Como prometido, aqui começa o nosso drama... (nosso não, o deles)

Amy queria ter dormido bem, mas não foi isso que aconteceu. Seu sono foi leve e ela acordou e dormiu várias vezes durante a noite, pensando e repensando em tudo que tinha acontecido durante o dia.

Às 9:00 horas da manhã, quando viu que não iria conseguir mais dormir, levantou-se da cama e foi tomar um banho para despertar do sono que ainda não havia saído dela, muito embora ela já tivesse saído dele a muito tempo. Antes ela abriu as janelas, olhado para fora. O céu estava nublada e uma chuva fina caia do céu, preguiçosa, como tudo lá fora e lá dentro. Ela deu um longo bocejo. Será que a Inglaterra era sempre assim, triste e sombria? Parecia que sim.

Havia acontecido outra coisa que Amy pensava ser impossível. Aquele clima tinha deixado ela mais triste e faziam ela pensar em coisas ruins. A impressão que a Inglaterra tinha deixado nela não eram das melhores...

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Ian passara a noite pensando em Amy. Se ela pudesse ver o que ele sente nunca duvidaria dele. Se ela pudesse... mas não podia.

Como ela era incrível! E ela nem sabia disso. Seus olhos, seu cabelo, seu sorriso. Ian acordou para a realidade. Desceu as escadas para o café da manhã, mas antes, telefonou para uma das melhores cafeterias da cidade e pediu um chocolate quente, algumas frutas e uns biscoitinhos amanteigados, tudo para Amy.

Depois foi até a penteadeira e abriu a gaveta, tirando de lá uma caixinha de veludo preta. Abriu para ver se o conteúdo ainda se encontrava ali. Sim, lá estava. Tinha se esquecido de como era bonito. Guardou no bolso da calça e desceu para o café.

-xXx-

Amy estava terminando o banho quando ouviu batidas na porta. "Só pode ser a Andy trazendo meu café da manhã" ela pensou enquanto seu estômago reclamava de fome.

– Pode entrar Andy. A porta está aberta. Se puder esperar um pouquinho, queria falar com você – ela disse ansiosa para ter uma conversa com Andy.

-xXx-

Ian entrou. O quarto estava arejado e, apesar das janelas estarem completamente abertas, pouca luz entrava no recinto. As cortinas rosas estavam presas e tremulavam enquanto o ar natural litorâneo inglês entrava por um vento gélido. A cama já estava arrumada. Alguns livros jaziam abertos na escrivaninha junto com o notebook. E um cheiro diferente pairava no ar. O cheiro de Amy...

Era difícil de explicar o que ele estava sentindo, mas dizem que, quando se está apaixonado você sente, ouve e vê seu amor em todos os lugares. Contudo, Ian podia mesmo sentir o cheiro dela. Não era doce nem cítrico, amadeirado ou oriental, mas era fresco e delicado, leve e aprazível, como uma flor que acaba de desabrochar ou como uma brisa refrescante em um dia de calor abrasador.

Então a porta do banheiro se abriu e ele viu sair de lá Amy. Seus cabelos avermelhados estavam molhados. Ian riu. Não foi um riso zombeteiro ou malandro, mas foi um riso bobo, um riso de quem ama, afinal quem lavaria a cabeça e deixaria os cabelos molhados no frio úmido da Inglaterra?

Ele deu um passo na sua direção com o intuito de a tomar em seus braços e se crucificar neles, mas lembrou-se de tudo...

Ao ver Ian, porém, ela parou, estática, como se tivessem a atingido com um poderoso dardo tranqulizante.

– Amy, eu trouxe seu café da manhã – ele disse com um sorriso que tomava seu rosto inteiro.

Então? O que acharam?

O que Amy vai fazer?

Será que Ian vai dizer o que realmente sente?

Será que eles vão, enfim, se entender?

Não percam o próximo capítulo de "Viagem ao passado"...