DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS;

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.


Capitulo 12

"Merda, - pensava Bella – Agora o que faço sem meus óculos e minha jaqueta preferida?"

A sensação de incomodo de seu corpo diante da impossibilidade de se esconder por trás dessas barreiras físicas era impressionante. Sentir seus olhos expostos que sempre delatavam tão facilmente do que acontecia dentro dela, como se fosse um livro aberto; e seu corpo que sentia-se débil e frágil, a deixavam como um guerreiro sem armadura, e sem espada, e sem escudo.

Havia tido que suportar os olhares penetrantes de Edward e Emmett sem a barreira dos óculos; os irmãos Cullen, com seus olhos claros e profundos – verde e azul esmagadores – eram muito intimidante, ambos, como viver com eles sem ter a sua mão seu escudo, que a preservava de ser observada de se quer ser detectada? Teria queria ter um campo de força protetor para ativar como o poder de sua mente para evadir a potencia desses olhares, tão estranhos e nas que alcançou a ler a duvida e anseio. Por quê? E o que tinha a ver com ela?

Por um momento detestou Alice com todas as suas forças, a olhou expressando-se essa ira contida, e Alice de imediato a pegou pelo braço e a levou para seu quarto, onde uma emburrada Bella sentou de braços cruzados, sem querer falar, no sofá de cor de rosa que ficava ao pé da cama.

— Esme quer falar com você, vou chamá-la – lhe disse Alice em tom alegre, antecipando-se ao que Bella de nenhum modo poderia negar-se ao projeto de Carlisle depois de falar com ela.

Bella sabia e por isso a olhou de novo, exasperada, já sabia de que iria falar. Esme a cumprimentou com um beijo na bochecha enquanto Alice saiu discretamente.

— Oi Bella como você está?

— Tudo está bem senhora, muito obrigada. Não imagina o quão agradecida estou com vocês, com seu esposo, mas...

— Te disse antes, por favor, me chame de Es,e

O bate-papo com Esme, se juntou a Carlisle, um brilho em seus olhos apareceu quando viu Bella com sua amada esposa, se sentia esperançado. Pela primeira vez em muito tempo, pensou na possibilidade de paz, essa paz que não tinha depois de seu imenso erro e sua culpa.

Carlisle explicou a Bella suas razões com sinceridade, mas ainda com Charlie porque ela era sua paciente e não tinha restrições de informação, sempre com o apoio e sorriso de sua esposa, o único que não mencionou foi sua motivação principal, Renée e tudo o que viveu com ela.

A convenceu de ficar essa noite, depois de tudo era fim de semana e não havia escola. Eles eram muito convincentes, lhes prometeu que ficaria para pensar.

"Merda – pensava Edward enquanto entrava em seu quarto preocupado – a amo."

Lançou-se sobre sua cama enrolando-se e cruzando os braços em frente ao peito, como se quisesse acalmar uma dor profunda. Sim havia dor, mas mais do que tudo, lhe incomodava a sensação física da intensa emoção que o embriagava. Fechou os olhos com força.

Sua surpresa não tinha limites, mas tão pouco sua certeza, já não podia seguir enganando-se, não tinha como. Queria beijar Bella com doçura e esmagar Emmett contra a parede, que outra confirmação queria? Nenhuma. Era um amor imperfeito, como só ele podia dar, mas no fim de tudo, era isso: amor.

Bella tinha a força, a paciência e o amor suficiente para ensiná-lo a amá-la? Reconhecia que não ia ser nada fácil, não bastava com que ele, agora, nesse momento, deixava de enganar-se. Sabia que lhe faltava muito para poder dar a Bella, o que ela merecia; alem disso, tinha que lutar por ela, ainda que ela o amasse, seus erros haviam sido grandes e era necessário corrigi-los, demonstrar a Bella que ele se sentia em capacidade de ser melhor para querê-la, de maneira sincera, fiel e constante…de deixar de ser o idiota superficial e mulherengo que havia sido até agora.

Requeria ajuda para fazer, e não sabia se a mesma Bella estaria disposta a isso, mas valia a pena tentar, se isso o possibilitava de faze-la sua, ter o direito e a liberdade de tocá-la, beijá-la e ser ele, unicamente, o que tivesse acesso a segurar sua mão. O mais importante: necessitava merecer o amor de Bella, fazer méritos para converter-se em o homem, seu homem, aquele que valia tanto como para poder receber esse seu amor, límpido, puro, ilimitado. Podia fazer? Isso era impossível, não sabia.

Seu pai acabava de lhe dizer que as oito da noite em ponto o queria em seu escritório, lhe esperava para um sermão pelo beijo, sem duvida, mas já não lhe importava. E a Emmett de alguma forma, devia tirá-lo do caminho, a conversa séria e larga que devia ter com Rosalie não podia demorar mais.

"Merda – pensava Emmett enquanto voltava para baixo do seu jeep com um gesto preocupado – sim a desejo"

A comprovação de que seu corpo havia reagido ao toque da mão de Bella de seus lábios contra sua pele, do seu olhar inquieto do qual havia tido acesso sem os irritantes óculos e o suave e inocente aperto de mão, o havia deixado surpreso.

Sentiu como se ela tivesse sido receptiva a suas investidas. De verdade havia quero explorar o que sentia por Bella, mas ele semeou dúvidas renderam à tentação de Rose o corroia. Ele não podia negar que a reação de Bella para seu toque deu alguma esperança, porque aventurar em algo tão arriscado e tão propensos a perder, como Edward havia dito, com razão, quando ela o amava, a seu próprio irmão? Porque era tentador, era excitante, e ela estava tão sobrecarregada com ternura, que valia a pena a luta.

Sorriu ao lembrar do seu olhar, sua mão na sua sem ter sido afastado, essa pela translúcida, pálida e quente ao mesmo tempo, ainda tinha a sensação sobre sua própria pele.

Edward cruzou o limiar de estudo de seu pai, exatamente oito horas da noite. Ele suspirou ao vê-lo debruçado sobre sua mesa escrevendo notas no seu bloco.

Ele se sentou em silêncio à espera da habitual diatribe contra o seu estado emocional e falta de coerência na vida emocional. Ele já tinha tido antes.

Carlisle olhou para o filho com preocupação. Ele lembrou, com tristeza, o pior erro que tinha feito em sua vida, além de seu caso com Renee: brigar com Esme na frente de seus filhos. Aparentemente, Emmett era mais forte, não tinha sido perturbado, mas o Edward era pequena, com quase um ano de idade, tinha sido o mais afetado. Carlisle estava consciente de que cada vez que a tensão reaparecia no relacionamento com sua esposa, era Edward que sentia mais fortemente em seu ser.

Como voltar a culpa-lo por algo que era ele mesmo, em parte, o culpado? O havia feito outras vezes, e a autoridade paternal não serviu para nada.

— Como está? – perguntou Carlisle vendo o tom sombrio dos olhos de seu filho, como se não tivesse dormido bem.

— Estou bem pai – Carlisle não acreditou. – Sobre o que quer conversar?

— Quero falar sobre Bella… já supunha não?

— Claro pai, por favor, vá ao grande assunto.

— Edward não estou furioso com você se é o que teme, só estou preocupado. Quero lembrar que ficou evidente para você que Bella é frágil e não pode brincar com ela, assim como faz com as meninas em geral.

— Pai ela… por que ela desmaiou? É irracional. Só a beijei nada mais. Que tivesse me batido ou chutado, eu entenderia, mas que tenha perdido o sentido dessa forma, não encontro justificativa. Por mais que possa ser verdade o que Alice e Emmet me disseram.

— O que eles disseram?

Edward ficou breves segundos em silêncio, sobre tudo, porque o que ia dizer despertava umas sensações que não havia imaginado.

— Que ela me ama, desde sempre, desde que era uma menina e nos víamos na escola – seu tom era suave, como se tivesse fazendo uma confissão.

Carlisle suspirou.

— Eles não deviam ter dito, era algo que só Bella tinha o direito de compartilhar com você.

— O fizeram preocupados com o que aconteceu, os entendi, e para mim… foi melhor saber.

— Ela não queria que soubesse, lhe dói muito amar você…Bella é sensível filho, muito. Uma menina sensitiva que apensar se viu confrontada com a realização de seu maior sonho, o que havia desejado por toda a vida: você, rasgou-se desolada pensando que te teria em um momento e depois a abandonaria. Foi insuportável para ela mentalmente, o seu cérebro preferiu fugir para o que estava vivendo no momento, era uma grande felicidade e dor intensa ao mesmo tempo. Sem mencionar que, na verdade parou de respirar no momento.

— Por que é tão difícil para ela? Tive garotas que ao meu lado e as deixei, não que parecia ser tão importante para ela nem para mim. Por que com Bella é diferente?

— Por das coisas muito importantes Edward, primeiro porque ela já viveu o abandono, da pessoa mais importante da sua vida: sua própria mãe, e segundo, porque o amor que sente por você não é um capricho, não é passageiro, é de verdade.

Edward ficou calado processando tudo.

— Não é justo com ela, como me ama se não me conhece? Ou melhor, o que conhece de mim é que sou um garoto indeciso variável, que não pode amar com persistência.

— Eu acho que ela vê mais de você do que você mesmo. Filho, você é um grande cara, você não pode negar o quanto você é valioso, deixando de lado a vida sexual imatura que tem. Olha, na verdade, se ela te ama é porque tem uma boa razão para fazer isso, não está se enganando com isso. Se você se valorizasse poderia deixar de ter uma garota diferente a cada semana, por isso certamente lhe servir um pouco para ver através dos olhos de Bella e o que ela ama de você – observou em um minuto de silêncio, lançando seu olhar intimidador nos olhos de seu filho, que segurava firmemente – Eu sei que você já viu a tensão que é, por vezes no meu relacionamento com sua mãe, Edward, mas eu a amo e ela a mim, e isso levou-nos a superar todos os problemas, até os mais graves; tenha confiança filho, o amor de verdade existe. Acredite. E se você se esforçar, será durável.

Edward suspirou em desespero. O mais detestável de que seu pai fosse um psiquiatra, era quando adquiriu o tom profissional nas discussões de sua família. E o mais traumático, normalmente é adotado quando ele estava certo.

— O único problema filho é que o amor não é algo que pode descobrir com Bella. Ela deve ser sua amiga, uma irmã para vocês, porque decido que vamos ajuda-la a superar isso, vai morar um tempo conosco e preciso, por favor, que mantenha-se longe dela.

Edward o olhou surpreso. Lhe dava todo esse discurso sobre o amor e lhe abria esperança de descobrir, mas o proibia de fazer com a única pessoa que havia despertado seu morto coração?

— Não entendo pai, Bella me importa, posso tentar entender seu amor e o que gera em mim mesmo. Ela… é minha esperança para isso.

— Não Edward, é impossível. Poderemos ajuda-la na medida de que não se aproxime muito dela, é a exigência de Charlie para permitir que ela permaneça conosco, e de nenhuma maneira permite que jogue com ela. Sobretudo quando é algo que vai 'tentar', desculpe, não vale a pena o risco. Não é algo que possa explicar agora, é meu dever ajudar Bella, e o farei.

— Seu dever? Por quê? – Agora era o olhar do filho que era inquisitiva, procurando um rastro de verdade nos olhos do pai.

Carlisle evadiu.

— Filho, lamento dizer isso, especialmente quando diz que Bella te importa de verdade, mas devo dizer, porque não posso arriscar que mude de opinião e que Bella fique ainda mais machucada do que está, ela não toleraria outro abandono de alguém que ame profundamente. – e acrescentou com a voz dura. – Você está proibido, terminantemente, de tocar Bella ou buscar relação sexual ou romântica com ela, em qualquer forma. Não me arriscarei que Charlie de por terminado nosso trato quando ela precisa de nossa ajuda nesse momento. Filho por favor, deixe-a passar, se é verdade que te importa, deixe-a passar. Qualquer rumor de que passar algo entre vocês, só poderá tirar de Bella a possibilidade de ajuda que oferecemos e é essencial agora para ela.

Edward se surpreendeu diante da veemência do seu pai. Por que tanto interesse em protege-la e fechava as portas precisamente para aquilo que lhe havia pegado, sobretudo, quanto tinha a certeza de que, pela primeira vez tinha se apaixonado. Como podia amá-la e permanecer longe dela, estando na mesma casa?

— Mas pai, ela me importa, de verdade – lhe era impossível aceitar diante de seu pai que era algo mais do que se importar – devo buscar ter algo com ela; ela me ama pai ninguém antes havia me amado, compreende o que isso significa para mim?

— Edward me surpreende, não esperava isso, pensei que seria fácil com você, perdoe-me, mas até que não saiba se o seu verdadeiro interesse é algo mais, te absterá de buscar algo com ela, quem sabe mais a frente se te definir… mas não agora, é imprescindível cumprir as exigências de Charlie.

Carlisle se aproximou do filho, apreciou seu estado de animo turbado e lhe disse:

— É uma maravilhosa surpresa que pela primeira vez sinta algo serio por uma menina, e que ela seja Bella, é ainda melhor – ainda que realmente isso o assustava, lhe parecia de alguma

maneira o que tinha acontecido com Renée, lhe importava, mas nunca a amou – Mas filho, não estou exigindo, agora te peço, mantenha-se longe. Já sabe minhas razões.

— O farei pai, mas, por favor, estenda a proibição para Emmett – se ia perder tudo, pelo menos que não fosse o único.

— Por que a Emmett? – perguntou intrigado.

— Eu sei por que eu digo.

— Está bem falarei com ele também – deu de ombros, finalmente Emmett estava com Rose, mas se era um pedido de Edward, não ia descartar.

— Lembre-se, você deve manter a sua distância da Bella, mas trate-a bem enquanto estiver em nossa casa, será como uma nova irmã e uma filha para mim.

"Irmã, que piada" pensou Edward.

— Bem, que assim seja.

Edward aposentado desanimado. De repente, bateu-lhe uma memória.

"Merda, Mike e James… Eu não posso deixá-los falar com Charlie. Ele não se preocuparia em saber se Bella realmente é virgem ou não, ele a levara de imediato, não poderemos ajudá-la, e meu pai vai me matar. Ela deve ser meu par no baile. Mas ao mesmo tempo, nossos pais não devem saber… em que bagunça eu estou preso ".

E ele tocou com desespero os já por si revoltados cabelos acobreados.

Bella estava deitada no travesseiro de sua nova e macia cama na casa dos Cullen.

O quarto tinha paredes brancas e janelas grandes, uma como nunca poderia ter sonhado de ocupar. A cama em ferro forjado tinha pequenas rosas de metal incorporadas como decoração, era o dobro e tinha uma colcha de rendas finas, delicadas e suaves.

Não sabia como Esme e Carlisle conseguiram convencê-la a tentar ficar pelo menos uma primeira noite. Eles não queriam que ela tomasse uma decisão precipitada e disseram que a solidão de seu quarto sem ter de enfrentar seu pai após essa quase discussão que detinham sobre o assunto, iria ajudar a pensar tudo com a cabeça fria.

Era estranho ter a certeza de que Edward estava tão perto. Apenas a alguns passos e estaria em frente ao seu quarto. Apenas a alguns passos e podem ser encontrar "por acaso" na sala ou na cozinha. Ela só tinha que andar pelo corredor da sala para ver a sua evolução de crescimento desde que eu era um bebê até a sua esplêndida juventude atual, tudo isso devido à quantidade de fotografias registrando a história da família.

Talvez pudesse roubar uma delas, ficar com uma memória duradoura de uma beleza devastadora, que construía e destruía seu próprio coração em questão de segundos, dependendo de como pensar em desejá-lo, lembrar do beijo breve compartilhado ou senti-lo completamente perdido para ela. Não, isso não seria saudável, especialmente se o seu objetivo era esquecê-lo.

Fechou os olhos e permitiu-se sonhar por uns instantes com esse sorriso que amava, que tinha visto à alguns minutos, quando foi cúmplice de Alice neste vergonhoso ato de despoja-la de suas apreciadas jaqueta e óculos. Sabia que sonhar com ele e imaginar ele amando-a não ajudava em nada.

Levantou-se e caminhou por cada centímetro do lugar, o quarto estava equipado com uma televisão de plasma, um console de CDs, uma penteadeira com um gigantesco espelho – como se ela gostasse de ver a si própria – um laptop moderno, em uma mesa elegante e um banheiro pequeno, mas ainda muito maior e mais confortável do que sua própria casa. As comodidades não eram algo que se importava: ela amava e sentia falta de seu quarto, com a pequena janela estridente por falta de azeite, o piso de madeira antigo e barulhento, p computador frágil com uma conexão lenta. Ah, e o banheiro que ela compartilhava com seu pai.

Não mudaria suas próprias coisas por isso, embora ela não podia negar que sentir o tapete branco macio sob seus pés descalços era tentador… dava vontade de dormir nele e não na cama.

Contemplou as grandes portas do armário que se estendia quase de uma parede para outra. Curiosa abriu uma porta e ficou pasmada, um filete de raiva foi se espalhando por todo o peito e um rubor pelo seu rosto furiosamente.

Roupas de diferentes formas e cores se estendia, por todo o armário, calças, saias e blusas de todas as gamas de cores do arco-íris, era irresistível não passar as mãos sobre as roupas penduradas e dar uma olhada nos desenhos e cores. Abriu outra porta e uma variedade de sapatos finos e alguns outros esportivos, incluindo botas, apareceram aos seus olhos. Ele olhou embaixo de um deles e confirmou o que se temia, eram do seu tamanho, perfeito para ela.

Decidiu olhar em uma das gavetas do armário ainda que sabia que a cada nova descoberta não faria nada mais que aumentar sua raiva. Encontrou roupa intima – de seda e outros matérias que não conhecia –, e camisolas para dormir dos mesmos materiais. Como se atreviam a compras essas coisas? Sem ela saber? E sem que aceitasse ficar, e sem a necessidade. Seu pai com o seu salário do Chefe de Polícia sempre lhe deu tudo, mais do que suficiente, nunca precisou de roupas de marca ou sapatos de grife. Ela nem sequer tinha aceitado ajuda da sua própria mãe.

E ainda que mudassem sua roupa, isso nunca a mudaria, nunca, nunca iria se parecer com os Cullen, se é o que esperavam.

Não houve erro nos tamanhos de roupas e calçados em geral, mas os padrões e as alturas, nunca colocaria roupas tão curtas, nem deixaria tanto a mostra, ainda menos porque sofria tão intensamente pelo extremo frio de Forks. Se ela usasse algum desses saltos cairia irremediavelmente, e isso que não eram muito elevadas. Mas a última porta esclareceu tudo, não tinha esquecido a sua alergia ao frio, eram jaquetas e casacos, modernos, aqueles que aderem ao corpo e abrigam, mas mantém designer de corte.

Tudo isso era coisa de Alice, é claro, quem mais poderia ser responsável? Embora evidentemente, foi necessária a cumplicidade de Esme e Carlisle. Ela sabia que ficaria irritada com Alice, mas que os seus pais? Como se eram tudo generosidade e amorosa amabilidade?

Jogou-se na cama desamparada. Ela pensou por um momento, apressou-se a colocar seus sapatos e sair à procura de Alice, ela diria o que pensava e pediria para devolver tudo à loja ou doá-lo a quem realmente poderia precisar dele.

Os quartos do segundo andar estavam vazios. Ela desceu a longa escada caracol tomando cuidado com cada passo, ela não queria, além de tudo, cair e dar um novo show como quando ela desmaiou. Seria mais que embaraçoso ir ao hospital, novamente.

Diminuiu os passos quando escutou vozes na cozinha, risos suaves e medidos: Emmett fazendo piadas enquanto Alice era vitima constante delas, Esme perguntava a Edward sobre como seria a formatura e este respondia em sua suave voz aveludada, ainda que não pode deixar de perceber seu tom trsite.

Desde o fundo do corredor os observou. Esme e Carlisle cozinhavam enquanto seus filhos os rodeava sentado nas cadeiras do balcão, era um quadro tão familiar e amoroso que espremeu o coração de Bella; Emmett jogou uma bola de papel alumínio em no rosto de Edward, que se esquivou habilidoso, o pegou no ar e devolveu.

Bella se sentiu uma intrusa. Como poderia ela chegar do nada e perturbar a vida família já constituída de quem desejava ser seus anfitriões? Por um momento, tudo ficou tão claro, não era raiva que estava dentro dela, era a certeza de que não se encaixava nessa família. Finalmente, ela nunca tinha tido uma… nunca uma conversa na cozinha entre mãe, pai e filhos, sua vida e sua família era muito disfuncional: sem mãe, sem irmãos, um pai ausente e triste… suas noites para preparar as refeições em silêncio e, em geral, Charlie era captado pelo jogo na TV. Ela era a peça de puzzle que não se encaixava a esse lugar, na esse ambiente, a essa família.

Embora soubesse que não estava coberta para enfrentar o frio da noite e não via o suficiente para conduzir seu Chevy e menos a essa hora, decidiu escapar. Com passos suaves subindo as escadas, entrou no quarto e pegou sua bolsa, saiu novamente e foi tranqüilizada quando os barulhos da cozinha continuou. Ela foi até a porta e abriu-a silenciosamente.

— Alice chama Bella por favor, o jantar esta pronto – escutou a voz melodiosa de Esme.

A porta rangeu um pouco e Bella de verdade esperava conseguir escapar, olhou mais uma vez para trás e voltou a desaparecer atrás da porta. Obteve acesso à varanda da casa quando o barulho que estava na cozinha estava perto, tentou correr para o Chevy velho, mas uma mão forte a agarrou pelo braço.

Ainda que não visse muito bem se deu perfeita conta de quem era o aperto forte do garoto de olhos verdes abrasadores a segurava. Como havia aparecido ali, tão rápido, se o havia visto na cozinha?

— Aonde vai? – perguntou Edward preocupado.

— Para minha casa – lhe respondeu tentando se soltar em vão.

— Está louca? Esta tarde e mal pode ver um metro na frente de você, não pode dirigir assim.

— Eu tenho o direito ir Edward, eu não sou uma refém.

— Claro que não, mas você deve dizer adeus aos meus pais, estão esperando na mesa para o jantar. – Edward sabia que talvez ela preferisse ficar e enfrentar seus pais e dizer-lhes que queria sair imediatamente.

— Por favor, deixe-me ir – confessou Bella com uma expressão triste – Esse não é o meu lugar, vocês são tão diferentes… tão especiais que…

.

— Que…?

Edward a segurou fortemente passando suas mãos sobre sua cintura, se aproximou do seu corpo e se sentiu assediado por seu aroma, dominado pelos olhos chocolate brilhando à luz da lua.

Bella sentiu o toque do seu corpo contra o dela e seu medo aumentou. O que acontecia nas poucas vezes que ficaram sozinhos sobre o contato entre eles tinha que ser levada ao extremo de proximidade?

— Edward, solte-me, desculpe pelo que aconteceu da última vez, eu não deveria me comportar dessa maneira, beijar você – corou envergonhada e olhou para longe para evitar enfrentar os seus olhos – Mas eu digo, que não facilita me segurando dessa maneira .

Edward viu que a menina estava presa em seus braços, lhe custou, mas imediatamente abrandou a sua aderência e imediatamente sentiu o ar frio da noite chicoteado impiedosamente.

— Desculpe, minhas mãos movem sozinhas quando estou com você, sempre querendo te tocar – reconheceu, estendendo a mão para acariciar com as pontas dos dedos a suavidade de seu rosto corado.

Bella, inconscientemente, fechou os olhos e inclinou o rosto na direção do calor da mão de Edward, ele ficou satisfeito quando percebeu que ela gostava. De repente, queria substituir a mão sobre sua própria boca, para sentir novamente o sabor dessa pele que ele admirava.

Estava já disposto quando se surpreendeu com a memória das palavras duras de seu pai:

"…Você está proibido, terminantemente, de tocar Bella ou buscar relação sexual ou romântica com ela, em qualquer forma. Não me arriscarei que Charlie de por terminado nosso trato quando ela precisa de nossa ajuda nesse momento. Filho por favor, deixe-a passar, se é verdade que te importa, deixe-a passar…"

Sim, não importava muito.

Mas achava que não seria capaz de deixar passar No entanto, ele não ia prejudicá-la.

Conteve-se, a soltou e fechou os dedos em punho para não toca-la mais, enquanto Bella retrocedia um passo para lutar contra seu próprio impulso de abraçá-lo. Ela estremeceu com o frio da noite, incrementado porque ele tinha deixado de abraça-la.

Edward viu e tirou a sua própria jaqueta e colocou suavemente sobre os ombros de Bella, que aceitou porque respirou o perfume delicioso.

— Por favor Bella, aceita o que meu pai propõe, ele sabe o que faz – lhe disse Edward com voz firme, mas com uma deixo de doçura.

— Eu não posso. Eu me sinto oprimida... vocês são tão perfeitos em tudo: a casa perfeita, rostos perfeitos, me deram o quarto perfeito, o guarda-roupa perfeito, são a família perfeita que jantam juntos de maneira perfeita, que se amam e tudo isso… eu não me encaixo Edward, olhe para mim, é evidente. Eu nem sequer experimentei o que é ter uma família real com vocês acham que eu posso fazer, por mais que precise da ajuda de Alice e Esme, como seu pai diz.

— Nós não somos como você pensa, está nos idealizando, estamos cheios de dúvidas, buscando superar o medo que temos de muitas coisas. Meus pais estão muito bem agora, mas há momentos freqüentes de tensão no seu relacionamento, têm tido dificuldades, os problemas do passado que são difíceis de esquecer e eu ignoro porque já foram. Emmett e eu estamos cada vez pior… não quero que nos admire e tenha a impressão errada de nós, Bella, nós somos aqueles que precisamos de você… o seu calor, sua força, sua inteligência, você não pode imaginar como precisamos de você.

Edward queria ter dito "… não imagina de que maneira preciso de você", era mais exato, mas não queria assusta-la, e era tentador tê-la em casa, tão perto, ainda que não pudesse, paradoxalmente, aproxima-se. Bella estava impactada, isso era o que Edward Cullen realmente pensava? E onde estava o garoto superficial, mulherengo e com o ego na estratosfera que havia conhecido então? Sem duvidas já sabia, as vezes ele tinha esses arranques de madures, como quando conversavam verdadeiramente, depois das aulas de cálculo. Parecia genuinamente preocupado com ela.

— Bella, considere isso, não sei se você percebeu, mas tive uma conversa com meu pai e me deixou muito intrigado – Edward virou olhando o vazio, não lhe era fácil enfrentar agora os olhos dessa garota, sabendo o que sentia por ela. – Carlisle precisa desesperadamente te ajudar, não sei porque, eu acho que é algo que tem pendente com o seu pai, me disse uma vez que suspeitava que algo estava errado e agora eu acredito nisso. Acredite em mim quando digo que Carlisle precisa desesperadamente te ajudar, mais do que você se precisa de ajuda. Queira aceitar, eu sei que não tem o direito de lhe pedir, mas por favor, aceite por ele.

Bella ficou chocado, ele estava certo, esse brilho nos olhos de Carlisle quando ele ofereceu a sua ajuda, como Esme certamente o apoiava para isso, como o recebeu, com um quarto lindo, um guarda-roupa completamente novo… era muito estranho e exagerado.

— Pelo menos se junte a nós para jantar, se você realmente quiser ir avisaremos aos meus pais e eu vou te levar pra casa, para garantir que você não vai morrer na tentativa. Venha, estão esperando.

Bella suspirou resignada e se deixou guiar até a casa por essa mão quente que a tocava nas costas.