Capitulo 11
Eu corri o maximo que eu consegui, correr geralmente me acalmava, sentir o vento frio bater no meu rosto, espalhando os meus cabelos, mas não hoje, hoje correr so me deixava mais nervosa, quanto mais eu corria, mais ansiosa eu ficava.
Parecia que eu estava em um daqueles sonhos terríveis, e eu não conseguia fazer os meus pés se moverem com a rapidez necessária, eu sabia o que eu tinha que fazer, a minha presença estava colocando as pessoas que eu amava em perigo, eu tinha que fazer alguma coisa, uma chuva fina começou a cair, isso não me surpreendeu, eu estava em Forks não estava ? Eu enfim cheguei em casa; não senti nenhum cheiro diferente, então entrei. Devia estar fazendo uns 9º C e agora estava chovendo muito. Eu corri para o meu quarto e peguei a primeira roupa que era de frio que eu encontrei, eu não sentia frio, mas ficaria meio estranho se eu chegasse na escola de camiseta e bermuda.
Eu peguei meu carro e fui para escola, andando o mais devagar para possível.
Eu caminhei lenta e cuidadosamente em direção a secretaria para pegar minha caderneta, quando vi, eram três, e estavam acompanhados por mais dois, eles estava a leste da escola, bem onde o bosque invadia o estacionamento, eu não consegui desviar meus olhos, eles eram lindo, lindos demais ate para vampiros, um era bem alto, loiro, com cabelos rebeldes e encaracolados, ele estava com uma postura propositalmente descontraída, o outro era moreno, baixinho, com o cabelo cortado em forma de cuia, algo em seus traços o faziam parecer um índio muito pálido, uma das mulheres, tinha o cabelo ruivo, o nariz pequeno, e algumas sardas pelo rosto, ela era alta e esguia, e tinha as sobrancelhas delicadas muito arqueadas, a outra, era loira, aquele tipo de loira que fazia um cara que preferia morenas mudar de opinião, ela era alta, aquele tipo de mulher que as pessoas vêem na televisão, os cabelos eram levemente ondulados, eu desviei o olhar dela e olhei para o ultimo, ele era baixo, menos forte que os outros, tinha os cabelos grisalhos, mas nenhum sinal de rugas no rosto, os cabelos eram ligeiramente atrapalhados, e o suéter estava um pouco levantado no antebraço, eu pude ver, mesmo de longe, uma cicatriz em forma de meia lua; eu tirei os olhos de sua cicatriz e olhei em seus olhos, todos eles tinham um ar arrogante, e eu soube, naquele momento, que tanto eu quanto os Cullens, corríamos um perigo mortal, porque Leon, não estava sozinho, ele nunca esteve, e algo na maneira como ele me olhava, me fazia acreditar que os vampiros que estavam com ele, tinham grandes poderes.
Eu nem percebi a senhora Shaw me chamando, peguei minha caderneta, coloquei a no bolso e fui caminhando na direção que o bosque invadia o estacionamento, caminhando na direção de Leon. Eu já estava a menos de dois metros deles quando ouvi uma voz rouca falar.
- Wendy...
Assim que ele acabou de pronunciar este nome, eu me senti diminuindo o passo, eu não sei o que aconteceu, mas eu me senti deslizar pela terra molhada, eu pude sentir o musgo em minha mão, e minha cabeça foi ficando pesada, eu mergulhei em um mar negro, uma mar que a muito tempo eu já não mergulhava, no mar da inconsciência.
Estava tudo tão escuro, era verde por todo lado, eu sabia, uma luz se acendeu no horizonte a uns trinta metros de distancia de mim, eu corri ate a luz, mas não havia nada, eu me concentrei e ouvi vozes. Uma voz infantil, uma voz doce e meiga, uma garotinha, de uns seis anos chegou correndo ate mim, ela tinha cabelos cor de cobre, a pele muito branca e olhos cor chocolate, eu me perdi naqueles olhos cor chocolate, eu estava vendo os meus olhos chocolate na garotinha, ela pegou em minha mão e me puxou, em uma clara ordem, abaixe – se, ela queria dizer, mas ela não disse nada, eu me abaixei, e ela sussurrou em meu ouvido:
- Mamãe, eu te amo.
Um homem de aparência de dezessete anos, extremamente branco, de olhos cor de topázio, vinha andando bem devagar pela terra, seus pés nem pareciam tocar o chão, ele sorria, para mim ou para a garota eu não sabia, ela se abaixou perto de mim e deu um beijo suave na nuca, a sua semelhança com a garota era evidente, ele era o pai, sem duvida.
- Reneesme !- Chamou outra voz, uma voz conhecida, o que Jacob estava fazendo no meu sonho?- Reneesme Elizabeth Carlie Cullen ! Cadê você ?
- Estamos aqui! Gritou Edward, a desaprovação evidente em sua linda voz.
Eu não pude deixar de sorrir, mesmo em meu sonho, Edward não gostava de Jacob.
Edward me abraçou, e seus braços me apertaram, mas a pressão começou a aumentar, e ela foi ficando desconfortável, insuportável, eu não conseguia aguentar eu tique que gritar, ele estava me machucando. Uma mão apertava minha barriga, mas ela de repente sumiu, eu senti seus braços passarem por debaixo de meus joelhos e atrás da minhas costas, me pegando, eu o senti correr, minha filha, eu queria gritar, ele deixou minha filha para trás, ele deixou nossa filha para trás !
- Eu não sei o que aconteceu Carlisle ! – Edward gritou
Eu estava conseguindo sentir meus pés e mãos agora, eu estava conseguindo sentir o ar, a a água, a água que escorria nos meus cabelos, eu sentia o cheiro do musgo no meu jeans, eu consegui sentir meus olhos, e os abri.
Sete vampiros olhavam assustados para mim. Eu tentei me sentar e fiquei feliz ao descobrir que conseguia.
"O que aconteceu" perguntei
"Nos ainda não sabemos" Carlisle respondeu pesadamente
Meus olhos automaticamente procuraram Edward. Eu não sei bem ao certo porque, mas eu abri meus braços em um pedido me olhou por meio segundo antes de caminhar na minha direção, ele me abraçou, e todos os outros Cullens se entreolharam, Alice estava quase quicando no chão, e começou a colocar todos para fora do gabinete de Carlisle.
Nós não fizemos nada alem de nos abraçar, não sei bem por quanto tempo ficamos ali, acho q ele, tanto quanto eu, ou mais talvez, tinha medo de se mexer e despertar de um sonho bom, eu não disse nada, mais eu soube, naquele momento, que eu precisava dele, e a cada vez que eu fechava os olhos, a imagem que eu via, me fazia querer não abri – los nunca mais, a garotinha de cabelos cobre, e seu pai, atormentavam minha mente, mais pelo fato de isso não ser possível, nunca eu poderia ter uma filha, nem Edward tampouco.
O dia clareou, eu percebi, ouvi vozes vindas do fundo do corredor, Alice, discutindo com Esme, se devia ou não nos incomodar.
"Acho que esta na hora da escola" – eu sussurrei
"Nos não precisamos ir"
"Precisamos sim"
Ele riu e me largou, mesmo que receoso, seus braços marmóreos me faziam uma grande falta.
"Bella, a gente passa na sua casa antes de ir para a escola, você sabe, para você trocar de roupa"
Eu desci os olhos para minha roupa e percebi que ela estava totalmente amassada.
"É, seria bom"
Nós descemos até a garagem e pegamos um holden commodore, prata, o mais discreto, com certeza pertencia a Edward, ele e sua mania de se misturar...
O carro corria mais do que eu achava ser capaz nessas ruas molhadas, nós estávamos de mãos dadas, e chegamos em casa rápido demais.
Eu abri a porta e dei passagem a Edward, ele passou e se sentou no sofá.
"Va se trocar, eu espero aqui"
Eu comecei a subir as escadas, quando ouvi ele se levantando, tinha ido olhar as fotos, eu tinha certeza, eu coloquei as nossas fotos em um porta-retrato.
Eu abri a porta do meu quarto e entrei no closet, peguei uma blusa vermelha, um casaco preto e um jeans simples, arrumei meu cabelo, e passei um pouco de maquiagem, bem discreto.
Desci as escadas, e encontrei Edward olhando com carinho, a foto que tiramos a cinqüenta anos atrás.
"Vamos ?"perguntei
"Vamos" Ele suspirou
Ele olhou para mim, com um olhar interrogativo, e eu desci meus olhos, para ver seu eu não tinha esquecido nada importante, como minhas calças.
Ele se aproximou, pegou meu rosto delicadamente com as mãos marmóreas e me beijou.
Eu o amava, com cada parte do meu gelado e impenetrável corpo.
E eu não deixaria Leon machuca-lo, nem que eu tivesse, que protege-lo com a minha própria existência.
Nós entramos no carro, em silencio, e assim permanecemos, ate chegar mos a já estava prestes a sair do carro, quando ele me abraçou e disse, baixinho em meu ouvido
"Eu não sei viver sem você"
"que bom que percebeu"
"Eu deixei de viver quando te abandonei Bella, eu nunca soube viver sem você, eu deixei de viver um dia de cada vez, lutava para suportar um único minuto, lutava contra mim mesmo, tudo o que eu mais queria era vir ate aqui e cair de joelhos, implorar para você me perdoar e..."
Eu o fiz parar de falar, com um beijo.
"Não fale nada, esqueça isso, eu estou quase completa agora" Eu dei um sorisso tímido e ele entendeu o que quis dizer com o quase, ele enrijeceu imediatamente, e eu me arrependi de ter falado, mas ele não comentou nada, desceu do carro e abriu minha porta.
Ele colocou o seu braço sobre os meus ombros e eu enrosquei o meu braço na sua cintura, e seguimos em frente, para tudo o que nos espera, e tudo o que nós enfrentaremos, mas enfrentaremos juntos.
Desculpem pela demora =/
Pessoal, meu nome mudou para Cruela Devil =)
sabem porque ?
Eu vou adiantare so um pedacinho do proximo capitulo{que ta irado } pra vocês
olha ai
Capitulo 12
(...)O vento soprou frio do leste, eu tinha que fazer isso , por mais que doesse, eu não podia ve los morrer, e o perigo, estava cada vez mais proximo.
O mal não da tregua, o mal não para.
eu tinha que salva los
Eu morreria, mas eles não morreriam comigo.
Era doloroso pensar em um mundo se Edward, mesmo que eu nao existisse, ele tinha que existir. Porque eu não morrerria completamente enquanto ele existisse.
O sol começou a nascer, e eu entrei na floresta, para o fim de tudo.
Gente, o capitulo 12 NÃO é o ultimo!
Deixem rewiews, o proximo capitulo ja ta quase pronto, eu posto ele no meio dessa semana.
=)
Beijos
