Comecemos o dia pelas boas notícias: 1º estou viva e (embora certa pessoa discorde muito) esse é um fato extremamente positivo; 2º eu sinto muito pelo desaparecimento súbito; e 3º estou oficialmente retomando a fic!

Como o esperado de qualquer ser humano comum e naturalmente falido, passei as férias arriscando a sorte em concursos públicos e, para que o esforço valesse a pena, precisei estudar o máximo possível; é lógico, então, que precisei deixar a história de lado por uns tempos =/ ("prioridade" jamais rimou com "alegria" *suspira*).

"Seria interessante você dizer que não conseguiu emprego em lugar nenhum, né?", a Cobaia acrescenta sarcasticamente. Eu vou fingir que nem ouvi *por dentro choro ao lembrar o dinheiro que poderia estar ganhando agora*.

Enfim, quando as provas encerraram e tudo parecia voltar aos eixos tive um desastroso "acidente" envolvendo uma adorável bola de pelos demoníaca. Traduzindo: eu tinha um gato (ironicamente chamado Thor), e ele me mordeu, o ferimento infeccionou, a lesão ficou meio séria e as coisas fugiram do controle.

"Seu pulso ainda faz aquele som estranho?", a Cobaia pergunta curiosamente indiscreta. Faz sim, especialmente quando está frio... Cara, porque você ligou o ar-condicionado?

Respondendo aos comentários:

Srta. Maga – Entendo bem o sentimento. Também não sou muito adepta às fics em andamento, especialmente porque o autor pode ser um desgraçado tão azarado quanto eu e demorar séculos para terminar a história. Porém, vamos tentar compensar esse problema de continuidade com capítulos surpreendentes \o/. Depois de tudo isso acredito que seria justo o Loki ganhar um exército particular para protegê-lo de todas as criaturas malignas do universo XD.

Kelii. Weber – Aha! Como o prometido esse foi um capítulo bombástico (ser "descabelante" foi um bônus muito bem-vindo kkkk). Passei um bom tempo imaginando quanta agonia o Loki seria capaz de suportar antes de acabar morto (ou louco) e cheguei à conclusão de que vou ter de explorar as possibilidades *sorrisinho sinistro e legitimamente feliz*... Ah, e pode deixar que o Carcereiro vai pagar (e com juros) tudo o que fez ao nosso querido príncipe. Sobre Thor e Odin, concordo plenamente que ambos merecem uma surra (um por ser lerdo e o outro por ser cretino), mas ainda tenho amor bastante ao Thor para tentar redimi-lo nessa história.

Diadorim – Eu devia fazer suspense... era o certo... mas não resisto. São as Norns sim! \o/ E vou tentar atualizar depressa *polegares para cima*

Polarres – Ah, essas três misteriosas mulheres ainda vão fazer coisas terríveis acontecerem *mordendo a língua porque o suspense foi bom e vou acabar estragando ele se contar mais*. Também estou contente por poder voltar a atualizar a fic \o/ e os capítulos vão chegar sem dúvidas! Beijo!

Eu já agradeci a vocês pelos comentários? Bem, por desencargo de consciência aí vai: muito obrigada a todos pelos comentários e pelo apoio à história *faz reverência* acreditem, não fosse isso eu provavelmente não teria tido firmeza o bastante para continuar.

"Ela falou sério. Essa idiota me prometeu um livro de terror há quatro anos e até hoje não escreveu sequer a primeira página", a Cobaia resmunga com extremo rancor. Você não pode me culpar se os fantasmas no espelho de casa insistem em me assombrar cada vez que tento começar a história... mas se não for contra seus princípios posso escrever uma aventura com garotas mágicas e elfos coloridos.

E já que estamos todos felizes vamos ler e nos divertir \o/!


Através da bagunça que era sua cabeça, onde mal podia dizer que dia era hoje ou se ontem já havia passado, Loki tinha certeza de algumas pequenas coisas. Primeiro, sabia que ainda estava em Midgard e se estava vivo significava que de alguma maneira os mortais encontraram uma maneira de desfazer o feitiço – como ou quando isso aconteceu seu cérebro era incapaz de informar. A segunda coisa que sabia era que estar a sós com Stark não era realmente saudável.

Ele lembrava claramente de um punho de metal em alta velocidade fazendo pontaria em seu nariz algumas horas atrás... ou dias... ou... quando foi que isso aconteceu mesmo?

Forçando um bocadinho mais a memória Loki conseguia recordar alguma coisa envolvendo ele e os três Vingadores em um banheiro... embora preferisse acreditar que a cena era um pesadelo bastante confuso.

Não era nada agradável.

– E então? Tudo okay com você?

Ele devia se sentir preocupado com a simpatia na voz do mortal?

– O que você acha? – rosnou entre dentes.

– Como estamos agressivos hoje. – arrulhou Stark nenhum pouco incomodado. Parecia absolutamente feliz, na verdade.

Para a consternação do deus trapaceiro, antes que tivesse tempo de extrair de Stark qualquer migalha útil de informação sobre os últimos eventos ou sentir-se ainda mais desconfortável com a ideia de alguém o observando, ele derivou num sono sem sonhos.

Ж

A próxima vez que acordou encontrou o quarto mergulhado na penumbra. A janela estava fechada, abafando os sons da cidade, e uma claridade alaranjada entrava pelas cortinas. Podia ver o corredor através da porta entreaberta, iluminado parcialmente, e perto da entrada uma cômoda com uma jarra de vidro e alguns copos.

O riso baixo ao lado da cama o alertou para a presença de alguém. Moveu o pescoço devagar na direção do som, sentindo os músculos rígidos protestando contra o movimento. Estreitou os olhos até identificar a figura de Stark acomodado numa poltrona lendo alguma coisa num tablet. O homem passara o dia ali?

– O que aconteceu? – gemeu. Ele queria exigir a resposta, pena sua voz ter soado quebrada e desesperada demais para dar o tom certo.

A verdade é que ele precisava saber o que acontecera, tinha experiência de sobra com as consequências de ficar na ignorância – uma desastrosa tentativa de conquista e uma queda sem fim no Vazio que o digam.

Stark levantou-se, abandonando o aparelho sobre o criado-mudo.

– Primeiro você devia beber alguma coisa. Sério, sua voz tá péssima.

Assistiu inquieto Stark pegar a jarra sobre a cômoda e derrubar quatro cubos de gelo em um dos copos – cada doce tilintar do gelo contra o vidro fazia a boca de Loki sentir-se mais seca – e precisou segurar a frustração quando o homem colocou o copo sobre o criado-mudo e então estendeu as mão para ele.

Levou bons vinte segundos para Loki entender o Stark queria e mais quarenta segundos inteiros para superar a irritação.

– Não preciso de ajuda Stark. – afirmou.

– Ah, legal. – recolheu as mãos e afastou-se um pouco. O sorrisinho zombeteiro nunca deixou seu rosto. – Vá em frente Reindeer Games. – instigou.

Mordendo o lábio Loki começou a içar-se, apoiando o peso sobre os braços. Má ideia. Os músculos vacilaram, seu fôlego ficou curto devido às fisgadas de dor que desciam coluna abaixo e em pouco tempo ele caiu contra os travesseiros, completamente esgotado.

Fraco demais para sentar-se. Isso era o fim.

Stark pigarreou, aproximando-se e estendendo as mãos novamente.

– Dizem que na segunda tentativa as coisas são melhores.

– Qual o truque?

– Sem truques. – garantiu.

Loki gostaria de dizer que aceitou a ajuda porque precisava muitíssimo daquele copo, mas sendo honesto ele teria de admitir que foi a completa honestidade no rosto de Stark que o convenceu.

Quando enfim recostou-se nos travesseiros que Stark empilhou às suas costas, altos o bastante para Loki não engasgar e confortável o suficiente para não magoar seus ossos, o trapaceiro sentia-se tão desgastado quanto nos dias de treinamento de guerra com Thor.

– Acha que consegue ficar acordado? – desafiou Stark.

– Evidentemente.

Com uma risada entregou-lhe o copo. Sem cerimônias Loki pescou um dos cubos de gelo e o jogou na boca.

Oh, Norns! Como era bom!

A sensação restauradora do gelo contra a língua, a água fria lentamente aplacando sua sede e reanimando as papilas gustativas...

Satisfeito ele fechou os olhos.

Ж

Duas semanas atrás Tony consideraria absurdo dar à Loki qualquer alívio, diria até que o calor em seu peito ao ver a expressão satisfeita do asgardiano era um defeito do reator Arc. Agora, porém, não podia negar o quanto estava contente em ver Loki praticamente ronronar enquanto o gelo derretia em sua boca.

Depois da desastrosa visita de Fury e da consequente cirurgia de emergência, Loki apresentou reação alérgica violenta à dose extra do anestésico. Febre perigosamente alta, alucinações e crises de histeria incontroláveis resultaram em uma parada cardíaca quase fatal. Não era de surpreender. O homem estava no limite da resistência física e por alguns instantes os Vingadores temeram que todos os esforços tivessem sido em vão. O fracasso final dos grandes heróis. Todavia, miraculosamente Loki retornara ao mundo dos vivos e lentamente a febre cedeu.

Era a primeira vez em dias que o asgardiano acordava.

A expressão confusa no rosto magro ao despertar naquela tarde não espantou Tony. Até o momento se perguntava como Loki conseguira pensar o bastante para lhes dizer como destruir os doombots, quanto mais lembrar o que acontecera durante seus delírios.

O trapaceiro estava tão feliz, tão distraído, que não notou o olhar discreto que Tony lançou ao cômodo. O bilionário tinha gravado na memória a imagem sangrenta daquele quarto quando ele e Steve retornaram ao ambiente depois que o feitiço fora desfeito.

Fosse qual fosse o encanto não ocultara apenas a aparência degradada de Loki, mas mascarara os rastros de sangue e o cheiro pestilento dos ferimentos que começavam a supurar. No fim das contas o quarto que Tony dera a Loki precisou ser completamente reorganizado, dos tapetes às roupas de cama irremediavelmente arruinadas. E o banheiro... Jesus! O lugar era uma confusão sangrenta e a banheira teve de ser lavada repetidas vezes para tirar o encardido que insistia em ficar nas bordas.

As roupas de Loki estavam além da salvação e se não lhe falhava a memória Bruce decidira incinerá-las. Bem, Tony nunca gostou desse tipo de suvenir mesmo...

Antes que seus devaneios afundassem em ideias mais deprimentes Loki pareceu voltar à realidade, girando o gelo entre os dentes e o encarando fixamente.

– Afinal, o que eu perdi?

Tony riu. O homem estava realmente obcecado.

– Vamos começar do ponto que você consegue lembrar.

Puxou a cadeira para perto da cama e esperou. O rosto de Loki era pura concentração enquanto tentava forçar a memória. Ele estava pálido como a morte e linhas tensas marcavam as feições finas, mas o brilho inteligente estava ali, mais vivo que nunca.

– Lembro-me do banheiro... – ele sussurrou entre aborrecido e abatido.

Sinceramente Tony desejou ter uma câmera. Nunca vira alguém mais constrangido em toda sua vida. Quem poderia culpá-lo? Tony também iria a loucura se sua última memória racional o envolvesse com três homens declaradamente inimigos num banheiro.

– Certo... vamos começar do banheiro. – esfregou as mãos disfarçando o riso.

As horas seguintes passaram lentamente. Embora Loki fosse o principal interessado nas informações o malandro não podia evitar cair no sono ocasionalmente. Nesses momentos Tony discretamente avaliaria a temperatura do deus e então sentaria confortavelmente em sua cadeira, esperando ele acordar e de quebra adiantando a leitura dos relatórios da empresa. Escusado dizer que Pepper parecia chocada com a súbita dedicação de Tony.

O relato, que omitiu algumas partes importantes a pedido de Bruce – suas suspeitas quantos aos chitauri foi uma delas –, terminou quando o sol já ia alto. Próximo ao meio dia, provavelmente.

– Os enfermeiros consideraram que você se sentiria melhor em um ambiente menos "hostil", e de qualquer forma precisamos fingir que a rotina do prédio está perfeitamente normal. Nunca se sabe quem pode estar espionando. – ele deu de ombros. – E aí, como Bruce estava cansado pra caralho e Capsicle enervando a pouca paciência que tenho, resolvi vigiar você pessoalmente até os dois estarem razoavelmente apresentáveis. – sentenciou.

Tony captou a ligeira mudança no rosto de Loki. Algo estranhamente familiar a...

– Não tenho planos de destruir sua preciosa Torre, Stark. Tentei isso uma vez e não foi divertido. – resmungou, acrescentando num tom mais duro: – Apenas um idiota destrói seu abrigo, não que isso seja grande...

Ele estava magoado!

Antes que se arrependesse do que ia fazer Tony segurou o ombro de Loki, detendo o infame discurso. Esperou até que o deus o encarasse e então sorriu.

– Não estou vigiando você por isso. Confie em mim, essa Torre pouco importa no momento.

E que Deus o ajudasse, porque Tony nunca tinha sido tão sério em toda sua vida.

Ж

De imediato Bruce sentiu falta do som constante do monitor cardíaco e da sensação rígida no pescoço após dormitar na cadeira. Levou dois minutos inteiros para seu cérebro entorpecido recordá-lo de que Tony o expulsara do quarto de Loki afirmando categoricamente que não queria vê-lo por ali nas próximas 10 horas, no mínimo. Bruce odiou isso, mas o estresse da última semana, somado a preocupação e as noites insones o estavam desgastando rápido demais, deixando-o terrivelmente suscetível ao outro cara.

Recentemente Bruce se acostumara à ideia de que o Hulk encarava Loki mais como um bichinho de estimação que como oponente potencial. Infelizmente a simpatia não se estendia a todos. Ele podia sentir a tolerância do grandão se esgotando quando os enfermeiros se aproximavam, ou sua irritação impotente em sentar naquele quarto e esperar. Por menos que quisesse admitir, reconhecia que Tony possuía certo mérito em tê-lo afastado.

Agora, completamente descansado Bruce estava mais que ansioso para voltar.

– Dr. Banner? – chamou Jarvis.

– Sim. – respondeu sentando-se.

– O Sr. Stark solicitou que o informasse que nas últimas 24 horas Loki permanece sem febre.

Bruce lançou um agradecimento silencioso aos céus, rindo como um demente, tão aliviado que mal poderia explicar. Afinal, fora ele quem consentira na aplicação da dose extra do anestésico, foi ele quem prometera manter Loki a salvo e o pensamento esmagador do fracasso o abatia a cada dia.

– E como Loki está? – perguntou recuperando a compostura.

– No momento, conversando com Sr. Stark.

O riso sumiu e Bruce saltou da cama, correndo porta afora.

Tony e Loki... conversando... precisava dizer o quanto a cena era potencialmente perigosa?

Diminuindo a marcha, se aproximou silenciosamente da porta. Ouviu a voz de Tony, tagarelando sobre alguma proeza absolutamente ridícula, e, para a surpresa de Bruce, conseguiu ouvir a voz sussurrada de Loki retrucando um comentário mordaz. Sem poder se conter bateu rapidamente na porta e entrou. Tony estava de pé, no meio do quarto, encenando uma cena particularmente pitoresca enquanto o asgardiano assistia, reclinado confortavelmente numa pilha de travesseiros. Verdade seja dita, o homem parecia capaz de desmaiar a qualquer momento, e ainda assim estava acordado e respondendo racionalmente.

Ele poderia abraçá-lo agora mesmo tamanha era sua alegria!

Notando o olhar de Bruce, o milionário ergueu as mãos em sinal de paz.

– Ele está vivinho, pode conferir.

– Estou vendo. – Bruce riu, relaxando.

Aproximou-se da cama, sentando na borda, e estendeu as mãos, avaliando a temperatura de Loki. A pele estava agradavelmente fria ao toque.

– Stark! Esse foi um dos detalhes que você omitiu? – reclamou Loki, chocado e chateado em igual medida. Tony riu, ignorando a pergunta. – O que ele não contou? – exigiu.

Bruce hesitou, analisando o rosto fino. Podia ver a irritação clara e... ele estava corando?

"Mantenha o foco, Bruce!", repreendeu-se. O Loki diante dele queria respostas e Bruce devia dá-las da melhor maneira possível. Começar a explicar era a parte mais complicada.

– Bem... Ah, Loki você já viu algo assim?

Capturando o tablet ao lado da cama acessou as imagens dos vermes e as mostrou para o trapaceiro. Pouco tato, embora extremamente eficiente.

– Vermes asgardianos... – Loki ofegou. – Onde vocês...?

– Eles estavam dentro de você cara. – Tony respondeu.

Um tremor violento trespassou o corpo do deus, as mãos finas correndo para os cortes nos braços. Houvesse ele se lembrado de algo ou fosse mero instinto, a parte lógica de sua mente juntara bem as peças.

Os dois Vingadores esperaram que se acalmasse antes de continuar.

– Tiramos, todos. – garantiu Bruce desligando o aparelho. – Não precisa se preocupar.

O deus anuiu, incerto.

– Então aquelas coisas são vermes asgardianos... – Tony incitou, curioso.

– São... uma arma de guerra. – Loki respondeu relutante. – Foram usados na batalha entre Asgard e Jotunhiem... muitos atribuem a eles a vitória de Asgard.

De tudo o que Bruce esperara ouvir, essa fugia as expectativas. O uso de vermes como arma de guerra soava bizarro e bastante plausível – os humanos usam vírus e bactérias, não era tão diferente –, entretanto qual a lógica de criar uma arma letal para si mesmo ou usá-la contra sua própria gente?

– Um dos enfermeiros foi mordido e caiu no sono. – comentou Bruce analisando a história. – E se é uma arma de Asgard... por que eles quase mataram você? Pela lógica você deveria ser imune.

Por alguns instantes Loki os encarou, incrédulo, e então sorriu. O sorriso mais deprimente que Bruce já vira.

– Thor não contou? – silêncio. – Sou um Jotun.

Um Jotun. Uma arma letal contra Jotunheim. Um príncipe de Asgard que não era... a resposta o atingiu como um soco. Foi isso o que Thor quis dizer como "ele é adotado"?! Bruce encarara o comentário como uma piada... mas, vendo por esse ponto, as implicações eram enormes. Devia haver uma explicação.

Voltou o foco para o presente.

– Não fazia ideia... – disse em tom de desculpas. – Nós... usamos esses vermes para destilar o analgésico... ele funcionou por um tempo... – tentou explicar.

– Mas tinha efeitos colaterais interessantes. – cantarolou Tony. – Como não deixar você mentir.

O clima cada vez mais sombrio dispersou diante do comentário alegre. Mesmo que Bruce quisesse jogar o abajur contra o companheiro, sentia-se grato demais pela mudança na conversa. A única pessoa absolutamente descontente com a novidade era Loki.

– O que... o que... – ele gaguejou, antes de esconder o rosto entre as mãos. – Norns... o que eu disse?

– Nada grave. – garantiu.

– Apenas que você gosta de abraços e odeia quartos escuros... e quem é Amora?

Loki congelou, olhando para o cobertor amontoado sobre as pernas e dessa vez Bruce apontou para porta num aviso silencioso. O bilionário saiu do quarto assobiando baixinho.