A Visita da Família
Sesshoumaru ficou acordado a noite toda. Detonou uma garrafa de vinho inteira e só de manhã é que conseguiu dormir. Ficara pensando em Rin, até que ponto se deixou envolver com ela. Nem que quisesse poderia sair da vida dela agora, pois o seu destino chegou a uma situação que depende exclusivamente dele. Qualquer decisão dele mudaria a vida dela por completo, com certeza bem longe de um final feliz. Resolveu descansar e esperar pela cerimônia do título, voltaria para as terras de Shura para deixar Rin e sairia à procura de Tetsuo para desafiá-lo, já que não o encontrou na corte. Aí sim, teria paz para decidir seu futuro com ela. Era isso que o seu coração queria.
[ ... ]
Rin acordou lá pelo final da manhã. Como viu que Sesshoumaru não estava no desjejum resolveu espiá-lo no quarto. Abriu a porta devagar e o viu na cama. Ele dormia de bruços, estava sem roupa alguma, só com um lençol, cobrindo-o. Ela deitou do lado dele bem devagar. Já fizera isso uma vez, na casa dela, em Shura, quando entrou no quarto dele para roubar-lhe um beijo. O resultado desta façanha foi sua primeira vez, melhor, sua prima notte com Sesshoumaru. Ao se recordar disso corou um pouco. Ficou de lado debruçada, com as mãos segurando o rosto, contemplando ele. O músculo das costas assim como os braços dele, era impressionante de se ver, bem definidos. Ele se mexera um pouco na cama e acabou virando o rosto, ficando de frente para ela. Ele despertou sentindo a fragrância dela, que tomara seu banho matinal. Abriu os olhos, mas não se mexeu da posição que estava.
- Bom dia... – disse Rin, bem baixinho. – Já é bem tarde...
- Bom dia Rin...
Ela olhava para ele com ternura. Então acariciou o rosto dele tirando alguns fios prateados do rosto.
- O que faz aqui, Rin?
- Não vim te acordar. Só fiquei aqui do teu lado velando pelo teu sono.
- Foi teu perfume que me despertou.
Ele se virou a acabou por espreguiçar-se. Ela sentou-se na cama.
- À tarde irei levá-la ao passeio. Vai gostar, é um imenso jardim, um parque, onde as pessoas fazem piquenique, marcam encontros, um típico lugar para a família...
- E também para os casais apaixonados? – perguntou Rin.
Ele a olhou sério. Mas ela também estava séria.
- Sim... Um lugar para os apaixonados... – Respondeu fitando-a nos olhos.
- E somos como um casal de apaixonados, não é, Sesshoumaru?
- Se você preferir assim...
- Não foi isso o que te perguntei.
- Como quer a resposta?
- Com a verdade!
Dizer a verdade. Como era custoso para Sesshoumaru dizer a verdade a ela. O que realmente sentia, o que queria fazer. E não era só tomá-la ali mesmo na cama. Era mais. Era ter a uma vida inteira com ela. Mas por enquanto isto estava fora de questão.
- Rin, no momento certo conversaremos sobre nossos sentimentos.
- Está fugindo de novo. – Ela lhe disse isso e saiu de cima da cama.
- Aonde vai?
- Te esperar. Como sempre tenho feito aqui.
Ela desceu as escadas e foi para o jardim. Toda vez que tentava falar a respeito dos dois não conseguia. Rin se viu gostar mais de Sesshoumaru a cada dia que passava. Uma lágrima teimou escorrer pelo rosto.
- Não! Não vou chorar. Se ele foge, então não tem por que eu ficar indo atrás perguntando. Mas quando estamos juntos, tudo fica tão diferente...
- Senhorita Rin!
Ela virou-se rapidamente, era Jaken chamando.
- O amo Sesshoumaru quer que se arrume para o passeio. Uma das servas do castelo irá ajudá-la. A senhorita não vem?
- Vou sim.
Foi para o quarto se trocar.
[ ... ]
Sesshoumaru ordenou que Jaken preparasse a carruagem. Não demorou muito e Rin estava pronta.
Enquanto ela falava, ele se hipnotizava por que mais uma vez, ela estava linda! A carruagem se aproximou e ambos entraram. Ele não tirou os olhos de cima dela, que ficara sentada a sua frente.
- "Como fugir dela? Eu não tenho mais escapatória, estou rendido a ela".
Sentou do lado dela e abraçou, sentindo o coração dela bater mais forte. Ela retribui aquele abraço que tanta segurança lhe trazia.
[ ... ]
Nas terras de Shura todos se esforçavam para seguir em frente após o dano que os homens de Tetsuo fizeram. O senhor Akisawa ficou acamado após o golpe que levou, e era Mizuki quem cuidava dele com muito zelo.
- Senhor... Quase não temos comida... Aquele bandido levou tudo...
- O mais importante ele sequer passou perto, Mizuki, da minha Rin...
- Verdade senhor... Graças aos céus que ela está com o Lorde Sesshoumaru sã e salva... E quando ela vir todo este estrago... – disse chorando.
O senhor Akisawa pegou a mão de Mizuki, todo enternecido.
- Coragem minha amiga! Rin pode até se assustar com o que vai ver, mas ela é forte e nunca se abaterá. Nisto ela me lembra minha Yumiko.
A esperança do senhor Akisawa era que Tetsuo fosse morto pelas mãos do youkai que protegia sua filha. O general havia enlouquecido de vez. Akisawa temia pela vida de Rin.
[ ... ]
O casal de apaixonados chegou ao que lugar que Sesshoumaru falara. Era um imenso jardim, com frondosas árvores que faziam sombras para quem quisessem se refrescar do sol quente. Os dois começaram a andar observando que haviam famílias reunidas, crianças brincando e até mesmo alguns anciãos pescando no lago que ficava bem no centro do parque.
Havia também casais. Rin lembrou-se do que dissera a Sesshoumaru no quarto quanto a eles formarem um casal. Olhou para ele, que nem percebera. Então ela pegou na sua mão, como quem não queria nada. Ele por sua vez entrelaçou os dedos nos dedos dela, surpreendendo-a. Rin esboçou um lindo sorriso para ele. Sesshoumaru sorriu normal. Uma felicidade sem igual transbordava no coração dela, que achou que ele não fosse retribuir o gesto feito. Andaram um bom tempo assim, parando às vezes para cumprimentar as pessoas com uma simples reverência com a cabeça. Claro que uns olhavam discordando da cena, mas eles não estavam preocupados com isso.
- Ora, ora, ora! Se não é Lorde Sesshoumaru Taisho, o príncipe das Terras do Oeste!
Sesshoumaru parou. A voz não lhe era estranha e a reconheceu imediatamente.
- Lorde Bankotsu Ryokusei, o terrível!
Ele virou e encarou o que pronunciara seu nome. Era um conhecido de seu passado e estava acompanhado de uma nobre.
- Sim! O próprio! Eu mesmo! Como vai?
Bankotsu cumprimentou Sesshoumaru.
- E então, Sesshoumaru? Não vai me apresentar a sua noiva?
- Não somos noivos.
- Ah, não? E por que andavam de mãos dadas?
Sesshoumaru ficou com raiva da ousadia de seu antigo amigo dos tempos da escola do império. Rin achou graça no que ele dissera, e forçou um sorriso, mas colocou logo a mão na boca para se conter, pois Sesshoumaru olhou feio para ela.
- E então, o que você me diz?
- É uma longa história, Bankotsu, mas sim é minha noiva.
- Pois que maravilha! Somos dois! Sesshoumaru, esta é minha noiva princesa Abi Kyukai, das longínquas terras do monte Hakurei.
- Muito prazer, Lorde Sesshoumaru! – a jovem curvou cumprimentando-o.
- A sua noiva é muito bonita Bankotsu.
- Claro por isso a escolhi. E quem é esta?
- Rin Higushi, herdeira do feudo das terras de Shura. Este é Lorde Bankotsu Ryokusei, príncipe das terras de Shichinintai.
- Prazer Lorde!
Com tantos conhecidos na corte Sesshoumaru tinha que encontrar logo Bankotsu, que não tinha uma boa fama entre os nobres, pois aprontava todas e andava em falta até mesmo com o imperador.
- Veio oficializar o título que herdou de seu pai? – perguntou Bankotsu
- Sim e você?
- Também! Com sua permissão a sua noiva é linda!
- Obrigado.
Os dois iam conversando a frente e Rin viu que a princesa Abi estava muda e calada. Queria conversar com ela, fazer amizade. Mas lembrou-se que ambas tinham que manter silêncio. Aquilo era o fim, porque no fundo ela não concordava, mas sabia que não podia fazer feio para Sesshoumaru. Mas ela não ficou quieta e puxou o kimono dele, que olhou para ela.
- Posso sentar-me com a princesa Abi mais a frente para conversarmos mais à vontade?
Sesshoumaru pediu licença a Bankotsu e se afastou com Rin um pouco para lhe falar algo.
- Claro! Só não conte a ela sobre nós dois. – depois voltou.
- Você permite, Bankotsu?
Ele olhou meio assustado com a ousadia de Rin.
- Anda, Bankotsu! Elas vão ficar perto de nós! – disse Sesshoumaru.
- Está bem!
Ambas se curvaram aos dois e Rin saiu correndo puxando a princesa pela mão e sentaram debaixo de uma árvore.
- Adorável esta menina! Cheia de surpresas! E ousada também! Gostei dela! Se não fosse sua noiva reivindicaria a prima notte com certeza!
Sesshoumaru olhou sério para Bankotsu.
- Presumo que ainda queira ficar com a sua cabeça sobre o pescoço, ou estou enganado?
- Desculpe! É o velho costume quando se vê uma beldade como ela. Ora não vá me dizer que já esqueceu os tempos que saíamos e tínhamos todas as mulheres, tanto humanas e youkais que desejássemos?!
- Não me esqueci, claro!
- E também fazíamos uso do direito da prima noitte com as noivas dos servos, assim como as filhas dos senhores de feudo.
- Correção, você é que sempre fazia o uso desse direito, não perdia a oportunidade. Lembro-me de muitas vezes as moças fugirem com medo de você vindo a mim para protegê-las de sua perversão na cama. Eu acabava pedindo que você me deixasse passar a noite com elas para castigá-las por terem fugido e você aceitava meio que contrariado.
- E verdade! Só que logo de manhã eu não as via na sua cama?
- Agora eu te revelo. Eu mandava meu lacaio levá-las de volta para suas casas. E foram muitas que fiz isso. Jamais tocaria numa mulher que estaria apavorada se não fosse desejo dela.
- Então você não tocava nelas?
- Não! Por que eu só toco numa mulher se me despertar desejo, e também na condição que elas estavam, com medo, não o faria.
- Você não presta, Sesshoumaru! Tirou-me a chance de desvirginar lindas mulheres quando saíamos!
- Não sou como você, Bankotsu! Eu respeito as mulheres.
- Há! E quando você estava na situação em que você desejava a mulher, mas ela não tinha um desejo sequer por você? A forçava?
- Muito simples meu amigo. Eu as fazia terem desejo por este youkai. Com uma diferença. Depois de tudo as deixava com um gosto de quero mais!
Depois desta resposta Bankotsu perdeu o rumo, ficando sem eira nem beira, num total silêncio, que foi cortado por Sesshoumaru.
- Ainda bem que Rin teve a ideia de conversar longe de nós com a sua noiva. Odiaria que ela te ouvisse falar todas essas coisas.
- E qual o problema? Eu falo disso abertamente na frente de minha noiva quando encontro com outros homens e não poupo os detalhes do que fiz! Ela sabe que não pode abrir a boca para nada!
- Bem se vê que no trato com mulheres você continua um grosso.
- E não vai me dizer que com esta garota você é cheio de cuidados?
- Claro que tenho todo o cuidado do mundo, ela não é qualquer uma! É quem está comigo agora!
- Abi está na idade em que uma princesa tem que se casar e por ser da realeza eu vou ter que esperar, mas se fosse de uma classe inferior a da nobreza, como a classe dos feudos, com certeza já teria sido minha. Mas longe dela eu me satisfaço com minhas servas ou com meretrizes. Você sabe, não dá para esperar até dia das núpcias! Hehehe!
- Você não tem jeito.
- Espere, você disse que a Rin é herdeira de um feudo. Não vai me dizer que você reivindicou a prima notte com ela e agora tem que se casar! Ah Sesshoumaru, e depois vem falar de mim!
- Sim, sim, é mais ou menos esta história.
Claro que para Bankotsu Sesshoumaru não contaria toda a verdade. Deixaria ele pensando assim. Conversaram mais um pouco e resolveram chamar as duas.
- Sesshoumaru! Eu e a Princesa Abi fizemos uma grande amizade! Ela me convidou para passar uma tarde em seu castelo! Posso ir? – disse Rin toda eufórica.
- Sim, mas isso no devido tempo! Pois neste dia eu terei que acompanhá-la. É lógico que você não se importar não é, Bankotsu?
- Será uma honra recebê-los!
- Certamente! Neste dia tratarei de negócios que ficaram pendentes com você.
Despediram-se certos de um breve reencontro.
[ ... ]
O dia da cerimônia chegou. Toda a corte estava em festa. As principais famílias que compunham a corte imperial foram convidadas para participarem. Muitos filhos e filhas de nobres vieram para oficializar seus títulos já herdados. A família de Sesshoumaru também veio. Sua mãe, Lady Inukimi, que fora a primeira esposa de seu pai. O casamento deles durou pouco tempo. Mais ou menos um ano e meio depois da separação deles Lorde Inutaisho havia se casado com a princesa Izayoi, mãe de seu meio irmão Inuyasha que também vieram, junto com o velho Myuga, que sempre cuidou deles quando meninos. Eles chegaram ao castelo da família Taisho logo pela manhã. Iriam descansar e mais a noite todos sairiam para prestigiar Sesshoumaru e o título que herdou do pai.
- Bom dia, senhoras! Senhor Myuga! – cumprimentou Jaken a todos e ajudou as duas damas a descerem da carruagem.
- Como vai, Jaken? Onde está meu filho Sesshoumaru? – Perguntou Lady Inukimi.
- Está na sala, senhora! O avisarei de sua chegada.
Mal Jaken falara e Sesshoumaru apareceu para recebê-los. Cumprimentou sua mãe segurando-lhe a mão e depositando um beijo.
- Filho!
- Bem vinda, minha mãe.
Também cumprimentou o irmão e o tutor.
- Inuyasha meu irmão! Que bom que está aqui também, Myuga!
- Sesshoumaru! Minha mãe também veio te prestigiar! – disse Inuyasha.
Sesshoumaru a cumprimentou.
- Lady Izayoi! É bom tê-la aqui!
Todos entraram e qual não foi a surpresa quando viram descendo as escadas uma bela jovem. Era Rin que recebeu a todos com um sorriso e também ficara surpresa com tanta gente de repente. Jaken se aproximou de seu amo que foi o último a entrar e cochichou ao pé do ouvido.
- Amo, o senhor esqueceu-se da menina Rin?
- Por um momento, Jaken, mas nada que eu não resolva já.
Sesshoumaru ficou ao lado de Rin e a apresentou para sua família.
- Esta é Rin, filha de Akisawa Higushi das terras de Shura, minha convidada.
Ela, sendo muito educada e cordial os saudou com reverência.
- Miladys, senhores!
- Você é uma menina adorável Rin – isse Lady Izayoi.
- Meu irmão tem um bom gosto para mulheres. – isse Inuyasha segurando a mão de Rin e dando um beijo – Realmente é muito bonita.
Rin agradeceu o elogio de Inuyasha. Lady Inukimi olhou sério para ela. Aproximou-se.
- Rin.
- Senhora?
- Se é convidada de meu filho, é bem vinda a esta família e também a esta casa!
- Obrigada, senhora! – respondeu Rin curvando-se com respeito.
Sesshoumaru respirou aliviado. Ela não cometera nenhuma gafe, principalmente com sua mãe. Com o aviso de Jaken que dissera que as malas e os aposentos estavam prontos, todos se retiraram para descansar, com exceção de Lady Inukimi. Ela queria uma explicação do filho em relação à menina.
- Minha mãe... deve estar cansada! Após a cerimônia conversaremos
- Conversaremos agora, Sesshoumaru!
Sabe-se a quem Sesshoumaru puxou quanto a dar ordens a Jaken. Dirigiram-se a biblioteca. Lady Inukimi sentou-se mostrando a cadeira a sua frente para Sesshoumaru.
- E então?
- É uma longa história, mãe.
- Não tenho pressa!
E não tinha como não falar também. Sesshoumaru contou tudo à mãe, não escondendo nada. Exceto sua intimidade com Rin. Isso ele não contou.
- Está intimamente ligado a esta jovem, meu filho?
- Claro que não, minha mãe! – negou veemente.
- E por que os olhos dela brilham quando olham para você?
- Não sei do que a senhora está falando! Ora, ela é uma jovem sonhadora e...
- E você está apaixonado por ela, Sesshoumaru!
- Que absurdo mãe! De onde tirou esta ideia?!
Lady Inukimi levantou-se irritada da cadeira.
- Por que os seus olhos também brilham quando a vê! E agora esta todo alterado por que falamos dela!
Agora foi Sesshoumaru que se levantou nervoso e parando em frente à janela da sala da biblioteca.
- Está tirando conclusões precipitadas, minha mãe!
- Eu?! Está intimamente relacionado com esta jovem, Sesshoumaru! Revela-me que está envolvido num desafio e terá que se casar com ela. Como estou tirando conclusões?
- Eu não tenho nada com ela.
- Para se envolver dessa forma a ponto de lutar por esta menina é porque sente algo forte por ela. E agora não quer admitir um sentimento que está tão claro. Do que tem medo, meu filho?
- Não tenho medo de nada!
- Qual a idade dela?
- Dezoito.
- Céus! É uma criança! E você, nove anos mais velho que ela. Como chegou a este ponto, filho?! Você já é adulto o bastante!
- Eu não sei! Quando me vi já estava gostando dela! E quando soube com quem ia se casar eu simplesmente não pude dar-lhe as costas, não vou abandoná-la agora, não posso!
- Se quiser pode sim.
- Não! Mesmo que ela não se case com Tetsuo ou eu não a aceite, o imperador disse que ela ficaria na corte, não a deixaria voltar para o pai e nem permitirá que se case. E também ela não se tornaria serva dele.
- Você acha justo ela sendo jovem e linda, terminar os dias de sua vida sozinha, longe da família, sem ter tido filhos, com todos os sonhos destruídos? Principalmente depois de ter provado o amor com você, Sesshoumaru?
Ele encarou a mãe. Sabia que ela tinha razão. E não precisou afirmar que já tinha tido relações intimas com Rin. Lady Inukimi percebeu logo de cara. Sesshoumaru baixou a cabeça. Seu semblante era de tristeza. Sentou-se no sofá.
- Eu sei que não é justo, minha mãe, por isso que vou lutar por ela.
Lady Inukimi não se conformava com a situação em que encontrou o filho. O encarou sério.
- Sesshoumaru! Você não devia ter se envolvido dessa maneira na vida desta jovem!
Ele olhou para ela e disse com a voz embargada.
- Eu não preciso de repreensões agora, minha mãe. Eu preciso do seu apoio. Assim como teria de meu pai, se ele tivesse vivo.
Lady Inukimi se enterneceu pelo filho. Sentou-se do lado dele e o abraçou.
- E terá filho. Sempre.
Ouviram batidas na porta, que logo se abrira. Era Rin chamando-os.
- Com licença. Jaken pediu para avisar que dentro de duas horas sairemos para a cerimônia.
- Entre Rin! – disse Lady Inukimi, virou-se para Sesshoumaru – Vale a pena por ela filho?
- Sim.
Ela se levantou indo para a porta e deu um abraço nela. Deu um beijo na testa dela e saiu.
Sesshoumaru se aproximou dela e fechou a porta.
- Sua mãe é muito amorosa.
Ele sorriu e a abraçou. Afagou as costas puxando-a para mais perto dele e a beijou. Rin correspondeu e o abraçou mais ainda. Terminado o beijo Sesshoumaru a puxou pela mão.
- Vamos.
Ela assentiu e saíram abraçados. Logo estariam todos na cerimônia imperial onde Sesshoumaru receberia seu título herdado de seu pai.
