Ainda estava escuro quando o Kazekage desperta. Sua cabeça estava aninhada entre os seios de Ino, de sua esposa. Agora era um homem casado, ele sorri ante essa idéia. Tinha saído de Suna para combater o inimigo e acabara casado.
Ino dormia tranqüila, os cílios loiros mal aparecendo sobre a pele branca. Gaara passa os dedos de leve sobre a face dela, antes de começar a se levantar. Ela abre os olhos e por um momento ele se perde no lindo azul de seu olhar. Com carinho a garota passa a mão pelos cabelos ruivos e a deixa escorregar até o pescoço dele, puxando-o para um beijo, depois ela lhe sorri, feliz. Gaara retribui o sorriso, esquecendo-se que estavam em uma guerra. Aquele era um momento mágico, único. Era a primeira vez que acordava nos braços de sua esposa, da mulher com quem partilharia sua vida para sempre.
-Bom dia, minha esposa.
-Bom dia, meu marido. Dormiu bem? –Mais do que interesse, também havia preocupação em sua pergunta. Queria ter certeza de que ele descansara. Gaara confirma e faz menção de se levantar e é impedido pela mão dela que o prende junto de si. –Aonde pensa que vai?
- Desculpe, Ino, tenho que ir. As tropas me esperam.
-É, eu sei. – A voz trazia tristeza e resignação. Ela o solta e se senta no saco de dormir, olhando á sua volta. Tinham se casado no dia anterior em um acampamento de guerra e passado a noite de núpcias em uma barraca de lona remendada em uma zona de conflito.
-Ino, sei que esse não foi o casamento dos seus sonhos. Me perdoe por isso.
-Não é mesmo. –Ela responde e depois sorri. –Foi o casamento mais incomum que eu já vi. Nossos amigos falarão disso pelo resto da vida. Acho que ninguém poderia imaginar que o Quinto Kazekage se casaria durante a guerra.
-Nem eu pensaria em algo assim.
-Está arrependido? Sabe que pode terminar este casamento ao final de um ano, basta rasgar o contrato. –Ino fala preocupada, não queria que Gaara se sentisse obrigado á continuar casado.
-Nunca. Só rasgaria aquele contrato para fazer outro, definitivo. Faremos uma cerimônia tradicional quando chegarmos á Suna e você continuará sendo minha esposa pelo resto das nossas vidas. –Ele sela a promessa com um profundo beijo e depois se levanta. –Volte a dormir, ainda é muito cedo.
-Negativo, vou com você, preciso comer algo, estou faminta.
-Que droga de marido eu sou, deveria ter pensado nisso e providenciado um café da manhã especial para você.
-Não seja bobo, amo você e tudo o que fazemos é especial. Venha vamos tomar nosso café. –Eles se vestem e saem da barraca de mãos dadas.
O movimento já era grande no acampamento, muitos ninjas já se encontravam de pé, se preparando para um possível ataque. O casal recebia cumprimento por onde passavam, todos os shinobis já sabiam sobre o casamento de seu general de campo e o clima era de alegria e esperança. Ino percebe que Gaara tinha razão, a visão da felicidade de ambos tinha dado confiança á todos.
Eles chegam ao refeitório, apenas algumas mesas embaixo da lona remendada. O local estava cheio e assim que o casal adentra todos ficam em pé e aplaudem. Gritos de felicidade e boa sorte são ouvidos.
Naruto e Hinata se aproximam e a morena abraça Ino, sorrindo. –Parabéns Ino-chan. Estamos todos muito contentes por você e Gaara-sama. Tenho certeza de que serão felizes.
-Obrigada, Hinata.
-Venham se sentar aqui. – Kankuro os chama, ele estava sentado ao lado de Matsuri. Gaara e Ino se dirigem para lá, o ruivo se sentia constrangido com a confusão causada, contudo bastou ver a expressão sorridente de Ino para que ele se sentisse satisfeito, a guerra tinha se tornado algo distante.
Temari estava perto, tinha visto e ouvido toda a comoção com a chegada do casal. Sentia sua raiva ferver. Droga, será que apenas ela via o absurdo daquela situação? Ela termina seu café e se retira.
Ino vê a cunhada saindo e aperta a mão de Gaara, chamando a atenção do ruivo. Ele a olha interrogativamente e ela aponta para Temari que se afastava rapidamente do local. –Vá falar com ela, é sua irmã e quer o seu bem. Ela te ama. – Ino acaricia a face fria do ruivo e Gaara concorda, ele fica em pé e sai atrás de Temari encontrando-a próxima ao refeitório. Chega bem perto e a olha, sério. –Bom dia, Temari.
-Não espere que eu lhe dê os parabéns. – Ela reponde mau-humorada e Gaara solta um suspiro de impaciência. –Qual o seu problema com Ino?
-Ela e a mãe o pegaram em um golpe. Será que você não vê que caiu em uma cilada?
-Está falando do meu casamento?
-Casamento! – Ela bufa irritada. – Isso não passa de uma grande armadilha. Ino aplicou um golpe em você. Deve estar radiante por ter fisgado o Kazekage.
-Acha que Ino só está interessada em minha posição? Me acha tão desinteressante assim a ponto de não ter nada a oferecer á uma mulher além do meu título? Acha que sou incapaz de conquistar uma mulher por mim mesmo?
-Não foi o que eu disse. – Ela se defende rapidamente. – Essa garota não tem nada para lhe oferecer, Gaara. Esse casamento foi um grande erro, Ino e a mãe o prenderam nessa união contratual temporária.
-Não será temporária, pretendo torná-la permanente.
-Como se você tivesse opção, é claro que as duas já pensaram nisso, você ouviu o que Koshiro disse sobre gravidez, duvido que estejam tomando precauções.
As palavras de Temari o surpreendem, não tinha pensando nisso. Ele cruza os braços e encara a irmã. –Por que está dizendo isso, Temari?
-Gaara, pense bem, essa clausula sobre gravidez, é claro que ambas pensaram nisso antes mesmo de Koshiro chegar aqui. Ela trouxe tudo pronto, Ino sabia que você não iria aceitar se separar. Ela contava com sua dependência dela, deve ter alertado a mãe á respeito e você caiu nisso, sem nenhum aviso. Elas darão um jeito desse casamento se tornar definitivo, você não terá nenhuma chance de se separar dela ao fim de período estipulado.
-Não pretendo me separar da Ino, meu casamento será permanente. Eu á amo, quero passar o resto da minha vida ao lado dela. – Gaara afirma com a voz calma, contudo não podia deixar de pensar nas palavras da irmã sobre gravidez.
-É exatamente isso que vai acontecer, ela ficará grávida e então seu casamento deixará de ser temporário. Você ficará preso á ela, para sempre. Essa loira vai te encher de filhos para que você não tenha oportunidade de desfazer essa união.
-Ino não faria isso, Temari, não precisa, ela sabe que nosso casamento é definitivo, não há necessidade alguma de me prender á ela com filhos.
- E se talvez ela queira ter certeza? Afinal, você pode voltar atrás daqui um ano, se você não quiser manter essa união, basta rasgar o contrato. Então Koshiro e Ino teriam tido tanto trabalho por nada. – Temari alfineta, tinha encontrado uma forma de plantar dúvidas na cabeça de seu irmão, ele tinha que acreditar que Ino era interesseira para que seu plano de separar os dois desse certo. -Só estou preocupada com você, meu irmão, é jovem demais para ser pai.
-Isso é ridículo, Temari, não perderei meu tempo ouvindo esses absurdos contra minha esposa.
-Este casamento que é ridículo, Gaara. Você é ingênuo demais se acredita que Ino o ama realmente.
-Será que não pode ficar feliz por mim, Temari? Eu e Ino seremos felizes. –Temari disfarça o sorriso ao sentir a incerteza na voz do irmão, ele tinha mordido a isca.
- Eu te apresentei várias garotas em Suna, se você tivesse se casado com alguma delas eu teria ficado muito feliz por você. É um absurdo se casar com sua primeira namorada. Deveria namorar outras mulheres antes de se amarrar definitivamente.
- Eu não preciso namorar outras mulheres para me decidir sobre Ino, eu sei o que quero e preciso. Ela me faz feliz, faz-me sentir todas as coisas que sempre sonhei e não sabia ser possível. Eu não tenho medo deste compromisso, congratulo-me com ele. Estive sozinho durante toda a minha vida e eu prezo cada momento que passo com Ino. Acima de tudo, prezo meu casamento com ela.
-Esse casamento com Ino não lhe trará felicidade.
-Engano seu, eu já estou muito feliz. É uma pena que você não enxergue isso. –Ele termina de falar e lhe dá as costas, voltando para o refeitório. Estava triste com a atitude da irmã, Temari não podia ou não queria ver o quanto ele estava feliz. Contudo as palavras dela sobre filhos não saiam de sua mente.
Temari seguia sem olhar para onde ou o que tinha por perto. Não vê Shikamaru se aproximando e só percebe sua presença quando o rapaz para á sua frente. Ela levanta o olhar e se irrita ao ver a expressão zangada dele. –Se você veio defender sua amiga, pode desaparecer, estou farta de ouvir o nome dela. Ino é uma golpista baixa, armou uma cilada para meu irmão em forma de casamento.
-Você não entendeu nada do que aconteceu.
-O que havia para entender? Ino e Koshiro obrigaram meu irmão á se casar.
-Ele tinha opção, poderia ter deixado Ino, se separado dela. Ino não aceitaria a imposição de Koshiro se Gaara não tivesse aceitado o casamento. Ele se casou com ela por quis, porque a ama. É uma pena que você não enxergue o quanto Ino faz seu irmão feliz. Ele precisava disso, merecia isso. Contudo, você preferia vê-lo solitário, pressionado por este conflito.
-Já ouvi tudo isso, Shikamaru. Meu irmão está obcecado por ela, não aceitaria ficar longe. Mas, agora é tarde para discutir sobre isso. Gaara terá que ver com os próprios olhos que ela não é mulher certa. Ele irá se arrepender deste casamento, ainda bem que se trata de uma união temporária.
-Ele disse que pretende transformar essa união em algo permanente.
-Ele mudará de ideia em breve.
-O que você está pensando em fazer, Temari. Não tente prejudicar Ino ou será você quem irá se arrepender. Você não a conhece, não tem ideia do que Ino é capaz, fique fora do caminho dela. –Shikamaru adverte.
Temari passa por ele e continua seu caminho, sem responder. Precisava provar para Gaara que Ino não era a garota que ele imaginava. Tinha ouvido tudo o que Koshiro dissera e tinha visto uma brecha naquela união, uma brecha que ela pretendia explorar. Ela tinha conseguido plantar uma semente de dúvida, mas não era o suficiente, precisaria de mais.
Gaara volta para o refeitório e se senta ao lado de Ino, ela percebe a tensão e a mágoa do marido e beija seu rosto, fazendo um carinho em seguida. Ele a olha e ela o beija novamente. –Eu te amo. –Ela sussurra de encontro aos lábios dele, sua mão percorrendo a coxa do ruivo colada á sua.
-Por que vocês não tiram o dia de folga? Afinal estão em lua de mel, voltem para a barraca e aproveitem algumas horas á sós.
-Estamos em uma guerra, Kankuro. –Gaara responde com a voz rouca, gostaria de fazer exatamente o que o irmão tinha sugerido, levar Ino para a sua barraca e passar horas fazendo amor com ela.
-Gaara, todos sabem o que precisam fazer, Shikamaru estabelecerá as estratégias de contra-ataque e eu as implantarei junto com os shinobis. Colocaremos ninjas vigiando nosso acampamento por todo o perímetro. Madara não atacará hoje. Ele tem que reunir seu exército e reorganizar suas estratégias. Precisará de tempo e se por acaso ele aparecer antes do que imaginamos, saberemos assim que ele estiver ao alcance de nossos vigias. Você será avisado imediatamente, há vários Yamanakas, um deles entrará em contato com Ino. Vão, aproveitem mais algumas horas.
Ino ouve a conversa em silêncio, adoraria passar algum tempo á sós com Gaara, nem que fossem apenas algumas miseras horas. Ele aguarda que o ruivo tome a decisão.
Gaara já ia dizer não quando vê que Ino parecia ansiosa com a sugestão. Será que haveria mal em ficarem algum tempo juntos? Apenas algumas poucas horas? Ele fica em pé e puxa Ino pela mão delicadamente. – Está bem, voltaremos para nossa barraca. Eu e Ino precisamos mesmo discutir sobre nosso futuro.
Ino sorri, se Gaara pensava que ela queria apenas conversar, estava muito enganado. Ela queria falar sobre o futuro, sim, mas também queria aproveitar ao máximo á presença do ruivo e eles saem do refeitório em direção á barraca. Uma chuva fina começa á cair e Ino ergue o rosto para receber as gotas de água que caiam, umedecendo sua pele. Gaara a observa, fascinado, com esforço ele desvia o olhar e a puxa pela mão. –Vamos aproveitar o tempo que temos, meu amor.
Ino o encara, havia paixão e desejo em seus olhos. Ela passa os braços por seu pescoço e o puxa para um beijo quente e sensual, suas línguas se enroscam, se prendem uma á outra, sentindo a textura, o sabor. A loira cola o corpo ao dele, enquanto a chuva continuava caindo. Ele deixa os lábios dela e procura a pele exposta do pescoço, Ino emite um gemido baixo, felino, e rapidamente Gaara procura a origem daquele som, experimentando a pele dela novamente. –Eu te quero, Gaara. – Sua voz sai rouca, demonstrando a excitação que tomava conta de seu corpo.
Gaara a ergue nos braços e se põe a correr, arrancando uma risada da garota. –Nós vamos cair e eu farei amor com você no chão.
-Duvido que você queira isso, o chão está enlameado. – Ele responde e ambos riem, chegando a barraca. Ele a coloca no chão e ela olha em volta, havia goteiras e a água se acumulava nas extremidades da lona estendida como um tapete. Gaara coloca as mãos sobre seus ombros e aperta de leve. –Gostaria de lhe oferecer muito mais, Ino. Você merece um castelo, meu amor.
Ela se vira de frente para ele, os olhos dele demonstravam preocupação e Ino lhe faz um carinho nas faces, abraçando-o em seguida. – Eu te amo e qualquer lugar será um castelo deste que estejamos juntos. O fim desta guerra está próximo, logo iremos para Suna e teremos nosso lar, nosso castelo.
-Eu te amo, muito, você é maravilhosa e transformou minha vida. Estou feliz em ser seu marido e sempre me sentirei orgulhoso por ter você ao meu lado. Nunca deixarei de amá-la ou desejá-la. Sempre vou querê-la ao meu lado, sempre.
Ino sorri e se afasta, pega a parte de baixo da blusa e a puxa, despindo-se da cintura para cima. Depois engancha os dedos no elástico da calça e abaixa-as, ficando completamente nua sob o olhar atento de Gaara. Com passos leves ela se aproxima gingando o corpo e para bem perto dele. –Desejo você, quero que me possua agora. – A voz sexy, mais do que as palavras, deixa Gaara excitado. Ele sente suas calças se apertarem na frente enquanto seu membro se enrijecia em uma ostensiva ereção. Suspira e fecha os olhos, enquanto Ino toca seu corpo, alcançando os cordões que prendiam suas roupas, soltando-as, deixando-as cair aos seus pés, depois remove sua blusa.
Ambos se olham, nus. Gaara passa os dedos de leve pelos ombros de Ino, descendo por seus braços até alcançar suas mãos. Ele a puxa para perto, abraçando-a, esmagando os seios contra seu próprio peito. Acaricia suas costas e segura seus quadris, fazendo-a sentir seu desejo premente. Eles se beijam com volúpia, com fome. Queriam um ao outro e iriam satisfazer suas necessidades mais primitivas.
Ino pega a mão de Gaara e o leva em direção ao saco de dormir, sentando-se e puxando o marido para junto de si. O ruivo deita e ela fica de joelhos. Gaara sente a mão dela sobre seu pênis, ela o acariciava com o polegar em movimentos circulares. Depois ela desce a mão até a base e volta, acariciando. Ele fecha os olhos, gemendo, ansiando por mais. Ino sorri e se inclina para frente, mantendo contato visual com ele se apoiando nos braços. Um sorriso curvou seus lábios e Ino cola a boca em seu corpo, ela o beija permitindo que os dentes o mordiscassem levemente e começa a explorar a sua barriga definida mais embaixo com os lábios.
Os músculos das pernas dele ficam tensos contra as suas coxas quando ela desceu mais até seu rosto ficar acima do pênis. Ino olhou para ele para ver que seus olhos estavam fechados. Ela lambe os lábios para umedecê-los, levanta uma mão e colocou os dedos ao redor do seu membro rijo, baixa o olhar e vira a cabeça um pouco quando sua língua sai para se arrastar pela coroa do pênis dele.
Envolveu seu membro com a boca ao tomar alguns centímetros e começar a lamber e a sugar enquanto apertava a base, o corpo dele enrijece. Ela toma mais, trabalhando-o mais, no fundo da boca, e começa um ritmo constante e lento de subir e descer com carícias firmes, a língua esfregando seu comprimento, enquanto o segurava pela base.
Ino levanta o olhar e mira os olhos verde-claros do marido. Ele mantinha o olhar fixo nela, sem desviar, gotas de suor escorriam de suas têmporas e sua boca estava entreaberta, a respiração ofegante, seu pomo de adão subia e descia. Gaara emite um som muito parecido com um rosnado baixo.
Afastando a boca, Ino o encara e sorri. –Está gostando, Kazekage-sama?
-Você está me matando, Ino, e sabe disso. –Eles riem e ela volta ao ataque, arrancando mais gemidos e suspiros dele enquanto ela continuava a caricia com a boca e a língua, então engatinha por cima dele até as coxas apertarem o seu quadril. Uma mão foi para baixo para agarrar seu membro incrivelmente ereto e ela o guiou para dentro de sua intimidade apertada.
Prendeu os olhos nos dele. Ele fecha os olhos quando ela se abaixou, seu corpo úmido já preparado para ele. Gaara sente seu membro deslizando dentro dela, as paredes de corpo feminino pareciam lhe dar as boas vindas, comprimindo-se ao seu redor.
Ele geme mais alto e aperta sua cintura, prendendo-a. Ela ofega quando de repente Gaara a empurra e eles rolam. Ino acaba debaixo dele, presa, o membro dele enterrado fundo em seu corpo. Gaara segura seus pulsos, colocando-os acima de sua cabeça e usa os braços para firmar o peso. Seus olhares se prenderam.
O olhar do ruivo tinha se tornado selvagem, mas Ino não sente medo algum quando separa mais as pernas e as passa ao redor da cintura dele até apertar suas nádegas firmemente com as panturrilhas, trazendo-o para mais perto. Queria senti-lo todo dentro de si.
Gaara começa a dar investidas profundas e firmes, seus movimentos eram fortes, ritmados, rápidos. Ino gemia e ofegava ao sentir a profundidade da penetração. Seu corpo se movia no mesmo ritmo que o dela. Ela coloca as mãos em seus ombros e aperta, enfiando as unhas na pele dele, sem perceber. Mais uma vez seus músculos se comprimem em volta do membro dele e Ino grita ao atingir o orgasmo, seu corpo estremecendo em espasmos. O ruivo goza em seguida, derramando-se dentro dela.
Ele deita sobre ela, seu corpo repentinamente sem forças, ofegava, seus cabelos grudavam no suor da pele. Queria dizer algo, se mover, mas parecia que seu cérebro não conseguia ditar nenhum comando. Ino acaricia suas costas devagar, as pernas ainda em volta da cintura dele. Depois de um longo tempo, Gaara se apóia nas mãos e ergue o corpo, olhando-a. Os seios dela subiam e desciam rapidamente, acompanhando a respiração. Eles se separam e ele deita ao lado dela, puxando-a para perto. Eles ouvem a chuva bater com força contra a lona da barraca.
Ino se acomoda sobre o peito dele, a mão espalmada sentia as batidas rápidas do coração de Gaara. Eles ficam em silêncio, as mãos dele passeavam pelas costas macias dela, gostaria que o tempo congelasse naquele momento, que eles não precisassem sair dali nunca.
Ino ergue a cabeça e o olha durante alguns segundos, os olhos dele estavam fechados e sua respiração ainda irregular. –Você está bem?
Ele apenas concorda com a cabeça, pensativo, as palavras da irmã martelavam em sua mente. O silêncio se estende e ela começa a se sentir inquieta até sentir os dedos dele tocando seu ventre. –Sua mãe disse que se você ficar grávida, nosso casamento se torna definitivo automaticamente.
-É nisso que está pensando? Filhos? –Ela pergunta sem entender o motivo do comentário dele. Por que Gaara estava falando de gravidez naquele momento?
-Nunca pensei nisso antes. –Ele confessa. – Não pensei nisso uma vez sequer desde que estamos juntos, fomos irresponsáveis sobre isso. Deveríamos ter tomado alguma precaução, certo?
Ela não tinha pensando nisso, porém dá de ombros. – Falarei com Sakura, não se preocupe com isso agora. Não há motivos para alardes.
-Não estou preocupado, só achei que deveríamos ter conversado sobre isso antes do casamento.
-O que você está pensando Gaara? Que vou engravidar para prendê-lo? –Ela pergunta zangada e se afasta dele, sentando no saco de dormir. Gaara nega com a cabeça e acaricia as costas da loira. – Não disse isso, Ino. Só comentei o fato de que não tomamos nenhum cuidado em relação á uma possível gravidez.
-Por acaso foi Temari quem colocou essa ideia em sua cabeça? –Ela pergunta já sabendo a resposta, claro que a irmã dele não perderia uma chance de plantar discórdia entre eles.
-Minha irmã tocou no assunto e eu achei que deveríamos conversar á respeito, não queria chateá-la, na verdade não me importo se você ficar grávida. Não seria ruim.
-Você nem sua irmã precisam ficar preocupados com uma gravidez indesejada. –Ela fica em pé e pega suas roupas quando sente a mão dele em seu braço, prendendo-a. – Ino, você não está sendo racional, isso é um grande mal entendido, não estou desconfiando de você.
-Não foi um mal entendido, você citou a cláusula que fala sobre gravidez. Temari deve ter lhe convencido de que eu e minha mãe vamos aplicar um golpe em você, mas estão enganados. A ideia dessa união foi da minha mãe e você concordou e me convenceu a aceitar. Agora acha que vou engravidar só para transformar esse casamento em permanente? É o que pensa sobre mim? –Ela se desvencilha dele e se veste rapidamente.
-É claro que não. –Ele responde passando as mãos pelo cabelo, se arrependendo de ter tocado naquele assunto. Era claro que Ino jamais faria isso, não deveria ter dado ouvidos á irmã. Temari queria provocar uma briga entre ele e Ino e estava conseguindo. –Nosso casamento é definitivo, não quero e não vou me separar de você, eu te amo e estou feliz por estarmos casados.
-Não pensei que a possibilidade de ter filhos comigo fosse tão detestável, não se preocupe, não irei engravidar nem agora nem nunca. – Havia uma grande mágoa nas palavras de Ino, sentia-se arrasada por Gaara ter pensado que ela seria capaz de tentar prendê-lo com um golpe tão baixo, usar uma criança inocente como garantia de um matrimônio.
-Não disse que não quero ter filhos com você, Ino. Não coloque palavras na minha boca, vamos esquecer esse assunto.
-Gaara, sabe porque eu estava tão irritada antes da batalha? –Ele nega e ela continua. –Porque vou menstruar em um ou dois dias, se você entendesse um pouco sobre mulheres teria percebido. Não estou grávida, tire essa preocupação da cabeça, não precisa mais pensar nisso, não teremos filhos nunca. – Ela conclui deprimida.
-Eu não disse que não quero ter filhos. - Ino abaixa a cabeça, chateada. -Olhe para mim, por favor. –Ela ergue o olhar triste, tinha perdido o pai há dois dias e agora Temari tentava colocar Gaara contra ela. Droga, será que era muito pedir um pouco de paz?
Havia lágrimas nos olhos da kunoichi e Gaara a puxa para seus braços. Ino estava frágil pela morte do pai e a pressão de se comunicar com todos os kages e agora estava pensando que ele não confiava nela. –Ino, não queria fazê-la chorar, nem magoá-la, sinto muito.
Ela se afasta dele e senta no saco de dormir, abraçando as próprias pernas. Droga, mil vezes droga, Temari sempre seria uma pedra em seu sapato, faria de tudo para atrapalhar sua vida.
-Ino, esqueça isso, nosso casamento é definitivo, eu já disse a Temari que somos um casal. –Ele se agacha em frente á ela, acariciando seus joelhos. - Esse assunto está encerrado, não vamos mais falar sobre isso. Teremos nossos filhos quando você quiser.
-Isso não terminou ainda, Gaara, Temari me odeia e tem feito de tudo para infernizar nossas vidas desde que estamos juntos. Ela sempre causará problemas entre nós. Ela fará fofocas, comentário maldosos, vai encher sua cabeça de dúvidas e destruir nossa relação lentamente.
-Isso não vai acontecer, falarei com ela. –Ino o encara e fica em pé, decidida. –Não, Gaara. Agora é a minha vez de falar com ela. –Ela se dirige á entrada da barraca.
-Aonde vai? O que pretende fazer Ino?
-Preciso fazer algo ou Temari jamais me deixará em paz. Ela precisa entender de uma vez por todas de que nós estamos juntos para sempre. Estou cansada de sua irmã tentando nos separar, está na hora de Temari receber o que merece. – Ino fala sem se voltar e sai da barraca. Temari tinha quebrado a trégua que existia entre elas, mas Ino lhe ensinaria uma lição. Ela desce em direção ao centro do acampamento, iria procurar pela kunoichi da Areia. Temari iria se arrepender de ter irritado Yamanaka Ino.
XXX
-Então eles se casaram? Aqui? –Havia incredulidade e diversão nas palavras de Sasuke enquanto ele olhava para Naruto e Sakura. – Isso é mesmo verdade?
-A mãe de Ino pressionou Gaara, mas ele parecia muito feliz em aceitar a união contratual.
-Ele poderia tê-la deixado, Sakura, contudo Gaara ama Ino e não iria querer se separar dela de jeito nenhum. Eles pareciam felizes para mim. –Naruto acrescenta.
-Sim, Ino estava feliz e Gaara também, eu fico pensando na situação, casar-se no meio de um acampamento ninja, durante uma guerra, sem nenhum conforto. A noite de núpcias deles foi em uma barraca de lona, qualquer um poderia ouvi-los. Isso seria muito constrangedor. – Sasuke ri das palavras da namorada e a abraça. –Quer dizer que vamos esperar chegar em Konoha para fazermos amor? Isso pode demorar, tem certeza de que não quer pensar melhor?
-Sasuke! – Ela exclama constrangida e os dois rapazes riem. Naruto fica em pé. –Estou sobrando aqui, é melhor procurar a minha namorada.
-De quem está falando, Naruto? Quem é a louca que aceitou namorar você?
-Hinata. –Sakura responde. –Ela me contou sobre vocês.
-Hinata? Hyuuga Hinata? –Naruto confirma e Sasuke ri. –Pensei que ela fosse mais inteligente.
-Idiota, Hinata me ama e eu a amo também. –Sasuke ergue as mãos em sinal de paz. –Estava brincando. Hinata é uma garota maravilhosa e fico muito feliz por você. –Naruto sorri também e se despede dos amigos, saindo em seguida.
-Você precisa descansar. – Sakura adverte Sasuke. O moreno a puxa e beija seus lábios demoradamente então a olha, seus olhos flamejavam de desejo. – O que eu disse é serio, Sakura, não pense que irei esperar chegar em Konoha para torná-la minha. Eu te amo e te quero. – Ela fica corada pelas palavras e fica em pé, se afastando do Uchiha. –Antes você precisa melhorar, depois falaremos disso, agora deite-se, isso é uma ordem. –Ele sorri concordando e se deita.
XXX
Ino chega ao centro do acampamento e olha em volta á procura de Temari, estava cheia das provocações e maldades da cunhada e daria um jeito naquilo. Ela não vê a Sabaku e pergunta á um ninja da Areia se sabia onde encontrá-la. O rapaz faz sinal, apontando o refeitório e ela se dirige para lá, a raiva queimando cada vez mais dentro dela.
Ela para na entrada e olha em torno encontrando Temari sentada consertando seu leque que havia sido danificado na última batalha. –Temari! – A kunoichi da Areia levanta a cabeça surpresa por ver Ino ali. – O que quer comigo, Ino? Pensei que estivesse desfrutando a posição de esposa do Kazekage.
-Quero falar com você, lá fora. – Ino dá as costas e sai do refeitório. Iria aguardar a cunhada do lado de fora, não queria causar danos ao lugar.
Temari fica em pé, sem entender. Por que Ino estava ali? Kankuro lhe dissera que Gaara e a esposa iriam aproveitar o dia em lua de mel. Ela vai ao encontro da outra. –Quer falar comigo? – Ela sente a raiva que emanava de Ino.
-Na verdade, eu gostaria de matar você. – A resposta sai em um grito e chama a atenção de várias pessoas. Todos reconhecem a esposa e a irmã do Kazekage. Kankuro, Matsuri, Shikamaru, Chouji, Koshiro, entre outras tantos ninjas também estavam lá, sem entender o que se passava.
-Filha... –Koshiro começa, mas Ino ergue a mão. –Agora preciso dar uma lição nesta cobra, estou farta de ser objeto das maldades dessa mulher falsa.
-Eu? Falsa? Olha quem fala, você e sua mãe montaram uma cilada para o meu irmão e ele caiu feito um patinho e eu que sou falsa? Francamente, Ino, não estou entendendo do que você está falando.
-Ah, você entende sim, mas não vim aqui para ouvir mais absurdos. Estou farta de você e de suas maquinações. Chegou a hora de você pagar por tudo o que já fez contra mim. –Ino responde sem desviar o olhar de Temari e fica feliz ao ver que o rosto dela fica pálido. –Está com medo, Temari?
-Ino, pare com isso, esqueça Temari, deixa isso para lá. –Shikamaru pede, segurando o braço da amiga. Ino se vira para ele e o Nara vê a magoa e a raiva refletidas em seu olhar.
-Está com medo que sua amiga se machuque, Shikamaru? – Temari provoca, estava aliviada por Shikamaru ter segurado Ino, contudo iria aproveitar para tripudiar mais um pouco. Shikamaru olha de uma para outra e então solta Ino. – Certo, faça o que achar melhor. –Ele se afasta das duas, não ficaria entre elas. –Não diga que não te avisei, Temari.
- O que pretende, Yamanaka?
-Fazê-la pagar por tudo o que disse contra mim, Temari. – Assim que termina de falar, Ino atira duas shurikens, cortando fora uma das marias-chiquinhas da outra. Os cabelos dela caem no chão enlameado e Temari a olha furiosa. –Como se atreve?
- Vai lutar ou vai continuar ai falando como um papagaio. – Ela atira uma kunai desta vez que só não acerta Temari por que a mulher pula para longe, contudo ela não foi rápida o bastante e a arma atinge seu braço, rasgando a pele. Um fio de sangue escorre e Temari olha para Ino, a garota não estava brincando.
Ino pega outra kunai. – Lute ou morra, Temari, eu ainda estou de TPM e perdi meu pai faz apenas dois dias, deveria ter levado isso em consideração antes de ter se metido entre mim e meu marido.
Gaara chega e tenta avançar para impedi-las e Koshiro o impede. –Deixe-as, Ino tem todo o direito de se defender das maldades de sua irmã. Inoichi me contou as coisas que ela fez e disse sobre minha filha, quando Ino foi seqüestrada. Eu te garanto que sua irmã merece a surra que irá levar, só sinto não ser eu á dar um corretivo nessa cobra.
-Koshiro está certa, Temaria tem provocado Ino desde que vocês começaram a namorar. Deixe-a resolver isso. É um direito dela e eu no seu lugar evitaria irritar ainda mais a sua esposa. – Kankuro conclui e segura o braço de Gaara. – Não se meta entre elas, Gaara, isso é um assunto que só diz respeito as duas.
-Então, Temari, o que está esperando?
-Ficou louca? Não lutarei contra você aqui. – Temari responde e Ino dá de ombros. - Eu quis lhe dar a chance de se defender, a escolha foi sua. – Com fúria Ino salta e joga várias shurikens em direção á Temari que mal tem tempo de se esquivar. Uma atinge seu ombro direito e duas cravam em sua perna esquerda. A kunoichi solta um grito de dor e se abaixa, não vendo Ino aterrissar á sua frente, acertando seu ombro com o cotovelo, depois gira rápido, batendo em seu quadril.
Temari a olha e Ino lhe acerta mais dois socos, um no rosto e outro no estômago. Ela se dobra de cor e Ino ergue o joelho acertando o nariz de Temari, depois se abaixa e gira, dando uma rasteira e jogando a Sabaku de cara no chão. Temari se ajoelha na tentativa de ficar em pé, contudo Ino lhe dá um chute jogando-a de barriga para cima.
Ino senta sobre seu estomago, suas coxas prendendo a mulher firmemente no chão. Ela coloca a ponta da kunai contra a pele da garganta de Temari. – Eu poderia matá-la, Temari. Poderia rasgá-la até a cintura e jogar suas entranhas na lama.
-Você seria presa, Ino, pelo resto da vida. – Temari fala corajosamente.
-Negativo. Os kages precisam de mim para se comunicarem, lembra-se dos planos da Aliança? Eles só serão possíveis se eu ajudar. – Ino fala bem baixo apenas para Temari ouvir. -Eles terão que me deixar livre. Você não faz falta nenhuma, imbecil. – Ela vê o pavor tomar conta de Temari. A mulher tenta se mexer e Ino acerta um soco do lado de seu rosto, arrancando um grito de dor.
-Vocês não vão pará-la? Ela vai matar Temari. –Matsuri comenta nervosa e Kankuro passa o braço pelos seus ombros, puxando-a para perto. –Ino não vai matá-la, só assustá-la para que Temari não a irrite mais. Minha irmã pediu por isso, eu a aconselhei várias vezes para que deixasse Gaara e Ino em paz, agora ela está recebendo o que pediu. –Kankuro declara. Estava preocupado com a irmã, contudo Ino não permitiria que ela escapasse até que aprendesse a lição.
- Eu poderia cortá-la em pedacinhos, Temari, deveria fazer com você o que Shiko-sha fez comigo enquanto todos vocês estavam em segurança aqui no acampamento. Ele me espancou, esmagou minha mão, quase arrancou meu olho, me chicoteou e me queimou com ferro em brasa. Passei dois dias acorrentada a uma parede sem comer ou beber nada. Agüentei tudo isso sem gritar, mas acho que você não agüentaria nem o primeiro tapa. Ele teria feito picadinho de você.
-É uma pena que não tenha morrido, cadela. – Temari rosna zangada e leva outra bofetada.
-Acho que não precisamos de reforços, poderíamos irritar Ino, depois mandá-la atacar Madara e seu exercito e voltarmos mais cedo para casa. – Kankuro graceja fazendo as pessoas perto rirem.
-Me largue, imbecil. – Temari fala em tom choroso e Ino sorri, divertida. –Negativo, Temari, nós tínhamos uma trégua e você a desrespeitou, é uma kunoichi sem honra.
-Você e sua mãe também não tiveram nenhuma honra, prenderam meu irmão em uma armadilha.
-Gaara concordou em essa união e foi ele quem me convenceu a aceitar esse casamento. Ele tinha outros motivos para se casar comigo. –Temari a olha surpresa, não sabia que Gaara tinha insistido com o casamento. –Você está mentindo.
-Não estou e você saberia disso se tivesse perguntado ao seu irmão. –Ino agarra os cabelos de Temari e os puxa de forma dolorosa. –Não vou matá-la, Temari, não quero sujar minhas mãos com seu sangue. Fique longe de mim, é o último aviso que lhe dou. Não tente mais me separar do seu irmão, eu o amo e ele me ama também. Nosso casamento é definitivo.
-É claro que é definitivo, você jamais deixaria o Kazekage.
-Acha que é por isso que estou com Gaara? Porque ele é o Kazekage? Até parece que me importo com isso. Eu amo seu irmão e foi por isso que aceitei me casar com ele aqui, em plena guerra, em um acampamento. Passamos a nossa noite de núpcias em uma barraca remendada e cheia de goteiras, nem tivemos muita privacidade. Fiz isso porque o amo. Você sabe o que amar alguém, Temari? Querer estar ao lado de outra pessoa, ficar feliz ao vê-la sorrir, ficar preocupada porque ele não consegue dormir o suficiente, ter medo de que ele perca a vida? É isso que sinto por Gaara.
Temari tenta sair debaixo de Ino novamente. A Yamanaka prende a mulher pelo pescoço. –Fique quieta, eu ainda posso decidir matá-la.
-Agora chega, Ino, solte-a. –Koshiro fala com decisão. Ino olha para a mãe e depois volta o olhar para Temari. –Ela já aprendeu a lição. Tenho certeza de que Temari deixará você e Gaara em paz, agora.
Ino se levanta e coloca um pé sobre o corpo de Temari. –Eu só não vou matá-la, porque deixaria Gaara infeliz e eu não quero que isso aconteça. Ele já sofre muita pressão, não precisa passar pela dor de perder uma irmã, mas eu vou te avisar pela última vez, deixe-nos em paz. Pare de me perturbar e provocar, ou tentar colocar seu irmão contra mim. –Ela olha em volta, os ninjas estavam perplexos. Ninguém ali esperaria que Ino espancasse a cunhada. –Alguém mais tem alguma coisa contra meu casamento com o Kazekage?
Todos negam e Ino retira o pé de cima de Temari, afastando-se. Ela segue para a barraca, passando direto pelos dois irmãos. Gaara olha para onde Temari estava caída, deveria verificar se sua irmã estava bem, no entanto queria ir atrás da esposa. Kankuro percebe o dilema do ruivo e o chama em voz baixa. – Vá falar com Ino, eu cuido de Temari. –Gaara concorda e Kankuro sorri. – No seu lugar eu tomaria cuidado com a loira, evitaria provocá-la, ela é uma garota boa de briga e pelo jeito não engole desaforo. Não gostaria que algo te acontecesse enquanto dorme.
-Ela agiu errado, eu sei, mas eu a amo, Kankuro. – Gaara afirma, abrindo os braços, resignado e Kankuro ri, divertido. – Ela te faz feliz, isso é o que importa para mim. Agora vá, eu me encarrego da nossa irmã.
Gaara se dirige rapidamente para a barraca, falaria com Ino. Não sabia ainda que atitude tomar. Existiam regras rígidas á respeito de brigas no acampamento e até o presente momento ele não tivera que punir ninguém por quebrá-las, odiaria ter que começar pela sua esposa.
XXX
Shikamaru se abaixa ao lado de Temari junto com Kankuro e Matsuri. A garota gemia baixinho e Shikamaru lhe estende a mão. –Venha eu te ajudo, vou levá-la até a enfermaria.
-Eu quero que Ino seja presa e levada á Corte Marcial.
-Não vá por esse caminho, Temari, duvido que Gaara faça isso. Ele está muito zangado por você ter tentado atrapalhar o casamento dele, no seu lugar eu ficaria fora do caminho dos dois, seria o melhor para você. –Kankuro adverte.
Shikamaru passa o braço pela cintura de Temari que apóia o braço em seus ombros. Ela olha em volta, sentindo-se profundamente humilhada. Todos a tinham visto ser surrada pela kunoichi de Konoha. Ino era rápida, ágil e forte. Ela sentia seu corpo doendo das pancadas. Shikamaru a pega no colo com cuidado e a leva até a enfermaria onde encontra Sakura.
A rosada fica assustada ao ver o estado de Temari. –O que aconteceu com ela? Fomos atacados?
-Ela foi atacada. –Ele faz uma pausa enquanto colocava Temari em um saco de dormir no chão. –Pela Ino. –Ele completa.
-Como é? Ino fez esse estrago todo nela? –Shikamaru confirma enquanto Sakura examinava Temari. –Por quê?
-Temari tentou separar Ino e Gaara, mais uma vez. –Sakura olha para Temari com raiva. –Só vou cuidar de você porque é meu dever, mas pode ter certeza de que se tivesse opção não moveria um dedo para ajudá-la. Ino é minha amiga e você tem infernizado a vida dela desde que ela começou a namorar seu irmão.
-Ora, cale essa boca. –Temari ordena zangada e Shikamaru a olha irritado. –Pare com isso, Temari, você precisa da Sakura, é melhor ficar calada. – Ele se levanta e Temari o olha. –Você já vai?
-Sim vou ver como está minha amiga.
-Ino também está ferida? Deveria tê-la trazido até mim e deixado Temari para outro médico. –Sakura resmunga enquanto pegava biombos para colocar a volta da kunoichi, isso daria mais privacidade a irmã do Kazekage.
-Ino saiu ilesa, Temari não conseguiu atingi-la nenhuma vez. –Sakura ergue uma sobrancelha e segura o riso. – Entendo, dê meus parabéns para ela.
-Você vai voltar mais tarde, certo? –Temari pergunta esperançosa e se decepciona ao ver o rapaz negar. –Não Temari, acabou tudo entre nós. Você feriu minha melhor amiga, por pura maldade e inveja. Eu lhe disse para deixá-lo em paz, mas você não me ouviu. Estou cansado de te ver tentando destruir Ino, ela sempre foi minha amiga. Agora teve o que pediu e eu não sinto pena nenhuma de você. Adeus, Temari.
Ele sai e deixa Temari para trás, Sakura cuida rapidamente da loira e depois se afasta deixando-a sozinha. Ninguém fica ao seu lado um minuto á mais que o necessário. Sentia-se só, nem mesmo seus irmãos aparecem para saber como ela estava.
XXX
Ino chega á barraca e aguarda, sabia que Gaara estava a caminho. Se preocupava com a reação do ruivo. Será que seu marido iria puni-la? Dissera á Temari que isso não aconteceria, mas não tinha certeza, afinal batera em sua cunhada, na irmã de Gaara. Ele poderia estar furioso com ela agora.
Solta um suspiro e senta no saco de dormir, aguardando a chegada de Gaara. Não se arrependia, Temari a tinha provocado demais, merecera a surra. Na verdade, se sua mãe não tivesse dito para parar, ela teria batido mais, muito mais.
A cortina se abre e Gaara entra na barraca, Ino se levanta e o encara, séria, não se desculparia pelo que fizera.
Ele para alguns passos dela e a olha, em silêncio, durante vários segundos, não sabia por onde começar. O que falar para sua esposa? Que ela não deveria ter brigado e surrado uma kunoichi aliada? Ela já sabia disso. E no fundo Gaara sabia que Temari tinha merecido e que ele também era culpado por Ino ter perdido o controle.
-Está zangado? – A voz dela soa baixa, contida tirando-o de seus pensamentos.
-Sabe que agiu errado, Ino. –Ele responde no mesmo tom. – Brigas são intoleráveis, já temos inimigos demais, não podemos lutar uns contra os outros.
-Não agüentava mais as provocações dela. – Ino se justifica. – O que você fará? Não vou pedir desculpas á ela, nunca. Não me arrependo.
-Você me deixou em uma péssima situação. Se eu não puni-la, dirão que estou sendo parcial. Contudo, você passou por muitas coisas ruins nas últimas semanas. Depois concordo com você, Temari tem te provocado e eu também tenho minha parcela de culpa. Eu não sei o que fazer, Ino.
-Você quer me punir?
-Claro que não. Droga, você deveria ter pensado nisso antes de agir deste jeito.
-Temari deveria ter pensado antes de me provocar e você deveria ter tomado alguma atitude para mantê-la de boca fechada. E está certo, também tem culpa no que aconteceu hoje, não deveria ter dado ouvidos á idiota da sua irmã. – Havia raiva na voz da loira, ela se abaixa e começa a juntar suas coisas que estavam jogadas pela barraca. –Eu vou embora, ficarei com minha mãe, quando se decidir sobre o que fazer, me avise.
-Ino, espere. – Gaara fala em tom de comando, senta no saco de dormir e estende a mão para Ino. –Venha, sente-se ao meu lado. – Ela hesita e ele insiste, sério. –Por favor. –Ela se acomoda ao lado dele, sem saber o que esperar.
-Não vou puni-la, podem pensar que estou sendo parcial, mas não serei injusto com você ou a usarei como exemplo. Você é minha esposa, preciso de você ao meu lado, sempre. Você me faz bem. Contudo, terá que me prometer que vai se comportar, não aceitará mais as provocações de Temari. Quando minha irmã estiver melhor, falarei com ela.
-O que dirá á ela? –Ino indaga, ainda surpresa pela atitude dele.
-Ela terá que respeitar sua posição como minha esposa e... – ele fecha os olhos durante alguns segundos, soltando um suspiro em seguida. – direi á Temari que deve se mudar de nossa casa, não será possível para vocês viverem juntas. Eu a ajudarei a encontrar uma casa em Suna e a se sustentar, mas ela deverá morar em outro lugar.
-É uma ótima idéia. – Ino sabia que isso era difícil para Gaara, mas a idéia de morar junto com Temari era insustentável.
-Ino, não se aproxime dela novamente, evite, por favor.
-Do jeito que você fala até parece que sou eu a culpada, sua irmã é insuportável. Ela me quer longe de você. Não pretendo me aproximar de Temari, porém você tem que pedir o mesmo á ela, que fique bem longe de mim.
-Eu pedirei. – Ele fala conciliador. Ainda não sabia que problemas teria por causa do ocorrido, mas não iria prejudicar ou punir sua esposa. Ino já tinha sido torturada e perdera o pai. Ele não traria mais sofrimento á ela.
Ino passa a mão no rosto de Gaara, em um carinho, sabia que ele estava chateado pelo que havia acontecido. –Você está bravo?
- Não. Você apenas se defendeu, eu deveria ter evitado isso. - Ele a puxa para perto e abraça. - Eu quero filhos, Ino, quero ter filhos com você, quantos filhos você quiser, contudo tenho medo que engravide agora. Não sabemos como será o fim do próximo ataque, da próxima batalha. Eu posso não sair vivo e odiaria deixá-la carregando um filho, ter a responsabilidade de criar uma criança sozinha. Não quero que isso aconteça. Era com isso que estava preocupado.
-Gaara, não fale assim. Você vai viver, ambos vamos. – Ela sussurra, assustada. O mero pensamento de perdê-lo abria uma ferida em seu peito, deixando-a em agonia. Ino encosta a cabeça no peito dele, segurando-o pelo tecido macio de sua blusa, e fecha os olhos. –Nada irá nos separar, nem a guerra, nem Madara e nem a estúpida da sua irmã. Estaremos sempre juntos, sempre.
-Sempre. –Ele sussurra em resposta, tentando se convencer. Sabia que a próxima batalha seria a última, a decisiva. Nela seriam depositadas todas as estratégias e esperanças do mundo shinobi.
Gaara aperta os braços em volta dela e beija o topo de sua cabeça. Uma dúvida insidiosa se manifestava em seu coração, será que sobreviveria ao inimigo e poderia voltar para casa com sua esposa? Apenas o tempo poderia lhe dar essa resposta, no momento ele só poderia aproveitar o momento.
Como se lesse os pensamentos do marido, Ino se ajoelha á sua frente e o beija, um beijo profundo, sedento, apaixonado. Naquele gesto ela demonstrava todo o seu amor e confiança no futuro e Gaara corresponde com ardor e desejo. Se aqueles fossem os últimos momentos que teria com ela, então os tornaria inesquecíveis.
XXX
-Quanto tempo ainda? – Um Zetsu pergunta ao líder que os guiava.
-Mais dois dias e estaremos no acampamento do Kazekage. – O outro responde sem se voltar ou parar. – Desta vez temos que derrotá-lo, será a última chance, a última batalha.
-Nós o mataremos. Madara ficará satisfeito e poderá colocar seu plano em ação. Nada mais o deterá.
-Ainda temos que encontrar os últimos jinchuurikis. Naruto está no acampamento, mas não temos ideia de onde Killer Bee se escondeu. Se não o encontrarmos, Madara não poderá realizar seu sonho.
Os demais aquiescem e eles continuam seu caminho em direção ao acampamento de Gaara. Estavam sedentos de sangue, cheios de ódio e de desejo de matar. Haviam sido criados para destruir e espalhar o horror e era o fariam quando chegassem ao local. Não restariam muitos shinobis vivos ali, isso eles garantiriam.
XXX
Sasuke desperta, confuso. Tinha dormido por poucos minutos. O local estava silencioso, os ninjas dormiam em seus sacos no chão. Ele olha em torno, tudo parecia normal, mas algo estava fora do lugar. Alguém estava faltando. Ele se dá conta que Sakura não estava por perto.
Ele fica em pé rapidamente e ouve um risada baixa e maldosa. – Você se tornou um traidor, igual ao seu irmão, Sasuke, é uma vergonha para os Uchihas. Um pária.
-O que faz aqui? Como chegou? – Sasuke pergunta, perplexo e o outro ri, divertido. – Que diferença isso faz? Posso ir e vir como quero. Você já sabe disso há tempos. – A expressão do homem fica séria. – O moleque tem algum plano, ele está usando Naruto como isca, eu sei. O que ele está tramando, Sasuke?
-Não sei do que está falando, Madara. –Sasuke responde, tenso. À sua volta tudo continuava no lugar, do mesmo jeito, sem mudanças. Apenas Sakura não se encontrava ali e isso o preocupava, não queria perguntar sobre ela ou Madara saberia que ele se importava com a rosada.
Madara ri, mais uma vez. – Procurando pela médica? Ela está fora no momento. Agora, me diga o que sabe, Sasuke, ou verá sua amiga morrer assim que entrar aqui. Não a pouparei, algo está acontecendo e você vai me dizer o que é. Meu exército está perto, muito perto e quando chegar não deixará ninguém vivo. Todos os shinobis aqui morrerão e eu levarei Uzumaki Naruto comigo. Eu executarei o Tsuki no Me e salvarei este mundo da destruição.
Sasuke analisa a situação. Madara era muito mais forte e poderoso, nada o impediria de matar Sakura. A dor atravessa seu coração. Não suportaria perder seu amor, sua esperança de recomeço, contudo não poderia trair o segredo da Aliança, não poderia trair a confiança que Sakura havia depositado nele. O que fazer? Não sabia aonde Sakura tinha ido e nem quando voltaria.
Os minutos voam enquanto Madara aguardava, os braços cruzados. Seu olhar era maligno. A loucura brilhava em seus olhos que no momento estavam vermelhos. Um ruído na entrada atrai a atenção de ambos e eles se viram para ver quem estava entrando.
Continua...
