CAPÍTULO 11

Já era tarde da noite quando a carruagem de Sesshoumaru chegou a sua residência. Rin acordou de imediato. O dia havia sido muito movimentado, para dizer o mínimo, e ela adormeceu logo que partiram da pequena paróquia distante cerca de duas horas de Londres. Eles se casaram lá na presença do pároco tendo por testemunhas um ferreiro e seu jovem filho. Agora seu estômago estava dando nós. Bankotsu estaria esperando por eles? O que aconteceria? E o que Sesshoumaru esperaria dela, exatamente, agora que era sua esposa?

Ela quase nem se lembrava da cerimônia que a uniu para sempre a Sesshoumaru. Ela estava em choque, percebeu. Tão abalada com tudo que apenas conseguiu responder "sim" às perguntas que a tornaram esposa de um estranho. E ele era um estranho. Ela percebeu que conhecia seu marido há menos de uma semana, apenas.

Sesshoumaru a ajudou a descer da carruagem. Ele segurava sua mão enquanto se aproximavam a porta da casa, que foi imediatamente aberta, o inexpressivo Jaken sempre em seu posto.

- Prepare o quarto próximo ao meu para a Lady – Lady Taishou – Sesshoumaru disse a Jaken.

A expressão de enfado do homem nem se alterou – Muito bem, meu Lorde. Deixei uma refeição fria para o senhor na sala de jantar caso o senhor retornasse hoje à noite. Achei que estaria com fome.

- Muito bem pensado, Jaken – Sesshoumaru respondeu, então conduziu Rin pela casa às escuras.

A sala de jantar estava iluminada por um candelabro colocado no centro da mesa. Estava arrumada para apenas uma pessoa, ela notou. Sesshoumaru a dirigiu para um assento próximo ao dele na cabeceira da longa mesa.

- Nós dividiremos, já que Jaken não estava lhe esperando – ele disse. Com fome, Rin?

Ela estava faminta – Sim – respondeu.

Sesshoumaru se serviu vários pedaços de presunto e galinha fria de uma travessa, pedaços grossos de queijo e pão macio e os colocou no próprio prato. Ele levantou uma taça e bebeu, então ofereceu a taça a ela.

A cena era íntima. Rin pegou a taça e bebeu. O vinho doce foi imediatamente para sua cabeça por causa do estômago vazio.

- Devemos conversar sobre alguns pontos – Sesshoumaru disse.

Realmente, pensou Rin. Tais como: o que ele esperava dela, o que eles planejavam fazer com relação a Bankotsu, e depois o assunto sobre sua madrasta. Rin quase havia se esquecido de seus deveres para com a mulher.

- Devo continuar a ver minha madrasta – ela disse. Devo visitá-la regularmente. Não espero que ela viva por muito tempo.

Sesshoumaru colocou um pedaço de presunto na boca, enquanto pegava a taça de vinho novamente.

- Você nunca vai visitar a casa ao lado a menos que eu esteja com você, ou que você tenha certeza de que seu irmão de criação não esteja lá. – Sesshoumaru especificou.

- Sim - concordou Rin. – Não quero ficar sozinha com ele. Nunca mais.

- Da mesma forma, quando você quiser sair, ou participar de um evento social, o que infelizmente, agora que está casada comigo, provavelmente será raramente, ou nunca, eu a acompanharei, ou Jaken a acompanhará quando você quiser fazer compras. Não quero que se sinta como minha prisioneira, Rin, apenas quero protegê-la, como prometi fazer.

Ele estava se comportando com ela de um modo mais formal do que já havia se comportado antes. Formal, mas galante.

- E com relação a nosso casamento? – ela perguntou corajosamente. – Que tipo de casamento será?

A luz da vela refletiu nos olhos dele quando ele levantou os longos cílios e a encarou – Está me perguntando se espero que divida minha cama?

Ela soube pelo calor que se espalhou pelo rosto que estava ficando corada. Bem, ela queria saber.

- Sim – ela respondeu.

Ele passou seu dedo vagarosamente pela borda da taça de vinho enquanto a encarava. – Não.

Hipnotizada pelo modo sedutor com que ele manuseava a taça, ela olhou para ele – Não?!

Ele sorriu levemente, e ela percebeu que tinha soado quase desapontada.

- Não, não essa noite; ou não, nunca? – ela perguntou.

- Suponho que a decisão caiba a você – ele respondeu. – Devo exigir meus direitos de marido quando você ainda me considera um estranho? Não. Jogarei deslealmente para consegui-los? Com certeza.

- E quanto a crianças? – ela perguntou, enervada pelo último comentário dele. Ela tinha um pressentimento de que ele jogaria com muita deslealdade se quisesse.

- Fora de questão! – ele respondeu. Sesshoumaru olhou para além dela e murmurou:

"Do dia em que ela rogou a maldição, ela passara de semente a semente."

Ela quase ouviu suas palavras: - O que disse?

Seus olhos se voltaram para ela. Ele tomou outro gole de vinho, encarando-a por sobre a borda.

- Você acha que Bankotsu seja capaz de assassinar alguém?

Rin quase se engasgou com o pedaço de galinha que tinha acabado de colocar na boca. Ela o engoliu em um só golpe. – Assassinato?

Sesshoumaru lhe passou o vinho.

- Acho que ele matou Kagura, ou que pelo menos lhe infligiu os machucados que a levaram a morte. Acho que ele colocou a mulher encontrada essa manhã em minha propriedade para me incriminar, talvez me tirar de seu caminho.

- Mas o que ele teria contra você que o levaria a fazer algo tão horrível?

Ele deu de ombros. – Você. Talvez ele tenha pensado que você me procuraria para ajudá-la a qualquer momento. Talvez eu seja, simplesmente, um alvo mais fácil para o seu jogo. A única explicação plausível de como Kagura acabou em meu estábulo, era a de que ela estava fugindo da casa ao lado.

Bebendo mais um pouco do vinho, ela considerava suas suspeitas. Elas tinham um que de verdade. Bankotsu era cruel, abusivo, mas seria um assassino? Rin estremeceu ao pensamento.

- Eu não sei – ela respondeu. – Eu sei que tinha medo dele. Eu sei que ele tem um temperamento que nem sempre consegue controlar. Assim mesmo, odeio pensar que ele fosse capaz de... de matar uma mulher.

- Talvez eu esteja errado. – disse Sesshoumar.

– Mas acho que não.

-Se eu provar que seu irmão de criação é o responsável pelos assassinatos que me foram atribuídos, como você se sentiria?

Rin não tinha certeza. Ela se sentiria muito mal por causa da madrasta, mas então, a dama nem parecia saber o que se passava a sua volta. Rin considerou que isso poderia prejudicar a própria reputação, culpada por associação, mas também, ela se esquecera, sua reputação não era mais um problema. Ela se surpreendeu que isso não a incomodasse muito. Ela supôs que alguém como Lady Sango ficaria devastada se fosse ignorada pela sociedade, não importava quão corajosa a jovem fingisse ser.

- Como pretende provar que Bankotsu é culpado? – ela queria saber – E quando o enfrentaremos para anunciar nosso casamento? Agora, tenho certeza de que ele já percebeu que eu estou desaparecida.

Sesshoumaru mordicou um pedaço de pão. – Nós o enfrentaremos amanhã cedo. Estou surpreso por ele não estar nos esperando aqui. Agora, para provar que ele é culpado, planejo segui-lo e pegá-lo em flagrante.

Seu coração falhou uma batida. Rin odiava a perspectiva de encarar Bankotsu, mas sabia que devia ser feito. Ela também se preocupava com o plano de Sesshoumaru de seguir seu irmão de criação.

- Seguir Bankotsu pode ser perigoso – ela disse. – Se meu irmão desceu tão baixo a ponto de matar mulheres, não imagino que tenha qualquer escrúpulo sobre matar homens.

- Estou consciente disso – ele lhe assegurou. – Desconsiderando sua primeira opinião a meu respeito, eu não sou um covarde.

Relembrando da primeira noite que passaram juntos, ela se sentiu corar. Ela supunha que o havia julgado mal, depois de tudo.

- Vejo agora que você estava sendo apenas sensato, enquanto eu não. – ela admitiu.

Ele se aproximou e traçou com seu polegar a linha dos lábios dela, umedecidos pelo vinho: - Eu não queria ter sido, - ele admitiu, trazendo o polegar aos próprio lábios e o enfiando dentro da boca.

De repente, ela soube que ele não iria jogar de modo limpo. Sua sedução já havia começado. Começou na noite em que se conheceram. Ela estava fisicamente atraída por ele – seria inútil afirmar outra coisa – mas ela precisava de mais. Ela queria mais. Ela merecia mais, e ele também. Mas como fazer vê-lo dessa forma?

- Desculpe-me, Lorde Taishou, mas Lorde Mirok acabou de chegar!

Assustada, Rin desviou os olhos de Sesshoumaru e os dirigiu a Jaken, que entrara na sala sem ser ouvido.

- Mirok? – Sesshoumaru parecia surpreso, também. – O que meu irmão está fazendo aqui?

- Tomei a liberdade de chamar seus irmãos essa manhã, após o senhor ter sido preso. – Jaken respondeu. – Pensei que gostaria de tê-los aqui.

Pela sua expressão, Rin pensou que Sesshoumaru desejava o contrário. Ele suspirou. – Mande-o entrar.

Sesshoumaru pegou a taça e bebeu. Rin ficou olhando para a porta. Ela ouviu os passos macios de botas, então o homem, um gigantesco homem moreno, encorpado como um camponês, entrou na sala.

Rin não podia evitar encará-lo. Mirok Taishou a surpreendeu como sendo um homem menos refinado que seu irmão mais velho, mas o que lhe faltava em refinamento, ele mais do que compensava com sua atração selvagem. Os pelos escuros sombreavam uma mandíbula forte que parecia entalhada em granito. Seus cabelos eram mais escuros do que os de Sesshoumaru. Ele lhe tirou o fôlego completamente com a simples força de sua presença.

- Que diabos aconteceu essa manhã e como...

O homem parou de falar no meio da frase quando viu Rin.

- Mirok – Sesshoumaru admitiu secamente – Essa é Lady Rin, minha esposa. Rin, esse é Lorde Mirok Taishou.

- Esposa? – o homem perguntou mal olhado Rin – Você ficou completamente louco?

- Espere-me no escritório – Sesshoumaru disse ao irmão. – Irei ter com você em seguida.

- Mas quando você se casou com essa mulher? E por que, em nome de Deus, você fez tal coisa? Nós concordamos...

- Mirok – Sesshoumaru o advertiu – Cumprimente minha esposa de forma apropriada e siga ao escritório.

Que Sesshoumaru era o mais filho mais velho se tornou imediatamente claro. Seu irmão pareceu lembrar-se. Ele se endireitou e entrou na sala.

- Lady Taishou... – ele disse de modo cortante e se curvou com rigor.

- Pode me chamar de Rin – ela ofereceu, sorrindo para o novo cunhado.

Ele não retribuiu o sorriso. – Se for do seu agrado – ele disse sua voz sem calor. Ele lançou um olhar sombrio em direção a Sesshoumaru e deixou a sala.

Rin sentiu que seu casamento não começou bem. – Gostaria de me retirar – ela disse, e agora que o vinho teve tempo de chegar aos ossos, ela sentiu-se exausta.

- Jaken lhe mostrará seu quarto – Sesshoumaru levantou-se e puxou-lhe a cadeira, pegou-lhe a mão e a ajudou a levantar-se. Quando ela oscilou levemente, ele a puxou para mais perto. Rin o olhou. Seus olhos tinham aquele estranho brilho novamente. Talvez, fosse simplesmente o modo como a luz da vela os iluminassem.

- Boa noite, Rin.

Ele havia abaixado a cabeça e seus lábios quase se encostaram nos dela quando ele falou. Seus cílios se abaixaram e ela se inclinou para ele, um pouco assustada por perceber que quase instigou um beijo. Mais surpresa ao perceber que separou os lábios sob os dele num convite. O vinho, pensou, misturado com a exaustão, abaixou suas defesas contra ele.

Os lábios dele tocaram levemente e provocaram os dela por um momento antes de ele finalmente a beijar. O vinho não era nada comparado à potência de sua boca movendo-se contra a dela, a morna intrusão de sua língua, sentir as mãos dele se movendo por suas costas para pressionar seu quadril contra ele.

Ela sabia que ele estava excitado, pois o sentia duro contra ela. Ao invés de alarmá-la, Rin pensava que sua facilidade para excitá-lo, a excitava. Seu corpo derretia-se contra ele, suas mãos passeando pelo peito dele, para se enroscar ao redor do pescoço e deixar seus dedos brincando com os cabelos.

- Eu me lembro – ele disse contra seus lábios. – Me lembro de como você é, como é o seu sabor. Você assombra meus sonhos.

Ela também se lembrava. Sentir sua boca quente contra os seios. O modo como os mamilos ficavam duros e da dor entre as pernas. Ela queria sentir as mãos dele em sua pele novamente, sua boca em seus seios. Ela queria tudo o que compartilharam naquela primeira noite juntos e mais.

Um alto clarear de garganta os separou abruptamente. Jaken estava parado na porta.

- Lorde |Mirok está ficando impaciente e me pediu para ver por que o senhor ainda não se reuniu a ele. Já preparei o quarto da senhora e pensei se ela gostaria que eu a acompanhasse ao piso superior.

Pelos céus! Rin assumiu que devia estar bêbada por ter instigado intimidades entre Sesshoumaru e ela quando já havia decidido que precisava mais do que simples prazer físico da parte dele. Ela considerou que seu corpo não recebera a mensagem. Ou ele era simplesmente muito habilidoso na arte da sedução. Precisou de pouco esforço da parte dele. Tudo o que ele tinha a fazer era ficar na mesma sala em que ela, beijá-la e ela se esquecia de si mesma.

- Acho que devo acompanhá-lo, Jaken – ela disse, e se dirigiu a ele. – Boa noite, Sesshoumaru – ela acrescentou, mas não se virou para olhá-lo.

Ela sentiu seu olhar nas costas, não afiado, como uma faca, mas quente, como uma carícia. Ele não respondeu e ela se apressou atrás de Jaken, como um covarde fugindo de um inimigo a quem havia provocado, mas que havia percebido que seria derrotado. A jornada pela escada na subida para o próximo andar ajudou-a a clarear um pouco a cabeça, roubando um pouco da languidez que Sesshoumaru havia espalhado por seus ossos e trazendo sua mente ao foco.

Jaken abriu a porta e ela o seguiu para dentro de um amplo quarto, muito bem decorado, embora os móveis fossem antigos. A porta que o separava do quarto adjacente, mostrava que esse tinha sido o quarto dos pais de Sesshoumaru. Se, é claro, a casa tivesse sempre pertencido a eles. Ela perguntaria a Sesshoumaru.

Um fogo lutava para se instalar na lareira e Rin esfregou os braços devido ao ar frio. Uma das camisas de Sesshoumaru havia sido colocada sobre a cama. Ela olhou interrogativamente a Jaken sobre o porquê disso.

- Percebi que a senhora não tem bagagem, Lady Taishou. A camisa do meu Lorde foi o que de melhor consegui providenciar para que tivesse um traje para dormir. Espero que a satisfaça, pelo menos por essa noite.

- Ficarei bem – Rin disse a ele. – Obrigada pela consideração.

- Não há criadas a serviço a casa. – Jaken a informou. – Se desejar, eu a atenderei.

Ele parecia perfeitamente sério, como sempre, e conseguia manter seu ar de enfado. Rin não conseguia imaginar o homem enfezado fazendo papel de criada de quarto.

- Eu me arranjo sozinha – ela lhe garantiu.

- Precisa de mais alguma coisa, Lady Taishou?

- Não, Jaken. Está tudo bem, obrigada.

Ele inclinou a cabeça e se dirigiu a porta. – Posso mandar preparar um banho para a senhora pela manhã. Seria do seu agrado, Vossa Senhoria?

- Imensamente. – ela respondeu, desejando que pudesse ter esse banho hoje à noite, mas ela não colocaria tal carga sobre o homem há essa hora. – Boa noite, Jaken.

Novamente ele inclinou a cabeça e, então, saiu do quarto. Apenas após a saída dele é que a enormidade da situação atingiu Rin. Ela estava casada. Casada com Sesshoumaru taishou. Vivia em sua casa agora. Ela se dirigiu para o fogo e estendeu as mãos para o calor. Seu olhar na porta de ligação. Não havia trancas. Ela não o poderia trancar para fora mesmo que tivesse. Ele era seu marido. Vendo pelo lado melhor, antes Sesshoumaru, do que o Visconde Jenine.

O pensamento trouxe de volta a realidade da situação. Bankotsu ficaria furioso ao perceber que ela conseguira estragar seus planos apesar de tudo. E Jenine. Ela suspeitava que ele ficaria zangado por não tê-la como esposa, simplesmente porque o homem estava acostumado a ter tudo o que queria. Cobraria as dívidas de Bankotsu e colocaria o irmão de criação na cadeia? Era uma possibilidade agradável. Então Sesshoumaru e ela não seriam obrigados a lidar com Bankotsu.

Rin perguntou-se como seu marido se entenderia com os irmãos. Lorde Mirok não parecia nem um pouco contente ao saber que Sesshoumaru estava casado.

Bem vocês devem estar se perguntando cade o hentai, que casamento louco e esse coisas desse tipo, pois bem como o sesshy dize tudo depende da rin e bem ela esta meio confusa e ira precisa que alguém que abra seus olhos e eu lhes pergunto quem ira interpreta o papel de culpido.

Amei as reviews e estou super feliz em saber que temos novos leitore, alias me perguntaram quantos capitulos teria a fic bem ira ate o capitulo 35 + epilogo.

Beijos:

Hinata-chan

Senf

paty saori shinzato morita

Rinsamar22

individua do mal

Giselle

sandramonte

Rukia-Hime

Hachi-Chan2

bek-chan

Meyllin

Lady Muise

Ana Spizziolli

Acdy-chan

Kuchiki Rin