Capítulo 11: Estrada e desolação

N/A: Oiiii gente!

Novidades! Agora eu tenho beta, olha que chique estou. Ceci essa leitora linda e maravilhosa está betando a fic pra mim. E mais. Eu entreguei meu TCC! Entreguei meu TCC gente, estou quase livre. Agora só preciso fazer duas provinhas e fim. Autora formada! Hehehe!

Então, primeiro cap BETADO! Relido, mas ainda assim humano, se houver erros sinto muito! O intento foi ser o melhor possível. Aproveitem! Bjus!

(N/B: Finalmente essa doida me mandou o capítulo! Adorei betá-lo, mas sou passível de erros como todo mundo. Desculpem qualquer coisa, e boa leitura!)

Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido
capaz de ouvir e de entender estrelas- Olavo Bilac

Rapunzel estava muito cansada. Embora ainda não estivessem com fome por terem levado comida, estavam completamente exaustos. Não dormiram ou pararam para descansar durante dois dias e meio. Tinham ganhado uma distância absurda no primeiro dia e no segundo diminuíram um pouco o ritmo. Agora, no entanto, ela não podia continuar, seus pés com sapatos finos estavam doendo e uma pequena bolha nascia embaixo de um. Eugene a fez parar numa hospedaria de aparência duvidosa. Ele não daria mais um passo sem que ela tivesse algumas horas de sono. Era noite do terceiro dia e ele estava irredutível. Ela, muito cansada, acabou cedendo:

-Boa noite. – ele disse à mulher que estava no balcão: uma senhora idosa e com apenas um dente na boca. – Eu gostaria de um quarto de casal, por favor. Para mim e minha esposa. – ela reparou na mão dele – sem aliança – e logo depois para Rapunzel que já cochilava nos banquinhos de espera:

-Eu posso ver. - murmurou sarcástica. Eugene revirou os olhos e sorriu entregando três coroas de ouro para ela. A mulher arregalou os olhos:

-Se manter sua descrição quanto a nossa estadia, haverá mais dessas ao amanhecer. - a senhora assentiu feliz com a quantia que recebeu e entregou-lhe a chave do quarto. – Daqui uma hora e meia mande o jantar, por favor. – a mulher assentiu novamente e eles subiram. Rapunzel foi tomar banho enquanto ele se esticava na cama. Franziu o cenho ao pensar no modo como a mulher olhou para sua mão esquerda. Ele precisaria resolver essa questão. Não queria que fossem discriminados por não serem casados. Em Arendelle daria um jeito na documentação e por fim uniriam suas vidas judicialmente. Não que eles se importassem. Rapunzel não tinha real noção do que o casamento significava para a sociedade e ele nunca deu a mínima. Resolveu juntar-se a ela e livrou-se das roupas entrando na banheira quente:

-Nossa. Não sabia que eu precisava tomar um banho. - brincou e ele sorriu:

-Eu pensei que seu cabelo fazia essa parte de restaurar tudo.

-Bem. Eu acho que ele pode. Em casos extremos, mas como eu disse, fico um pouco cansada quando o uso e muito cansada se demanda muito esforço. - ele assentiu:

-Bem. Casos extremos. Caso a gente acabe ficando perdido por um mês inteiro. - ela riu:

-Nós não queremos isso, certo?

-Nem um pouco. - olhou-a amorosamente e a puxou para si. Rapunzel beijou-o apaixonadamente, sentindo-se plena ao abraçá-lo. A sensação do peito duro contra seus seios a deixava quase fora de órbita. Passou as mãos pela nuca dele e suas testas se encostaram.

- Cansada demais? – ela assentiu e beijou-o lentamente:

-Não para você. – Sussurrou sentindo-se quente com os toques dele. A água da banheira chegou a esfriar, mas eles não ligaram. Fizeram amor de maneira lenta e prazerosa, estavam cansados demais para ser diferente. Uma sopa reforçada com legumes e carne além de pão e chá os esperava na porta quando saíram do banho. Eugene puxou a mesa com rodas para dentro e sentou na cama. Ela enrolou-se no lençol e enquanto comiam deixou que ele escorregasse pelos ombros. O moreno a observou. As bochechas e a ponta do nariz estavam rosadas devido à temperatura da sopa e ela prendeu o cabelo parcialmente. Seria impossível prender tudo. Os olhos verdes desviaram da comida e o encararam, os lábios rosados sorriram levemente. Eugene sentiu um arrepio prazeroso passar pela nuca e colocou sua tigela de sopa de lado, inclinou-se e beijou-a. Sentiu-se o homem mais sortudo de todo o mundo por poder beijá-la quando bem entendesse. Ela soltou um risinho contra a boca dele:

-Eu estou feliz de ter fugido com você. - ele riu e dispensou beijos suaves e inocentes nos lábios dela:

-Fico feliz de saber que não se arrependeu. - pegou a tigela da mão dela sorrateiramente – Me dê isso aqui. – e puxou-a para o seu colo enquanto a outra mão colocava a tigela de volta na mesa de rodinhas. – Hey Goldie. – sussurrou – Você não se arrependerá de mudar sua vida por um ladrão?

-Eugene .- sorriu carinhosamente passando a mão pelo rosto dele – Terá de confiar em mim. Nós teremos de confiar no que sentimos. – ele sorriu e assentiu:

-Eu confio Goldie. - sussurrou enquanto fazia um carinho no rosto e pescoço dela – Eu só não me sinto tão confortável de acabar com sua honra. – ela riu e beijou-o lentamente - Hum...Mas...Hum... – murmurou entre o beijo ousado que ela lhe dava – Eu posso me acostumar com isso se prometer me beijar desse jeito sempre. – ela riu e cobriu os dois com o lençol:

-É emocionante. - murmurou enquanto o provocava com beijos pelo pescoço e ficava satisfeita ao ver as reações que causava – Uma grande aventura rumo ao velho mundo. O que é a vida sem alguns riscos, huh?

-Está pegando o espírito da coisa. - murmurou antes de derrubá-la na cama e tomá-la com paixão. Acostumados com a privacidade da torre não fizeram esforço algum em serem silenciosos. No dia seguinte, quando desceram para partir, pessoas lhes lançaram olhares maliciosos que Eugene não ligou muito: Pascal e Rapunzel ficaram envergonhados o bastante por ele. Antes de sair se aproximou da senhora do balcão e questionou:

-Vende botas de inverno e vestidos quentes?

-Sim, mas são quarenta coroas o par de botas com meias e 20 o vestido.

-Está doida? São feita do que? Fios de ouro? Dou quarenta em tudo!

-O inverno se aproxima. Se estão indo para Arendelle é bom se prevenir. Em uma semana ele os pega na estrada e com esses sapatinhos surrados ela vi ficar doente.

-Não estamos indo para Arendelle. – ele rebateu irritado – Ilhas do Sul é o nosso destino. – revirou os olhos – E por 50 eu compro um casaco pra mim também.

-60!

-50! – jogou as coroas no balcão – Minha oferta. – os olhos da velha brilharam de cobiça e ele as puxou para si. – Ou não terá nada. – a velha bufou e aceitou 50. Rapunzel segurou o riso diante a agitação dos dois – Blondie, que tamanho usa? – ela apoiou-se no ombro dele e esticou a perna olhando para os pés:

-Pequeno, eu acho. – constatou. Quando saíram ela vestia meias quentes e o par de botas:

-Oh! Isso é tão diferente! – comentou empolgada conforme andava – Tão diferente! – fez uma dancinha engraçada – Não sinto o vento frio nos pés! – andou dançante para frente – E esse casaco de couro definitivamente é quente.

-Ele é pra quando vier a neve. Veja, tenho um parecido! – ela riu e ele guardou as novas aquisições na mochila e entrelaçou sua mão à dela – Nós podíamos pegar uma carruagem dessas coletivas até Arendelle, mas aqui ainda é território de Corona e talvez existam guardas nas fronteiras. Um bom lugar para nos pegar com certeza seria lá.

-Bem, vamos continuar andando. Nem que demore o dobro do tempo. – Eugene assentiu – E depois nós vamos ficar muito tempo no navio até a velha Inglaterra. Sentiremos falta de andar em terra.

-Com certeza! – ele sorriu com o otimismo dela, qualquer outra pessoa estaria reclamando. Ela estava feliz com o par de botas e curtia muito o caminho da viagem, o destino parecia ser um mero detalhe para a jovem. Eugene ficou emocionado ao ver como ela se parecia com ele.

_Tangled_

Gothel correu escadas acima sem acreditar naquilo. Ou Rapunzel tinha desmaiado do lado de dentro da torre, o que ela queria acreditar piamente que fosse verdade, ou seus maiores temores tinham se realizado.

Ao chegar na parte de cima da torre correu pelos cômodos de baixo gritando o nome dela e depois foi para cima. Em nenhum lugar, ela não estava lá. Tinha lhe deixado. Jogou-se no chão e começou a olhar em volta, o guarda roupa faltava algumas peças e a caixinha de tintas não estava mais lá:

-A minha flor! Eu perdi a minha flor! – estava arfando. Sentia-se mais velha apenas pelo estresse. Não podia acreditar que Rapunzel tinha lhe deixado, que tinha planejado uma fuga e agido tão dissimuladamente. Desceu e foi até seu quarto para pegar seu punhal e partir em busca da traidora que lhe abandonou. Engoliu em seco ao ver um bilhete em cima do criado mudo:

"Mãe,

Eu sei que seu coração deve estar esmagado, que deve estar brava e apavorada, mas fique tranquila, eu estou bem. Eu parti porque não posso mais viver minha vida trancafiada. Eu estou morrendo aos poucos dentro desta torre e sua proteção não lhe deixa ver que vou morrer sozinha se continuar com você. Eu sinto muito. Obrigada por tudo que fez a mim. Chegou a hora de nos libertarmos uma da outra. Viva sua vida, vá fazer amigos, vá viver em sociedade novamente.

Com amor,

Rapunzel."

-Ela se foi? – virou o papel em busca de pistas. Estava desesperada – Ela se foi? – Engoliu em seco – Céus! – arfou e abriu a gaveta – Ela não pode ter ido tão longe... –parou de falar quando viu que seu punhal não estava onde deveria. Arqueou a sobrancelha e saiu do quarto. Olhou em volta e viu todas as pinturas da menina. Seu ódio foi avassalador. O armário verde tinha um desenho das duas, Gothel penteando seus cabelos. Ficou com tanto ódio daquele desenho, desdenhando dela de maneira cruel, que num acesso de fúria jogou o armário no chão. Ao fazer isso levou a mão ao peito e soluçou. Um desenho inacabado, mas perfeitamente nítido de Rapunzel e um homem dançando sob a luz das lanternas. Se aproximou completamente chocada e tocou a gravura. Ela conhecia aquele rosto e aquelas roupas. Arregalou os olhos com ódio – Rider! – o som frio de sua voz ecoou pela torre vazia. Observou melhor a pintura em busca de pistas. Tinha detalhes em branco, o que significava que aquele desenho foi feito depois que lhe entregou a tinta. Colocou a cabeça para raciocinar. Era o vestido que Rapunzel usava quando pediu para ver as lanternas flutuantes, foi o dia em que a capital estava alvoroçada porque Flynn Rider tinha roubado de dentro do palácio. Estreitou os olhos para a pintura. Rapunzel e o ladrão dançando sob a luz das lanternas e mais ao canto um desenho mal feito, que não pertencia ao estilo de Rapunzel nem quando ela foi criança. – Aquela traidora! Está mentindo pra mim há meses! E por causa de um tipinho desses! – cuspiu com raiva, seu coração mais calmo agora que sabia por quem procurar. Vasculhou a torre por busca de mais coisas e a única pista foram livros sobre anatomia e romances. Aquilo a encheu de mais pânico ainda – O que aquele pervertido está fazendo com minha flor? Eu vou MATÁ-LO! – gritou completamente insana, a raiva por ter sido tão cega sobrepondo todos os outros sentimentos. Conforme pensava com mais clareza podia lembrar dos sinais que a garota vinha dando. Ela estava claramente apaixonada e Gothel sentiu-se mais irada por não ter reparado naquilo. Se dependesse dela Rider não conseguiria roubar mais nada. Nunca mais.

_Tangled_

-Shiu. – Eugene pediu enquanto encostava Rapunzel contra a árvore. Ouviram os cavalos passando rapidamente e o cochicho dos guardas. Olharam-se de maneira cumplice e risonha:

-Então garoto! Conte-nos o que viu. – Rapunzel pode ouvir a voz rude exigir.

-Bem, eu vi Flynn Rider seguindo em direção a capital!

-Mas isso não faz sentido. Quantos dias?

-Uns três! Ouvi da boca dele que seguia para além de Corona.

-Mas além de Corona é apenas o reino de Eric. - outro guarda resmungou.

-E o mar inteiro para que ele nunca mais possa ser pego. Precisamos pegá-lo quando passar pela capital.

-Mas vamos dar ouvidos a um menino? O que ele sabe sobre Rider além das histórias que todos conhecem?

-Sei que ele está com uma moça bonita de cabelos longos. – Rapunzel pôde praticamente ouvir a tensão dos guardas:

-Ok garoto, bom trabalho. Vamos achar Rider e sua cúmplice antes que possam pensar em colocar as mãos num barco! – ouviram os guardas se arrumando e logo eles seguiram o rumo contrário do casal deixando apenas um homem na fronteira. Rapunzel pegou a frigideira e sorriu:

-Rapunzel. – Eugene a olhou preocupado e incrédulo:

-Vamos, será divertido. Quer ver só?

-Não quero que se exponha.

-Deixe disso!

-Então siga meu conselho. Não chegue já atacando. Se aproxime inocentemente. Sabe quando você viu aquele gato selvagem e o achou fofo e manso? – Ela assentiu:

-Ele deixou que eu me aproximasse e depois arranhou meu braço. – Eugene assentiu e sorriu de canto. Um gesto que a esquentava por inteira:

-Faça isso, seja esperta feito o gato.

-Pode deixar Rider. – brincou e roubou um beijo travesso dele. Riram contra a boca um do outro. A loira saiu do esconderijo e se aproximou do homem de armadura. Ele tinha o corpo nas mesmas proporções de Eugene e aquilo a deixou menos intimidada:

-Senhorita, o que faz sozinha por aqui? As fronteiras são perigosas.

-Eu me perdi. – se aproximou do homem tomando fôlego – Fui perseguida por alguns valentões e estou com muito medo. Vou visitar minha tia nas ilhas do sul e só consegui chegar à fronteira hoje. – coçou a cabeça – Essa frigideira me salvou de Flynn Rider.

-Flynn Rider? – ela assentiu e se aproximou balançando a peça de ferro fundido:

-Sim. – quase gaguejou – Ele tentou roubar minha bolsa, veja só. E depois que o acertei com isso aqui na cabeça ele fugiu.

-Sabe que rumo ele tomava?

-Parecia ir para capital.

-Viu! Eu te disse! – o menino olhou para Rapunzel divertido e ela assentiu.

-Você o acertou em cheio? - O guarda pareceu interessado.

-Aham. – ela fez um bico e se aproximou inocentemente – Fiz um movimento assim. – se colocou mais perto dele com a frigideira apontada – Ele riu de mim e então eu o atingi. Exatamente assim. – e sem pensar duas vezes bateu com a frigideira no rosto do homem. O ferro fundido fez sua parte ao lançar o guarda para um desmaio doloroso.

-UAU! – o garotinho mirrado de cabelo loiro sujo a olhou com um sorriso enorme – Isso foi legal de mais!

-Muito bem Blondie! – Eugene saiu do esconderijo – Reforçando a história do nosso amiguinho aqui. – piscou para o menino e lhe lançou uma coroa de ouro. O pequeno a pegou com admiração – Hey! Não vá gastar de uma vez.

-Isso dá pra eu me alimentar por quase um mês. – o garoto estava com os olhos brilhando em admiração, seu rostinho sujo demonstrando que Flynn Rider era a coisa mais legal que já tinha visto na vida.

-Então fique com mais essas. – Rapunzel enfiou a mão na bolsa e tirou mais três coroas. O menino sorriu largamente:

-Sua esposa é tão legal! Bem, boa sorte nas ilhas do sul!

-Boa sorte com seus irmãos! – Rapunzel respondeu feliz e o casal passou pelo arco que determinava o fim de Corona. Todo cuidado era pouco.

Em certo ponto da estrada pegaram uma bifurcação. Para direita dariam num pequenino porto que os levaria a Arendelle, para esquerda uma estrada estreita e depois uma ponte para as ilhas do sul.

_Tangled_

Gothel correu primeiro para a capital. Se ela tinha visto as lanternas poderia ter descoberto tudo e estar a caminho do palácio. Mesmo que a carta e as evidências apontassem o contrário ela precisava verificar se Rapunzel não estava por lá. Jamais se perdoaria por ter saído de Corona se ela estivesse tão próxima. Mas não precisou realmente chegar à praça central e começar a perguntar. Sentiu o sangue sumir do rosto quando viu, ainda na ponte de acesso, um cartaz de procurado. O rosto de Rapunzel estava estampado no papel:

-Procurada? – arfou – Procurada por associações obscuras? – sua voz saiu esganiçada e ela começou a arfar sentindo lágrimas virem ao rosto. Se Rapunzel fosse capturada, os empregados mais próximos da rainha veriam a semelhança e toda a verdade viria à tona. – Você não podia se envolver com um João ninguém não é mesmo? – o veneno escorria de seus lábios – Você tinha que sair por aí com o ladrão mais procurado de Corona! – gritou irritada – Eu vou te castigar de tantas formas quando te encontrar menina! – sentiu uma mão em seu ombro e virou num susto:

-A senhora está bem? – uma mulher de idade perguntou. Gothel viu as rugas no rosto dela com desgosto. Se não encontrasse Rapunzel logo, ficaria daquele jeito:

-Você viu essa menina por aqui? – apontou para a foto de Rapunzel:

-Oh, eu sinto muito. Ela era parente sua?

-Minha filha. Um pouco rebelde ultimamente. Não pensei que fosse chegar a esse ponto.

-Ah! Nunca pensamos, mas elas não resistem a um homem bonitão com boa lábia, não é? Eu sinto muito que sua filha tenha sido seduzida por esse cafajeste. Mas eu não a vi em lugar algum. – Gothel assentiu e saiu andando:

-Onde você está Rapunzel? – resolveu seguir para o pub de seu amante. Era uma espelunca em beira de estrada e estava mais para bordel do que qualquer outra coisa, mas ainda assim, se alguém precisasse pernoitar seria lá. Qualquer informações que pudesse buscar seria lá. Tentava pensar em algo perfeito para ferrar com Rider, seu ódio por ele praticamente a cegava. Agora para completar sua flor era acusada de manter ligações obscuras com ele. Não voltou para torre querendo chegar o mais cedo possível no pub. Conforme ia andando se lembrava do aviso de Ted. Ele tinha falado sobre o interesse de um bêbado Flynn Rider. Ele tinha dito que o jovem ladrão falou sobre sua amada. Aquilo estava acontecendo desde o Festival das Lanternas e ela não se conformava de nunca ter percebido. Quase seis meses de mentiras bem nas fuças dela. E ela sentiu-se a mais idiota do mundo por ter ignorado a sensação de desconfiança em seu peito. Por se achar segura de mais ao ponto de deixar sua flor sozinha:

-Ele se acha muito esperto. – murmurou irritada – Ele roubou do rei e então pensa que pode fazer isso a qualquer um e roubar o que bem entender. – amassou o cartaz de Rapunzel na mão – Esse imbecil está muito enganado! Muito enganado!

_Tangled_

-Uau! – Rapunzel suspirou quando o pequeno barco que pegaram parou no porto de Arendelle – Isso é lindo.

-Esse é o Fiorde senhorita. – o dono da embarcação modesta pontuou, admirando a beleza de Rapunzel. Eugene não quis arriscar a pegar um barco mais profissional e ser reconhecido pelos guardas, mas a garota empolgada parecia se entreter e gostar mesmo com as coisas mais simples. – Nossos monarcas têm orgulho dele.

-É realmente lindo! – os olhos dela brilharam quando viu o castelo e a pequena vila fazendo frente a uma enorme montanha verdejante – Que lugar adorável.

-Precisa ver nosso país no verão. Agora já está muito frio, mas vão adorar! As águas costumam ser frias devido ao clima da montanha, mas o calor é intenso, assim você acha um banho refrescante bem rápido! Prontinho! Estão entregues!

-Obrigada. – Rapunzel sorriu abraçando o condutor e pulando até a escada que levava ao píer. Eugene acenou para o homem mirrado da pequena embarcação e subiu. Pascal estava guinchando no ombro dele olhando tudo em volta com empolgação. O homem andou até a loira e segurou sua mão. Ela sorriu pulando em alegria quando viu os artesanatos que as mulheres vendiam à beira do porto. O moreno estranhou a falta de prostitutas e bebidas alcóolicas que sempre acompanhavam a entrada de cada país. O único lugar que tinha sido limpo disso foi Corona, ele tomou um choque positivo quando ancorou no primeiro porto longe do país dos oceanos e viu toda a devassidão. Olhando para Arendelle chegou à conclusão de que o parentesco dos monarcas deveria ser a causa para ambos os lugares serem limpos de tais influências:

-Olha só. – Rapunzel o puxou para ver uma tela de pintura elaborada que um senhor de idade produzia – Não é incrível o padrão de cores dele?

-Muito obrigada senhorita.

-Ora... O senhor tem um talento e tanto. Veja só as nuances lúdicas que ele usa nesse canto Eugene! – o moreno olhou atentamente e viu uma fusão de mar com cores rosadas e laranjas e uma representação de algo abstrato que ele não entendeu muito bem. Assentiu e trocou um olhar confuso com Pascal que também pareceu não entender muito o que tanto chamou a atenção de Rapunzel:

-Blondie. – chamou quando ela já estava conversando animadamente com o velho pintor – Precisamos comer, lembra? O senhor sabe onde tem um bom lugar para o almoço?

-Sim! Só seguir a direita. Pretendem ficar quanto tempo?

-Nós vamos... – Rapunzel começou e Eugene passou o braço pelo ombro dela e sorriu largamente:

-Vamos visitar a irmã dela e depois seguiremos para as Ilhas do Sul. – Rapunzel o olhou de canto.

-Vocês não parecem de lá.

-E não somos. – cantarolou arrastando Rapunzel consigo – Nova vida, novos começos. – saiu gesticulando e o pintor riu quando os viu se afastando.

-Desculpe. – ela murmurou – Quase disse para onde realmente estávamos indo.

-Acontece Blondie. Agora, comida! – Eugene arqueou as sobrancelhas quando viu uma garota ser expulsa do estabelecimento. Um homem a levava pelo braço:

-Não quero essas porcarias aqui mulher! Muito menos guardas vasculhando tudo à sua procura! A próxima vez vista-se feito uma dama e vá a lugares de sua altura, futura condessa!

-Eu só quero comer!

-E eu não quero problemas! – esbravejou e em seguida olhou para o casal que estava chocado – Sinto muito por esse show. Nossa casa é simples e de reputação duvidosa, mas muito hospitaleira. – o jeito do homem Eugene conhecia. Certamente ele levava os viajantes cansados a bordéis clandestinos no fundo do restaurante ou duas esquinas para baixo. Entendia bem daquilo. – Você e sua companhia precisam?

-Comida. – ela murmurou apertando a mão dele:

-Claro. Claro. Me sigam, por favor. – Joanne encarou o casal e manteve seus olhos em Eugene, achando-o extremamente familiar. Prestou bastante atenção. Algo naquele forasteiro lhe atiçou a curiosidade e memória, embora não conseguisse lembrar especificamente o motivo.

_Tangled_

Eugene entrou no prédio pomposo e olhou para os lados. Estava desacostumado a andar sem se esgueirar e ficar preocupado com os guardas. Rapunzel seguiu-o e ficou maravilhada com as pinturas religiosas do teto. O atendente era homem e o moreno revirou os olhos. Aquilo seria mais difícil:

-Bom dia senhor. – o recepcionista cumprimentou curioso ao ver Rapunzel olhando tudo maravilhada – Em que posso ser útil? – ele era baixo e muito magro. Usava os cabelos loiros num rabinho de cavalo com aparência impecável e tinha um nariz fino e pontudo. Suas roupas eram uma mescla de azul e verde com os símbolos da bandeira do reino. Sua pele era muito branca, denunciando a falta de sol por ficar horas dentro do cartório:

-Precisamos arrumar nossos documentos para embarque. – O homem assentiu:

-São daqui?

-Não. – Rapunzel parou ao lado de Eugene e encarou o jovem engomado da recepção com interesse.

-Isso torna as coisas mais burocráticas. O que falta para os cartões de embarque? As vacinas? Se for velho mundo precisam de coligação com o país de destino...

-Documentos básicos. – Eugene foi direto – Precisamos de documentos básicos. Minha noiva acabou de perder a família num incêndio terrível. – o homem encarou Rapunzel que sorria enquanto concordava, a loira parou de sorrir no mesmo instante e franziu o cenho:

-Sim! Verdade. – assentiu para a mentira do moreno e encarou o homem – Foi uma tragédia de que ainda me recupero.

-Então como vê, só temos um ao outro, uma vez que sou órfão e ela acabou de virar uma. O problema é que está fugindo dos homens que atearam fogo em seu lar. Se voltarmos a Corona, onde ela tem registros, pode ser que...

-Quão estúpido você acha que sou? – olhou-os cético e Rapunzel arqueou as sobrancelhas enquanto lançava um olhar a Eugene. O moreno enfiou a mão no bolso e jogou algumas coroas no balcão – Agora as coisas melhoraram. Por descrição peço um pouco mais, ou informações sobre a prostituta que achou no meio do caminho até esse reino... – Eugene puxou a gola do homem e rosnou:

-Escute, mais respeito com a minha senhora...

-Eugene. – Rapunzel chamou e bufou – Solte-o agora. –O homem a olhou cético. A jovem sustentou o olhar e ele revirou os olhos finalmente soltando-o – Qual seu nome, nobre cavalheiro?

-Hudson.

-Senhor Hudson. – Rapunzel se aproximou e cerrou os olhos com raiva – Imagino o quanto grato ficariam os guardas ao saber que os funcionários do rei estão burlando as regras por ele escolhidas para satisfazer a própria ganância.

-Não podem provar nada.

-Podemos comprar pessoas da mesma maneira que compramos você. – ela ameaçou olhando-o com irritação – Você não ouviu o que ele disse? Não sou uma prostituta. Sou sua noiva então... – esticou a mão e olhou-o – Trate-me com devida cortesia. – Eugene deixou a boca abrir e piscou atônito. O empertigado Hudson beijou a costa da mão dela:

-Sinto muito senhorita. Gostaria de escolher local de origem?

-Pois anote aí. – Ela mandou enquanto o olhava com superioridade – Rapunzel Flynnigan.

-Nascimento?

-Corona. Norte de Corona. Tenho 18 anos. Solteira.

-Origem da família?

-Não identificado. – Eugene respondeu por ela e ela o olhou atentamente com um sorriso vitorioso no canto da boca – E o dinheiro que recebeu será o suficiente.

-O prazo é de uma semana a contar de hoje.

-O que? Uma semana? – Eugene bufou – Queremos embarcar essa semana.

-Cartões de embarque são os mais demorados e difíceis, mesmo subornando as pessoas certas. – inclinou-se no balcão – Aí diminuímos dois dias de espera. – O moreno o olhou com sarcasmo e depositou mais algumas moedas no balcão:

-Cinco dias Hudson. Não temos muito mais tempo além disso.

-Claro, sua graça. – debochou e olhou atentamente para Rapunzel. Sorriu malicioso - Formam o par perfeito. – concluiu com sarcasmo – E só mais uma dica. – Esticou uma certidão a ele – Isso facilitaria o embarque. –Eugene pode ver a certidão de casamento – Providencio também?

-Quantos dias a mais? - ele pressionou.

-Nenhum.

-Então sim. –Sem dar um até logo eles saíram. Hudson franziu o cenho quando viu o pequeno camaleão ameaçando-o de bater.

Eugene encarou Rapunzel com curiosidade e diversão quando chegaram à rua:

-O que é? – ela o olhou com uma sobrancelha arqueada e colocou um fio loiro para trás da orelha:

-Quem era a garota dentro do prédio do cartório? – Rapunzel riu sem graça e deu de ombros:

-Estava imitando aqueles contos doidos que inventamos pra passar o tempo.

-Eu percebi! – exclamou agitado e ela parou de andar olhando-o com preocupação:

-O que achou?

-O que achei? Quero voltar para a hospedaria e tirar suas roupas! – Puxou-a para si e lhe deu um beijo. Ela riu contra a boca exigente e entrelaçou sua mão a dele – Então, Rapunzel Flynnigan hã?

-Bem. Eu não sabia o que dizer pra continuar aquela pose ameaçadora!

-Céus Goldie. – murmurou e sorriu de canto, um sorriso travesso que deixou-a quente por dentro – Você é surpreendente. Vamos acabar nos matando desse jeito! Você foi incrível lá dentro!

-Eu sei! – gritou feliz e se recompôs – Eu sempre sou incrível! Meu nome é Flynnigan. – debochou do charme dele sendo exageradamente sedutora. Eugene soltou uma gargalhada:

-Vem! Vamos conhecer a cultura local! – e saiu puxando-a para o centro da capital.

A tarde não podia ser mais agradável. Rapunzel assistiu um teatro sobre as lendas do reino, comeram raspadinha de uva e enfiaram-se por horas a fio na biblioteca. Mais tarde, quando voltavam para a hospedaria, a loira viu um grupo de jovens tocando música no meio da praça principal:

-Ora, vamos ver! – saiu puxando o homem. A noite começou a cair e o frio se intensificou. Rapunzel soltou a mão de Eugene e ele olhou preocupado em volta quando a perdeu em meio às pessoas. Logo a encontrou. Dançava com um menino que aparentava ter doze ou treze anos no máximo. Cruzou os braços e riu quando a loira pegou o violão do rapaz e juntou-se a trupe de músicos. Os homens pareceram entusiasmados com a presença dela:

-Veja, essa é assim. – cantarolou ensinando-os uma canção que Eugene nunca tinha ouvido. Os músicos pegaram o ritmo rápido e ela sorriu para ele enquanto dedilhava as cordas do violão. Sorriu de volta e continuou observando-a. Ela parecia brilhar em meio aos outros, com suas roupas de cores claras enquanto todos usavam tons sóbrios. Quando terminaram a canção e as pessoas começaram a se dispersar a jovem continuou conversando com o grupo. Eugene arqueou a sobrancelha e resolveu se aproximar quando o moço da flauta beijou a mão de sua Goldie de maneira galante:

-Hey Blondie! – chamou e passou o braço pelo ombro dela – Belo show, hã?

-Sim. Ah, Eugene, esses são: Todd.- apontou para o flautista loiro e mirrado que o olhou com surpresa – Alecto. – o menino jovem que dançou com ela acenou sorrindo largamente – Carrie. – o moreno arqueou uma sobrancelha para o nome tão feminino em um homem daquele porte – E Brandon! Rapazes, esse é Eugene, meu... – olhou-o longamente – Meu... – coçou a cabeça sem saber como especificar a relação deles – Meu...

-Noivo. – ele respondeu e os homens os olharam com desconfiança. Todd, o mais saidinho e bem apessoado do grupo, inflou o peito e olhou-o avaliando – Vamos nos casar quando partirmos.

-Como disse estamos apenas de passagem! – sorriu – Mas essa corda não estoura mais se usarem o reforço que disse. As minhas viviam estourando.

-Nós vamos jantar na Sopa da Vovó, quer nos acompanhar senhorita Flynnigan?- Alecto perguntou empolgado e ela olhou para Eugene com felicidade – Poderá conhecer minhas tias, uma delas trabalha na cozinha de lá. As melhores sopas para essa noite gelada.

-Eugene e eu adoraríamos. – Todd e Brandon olharam para o homem com desconfiança. E lá estava ele mais uma vez, sendo jogado no ostracismo social. Tentou não sentir aquelas coisas novamente e puxou Rapunzel mais para si. Sorriu arrogante para os músicos e continuou seu caminho junto da loira. Sentaram numa mesa juntos e Rapunzel sorria e conversava todo o tempo, tentando incluí-lo na conversa, mas Eugene sentiu-se incomodado. Mesmo que os novos amigos estivessem mais dispostos a aceitá-lo, respondia as perguntas dos rapazes com deboche e superioridade, do mesmo jeito que sempre fazia com todos quando ainda era Flynn: colocando-se num pedestal. Quando terminaram Rapunzel despediu-se dos músicos e seguiu para a hospedaria de braços dados com Eugene:

-Você está bem? – ela perguntou preocupada:

-Melhor impossível! Por que a pergunta? Eu pareço mal? Eu não estou mal. Eu estou incrível.

-Fico me perguntando por que resolveu colocar a máscara em meio a pessoas tão gentis. – o moreno parou de andar a olhou surpreso:

-Eu sinto muito. Eu só... Eu só... – bufou – Tinha essa coisa no orfanato. Eu queria ser aceito, queria ser bem visto por lá. E só me faziam lembrar o lixo que eu era. – ela o olhou com uma sobrancelha arqueada – Eu quis ser aceito por seus novos amigos e ao querer isso eu... – bufou – Foi como se seu sentisse toda aquela merda de novo.

-Eugene. –suspirou e olhou-o atentamente. Estava compenetrada. – Nós dois temos nossos fantasmas. – Engoliu em seco – Mas precisamos superá-los se quisermos que isso dê certo. – ele não acreditou na maturidade que ela demonstrou ao dizer aquilo – Ok?

-Ok. - murmurou emocionado. Inclinou o rosto para frente e beijou-a sem se importar com as pessoas que passavam. Ela suspirou e puxou-o para si. Se afastaram brevemente e ele a olhou inebriado – Eu te amo.

-Eu te amo. – e ela ficou feliz por não existir competições naquela frase. Seguiram abraçados para a hospedaria. Quando alcançaram o quarto ele a empurrou contra a porta e girou o trinco. Rapunzel suspirou sentindo o beijo quente contra a boca. Estava um tanto diferente, mais ousado e exigente que o normal para ambos. Enquanto sentia a língua dele contra si podia notar o corpo entrando em combustão. Suspirou quando o moreno friccionou o corpo contra o dela e gemeu baixinho ao sentir o quanto ele a desejava. O peito dele contra seus seios era delicioso. Deslizou a mão até o cinto e puxou com rapidez ficando feliz ao ver as calças dele caindo. Afastaram a boca um do outro e sorriram. O moreno a puxou e cambalearam até a cama. Chutou as botas dos pés com pressa. Ela riu, jogando o xale quente para o chão e livrando-se dos calçados:

-Vem aqui Goldie. – sussurrou e ela se aproximou. Eugene levou a mão aos fios dourados e puxou as fitas delicadamente. A visão dos cabelos dela caindo livres o fez suspirar. Puxou-a afoito para o colo e ela sorriu quando segurou o rosto dele:

-Faça amor comigo Eugene. – pediu baixinho. Ele assentiu bobamente e assaltou a boca macia num beijo faminto. Enquanto a boca fazia mágica com os sentidos da loira a mão ligeira abriu os botões do vestido fazendo-o cair até os quadris dela. As mãos afobadas desceram as alças da combinação e ela arfou quando sentiu os seios expostos. Eugene beijou-a o pescoço e desceu a boca para o colo. Rapunzel puxou os cabelos dele com força quando sentiu a língua brincar de maneira enlouquecedora com seus mamilos. Podia senti-los molhados devido aos beijos dele e a sensação dos dentes raspando causavam eletricidade. Ainda por cima a respiração quente dele batia contra sua pele. Eram tantas sensações ao mesmo tempo que foi difícil segurar. Soltou um gritinho e meio febril começou a lutar contra a camisa dele entre beijos e mãos, logo estava tão sem roupas quando ela:

-Você vai me deixar louco. – murmurou deslizando as mãos de trás do joelho até o traseiro. Ao chegar na carne macia apertou-a com vontade e sorriu. Rapunzel suspirou e beijou-o apaixonadamente enquanto esfregava o corpo contra o dele sentindo toda a pele abaixo de si. Era uma sensação quente. Tê-lo abaixo de si era satisfatório porque ela nunca teve controle em nada na sua vida até conhecê-lo. Podia sentir cada centímetro dele encostando em sua pele. Eugene deitou e ela suspirou. De maneira ousada deslizou a mão até o lugar mais sensível dele naquele momento e deliciou-se com a maneira como ele jogou a cabeça para trás quando apertou, para cima e depois para baixo, aquela parte firme. Olhou bem para o rosto dele e abaixou lentamente, sentindo-o preenchê-la. Cada centímetro que descia via um novo detalhe no rosto dele. Os olhos antes cerrados agora fechados, o maxilar tenso, os lábios comprimidos, os músculos levemente torneados dos braços tensos, as mãos apertando seu traseiro com mais força e acima de tudo, o evidente desejo. Ele era lindo e entregue a ela daquele jeito era irresistível. Quando finalmente sentou ele abriu os olhos, o peito subindo e descendo sem parar. Num impulso ele sentou e ela arfou quando o sentiu mais profundamente. Os quadris dele se mexeram e a loira sentiu cada mínima sensação. Seus seios estavam colados ao peito dele. Incomodado com os cabelos ele jogou os fios dourados para trás e a olhou nos olhos. Rapunzel suspirou, agarrou a nuca dele e quase pode enxergar as mãos dele deslizando possessivamente para os seus quadris, tamanha a consciência que tinha das sensações que ele lhe causava. Então ele a forçou a ir para frente e depois para trás e aquele movimento a enlouqueceu fazendo arfar e em seguida chamar o nome dele. Eugene inclinou o rosto para frente e finalmente fechou os olhos, beijando-a lentamente, brincando com seus sentidos. A língua travessa deslizou pelos lábios dela e a loira arrepiou-se por inteira quando ele fez os movimentos dos quadris dela acompanharem a intensidade do beijo, indo de algo lento e torturante para movimentos rápidos e cheios de desejo. Ele moveu a boca para a orelha dela e a jovem gemeu ao ter aquela sensação úmida e delirante misturada com a respiração ofegante dele. Rapunzel começou a sentir algo muito forte, uma euforia sem precedentes, algo como se pudesse tocar as estrelas apenas porque queria. Gemeu alto quando ele aumentou o ritmo e agarrou as costas dele com desespero quando aquela sensação ficou mais e mais perto. Ele sussurrou no ouvido dela e a garota sentiu um nó quente na garganta, parecia que choraria a qualquer momento enquanto se movimentava sem a ajuda dele procurando por aquele impulso, aquilo que a levaria onde quer que fosse. Então ela fechou os olhos com força, empurrou o corpo para frente e naquele momento viu estrelas; e soube, enquanto deixava toda sua alma cair numa sensação de felicidade e cansaço, que tinha tocado todas as constelações do céu. A maneira plena em que ela alcançou a satisfação foi o suficiente para Eugene segui-la. O moreno entrou num extasie sem igual e despejou-se dentro dela de maneira satisfatória. Caiu para trás e puxou-a para junto de si, deixando-a, ainda inebriada, deitar em cima dele. O moreno nunca tinha visto uma mulher apreciar um orgasmo do jeito que ela tinha feito, recolhendo-se dentro da própria alma e esquecendo o resto do mundo:

-Eugene? – chamou baixinho enquanto esticava o corpo tentando sair do torpor ao qual se encontrava:

-Sim?

-Eu... – suspirou – Acho que toquei as estrelas. – O homem sorriu satisfeito e abraçou-a rolando para o lado. Rapunzel soltou um risinho e ele a encarou. A fraca luz do corredor sendo a única fonte de iluminação do quarto:

-Goldie, Goldie. – acariciou o nariz dela com a ponta do indicador – Quero fazê-la tocar as estrelas todos os dias. - ela sorriu docemente – Se prometer que terei sempre esse sorriso em troca.

-Eu prometo. - murmurou cansada e beijou de maneira ousada o dedo que ele dispensava um carinho. O moreno engoliu em seco:

-Casa comigo? – ela piscou confusa:

-C-ca... Casar? Igual nos livros? – o homem assentiu e ela sorriu manhosa enquanto se ocupava em mordiscar a ponta do dedo dele.

-Isso é importante? – ele suspirou sentindo indícios de desejo com a provocação doce que recebia:

-Claro que sim. Quero que me apresente como seu marido a idiotas como o flautista desnutrido.

-Ele não é desnutrido. – Eugene ficou feliz que ela não o defendeu de ser idiota – E se isso for tão importante quanto parece ser, podemos nos casar sim.

-Bem, você ficará vinculada a um criminoso procurado e...

-Hey. – ela puxou a mão dele para seu rosto e beijou a palma – Vou me casar com Eugene Fitzherbert, o homem que quer uma segunda chance, num país onde sua reputação não o precede. Alguém que não tem um passado. Assim como Rapunzel Flynningan. – os dois riram:

-Sabe, teremos de morar na mesma casa, compartilhar jantares e...

-Ver estrelas todas as noites?

-Todo o momento que quisermos. – murmurou com um sorriso travesso:

-Só vejo vantagens nessa coisa de casamento. E não consigo me ver morando em algum lugar que não seja com você.

-Precisamos de uma cerimônia e uma festa.

-Podemos chamar os caras do pub?

-Claro que sim. São seus amigos.

-Nossos. – ele revirou os olhos não querendo dar o braço a torcer. – Mas faremos isso quando chegarmos à velha Inglaterra, certo? – Eugene assentiu – Seremos uma família. Eu e você. Uma família de verdade. – sorriu abraçando-o:

-Um pouco incompleta. – ele lembrou.

-Mas ainda sim uma família. – murmurou feliz – E faremos amigos na velha Inglaterra. Você verá.

_Tangled_

Gothel sentou-se à mesa completamente desolada. Passou a mão pelos cabelos e suspirou. Nenhuma pista. Dois dias após encontrar o bilhete e ela não tinha achado absolutamente nada, apenas boatos difíceis de acreditar ou contos sobre as façanhas de Flynn Rider. Como odiava aquele ladrão. Já fazia quatro dias desde que encontrou o bilhete de Rapunzel. Quatro dias de distância de sua flor e o pior, talvez ela tivesse deixado a torre horas depois de ter saído em seus passeios, o que aumentava a distancia para uma semana. Não podia mais ficar em Corona, precisava encontrar o rumo certo: se fosse para o sul e ela tivesse ido para o norte, ficariam mais distantes ainda:

-Eu juro! Vamos pegar o rastro daquele Rider! – uma voz masculina rosnou e sentou na mesa ao lado. A mulher encarou-os de olhos arregalados. - Pro reino do mar, uma ova! Acho que aquele filho da puta foi para Arendelle, ele adorava as putas de lá!

-É, e ele não seria tão idiota ao ponto de sair falando pra onde vai! Esses guardas é que são muito burros. Lembra aquela vez? Antes da gente roubar a coroa? Ele saiu espalhando pra todo mundo que via que estávamos indo pra Arendelle! Nenhum guarda nos esperava na Capital!

-É do feitio dele mesmo. – o outro ruivo resmungou – E aquela vadia loira que estava com ele? Na represa?

-Já deve ter largado em algum lugar. Você sabe como ele é.

-Um homem de bordel. Quando por minhas mãos nele eu vou matá-lo! Da pior maneira possível! – Gothel ficou preocupada. Aqueles homens poderiam descobrir o poder de sua flor e seria problema na certa. Agiu espertamente. Ajeitou o decote do vestido e levantou. Passou por eles sorrindo e o irmão de tapa olho sorriu de volta recebendo um cutucão bruto do outro. Gothel foi até o balcão e pegou três cervejas. Puxou a cadeira e sentou na mesma mesa que eles:

-Uma cortesia, rapazes. – sorriu para o de tapa olho. Ambos a olharam desconfiados – Não pude deixar de ouvir a conversa. Estão atrás de Flynn Rider.

-Podemos pagar pelas informações que tem. – o sem tapa olho murmurou e ela os olhou sedutoramente:

-Eu sei. Eu sei que podem. – o tom coquete foi proposital – Acontece que eu quero matá-lo tanto quanto vocês.

-Olha mulher! – o irmão sem tapa olho a encarou com desprezo – Não queremos saber como foi que Rider te usou e te jogou fora. Não vamos pra estrada com uma conquistinha vingativa dele. – Ela suspirou e encarou o de tapa olho:

-Nunca estive nas mãos daquele moleque pé rapado. Aquele nojentinho de uma figa. Eu tenho muito mais critério.

-Posso ver sua classe senhora.

-Senhorita. – o ruivo de tapa olho sorriu de canto – Acontece que eu preciso matar Rider com minhas mãos. Ele roubou algo muito importante para mim.

-Rider era um ladrão. O que esperava? Que ele lhe desses docinhos e presentes depois de te foder feito uma vadia? – o sem tapa olho respondeu irritado.

-Escuta aqui grandão. – Inclinou-se na mesa – A jovem a qual você chamou de vadia é minha filha! Aquele conquistador barato aproveitou minha ausência em uma viagem entrou na minha casa – conforme falava a voz começava a tremer de ódio – Seduziu minha filha, sujou o nome dela e achando pouco a levou embora e vocês são os únicos que parecem saber onde ele foi! Aquele lixo da humanidade está com a minha menina! Fazendo sabe-se lá o que com a vida dela!

-Bem minha senhora! É Rider, você sabe muito bem o que ele deve estar fazendo com ela por aí. É capaz que já esteja de barriga! – Gothel arfou, o desespero tomando-a:

-Grávida? Eu vou matar esse Rider, eu vou... Eu tenho um plano. Um ótimo plano.

-Nós temos o nosso dona. Matá-lo.

-Por que vocês não fazem algo melhor? Algo que vai destruir Rider moralmente. Matar aquele imbecil não é o suficiente. Chega a ser misericordioso. – os irmãos a olharam com interesse – Precisamos destruir quem ele é e para isso – tocou a própria têmpora – Precisamos atingi-lo aqui.

-E o que pretende fazer dona? – o sem tapa olho questionou ainda desconfiado:

-Ele ainda está com a minha filha. Eu sei que sim. Nós vamos acabar com ele e a faremos odiá-lo! Com todas as forças. Eu recupero a relação com ela e vocês podem entregá-lo aos guardas!

-Quem garante que sua filha é toda especial para Rider a ponto disso destruí-lo? – ela sorriu de canto:

-Por que ele ficou em Corona por ela quando tinha vocês e os guardas fungando no pescoço dele. – os dois assentiram:

-Sou P. – o de tapa olhos murmurou – Esse é B, e é tudo que precisa saber sobre nós. – sorriu satisfeito – Vamos caçar aquele filho da puta.

N/A: OMFG! Gothel e os irmãos Stabiggions! Que medooo! Ainda bem que nosso casal está a uma semana de distância desses psicopatas! Espero que tenham curtido esse capítulo. Apostas do que vai acontecer? Curtiram a NC do nosso casal favorito? Ou preferem a coisa mais metafórica? Só pra não se assustarem, terá um mini crossover com frozen. Mini, mini mesmo! Não se empolguem, Elsa e Anna não vão aparecer. Só os pais delas. A não ser que queiram ver a Anna. Elsa nem pensar (trancada no quarto e tals). Bem! Espero que tenham curtido. Se sim comentem. Já estava com saudades de vocês minhas amadas Disnerds!