Título: Caminho do Coração
Capítulo 12 – O Fim de um Começo
Draco recostou-se no batente da porta. O ambiente era mais harmonioso do que jamais havia sido um dia, a não ser, quando teve a felicidade de carregar pela primeira vez a Merriett e embalá-lo enquanto gravava cada curvinha de seu rostinho tão pequeno.
Sentiu mãos suaves e carinhosas percorrerem suas costas numa carícia confortante e cheia de apoio. Olhou para trás, para deparar-se com um mar de verde, que lhe sorriam naquele momento.
- Vou deixá-los a sós... – Harry lhe sussurrou ao ouvido, dando-lhe um terno beijo abaixo de sua orelha e se retirou com o mesmo silêncio que havia chegado.
Draco voltou sua atenção ao quarto, vendo como a luz da lua adentrava pela janela ornada por cortinas brancas e banhava a cama onde o pequeno garotinho de cabelo escuro dormia tranqüilamente.
Sorriu, lembrando-se de Mett. Quando teve a oportunidade de vê-lo pela primeira vez, depois de vários meses de agonia com o filho internado no St. Mungus em tratamento intensivo, o dia era claro e o sol adentrava pela ampla janela do hospital, banhando o berço como um raio de esperança. Estava nervoso e emocionado ao mesmo tempo, como nunca havia estado antes.
Agora estava ali da mesma forma – nervoso e emocionado – como se fosse a primeira vez que veria aquele menino.
De certa forma, sim, seria a primeira vez que o veria como sendo parte seu, como que naquele corpinho agitado corresse sangue do seu sangue. E ao contrário de Mett, era noite, mas uma noite bonita, com uma grande e iluminada lua a pairar pelo firmamento repleto de estrelas.
Caminhou devagar e receoso, como se duvidasse da própria capacidade de andar, e se aproximou da cama, tendo uma melhor visão do pequeno que dormia sem saber de nada, sem saber que alguém estava se derretendo por cada respiração que dava, que alguém, além de seu papai Harry, morreria por si sem duvidar.
Draco se acomodou no chão, ao lado da cama, e passou a contemplar cada curva desse rostinho. Via como a bochecha era suave e levemente rosada, e que havia uma suave covinha em cada lado da boca de Léo, dando-lhe um formato mais definido como se fizesse biquinho. Sorriu, reparando que isto ele havia puxado a Harry, mas o formato dos olhos, levemente caídos, não era genética dos Potter.
Acariciou de leve uma das bochechas e deslizou os dedos para os fios negros, tão desgrenhados como o do pai, mas ao toque, eram tão finos e suaves como os seus. Voltou a sorrir, mais emocionado que antes, descobrindo a orelha e contornando com cuidado.
Repousou o queixo contra o colchão, tão perto do menino que aspirando profundamente, pôde sentir seu cheiro de talco, o mesmo que vez ou outra sentia nas roupas de Harry.
Afastou a mão do cabelo para tocar aos dedinhos, que descansavam perto de seu rosto. Tocou cada um deles, vendo como eram pequenos e macios, e as unhas bem aparadas e redondinhas. Era a perfeição que magia nenhuma podia criar, além da vida e da magia natural que a regia. Sabia que nunca haveria uma criatura igual aquela no mundo inteiro, assim como não haveria outro Mett e outro Harry Potter.
E talvez foi por saber exatamente isso, que quando se descobriu amando aquele grifinório desengonçado e não podendo tê-lo, foi a pior dor que poderia querer passar pela vida. Preferiria ser enclausurado por uma eternidade em Azkaban ao invés de viver uma vida inteira sem ter aquele que seu coração implorava.
Beijou cada dedinho, passando a afagar novamente o cabelo de Léo.
Não se importaria varar a madrugada nessa contemplação. Apenas desejava gravar cada detalhe do menino...
Gravar na memória, onde ninguém poderia apagá-la, impressa em emoções e sensações...
- Meu filho... – desafogou da garganta, sorrindo como um tolo.
Seu rosto queimou quando as lágrimas escaparam de seus olhos, caindo lentamente. Não fez nada para impedi-las, afinal, não eram lágrimas de dor nem de tristeza, e sim, eram lágrimas de felicidade.
Deslizou o corpo para cima da cama, com cuidado para não despertar ao filho e se acomodou, puxando-o para que ficasse de encontro ao seu peito. O envolveu como um verdadeiro pai faria a seus filhos, com amor e proteção, cobrindo o pequeno corpo com seus braços e ninando-o com as batidas de seu coração. Beijou os fios que lhe faziam cócegas antes de apoiar o queixo no topo da cabecinha de cabelo revolto e sentiu como o menino se aconchegava nesse calor paterno, sem acordar, apenas propenso a um sono mais confortável que antes.
E para Draco Malfoy, só havia uma certeza nessa vida... Daria de tudo para ver seus três amores sorrindo...
Harry estava recostado na parede, vendo a cena pela porta e sorrindo de felicidade. Nunca pensou que esse dia chegaria. Que veria o pai de Léo o abraçando e o amando mesmo após a distância de quase quatro anos separados.
E ver a Draco tão vulnerável e emotivo tornava a tudo ainda mais intenso e incrível.
Encostou a porta sem fazer barulho e foi para a cozinha, onde havia deixado Mett junto com seus padrinhos.
Os encontrou num ambiente estranho. Parou na porta, tentando entender o que acontecia.
Remus ria, enquanto preparava chá de camomila e colocava em uma mamadeira. Ele estava um pouco mais cansado do que o normal, devido ao efeito da poção que tomava nos dias de lua cheia.
Sírius estava carregado a Mett, que fazia um enorme bico e mantinha as finas e claras sobrancelhas franzidas numa careta de desagrado. O garotinho parecia bem desconfortável enquanto Black, igualmente desconfortável, mantinha a visão cravada nesse rostinho emburrado.
- Lual... Por que não carrega o Mett enquanto eu preparo esse maldito chá? – Sírius dizia a tudo com os olhos mirando o menino, como se este pudesse fazer algo contra sua pessoa.
- Você não sabe preparar na medida exata, amor – Remus tentou esclarecer, mantendo o sorriso de diversão nos lábios. – Vai fazer muito forte o que pode causar dor de barriga ao Mett. O que queremos é que ele tenha um sono confortável e não que passe a noite com dores.
Mett fez um bico ainda mais feio.
- Eu quero Harry! – exigiu, chutando a perna de Sírius.
Harry ergueu uma sobrancelha frente aquela reação nunca antes vista no loirinho.
- Ele já vem – Sírius resmungou entre-dentes.
- Quero agora! – Mett voltou a exigir, dessa vez, se contorcendo no colo do animago, que teve que segurá-lo mais forte para que não caísse. – Agora! Agora!
- Moony! Eu não agüento! Ele é um Malfoy! Um mimado e exigente Malfoy! – Sírius voltou a reclamar, parecendo mais desesperado que antes.
- Você é chato! Eu quero Harry! – Mett gritou, passando a chorar e chutar.
Remus terminou de esfriar o chá e se aproximou da mesa, pegando o menino, para felicidade e alívio do marido.
- Harry já vem, Mett. – tentou confortá-lo – Tome, eu tenho um gostoso chá pra você dormir bem.
Mett virou o rosto quando Remus foi tentar colocar o bico da mamadeira em sua boca. O menino apertou os lábios com força, ainda se fazendo de emburrado e tentou descer do colo de Lupin.
- Como Harry agüenta? – Sírius fez uma careta, vendo o menino se contorcer nos braços de Remus.
- Ele parece tão quieto e obediente quando está com o Draco ou com o Harry... – Remus ponderou mais pra si mesmo do que para o marido. Também estava achando difícil cuidar do garoto.
- Porque ele é um Malfoy. Na frente do pai ou do amigo do pai ele é de um jeito, mas quando os olhos do genitor não estão sobre si, ele fica um monstrinho – Black sussurrou sombriamente. – Carinha de anjo com personalidade de-
- Ok, já chega! – Harry se fez presente se adiantando para perto de Lupin – Venha Mett.
O menino sorriu, estendendo os bracinhos e pisoteando o colo de Remus, sem piedade. – Harry!
- Oh, graças a Merlin! – Lupin lhe sorriu com um grande e indisfarçável alívio. – Ele não queria ficar conosco de jeito nenhum!
- Obrigado por cuidarem dele – Harry dirigiu um olhar de gratidão a cada um, sorrindo verdadeiramente. Quando seus olhos pararam sobre o padrinho moreno, não pôde deixar de recriminá-lo – Eu sei que é um enorme sacrifício cuidar de um Malfoy, mas poderia poupá-lo desses nomes pejorativos por ser um Malfoy? Não quer que ele cresça com isso na cabeça e com rancor de você, não é?
Sírius voltou a fazer uma careta, mas não contestou, apenas suspirou profundamente, tentando engolir suas palavras.
- Por que o Draco ficou esperando até que fechássemos a creche? – Remus inquiriu, enquanto via que Harry se acomodava numa das cadeiras. Passou-lhe a mamadeira ainda cheia de chá de camomila. – Achei bem estranho.
- Obrigado – Harry agradeceu ao pegar e acomodou Mett em seu colo, meio deitado e lhe colocou na boca o bico da mamadeira que foi prontamente aceita.
- Eu também estranhei... Apesar de que Malfoy anda nos visitando muito ultimamente... Não sei por qual motivo – Black espetou, lançando um olhar desconfiado ao afilhado – Tem algo que quer nos dizer Harry?
- Hum... – o ex-grifinório corou, ao se dar conta de que teria que dizer mais cedo ou mais tarde. Só esperava que o padrinho não tivesse um ataque de vez. – É um assunto bem delicado...
Remus prestava atenção ao afilhado. Via em como ele estava mais radiante, mais alegre e em como seus olhos voltavam à vida, brilhando como um dia havia brilhado... Um dia, há muito tempo, quando conheceu Hogwarts, quando soube dos pais, do padrinho e que tinha uma família, mesmo que não consangüínea, mas havia onde correr quando precisasse, um ombro amigo para desabafar e muitos sorrisos que o esperavam a cada retorno ao colégio...
- É sobre Malfoy? – Lupin lhe sorriu com carinho, os olhos brilhando também, por antecipar a novidade tão esperada.
- Também... – Harry retornou o sorriso – E sobre Léo...
- Somos todos ouvidos – Sírius estava tendo uma leve impressão de que não agüentaria a bomba.
- Draco e eu estamos namorando firme... – disse com calma, olhando atentamente à reação de Sírius.
- Que ótima notícia! – Remus estava feliz.
- Namorando... – o padrinho repetiu, calmamente. Bem, não foi tão horrível assim a notícia. Só um pouco, pelo fato de ser exatamente com Malfoy. – Tem certeza de que é o que quer?
Remus lhe lançou um olhar reprovador, mas ignorou redondamente, prestando atenção no afilhado.
- Absoluta – Harry pareceu bem convencido disso.
- Bem... Se é ele quem você elegeu...
Lupin manteve a mirada em Sírius, sem acreditar que ele estava cedendo. Apesar de que ele mantinha uma expressão de injúria nas faces.
- E o outro assunto... – ambos os homens lhe fitaram atentamente, aguardando – Sobre a paternidade de Léo...
- Não ligue para aqueles idiotas do Profeta, Harry – Black fez um gesto com a mão, dando pouco caso naquela matéria constrangedora – Não importa quem seja o pai, eu e Rem compreendemos a sua situação. Não é nada fácil viver um relacionamento fracassado com Finnigan. E você é ingênuo, muito bonzinho que acredita em tudo e em todos...
- Eu sei quem é o pai... – Harry pronunciou bem baixo, desviando a mirada para o rostinho de Mett, que dormia em seu colo sem mais sugar o chá. Com cuidado, deixou a mamadeira com o resto que sobrou sobre a mesa.
- E é o Finnigan? – Lupin arriscou, mas no fundo sabia que não era.
Um negar com a cabeça bastou para que Sírius segurasse a respiração, aguardando o golpe. Já era um assombro saber que o afilhado andou cometendo traição, quem dirá engravidar de um estranho.
- Eu soube hoje à tarde, quando conversava com o Draco e...
- Oh Deus! – Sírius apertou os punhos e golpeou a mesa – Aquele desgraçado aproveitador! Eu sabia que um Malfoy nunca deixaria de ser um maldito Malfoy! – e assim ia reclamando em estado catatônico.
- Foi demais pra ele... – Harry lamentou, vendo como Lupin abraçava a cabeça do padrinho, tentando acalmá-lo.
- Sabe como ele classifica um... Malfoy... – Remus sorriu, feliz. – Bem que eu olhava para Leonard e via algo de semelhante em seu jeitinho. Ele é muito dono de si mesmo, sem vergonha e orgulhoso. Me lembra muito a Draco, quando eu dei aulas em Hogwarts. Em como ele torce os lábios quando é contrariado e em como ele franze o cenho quando nervoso ou bate o pezinho no chão, exigente.
- Resumindo, arrogante – Harry fez bico – Não gosto de admitir isso do meu próprio filho, mas ele é mimado e um pouco arrogante...
Remus caiu na risada. – Espero que quando ele cresça, e for entrar em Hogwarts, ele não caia na Sonserina.
- E por que não? A Sonserina não é tão má assim... É para personalidades astuta, calculadora e ambiciosa... Léo seria um líder inato... Assim como o pai...
Sírius gemeu de repulsa e tristeza nessa hora, levando as mãos à testa e massageando a têmpora.
- Não acredito que estou ouvindo meu próprio afilhado, filho de James e Lillian, a elogiar alguém como Malfoy!
- Oh Pad, não reclame! – Remus lhe deu um tapa na cabeça, para mais moléstia do animago – Sabe muito bem que você não era um bom pretendente para ninguém também...
- Está... – Harry respirou fundo, tentando manter os olhos aos de Black – Está decepcionado comigo?
Sírius e Remus ficaram mudos, vendo como o rosto antes alegre de Harry se tornava triste e envergonhado.
- Nunca Harry... – Sírius garantiu com firmeza, afagando a cabeça do afilhado, como se este ainda fosse aquele garoto de antes. – Nunca me decepcionaria com você. Cometemos erros, temos nossas escolhas e seguimos em frente com nossos sonhos... Você me orgulha por essa coragem de largar tudo e recomeçar do zero, de ter fibra para aturar qualquer coisa e manter a Leonard com tanto amor e dedicação... Por que eu haveria de me decepcionar com alguém que é tudo isso?
Harry sorriu, encostando a cabeça ao peito do padrinho e recebendo um confortante afago no cabelo, coisa que precisava muito vinda desse homem cuidadoso e super-protetor. Lançou uma mirada a Remus, obtendo um alegre sorriso de sua parte.
Amava esses dois e saber que eles não se decepcionaram por sua conduta errada, era o que mais almejava, para não feri-los de nenhuma forma.
Ninguém havia perguntado, mas lá no fundo, sua mente buscava cada desfecho de sua vida, em como foi voltar a Seamus, de como sua vida foi uma solidão absoluta, apenas sendo suprida pela vida de Léo, sua única alegria nesses momentos tristes e que sabia que ele continuaria sendo sua alegria até o fim da vida...
- Apenas nos conte como aconteceu – Sírius exigiu.
Bem, talvez não seria tão simples assim...
Seamus procurava a Potter por todos os cantos. Estava preocupado pelo estado com que o namorado havia saído do banheiro e em como o encontraria.
Depois de várias horas, soube que ele não havia voltado ao hotel e que mal havia deixado o pub. E através de um sarcástico comentário de Zabini, quando o encontrou perto do bar, soube que ele estava na área vip, onde, infelizmente não poderia entrar por não ser membro.
Saber que Harry conseguiu entrar ali sem ser sócio só lhe angustiava ainda mais, pois era uma mostra viva de que ele estava acompanhado.
Tivera de esperá-lo até que o horário avançou além do permitido e quando foi encaminhado pelos seguranças até a saída, o viu saindo pelo outro lado, destinado ao estacionamento particular.
Tentou ir em sua direção, chamou várias vezes, mas não obteve sucesso. O moreno pegou uma condução que estranhamente já o aguardava e sumiu pela noite sem deixar rastro.
Foi curto e de longe o momento em que o viu, mas notou claramente que as roupas de Harry estavam desalinhadas, o cabelo mais desgrenhado que o habitual e ele estava arrasado.
Nos decorrentes dias tentou entrar em contato com ele, mas não conseguiu. Todos não sabiam onde ele estava. Só depois foi saber que o moreno havia se afastado de todos, sem deixar vestígio nem satisfações, e que seus amigos sabiam menos que ele próprio sabia.
Estava para desistir, quando numa ida ao Beco Diagonal, o encontrou sentado num dos bancos da tenda da Madame Malkin.
Passava pela calçada, pensando em ir ao Caldeirão Furado quando o notou ali. Ficou parado no lugar, vendo em como ele estava mais bonito que antes. Seus cabelos haviam crescido um pouco, afinal, ficara sem vê-lo fazia uns oito meses, e... Uma nítida barriga se salientava pela roupa larga do moreno.
Isso foi o que bastou para que tomasse coragem e entrasse no estabelecimento, parando frente ao avoado rapaz.
Olhando a Harry mais de perto, ele realmente estava mais belo e atraente do que antes. Um tom levemente róseo cobria as maçãs de seu rosto, estava com a pele mais branca do que o bronzeado costumeiro e um intenso brilho fulguravam em seus olhos verdes, apesar de estarem tristes.
Potter estava em um mundo isolado, sem realmente notar o que acontecia ao seu redor. Lembrava-se de quando entrou naquela loja pela primeira vez e viu certo loiro que experimentava uma túnica preta e o olhava pelo amplo espelho.
Malfoy sempre foi chamativo. Não tinha como não notá-lo ali, ou em qualquer lugar que ele fosse.
O motivo de estar divagando sobre ele estava jogado ao seu lado – O Profeta. Na capa aparecia a foto de um Draco Malfoy bem diferente do que estava recordando, mais alto, mais masculino, apesar de ser o mesmo chamativo e atraente de sempre. Não chegou a ler a matéria, nem se interessou pelo que diziam os jornais sobre o herdeiro da fortuna Malfoy e o único que sobreviveu à guerra, mas a foto lhe trazia essas recordações.
Ver aquele rosto tão bem conhecido lhe deixava mais triste do que já estava. Certamente ele estava vivendo uma fase maravilhosa em sua vida, feliz e aproveitando essa felicidade como um amante compulsivo.
Se Harry houvesse ao menos lido do que se tratava a matéria, saberia que não era bem isso que estava pensando. Nessa época, os jornais diziam sobre o suicídio inesperado de Carmélia, do filho prematuro que estava à beira da morte e do Ministério que investigaria o caso, mesmo Malfoy estando morando oficialmente na França e não na Inglaterra.
- Harry? – Seamus chamou suavemente, com receio de levar uma lavada na cara ou prejudicar o estado emocional de um gestante, pois qualquer um que visse a enorme barriga, saberia que ele estava esperando um filho.
Potter piscou algumas vezes antes de levantar a vista e encarar Finnigan que estava parado bem à sua frente, esperando ansiosamente que não fosse rechaçado. Apertou os lábios e desviou os olhos para qualquer outro lugar.
- O que você quer? – sussurrou, sem conseguir pronunciar mais alto.
- Você está... – estava emocionado, e ainda mais, por conseguir voltar a vê-lo depois de tanto tempo – Está esperando um filho meu?
Harry se retesou, apertando os punhos e sentindo os olhos arderem. Falar na gravidez era o mesmo que lhe atirar na cara que havia sido imundo.
- Me perdoa por ter sido tão vil e te... Traído aquela época? Por favor, eu imploro, me perdoe! – ajoelhou frente ao moreno, tomando suas mãos que resistiram ao seu toque e se afastaram grosseiramente num tirão e foram repousar envolta da redonda barriga.
- Não posso te condenar... Pois fiz o mesmo...
O irlandês arregalou os olhos, sem crer no que ouvia. – Como?
- Isso que ouviu Finnigan... Te traí naquela mesma noite que você me traiu...
- Como pôde? – se ergueu revoltado, o sangue fervendo e a vontade de quebrar a cara do desgraçado que tocou o corpo de Harry lhe subia pelas vísceras.
- Me arrependo do que fiz, mas não por você... Me arrependo por mim mesmo e pela minha consciência... – fez questão de esclarecer, deixando seus olhos em branco e afogando a angustia que sentia.
Seamus manteve-se olhando ao moreno durante alguns segundos. Ainda queria ele, ainda sentia-se muito atraído por ele... E ele estava esperando um filho seu...
- Estamos quites então – disse calmamente, vendo como o olhar fora de foco de Harry se fixava em seu rosto. – Você esquece que eu te traí e eu esqueço que você retribuiu da mesma forma. – e emendou - Pelo nosso filho.
- Não sei se é seu Finnigan... – disse muito baixo.
- Lógico que é meu. Não haveria de ser de um qualquer que ficou com você uma única vez... O filho é meu.
- E se não for?
- Ele é, eu tenho certeza.
- Eu estou gerando ele e não tenho... É mais provável que não seja seu...
- Vamos voltar a ficar juntos Harry – mudou de assunto. – Você vai precisar de alguém para cuidar dele com você, e essa criança precisa, você queira ou não, de um segundo pai. Vai negar isso ao seu filho?
Harry voltou a apertar os lábios, com rancor. As lágrimas já transbordando. – Você é cruel... Me atirando na cara que ele não tem pai porque... O pai dele é qualquer um...
- Não é um qualquer Harry... Sou eu... – Finnigan tentou ser complacente. – Escuta... Sei que errei e quero corrigir isso. Você também errou e é uma chance de corrigir isso. Nos conhecemos, pois namoramos durante tanto tempo Harry... E eu tenho o direito de ter meu filho ao meu lado.
- E se não for seu? – o olhar verde era mais duro do que um dia havia visto e o atravessava dolorosamente.
- Volte pra mim, não como um namoro, mas morando juntos... E eu serei o pai dele, independente do resto...
- Voltar pra quem me traia sempre? – Harry debochou como um amargurado sonserino, dando um sorriso de lado.
Finnigan começava a se desesperar. Queria reatar com Harry, pois sentia falta dele. Queria viver com ele e agora, mais que tudo, queria essa família.
- Façamos as coisas por lei... Como um contrato, um vínculo... – finalmente obteve a atenção do moreno de volta a si. – Juraremos nunca trair enquanto estivermos juntos. Um vínculo de lealdade e honra. No mundo mágico, se algum de nós quebrar o juramento, o outro saberá e sua imagem será manchada. É uma garantia que estou te oferecendo como prova de que eu realmente quero que volte pra mim... Eu sinto sua falta...
- Não sei o que sinto por você Finnigan... Não mais...
- Então pense no bebê... Ele crescerá sem pai? Você diria a ele que o pai dele pode ser qualquer um? Faria isso Harry?
- Pare... – Potter tentou pronunciar, sentindo a garganta embolada de angústia e culpa.
- Viveremos como uma família...
Harry fechou os olhos, refletindo sobre essa condição. O mundo mágico era regido pelas tradições e sabia que o filho sofreria caso crescesse como um bastardo sem pai. Havia cometido um erro, e tinha a chance de tornar a vida do bebê menos sofrida caso se unisse ao irlandês. Não se importava sofrer o resto da vida ao lado de alguém que não confiava e que sentia menos do que um dia sentiu, contando que seu filho fosse feliz, com dois pais, com uma casa, uma família...
- Só me responda uma coisa Finnigan...
- Qualquer coisa, Harry... Qualquer coisa por você...
- Ele será seu filho em qualquer circunstância?
- Claro...
- Então eu aceito esse vínculo...
E lá no fundo, Harry clamava desesperadamente que o filho realmente fosse de Finnigan...
Seamus sorriu de felicidade, envolvendo ao moreno num abraço e espalhando beijos por seu rosto. Finalmente tudo estava resolvido. Já não sentia mais a tristeza e a falta que Harry lhe deixou ao desaparecer. E acima de tudo, estava perdoado.
E mais uma vez, não conseguiu manter uma promessa. Quando o menino nasceu, foi a sua maior felicidade. Ninguém soube da traição, nem de que haviam rompido durante esses meses. Era como se sempre estiveram juntos, o que foi o melhor, afastando a mídia e os comentários das pessoas. E como num acordo mudo, nunca tocaram nesse assunto.
Mas quando o menino cresceu, e não demonstrava nada de si, nem na aparência, nem na personalidade, foi um duro golpe.
E a lembrança da traição de Harry foi mais forte do que a sua culpa nessa história.
Como podia seu namorado gerar uma criança de um estranho?
Sabia que a gravidez masculina tinha época, conforme pessoa. Esse ciclo levava tempos específicos, como uma vez por ano, ou uma vez a cada cinco anos, conforme fosse o caso, mas sabia também que além de estar preparado para gerar uma criança, ambos os parceiros tinham que ter muito amor e um vínculo muito forte entre ambos para que a fecundação fosse satisfatória.
Essa era a diferença entre a gravidez feminina e a masculina. Enquanto as mulheres, por capacidade natural são propensas a gerar filhos a cada mês e com qualquer parceiro fértil que as fecundem, nos homens é mais raro, mais complicado e muitas vezes não se tem resultado.
Passou a olhar ao filho e ver um estranho. E o sentimento de rejeição foi crescendo conforme Leonard crescia.
E aquela voz em sua cabeça, dizendo que Harry sabia quem era o pai do garoto, que ele havia lhe traído com algum conhecido e que certamente, já despertava durante algum tempo o interesse do moreno, começou a afastá-lo cada vez mais dos dois.
Então Harry não quis mais continuar o curso de auror, desistindo de um sonho pelo menino. E passou a ver isso como que ele se apegava aquele moleque por lhe lembrar do pai verdadeiro.
Sim, ainda havia a dúvida do filho ser seu, no fundo tinha essa esperança de que o garoto era de fato seu sangue, mas as evidências provavam o contrário, e a forma com que Harry se dedicava ao menino era perturbador.
Então cruelmente começou a ignorar ao pequeno, sem se importar que Leonard sentia quando não lhe dirigia a atenção, ou quando o largava de lado, com coisas mais importantes para fazer.
E veio as ofensas... Sempre que discutia com o moreno, não perdia a chance de atirar-lhe o quanto era culpado, o quanto o havia traído e que aquele menino não era seu...
Nessas horas, consumido pelo ciúme e pela desconfiança, esquecia-se de que havia errado primeiro, e que havia prometido que amaria e cuidaria daquele menino como sendo seu.
Tinha horas que ao vê-lo brincar distraidamente, se confortava, sorria e até o chamava de filho, mas quando o via junto de Harry, sendo abraçado, beijado e mimado pelo moreno, sentia raiva, desgosto e ciúmes, por lembrar que era fruto de um estranho mais importante a Harry do que um dia havia sido.
E como tudo há um limite... Harry Potter cansou-se e foi embora, levando novamente sua alegria e agora, sua família, para deixar o vazio e a solidão...
Sentia-se infeliz...
O som de gelo batendo contra o vidro do copo se fez alto pelo silêncio da sala. Seamus bebeu o restante do firewisky num único gole, sentindo a garganta arder e sua visão se turvar levemente pelo álcool.
Largou o copo sobre a mesinha ao lado da poltrona que estava afundado e olhou para uma caixa de madeira, posicionada ao lado do sofá onde Harry costumava ficar deitado quando lia algum livro.
Era a caixa de brinquedos de Leonard.
De onde estava, podia ver o cabo de uma mini vassoura saída pra fora, junto com uma manta de tonalidade azul claro, que o menino brincava como se fosse uma capa de invisibilidade igual ao que o pai possuía.
Sorriu, vendo o menino retirar brinquedo por brinquedo de dentro da caixa e espalhar ao redor, pelo chão, enquanto procurava seu brinquedo favorito – uma bola de vidro com uma serpente esverdeada dentro, que se movia como viva.
Lembrava-se que Léo havia visto aquele artefato numa tenda mística lá no Beco Diagonal. Era uma legítima bola de cristal e que segundo a proprietária da loja, mais louca que a própria Trelawney havia sido em tempo de escola, a serpente possuía propriedades curativas.
Ninguém deu importância para o que a mulher dizia, Harry apenas comprou a bola para agradar ao filho, e ele não ligou, pois achou inofensivo ao garoto.
Ironicamente, o menino passou a chamar aquele brinquedo de Snape, uma forma mais fácil do pequeno pronunciar Snake.
Seus olhos correram pela extensão do sofá, e era como se ali estava a Harry, deitado, a cabeça apoiada num dos braços do móvel, os fios negros de seu cabelo espalhados ao redor de sua cabeça. Seu peito subindo e descendo conforme a respiração, o livro aberto na página lida caída sobre seu estômago enquanto um dos braços descansava sobre a capa e o outro pendendo, os dedos a tocarem superficialmente o tapete...
Dormindo confortável com o calor da lareira...
Mas essas lembranças logo se dissolveram e a sala voltou a ser silenciosa, escura e fria...
Não podia ouvir os risos de Léo, nem sentir o perfume de Harry...
Tampou o rosto com as mãos e não conteve um soluço.
Sabia que o moreno não voltaria mais... Ele tinha lhe dado uma chance de se acertarem, de fazerem correto dessa vez, mas...
Falhara...
Destampou as faces e cruzou os dedos juntando as mãos com força, os cotovelos apoiados nos joelhos e fitou a lareira apagada com determinação.
Estava obstinado, não voltaria atrás, e faria Harry ver que seria um bom pai, que seria um ótimo marido...
Não perderia sua família para alguém como Malfoy...
Levantou-se e foi diretamente para a lareira, atirou pó de flú e sumiu em direção ao Ministério.
Um homem caminhava pela noite deserta até uma cabine telefônica na parte muggle de Londres. Entrou, dando uma espiada ao redor, certificando-se de que não haveria ninguém por perto que pudesse ouvir sua conversa.
Dedos tensos discaram o número correspondente e aguardou três toques até ser atendido.
- É o DeLara... Sim, pode mandar o mandato... Não, não. Se tardar além de hoje, estaremos perdidos... Depois que for feito, acertaremos o pagamento, tenha certeza. Metade do valor está em sua mesa, numa maleta preta, o restante, enviarei depois que eu tiver a comprovação de que não falhou – assim dizendo, desligou.
Sorriu, buscando um cigarro em seu casaco e o acendeu, quando saiu da cabine e tomou o rumo para a rua principal.
Quando se aproximava da esquina de uma das quadras, a silhueta de uma mulher lhe chamou a atenção. As curvas dos ombros e dos quadris eram salientados pela fraca iluminação de um poste ao fundo.
- Olá querido...
- Bella, Bella... – o homem sorriu ainda mais ao se aproximar e a envolver pela cintura.
- Como anda o seu trabalho?
- Perfeitamente bem, até agora... E não tardará em ter o resultado almejado, dentro em breve...
- Nosso patrão ficará contente por saber disso...
Ambos riram e aparataram no meio de uma encruzilhada, para o assombro de um mendigo que dormitava ali num canto, baixo jornais e papelões.
ooo
Harry deixou os padrinhos na sala, assistindo a um filme enquanto foi ao quarto, colocar Mett na cama.
Já eram quase dez e meia da noite e com o consentimento de Sírius, convenceria a Draco a ficar essa noite.
Havia tido uma gostosa conversa com os dois e Remus lhe aconselhou a ir ao St. Mungus amanhã pela manhã para fazer o exame de DNA confirmando em papel a paternidade de Léo e logo assim, fazer a documentação exata no Ministério, para que não haja qualquer problema futuro, nem com Malfoy, nem com Finnigan.
E era exatamente isso que faria, só precisava inteirar a Draco sobre esses detalhes, mas sabia que ele estava mais ansioso do que qualquer outra pessoa a ter Léo como autentico filho.
Empurrou a porta e sorriu ainda mais ao ver o loiro dormindo abraçado ao pequeno. Leonard havia se movido durante o sono e agora estava com uma das pernas jogadas sobre a barriga de Draco, a cabecinha caída para trás e uma mãozinha descansando sobre o pescoço de Malfoy. Tudo isso sem sair do envoltório que o loiro fazia com os braços, confortando o corpinho miúdo do filho dentro de uma proteção paterna.
Se aproximou dos dois e observou um pouco mais, antes de deitar Mett encostado em Léo. O loirinho logo abraçou ao irmãozinho, escondendo o rostinho em suas costas.
Ver Draco com os dois era realmente a imagem mais maravilhosa e impressionante que existia. O loiro ficava parecendo tão meigo e fofo que nem parecia ser um herdeiro aristocrático, sangue-puro e muito sonserino.
Curvou sobre os meninos e beijou o rosto de cada um, afagando carinhosamente os cabelos deles antes de dar atenção ao seu menino maior.
Curvou-se sobre Draco e beijou-lhe os lábios com doçura, igualmente lhe afagando o cabelo platinado. Fechou os olhos e encostou o nariz nesse pescoço branco, aspirando seu cheiro antes de se afastar.
Quando por fim abriu os olhos, para contemplar mais um pouco esse exótico homem, foi surpreendido por um par de orbes prateados, que brilhavam intensamente fixados aos seus.
- Olá... – Draco sorriu, levando uma das mãos à nuca do moreno e o puxando de volta, para um beijo mais profundo.
Sentiu ser tragado com lentidão e volúpia até que sem fôlego, se separaram. Malfoy beijava tão bem, que chegava a deixar sua mente em branco e esquecido do mundo. Era como entrar em frenesi a cada vez que suas bocas se conectavam e se amavam.
- Como se sente? – Harry lhe sorriu, deitando a seu lado e o abraçando pela cintura.
- Como se Merlin me concebeu uma dádiva divina e inigualável... Não sei como explicar... – o loiro suspirou de modo sonhador, vendo-se aconchegado ao meio de tanto calor e vida. – Léo é tão maravilhoso... Maravilhoso como Mett... – e afagou os cabelos dos meninos antes de virar-se para Harry – Maravilhoso como você...
Sorriram cúmplices e se aproximaram para mais um beijo quando um toque na porta chamou suas atenções.
- Harry... Tem umas pessoas que precisam falar com o Draco... – ouviu-se a voz de Remus do outro lado da porta – Agora...
Ambos se olharam preocupados, até que o moreno respondeu relutante. – Ele já vai Rem...
Se afastou da cama para que o loiro pudesse se levantar e o acompanhou até a sala, onde Sírius travava uma luta de olhares contra dois altos aurores.
Remus estava ao lado da lareira, olhando a cena com preocupação até que viu os dois entrarem pela porta.
- O que desejam? – Malfoy se aproximou para falar com um outro homem mais baixo que os aurores, o qual mantinha um pergaminho em mãos.
Mal se aproximou, quando os dois maiores empurraram Sírius de lado e o prenderam bruscamente pelos braços, lançando um feitiço de trava que mantinham seus pulsos unidos e incapazes de se defender.
- Ei! – Harry tentou se aproximar de Draco, mas foi barrado pelo representante do Ministério que lhe estendeu frente ao rosto o pergaminho aberto.
- Temos o direito de levar ao senhor Draco Lucius Malfoy com a gente, sob a acusação de forjar o suicídio de sua esposa Carmélia Malfoy.
- Que? – Draco quis avançar ao homem, mas foi detido e arrastado porta afora pelos aurores – Isso é um absurdo! – ainda tentou protestar.
O homem sorriu de lado, entregando o pergaminho a Harry.
- Draco Malfoy será encaminhado para a França onde o crime aconteceu e ali permanecerá sem o direito de deixar o solo francês até que o caso seja totalmente esclarecido. E se ele for condenado por homicídio, será exilado do meio bruxo sob pena de morte.
Dizendo, o representante do Ministério deu meia volta e deixou o estabelecimento.
Harry largou o pergaminho com Sírius e correu para fora a tempo de ver Malfoy pela última vez.
- Draco... Te amo... – sussurrou, encostando as mãos no vidro da carruagem onde haviam forçado ao loiro entrar.
- Também te amo... – leu nos lábios que há pouco havia beijado, e sentiu que seu mundo saia fora do eixo. – Cuide do Mett por mim...
Olhos azuis prateados tão tristes...
A carruagem partiu a toda velocidade, quase derrubando ao moreno e sumiu pela neblina da noite.
Harry ficou parado no meio da rua, o coração parecia que deixava de bater e os olhos voltavam a embargarem de lágrimas e desilusões...
Quando finalmente achou seu cantinho nesse mundo, e a felicidade invadindo sua vida... Era arrancada por garras cruéis, levando embora o pouco que conquistou...
O que mais faltava acontecer?
Considerações do capítulo:
Escrevi o necessário para um melhor encaixe nos acontecimentos, então, algumas coisas ficaram pendentes nesse capítulo, inclusive o trecho do passado.
Harry estava na tenda da Madame Malkin esperando o enxoval do bebê, já que estava próximo a dar a luz.
Nos primeiros capítulos eu dou a entender que eles nunca havia se separado, pois era assim que eles consideraram, mas era uma mentira a qual Harry vivia, enganando a todos que eles sempre estiveram juntos. Era um meio mais fácil para que Léo tivesse uma família, sem ser apontado como bastardo.
Essa forma de contar os fatos é um método que empreguei nessa estória - passar a vocês o que os personagens vêem ou sabem, para aos poucos ir aclarando devidamente. Espero que não seja muito confusa essa forma de escrita, caso sim, podem me cobrar um melhor desenvolvimento, mais limpo e sem muitos suspenses que assim o farei, sem contestar, afinal, vocês fazem essa fic ir adiante.
Como deu para perceber (ou assim espero), Seamus realmente estava disposto a ter essa família, mas como sempre, o começo parece fácil, o decorrer que é o difícil. Ele acreditava tanto que o filho era dele, tanto, que quando propôs essa reconciliação, não lhe pareceu tão complicado, muito pelo contrário, era maravilhoso. A partir do momento em que suas ilusões foram caindo, e a cruel realidade sobressaindo ao sonho, ele viu como era difícil aceitar. Finnigan não estava preparado para aceitar uma criança que não era geneticamente sua.
Harry tentou o máximo manter sua parte nessa promessa de reconciliação. Mesmo estando sentindo-se só, ele esteve firme, pois é de seu caráter ser leal até o fim. Mas a partir do momento em que a suposta família não existia mais, não pensou duas vezes em abandonar a farsa e encarar as conseqüências que ele próprio criou.
Espero que tenha esclarecido os trechos que ficaram pendentes no capítulo acima.
Nota da Autora:
Tive problemas com o computador e atrasei mais que o planejado, como sempre... ¬¬
Bem, queria me desculpar mais uma vez pela longa demora, e não tenho previsões para a próxima atualização (sendo que minhas previsões sempre falham), então digo apenas que me esforçarei para não tardar muito no próximo capítulo.
Outro motivo de minhas tardanças são minhas outras fics em andamento. Não consigo escrever uma só, pois as idéias me embolam o cérebro se eu não as passo em linhas e quando eu não tenho inspiração em uma, sempre tenho em outra, o que me acaba trazendo a inspiração perdida de volta.
É complicado entender? Bem, é mais ou menos assim que minha cabeça funciona, infelizmente não consigo escrever uma estória por vez ¬¬.
O capítulo ficou um pouco longo, como a anterior, espero que tenha agradado e compensado a espera. E a quem gosta de capítulos longos, espero que tenham gostado desse. Talvez o próximo fique longo também, não tenho certeza.
Queria pedir desculpas pelos erros gramaticais, palavras faltando letras ou trocadas pelo Word, ainda continuo sem beta e eu mesma releio, mas fica meio difícil corrigir, pois como sou eu quem escreve, sei o que está escrito e acabo passando batido.
Mas chega de falação e vamos às reviews.
Agradecimentos a:
Drika - olá, espero que esse cap também esteja a altura. Bjs!
Scheila Potter – olá, que bom que vc gostou da surpresa nem tão surpresa assim do pai do Léo (risos), mas agora as coisas começam a mudar e a ter mais ação. Espero que tenha gostado desse cap. Bjs!
Isabelle Malfoy – olá, sim, o Draco ficou muito triste, mas o que poderia fazer? Os dois não estavam passando por momentos felizes e eles são muitos orgulhosos, acabaram sofrendo por orgulho e rivalidade, o que agora está mudando :) Já deu para saber como o Sírius reagiu, mas quanto a imprensa e o Seamus, só no próximo chap :P Bjs!
Nicolle Snape – olá, epa… (esconde debaixo da mesa), bem... já comecei a judiar deles... mas é em favor da estória! E sinto informar, que ainda vão sofrer mais ainda (corre e se esconde da Nicolle). Espero que tenha gostado desse chap e desculpe essa demora toda! Bjs!
Srta Black – olá, adoro suas reviews! São tão engraçadas e me levanta o astral! Bem, nesse chap, como pôde acompanhar, pena que o Draco não conseguiu legalizar pra todo mundo sua paternidade.. nem o Léo soube! O.O vou judiar só mais um pouquinho deles... coisinha mínima (riso macabro). Bjs!
Thaís – olá, a reação do Sírius já foi nesse chap, a do Seamus vai ser no próximo. Bjs!
Ma-chan2 – olá, oba, vc gostou do chap longo? Nesse eu tentei caprichar também, espero que tenha gostado. Se vc detestou o Seamus, acho que no próximo chap vai odiá-lo ainda mais O.O Bjs!
Lady My – olá, que bom que gostou do chap anterior! Sobre a investigação, deu pra saber o que vai ser do nosso loirão sexy neh? E sim, o próximo chap o Seamus vai atrapalhar muito a vida deles, agora começa o sofrimento do casal (Sanae se escondendo da Nicolle), e bem, mais detalhes só lendo o próximo chap mesmo, senão perde a graça :) O poder do Léo é bem simples, ele é imune à magia, praticamente muggle mesmo, mas isso vou explicar mais pra frente. Vc fez eu confidenciar um detalhe importantíssimo da fic, mas não tem problema, há coisas mais surpreendentes que acontecerão. Não tenho uma previsão para os capítulos, se a fic for sendo aceita nessas mesmas quantidades de leitores, acho que sim, poderei estender até os meninos irem à Hogwarts, mas não tenho certeza ainda, é tudo muito improvável (e talvez eu não a mantenho tantos capítulos assim), mas quem sabe? Desculpe a demora, fiquei todos esses dias intermináveis sem meu computador que deu pane e conseqüentemente fiquei sem escrever as fics :( Mas finalmente, chap postado! Bjs linda!
Tety Potter-Malfoy – olá, só teve uma palhinha dos meninos nesse chap, mas deu pra ver como o Mett é (risos) tal pai tal filho. Desculpe a demora, meu computador pifou e fiquei sem escrever e sem net até agora, vou ver se consigo atualizar em breve o próximo chap. Bjs!
Hanna Snape – olá, nhai, eu fico sem palavras por agradecer! Eu escrevi a fala do Draco daquele jeito pra vcs sentirem e entenderem da forma que o Harry estava entendendo – absolutamente nada! – por isso ele rejeitou o Draco. Bjinhos!
Bibis Black – olá, eu é quem amo suas reviews:) Sim, o Léo é desse jeito por ser sangue Malfoy-Potter, então ele nasceu imune a feitiços. Eu expliquei o fato do Harry reatar com o Seamus nesse chap, espero que não tenha ficado confuso e o Harry canalha? Sim, pode ser, mas o Harry avisou o Seamus que era provável ele não ser o pai do Léo e a reatação foi praticamente pelo filho mesmo, pois eu fiz a sociedade bruxa igual que o Draco comenta (sangue-puro, aristocracia e status financeiro), ou seja, o pobrezinho do Léo ia ser tachado de bastardo pelos sangues-puros quando entrasse em Hogwarts e outros nomes pejorativos igual ao que Harry sofreu por ser mestiço bruxo-muggle e órfão. Então eu fiz o Harry não desejar o mesmo ao filho entende? Espero que deu para aclarar mais as dúvidas. Bjs!
Dark Wolf 03 – olá, verdade o Harry estava uma completa besta… Poderia ter sido diferente se eles tivessem ficado juntos desde Hogwarts, mas convenhamos que eles se detestavam, eram orgulhosos e faziam de tudo para se ferirem. E o Harry não gostava tanto assim do Draco naquela época... Bem, esse chap também está mais longo que o costume e desculpe o atraso na atualização. Bjs!
Fabi – olá, infelizmente o Finnigan vai aparecer bastante nos próximos chaps, mas não tanto, apesar que ele fará das suas. Pois é, graças ao Finnigan o Harry está hoje com o Draco! Ou seria melhor dizer – estava? Agora nesse chap levaram o Draco neh? Bem, vou fazer suspense para o próximo chap! Bjinhos!
Mathew Potter-Malfoy – olá, desculpe a longa demora, mas finalmente e graças a Merlin, meu computador voltou! E o chap foi atualizado! Bjs!
Inu – olá, nossa, muito obrigada pelos milhares de reviews postados! Eu não vou parar de escrever essa fic, fique tranqüila! O problema é que não tenho tempo para escrever e postar direto, e minha inspiração é turista (vem de vez em quando, depois some, depois reaparece) e pra escrever capítulos correndo, perde muito na qualidade. Quanto a matar alguém... Fica difícil, talvez eu mate o Mett? Ou o Harry? Ou o Sírius? (suspense! Suspense!), vou fazer o possível, mas se for a favor da trama, infelizmente terei que matar alguém... Gostou da dedicatória? Que bom:) Eu leio também a Me Chame de Senhor Potter, acho linda essa fic e verdade, pena que demora para ser atualizada (olha quem fala né? Eu, que demoro também para atualizar! ¬¬) Também leio Atração Magnética (ou seja, quando tenho tempo de ler) e vi que ela começou a ser traduzida novamente, que bom! Assim que eu puder, tentarei ler os novos capítulos tbm. Eu conheço por cima Naruto, não sou muito fã desse anime, mas mesmo assim, valeu pelas dicas! ;) Voltando ao assunto de Caminho do Coração, é uma das prioridades dessa fic fazer o Mett voltar a enxergar e será algo bem chocante, apenas posso adiantar isso senão perde a graça da estória. Obrigada pelos comentários gigantes! Eu adoro mesmo e os seus não seria diferente! Amo todos! O capítulo 12 finalmente vc pôde ler e ver a reação do Sírius, mesmo eu não me atendo muito nisso, pena que os meninos não souberam a tempo. Sobre o Seamus, no próximo chap ele aparecerá. Desculpe não poder atualizar pra vc ler depois das provas, mas tenha um pouquinho mais de paciência, pois terão mais chaps sim, pois muita coisa virá pela frente ok? Não demoro de propósito! Juro que tento escrever o mais rápido que consigo, mas não tem como... (eu até invejo esses autores que escrevem tão rápido e tão bem!). Bjaum fofinha!
Nandda – olá, muito obrigada pela review! Fico feliz que tenha gostado do capítulo 11! Espero que desse chap também! Bjaum! ;)
Julia Cohn – olá, vc me faz chorar de tanto rir! Fiquei aqui imaginando a Lula Gigante com seus tentáculos e possuindo perversamente ao Harry! O.O (imagem e tanto! OMG digo eu!) nossa, cada pensamento pervertido me veio agora (risos). Pois é, fiquei com dor de cabeça no dia seguinte depois de ficar até as 4 da matina escrevendo! E acho que já estou slashmaníaca altamente dependente... Culpa da Ana-chan e sua fic Parceiros, a primeira que li e a primeira que me fez afundar nesse fantástico mundo, até hoje me emociono ao lembrar de cada capítulo! Mas tomarei cuidado sim! Voltando à fic, acho que a maioria ficou com pena do Draco e nesse chap eu expliquei pq o Harry ficou com o Seamus, espero que deu para esclarecer mais dúvidas sobre o assunto. Adoro suas reviews! Bjs!
Cin – olá, acho que já li e respondi uma revew sua, só não me recordo se foi nessa ou em outra fic. Obrigada pelo comentário, é bom saber que está gostando e acompanhando! Bjaum!
Naj – olá, eles estão de olho no Léo, pois é filho do Potter, mas muita água pra rolar ainda! Mais gente pra dar as caras e espero que continue lendo! Desculpe a demora na atualização. Bjs!
Mira-chan – olá, pois é, o Draco sempre será um legítimo sonserino, mesmo sendo dócil com o Harry e os meninos :) Farei o possível para torturar o Seamus, apesar que ele está só e mal amado, acho que isso já é um começo neh? Verdade... Acho que essa é a única fic que eu fiz o Harry sendo o passivo (é que eu sou viciada num Draco por baixo), ainda bem que estou te agradando com esse Malfoy conquistador, sexy, paterno e caliente! (risos). Não sei exatamente quantos capítulos terá a fic, mas ainda tem muita coisa pra acontecer, a Lady My me perguntou se eu escreverei até quando o Mett e o Léo entrarem em Hogwarts, talvez, ou talvez eu termine muito antes disso, dependerá da aceitação dos leitores até aí, então fica meio difícil dizer a exatidão dos capítulos. Bjaum linda! ;)
Srta Potter Malfoy – olá, desculpe essa demora, mas como disse mais acima, tive problemas com o computador e fiquei sem ele durante todo esse tempo. Tentarei não demorar muito nos próximos chaps. Obrigada pelo review, bjinhos!
Luna Pietra – olá, obrigada por dedicar um tempinho para me deixar review! Fico muito contente em ler o que está achando! E agradeço de coração suas palavras de incentivo! Elas me fazem um grande bem e tenha certeza, me dão inspiração para escrever, tanto, que se não fossem por esses reviews todos, esse capítulo nunca teria saído! Grande beijo!
Watashinomori – olá, pois é, eu dei mó bandeira no início na? (risos), mas na realidade, eu estava em dúvida se o Draco seria o pai do Léo mesmo, mas como muitas pessoas pediram que sim, e acabei deixando a dúvida de lado e o Draco é o pai do Leonard. Obrigada pelo comentário! Bjaum!
Gê-Black – olá, nossa, adorei sua review, muito descontraída e divertida de se ler! Amei saber que ela te prendeu a ponto de não conseguir parar de ler, apesar que isso é prejudicial à saúde, mas eu simplesmente amei:) Desculpe a demora, mas sem computador, sem escrita e sem net. Espero que continue lendo mesmo com minhas inevitáveis tardanças! E mais uma vez, adorei sua review! Bjs!
Monique – olá, nem sei o que dizer :) obrigada! Demorei, desculpe (-.-) e como pôde ler, o Draco não teve tempo de provar que o filho é dele! E o Seamus vai aparecer no próximo chap! Espero que acompanhe sempre! Bjinhos! ;)
Anne – olá, obrigada pelos 4 reviews! E gigantescos! O coment do cap 10 o cap 11 respondeu suas dúvidas, agora vou responder do cap 11. Gostou mesmo como o Léo foi gerado? O Draco é bom de gol neh? Na primeira deles e pimba, o Léozinho nasceu! (risos). Ainda bem que não decepcionei no cap 11, mas confesso que fiquei morrendo de medo de decepcionar! Eu pensava, escrevia, lia, corrigia, pensava mais um pouco e parecia que não ia conseguir acabar o capítulo! Mas suas reviews e de toda essa gente maravilhosa que me escreveram, me compensaram mais do que eu poderia querer! E nossa, certeza de capítulos melhores que esse? Assim vc me deixa com uma baita responsabilidade! Tentarei superar esse cap, mas não garanto... . foi dureza escrever... Seamus vai aparecerno próximo chap e se vc ficou com noje e ódio dele, talvez no próximo vc ache que a morte é pouco pra ele... Ou quem sabe fica com pena dele, ou sei lá... Melhor vc esperar e ler pra conferir o que ele vai fazer. Ah, queria descrições da noite deles! XP Só que como sou má, deixei mesmo na vontade, mas quem sabe eu faça uma cena beeeem detalhada deles? Se o Draco voltar na... (assobiando como quem não sabe nada) XD. Estou vendo que o Draco está sendo bastante cobiçado pelas fãs dele, daqui há pouco ele será leiloado (risos). Já estou começando a judiar deles nesse chap e nos próximos, espero que realmente a fic fique emocionante! Ui... sorry pela longa demora, mas já esclareci o que me aconteceu, então, espero que eu esteja perdoada! Tentarei não demorar no próximo! Bjaum e adoro suas reviews! Acho que já disse isso? O.o Bjs mais uma vez ;)
Bella Potter Malfoy – olá, obrigada pelas palavras! É bom saber que vc acompanha não apenas essa, mas outras fics minhas! Espero que tenha curtido bastante esse chap. Bjaum! ;)
Artikus Tonks – olá, desculpe pela tardança, mas como já disse, fiquei sem computador, vou tentar agilizar ok? Obrigada por esse review que me deixou muito feliz por saber que vc gosta dessa fic! Grande bjo! ;)
Gê-Black – olá mais uma vez! Nossa 2 reviews! Vc faz direito? Que massa! Sempre achei as pessoas que se formam em Advocacia super inteligentes e dinâmicas, para encarar a profissão! Desejo tudo de bom no seu estudo e uma carreira de sucesso! Voltando ao merecido puxão de orelha... Ai ai... Demorei, mas espero que esse chap tenha valido, farei o impossível para não demorar nos demais capítulos! Apesar que eu adoro os coments da Anne, da Inu e adoraria os teus tbm! XD Mas sério, não faço de propósito, logo tentarei empenhar em escrever o cap 13 mais rápido e postar semana que vem, não prometo nada, mas farei o possível! Bjs!
Meu Salazar! Nunca tinha recebido tantas reviews num único capítulo como recebi no capítulo 11! Nem tenho palavras para descrever a emoção que estou sentindo! É inacreditável! Já disseram que eu não escrevo muito bem, que eu estou longe (e concordo muito com isso) de chegar à altura das escritoras famosas aqui do FF, e em Caminho do Coração... Ao todo até agora, 164 reviews, 7708 hits e 26 pessoas adicionaram aos favoritos! Isso é um feito pra mim, como vocês nem podem imaginar! Muito obrigada de coração a todos que me enviaram comentários nesse capítulo 11 e em todos os capítulos até aqui. Um hiper mega beijo de gratidão nos corações daqueles que fizeram dessa fic uma de suas favoritas (incluindo quem não tem conta no FF, como sei que são muitos, pelos reviews que me deixam). Estou passando por muitos aborrecimentos, problemas e decepções, mas vcs me fazem rir, me fazem chorar de alegria e me enriquecem a alma! Um grande e estalado beijo a todos! Até o próximo capítulo!
