Capitulo XI
- Muito bem, Potter. – Moody falou. – Meus cumprimentos, e estão dispensados.
O QUÊ?
- E o Comensalzinho? – McKinnon perguntou.
- Não se preocupem. Minha equipe cuidará disso.
- Mas nós... – eu comecei, mas Moody logo interrompeu.
- Você é difícil de agradar, garoto. O expediente de vocês já acabou faz... – olhou no relógio – muito tempo. E uma mulher passou aqui, louca da vida, procurando por você.
Merda! A Cindy.
Saímos todos da sala do Moody.
- Então, gente, nós vamos sair pra comemorar, certo? – Anny disse, animada – Tem um pub bem legal, aqui perto.
Houve um murmúrio geral em concordância.
- Olha, galera, vocês foram muito bem hoje... Divirtam-se lá, mas eu não posso ir. – falei, com pesar – Marquei um jantar com a Cindy, e já estou tipo umas três horas atrasado. Ela me mata se souber que eu não apareci porque foi pro bar com os amigos.
- Ixxx... Nosso amigo aqui já é PM da patroa, 'tão vendo?
- Então é a patricinha quem manda, heim?
- Pau-mandado! Pau-mandado!
Todos eles fizeram brincadeiras nesse estilo, menos... Sirius, que foi mais sutil, e mais letal, ao mesmo tempo.
- Éééé, Pontinhas, pelo visto virou animal doméstico de novo... – ele disse, com um sorrisinho irritante – Achei que só existisse uma pessoa, no mundo, capaz de te colocar uma coleira...
Lily Evans acabou entendendo o comentário, e direcionou um olhar espantado para Sirius. Que olhos magníficos...
- Ainda existe só uma pessoa, no mundo, capaz de me colocar uma coleira. – falei, sem olhar para ela. – Valeu galera, já vou indo. A gente se fala.
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Cheguei em casa, falei com Cindy pela lareira, e a gente fechou o pau. Fiquei de tomar um banho e passar lá, pra gente conversar.
Me arrumei rapidamente, e desaparatei. Bati na porta, e, depois de um tempo, ela apareceu, soltando fogo pelas ventas.
- Ora, se não é o Sr. Pontual!
- Sinto muito, Cindy. Eu estava trabalhando.
- Ah, garanto que aquela sua ex-namorada cenoura ambulante devia estar lá, também. – ela gritou.
- Será que a gente pode conversar aí dentro? – pedi, ao ver a velhinha do 102 pôr a cabeça para fora de casa – Você vai acabar acordando o prédio inteiro.
- Que bom, porque eu quero que todo mundo saiba que VOCÊ É UM IDIOTA! – Cindy gritou ainda mais alto, fazendo mais cabeças aparecerem pelo corredor. Ela continuou protestando, mas eu a guiei para dentro, e fechei a porta.
- Cindy, pelo amor de Merlin, eu estava trabalhando! Você tem horário fixo; eu não.
- Ah, claro! – ela riu – Porque eu sou uma reles colunista de jornal, não tão importante quanto um renomado Auror, não é?
- Eu não disse...
- Quem mais estava lá? – ela me cortou.
- Ah, sei lá, todo mundo... Sirius, Anya, Frank...
- ... E a ruiva.
- E... A Lily, sim.
Cindy me deu as costas, e ficou olhando pela janela. Quando se voltou, ela tinha lágrimas nos olhos.
- Cindy, querida, não...
- Eu não gosto de vocês dois juntos! Por que você tem que ficar correndo atrás dela o tempo todo?
Aquilo me deixou um pouco irritado. Ela estava fazendo toda uma cena por absolutamente nada. O que eu podia fazer, afinal, se...
- Nós trabalhamos juntos! Só isso.
- Garanto que, se ela tivesse te chamado pra sair, você nem ia se lembrar de me dar satisfações, porque corre atrás dela feito um cachorrinho! Daqueles bem burros, ainda, que não se cansa de levar patada e não larga do pé do dono.
Ok, agora ela me deixou mais que "um pouco irritado". Onde está a moça meiguinha que minha mãe falou?
- Você é louca, Cindy. – eu falei, e ela deu uma gargalhada desdenhosa – Sério. Você tem problemas, só pode ser.
- Louca só por que eu cuido do que é meu? – ela disparou – Eu sei das vadias que te perseguem, James.
- Rhá, essa é boa. – passei a mão pelos cabelos – Você precisa procurar ajuda, Cindy. Isso é doença, sabia?
Ela começou a chorar mais ainda, me deixando sem reação.
- Eu sei que você ainda gosta dela! – Cindy disse, entre tantos soluços – Juro que estou tentando, mas não posso fazer nada quanto a isso.
Não discordei, mas também não acenti. Apenas fiquei parado, encarando-a, sem dizer nada.
- Ela vai acabar conseguindo roubar você de mim, não vai? – ela perguntou, com os olhos azuis rasos d'água.
De novo, não respondi, e fui andando até a porta.
- Você está muito alterada, Cindy. Me procure quando estiver mais calma. – falei, e aparatei de volta pra casa.
Cheguei à conclusão de que eu estou ficando cansado desse assunto. É sempre a mesma coisa, ceninhas ridículas por coisas que não têm nada a ver. Não foi a primeira vez, mas, sim, a mais escandalosa. Eu não posso evitar a Lily só porque ela quer. Trabalhamos juntos, nem mesmo se eu quisesse poderia ficar sem vê-la.
Peguei uma cerveja, deitei no sofá, e liguei a Televisão. Anthony veio, dengoso, e se enroscou todo, tornando-se uma bolinha de pêlos sobre a minha barriga. Dei um gole na cerveja.
- Você tem sorte em ser um gato, cara. Vida de gente é tão difícil... – falei, coçando sua orelha.
Ele deu uns miados, me encarando.
- Ah, mas você gosta de dormir, não gosta? E a sua comida nem é tão ruim assim; eu gasto uma fortuna nela! Mas o melhor da sua vida é não ter mulheres loucas lhe infernizando a vida.
Ele miou de novo, e se esticou todo. Bebi um pouco mais da minha cerveja.
- Eu sei que você sente falta dela, mas estou falando da Cindy. Ela, sim, me enche o saco.
Anthony ronronou, e desceu de cima de mim.
- Você não pode falar assim, nem a conhece! E não me deixe falando sozinho!
Merda. Discutindo com um gato, a que ponto cheguei? E o pior de tudo é que nem ele está me dando bola...
Acho melhor eu ir dormir, mesmo.
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No dia seguinte, Cindy apareceu em casa, depois do trabalho, com uma cara horrível. Disse que nem conseguiu dormir, pediu desculpas, chorou um monte, e praticamente implorou pra voltar. Jurou que seria diferente, e eu acabei aceitando, mesmo tendo completa certeza de que não dava pra acreditar.
E, como previsto, a semana seguinte foi um "termina-volta" sem fim. Qualquer coisa era motivo para escândalos cada vez maiores, e eu não podia nem lembrar de nada do trabalho que ela já ficava histérica. Até que, no sábado, ela terminou comigo.
Assim, do nada. Depois de chorar feito uma torneira ambulante por uma semana inteira!
Vai entender as mulheres...
- E o que você vai fazer, agora? – Remus perguntou, quando o encontrei no Caldeirão Furado, logo após o rompimento.
- O que eu vou fazer agora? Nada, ué. – respondi. – Perdi duas namoradas em exatamente um mês; agora eu só quero é me divertir: vai ser uma hoje, amanhã outra, e depois outra, e depois outra...
Ele me analisou de cima a baixo, por um tempo, pensativo.
- Você ainda gosta da Lily. – concluiu, finalmente.
- Eu ainda... Bebeu, foi? Eu já estou em outraS, Aluado. Lily Evans não me representa mais nada.
Remus me analisou mais uma vez, desconfiado.
- Não colou, né? – arrisquei, sorrindo amarelo.
Ele riu, e negou com a cabeça. Sirius chegou, animado.
- Então, qual o motivo da comemoração, meus caros amigos? – perguntou, logo após pedir um firewhisky para nos acompanhar. – Se estamos bebendo whisky, é porque a coisa é boa.
- Não é propriamente uma comemoração, Almofadinhas.
- Como não, Aluado? Acabou a ditadura Weiss, meu companheiro! – nós o olhamos, espantados. – O quê? Mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer, eu já sabia desde o primeiro piti da patricinha. – Sirius me deu uma "gravata", despenteando meu cabelo – Nosso querido Pontinhas está livre novamente!
Queria entender o porquê de tanto carinho. Isso definitivamente não está me cheirando bem.
- Você quer alguma coisa, Sirius? – disparei – Pensei que estivesse me evitando, nos últimos tempos...
- Ele cansou de "caçar" sozinho, provavelmente. – Remus disse, rindo, e Sirius pareceu ofendido.
- Não seja grosseiro, Lupin. Isso agora é passado. – ele se voltou para mim, e piscou um olho – É que, naturalmente, você vai precisar de companhia, certo? – sorriu.
Sabia que aí tinha!
- Não disse? – Remus sussurrou.
- E você pode começar... Agora. – Sirius disse, com os olhos brilhando. – Vê aquela morena, de preto, ali no bar? Ela saiu daquela mesa cheia de gatas, à esquerda. E elas parecem tão sozinhas, não?
Aproveitei a deixa, e fui atrás da morena, recostada no balcão.
- Oi, sabia que você é... Brooke?
Ela me olhou de cima a baixo, ajeitando os cabelos.
- Sim, James, esse é o meu nome. Eu sei, obrigada. – sorriu – Mas me admira que você ainda se lembre...
- Claro que eu me lembro! – sorri, também. – Mas eu ia dizer "linda".
- Oh, então essa é a sua super cantada mega infalível?
- Depende. Funcionaria com você? – perguntei, apoiando um dos braços no balcão, galante. Ela gargalhou gostosamente.
- Com certeza.
Ahhhh muleque!
- Então... – preparei meu melhor sorriso – Eu e meus amigos – apontei para trás de mim – gostaríamos de saber se você não quer se juntar a nós, com suas amigas, para um ou dois drinks.
Brooke me analisou por um tempo, pensativa, depois me levou pela mão até a mesa que ela dividia com mais três mulheres.
- Houve uma pequena mudança de planos. – ela disse às outras – Meninas, este é James Potter. – depois virou-se para mim – James, estas são Sarah e Elisabeth. Reconhece minha irmã, Julie, não?
- Claro. – respondi, cumprimentando-as uma por uma, cortesmente, como manda a boa educação inglesa. – Muito prazer, senhoritas. – sorri – Bom revê-la, Srta. Simons.
A moça estreitou os olhos azuis, mas sorriu.
- Se minha irmã é Brooke, eu sou Julie, James. Aliás, falando em rever: você ficou com alguma seqüela? – Julie perguntou, risonha.
- Não, não. Para a sorte de Anya. – ela riu de novo.
- O papo 'tá bom, mas isso aqui não é noitada de camelo – Brooke cortou – E este cavalheiro, aqui, convidou-nos para uns drinks, em sua elegante companhia, e de seus amigos.
Elas conversaram ligeiramente entre si, e concordaram. Fomos até a mesa ocupada por Sirius e Remus. O primeiro sorria abertamente, enquanto o outro parecia um pouco desconfortável.
Feitas as apresentações, Julie, já muito bem acomodada ao lado de Sirius, fez uma observação curiosa.
- Você está se sentindo bem, Lupin? Parece um tanto pálido...
Ele se engasgou com a bebida, e teve um violento ataque de tosse.
Amanhã é lua cheia! Como eu pude esquecer?
- Remus só está um pouco cansado. – Sirius logo respondeu – Ele quer ser professor, e tem se dedicado tanto aos estudos que, às vezes, esquece até de comer...
- Jura? – Sarah sorriu maliciosamente – Que matéria? Professores são tão sexy...
- Bem... – Remus pigarreou, muito constrangido – Defesa Contras as Artes das Trevas.
- Hmmm... Ótima escolha, Lupin. – Brooke piscou – Então, o que vamos beber?
- Estamos no firewhisky, por enquanto... – Sirius disse – Vocês nos acompanham?
As moças aceitaram, naquela rodada e nas seguintes. Ficamos ali, bebendo, até Tom vir expulsar a gente, sob o pretexto de arrumar tudo para um evento importante na manhã seguinte, ou algo assim.
Mas a noite é uma criança, já dizia... Bem, alguém já deve ter dito isso.
- O que vocês acham de continuarmos a festa na minha casa? – ofereci, já meio bêbado, e todos concordaram. Menos Remus.
- Não, obrigado. – ele disse, se despedindo – Já está muito tarde, e Kate vai ficar uma fera se descobrir.
- Ah, você é casado? – Sarah perguntou, trocando um olhar desanimado com Elisabeth.
- Ainda não... – ele respondeu, mostrando a aliança na mão direita.
- Noivo? Que pena... – as duas murmuraram, com pesar.
- Durma bastante, então, Lupin. – Julie sorriu, bondosamente. – Falo isso como medibruxa; e você parece abatido...
- Isso aí, Aluado. Boa noite! – Acho que Sirius não pega ninguém desde... Hm... A Bella; porque ele parece bem desesperado, sabe? Puxou a Julie pelo braço e desapareceu, em dois tempos.
- Tem certeza, Aluado? – perguntei, na dúvida.
- Ééé, Remus... Vai ser tão divertido... – Elisabeth falou, e Sarah concordou.
- Tenho sim, obrigado. – ele respondeu – Nos vemos amanhã?
- Claro. – respondi, e acompanhei as moças à minha casa, enquanto ele ia na direção oposta.
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Hmmm... É tão bom não sentir ressaca sabe? Beber todas, e não aparentar ter sido atropelado por um trem no dia seguinte. Remédio milagroso, de fato.
Rapidamente, vários flashes da noite anterior surgiram na minha mente: o rompimento com Cindy, muito firewhisky, Brooke Simons e as amigas...
Brooke.
Sorri, e abri os olhos lentamente, para divisar aqueles cabelos long... Curtos? E... Azuis?
Julie!
- Julie. Julie, acorda! – chamei, sacudindo-a. – O que você 'tá fazendo aqui? Não era pra...
- Oi...? Ah, bom dia! – ela se espreguiçou. – Dormiu bem?
Ah. Meu. Deus.
- Julie! – estalei os dedos várias vezes, fazendo-a prestar atenção em mim – Esse é o meu quarto, Julie. O que você 'tá fazendo no meu quarto?
- Ah – ela pareceu se lembrar, e bufou – Eu estava na cozinha com o Sirius, mas ele não se "empolgou" muito, sabe? – riu, maliciosa – Aí eu vim ver se vocês queriam companhia, ou algo assim...
- Companhia? – onde eu fui me meter, Merlin do céu?
- Mas eu cheguei aqui, e encontrei a Brooke vomitando no banheiro, e você capotado na cama. – ufa, pelo menos isso né. oO. Julie pareceu pensar – Eu não podia ir pra sala, já que Sarah e Beth estavam lá, e elas têm umas tendências estranhas, então possivelmente faziam algo que eu não quero nem imaginar... E a sua cama estava tão confortável e quentinha, que eu acabei ficando por aqui mesmo...
- Ah, ok. Eu não... Brooke! – fui correndo até o banheiro, e a encontrei dormindo sentada, com a cabeça apoiada no vaso.
Deu um certo trabalho leva-la até a cama, e ela se quer abriu os olhos. Saí do quarto, seguido por Julie, e fui dar uma olhada geral pelos cômodos.
Seria demais dizer que passou um furacão pela minha casa? Nah, acho que não.
Sirius estava jogado no tapete da sala, e as outras duas moças dividiam um dos sofás. Anthony não tenho nem idéia de onde possa estar. Tudo estava fora do lugar, ou quebrado. Espero que a festa realmente tenha valido a pena, pelo prejuízo que vai me dar.
- Gostaria de um café? – perguntei à única moça acordada, que observava a tudo com o cenho franzido.
- Claro. – ela me seguiu até a cozinha, e me pus a preparar o desjejum.
- É Lily Evans, não é? – Julie perguntou, depois de um tempo em que eu trabalhava em silêncio, apontando para um porta-retrato sobre o balcão. Na foto, datada de Hogwarts, Lily estava deitada no meu colo, e eu afagava seus cabelos rubros.
Apenas acenti com a cabeça, sem desviar a atenção do café que eu despejava na garrafa.
- Ela estava no Caldeirão Furado, ontem... – ela comentou, displicente.
Café, garrafa, bule, meu queixo... Foi tudo parar no chão, em fração de segundos.
- O quê?
- É, na mesa ao lado da nossa...Vai dizer que você não viu? – Julie riu, meneando a cabeça – Acho que você estava hipnotizado demais pelos "olhos" da minha irmã, pra ver qualquer coisa... Mas Evans nos mandava olhares mortais, a toda hora.
A Lily o quê? Não, impossível.
Relaxe, James... Fique frio. Não interessa se você estava na companhia de quatro belas mulheres de roupas bem curtas, certo? Lil... Evans não tem mais nenhuma ligação com você. Não se preocupe.
- Certo. – falei, tentando salvar o líquido contido no que restou da garrafa – Desculpe, ando meio desastrado, ultimamente. Aqui está o seu café...
- Obrigada. – ela sorriu, e olhou em volta. – Você tem um relógio por aqui?
Olhei as horas, e quase deixei os restos mortais da garrafa caírem, novamente. Quase quatro horas!
Céus! Remus já deve estar chegando.
O que eu vou fazer?
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N/A - E aí, povo, tudo bem com vocês? Não ficou grande coisa, mas tá aí... HAHAHAHHA
Muito obrigada pelas reviews, e desculpem a demora, mas essa facul tá me quebrando as pernas.. IAUHaiuhAOhaoHAIH
Beijos a todos xD
