- Por favor, não surte – implorou Lucy. Dominique balançou positivamente a cabeça e pensou "ainda bem que hoje não é lua cheia, caso contrario, não iria conseguir esconder meus sentimentos por Andrew". A Weasley terminou de se vestir, respirou fundo e desceu as escadas com a prima, se juntando aos outros jovens, que a olhavam curiosos com sua provável reação.
- Gente, esse é Vince McCoy, amigo de trabalho, e esse é Andrew, seu filho. – apresentou-os Harry.
Dominique via no rosto do namorado a mesma mistura de sentimentos que ela também estava sentindo. Pai e filho logo sumiram nas escadas da Toca, já que Harry foi mostrar a casa e seus quartos.
- Dominique, esse não é o Sonserino que apanhou de você? – perguntou Louis.
- É ele mesmo – disse Fred – Andrew McCoy, artilheiro da Sonserina.
A loira não comentou nada, apenas tentou manter suas feições zangadas, o que estava sendo bastante difícil. Para piorar a situação ela teve que ficar ouvindo seus parentes falarem mal de seu namorado e não podia responder nada, o que estava a deixando louca. Entretanto, o silêncio logo tomou conta do ambiente, quando Harry apareceu na sala com o rapaz.
- Acho que você vai se dar melhor com eles do que com os adultos – falou o Potter, em seguida ele apresentou todos ao garoto, como se não se conhecessem – divirtam-se crianças.
- Divirtam-se? – perguntou Dominique assim que Harry saiu.
- O que você quis dizer com isso? – disse Andrew se levantando.
- Como é que posso me divertir com você aqui – também ficou de pé a loira – Podia ser qualquer um, menos você.
- Vocês podem parar com isso! – disse Victoire – É quase natal, vocês podem se ignorarem, em vez de brigar?
"Obrigada Victoire, pela primeira vez em muito tempo você fez algo bom para mim" pensou a irmã, que havia concordado com a sugestão de trégua. Apesar do acordo todos na sala ficaram quietos, mas o silêncio foi quebrado quando Rose, a filha mais velha de Ron e Hermione sentou do lado do convidado e se apresentou.
- Eu sou Rose – apertou a mão do garoto – não ligue para os meus primos, as vezes são muito imaturos.
- É o que parece. – disse Andrew.
- Você quer jogar xadrez de bruxo duplo? – perguntou a ruiva – vou jogar com meu irmão Hugo e com minha prima Lilly, está faltando um jogador.
Andrew se levantou e saiu com Rose, por incrível que pareça, Dominique ficou com um pouco de ciúmes do fato de sua priminha poder passar mais tempo com o rapaz, do que ela poderia.
- Acho que essa menina vai dar muito trabalho ao tio Ron. – disse Roxainne.
- Como assim? – perguntou Victoire para a prima.
- Vocês sabem, não é? Ron é o Weasley mais preconceituoso com relação a Sonserina. – falou a mulata – Ele não vai gostar de saber que McCoy é Sonserino e que sua filha ficou amiguinha dele.
- Acho melhor não comentarmos nada sobre a casa dele então. – disse Lucy – Se não, pode dar problema para Rose.
Dominique estava voando em pensamentos saiu do transe quando Victoire a cutucou oferecendo-lhe os tradicionais biscoitos da vovó Molly, que eram de abobora recheado com chocolate, os biscoitos favoritos dos Weasley.
À noite, a loira não conseguia dormir, sabendo que o namorado estava a dois andares abaixo dela. Já eram quase três horas da manhã quando a menina se sentou na cama para beber a água que estava no criado mudo. De repente, um barulho na janela a fez levantar, "o que diabos está acontecendo?", quando Dominique foi ver, era Andrew jogando bolas de neve em sua janela.
A Weasley fez um sinal com as mãos para o rapaz esperar, ela colocou uma roupa mais quente e desceu silenciosamente para encontrar o namorado. A loira, ao chegar nos jardins cobertos de neve da Toca pulou em cima de McCoy, derrubando-o no chão branquinho e gelado.
- Não sabia que os Potter também eram seus parentes – disse Andrew – vai ser o meu natal mais feliz em dez anos.
- Como se passar com sua família também não fosse bom – brincou a menina beijando-o, mas o rapaz pareceu não ter gostado, e separou seus rostos rapidamente.
- Não é legal, já te falei isso – falou McCoy sério.
- Fala sério Andrew – disse a Weasley – por mais que as famílias sejam estranhas e briguem as vezes, o natal nunca é ruim.
- Você só fala isso porque não conhece a minha – falou mais agressivamente o rapaz.
- Fala direito comigo, seu grosso – também falou agressivamente a menina.
- Se você parar de se intrometer na minha vida familiar – disse McCoy.
- Se eu soubesse que a gente se encontraria para discutir, eu não teria descido. – a Weasley começou a andar em direção a entrada da Toca. Entretanto, Andrew a pegou e colocou sobre seu ombro e levou-a em direção aos carros que estavam estacionados na garagem de céu aberto.
- Me solta! – falou Dominique se debatendo. O namorado a colocou na caçamba de uma picape e subiu em seguida, se juntando a Weasley.
- De quem é esse carro? – perguntou Andrew deitando-se ao lado da menina e olhando para o céu sobre eles.
- É o carro do meu padrinho, George – falou a menina se acalmando depois da briga que tiveram e que sumira do nada – Às vezes acho que você é bipolar.
- É porque eu te acho muito linda brava, não consigo ficar irritado com você – disse o rapaz beijando a bochecha vermelha da namorada, por causa do frio – Quanto tempo temos até a sua família acordar?
- Até o Sol nascer – disse Dominique batendo o queixo. McCoy tirou seu casaco e cobriu a namorada, que o abraçou.
- Andrew, que dia é a lua cheia? - perguntou a Weasley.
- Daqui a dois dias, na noite de natal – falou o Sonserino – por que?
- Nada não, só para eu me preparar para tentar controlar meus sentimentos, sem entregar nosso relacionamento. – respondeu a menina com outra coisa em mente.
