Pessoal, finalmente apareci. Desculpem a demora gigantesca, mas várias coisas aconteceram e ainda estão acontecendo na minha vida, o que acabou mexendo com a minha inspiração. O bom é que eu sabia que uma hora eu voltaria à história. Espero que gostem do capítulo. Afinal, estou de volta, seus lindos! =))
Obrigada, Priscila Louredo, por ter betado este capítulo e por ser aquilo que eu preciso!
Reviews:
Daiane Rossi: Querida, eu que agradeço infinitamente pela sua presença e força. Seus comentários me dão muita motivação para escrever. Você é tão atenta aos detalhes que até me assusta. Obrigada por tudo de coração! Você está me devendo uma conversa no Skype! Bjoks
Ivis Cristiane : Obrigada pela presença, amore! Será que ele vai sair? Vamos ver...Lol
Isabella Swan: Obrigada, amore!
Priscila Louredo: Sua linda, obrigada. Você salvou minha vida! =))))
Priscila Siqueira: Risos, apenas! Lol Obrigada,linda.
Bia Studart : Obrigada, amore! Seus comentários me animam demais! Sua detalhista linda! Leio sempre com um sorriso no rosto! Obrigada, sua lindaaaaaa!
Helena Garritano: Oh ,sua linda. Dolipe é amor. Agora é Edgar e Laura =) As coisas vão se desvendar aos poucos. Nos próximos capítulos isso vai aparecer. Bjoks.
Renata Nunes: Ohh sis, vc aqui! Obrigada pela presença! Fiquei louca com seus comentários! Termine de ler os outros capítulos. Bjoks!
Kathia: Obrigada! Valeu pela presença! Estava em hiatos, mas agora eu voltei!BJOKS
Karinaolirb: Sua linda! Morri de rir você concordando com a Bella. Vc é tão atenta, me alegra demais. Bom, quanto ao nome Damion você vai saber em breve. Inclusive tem uma pista neste capítulo. Obrigada pelo seu testamento de capítulo. ADORO!bjoks
Rafaela Quitete: Ai sua linda. O Carlisle é o violãozinho mesmo. Mas tem coisas nele que ainda vão ser reveladas. Tudo tem um motivo, nada é de graça. Obrigada ,minha linda!bjoks
Iana_Tati: Sua linda, obrigada. O buraco sempre é mais embaixo. Aguarde os próximos capí
Gabrielle Matos: Obrigada, fofa! Sim, o Edward faz parte sim. Essa é a história, não é? Aguarde os próximos! Bjoks.
Julieide: Sua linda, saudade dos seus comentários. O Satanás? Eu ri! Kkkkk Você é uma comédia! Te digo que você está chegando perto! Lol Sou má. Obrigada, amore!
Liviark: Obrigada,linda! Você quer matar quem? O Carlisle? Lol
Obrigada a todas! Comentem sempre e me façam feliz!
Capítulo 10 - Trevas e Luz
"O sonho é frequentemente uma lembrança dos lugares e das coisas que viste e verás em outra existência ou em outro momento." Allan Kardec
POV Edward
- Pai? - perguntei assustado ao vê-lo. Eu ajeitava o colarinho da camisa que insistia subir.
- Edward - ele impostou o corpo para frente como se quisesse entrar, mas eu ignorei seu sinal e simplesmente o encarei, questionando a presença dele ali. - Você não vai me convidar para entrar? - ele deu um sorriso sarcástico. O mesmo sorriso que sempre precedia uma frase ácida estava ali.
- Já estava de saída. Não há necessidade, pai. - eu disse. Notei minha voz vacilante. Mas o que eu faria? Bella estava no meu quarto. E se ele a visse? Eu precisava dar um jeito de tirá-lo dali.
- Está escondendo algo, Edward? - ele se curvou para frente mais uma vez e deu outro passo. Meu coração estava na boca.
- Não, Carlisle. Por que você não diz o que veio fazer aqui? - perguntei recuperando minha postura e minha voz confiante.
O que Carlisle estava fazendo ali? Será que ele sabia que eu atendera o telefonema da provável amante dele? Será que ele estava querendo se certificar disso? Ou será que ele estava bancando o pai preocupado e prestativo para fazer uma média comigo
.
- Isso é jeito de tratar o seu pai? - ele perguntou amarrando a cara, como se realmente estivesse preocupado com o jeito que o trato.
POV Bella
Meu corpo doía de frio. Por reflexo, puxei a coberta para proteger minha pele nua. A cama estava fria quando abri os olhos ainda preguiçosa demais para me mover. Edward não estava ao meu lado. Tateei os lençóis amarrotados, sentindo o cheiro dele me invadir. Foi quando escutei sua voz vindo da sala. Ele falava com alguém.
- Você nunca esteve preocupado com isso, pai. Por que veio até aqui a essa hora da manhã?
Merda. Era o pai dele. De imediato catei minhas roupas perto da cama e comecei a me vestir, totalmente atrapalhada. Claro que o meu mau jeito com as coisas sempre arranjava uma forma de aparecer quando menos podia. O pai dele estava aqui. O cara que acabou com a carreira do meu pai. E se ele me pega aqui? E se ele sabe quem eu sou?
- Você pode me deixar entrar? - o pai insistia.
- Entre - Edward disse vacilante.
O que eu faço? Entro no armário? Ou vou para debaixo da cama como aqueles personagens clássicos de filme que a personagem tem culpa no cartório?
Isso é ridículo! Eu não sou uma criminosa.
POV Edward
- Vim me certificar que você vai colocar uma gravata desta vez, - ele deu um sorrisinho sarcástico. - Você não parece cuidadoso quanto eu gostaria.
- Tem certeza que não tem nada a ver com o telefonema que eu atendi no seu escritório? - Edward estava alterado.
- Como ousa? Você não sabe o que está falando - meu pai se defendia - E você não tem direito de atender o meu telefone, nem entrar no meu escritório quando eu não estou. Isso é uma afronta! Você é um...
- Moleque? É isso que você quer dizer? Que eu não correspondo nunca às suas expectativas? Mas saiba que esse circo todo, - apontei para a minha roupa formal - é por imposição sua.
- É o mínimo que você pode fazer - ele disse.
Eu sempre quis dizer-lhe umas verdades. Queria mencionar Terry, e agora queria chamá-lo de canalha por enganar a minha mãe. Mas acho que não era o momento apropriado. Não enquanto eu estivesse com Bella no meu quarto, que com certeza já devia ter acordado por causa dos gritos. Eu não queria discutir com ele ali, com ela escutando, com o risco de sermos pegos, mesmo eu não tendo certeza se ele saberia quem ela era.
Eu precisava fazê-lo ir embora. Suas ações eram previsíveis demais. Ele não estava ali para ser bonzinho, dando bom diapara o filho mais novo, tão pouco estava na minha frente para insistir que eu vestisse uma gravata. Era ridículo demais ter isso como desculpa. Porém, se tratando de Carlisle eu duvidava muito que ele estivesse preocupado com meu julgamento diante de suas ações. Eu duvidava muito que ele se importasse, a não ser que ele se beneficiasse com isso.-Eu sei que você tem uma amante. Mas fique tranquilo, pois não tenho coragem de dizer isso para minha mãe. Não precisa tentar me comprar com essa bajulação fingida- respirei fundo ainda olhando para a cara cínica dele. - E não é por você que eu não conto, é por ela. Mas se você ainda quiser fazer algo por mim peço que vá embora. Nos vemos no escritório.
Carlisle abaixou a cabeça, juntando os lábios em uma linha. Modo que ele fazia sempre para mostrar que tinha baixado a guarda. Finalmente ele deu um passo para trás em direção à porta.
Um barulho de algo se quebrando veio do quarto. E para completar o desastre, um gritinho agudo de Bella ecoou até a sala. Merda.
Eu esperava o pior. Vi a imagem de Carlisle avançando o apartamento para o quarto, mas isso não aconteceu.
Muito pelo contrário, meu pai foi para porta por livre espontânea vontade. Não sem antes esboçar aquele sorriso envenenado e injetar o veneno.
- Uma mulherzinha. Pelo menos este orgulho você me dá - ele disse puxando a gola de seu terno, saindo pelo corredor do complexo universitário.
Se não fosse o motivo de força maior que se encontrava no meu quarto – Bella -, eu juro que teria esquecido o fato de ele ser meu pai. Antes mesmo que meu sangue borbulhasse para a cabeça, Carlisle havia sumido.
POV Bella
Se eu não tivesse tão nervosa pela adrenalina que tinha agitado o meu corpo, com certeza eu teria invadido aquela sala em defesa de Edward. Eu tinha medo que o pai dele me visse aqui, tinha medo que ele soubesse quem eu era.
Num átimo de segundo, o meu jeito estabanado fez questão de derrubar um porta-retrato da cômoda. O vidro se quebrou. O porta-retrato tinha uma bela moldura, mas nem prestei atenção na foto tamanho era o nervoso. Minhas mãos tremiam como duas varas-verdes.
A sala silenciou-se, escutei o ranger da porta se abrindo. Era ele.
- Você está bem? - perguntei. Edward estava todo cabisbaixo. Ele caminhava em minha direção.
Ele olhou o porta-retrato na minha mão. Coloquei-o de volta no lugar pedindo desculpa sem precisar de palavras.
Em poucos segundos ele me abraçava. Seu nariz gelado encostou em meu ombro enquanto ele inspirava meu cheiro, uma respiração pesada, uma cumplicidade palpável. A situação, apesar de dramática, tinha um tom cômico já que ele era duas vezes o meu tamanho. Mas não deixava de ser doce pelo mesmo motivo. Abracei-o apertado a fim de confortá-lo em meus braços. Eu queria zelar por ele, protegê-lo.
- Agora estou - ele respondeu ainda com os olhos pequenos e a boca comprimida em nervoso - Sempre foi difícil enfrentar o meu pai, nossas almas não se cruzam.
Beijei o canto da sua boca e ele relaxou.
- Eu estou aqui - falei, segurando seu rosto com as minhas duas mãos. - Eu escutei tudo, eu não sabia se ficava nervosa por seu pai me descobrir aqui ou se eu ficava apreensiva pelas coisas que escutei vocês dizerem.
- Eu não queria que você tivesse escutado tudo aquilo - sua testa encostada na minha.
- Não faz mal... - beijei seus lábios rapidamente.
- Ainda bem que eu tenho você, Bella.
-Eu nunca vou sair daqui - disse confortando-o quando o rosto dele mais uma vez afundou no meu pescoço- Eu não vou perder você…
Minha respiração entrecortada falhou de vez quando um arrepio tomou minha espinha.
- Eu não vou perder você... - respirei fundo mais uma vez - Não de novo - minha boca continuou como se eu tivesse dado o comando, mas na verdade eu não sabia de onde aquilo tinha vindo.
Edward não escutou. Talvez eu tivesse falado baixo demais ou tivesse sido apenas um pensamento alto. Um pensamento estranho, mas certo.
A cara do meu pai quando eu cheguei a casa não foi das melhores. Ele me cumprimentou rapidamente e vestiu o casaco em seguida com a desculpa de ter que ir ao centro da cidade resolver alguma coisa. Eu não poderia dar bandeira, mas ao mesmo tempo ficava apreensiva com as reações intimistas dele. Ele não me perguntava mais nada sobre Alice, tão pouco eu tocava no assunto. Todo o cuidado era pouco, ainda mais se tratando de Charlie. Eu não queria magoá-lo, eu morreria se o fizesse. Então, omitir era a única saída que tinha, se viver sem Edward não era uma opção. Corri para o banho, cruzando com a minha avó, com a maior naturalidade que encontrei. Ela me deu um sorriso e um olá discreto antes de eu entrar no banheiro.
- Pensei que não viesse mais para casa, mocinha - ela disse quando apareci novamente na sala enxugando meus cabelos com a toalha.
- Fui para casa de Angela novamente, vó - disse esfregando a toalha nos cabelos de forma um pouco exagerada para que meu nervoso passasse. Eu não queria encontrar os olhos da minha avó, ela era sagaz demais para o meu gosto, mesmo estando concentrada com o crochê na sua cadeira de balanço.
Apesar do medo que eu sentia de alguém descobrir meu romance com Edward, Mary, minha avó, não me trazia grandes problemas. Eu não sabia como, mas a sensação que tinha era que ela não me julgaria tanto.
- Angela, sei… - ela deu mais um sorrisinho e voltou seus olhos para as linhas de lã.
- Vou comer alguma coisa antes de ir para aula - eu disse, ainda com a toalha nas mãos.
Fiz um café rápido, ignorando todo o estoque de chá diversos da minha avó. Sorri como uma boba me lembrando da noite passada. Nossa manhã foi um pouco assustadora, mas nada que os momentos de carinho não tenham superado qualquer medo e aflição. A cada mordida do bolo um novo pensamento, a cada gole uma nova lembrança acompanhada de um sorriso. Eu sentia saudades dele. Eu sei. Era apenas uma mulher apaixonada tendo crises tardias de adolescente. Mas eu não poderia evitar o bem-estar que apenas o pensamento nele me trazia.
- Sonhando acordada, querida? - minha avó entrou na cozinha me perguntando. Porém, o que ela tinha nas mãos me assustou. Era o meu celular com o display aceso - Estava tocando desesperadamente, eu atendi - ela estava sem graça.
O meu estômago doeu com a possibilidade de ser Edward, com a probabilidade de eu estar roxa de vergonha da minha avó. Ou pior, uma possibilidade remota, mas real. E se fosse Angela? E se minha avó tirasse a prova de que eu não estava na casa dela? No segundo seguinte peguei o telefone ainda tremendo.
- Sou eu... - a voz doce de Edward soou do outro lado da linha.
- Sim, só um instante... - disfarcei sobre os olhares preocupados da minha avó, indo até a sala vazia.
- Edward, você está louco. A minha avó atendeu ao telefone - disse subindo a escada para o meu quarto.
- Calma, meu anjo, desculpe - ele disse com uma voz apreensiva. De imediato me arrependi por tê-lo repreendido - Quero saber como você está. Você chegou bem?- continuou.
- Está tudo bem. Edward, não podemos nos arriscar. A minha avó pode desconfiar de algo, ou pior, poderia ter sido o meu pai a atender o celular. Ele está muito estranho, tenho medo que ele esteja desconfiado. - disse num fôlego só.
- Respire Bella. Estou apenas querendo te avisar que cheguei ao escritório do meu pai, mas estarei em Oxford mais tarde, - ele parecia ofendido agora. Claro, correr risco não era o objetivo dele, eu poderia ter sido menos ríspida.
- Eu te adoro, me desculpe, - disse arrependida.
- Tudo bem, meu anjo. Quando eu chegar ao campus eu te aviso.
- Um beijo - eu disse, tendo a certeza que minhas bochechas estavam coradas.
- Outro.
Assim que eu desliguei a ligação, minha avó apareceu na sala como se tivesse se me olhava, não como se estivesse me julgando,mas daquele seu modo olhar que ela sempre lançava antes de falar sobre suas observações que deixavam todos assustados.
- O amor é muito bonito, não sinta nunca vergonha dele, - ela disse como se fosse a coisa mais normal do mundo.
- Vó, não era ninguém...
- Querida, sou vivida. Se fosse ninguém porque suas orelhas estariam vermelhas?
-Vovó... - se elas não estavam vermelhas agora tinham corado completamente, e se já estavam, pelo fogo que tinha surgido em meu rosto, esse também já estava totalmente tomado pela vermelhidão.
- Eu os vi num dia que ficaram ali atrás da casa, perto do balcão. Já estou velha, mas tive a sua idade.
- O meu pai sabe? - perguntei assustada.
- Assim você menospreza a minha discrição. - ela chegou perto e pegou na minha mão gelada - eu não contaria nada para o seu pai sem a sua permissão.
- Obrigada, vovó.
- Disponha, querida. Só não entendo porque você mesma não pode contar para ele. Você está feliz, isso vai fazê-lo feliz.
- Não é bem assim, vó - minha voz mudou de tom denunciando a minha tristeza em ter que encarar sempre aquele dilema novamente.
Era claro que eu não repartiria isso com a minha avó de jeito nenhum, mas bastava um olhar para ela enxergar que havia algo errado.
- Essa tua tristeza repentina não tem nada a ver com o rapaz, eu sei - ela afirmou.- Talvez sobre contar para o seu pai. Não entendo o motivo, ou pelo menos ele não está claro para mim.
- Não é nada demais - eu disse já querendo sair do assunto e caminhando para a porta.
- Bom, mas isso eu preciso te dizer - ela já tinha entendido que eu não queria falar a respeito. - Vocês fazem um casal lindo.
A minha avó era única.
…
Senti pelo tom de voz de William que a aula estava no fim. Era claro para mim que algumas pessoas estavam incomodadas pelo tom irônico do professor enquanto comentava Sonho de uma noite de verão. A peça tinha seu tom cômico natural, e ainda sua semelhança com Romeo e Julieta quando Píramo e Tisbe acabam mortos por amor. No entanto, o Prof. William tinha feito comentários nada naturais e sim maldosos para aqueles cujo conhecimento da peça não passavam de um filme do Kenneth Branagh quando ele ainda era casado com a Emma Thompson. Como de costume, William olhou para a classe com desdém quando anunciou que esse era o nosso próximo assunto para o ensaio. Cada dupla teria o seu tema, mas desta vez ele escolheria.
Nos dois minutos finais, ele entregou um papel para cada um. Era óbvio que eu faria o trabalho com Edward. O olhar do professor William não foi nada amigável quando me fitou.
-Esse será o seu tema e do seu Romeo - sua atitude também não tinha sido nada generosa.
No meu papel estava escrito Perda da identidade: a fantasia e a realidade. Ótimo, eu nem sabia o que aquilo significava, muito menos por onde começaria. Só havia uma hipótese. Professor William queria nos ferrar.
O movimento das carteiras anunciou a aula terminada. Coloquei minhas mãos para trás para pegar o meu casaco nas costas da cadeira. O que eu não esperava eram dois olhos furiosos me fitando. Para falar a verdade, eu nem me lembrava de que ela cursava essa matéria, mas pelo jeito ela sabia muito bem que eu o fazia. Jane estava lá me encarando sem nenhuma vergonha de ter sido pega. Ela cutucou incomodada no ombro da menina ao seu lado, e ainda me olhando e sem se preocupar com os olhos de águia do professor, ela trocou o seu papel com o da menina. Além de esquisita era inconsequente.
…
Se não fosse pelas lembranças maravilhosas da noite anterior, poderia dizer que aquele dia estava sendo difícil. Havia só mais uma aula para que eu pudesse cumprir meu turno na biblioteca. Caminhei rapidamente até o banheiro, estava silencioso. Poucos minutos depois que eu tinha entrado na cabine fui de encontro a pia. Assim que eu terminei de lavar as mãos encontrei um papel perto do meu cotovelo. Era um bilhete, feito a letra de máquina.
É MELHOR VOCÊ TER CUIDADO, PORQUE AMERICANOS SÃO ODIADOS E VOCÊ PODE, DE REPENTE, ACORDAR EMBAIXO DA TERRA.
Bufei com a brincadeira de mau gosto. Quem teria sido o babaca? Não tinha o que fazer? Olhei para os lados receosa, me abaixei ainda com o coração acelerado para conferir se tinha alguém em alguma daquelas cabines. Bufei mais uma vez me dando por vencida, não havia ninguém ali. Com a respiração pesada, me apressei para sair daquele lugar tentando convencer a mim mesma que aquilo era só uma brincadeira.
…
POV Edward
Carlisle não foi nem um pouco hostil quando me viu no escritório naquela manhã. Era como se a visita dele em minha casa nem tivesse acontecido. Também ignorei o fato e fiz o meu sacrificado trabalho. Ele não me dirigiu a palavra, fiz o mesmo. Agora eu estava no campus, morto de cansado de ter dirigido tanto tempo e sentindo falta de Bella. De tempos em tempos eu pensava nela com saudades, tentando arquitetar em minha mente uma forma de estar com ela o mais rápido possível. Por ironia eu tinha perdido todas as aulas mais interessantes e a aula de William. Agora eu estava numa aula de direito internacional, nada atrativa e nada dinâmica.
O professor discursava sobre algum país do Oriente Médio. Eu estava longe com os meus pensamentos e pouco conseguia captar do assunto. Minha vontade era de ligar para Bella, mas me sentia um tanto pegajoso ao pensar sobre isso. Ela não era o tipo de mulher que se apegava fácil aos galanteios de um homem, ela não era como as outras garotas. Mas eu queria agradá-la, fazer dela cada vez mais importante. Ela me fazia bem, ela estava me fazendo muito bem. Será que eu já a amava? Se não fosse isso, esse era o caminho.
Eu queria surpreendê-la. Será que uma surpresa cairia bem ou eu pareceria um romântico idiota?
POV Bella
- Cris, eu preciso que você pegue as pastas para mim, por favor. Jacob não as deixou separadas? - perguntei à menina da biblioteca que trabalhava comigo. Jacob ainda me evitava, e parecia fazer questão e não estar presente nos meus turnos.
- Fui eu mesmo que pedi para ela não separar. - Jacob apareceu de repente me dando um susto. Ele tinha olheiras nos olhos e suas roupas amassadas. Ele sorriu já não tão sarcástico como da outra vez que se dirigiu a mim. - O reitor me fez um pedido, nós estamos atrasados. Ele quer todos os anos até mil novecentos catalogados até a semana que vem. E temos um problema, aquela pasta que mencionei no outro dia, ela não existe.
- Que pasta? - eu não me lembrava mais.
- 1835 - ele continuou. - Sempre foi um mistério, ela sumiu antes de eu vir trabalhar aqui. Mas o reitor insistiu, então eu passei a noite aqui, - ele bateu em suas roupas como estivesse espanando a poeira da camisa. - Eu desconfio ter sido algum estagiário estabanado que perdeu a pasta, ou algum engraçadinho que roubou.
Não era a primeira vez que eu tinha aquela sensação. Lembrei que quase fui tomada pelo impulso dos meus devaneios para procurar na internet o que aquele ano poderia significar. Eu não queria mexer com isso, só a possibilidade me dava calafrios.
- Se bem que há uma grande lenda que dizem ter originado neste ano. Preciso que encontremos os fatos do ano, nem que seja pela internet.
- Lenda? - Cris e eu perguntamos juntas. Ela era estrangeira e eu não morava e nem vinha para cá há anos.
- Por favor, meninas. As lendas da floresta, - Jacob chamava nossa atenção como se fosse muito óbvio. - A floresta proibida.
- Eu nunca ouvi essa história - comentei.
- Eu pouco sei, lembro que meu avô Harry comentava quando éramos pequenos. Parece que dois jovens foram mortos na floresta naquele ano, um casal. Dizem que os corpos nunca foram encontrados. Dizem que a menina foi parar no lago, mas como virou lenda, não deve ter sido verdade. Meu avô contava essa história como uma história de terror, era engraçada. Mas, vai saber se foi verdade mesmo. O povo daqui é muito medroso, são cheios de crendices até hoje.
- Vai ver era só uma história educativa - Cris disse. - Daquelas que doutrinam moças para não entrarem nas florestas desacompanhadas, - ela terminou de falar rindo.
- Bom, se puderem me ajudar, lenda ou não lenda, precisamos trabalhar - ele disse.
Eu tentava processar tudo na minha cabeça, me esforçando ao máximo para não pirar nem tentar ligar isso aos meus pesadelos. Poderia ser só coincidência. Eu só estava sendo dramática.
Jacob foi embora meia-hora depois. Ele estava um caco. Já Cris teve que guardar todas as caixas de arquivo que Jacob tinha bagunçado naquela madrugada. Ainda receosa, comecei minha pesquisa pelo google. Primeiro fui mais do que objetiva digitando o ano em questão com o nome da cidade. Muita coisa apareceu, mudanças políticas e até industriais na cidade. Mas não havia lendas e não havia florestas. Ignorei totalmente os fatos que ocorreram na cidade naquele tempo, apesar de ser minha função coletar e arquivar o máximo possível. A minha cabeça martelava por outro tipo de ansiedade. Uma curiosidade que consumia toda a razão dos meus pensamentos. Eu queria saber sobre a lenda que Jacob falou, talvez fosse a mesma lenda que aquelas meninas falavam na aula enquanto o professor de teoria discursava sobre o símbolo das florestas na literatura. Respirei fundo encarando a tela, tomada pelo impulso que adorava me visitar de vez em quando e digitei as palavras que vieram a minha cabeça. Foram elas floresta, proibida, Elizabeth e Oxford.
A primeira referência foi sobre a Floresta Dean e Sherwood que cortam boa parte do território de Oxford. A segunda referência foi sobre uma visita da Rainha Elizabeth II à cidade em um evento da Universidade. Sem sucesso, pressionei com o mouse a procura das referências mais antigas, eram muitas, para o meu desespero, mas eu não desistiria. Cansada e quase cega por tantas letras embaralhadas na tela, vi um site discreto e bem suspeito. Cliquei sem pensar duas vezes e tinha sido certeiro. Lá estava o que eu queria.
Lendas ou fatos
Em 1835 dois jovens amantes foram mortos na floresta do Dean. O verdadeiro motivo é desconhecido, porém tudo levou a crer que teria sido um acontecimento de cunho passional. Naquele mesmo ano nada foi provado contra os suspeitos e muito menos foram achados os corpos dos jovens. Essa história teria dado origem à lenda da floresta proibida, uma área densa da floresta em que supostamente os jovens foram mortos. Os cristãos da época diziam que os espíritos ainda perambulavam pelas copas das árvores, perdidos e presos nas suas próprias tristezas. Os caçadores daquele século juravam terem visto o vulto branco da menina no lago, ela era pura e ingênua, mas assustava os caçadores com sua presença. Aos poucos, o fato e a tragédia se tornaram lenda e a área, a floresta proibida, inabitável.
Eu não precisava ler mais nada. A minha cabeça rodava enquanto eu absorvia as informações diversas. O lago, a floresta e a menina. Tudo junto só me fazia pensar em uma coisa, o meu pesadelo. A imagem daquela menina no reflexo do lago e o nome dela Elizabeth. Tudo parecia ainda mais confuso conforme ia se encaixando, um paradoxo. Quanto mais claro, mais obscuro tudo era. Quanto mais luz, mais trevas pareciam rondar os meus pensamentos.
Eu não queria fechar os meus olhos, eu não queria projetar aquelas imagens de novo. Poderia ser loucura, mas algo me dizia que não era. Tudo encaixava perfeitamente com os meus sonhos, por mais que não estivesse claro, mas de alguma forma eu estava ligada com aquela lenda. De alguma forma, eu fazia parte dela. Das duas uma, ou eu estava completamente doida, ou eu nunca estive tão perto de entender porque eu sempre tive aqueles pesadelos loucos.
Minha cabeça deu uma pontada bem forte, fechei os olhos em reflexo e juntei os papéis que estavam na minha frente.
- Preciso sair Cris. Eu não estou me sentindo bem, - disse dando uma desculpa esfarrapada. - Peço que se puder adiantar algo, que faça. Jacob vai apreciar muito sua ajuda, - vesti meu casaco e ainda a olhei antes de sair. Sua admiração por Jacob era visível. Ela arrastava um caminhão inteiro por ele; a simples menção do nome dele e seu contentamento por ela ter feito algo que ele pedisse já era o suficiente para a ação sem argumentos.
A dor de cabeça era crescente, começava nos olhos e irradiava até minha nuca. Andei pelo corredor apressada. Senti meu celular tocar dentro da bolsa, atolada, tentei pegá-lo. Era uma mensagem de Edward avisando que me esperaria no pátio depois do meu horário na biblioteca. Eu não quis respondê-lo, eu não queria falar com ninguém agora. Eu estava muito confusa para entender o que se passava. Eu apenas queria que a dor passasse e a confusão fosse desfeita.
Ao entrar no pátio com minha bolsa a tiracolo, avistei Edward de longe. Ele já estaria me esperando? Mas por que? Ele sabia que o meu horário da biblioteca acabaria em uma hora e meia. Mesmo assim sorri e fui ao seu encontro. Eu caminhava com o corpo mais leve apenas por tê-lo visto, mas algo fez parar os meus passos bruscamente. Era ela, aquela loira que eu tinha visto no dia da festa. Ela não usava mais a bengala e tinha as mãos sobre os ombros de Edward enquanto sorria para ele abertamente, como se não se importasse em dar em cima dele na frente de todo mundo. Ele sorriu para ela. Não sei se era a minha cabeça confusa, mas ele correspondia o sorriso. Tomada pela minha confusão e a dor de cabeça, passei perto dos dois agarrando ainda mais minha bolsa contra o corpo. Admito que minha atitude foi um tanto infantil, mas eu não poderia evitá-la com tantas coisas na minha cabeça.
- Bella - escutei ele falar assim que eu passei, mas não me virei e segui em frente.
…
POV Edward
Eu tinha feito inúmeras chamadas para o celular de Bella e enviado mais mensagens. Nenhuma resposta. Comecei a ficar preocupado, não que ela tivesse pensado mal de mim por estar conversando com Tanya, mas pelo silêncio que me fazia pensar ter acontecido alguma coisa com ela. Eu tinha imaginado outro tipo de noite para a gente. Eu sabia que seria abuso demais e risco demais se ela dormisse em minha casa de novo, mas nada impedia que nós ficássemos juntos por poucas horas até que eu a levasse até em casa. Eu já tinha feito o pedido da comida japonesa antes mesmo de ter ido para o pátio esperá-la. E agora eu estava aqui, comendo um sushi sozinho encarando a garrafa fechada de cerveja.
Olhei o celular outra vez. Nenhuma resposta.
POV Bella
Verde. Novamente o verde da floresta. O lago congelado me esperava, mas eu escutava a voz dele me chamando. No outro momento a visão mudou. Era uma escada de madeira, eu descia nessa escada com passos calmos. O degrau rangia com o atrito dos meus pés descalços. Era uma sala escura. Móveis antigos e uma menina na penteadeira.
- O que você está fazendo, mamãe? - ela perguntou para alguém que eu não conseguia ver.
- Ora, estou colocando a foto de seu noivo no criado mudo - a pessoa disse para a menina; ainda não conseguia vê-la.
A menina tinha uma aparência angelical, ela era doce. Era a mesma menina do lago. Seria Elizabeth?
Quando a mãe saiu do quarto a feição da menina mudou completamente. Ela tinha um semblante sofrido. Caiam algumas lágrimas de seus olhos. Ela tinha um olhar conhecido, um olhar familiar a mim.
De repente, a menina levantou da penteadeira abandonando sua figura angelical para dar lugar a alguém, alguém com o mesmo rosto, porém uma versão totalmente transformada em raiva e revolta. Ela pegou a foto em suas mãos e sentiu nojo do homem que estava ali. Sem pensar duas vezes, ela atirou o porta-retrato ao chão. Então, eu consegui ver a foto. Não era ninguém conhecido, mas o olhar era conhecido de alguma forma.O cenário mudou novamente, voltando para a floresta. A menina corria a procura de ar. Eu também estava sem ar. Vozes a chamavam pelo nome. Muitas vozes, mas ela continuava a correr.
Pela primeira vez, eu sonhava como se fosse a observadora dos fatos, não era a menina. Eu não era Elizabeth desta vez. Quem era Elizabeth?
Acordei assustada, segundos depois que abri os olhos. Eu gritava muito, assustada.
- O que houve, querida? - minha avó entrou no quarto preocupada.
- Pesadelo - disse.
Minha testa suava em bicas e o meu corpo tremia.
- Venha - minha vó chamou. - Tome uma água, - adicionou trazendo rapidamente um copo d'água.
Me levantei indo até a poltrona que ficava em meu quarto. O sonho, ou pesadelo, ainda passava pela minha mente como se fossem cenas de um filme.
- Vou fazer um café forte e bem quente, - minha avó disse saindo do quarto.
Alguns minutos depois ela veio com o café em uma caneca. Minha avó me encarava preocupada, mas não disse nada.
- Tome o café, mas antes faça uma pergunta. Pense numa pergunta que te aflige.
Eu fiz o que ela pediu. Eu só tinha uma pergunta na mente. O que esses pesadelos representam na minha vida? Segundos depois eu tomava o café, deixando-o queimar minha garganta numa ardência boa.
- Agora me dê - minha avó pediu.
Ela pegou a xícara da minha mão e logo observava seu fundo atentamente. Seu semblante preocupado apareceu fazendo-me tremer de ansiedade.
- É estranho o que eu vejo, - ela pontuou. É tudo a mesma coisa. O passado é o presente e o presente é o passado.
- Como? - perguntei.
- As coisas se repetem como um ciclo, as mesmas trevas e as mesmas luzes, - ela estreitou os olhos analisando ainda mais o fundo da xícara. - Existem muitas trevas no seu caminho, minha filha, muita provação. Mas tudo parece clarear no final. Não há trevas que durem para sempre.
- Eu vou ser feliz? - perguntei com medo da resposta.
- Sim, você vai ser feliz. Mas precisa cumprir uma missão antes, eu não sei o que é, mas é algo muito importante para o ciclo. Eu vejo uma roda. Você precisa atingir o seu objetivo para a roda parar de girar.
- O que isso quer dizer, vó? - perguntei.
- Quer dizer que para você chegar à luz você precisa enfrentar as trevas, senão o ciclo continuará a se repetir até que você tenha coragem para quebrá-lo. Lembra do resgateque eu te expliquei?
Eu assenti.
- Por que isso comigo, vó? - perguntei.
- Todos nós temos missões, Bels. Alguns têm a dádiva de saber disso, uma pista ou qualquer coisa. Outros nem isso, e continuam no ciclo até terem coragem de quebrá-lo. Você precisa quebrar o ciclo. Está aqui na borra de café. Talvez assim os sinais passem, os pesadelos irão embora.
- Vó, eu acredito na senhora. Eu quero pedir ajuda.
Vovó pegou em minhas mãos e sorriu.
- Nós iremos a uma pessoa certa para isso. Iremos amanhã. Não podemos esperar mais.
…
Depois de rolar na cama consegui dormir um pouco. No dia seguinte tomei um café rápido e sai para o campus sem esperar que minha avó ou meu pai estivessem acordados. Uma olhada em meu celular, e me assustei com as trinta e três chamadas. Cinco era de Jacob da noite anterior, naturalmente para me perguntar por que eu havia saído como uma louca da biblioteca quando ele mais precisava de mim. Mas simplesmente ignorei. As outras eram de um Edward certamente desesperado querendo falar comigo desde ontem, as ligações na madrugada mostravam isso e também as mensagens de texto. Eu sabia que tinha sido exagerada e infantil, mas não pude evitar meu comportamento exasperado quando tudo tinha ficado ainda mais confuso na minha cabeça. Arrependi-me na hora, claro, ele tinha toda razão de me ligar mil vezes. Tentando apagar a imagem daquela loira aguada da minha mente, fui até o apartamento dele nas primeiras horas da manhã.
- Oi, - eu disse quando ele atendeu a porta, completamente desalinhado.
- Bella, onde você estava? - ele perguntou abrindo a porta,sua testa enrugada de preocupação.
- Em casa - na hora me senti culpada.
Edward estava com a camisa desabotoada e a calça aberta. Sua cara de preocupado deixava claro que ele havia dormido no sofá aquela noite. Adentrando mais a sala, pude ver que eu estava certa nas minhas suspeitas. Havia um travesseiro no sofá.
- Você passou a noite acordado. - Não foi uma pergunta.
- Você passou direto por mim ontem. Foi por causa de Tanya? - Ele chegou perto. - Liguei para você mil vezes.
- Eu vi - toquei em seus ombros- Desculpe-me, fui uma boba. Aconteceu uma coisa que me deixou fora de controle.
- O que aconteceu? - ele perguntou.
Eu não iria contar a ele sobre os pesadelos agora. Ainda não era a hora.
- Nada de importante realmente. Desculpe, - dei-lhe um beijo rápido saboreando seu cheiro matinal.
- Você tem certeza? - ele perguntou.
- Sim, - sorri realmente por estar com ele. - Agora vá tomar um banho e tirar essa cara de ontem. Eu vou preparar seu café da manhã.
- Você tem certeza que não quer me contar?
- Sim. Não é nada que você precise se preocupar, - adicionei tocando seu rosto levemente.
- Não quer me acompanhar no banho? - ele perguntou apertando minha cintura.
- Não. Se eu entrar nesse chuveiro com você, é capaz de nunca mais querer sair. E eu estou encrencada com o Jacob, não posso dar bobeira e me atrasar.
- O que ele fez? - perguntou revelando aquela carinha de ciúmes que eu tinha começado a gostar.
- Eu tive que sair cedo e não dei satisfação.
- Por causa do problema? - ele encostou sua testa na minha.
- Sim.
Lovesong – Adele
Ele deu um sorrisinho e foi em direção ao banheiro. Enquanto isso, fui à cozinha encontrando o inferno. Louça para tudo quanto era lado, caixas de comida em cima da pia e garrafas de cerveja também. Abri as caixas, ainda havia comida ali dentro. Havia sushi suficiente para um batalhão. Ele tinha pedido um jantar para nós dois? Sorri, corando. Já me senti mal quando o encontrei daquele jeito na sala. Agora eu queria me xingar até a última geração pela mancada que dei. Para piorar ainda mais a situação, fui até a sala, a mesa estava posta. Não era nada sofisticado, muito pelo contrário. Tudo muito simples e descontraído, mas ao mesmo tempo, fofo demais.
Quando ele voltou com o cabelo molhado, eu tinha acabado de preparar o café da manhã. Culpada, incrementei com ovos e bacon e lavei a louça toda da pia. Edward fez menção de me ajudar a por a mesa, mas não deixei, sorrindo fraco para ele e dando um beijo em seu ombro.
- Não precisa, - eu disse indo de volta para a cozinha.
- Você veio tão cedo - ele falou assim que eu voltei para sala com os ovos mexidos.
- Senti-me culpada quando olhei suas ligações. Desculpe-me, - acrescentei.
Assim que eu terminei de colocar as coisas na mesa ele me puxou de encontro ao seu corpo. Edward começou a beijar minhas mãos, depois os braços e barriga. Meu corpo a essa altura tinha entrado em combustão. Sentei em seu colo e capturei seus lábios em um beijo doce. Minha pele queimava em contato com a dele, meu corpo tremia a cada beijo molhado no meu pescoço. Quando soltei um suspiro alto, Edward riu no vão do meu pescoço e logo depois me encarou.
- A comida vai esfriar... - ele riu sacana sabendo que estava me deixando na vontade. Mas o que eu poderia reclamar depois de ter feito um drama infantil ontem?
- Eu vi que você pediu comida para a gente e eu te dei o bolo.
- Eu juro que vou tentar me acostumar ao seu temperamento, - ele me deu outro beijo. - Então não tem problema, - ele terminou de provocar.
- Tem sim... – adicionei. - A gente poderia fazer o que você planejou.
- Nem tudo, - ele sorriu cheio de segundas intenções. - Mas alguma coisa quem sabe? - completou levantando comigo até ficarmos os dois em pé.
Edward pegou minhas mãos e colocou em seus ombros. Eu não reparei nos movimentos que ele fazia, mas em poucos segundos nós dançávamos uma música que vinha do aparelho de som.
- Eu não tenho jeito para dança, tenho dois pés esquerdos, - disse o segurando pelo pescoço.
- Eu conduzo você, - ele respondeu.
Sua testa contra a minha e seus olhos nos meus.
- Eu te amo - ele disse.
…
- Eu não sei dançar, senhor. - Disse não querendo me aproximar demais, mesmo o olhar dele me atraindo.
- Eu conduzo a senhorita, - ele respondeu me puxando para o seu corpo.
…
Então, me lembrei das palavras da minha avó.As coisas se repetem como um ciclo, as mesmas trevas e as mesmas luzes.
ps: E então? Gostaram? Querem me matar? Querem me beijar a bochecha? Comentem! Obrigada por tudo.
Ps2: Precisava falar isso. Eu vi o Taylor Lautner e posso dizer que o coxinha é cheiroso. JS. Sai correndo!
Vejo vocês em breve! Acompanhem o grupo no face e o twitter que estão no perfil! Beijocas!
Liz.
