Dias atuais
No convés do Colibri
- O que aconteceu? – Perguntou preocupado por ver seu amigo tão irritado.
- Não vou partir com você!
- Por quê?
- Minha filha, o pilantra com quem ela casou esta a maltratando! Não posso deixar isso acontecer, abrir mão de ficar com minha esposa e com ela para viverem bem, e agora esta apanhando de um nobre, a filha de um pirata sendo humilhada por um "almofadinha" empoado.
- Onde ela mora?
- Em Mermaid Island. De onde você veio. Certo?
- Certo. É a província a onde cresci! Você tem algum prazo para resolver essa situação?
- Um mês no máximo! Vou partir depois de amanhã, tem um navio que vai para lá e aceita passageiro.
- De maneira alguma! Nós vamos juntos!
- O Colibri vai chamar atenção! Nesse navio vou incógnito!
- Mas como você irá tirara sua filha, se ele é um nobre não vai permitir.
- Vou tentar do meu jeito, se eu não conseguir espero você voltar de sua aventura e vamos juntos, resgatar a minha filha. Ok?
- Ok! Mas eu não vou atrás da fonte da juventude sem você, afinal quem esta precisando não é eu!- Disse Jensen, fazendo Jim rir que deu o soco carinhoso no ombro dele.
- Moleque, tenho mais fôlego nos meus 60 anos que você nos 30. Mas, tudo bem!
No Porto de Tortuga
- Jensen Ross Ackles.
Apenas uma pessoa o chamava assim.
- Detetive Pileggi, que surpresa! Realmente o passado não apenas bateu em minha porta ele invadiu a minha vida!
- Filosofando Jensen? Ou devo dizer capitão?
- Pode ser Jensen. Mas o senhor continua investigando a minha vida?
- Sabe como é mãe, ele sempre me pede notícias suas, virou emprego se eu fosse ganancioso estaria rico.
- Como ela está?
- Esta bem, voltou para a província para ficar mais perto de você.
- Acho que chegou o momento – Jensen falou mais para si.
- O que você disse?
- Acho que chegou o momento, vou ver minha mãe.
- Jim! Mudança de planos. Vou também para a província, vou ver minha mãe.
- Por que isso agora?
- Não sei! Parece que o passado resolveu ser presente, e como vou parti em uma grande e perigosa viagem, talvez deva ir vê-la antes de partir.
- Quais os procedimentos?
- Faremos o seguinte, você vai nesse navio e eu no Colibri que partirá em 2 dias depois de você, ficaremos ancorados em uma enseada de uma ilha deserta vizinha com grandes paredões de pedra são impossíveis de serem escalados, mas tem um caminho secreto que poucos conhecem. Durante a maré seca podemos atravessar a pé para uma praia de difícil acesso na província e mesmo na maré cheia a travessia é fácil e rápido, o melhor que não existe guardas, pois a marinha inglesa acha difícil que alguém invada a província por ali, pela dificuldade.
- E como você sabe de tudo isso?
- Morei lá por muito tempo e não era muito comportado e John nos levou um dia para essa ilha, Jared, Traci e eu. Foi uma grande aventura e ele nos mostrou um caminho que dava para a praia dessa enseada.
- E isso ainda existe?
- Acredito que sim, é a melhor opção, e o importante não é vigiado, e o acesso fica próximo de minha casa. De qualquer maneira procure a ajuda do John, ele não vai denunciá-lo, e acredito que nem o Jared, caso se encontrem por lá.
- Você tem certeza que ainda não é vigiado? Afinal faz muitos anos.
- Na verdade não! Mas tenho como saber. Vou procurar o detetive Pileggi. Agora reúna a tripulação temos que preparar a nossa partida, e evite comentar o nosso destino, não quero o Pérola me seguindo.
- Claro. – Concordou Jim saindo para cumprir as ordens do capitão.
À noite o capitão Ackles foi atrás do detetive para saber se ele sabia sobre a segurança da província.
A província de Mermaid Island apesar de ser apenas uma ilha era prospera, pois ficava no caminho de grandes navegações, então próximo do porto tinha uma pequena cidade e um povoado em seu outro extremo, onde Jensen tinha morado.
O encontrou o detetive no bar e descobriu que nesses 15 anos nada mudou, quando ele chegasse lá ia sentir que o tempo tinha parado.
- Vou seguir no mesmo navio de seu imediato e vou avisar a sua mãe da chegada. Faça uma boa viagem, - Avisou o Pileggi.
- Obrigado e senhor também faça uma boa viagem, lembre-se que o Colibri estará logo atrás.
- Vai ser a minha viagem mais segura!
Jensen se despediu e seguiu para o Colibri. Andando pelas ruas de Tortuga naquela hora e depois de ter falado com Pileggi, tristes lembranças de uma noite igual a essa em uma situação parecida.
Flash back
Até os 18 anos sua vida seguiu o curso normal batalhas em alto mar, saques, calmarias, ilhas desertas, festas abordos, doenças e mortes, coisas comuns na vida de um pirata até aquele bendito, ou melhor, maldito dia.
- Jensen. – Ao ouvir seu nome chamado por Misha, voltou para bordo do Colibri.
- Jensen Ross? – Olhou para trás e viu um homem desconhecido.
- Você é Jensen Ross? – Ele encarou o desconhecido sem saber o que responder.
- Não, ele se chama Jensen Ackles, meu filho. Sou o Capitão Ackles, em que posso ajudá-lo? Senhor?
- Mitch Pileggi, detetive particular, não estou precisando de nada, coincidentemente ele apenas tem o mesmo nome do filho desaparecido de uma... Amiga, Donna Ross. – Falou o nome e ficou avaliando a reação do jovem.
Ao ouvir o Nome de sua mãe, Jensen estremeceu apenas não se sentiu perdido por causa da mão do capitão em seu ombro.
- Na verdade fui contratado para encontrar o garoto, mas infelizmente ele partiu com o pai abordo do Pérola Negra, que infelizmente todos sabem que é um navio amaldiçoado, quando sua mãe soube dessa situação, voltou para Inglaterra e está em luto fechado pelo filho, pobre mulher tão jovem e bela.
Aquelas palavras eram como facas em seu peito, Jensen estava sem reação, pensamentos confusos passavam por sua mente.
- Então quando ouvir seu nome, e pensei que pudesse dar uma boa notícia ao coração de uma mãe, afinal, Jensen é um nome tão incomum e você é tão parecido com o filho dela.
- Jensen você não tem serviços para fazer?
- Tenho sim, cap... Pai. Senhor Pileggi. Sinto muito por sua amiga e por seu filho. Licença. – Dizendo isso Jensen se retirou para sua cabine e assim remoer seus pensamentos.
Quando anoiteceu Jensen tomou uma decisão foi atrás do Sr. Pileggi, andou pelas ruas de Tortuga visitando seus bares até que o encontrou no mesmo bar em que o capitão estava.
Quando entrou chamou atenção de todos por destoar totalmente daquele ambiente e pela beleza e frescor de sua juventude.
- Esta procurando a mamãe? Disse uma mulher lhe puxando em direção ao seio.
- Quem vai ensinar alguma coisa sou eu. – Disse outra puxando por sua camisa.
- Calma garotas! Assim ficaremos todos com ciúme, Jensen meu filho, avise quando for sair para pegarmos as nossas garotas antes de chegar senão nenhuma irá nos querer.
- Tudo bem meu pai. Hoje vim só para observa então aproveite hoje que amanhã entrarei em ação. – Baixinho completou. – Preciso falar com o detetive.
- Tem certeza?
- Tenho. Apesar de tudo não posso deixar minha mãe pensando que sofri destino pior que a morte.
- Tudo bem! Você sabe que respeito sua decisão.
Jensen chamou o detive para fora, pois estava muito barulho dentro do bar.
- Sr. Pileggi acredito que o senhor não acreditou no fato de eu ser filho do capitão Ackles.
- Na verdade vocês são bastante parecidos e facilmente passariam por pai e filho, até pelo carinho existente.
- A verdade que eu me chamo Jensen Ross, e sou filho de Donna Ross, quando encontrei o Perola meu pai, Barbossa, me rejeitou então desde desse momento faço parte da tripulação do Venus, sob o comando do capitão Ackles, que realmente me trata como se eu fosse um filho.
- Você não tem vontade de rever sua mãe?
- Não! Não agora. Vim falar com o senhor para acalmá-la, mas não pretendo voltar, a minha vida é essa agora, e eu estou feliz, diga isso a ela.
- Tem certeza? Posso levá-lo de volta e com certeza o capitão Ackles não causaria nenhum problema.
- Ele me deixaria partir se fosse minha vontade, mas não é! Diga apenas que eu a amo, mas não posso e nem quero voltar e que estou feliz. Agora vou voltar ao navio, avise meu pai, por favor.
- Claro.
No caminho do navio Jensen foi agarrado por quatro homens que o carregaram para uma construção afastada e abandonada, as noites de Tortuga eram barulhentas e ninguém ouviu seus gritos de socorro e mesmo que tivessem ouvidos dificilmente fariam alguma coisa.
Jensen tentava se livra de seus captadores, mas eles eram mais fortes, ele batia e gritava por ajuda, mãos percorriam e apertavam seu corpo, ele se viu prensado entre dois homens, um mordia seu pescoço por trás, rasgou sua camisa e distribuía mordidas pela extensão de sua costa e outro o mordia pelo peito, deixando marcas em seu corpo virgem, pois nunca havia sido tocado daquela maneira por ninguém, os outros dois seguravam seus braços. O cheiro da bebida e o fedor dos corpos que o envolviam lhe provocavam náuseas.
- Seu bastado! – O xingamento veio junto com uma tapa devido à mordida que Jensen deu quando tentaram beijar sua boca.
Num descuido Jensen deu com joelho nas partes do homem que estava a sua frente, com a dor ele se afastou, mas com um acesso de raiva lhe socou várias vezes o estomago.
- Para! Senão ele morre antes da diversão. - Foi nesse momento que os outros lhe soltaram e ele caiu no chão e recebeu ainda com agressão um chute em seu abdômen que lhe tirou o ar.
- Não quer me beijar, mas vai me chupar e se me morder, eu te mato, mas antes te faço a minha vadia.
- Antes de me matar eu arranco o pedaço, seu...- Jensen perdeu o fôlego, com um novo chute.
- Isso é para ficar mansinho!
O colocaram de joelhos.
- Você é delicioso. – Dizia o que estava lhe abraçando pelas costa, enquanto o mordia, o cheirava, lambia, beijava. Enquanto tentava tirar a sua calça apertava o seu membro e se esfregava em seu corpo, os outros continuavam imobilizando suas mãos, mas lambiam seu rosto. Estava totalmente imóvel com olhos fechados sem saber como se defender e escapar.
- Agora você vai me chupar. Abre bem essa boquinha, sabia que meus irmãos e eu estávamos de olho em você, apenas esperando uma oportunidade. – Com uma das mãos levantou sua cabeça puxando-a pelos cabelos, quando ele abriu os olhos viu que o homem tinha as calças abaixadas e o membro duro apontando em direção ao seu rosto.
Desesperado Jensen buscou forças para lutar, trancava os dentes, balançava e baixava a cabeça, o máximo que a mão que segurava seus cabelos permitia, e o membro imundo roçava em seu rosto sem conseguir seu objetivo e cada tentativa frustrada o homem lhe batia.
As dores das pancadas, das mordidas lascivas que recebia, aos poucos foram minando suas forças e no exato momento que o pior ia acontecer, uma explosão e o homem que estava em sua frente caiu para trás os outros dois que o seguravam pelos lados se levantaram tentando puxar as armas, mas foram atingidos antes de conseguir da um tiro, o que lhe abraçava pelas costa, ficou de pé e levantando-o junto usando-o como escudo e o ameaçando com uma faca junto ao seu pescoço.
Juntando suas ultimas forças Jensen atingiu o homem com uma cotovelada, com a surpresa ele lhe soltou e Jensen caiu, neste momento vários tiros atingiram o ultimo de seus agressores.
O capitão Ackles correu em sua direção, se ajoelhou ao seu lado e seus olhos encheram de lágrimas ao ver o estado lastimável que Jensen se encontrava, ele estava com hematomas por todo o rosto, respirava com dificuldades e sua respiração tinha um barulho estranho, sangue escorria por seus lábios.
- Calma meu filho, sou eu. – Disse o capitão quando Jensen tentou lutar com ele quando tento lhe levantar as calças que estavam abertas e pouco arriadas. – Nada vai te acontecer, ninguém vai te machucar.
- Capitão é melhor providenciar uma maca para o transporte, pois me parece que ele tem algumas costelas quebradas e poderá ser perigoso ele andar se puder ou mesmo carregá-lo. – Disse Misha que assumiu o posto de médico depois que seu pai morreu em uma batalha, apesar da pouca idade era competente.
No Venus com carinho o capitão limpou seus ferimentos no rosto, em seu coração um sentimento de revolta ao ver as marca de mordidas e chupões em sobre seu pescoço e peito, na hora de enfaixar devidas algumas costelas quebradas, Jensen desmaiou de dor, a noite toda, o capitão ficou do seu lado, enxugando as lagrimas que mesmo adormecido teimavam em cair, acalmando seus pesadelos o segurando para não levantar e se machucar mais ainda e evitando se afogar em seu próprio sangue foi uma noite agitada toda a tripulação estava em alerta, pois não sabiam quem eram os homens que tinham sido mortos e seus companheiros poderiam querer vingança ainda mais que alguns não satisfeitos com a morte, cortaram as orelhas, arrancaram as línguas e castraram, dando os pedaços para os porcos que ali estavam.
Quando acordou encontrou o capitão sentado em sua cabeceira segurando a sua mão.
- Esta doendo muito?
- Só quando respiro. – Respondeu com dificuldade arrancando um sorriso triste do capitão.
Olhando em direção a porta da cabine viu alguém que encheu seu peito de mais tristeza.
- O Senhor vai me mandar embora? – Perguntou Jensen, se engasgando, pois ainda escorria sangue de vez em quando de sua boca, causando grande preocupação.
- De onde você tirou essa idéia?
- O que ele esta fazendo aqui? – Com os olhos apontou para o detetive parado na porta.
- Ele quer apenas saber como você estar. Por causa dele podemos salvar você, pois viu quando te capturaram e a direção que te levaram e foi nos chamar. Se não fosse por ele teríamos ter perdido. Na verdade estou com medo que você resolva ir de encontro a sua mãe, afinal não foi nada fácil o que você passou.
- Fui muito fraco! Quer que volte para minha mãe? Acha que não sirva para essa vida?
- Não meu filho, você lutou bravamente resistiu mais que qualquer um, tanto que não conseguiram o real intento, você é muito forte, seu espírito de luta enche de orgulho esse capitão e toda a tripulação do Venus. Nunca por livre vontade abrirei mão de sua presença nesse navio, apenas se for a sua vontade, pois não posso prendê-lo, mas quero te fazer um pedido especial.
- Qual? Capitão.
- Ontem quando você me chamou de pai, foi o melhor titulo que recebi, caso resolva não me abandonar, gostaria que me chamasse assim por diante.
- Sim capitão. – O capitão Ackles levantou a sobrancelha em sinal de interrogação, fazendo-o corrigir. – Claro! Pai. – Frase acompanhada por uma tentativa de sorriso de Jensen.
O capitão olhou para o detetive e o chamou.
- Ai garoto? Ruim as experiências que um pirata pode passar não acha?
- Isso poderia ter acontecido em qualquer lugar, e talvez não tivesse o meu pai para me salvar. Minha resposta continua a mesma.
- Eu sei, mas não custava tentar, vou levar as boas noticias para sua mãe, as ruins ela não precisa saber. – Disse Pileggi, dando uma piscada para Jensen. – Agora já vou antes que teu pai me faça andar sobre a prancha por tentar te levar embora.
- Capitão. O senhor poderia ir até o convés. – Chamou Jim. - É necessária a sua presença.
- Eu ficarei com ele senhor. – Disse Misha que estava junto a Jim.
Cont. Em flash back.
Nota: É o máximo que consigo fazer Jensen sofre fisicamente, tem autoras que os machucam mais, foi o capitulo que tive grande dificuldade para escrever, mas tinha que ter emoções fortes.
Aguardo comentários.
