Capítulo 12 – Tio Pródigo
Sirius olhou com firmeza na direção do quadro, o professor parecia se esforçar em tornar problemas de probabilidade em algo divertido, ou ao menos inteligível, mas ele estava entediado.
Por mais que nos últimos dias ele tentasse simplesmente não pensar em Remus, que focasse a mente em coisas práticas, como as promessas que fizera ao próprio pai, quem sabe na folha de exercícios que tinha a sua frente, ou até mesmo na cara de idiota que Lucius Malfoy mantinha enquanto cochilava no meio da aula.
Mas era impossível, a imagem de Remus ia e voltava como num sonho suave. A cada instante que não se vigiava e começava a divagar, ele via a face do rapaz, suas expressões suaves, os cabelos delicados que ele nunca deixava de ansiar tocar e cheirar e acariciar... E então ele voltava à realidade, se refreava, endurecia a expressão e focalizava no professor, apertando os olhos, aguçando os ouvidos até que o som da voz explicando os processos matemáticos retumbasse em sua cabeça.
Porém era só relaxar que aquele suspiro letárgico retornava e a sensação da boca de Remus contra sua começava a sufocá-lo. As lembranças da noite passada estava vívida, a forma que Lupin se deixara levar sem muita resistência, a maneira com que lhe fora permitido toca-lo. E o calor, o perfume, a pouca luminosidade e aquela atmosfera de cumplicidade.
Ter beijado Remus havia povoado sua mente de idéias e uma que insistia em não sumir, que martelava lá no fundo, cutucando-o, de que ele poderia estar com o rapaz, de que poderia manter tudo em segredo do pai e tentar engana-lo com aquela nova pose de herdeiro promissor.
Só que havia tantas incertezas. Será que Remus aceitaria algo tão furtivo? Aceitaria algo que parecia tão errado, algo que ia contra sua personalidade correta e honesta?
Ele não sabia o que realmente deveria fazer, se o certo era seguir aquele impulso apaixonado, de arriscar enquanto ainda tinha chances.
O sinal anunciando o término das aulas soou e ele se apressou para sair da sala, não resistindo a um sorriso sarcástico ao ver Lucius quase cair da cadeira de susto com o súbito barulho.
Por algum motivo agora, todos os dias se via com pressa de sair da escola. Repetia um mantra em sua cabeça que não era para fugir de Remus, porque fugir não era algo que Blacks faziam, certo? Mas aquela era verdade, e hoje seria insuportável esbarrar com o pianista, principalmente depois daquele beijo. Na noite passada ele tinha dito que não podia e se afastara, mas ele ultrapassara uma fronteira sem volta e agora Remus sabia com certeza que não poder e querer eram coisas completamente distintas para eles.
Avistando o carro da família já parado na porta, ele apressou os passos, mal esperando o motorista sair para abrir a porta e se jogando no banco de trás com mochila e tudo.
-Hum, um tanto animado para ir para casa hoje, não acha? – uma voz feliz o cumprimento, e num piscar de olhos ele sentiu o próprio astral se elevar.
Diante dele, sorrindo quase que igualmente, Andy o observava ao lado de Alphard, o tio que mais idolatrava e que lhe presenteava com maravilhosas lembranças de sua infância.
- Al! – ele exclamou com um sorriso animado quando o carro começou a andar, depois olhou suspeito para Andrômeda. – Se alguém da família descobrir que você anda convidando deserdados para um encontro minha querida prima, você estará encrencada.
Alphard riu da expressão sabichona do sobrinho e Andy se fez de inocente, piscando os olhos.
- Não sei do que você está falando, Sirius. Este senhor é apenas alguém muito estimado e eu achei que você gostaria de compartilhar conosco um belo almoço na surdina de algum restaurante. – depois dando de ombros e olhando falsamente pesarosa para o tio, acrescentou. – Mas se você insiste tanto, é claro que o deixaremos imediatamente em casa.
- Não! – Sirius praticamente berrou abrindo um sorriso alegre logo em seguida. – Prefiro morrer por compartilhar uma mesa com Alphard, do que almoçar ao lado de Narcissa e seus discursos sobre cosméticos e a carranca adorável de Bellatrix.
- Foi o que pensei. – Andrômeda sorriu satisfeita.
Sirius se ajeitou no banco parecendo irradiar felicidade e Alphard o olhou de forma analítica, falando logo em seguida.
- Ouvi dizer, Sirius, que você caiu nos dissabores de seu pai. – As bochechas do rapaz entraram em chamas e ele olhou acusadoramente para Andy.
- Ah, não me olhe assim, você sabe muito bem que tio Al consegue arrancar informações até de sua mãe.
E Sirius suspirou, olhando para o tio e abrindo um sorriso triste.
- É tio Al, acho que ele ficou um pouco surpreso ao ver, hum, com quem eu ando, hum, conversando.
- Hum... – Alphard coçou a cabeça e numa voz suave acrescentou. – Você quer dizer, beijando no escritório.
Foi como se Sirius tivesse mordido uma pimenta e subitamente ele sentiu-se tão embaraçado e o olhar perspicaz dos dois parentes em sua direção parecia não estar ajudando.
- Bem, então nós deveríamos ter convidado o jovem amigo de Sirius para o almoço, não é qualquer um que enfrenta a dupla Richard-Stela e sai vivo! – mas Sirius olhou para o tio de uma forma estranha, e Andy mordeu o lábio inferior.
- Eu me afastei dele. – Sirius declarou sem muita coragem de encarar Al.
- E isso quer dizer o quê exatamente?
- Fiz um acordo com meu pai, eu quero ser o futuro representante da família, não gostaria de abrir mão disso. Então, ele meio que relevou o... incidente.
Alphard ergue uma sobrancelha balançando a cabeça como se tentasse assimilar a informação.
- E você pretende manter sua palavra de forma integral?
- O que você quer dizer? – Sirius questionou praticamente assustado, entregando-se quase no mesmo instante.
- Ah... – Alphard riu novamente, satisfeito. – Eu sabia que o mesmo sangue que corre nessas minhas pobres veias corre nas suas. Então você já pensou em algumas formas de digamos, flexionar, os termos do acordo.
Andrômeda soltou uma risadinha, rapidamente comentando.
- Tio Richard te mataria se o visse ensinando suas táticas de guerrilha familiar para Sirius.
- Guerrilha? Minha pequena e inocente Andrômeda,sou apenas um velho zelando pela felicidade de um sobrinho querido.
Sirius deu um sorriso de lado e Al piscou para ele.
- Então, ao menos conversou com o pobre rapaz?
As bochechas de Sirius voltaram a fumegar e Andy bufou.
- Não acredito que você continua tratando-o de maneira indiferente, Siri. É simplesmente odiável, sabia?
- Andrômeda tem razão, beijar uma pessoa não é tão simples quanto parece.
- Um único beijo muito catastrófico, devo ressaltar! – Andrômeda acrescentou colocando uma mecha dos cabelos negros atrás da orelha e num ruminar Alphard concordou.
- Bem... – Sirius sentiu como se ficasse cada vez mais vermelho. – Não foi só um beijo, quero dizer...
Al ergueu uma sobrancelha batendo a bengala que carregava no chão do carro.
- Céus, esses adolescente de hoje parecem coelhos.
- Não, não foi isso que eu quis dizer! – Sirius rapidamente tentou contornar o mal entendido. – Eu tentei ignora-lo, na realidade sumi por uma semana e ontem, que eu o vi pela primeira vez depois do... você sabe... bem ele estava muito irritado, e eu não sabia o que fazer, e resolvi é... ir embora...
- Você quer dizer fugir. – Andy constatou com uma expressão meio exasperada.
- É eu sai de perto dele... – Al soltou um muxoxo e Sirius revirou os olhos. – Ok,ok, eu praticamente sai correndo e ele veio atrás de mim.
- Garoto de fibra! – Alphard gracejou e Sirius olhou irritado para ele por interrompe-lo durante algo que já estava sendo difícil de dizer.
- Bem, ele gritou comigo, disse um monte de coisa, incluindo que me odiava e depois começou a chorar e eu, uh...
- Ahhhh! – Andrômeda pareceu imensamente contente. – Esses sempre são os melhores beijos.
- Andy! – Sirius exclamou.
- Acho que essa correria toda deixa tudo muito claro, não acha, Sirius? – Alphard pressionou e Sirius meneou a cabeça.
- É complicado, eu não sou você tio, não consigo enfrentar meu pai. Céus, até minha mãe faz minhas pernas tremerem.
Alphard sorriu de forma gentil.
- Sirius, Stela Black é como demônio no corpo de uma dama.
Andy sorriu de lado e comentou brevemente.
- Minha mãe costuma dizer o mesmo dela quando estão brigadas.
- Chame de consentimento familiar. – Al acrescentou e houve um breve momento de silêncio enquanto o carro virava a esquina e seguia por uma rua que Sirius não conhecia.
Estar com a prima e o tio que mais gostava da família era uma das poucas regalias que ele tinha. Alphard havia se tornado uma presença claramente indesejável na casa dos Blacks depois de se envolvera com uma mulher que sua mãe chamava de 'prostituta barata', e bem, Andy não andava também nos seus melhores dias. Ele ouvira Bella cochichando pelos cantos que a irmã estava apaixonada por um 'ínfimo proletariado', um tal de Tonks.
Mas mesmo assim, uma prostituta ou um trabalhador comum não se comparam com um gay saído do armário!, Sirius pensou, notando que pela primeira vez ele considerava o problema por aquele ponto de vista mais preconceituoso. Meu deus, eu sou gay!
Ele estivera tão profundamente envolvido com o drama que desenrolava entre ele e Remus que não tivera tempo de nem ao menos refletir sobre a reviravolta na própria sexualidade. Não que não considerasse o sexo oposto atraente, mas Remus, era algo inexplicável.
- Então, - Alphard tornou a interromper seus pensamentos com uma pontada de curiosidade. – Ele está certo meu querido, fugir não ajuda em nada. E eu sei que lidar com uma família em polvorosa como a Black é algo difícil, principalmente quando sei também que aquele maldito filho de Trovas Malfoy anda rondando a casa, mas você tem que ver pelo ponto de vista do...
- Remus Lupin. – Sirius completou e Alphard abanou a cabeça rapidamente.
- Sim, do Sr.Lupin.
- Sejamos mais práticos, não? – Andy de repente interferiu enquanto o carro dava uma pequena chacoalhada.
- Vejo fogo nos seus olhos Andrômeda. – Alphard sorriu matreiro e a mulher apenas retribuiu.
- O que você sente por ele, Siri?
E subitamente Sirius queria se enterrar. Aquela pergunta havia sido cruel. Se em algum momento de sua vida estivera tão embaraçado, era aquele. Encurralado em um carro, diante das duas pessoas para a qual praticamente se recusava mentir, e agora essa.
- Bem... – ele respirou fundo tentando não gaguejar. – Eu acho que gosto dele. – e algo iluminou a face dos dois parentes mais velhos. – Quero dizer, não se pode chamar apenas de amizade um relacionamento quando ele envolve beijo e algo como pensar mais do que o normal em uma pessoa certo?
Al gargalhou sendo acompanhado de uma expressão de quem sabe mais do que diz.
- Só um remédio, Sirius Black, a cura para sua doença é um romance tórrido com o Sr.Lupin, tudo muito escondido de seu pai, claro. Afinal não queremos nenhuma morte em tão pouco tempo.
Sirius apertou os lábios sabendo que os dois haviam tocado fundo na idéia que estivera dançando em sua cabeça nas últimas horas. Remus se tornara algo irresistível, uma droga quem sabe, e só de pensar no rapaz sozinho, triste com o que dissera, com a forma que lhe virara as costas. Bem, ele só queria estar com ele e conforta-lo. Mas era tudo tão difícil.
Alphard e Andrômeda o assistiram de perto enquanto ele digladiava as idéias em sua cabeça.
Ele não queria chatear o pai, queria compensar e deixa-lo orgulhoso, mas ao mesmo tempo ele queria Remus. E a idéia de viver afastado do rapaz parecia se tornar cada dia mais impossível, principalmente quando já houvera provado do pecado mais de uma vez.
Ele olhou para o tio e para a prima com um sorriso meio contido. Neste simples gestos Andy e Al já sabiam que os sentimentos de Sirius persevariam sobre as ambições e imposições de seus pais.
Remus ainda se sentia meio letárgico desde outro dia. A boca macia de Sirius sobre a sua havia provado ser uma lembrança um tanto quanto pertinente, e muitas vezes ele se pegava recordando a sensação e levando as mãos aos lábios como um tolo.
De uma forma estranha ele compreendia o que Sirius quisera dizer com o 'não posso'. Mas era pedir muito para que ele não considerasse o beijo como uma atitude mútua onde os lábios de ambos, as mãos e todo o resto do corpo haviam agido por conta própria fazendo com que uma negativa se tornasse em uma ação.
Ele estava tendo problemas em evitar os delírios durante as aulas. Passara-se dois dias desde o incidente, dois dias divididos entre a felicidade de saber que era correspondido de uma forma estranha, e a tristeza das coisas serem muito difíceis para que ordinários adolescentes tivessem que lidar sozinhos.
Nestes instantes ele desejava uma figura materna por perto, mas sua mãe não tivera tempo nem de vê-lo completar cinco anos, restando-lhe apenas contentar-se em imaginar que ela seria diferente dos pais de Sirius, que ela os aceitaria e apoiaria.
Mas por outro lado ele tinha Lily e James. Não que o fulgor ruivo não lhe amedrontasse às vezes e que James o protegesse como se ele fosse uma espécie de irmão indefeso, no entanto tê-los por perto era confortante, sem dizer embaraçante, principalmente quando os olhos verdes de Lily se fixavam nele e cintilavam com alguma idéia fabulosa.
- Eu juro, Remus, que se você suspirar mais uma vez eu irei te expulsar dessa biblioteca. – a ruiva constatou durante a tarde de estudos que haviam marcado no colégio.
Ao lado deles James fazia do livro de história uma desconfortável almofada e foi com uma certa surpresa que Remus reparou que pela primeira vez a amiga não importunara o namorado em seu relapso com os estudos.
- Você não pode me expulsar daqui, eu estou estudando. – ele constatou erguendo um livro de biologia.
- Claro, levando em conta que você está na mesma página há horas.
Remus sentiu as bochechas ficarem vermelhas e deixou-se escorregar pela cadeira.
- Eu me distrai. – disse dando de ombros e tentando se safar do que viria a seguir.
Lily lentamente se inclinou sobre a mesa, comprimindo os olhos e franzindo o cenho em uma expressão pensativa. Por algum motivo descabido aquilo deu a sensação em Remus de que ela podia ler sua alma como um livro aberto.
- Você está apaixonado não está? – ela questionou abruptamente.
E essa foi à deixa para ele ficasse mudo, com a boca aberta, abrindo-a e fechando-a como um peixe fora da água.
Satisfeita Lily afastou-se com um suspiro e fechou o livro, provando que dedicaria tempo integral em atormentá-lo.
- Não me olhe como se eu fosse uma bruxa ou algo do gênero. – ela revirou os olhos e Remus tentou se endireitar na cadeira. – Quer dizer, é bastante óbvio que você tem uma queda pelo Black.
Bem, dizer que ele estava gostando de uma pessoa era uma coisa contornável, certo? Mas saber o objeto de afeição era uma outra história. E mais uma vez ele se sentiu um idiota paralisado de puro horror.
- Meu deus, Remus, até James que é sempre uma porta para estes tipos de coisas reparou que havia algo de errado, você acha mesmo que eu não iria notar? – ela perguntou de forma indignada e ele tentou parecer arrependido. – E outra, - ela continuou com uma aura completamente malévola. – A forma como você andava ao redor dele e toda aquela cena na frente da escola, você nem precisava andar com uma plaquinha escrito: Completamente apaixonado por Sirius Black.
- Eu não estou apaixonado por ele, - Remus finalmente conseguiu dizer manejando um tom indignado. – Uma queda talvez, atração, mas apaixonado...
Lily ergueu uma sobrancelha.
- Continue em negação, uma simples queda não faz com que uma pessoa se torne um zumbi por uma semana só porque a figura de adoração desapareceu no mundo. – Remus deixou escapar um gemido, ele estava encurralado, era ela boa naquilo. – O que me leva a outra pergunta, aconteceu algo entre vocês dois?
Remus suspirou pesadamente e pensou, Lily era uma amiga confiável, parecia sinceramente preocupada com seus problemas e mesmo tendo consciência do gritante fato gay do affair dele com Sirius, não parecia nenhum pouco enojada ou desgostosa. Porque não dar um pouco mais de confiança?
- Tirando o fato que nos beijamos na casa dele e o pai dele nos pegou no ato e que ele vem me ignorando por semanas, e que ontem eu fiquei fora de mim e comecei a gritar com ele como um louco, e que ele me prensou na parede e me beijou, e que ele saiu correndo e que agora eu não sei o que fazer... Bem, nada demais. – ele disse tudo ao mesmo tempo na melhor tentativa de uma voz entediada e Lily para sua surpresa os olhos de Lily praticamente brilhavam.
- Vocês se beijaram? – ela perguntou quase avançando sobre ele.
- Na realidade não, estávamos entediados e resolvemos praticar respiração boca-boca. – Remus respondeu um pouco ácido e para sua surpresa notou rapidamente os efeitos da convivência com Sirius.
Lily fez um gesto de mão não parecendo nenhum pouco ofendida.
- O que o pai dele disse? – perguntou logo em seguida.
Remus estremeceu só de lembrar.
- Ele gritou, na realidade, e se não fosse pela intervenção da Sra. Black, teria matado Sirius sufocado.
Lily não pareceu chocada, mas sua expressão rapidamente ficou pesarosa. Remus sentia o mesmo que ela só que num grau muito mais acentuado.
- Isso explica o porquê dele estar agindo como um idiota. Eu andei maquinando com James nos últimos dias se deveríamos quebrar alguns ossos dele, mas foi bom ter arrancado algumas coisas de você antes. Quero dizer, você teria que agarrar um inválido depois de tudo e acho que seria meio frustrante.
Remus sentiu o carinho na voz dela e sorriu, olhou de lado para James e sua expressão suavizou, fazendo com que seus pensamentos abandonassem, pela primeira vez naquele dia, Sirius.
Ele tinha bons amigos, aquela conversa acabava de se mostrar uma prova disso. James conseguia ser irritante às vezes, Lily perfeccionista e até mesmo assustadoramente mandona, mas se preocupavam com ele e o aceitavam.
Lily lhe deu um sorriso como se assegurasse todos os seus pensamentos.
- Você sabe que nós estamos do seu lado, não é?
Remus sentiu ganas de abraçá-la ao ouvir isso, mas a idéia rapidamente se esvaiu quando do nada a ruiva puxou a orelha de James fazendo-o acordar de supetão.
- Quando, onde, cadê? – o rapaz questionou abobalhado e Remus riu junto com amiga, fazendo com o rapaz de cabelos espetados os olhasse de forma mortífera enquanto tentava focar a própria visão.
Mais uma TADÁÁÁ entediante Nota da Autora: Infelizmente, creio eu, que este capítulo tenha sido um pouco parado, mas era simplesmente impossível pular para uma reação de Sirius ou Remus sem um capítulo de reflexão. Por exemplo, analisemos minha concepção de estruturação da história. Primeiro o contato inicial, eu escolhi de saída uma atração meio que inevitável a primeira vista, depois se começa a desenvolver a tensão entre as vítimas, assim atinge-se um clímax, no caso o beijo, depois um anti-clímax abrupto que finaliza com uma balde de água fria nos leitores(o flagra, no caso!), hehehehe, prosseguindo vem claramente a parte mais difícil: contornar o ápice da história com uma boa trama até atingir o clímax final que no caso, e eu espero, chegue a ser mais forte que o primeiro.
Uh, então eu escolhi um caminho tortuoso, que seria a típica tática de novelas, o básico e simples pequenos pontos de encontro entre os dois onde em cada um aumenta a intimidade, como uma forma enrolada de desenvolver o relacionamento deles sem ter que entrar em algo consumado de fato. Compreendem? E por isso, depois de Sirius ignorar Remus, o que pode ser classificado uma atitude extrema acrescentando a falta de comunicação, uma explosão por parte do próprio Moony seria aceitável, cabendo então o tal beijo no corredor como resposta a desejos reprimidos (hummmmm!). Mas agora que o caminho de atitudes impensadas já foi traçado, não posso usar mais os ingredientes do imprevisto, quer dizer... depois de toda essa lenga-lenga... o que estou tentando deixar claro é que é impossível coloca-los juntos sem antes um desenvolvimento lento dos personagens e uma aproximação racional para que no final seja cabível encaixar um namoro, ou algo do gênero estável, entre os dois.
Meu deus me matem, eu sei que essa foi a nota mais absurda de toda a minha vida, mas por incrível que pareça, eu planejo as histórias. Ou pelo menos tento. E para aqueles que são fascinados nesses pequenos grandes detalhes, e que queiram sei lá, comentar, ou xingar por eu ter escrito tanto abobrinha hehehehehe! Sinta-me mais que a vontade: mi casa su casa!
Aos agradecimentos das reviews lol
Leka Moreira: Como eu sou uma pessoa egoísta, egocêntrica e extremamente narcisista, digo solenemente que você não pode morrer. Exato, você está proibida! Pense comigo, se você morrer é uma review a menos! Ahuahua! Uah naum resisti.
Mo de Áries: Você!!! Sim vocêeeeee! Você é mushakista! –Abraço- Kya, estou me sentindo uma fã de yaoi alvoroçada ao redor de outro fã ao descobrir interesses em comum. Pedindo antes de tudo perdão por er, xeretar no seu profile,(muhauhaa!), me diz meu deus como, sim exato, como funciona esse casal Kakashi e Iruka? Você quer me fazer ter um enfarto? Eu sou uma Kakashi e Obito (o word insiste em escrever óbito! -.-)por algum motivo maligno pregado pelo destino, que não sei! Ahhh! Não me leve a mal, só to curiosa ' Mas você é Ichigo/Rukia e Mães/Roy, muitttasss coisas em comum. xD
Sophie Huston: Toda vez que leio seu nick penso no Dan Brown, por um acaso você tirou o nome de "Código de Da Vinci"? xD E sim, serei uma boa pessoa, tomarei vergonha na cara e lerei sua fanfic, só preciso de tempo E sim sempre existem idiotas não acham? Mas como hoje estou particularmente com raiva das pessoas que formam o casal em si, temos que considerar que Sirius é uma pamonha -.-, Remus consegue ser pior que uma pamonha... estamos num festival junino de caras sem fibra. Bah, mas isso vai mudar, nada que um sangue Black herdado de Alphard e uma espetada de Lily não faça os pombinhos subirem até as estrelas, ou ao menos virarem pamonhas fritas! (Ok, piada completamente sem graça! Vai dormir Anne -.-!)
Keiko Maxwell: Eu tia u.u' me sinto velha, de repente as minhas costas num sei, carrego o mundo nelas! Ah e adorei seu omensa, meu deus que coisa mais falável, er quer dizer, essa palavra não existe também, mas omensa parece simplesmente rolar pela língua quando você fala. Omensa, omensa, omensa (acalmando minha criança interior!). Ahh flores? Mas já? Povo num decide, se dou as rosas reclamam dos espinhos, se dou os espinhos reclamam das rosas – bico- Ah quanto a viagem, NUNCA mais! Meu primeiro dia em minas foi chocante, eu praticamente esbarrei com um emo andando com um rato no ombro (Algo que denominam como gerbil ou esquilo da mongólia!), e juro, os olhos daquele animal eram malignos! Vermelhos! E me encaravam... segundos depois caiu um galho cheio de folha no meu sorvete -.-, tá vendo, rato do mal!
Nath: Ah sem acertos por enquanto xD Quem sabe alguns amassos na casa de Remus, ou ahhhh... eu vi um filme e a idéia que me veio a cabeça foi simplesmente, meu deus! Seria meio pesado se Sirius fizesse algo um pouco indelicado com Remus enquanto ele toca piano? Hihihi! Apenas imagine... isso boa garota!
Reh Brown: WTF²! Nunca vi tanto meu deus junto, meu deus! xD Eu continuarei, não precisa sacudir, eu costumo ficar meio tonta sabe, acho que num bato bem da cabeça, os parafusos soltos começam meio que a girar e já viu! xD E espere por mais aquilos... yumi!
Dark Wolf 03: Espero que não se incomode, mas um dúvida corrói minha alma, porque Dark Wolf 03? 00 Qual seu relacionamento com DW?O que você fez com o Dark Wolf 01? Ah, Remus, o que o Remus vai fazer, bem, temos muitas opções,certo? Talvez ele, não sei, ataque o Sirius, podemos ter também um pequeno jogo de 'não ligo para você', mas sinceramente eu me inclino mais para amassos no auditório, ahuaha! Ok viajei! Pardona me!
Sam Crane: Bem, Remus era um garoto que costumava ser cuidadoso com suas coisas, até o dia em que trombou com outro garoto chamado Sirius, e de repente algo fez com que sua cabeça virasse um fuzuê, agora Remus vive tentando colocar tudo no lugar, mas sente que é impossível porque a bagunça lhe lembra de Sirius, e lembrar de Sirius faz com que ele se distraia, então a bagunça continua enquanto ele pensa no Pad! Nhá ignore o que eu escrevi i.i'
Jeehh.: Como eu disse para a Leka ali em cima, volte a vida ou dê um jeito de mandar reviews do além, sei lá, roube o laptop de Jesus, faça uma visita a uma lan do diabo, mas se você bater as botas agora não lerá a continuação. Mesmo que você tenha se tornado uma alma penada... mantenha contado! xP
Watashinomori: - Lágrimas aos olhos- quero saber como vc tá, por aí no mundo, e não ouse não responder as pms senão te caçarei a onde você estiver, correção... não se você estiver em alguma espécie de fazenda ou algo no meio do mato, tipo, tenho medo de vacas. Nessa viagem eu fiquei observando uma quando fizemos uma parada na estrada. A bichinha por nenhum motivo aparente estava balançando a cabeça para cima e para baixo, os olhos girando na órbita... muito sinistro... não como nem mais carne de vaca, sem bem que comer minhas coleguinhas penosas seria um crime contra a irmandade galinácea... o que fazer!!!!!! Boa viagem para você também, e nem vem com essa de carnaval não, faça o favor de mandar e-mails, relatórios, faça hora em uma lan, mas não suma. xD
Gaby.M.Black: Nhá nem lembro também, essa cabeça oca Mas obrigada pela review, não se assuste com as coisas malucas que costumo escrever nas reviews, tipo, costumo gastar meus cinco últimos minutos de lan fuçando nos profiles do povo e metendo o dedo onde não devo xD Então ai vai, você conhece o lindo, maravilhoso, completamente sanguinário e loiro Lestat. Céus, imagine uma garota louca, ensandecida, completamente viciada naquele vampiro, que copia frases dele e que delira quando ele tira com a cara do pobre Louis... uahhh sou eu xD
Lia-chan: - lencinho com pequenos cachorrinhos impressos para Lia-chan- Não chore, uahhh, eu sei, é cruel, mas prometo fazer o Sirius compensar por tudo! LEMON!!
Bem só para dizer,
capítulo escrito ouvindo Whole Lotta
Love – Tori Amos e dando pulos quando ela dá uns estranhos gritos. Hehehe! Era
para me manter acordada, afinal, são cinco da matina! Yah! Maldita alergia!
Para todos que lêem isso!!!!!!! Beijosssss. Melhor eu ir dormir a música começou a me assustar 0o.
