazer tudo.

O hotel ficava na praia, em estilo extravagante, com o saguão abrindo-se diretamente para a areia de Waikiki. Um buquê de flores brancas e vermelhas aguardava no quarto. Kagome fez o reconhecimento do espaçoso apartamento, reparou que havia uma porta de comunicação entre os quartos e pensou em bater, resolvendo primeiro apreciar a vista do terraço. A visão das cores da praia chegou a umedecer seus olhos. Em pouco tempo chorava, e reconheceu que a fonte de seus males não era apenas a beleza da paisagem.

Estava apaixonada pelo irmão certo, mais noiva do errado.

Inuyasha nem chegara a telefonar na noite anterior.

"Você também não chegou a ligar para ele", lembrou a si mesma. No seu caso, porém, a causa fora Sesshoumaru. Será que Inuyasha não podia ter pensado num jeito de falar com ela?! Ou todas as juras de amor que haviam trocado eram apenas palavras sem valor?

Várias horas mais tarde foi Sesshoumaru quem bateu a porta de comunicação.

- Está pronta para jantar?

Ele usava uma camisa azul-escura, aberta até o umbigo, e calça preta. Parecia atraente, admitiu ela para si mesma. Porém percebeu que teria apreciado uma das camisas de surfista, tão populares ali no Havaí.

Kagome trajava um vestido amarelo-limão, que a fazia compreender como precisava bronzear-se. Aceitou o braço que Sesshoumaru oferecia e suspirou. Era noiva dele, pelo menos durante aquela viagem, e era melhor começar a agir de acordo.

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Os óculos escuros eram uma das peças mais importantes do vestuário, pensou Inuyasha. Serviam para esconder a identidade. Já haviam servido para esconder olhos avermelhados, mas naquele dia a idéia era esconder-lhe a identidade. O fato de que era Inuyasha Ashby, o irmão de Sesshoumaru. Habitualmente as pessoas não o reconheciam mesmo, porém com óculos escuros tornava-se anônimo. Claro, Sesshoumaru não conseguiria fazer isso, por causa dos cabelos compridos e da tendência a desnudar o peito, mas Inuyasha voava completamente incógnito para Honolulu, da forma que preferia.

Na verdade, não sabia o que fazer. Nem tinha idéia do motivo que o levara a aproximar-se da cena do crime, para poder ser torturado pelo irmão dirigindo olhares melosos para a mulher que ele amava. Certo, Sesshoumaru não costumava fazer olhares melosos...e nem Kagome, para dizer a verdade. Mesmo sem os olhares melosos, Ela continuava sendo noiva dele e só isso já se constituía numa tortura.

Acabou cochilando, para repor uma parte do sono que perdera na noite anterior. Dormiu profundamente o restante da viagem.

Acordou quando as rodas tocaram solo havaiano. Chegara a Honolulu, porém inclinava-se a tomar o primeiro vôo de volta. Desembarcou e parou alguns instantes no aeroporto, procurando resolver o que fazer.

Sentiu-se empurrado por trás, por uma passageira na multidão.

- Com licença, por favor.

Reconheceu a voz, Inuyasha retirou os óculos e encarou a mulher que o empurrara.

- Rin?

Ela empalideceu a menção do nome.

- O que está fazendo aqui?

- O que você está fazendo aqui?

Os dois riram, pois haviam falado ao mesmo tempo.

- Estava nesse vôo? – quis saber Inuyasha. – Eu estava.

- Vim na classe turística.

- E eu na primeira classe. Veio ver Kagome?

- Acho que sim. Você veio ver Sesshoumaru?

- Acho que sim. – respondeu ele.

Os dois se fitaram por um instante.

- Kagome sabe que você veio?

- Não – admitiu Rin. – Sesshoumaru?

- Também não.

- Fiz reserva num hotel por perto. Não queria ficar no mesmo que eles.

- Por que não?

- Simplesmente não quis.

Inuyasha sentia-se melhor a cada instante, embora não soubesse exatamente o motivo.

- Vamos tomar um táxi – sugeriu ele. – Não tenho reserva, mas onde quer que você vá ficar está bom para mim.

- Não quer que Sesshoumaru saiba que está aqui?

- Não sei mais o que quero. – desabafou Inuyasha, frustrado.

- Nem eu!

Os dois entraram no táxi sorrindo. Absurdamente ele teve vontade de trocar com ela um aperto de mão, como se ambos fossem cúmplices num crime. Rin, com um sentimento parecido, fez exatamente o que ele imaginara. Estendeu a mão, que ele aceitou, selando um pacto mudo e inesperado.

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A filmagem do dia ocorria numa parte da ilha que parecia suficientemente com uma selva intocada para transmitir as imagens da Colônia Primitiva. No início, Kagome estava ansiosa para trabalhar, mas depois de quinze horas sem resultados palpáveis e um olho preto no local onde Sesshoumaru acidentalmente a acertara com um galho, seu entusiasmo diminuíra bastante. E o próprio Sesshoumaru era um verdadeiro urso! Grunhia, rosnava e franzia a testa, geralmente de mau humor. Mas quem se importava? Estava começando a acreditar completamente na teoria de Rin sobre homens bonitos. À medida que o dia se passava, resolveu que não gostava de nenhum dos irmãos Ashby e desejava que nenhum deles tivesse cruzado seu caminho.

- Talvez precisemos de mais maquiagem – observou um dos assistentes de produção, agarrando-lhe o queixo e voltando o roto para observar melhor. – Isto ainda está feio.

- Bem, pelo menos sabemos a quem culpar – respondeu Kagome, com um sorriso tenso.

- Não se chateie. Afinal, foi um acidente.

Porém Kagome estava de mau humor. Rin deixara uma mensagem para que ela ligasse para Jakotsu, e foi o que ela fez, durante um dos intervalos. A euforia do agente sobre a Kitty-Diggins e seu retorno a Harrington High deviam ter elevado seu estados de espírito, mas isso não aconteceu. Mesmo quando ele contou sobre sua inimiga figadal, Heather Amherst, expulsa do seriado, por alguma resolução misteriosa da chefe da torcida, sua resposta fora:

- O que aconteceu? Ela caiu do alto da pirâmide humana ou coisa parecida?

O dia de filmagens foi encerrado por volta de sete horas, mas até retornarem ao hotel e tomarem um banho, já eram nove horas. Fazendo uma careta para a porta de comunicação, Kagome resolveu descer até o bar, pensando em tomar um coquetel tropical, porém decidiu que o álcool só faria piorar seu estado de depressão. Foi passear na praia.

Admirando a espuma das ondas ao longe e a textura macia da areia, sentiu a brisa morna no rosto, repleta de aromas oceânicos que se misturavam ao odor do óleo após banho em sua pele. Suspirou e procurou encontrar sua paz interior. O mais importante era desvencilhar-se daquele noivado de mentira, com ou sem a Colônia Primitiva. Com ou sem Kitty-Diggins. Com ou sem Harrington High Chegara o momento de colocar as coisas na linha.

Assim que a decisão foi tomada, Kagome sentiu-se melhor. Erguendo o queixo e fechando os olhos, saboreou o momento com um sorriso desenhado nos lábios.

Adiante, na praia, havia luzes e o ruído de conversas sob um caramanchão arredondado, onde turistas e habitantes locais se divertiam ao som de música ao vivo. Aproximando-se, lembrou-se de que seu rosto não devia estar bonito de ver, pois o inchaço diminuíra porém não desaparecera, e o tom arroxeado tornara-se mais profundo.

No entanto, não se importava. De repente ficara com vontade de conversar, ouvir outras pessoas.

Usava um sarongue estampado com motivos tropicais em vários tons de azul. Tirou as sandálias e deixou-as pendendo da mão enquanto caminhava pela areia. Vinda das sombras pela a luz, entrou ofuscada pela refração da monumental pilha de garrafas em forma de pirâmide que ocupava quase todo o centro da cabana e chegava quase até o teto. O barman, um havaiano, cumprimentou-a com um sorriso aberto.

- Aloha, bela dama. O que quer beber?

Kagome lançou ao homem um olhar irônico. Bonita? Com o olho daquele jeito?

- Acho que... – começou ela, interrompendo-se.

De onde estava, num dos lados da pirâmide de garrafas, enxergava o braço de outro cliente, cujo rosto se encontrava fora da vista. Tratava-se de um homem, no bar, usando uma camisa de surfista cujo padrão era conhecido. Reconheceu também o braço sujo dono não deveria estar no Havaí!

Deslizando para frente ela ficou mais surpresa a medida que enxergava mais. Era Inuyasha. E então sua surpresa tornou-se choque porque a companheira dele era sua própria irmã.

- Rin! – exclamou ela, aproximando-se.

Outros clientes olhavam ao redor com interesse. Rin, entretanto, apareceu mais devagar, e agitou a mão na direção de Kagome.

- Oi, mana. Eu já começava a me perguntar se a gente iria se ver essa noite.

- Você está bêbada? – perguntou Kagome, sentindo toda a frustração de uma só vez.

- Moi? – fez a irmã, colocando a mão no peito. – Ainda não tive tempo. E você sabe que eu não estava bebendo de verdade no bistreau. Aquilo foi para só para o sr. Maravilha.

O discurso talvez fosse mais convincente se a última parte não tivesse sido pastosa e indefinida. Kagome voltou sua atenção para Inuyasha, que a olhava de forma silenciosa. Não era bom sinal, dada que a última comunicação fora carnal.

- E você?

- Estou aqui... por Sesshoumaru. Sou agente dele.

Por algum motivo, ele e Rin acharam aquilo muito engraçado, olharam um para o outro e caíram na gargalhada.

Inuyasha ergueu seu próprio copo. Como o de Rin, estava cheio com um líquido branco e leitoso, onde uma substância pastosa e vermelha escorria pelas bordas transparentes, formando desenhos estranhos no interior.

- Deixe-me oferecer-lhe uma bebida. Chama-se Rio de lava.

- Eu jurei que nunca mais iria beber, depois da noite passada, mas Inuyasha é muito persuasivo – disse Rin.

- Sei muito bem disso. – murmurou Kagome.

- Só que eu gosto muito mais desse do que de vinho. O que tem dentro mesmo.

- Rum – explicou Inuyasha. – E... alguma outra coisa.

- Merecemos, não merecemos? – indagou Rin.

- Merecemos, sim – concordou ele.

Olhou para Rin e os dois trocaram um sorriso e bateram os copos, enquanto o barman foi fazer outro coquetel para Kagome.

Porém ela se sentia irritada e magoada, e quanto mais os dois pareciam íntimos mais Kagome tinha vontade de gritar. Porém, controlou o tom de voz.

- Não quero beber nada.

Inuyasha inclinou-se e segurou-a pelo antebraço. Kagome tentou recuar.

- Como arranjou esse olho roxo?

- Foi um acidente – respondeu ela, tentando retirar o braço.

- Que tipo de acidente?

- Me solte! – Kagome retirou o braço, desequilibrando-o e quase derrubando-o do banco.

Quem acabou evitando a queda foi Rin, que passou o braço pela cintura dele e puxo-o de volta. Foi a gota de água que faltava. Kagome não conseguiu controlar a onda de fúria que se ergueu dentro dela.

- Nunca mais toque em mim! Vá procurar Kikiou, ou talvez Rin. Não me importo. Mas a próxima vez que você planejar beber champanhe, fazer piquenique e retirar os lençóis dos móveis, chame uma delas.

- Lençóis dos móveis? – perguntou Rin, fazendo esforço para focalizar a irmã.

- Kagome! Não estou com Rin – protestou Inuyasha. – Não como você está pensando.

- Meu Kami, claro que não! – afirmou Rin, olhando para ele como se tivesse ficado maluco.

- Pois vocês podiam ter me enganado direitinho – retrucou Kagome.

Girou nos calcanhares para afastar-se dali e deu de encontro ao peito forte de Sesshoumaru.

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Fora um dia ruim desde o início, e Sesshoumaru sabia que a culpa era dele. Tentara colocar a energia necessária para seu personagem meio selvagem, mas tudo o que conseguira fora produzir ruídos e caretas. Sentira-se muito mal por ter atingido Kagome com o cipó, mas até mesmo suas desculpas haviam sido sem sentimentos.

Tudo acontecia por causa de Rin. Ele a amava. Provavelmente desde o primeiro instante em que a vira, examinando-o com aqueles olhos chocolates e dizendo palavras ásperas. Como se soubesse que a rispidez não passava de uma máscara para encobrir um coração sensível. Ficou surpreso por descobrir a mulher que amava ficando noivo da irmã dela, mas era a verdade.

Depois de tomar um banho de chuveiro, um copo de suco de abacaxi e conversar um pouco consigo mesmo ao espelho, Sesshoumaru batera a porta de Kagome, com a intenção de se desculpar por seu comportamento. Porém ela não estava, e ele descera e acabara vindo até o bar, onde uma cena inesperada o aguardava. Rin. Com Inuyasha.

E Kagome, com os olhos úmidos de lágrimas. Aproximara-se, e agora tentava acalmá-la.

- O que está acontecendo aqui? – perguntou ele.

- Você de alguma forma é responsável por aquele olho roxo? – interveio Inuyasha.

Sesshoumaru assentiu com um gesto.

- Eu soltei o cipó cedo demais. Acabou batendo no rosto dela. Vim pedir desculpas outra vez – justificou-se, tentando fazer com que Kagome erguesse o rosto. – E também por ser tão mal-humorado.

- Não tem importância. Agora me solte, quero subir.

- Espere. Só um minuto – pediu Sesshoumaru. – Eu queria explicar porque estava de mau humor. É um assunto que já me incomoda há algum tempo. Não posso continuar com esse noivado. Sei que fui eu quem quis assim, mas... – Sesshoumaru interrompeu-se quando Kagome fitou-o, de olhos arregalados de surpresa. – Gostei muito de tudo o que fez por mim, mas não acho que seja justo com você. Não estou sendo honesto com ninguém, porque... porque... estou apaixonado por sua irmã.


Próximo capitulo -ultimas emoções-

-Eu sabia! Eu sabia! –exclamou, olhando para Inuyasha. – Vamos lá. Se vai bater nele faça de uma vez. Aliás, me dá licença.

-Quem disse que sou gay?

-Seu macho arrogante – respondeu ela. – Não amo.

- Parece "case comigo" aí no centro. (...palavras cruzadas!! XD)

Ok! finalmente o penúltimo capitulo! Eba!! Espero que tenham adorado esse capitulo... demorou mais chegou!!

Eu espero todos aqui nessa mesma fic para o próximo e ultimo capitulo dessa fantástica estória, posso contar com todas vcs?!


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Eu confio em minhas leitoras! Sei que nenhuma teve pensamentos assassinos para a minha pessoa... –vestida com uma armadura atrás de um escudo-

Certo eu já sei! eu não postei na semana passada...porém tenho um bom e convincente desculpa! E o seguinte...

... bom...eu... é... ta bem eu não tenho nenhuma desculpa! –se encolhendo atrás do escudo-

Aconteceu alguns imprevistos... ai eu acabei ficando sem tempo pra escrever a fic e tudo mais...

Porém eu vou fazer de tudo pra que isso não se repita de novo... (espero)

Olhe pelo lado bom dá coisa... (e tem lado bom nisso?! o.Ó)

Se eu não tivesse atrasado, esse acabaria sendo o ultimo capitulo K.K

(e agora a gente vai ter que esperar até o próximo final de semana pra saber o que acontece!! Isso não e bom não!!) grr...

Bom espero que aceitem meus mais sinceros pedidos de desculpas!! U.Ú

E esperem pacientemente até o próximo capitulo e o primeiro capitulo da nova fic!! (dois capítulos em um final de semana!)

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Respondendo as minhas amadas leitoras! Adoro ler seus reviews!!

Lilermen, Pamela césar, Roberta22, Lore Yuki, Tamara, Hanari, Nike-chan, Hinata-chan

Hinata-chan: rsrsrsrsr eu não faria a crueldade de só fazer o hentai do Inu e da Ka, já que meus personagens favoritos são a Rin e o Sesshy! Que bom que vc curtiu o Hentai isso me deixa contente... acho que ele esta realmente falando do sexo... que a vida sexual dele e meio parada, pois ele só costuma sair com as pessoas que confia, e não fica com qualquer uma só pra transar... entende?! O.o porém ele podia estar se referindo também ao fato de supostamente esta traindo a irmã dela... deve ser uma mistura dos dois... XD (discutindo a vida pessoal e sexual dos outros...coisa feia...já pensou se ele descobre?!)

Tamara: o que posso dizer?! Me perdoa!! Ó.Ò como eu disse fiquei sem tempo... eu to com a alto estima lá encima depois de ler seu review, puxa melhor fic do mundo!! foi um pouco demais, não acha? bom ele realmente foi um grosso... e posso entender o que vc teve ter passado... não e nada legal quanto alguém de ofende sem ter realmente um motivo para tal ato... como vc disse parece que tem pessoas que tem que aprender a criticar sem precisar ofender a pessoas... espero que me perdoe pela demora, que não queira me matar e que goste desse capitulo! No próximo final de semana teremos o ultimo capitulo e ainda mais, o primeiro capitulo de Um golpe de Cupido!

Nike-chan: haushuahsuashua ta aquecendo!! E agora esfriando...que peninha já estamos no final U.Ú huahsuahushaus você realmente achou a Ka-chan meio quenga nessa fic?! mas eu concordo completamente a Ka-chan e a mais perva dessa fic rsrsrs; elas realmente na maioria das fics ou são santinhas ou tem muita atitude acumulada! me desculpe pela demora... espero que goste desse capitulo e que acompanhe a próxima fic!

Hanari: que bom que acho minha fic maravilhosa! Fico muito feliz!! (eu também fico com raiva desse tipo de comentário sem noção...o que eu tenho melhor pra fazer agora, como vc disse, é ignorar esse tipo de comentário igual ao dele, afinal são coisas que não merecem minha atenção...) ha que bom que vc achou legal o resumo da próxima fic! então acompanhe vc vai amar, e espero de coração sempre poder ouvir o que você tem a dizer! E uma pena, porem sim... eu só posso atualizar as fics de final de semana... mais pense o seguinte você sempre terá um novo capitulo todo final de semana, assim não precisa esperar meses, semanas pra ver algo novo... espero que não fique chateada com isso, e que acompanhe sempre minhas fics...que faço de coração, esperando agradar alguém em algum lugar desse nosso planetinha!

Lore Yuki: Conta?! O.O hospital?! O.O Kami-sama...haushuahsuahsuahusah eu aposto que seu coração amo a surpresinha dos dois hentai! putz minha mãe no começo me achava louca, agora a coisa já ficou comum aqui em casa, eu começo a rir assim do nada é "super normal" ... e pior as vezes eu to lá na escola sem fazer nada, ai eu me lembro daquela fic engraçada e começo a rir...(sem se lembrar que ta na escola, em sala de aula, e com um professor rabugento no meu pé) puxa vc achou a Ka-chan ousada então vai amar a próxima fic... (momento propaganda) ela além de engraçada, a Rin vai ser um tanto quanto ousada demais...tenho quase certeza te que vc vai dar altas risadas com a próxima fic! vou querer ouvir sua opinião pra saber se estou certa ou não!

Roberta22: boa e sutil, gostei disso pra descrever o hentai deles! rsrsrs bom já começou o momento "revelação" o Sesshy foi o primeiro corajoso, e agora o que será que acontece?! isso só no próximo capitulo mesmo...U.Ú não fica triste não, é os últimos capítulos... mas ainda temos muitas fic (se kami-sama deixar) para eu escrever e você ler, então sempre ficaremos juntinhas! Espero não desapontar suas expectativas sobre a próxima fic! porém eu gosto muito dela, ela é uma das minha favoritas... então estou torcendo para que você goste tanto quanto eu!

Pamela césar: rsrsrsrs não esperava hentai duplo apesar de que foi curtinho e leve... as revelações já começara mais o desfecho da estória ficou pro ultimo capitulo! O que será que acontece?! bom eu não vou falar... continue acompanhado e conferindo sempre! E acompanhe tbm o próxima fic... cheia de coisas engraçadas de situações embaraçosas e muito mais...

Lilermen: Nossa vc foi a única que me falou que já esperava um hentai duplo! você e muito esperta! rsrsrs em compensação eu ainda fiz a surpresa delas estarem bêbadas, o que tenho certeza realmente não tinha passado pela cabeça de ninguém... a verdade já começou, e ainda, em publico! O que será que vai rolar?! Vai acabar nas capas de jornais, como sempre?! Bom só esperando pra ver... gomen pela demora desse capitulo! E continue aqui pra saber como será esse ultimo capitulo!

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