Enfim, chega o momento de Goku comunicar que se divorciará de Chichi, tendo que enfrenta-la e os filhos, que estavam no lado dela...

Enquanto tudo parecia ruim...

Capítulo 12 - Vingança desprezível

Já de noite, naquele instante, Chichi e seus dois filhos encontravam-se na espaçosa sala, enquanto que não compreendiam o porque do pedido de Goku, embora os irmãos Son, principalmente o mais velho, desconfiassem do motivo.

Goku se adiantara e pedira na parte da tarde ao entrar em contato mental com Vegeta, que ele treinasse Pan na sala de gravidade dele, para que ela não se envolvesse na discussão, sendo que conseguira ouvir um "Hunf" do príncipe dos saiya-jins como resposta ao seu pedido, indicando que obtivera sucesso.

Enquanto isso, após retornarem de Kaishinsei, conforme o esperado por ele, Yuri anunciou que iria caçar em algum planeta com este sabendo que ela costumava demorar horas para retornar, acabando por não presenciar assim a provável discussão que iria rolar entre ele e Chichi, com seus filhos participando, o que não duvidava.

Então, de repente, o saiya-jin irrompe na sala graças ao seu Shukan Ido e os filhos dele perceberam que ele estava na forma normal, sem qualquer transformação e que olhava para todos seriamente.

Chichi se levanta e grita, conforme o esperado por este, que já havia se preparado, mentalmente, para lidar com a agressividade natural da terráquea e suas prováveis ofensas costumeiras, considerando que seria um derradeiro teste do autocontrole e que precisava perseverar, pois, não era como no passado:

- Sabe que horas são idiota?! Aonde você estava, imbecil?

Ele cerra os olhos e suspira, enquanto se concentrava em acalmar-se, pois, considerava que tinha lógica a pergunta, já que demorara, consideravelmente. O problema era o modo como ela formulara e a ofensa.

Então, reabre os olhos, fitando a terráquea com um semblante tão sério e com os olhos cerrados, que a fez titubear, pois nunca o vira assim, sendo o contrário do que esperava, enquanto que os irmãos se entreolhavam, ambos de pé, um pouco atrás da mãe.

- Me atrasei. Só isso... E o motivo para pedir essa espécie de reunião foi para falar que estou me divorciando de você, Chichi. Não podemos mais ficar juntos. Nunca nos amamos. Apenas me casei com você para cumprir a promessa feita quando criança, embora não sabia o que era, já que confundi com comida, ao contrário de você. É o melhor a fazermos, já que não há qualquer laço afetivo entre nós e o fato de me ofender, humilhar e me agredir verbalmente nesses anos todos, apenas desgastou algo que já estava em ruínas, nunca tendo estado consolidado para início de conversa, pois, descobri que se não há amor entre o casal, não há nada mais que os mantenha unidos. Nunca a amei e você em seu íntimo nunca me amou, pois acredito que foi uma espécie de obsessão sua. Agora, conheço o amor verdadeiro e inclusive puro, consigo diferenciar muito bem, percebendo então que nunca nós amamos. Era uma relação fadada a perecer, ainda mais quando eu descobrisse o que era o verdadeiro amor, como de fato aconteceu - fala em um tom sério e de forma direta, olhando-a seriamente.

A terráquea fica em choque, sentindo que a terra abaixo de seus pés sumia, enquanto que caíra de bunda no sofá com Goten apertando os ombros da genitora e murmurando palavras de consolo, tentando conforta-la, enquanto que Gohan olhava da mãe para o pai, cerrando os dentes e abrindo a boca para falar algo, quando Goku percebe e ergue a mão, fitando-o e o avisando:

- Não ouse... Acredito que sei o que vai falar. Entendo a raiva de vocês dois, mas, não permitirei tal ofensa... Entenderam? Já basta mais cedo, quando estávamos no Tengoku, sendo mais de uma vez, inclusive... Sabem como fico quando vocês agridem a Yuri.

Gohan cerra os punhos, enquanto xingava, mentalmente, a in-ookami de tudo que era nome, amaldiçoando-a pelo fim do casamento de seus pais, desejando trucida-la, sabendo que não podia, pois, mesmo usando todos os seus poderes, o poder dela era ainda maior, além de que, percebera que muitos a adoravam, inclusive seres de alto status no outro mundo, o que geraria consequências que não achava interessante suscitar.

Pelo menos a caçaria, apenas para falar algumas verdades para ela, assim que a mesma chegasse a Terra, pois, sentiria pelo ki quando a mesma voltasse de sua caçada.

Porém, escuta a voz de seu pai, irada, em um tom mortal e igualmente gélido, dentre rosnados ensurdecedores, sendo que esperava aquilo de Vegeta e não dele, fazendo-o arregalar os olhos, ainda mais ao sentir o ódio de seu genitor, que era tão denso que podia ser apalpado e que se espalhava por toda a sala, enquanto que Chichi torcia os punhos e cerra os dentes, sua ira se irradiando por todos os seus poros, porém, não sendo suficiente, frente a ira sem limites do saiya-jin, ignorando o ar opressor, uma vez que não estava focado nela, enquanto que os orbes intensamente negros de Goku irradiavam um ódio absurdo, propagando-o sobre eles, principalmente para o seu filho mais velho:

- Não ouse... Senti suas intenções para com ela e por isso, tomei a liberdade de ler a sua mente... Entenda, que mesmo sendo só ofensa, também terá outros problemas, além de mim... Sei que é inteligente. Inclusive, muito e, portanto, não irá fazer tal besteira... Entendido?

Falava em um tom extremamente mortal e coberto de ódio dentre os dentes, enquanto ele via o seu pai tremendo de nervoso por uma raiva contida, fazendo-o engolir em seco, ao perceber a face aterradora que o mesmo exibia, percebendo que o negro dos orbes parecia engolfa-lo em uma imensa ira contida, enquanto continuava sendo propagado no ambiente, rosnados guturais e igualmente ameaçadores.

Goku sabia que a ligação verdadeira que tinha com Yuri o fazia agir daquela maneira, exacerbando seus instintos para defendê-la, não só fisicamente, pois ouvira mentalmente o que Gohan planejara e as ofensas, conseguindo reprimir, até que bastante, do seu ódio, considerando a situação, ainda mais frente as ofensas que este pronunciou em pensamento e que foi o principal gatilho para o seu descontrole, permitindo que a ira irradiasse pelo seu ser.

Só esperava que não o forçassem demais, enquanto que após se acalmar, pelo menos um pouco, após alguns minutos, percebe que Goten estava anormalmente quieto, somente limitando-se a cerrar os dentes e a confortar a mãe, com este acreditando que a visão de um super saiya-jin 4 irado ainda o intimidava.

- Está me deixando por "aquilo"?! Aquela "coisa"?! Aquela vira-lata sarnenta "fura-saco"?! É isso que...!

Porém, enquanto bufava de raiva e gritava, disparando ofensas para a in-ookami, tendo se levantado do sofá, cerrando os punhos, ela de repente, silencia-se, e passa a transpirar de medo, sentindo suas pernas tremerem e o pavor absoluto e intenso se espalhar para todo o seu corpo, tomando-a de assalto, ao sentir a imensa áurea opressora de seu marido.

Uma áurea tão sufocante, densa e pesada, que nada mais era que a projeção de ki que vibrava na intensidade do ódio, para agravar ainda mais e que fora direcionada contra ela, que como não tinha qualquer treinamento, nesse aspecto, era como se sentisse pressionada contra paredes invisíveis, sufocando-a de uma forma anormalmente mortal, enquanto que vira que os orbes ônix dele, exibiam um brilho negro igualmente mortal, assim como tinha a sensação de ver a sombra de um monstro, lembrando um oozaru por detrás dos orbes dele, espreitando com os olhos vermelhos tal como seu desejo de sangue para saltar em cima dela, fazendo-a recuar e o pavor intenso aumentar absurdamente, fazendo-a enfim ceder e cair de joelhos, suando intensamente de pavor e inclusive molhando as calças, devido ao pavor incontrolável, enquanto os seus olhos se encontravam arregalados, além de ser incapaz de articular qualquer palavra no mínimo coerente, sendo uma visão apavorante, enquanto que os rosnados ensurdecedores e imensamente guturais, imersos em um ódio profundo e mortal, revibravam pela sala, tal como uma sinfonia aterrorizante ao extremo.

- Otou-san, pare!

Goten exclama desesperado, pois aquele ki absurdamente opressor que irradiava de seu genitor, o apavorava, imensamente, enquanto tentava rebater o ki deste com o dele, mostrando ser algo totalmente ineficaz, decidindo então concentra-lo em torno da genitora para tentar melhorar a situação dela, que tremia apavorada e que caíra de joelho, com as calças úmidas em absoluto choque.

Nisso, o mais novo fica aliviado ao olhar para Gohan e ver que o seu irmão projetava o seu Ki para empurrar o do pai, conseguindo, já que este não estava transformado e sendo graças ao poder místico que recebeu de Ro-KaiohShin, embora que o mestiço mais velho ficara surpreso com o novo nível que o genitor adquirira graças a nova transformação, além do advento da cauda, compreendendo a diferença da mesma em seus poderes, assim como em seus instintos.

Então, como se fosse despertado do intenso ódio do qual estivera submerso momentos antes, o saiya-jin cerra os olhos e torna a inspirar e expirar, enquanto empurrava seus instintos saiya-jins para o fundo de seu corpo, assim como o Oozaru interno que urrava e grunhia para se libertar, por completo, assim como reduzindo o seu ki, drasticamente, cessando a pressão exacerbada, tal como Gohan diminuíra o dele, acompanhando a repressão do ki de seu genitor com o seu, até que os níveis de ambos voltassem ao normal.

Após alguns minutos, como se enfim despertasse, com a terráquea sentindo raiva ao ver que molhara as calças, assim como uma imensa vergonha, consegue recuperar a voz, enquanto balbucia inconsolavelmente, com um pequeno vestígio de terror no corpo, ainda "fresco":

- Não acredito... Trocada por aquela...

Claro, que ainda estava consideravelmente em choque, lutando para assimilar a situação, até que Goku a corta, com a voz grossa e em um tom irritado, controlando-se ao máximo para que sua raiva não transbordasse, como outrora, embora estivesse sendo algo muito difícil, já que eles não estavam ajudando em nada, além de, inclusive, estava sendo agravada em muitos momentos, principalmente por Chichi.

Seus orbes irradiavam uma ira pura e violenta, enquanto lutava acirradamente para conter a ira que ameaça irromper na sua superfície e de quebra, o seu oozaru interior, fazendo-o gritar entre os dentes e punhos cerrados, tentando diminuir, sem sucesso, os rosnados ainda audíveis e que espalhavam calafrios pela espinha dos demais:

- Não ouse! Aliais, nenhum de vocês! - nisso, olha para os três, sendo que os filhos estão com raiva, torcendo os punhos.

- Okaa-san está certa... - Goten fala, enquanto confortava a mãe segurando firmemente nos ombros dela.

O saiya-jin cerra os olhos e se concentra para fazer os pêlos da cauda que estavam eriçados, se abaixarem, enquanto lutava arduamente pelo controle, falando em um tom sério, sem olhar para eles, decidindo desviar o assunto, uma vez que não tinham mais nada para falar um com o outro:

- Acredito que tenha que ir ao padre para pedir o fim do casamento... Irei amanhã. Apenas quis comunicar. Pode deixar que cuido da papelada.

Então, se refazendo, agora por completo, com a chikyuu-jin tremendo de raiva, ainda mais frente à vergonha de suas calças impregnadas com a sua urina, ergue-se, cerrando os punhos e gritando, com seu ódio se expandindo graças a sua raiva, embora mantivesse uma certa distância, consideravél, dele, enquanto que a mesma era alimentava pela imensa vergonha e sendo que a humilhação que sentia frente a ação de urinar tamanho o pavor experimentado outroramente, insuflava sua raiva ainda mais:

- Você não vai levar nada! Essa casa é a minha, assim como tudo aqui é meu! Pois, pertenceram ao meu pai! Como você nunca trabalhou, não foi comprado nada com o seu dinheiro, já que nunca o teve! Lutarei na justiça, se for preciso, para que não leve nada, mesmo que tenhamos nos casado com comunhão de bens!

Goku dá de ombros para irritação da terráquea e fala, sem se alterar, pois nada daquilo o importava, estranhando o fato de sua ex-esposa achar que ele se importava com tais coisas, fazendo-o arquear o cenho com visível confusão em sua face:

- Você deveria saber que nunca liguei para coisas materiais. Logo, não vou querer nada. Fique tudo com você. Além disso, é justo, já que pertenceram ao Rei Gyumao.

- As suas roupas fui eu que comprei, então, são minhas!

- À vontade. E antes que peça para que eu tire essa roupa, já aviso que foi feita por Piccolo graças aos seus poderes, sendo que é uma réplica da que usava. Fui avisado para fazer isso. Depois envio a roupa a você, pois acabei deixando-a no Tengoku. O que é certo é certo. Não me incomodo.

Chichi rosna de raiva, pois, de fato, tinha a intenção de manda-lo tirar a roupa e humilha-lo, ainda mais, mas, pelo visto o saiya-jin já se adiantara, desconfiando que alguém assim o orientou, pois, ele nunca pensaria em trocar de roupa por si mesmo, ao seu ver.

Sentia sua ira exacerbando-se por não conseguir "atingi-lo", como pretendia, inicialmente, para que sentisse o prazer da vingança, enquanto se revoltava, ainda mais consigo mesmo pela escolha errônea da abordagem, já que nunca se preocupou com tais coisas e, portanto, de fato, não desejaria nada físico, acabando pela mesma se esquecer desse aspecto, frente a sua raiva, enquanto decidira pensar em algo para que o atingisse:

- Vai ficar no relento! Pois, não vai entrar na casa! Eu o proíbo!

- Aceito. A casa é sua, como disse anteriormente e, portanto, você permite quem quer que entre. Longe de mim querer algo que nunca me pertenceu. É errado. Assim que acertamos tudo, não pisarei mais aqui. O Monte Paoz é enorme. Posso viver longe daqui. Além disso, não me importo se tenho um teto ou não embaixo da cabeça, não me incomodo de viver em uma caverna. Fiquei anos percorrendo o mundo, sem ter um teto quando era criança na minha jornada de treinamento ao redor do mundo.

- Você não se afeta com o que disse e quanto à comida? Hein? – pergunta com um sorriso vitorioso e igualmente maligno, colocando as duas mãos na cintura, enquanto se amaldiçoava por não ter pensado no aspecto do alimento.

- Sempre vivi do que caçava e pescava. Sempre apreciei a sua comida, isso não nego, mas, tenho bastante oferta de comida nas montanhas. O único problema é a casa que era do meu avô e que está lá fora, próximo da casa, agravando o fato de que não é uma cápsula HoiPoi. - ele fala, sentindo se acalmar, um pouco, conforme sentia aliviado perante o divórcio, não tendo mais que aguentar tais agressões verbais, as ofensas e as humilhações, inclusive públicas, que ela sempre fazia quando tinha chance.

- Azar o seu! Se vire quanto a isso! - Chichi exclama, sorrindo cruelmente e com intenso prazer nos olhos, ao vê-lo olhando na direção da casa do seu avô, lá fora, visivelmente entristecido, saboreando-se ao vê-lo triste com algo, conseguindo puni-lo de alguma maneira e sentindo um intenso prazer frente a isso.

Porém, seu sorriso se desfaz, fazendo-a arquear o cenho, quando vê que o mesmo relaxara e parecera ter uma ideia, comentando, em meio a um sorriso:

- Bem, vamos ter que invocar Shenron para saber o que ocorreu com os in-ookamis. Posso aproveitar e pedir para mudar a casa de...

- Não precisa fazer isso... Essas terras são suas. Não precisa deixar com ela, além de não ser justo. Afinal, foi passado a você como herdeiro de Gohan. Quem tem que mudar a casa, uma vez que ela é uma cápsula HoiPoi é Chichi-san. As terras são suas, por direito. Essa é a lei, quando se envolve terreno e uma casa em forma de cápsula, já que esta pode ser mudada, bastando encapsulá-la novamente.