Capítulo 11 – A Vingança de Zabini

Zabini e Pansy só deixaram a mesa da Weasley quando a porta da biblioteca se destrancou com um clique, que pareceu ecoar dentro do recinto silencioso, anunciando o final da detenção. Os dois se despediram da Grifinória e, depois, acompanharam Amanda e Draco no caminho de volta às masmorras.

O trajeto inteiro foi feito no mais completo silêncio.

- Nossa, gente, que clima – Pansy reclamou, depois de alguns instantes – Parece que alguém morreu!

- Alguém morreu hoje, sim – Amanda resmungou, desgostosa, cruzando os braços – A sua dignidade! Como você ousou deixar a gente de lado para ficar sentada na mesma mesa que aquelazinha?

- Eu não deixei vocês de lado! – a morena exclamou, parecendo ultrajada pelas palavras da amiga – Eu apenas fiquei sentada lá com a Gina! Vocês não me chamaram de volta nem nada!

- Você é um cachorro, por acaso? – Mandy se impacientou – A gente tem que ficar te lembrando o tempo todo quem são os seus amigos e com que você tem que sentar? Não consegue pensar nem isso sozinha?

Dessa vez, os olhos de Pansy se arregalaram e seus lábios bem desenhados assumiram um formato oval.

- Quer saber? É por isso que eu me sentei com a Gina hoje o tempo todo e não voltei para a sua mesa! – a garota soltou, num tom que parecia o perfeito meio-termo entre o ofendido e o ressentido – Vocês sempre me tratam mal! Você – apontou para Mandy, que estava surpresa com a reação da amiga, – sempre fica fazendo piadinhas sobre como eu sou burra, e eu não gosto disso. E você – voltou-se para Draco, que ergueu as sobrancelhas numa expressão que parecia dizer "hey! Eu não falei nada! Por que você está apontando o dedo para mim?" – sabe que eu gosto de você e me usa quando é da sua conveniência. E eu também não gosto disso! A partir de agora, eu vou entrar no Clube do Zabini e não vou mais falar com vocês, até que vocês se desculpem comigo!

Draco e Amanda trocaram um olhar confuso entre si.

- É verdade isso, Zabini? – Draco perguntou, com um sorriso zombeteiro – Você não está mais falando com a gente?

A única resposta foi o silêncio, enquanto Zabini marchava com os braços cruzados e o nariz empinado junto com Pansy. Os dois eram a imagem muda do protesto.

- Quem diria! – Amanda zombou, com um sorriso que combinava com o de Draco – Se eu soubesse que contar umas mentirinhas fariam você calar a boca, teria feito isso antes!

Zabini lançou um olhar furioso na direção dos dois. Por um instante, pareceu que ele quebraria seu voto e pronunciaria os mais baixos palavrões; no entanto, ele pareceu mudar de ideia no meio do caminho e voltou-se para frente, mantendo-se no seu plano original.

- Isso vai ser divertido... – Draco sussurrou para Amanda, num volume que apenas ela poderia ouvir.

Com um sorriso satisfeito, a sonserina concordou com um aceno de cabeça.

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Gina deitou-se na sua cama se sentindo exausta; suas mãos estavam ásperas por causa do contato com as páginas antigas de livros velhos e empoeirados. Ela precisava tomar uma ducha para se livrar da poeira e trocar o uniforme por um pijama, mas estava esgotada demais para fazer qualquer coisa que não fosse ficar deitada na mesma posição, observando o dossel da sua cama tremulando ao gosto do vento, que entrava pelas janelas abertas do dormitório.

Enquanto sua mente deslizava lentamente em direção ao mundo dos sonhos, ela tentava decodificar as palavras de Pansy Parkinson. Draco Malfoy possuía uma forma de trazer coisas de fora de Hogwarts para dentro.

Mas como...?

Não teve muito tempo para imaginar hipóteses que pudessem responder a sua pergunta. Em questão de segundos, havia sido envolta no mundo dos sonhos.

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Quando Draco Malfoy deixou o quarto de Monitor Chefe naquela manhã, encontrou os sonserinos agitados, afinal de contas, naquele dia aconteceria a tão esperada partida de quadribol contra os grifinórios.

Embora os uniformes dos sonserinos já tivessem a coloração verde e branca, boa parte das meninas estavam usando detalhes nas maquiagens ou acessórias que ressaltassem ainda mais as cores da casa. Os meninos, por sua vez, passavam a maior parte do tempo cantando hinos que supervalorizavam a Sonserina e menosprezavam as outras casas.

A maioria deles envolvia a Lufa-Lufa, o que fazia pouco sentido, já que o jogo era contra a Grifinória. Mas quem se importava? Não era como se fosse preciso algum grande motivo para tirar sarro com os lufa-lufanos.

Draco só foi encontrar Amanda, Zabini, Pansy e os membros do time de quadribol no Salão Principal. Como era o capitão do time, um lugar havia sido guardado para ele entre todos, para discutirem algumas últimas estratégias antes do grande jogo, que aconteceria depois do almoço.

O loiro se sentou, sendo recepcionado por todos, menos Zabini e Pansy, que se fingiam interessados demais em seus próprios omeletes para sequer lançar um olhar na sua direção.

- Tratamento silencioso? – Draco perguntou para Amanda, com uma sobrancelha erguida.

A amiga se limitou a concordar com um aceno de cabeça e um revirar de olhos.

- Não consigo tirar uma palavra deles desde ontem – ela murmurou de volta – Pansy às vezes quase quebra o voto, mas o Zabini sempre aparece no momento certo e consegue mantê-la na linha.

Ótimo. Uma pequena rebelião dentro do seu grupo mais próximo. Era isso o que dava se deixar influenciar por bruxos traidores como a Weasley. Certamente, nada disso teria acontecido se eles tivessem ficado sentados na mesma mesa durante toda a detenção.

Mas Draco Malfoy tinha mais com o que se preocupar.

- Nós não podemos perder! – Eliah, um dos batedores, sussurrou por cima da mesa para Draco – Esse ano é nosso! Tem que ser! Custe o que custar...

- Custe o que custar! – alguns outros integrantes do time bradaram em uníssono, concordando.

- Nós treinamos bastante. Vocês precisam ir lá e dar o melhor de vocês – Draco disse, num tom de voz decidido – O time da Grifinória não é superior ao nosso em nada. Hoje à noite, nós jantaremos carne de leão.

- Carne de gatinho, você quer dizer – Amanda o corrigiu, com um sorriso cruel; num gesto irônico, ela pegou o copo de suco de laranja que estava bebendo e ofereceu um brinde à mesa dos grifinórios, que lançaram olhares desconfiados ao gesto da garota.

Pansy soltou uma risadinha e recebeu uma cotovelada discreta de Zabini no braço.

- O que foi? – ela se queixou, num sussurro – Eu não falei nada! Só dei risada! Foi engraçado!

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Louise voltou a atenção para Gina, parecendo confusa e preocupada ao mesmo tempo.

- Eles estão brindando a gente? – ela perguntou, com o cenho franzido – O que isso quer dizer?

- Não olhem! – Gina ordenou, estalando os dedos e chamando a atenção de todos os membros do time de volta para ela – Eles estão tentando entrar nas cabeças de vocês! Deixarem vocês nervosos! Típico...

Todos concordaram com um aceno de cabeça e voltaram a se concentrar no café da manhã, parecendo amuados.

- Nós realmente precisamos dessa vitória – murmurou Steph Perkins, sem ousar erguer os olhos do seu mingau – Quero dizer, os sonserinos estão reinando em todo o resto... Não podemos perder isso também.

Gentilmente, Gina colocou uma mão sobre o braço dele, num pedido silencioso de calma.

- Entendo vocês. Sei que estão se sentindo pressionados porque esse jogo é importante, afinal de contas... Os sonserinos são todos detestáveis – lançou um olhar de esguelha na direção da mesa da Sonserina, especialmente para Draco Malfoy, que ria com o time – Mas esse tipo de pressão só vai atrapalhar agora! O importante é que cada um jogue o melhor que puder! A vitória é uma consequência disso... Certo?

- Além do mais – Neville ofereceu, prestativo, apesar de não ser do time – A professora Minerva ainda é a juíza e sempre podemos ter a esperança que ela vá roubar em nosso favor!

O time todo riu da colocação de Nev, e Gina foi grata pela intromissão dele. A verdade é que ela também estava se sentindo pressionada e ansiosa ao mesmo tempo.

Mordiscando o lábio inferior, ela tentou se concentrar na comida à sua frente.

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Draco sentia a adrenalina passando pela sua veia como doses energéticas, que faziam a missão de esperar pelo momento do jogo praticamente impossível. Tentava se concentrar no que Amanda falava, mas era em vão.

A verdade era que ele estava ansioso pelo jogo de quadribol. Não só porque era a oportunidade de esfregar os grifinórios na lama, que era onde eles pertenciam, mas também porque ele gostava de ser capitão.

Gostava de voar sobre uma vassoura, coordenar os membros do seu time e manter o cérebro sempre ocupado com estratégias, além de ficar com os olhos fixos no céu, procurando por um brilho dourado que lhe indique a posição do pomo.

Afinal de contas, como apanhador, ele era a estrela. O jogo dependia majoritariamente dele e, como um bom Malfoy, ele não apenas estava habituado com os holofotes, como ansiava por eles.

Além do mais, mal conseguia controlar um sorriso perverso sempre que imaginava a cara de decepção da Weasley ao ser derrotada por ele e pelo seu time. Talvez ele até mesmo oferecesse um ombro no qual ela poderia chorar e, para ajudá-la a esquecer da humilhante derrota, poderia beijá-la até que seus lábios ficassem inchados e ela não conseguisse pensar em mais nada a não ser...

"É lógico que não", uma voz ríspida interrompeu seus devaneios, "Ela é uma traidora de sangue! O que seus pais falariam se soubessem dos seus pensamentos?"

E isso o levava ao principal motivo porque ele adorava tanto qualquer coisa que ocupasse completamente o seu cérebro: estava difícil lidar com todos os questionamentos que vinha se fazendo.

Anos atrás, seus pais se filiaram a Voldemort. Agora, pagavam um preço alto por terem se curvado a um bruxo que era inescrupuloso e cruel. Draco tinha uma tatuagem no seu pulso que lembrava que agora ele também servia ao Lorde das Trevas, muito embora ele não tivesse nenhuma escolha sobre esse fato.

Hogwarts era controlada por Voldemort agora. Ninguém dizia isso em voz alta, mas todos sabiam. Snape vinha lhe favorecendo porque havia prometido à sua mãe que o protegeria, mas Draco duvidava que o diretor pudesse protegê-lo de si mesmo.

Draco olhava em volta, para a "nova ordem", e nada lhe agradava. Ele estava habituado com a crueldade, mas parte dele estava silenciosamente inconformada com a forma como os alunos estavam sendo tratados pelos novos professores.

E, sempre que olhava o seu reflexo no espelho, Draco Malfoy sentia uma espécie incontrolável de repulsa. Ele, que já havia sido o maior fã de si mesmo, agora era seu maior inimigo.

E disso Severo Snape não podia salvá-lo. Seus pais não podiam desconfiar. Seus amigos não poderiam entender.

Mas o quadribol ajudava a esquecer, mesmo que momentaneamente.

Por isso, ele contava os segundos.

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Depois do almoço, os dois times foram para os respectivos vestiários, para trocarem os uniformes de estudantes pelos dos times. Gina berrou algumas últimas palavras de incentivo antes de saírem juntos, numa aglomeração que denunciava a união existente entre eles, em direção à quadra.

De longe já era possível ouvir os berros dos alunos, animados. Quadribol era uma das poucas coisas que Voldemort parecia não ter a capacidade de estragar; se ela fechasse os olhos e se concentrasse apenas no que ouvia e sentia, ela quase podia fingir que tudo aquilo acontecia um ano atrás, quando Harry e Rony estavam no time com ela e Hermione estaria nas arquibancadas, espiando o jogo por cima de um livro, indecisa sobre qual era mais interessante. Alvo Dumbledore ainda estaria vivo.

Não se passaram mais de alguns meses, mas, para Gina Weasley, parecia uma eternidade.

Um mundo completamente diferente.

Com um suspiro, ela guiou os outros jogadores para debaixo da arquibancada e, através da quadra, vislumbrou o brilho platinado dos cabelos de Malfoy do outro lado, na entrada que seria utilizada pelos sonserinos.

Seus olhos se encontraram e, apesar da distância, ela conseguiu discernir um sorriso arrogante dele, que parecia certo da sua vitória.

Ela rangeu os dentes.

"Espere sentado, Malfoy...", pensou, raivosa.

No que dependesse dela, Draco Malfoy não teria motivos para sorrir por um bom tempo.

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Draco sentia seu coração batendo com força dentro do peito, seus pensamentos abafados pelo som de pés e berros que vinham da arquibancada acima dele. Enfiou a mão dentro do bolso do uniforme, surpreendendo-se ao sentir seus dedos tocando o que parecia ser um pedaço de papel; puxou e percebeu que era um bilhete.

Intrigado, desdobrou-o.

"Boa sorte! Faça um gol para mim! Não que eu me importe! Porque não estou falando com você! Com amor. Pansy".

Pansy Parkinson era sua primeira namorada e, na verdade, já fazia um tempo que não havia mais nada de sério entre eles, a não ser alguns beijos e alguns momentos íntimos, quando Draco estava afim.

Mas ela era doce e ingênua e, em muitos aspectos, Draco sentia que era revigorante mantê-la por perto. Era uma recordação viva que nem todos os sonserinos eram inescrupulosos e monstruosos por dentro, como ele se sentia boa parte do tempo.

Com um meio-sorriso, ele guardou o bilhete no bolso e fez uma resolução silenciosa de se desculpar com Pansy e parar com toda aquela babaquice.

Considerou se deveria ser generoso assim com Zabini, lançando um olhar de esguelha para o amigo ao seu lado, que olhava determinado para frente, com uma expressão desgostosa.

"Se ele acha que vale a pena menosprezar a minha amizade por causa de uma Weasley, vou deixá-lo em seu tratamento silencioso por mais um tempo", decidiu, voltando a olhar para frente.

Seu coração saltou dentro do peito quando Luna Lovegood assoprou um poderoso apito, convocando os times a se apresentarem na quadra, o que levou a multidão ao delírio.

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Draco e Gina ficaram frente a frente, os olhos faiscando.

- Deem as mãos e desejem uma partida justa e limpa – Minerva McGonagall instruiu.

A contragosto, Gina estendeu a mão na direção do sonserino, que apertou a mão dela na sua.

- Uma partida justa e limpa – os dois disseram ao mesmo tempo, mas Draco Malfoy concluiu a frase com um meio-sorriso, que parecia denunciar que não estava disposto a cumprir o que tinha dito.

Em seguida, os times subiram em suas vassouras e decolaram para o ar, cada um assumindo a sua posição. Em primeiro lugar, o pomo foi solto; ele rodopiou em volta de Draco e, depois, em volta de Steph, para em seguida sumir de vista. Depois, os balaços foram liberados e saíram voando para lados opostos, como touros enraivecidos. Por fim, a goles foi arremessada para cima e, instintivamente, Gina a pegou com uma das mãos, encaixando-a em baixo do braço.

Ela passou a bola para Kate, a outra artilheira, que arremessou-a para Vino, que devolveu-o para Gina justamente quando ela estava livre na frente dos aros. Em menos de um minuto de jogo, a Grifinória marcava o primeiro gol da partida, para a loucura da plateia e a fúria do time adversário.

Enquanto Gina comemorava com os amigos, Draco berrava ordens para os artilheiros do próprio time, seus olhos buscando por algum relampejo dourado que indicasse a localização do pomo.

Draco, então, resolveu dar uma volta na quadra, procurando mudar de perspectiva para que pudesse encontrar a minúscula bola dourada, mas antes que ele pudesse chegar na metade do caminho, a Grifinória conseguiu marcar mais um gol.

Rangeu os dentes de ódio e desviou-se de seu caminho para voar lado a lado com Otheon, um dos batedores.

- Esqueça jogar limpo – ele sussurrou para o garoto, num tom de voz autoritário – Avisa Amanda que eu quero o apanhador deles no chão. E, depois, a goleira. Use esse bastão como se a sua vida dependesse disso.

Draco estava tão entretido em seu propósito que nem percebeu que Zabini estava voando nas proximidades e ouviu suas instruções.

Assim que o loiro voltou a voar em círculos, buscando pelo pomo, o negro deu um sorriso maldoso e buscou por um alvo muito mais fácil de encontrar: os cabelos ruivos de Gina estavam presos num rabo-de-cavalo e ondulavam ao gosto do vento, enquanto ela estava parada próxima aos aros e à goleira do seu time, preparada para interceptar qualquer jogada da Sonserina.

E ela estava especialmente sexy assim, Zabini tinha que admitir.

Sabia que, para quase todos os outros humanos que participavam daquele jogo, o importante era vencer. Zabini concordava com isso. Competitivo por natureza, ele adorava ganhar.

Mas havia uma vitória que era muito mais importante para ele do que uma taça idiota.

Se ele conseguisse ganhar a afeição e a gratidão de Gina Weasey e ainda destruir Draco com uma mesma ação... Por que não? Afinal de contas, o amigo não parecia muito interessado em ajudá-lo com os seus objetivos ou em se desculpar por ter feito com que ele agisse como um idiota na frente da grifinória.

Então, sem pensar muito mais a respeito do assunto, o negro voou até que estivesse lado a lado com Gina.

- Hey – ele sussurrou; a grifinória lançou um olhar desconfiado para ele, alternando sua atenção entre o rapaz ao seu lado e os demais jogadores que se movimentavam rapidamente dentro do campo – Eu tenho informação interna.

- Ahn? – Gina questionou, dessa vez voltando sua atenção inteiramente para Zabini.

- A ordem é tirar seu apanhador da jogada e depois a goleira – ele disse, rápido e baixo, para não ser entendido por mais ninguém a não ser ela – Fique esperta.

Antes que ela pudesse dizer qualquer outra coisa, ele lhe ofereceu uma piscada galanteadora e voou de volta para o jogo.

Gina não sabia o que fazer com aquela informação. Por que Zabini havia lhe contado isso? Seria uma estratégia para distraí-la? Ou então uma traição voluntária com o objetivo de conquistá-la?

Mordiscando o lábio inferior, a grifinória varreu a quadra com os olhos, procurando por algum comportamento suspeito. Foi nesse momento que enxergou Amanda trocando sussurros conspiratórios com outro batedor e seu coração começou a bater com força dentro do peito.

Se Zabini estivesse certo e eles tirassem Steph da jogada no momento certo, isso poderia significar a derrota da Grifinória e ela não poderia permitir que isso acontecesse.

Tudo, no entanto, aconteceu muito rápido.

Steph pareceu identificar algo e começou a voar numa velocidade admirável em direção à algo. Gina precisou de poucos instantes para identificar o pomo circulando metros acima deles; Draco Malfoy também percebeu e começou a seguir Steph. Sua vassoura era muito melhor e mais cara do que a do apanhador grifinório, de forma que ele estava diminuindo rapidamente a distância entre eles.

Gina percebeu que Amanda estava com o bastão em mãos e voando em direção a um balaço desgovernado que vinha em sua direção; sem pensar duas vezes, Gina disparou atrás dos dois apanhadores, inclinando-se sobre a vassoura até que estivesse paralela a ela.

Nada mais importava. Não havia o som de berros dos jogadores ou da torcida. Não haviam músicas jocosas. Não haviam pés batendo contra o chão de madeira da arquibancada. Tudo o que existia era o som do vento contra nas suas orelhas e a visão das duas figuras cada vez mais próximas e o pomo alguns metros além deles.

Gina estava quase alcançando a vassoura de Draco quando Steph foi atingido por um balaço com força no ombro, perdendo o equilíbrio e despencando da vassoura em direção ao chão.

- NÃO! – ela berrou; por um segundo, quis desviar o rumo e apanhá-lo antes que ele caísse no chão, mas isso significava entregar a vitória de bandeja para Draco Malfoy.

E isso era algo que ela não podia fazer.

Draco Malfoy olhou por cima dos ombros, com uma expressão chocada; estava tão entretido na sua perseguição com Steph que nem havia percebido a aproximação de Gina. Ele estreitou os olhos na direção dela e, depois, voltou a olhar para frente. Para o pomo.

"Vocês não vão ganhar assim", Gina pensou, esforçando-se ainda mais até que ela estivesse ombro a ombro com Draco, os braços e os dedos esticados, lutando por milímetros de vantagem.

Os dois se empurravam, os ombros lutando por espaço. Quando Gina deu por si, Draco lhe deu um empurrão forte e, instintivamente, ela usou a mão que segurava a vassoura para puxá-lo com ela.

Juntos, os dois despencaram da altura em que estavam, os corpos rodando de forma que ora Gina, ora Draco, estava por baixo. Por fim, o momento de impacto estava se aproximando e a grifinória sentiu o sonserino puxando-a, de forma que ele ficasse por baixo.

Quando os dois alcançaram o chão, Draco soltou um som sofrido com o baque e Gina caiu sobre ele. Por um segundo, tudo ficou em silêncio. Ela se ergueu trêmula para observá-lo.

- Você está bem? – perguntou, incerta, afastando-se dele para tirar seu peso dele.

Era impressão dela, ou Draco Malfoy tinha propositadamente se colocado embaixo dela?

- Eu... AH! – ele gemeu, levando a mão nas alturas das costelas.

Gina queria perguntar o que estava acontecendo, mas, de repente, ela sentiu algo se agitando dentro da sua mão. Engolindo em seco, ela observou as asas douradas do pomo escapando por entre seus dedos.

Os olhos acinzentados de Draco Malfoy pousaram sobre a mão dela e ela percebeu um ódio fervente faiscando deles.

Antes que ela pudesse entender o que estava acontecendo, sentiu mãos afobadas puxando-as pelos braços. Eram seus companheiros de time.

- NÓS VENCEMOS! – eles bradavam, rodopiando com ela – NÓS VENCEMOS!

Continua...

N/A: Olá, Potterheads!

Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pelo tempo sem atualização... estive viajando e com alguns outros problemas, mas o capítulo novo está aqui e espero, de coração, que tenham gostado!

Finalmente estamos começando a enxergar um lado diferente do Draco... mais intenso e humano... E preciso confessar que estou simplesmente amando brincar com essa faceta dele! E, do outro lado, temos a Gina sendo a derrubadora de forninhos de sempre!

Espero que tenham gostado do capítulo!

Por favor, não deixem de comentar!

É muito importante para mim saber como vocês estão se sentindo a respeito da história!

Agora, vamos responder aos comentários do capítulo anterior!

Clair Black: Em breve teremos mais actions entre os dois! Espero que tenha gostado do novo capítulo, querida! O que achou da vingança do Zabini?

Laramariani: Sim, estou de volta com as mãos na massa! E dessa vez é para valer! Fico muito feliz em saber que você gostou mais da nova versão do que da antiga, quer dizer que estou fazendo um bom trabalho! Também adoro escrever o Zabini e a Gina! Espero que tenha gostado do novo capítulo!

AnnaSWeasley: Fico feliz em saber que você se divertiu com o Zab e a Pansy no capítulo anterior! Esses dois são uma figura mesmo! Obrigada pelo carinho e espero que tenha gostado do novo capítulo!

Guest: Ah, que bom que você está gostando da nova versão! Ela parece mais real e muito mais gostosa de escrever para mim! A Pansy é mesmo uma personagem muito especial, do meu ponto de vista! Fico feliz que você goste dela também! Aqui está o novo capítulo! Espero que goste tanto dele quanto do próximo!

JuhxGomes: HAHAHA Já vi que você está toda ansiosa querendo action entre o Draco e a Gina! Calma, pequeno gafanhoto! Tudo ao seu tempo! Aqui está o novo capítulo! Espero que tenha gostado!

Alice: A Pansy é mesmo um amorzinho, né? E o Zabini também é impagável! E, sim, estou me esforçando para postar com bastante frequência, porque sei que é muito chato ficar esperando, né? E o Draco tem mesmo que superar esse preconceito dele e cair para cima, concordo! AHAHAHAHA Espero que tenha gostado do novo capítulo!

Guest: Não abandonei! Aqui está o novo capítulo! ;)

Nos vemos novamente daqui a duas semanas!

giizwicker