Uhu! Olha nóis aí outra vez! Bom, vamos para mais um capítulo, essa semana vou postar mais cedo pq amanhã tenho q viajar e ñ sei qdo volto, eu sei q volto na sexta, mas enfim, vai q num dá tempo XD Mas é só dessa vez! =P
Enfim... A casa de virgem está prestes a ser o próximo alvo dos Deuses primordiais. Como será a batalha de Shun? Quem será seu inimigo? Será q Ikki conseguirá se segurar p/ ñ ajudar o irmão como sempre?
Boa leitura a todos! Espero q gostem do capítulo.
Ah, sim... Comentem, onegai!
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Fios e correntes:
A sexta casa surge diante dos olhos dos inimigos, Cloto olha para os demais.
- Sigam em frente, eu quero lutar contra este Cavaleiro. Láquesis, minha irmã, tome a liderança do grupo.
- Sim, Cloto.
Todos se teletransportam através da casa, rumo ao templo seguinte, enquanto Cloto fica para trás. Ela adentra o templo encontrando-se com o guardião deste, à sua frente, Kamei rósea brilhante como se as próprias estrelas estivessem nela, correntes cintilantes em punho, prontas para tudo, longos e revoltados cabelos verdes, do mesmo tom de seus olhos profundos, determinados e puros, o cosmo rosado envolve seu corpo todo, com um poder muito próximo do divino. A casa é ainda como antigamente, com o altar de lótus onde o antigo Cavaleiro meditava, todo um estilo hindu que Shun mantivera por respeito ao homem mais próximo dos Deuses.
- Se fosse possível, gostaria de evitar essa batalha tão inútil.
- Não pretendo deixar de te matar, Cavaleiro de Atena.
- E imagino que minha morte não a impedirá de ir em direção a Saori para matá-la e controlar a humanidade depois.
- Você é bem esperto.
- Que pena... Parece que terei de lutar novamente.
A mulher sorri, envolta em sua capa negra como a noite, longos e ondulados cabelos negros caem às suas costas, é magra e não muito alta, e seus olhos são verdes e cheios de vontade de lutar. Ela eleva seu cosmo prateado, estendendo os dedos de suas mãos, de onde surgem fios da cor de seu cosmo, brilhantes e longos, envolvendo-a toda numa ondulação contínua e irregular. Ela se apresenta.
- Eu sou Cloto, a Moira que tece o fio da vida, e estes são os fios que teço para retalhar os que não obedecem ao seu destino. Acha que suas correntes são páreo para eles?
A nebulosa de Andrômeda se estende aos seus pés, o cosmo do Cavaleiro é cada vez mais poderoso e sua defesa está formada, de forma que nada a traspassasse.
- Acho que minhas correntes não pararão de cortar o ar com todo o meu cosmo enquanto eu não a vencer.
- Parece que o garotinho mudou muito ao longo dos anos...
- Só percebi que, se não há como evitar a luta, temos que lutar até o fim com nossas vidas, mesmo que custe a nossa ou a do outro. É um erro que estou pronto a cometer: tirar uma vida pelas de milhares de outros.
- Então vamos à luta.
Os fios avançam rapidamente contra o garoto, sua defesa o protege, mas o cosmo inimigo é poderoso demais, e ele sente a nebulosa quase se abrir diante do ataque. Intensifica o seu cosmo, os fios não param por um minuto, avançam por todos os lados, em movimentos irregulares, curvando-se de todas as formas. Seu cosmo os barra por pouco, mas logo vários deles penetram a defesa quase perfeita da nebulosa. O rapaz se assusta por um segundo, e os fios cortam os poucos lugares de seu corpo que a armadura não protegia, e riscam sua vestimenta. Fios de sangue escorrem pelo seu corpo, mas ele não parece dar importância. Continua com o mesmo olhar sério, prepara suas correntes e as dispara com velocidade, num golpe direto e preciso.
- "CORRENTES DE ANDRÔMEDA!"
Os fios voltam todos para perto da Deusa primordial envolvendo-a por completo, e as correntes não a atingem. O Cavaleiro tenta novamente, as correntes parecem se multiplicar indefinidamente, e vão todas em direção ao mesmo alvo. Os fios, porém, continuam a circunda-la velozmente, protegendo-a poderosamente. Na primeira brecha que encontra lança todos os fios de uma só vez, numa velocidade muito alta, atirando Shun para trás e cortando ainda mais a sua pele e vestimenta. O Cavaleiro crava no pilar e quando cai no chão a Deusa salta e lança novamente os ataques cortantes contra ele. O chão se parte e Andrômeda afunda ainda mais nele, a inimiga está certa de sua vitória, ainda achando que fora bastante fácil para um guerreiro tão experiente.
Mas ao virar a costas, sente o cosmo se elevar poderosamente atrás de si, o rapaz salta rapidamente e desfere mais um certeiro ataque com suas correntes, sem que ela tenha tempo de evocar de volta os fios. Esquiva-se rapidamente, tendo o rosto cortado pelo ataque que a pega de raspão, torna o olhar assustado para o homem que acaba de pousar no chão, ainda parecendo muito disposto para quem levou tamanho ataque.
- Nunca dê as costas a um adversário sem ter certeza de que o venceu...
- Ora seu... Como pode...?
Ela lança novamente seus fios, estão cada vez mais rápidos e poderosos, Shun se concentra, ergue o braço e se defende com classe e perícia.
- "DEFESA CIRCULAR!"
Os fios são todos repelidos pela corrente que girava em alta velocidade e cheia de um cosmo que se parecia com eletricidade percorrendo tudo à volta do guerreiro.
- Isso não vai funcionar para sempre! – esbravejou ela explodindo seu cosmo.
Os fios se multiplicam, intensificam sua energia e tomam conta de toda a sala da casa de Virgem, por todos os lados, eles avançam contra Shun, torcendo-se no espaço do modo possível para envolvê-lo de todos os lados. A defesa não suporta mais a pressão e o poder do cosmo inimigo, se desfaz e todos os ataques atingem seu alvo. Desta vez o Cavaleiro deixa escapar um grito de dor, e cai novamente. A mulher se aproxima.
- Não devo dar as cosas, certo? Então arrancarei seu pescoço para ter certeza...
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Na casa de Leão um certo Cavaleiro anda inquieto e um lado para o outro, com o olhar seriamente preocupado. Ele olha para a casa seguinte, cerrando fortemente os punhos.
- Maldição... Eu prometi que confiaria nele... Não posso interferir, mas... Droga, Shun, levanta!
Seu cosmo se expande, ele estava prestes a entrar na briga, mas Shun consegue ouvir sua voz, e responde ao irmão que ele percebe estar prestes a interferir.
- Calma, Ikki. Eu não estou vencido, ainda posso me levantar.
- Shun...?
- Eu não vou perder. Confie em mim.
- Está bem... Mas é bom não perder mesmo, ou eu não te perdôo por não ter deixado eu te ajudar!
- Pode deixar, irmão.
A voz calma do irmão mais novo lhe trás mais confiança, e ele finalmente se acalma um pouco, sentindo o cosmo de Shun se elevar novamente. Seu irmão era forte, muito mais do que qualquer um poderia imaginar, ele sempre se continha, mas se mostrasse todo o seu poder, ele sabia que qualquer Deus cairia pelas mãos de seu caçula.
- Vai lá, Shun... Mostra o que você esconde debaixo da manga.
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A mulher não podia acreditar no que estava acontecendo diante de si, mesmo que seu cosmo o ameaçasse de arrancar-lhe a cabeça, ele ainda elevava o seu a um nível estupendo. Não querendo que ele se erguesse mais uma vez, o envolveu fortemente em seus fios e o lançou longe, cravando-o na parede sobre o altar de lótus, sobre o qual caiu logo em seguida. Ela sorriu, um dos fios já estava envolto em seu pescoço, e ela logo o estirou com força. Shun sentiu seu pescoço sendo cortado, estava ficando mais perigoso, mas ele fizera seu irmão confiar nele, ele prometera que não morreria. Seu cosmo se expandiu mais e mais, a névoa rósea tomou conta do altar, enquanto ele se erguia diante dos olhos surpresos de sua adversária. Seu semblante era sério, e o brilho que tomou seu cosmo ofuscou Cloto, o fio que prendia seu pescoço se quebrou e as correntes novamente se elevaram com sua energia. Cloto desfez o olhar surpreso, sorriu e proferiu.
- Eis um bom substituto para o "homem mais próximo dos Deuses".
Os cosmos estão no nível mais alto, ambos sentem que estão equilibrados, Cloto dispara seus fios de uma só vez, em movimentos curvos para que Shun não os pudesse defender nem desviar deles. O garoto, por sua vez, deposita seu cosmo nas correntes e as lança contra os fios, elas tomam um movimento igual ao destes, parecendo se multiplicar. O cosmo que as percorre é um intensa eletricidade que corta cada fio que toca, a Deusa arregala os olhos, espantada, e vê as correntes voltarem para perto de seu dono logo após destruírem cada um de seus fios. Antes que possa perceber, numa velocidade absurda, como se fossem verdadeiros raios, as mesmas correntes cortam o ar envoltas em eletricidade.
- "ONDAS RELÂMPAGO!"
Ela tenta se defender, mas não tem mais tempo para tecer novos fios, e agora também não há tempo para se esquivar. O golpe a atinge, ela voa longe, o chão se parte sob seu corpo, ela está extremamente ferida. Ainda assim, se ergue e concentra novamente seu cosmo, indo ao ataque em direção ao Cavaleiro. O cosmo deste já está no ápice, ela não tem tempo de desferir seu último ataque, e é completamente engolida pela tempestade rósea que se forma, destruindo-a sem deixar vestígios.
- "TEMPESTADE NEBULOSA!"
O ambiente se acalma, nada restara da adversária, Shun torna o olhar para a entrada da casa, onde vê uma conhecida silhueta o observando.
- Não disse, irmão? Eu não perderia...
- Pois é... Ainda bem que eu vim. Não me perdoaria de perder um show desses.
- Ora, Ikki, mais uma batalha sem sentido, violenta e...
- No fundo você não mudou nada, não é?
- Não posso fazer nada. Nunca vou gostar dessas lutas.
- É só isso que você tem a dizer? Parece que alguma coisa mais te preocupa.
- June está ferida, provavelmente inconsciente, Ali também está ferido, mas não é grave, e Hikari terá de lutar em breve.
- Tem muito com o que se preocupar, heim? Deixe que eu busco June, concentre-se em ajudar minha sobrinha se precisar.
- Obrigado, Ikki.
O irmão sai, Shun baixa a cabeça, com um sorriso agradecido, mas provavelmente não teria de ajudar Hikari, ela era mais afeiçoada às batalhas, mais como a mãe dela. Sabia que podia confiar no poder da filha. Mas a batalha ainda não chegara lá, o próximo combate era contra o filho do Grande Mestre, o jovem Shura de Libra, e quem se preocupava agora era a bela escorpiniana, que pela primeira vez desfazia seu cativante sorriso.
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Continua...
