Esclarecimentos:

Como sabem Sailor Moon não me pertence, pertence sim a Naoko Takeuchi.

E esta linda história também não me pertence, pertence a Tuca Hassermann.

Espero que gostem de a ler como eu gostei. Quero simplesmente a da-la a conhecer mas com os nomes dos meus personagens favoritos.

O Príncepe e a Plebéia

Enjoi.

EPÍLOGO

Um ano depois

Querido tio Kunzite Murray, Eu sempre lhe disse que, se um dia me desse bem na vida, a primeira pessoa de quem iria me lembrar seria você. Todas as vezes em que fui devolvida ao orfanato, foi você quem me apoiou e enxugou minhas lágrimas. E me resgatou das mãos de meu último pai adoptivo, que não precisava de motivos para começar a me espancar. Por causa dele eu aprendi karaé, lembra?

Sempre que me meti em encrencas foi a você que recorri.

Aliás, muito obrigada por ter cuidado de Maata naquele episódio do roubo da joalharia. E também foi muito esperto de sua parte descobrir a idade de Ivan Davidovitch com o investigador Yaten. Ele continua antipático?

Embora você não tenha acreditado, Maata é mesmo uma princesa árabe. E a novidade é que eu agora também sou.

Veja você! Casei-me com o irmão dela, a quem amo de todo o coração, e estou muito feliz. O sheik, pai dele, me recompensou por um servicinho que prestei por aqui, e por isso posso lhe dar aquilo com que você sempre sonhou, tio Kunzite. Esse cavalheiro sentado a sua frente lhe entregará um cheque. Parte da quantia que lhe envio deverá ser usada para pagar a faculdade de seus filhos. A outra, para quitar a hipoteca de sua casa. E o restante, para você abrir seu próprio escritório. Quero que você continue a procurar por meu irmão. Isso é importante demais para mim.

Como Último favor, peço-lhe que dê um jeito de colocar o outro envelope que receberá em cima da mesa do investigador Yaten. Ele não deve saber de modo algum que foi você quem o deixou lá; tome cuidado. Garanto que Yaten ficará satisfeitíssimo com o presente que ganhará.

Assim que for possível, quero que venha me visitar. O que não falta neste palácio é acomodação para hóspedes.

Cuide-se, tio Kunzite, e se mantenha em contacto comigo.

Com todo meu amor,

Sua Alteza Real Usagi B. F araj

Kunzite enxugou os olhos. Jedite estendeu-lhe um cheque e um envelope pardo.

— Obrigado. Mande um grande abraço para Usagi.

Jedite se levantou, fez um aceno com a cabeça e se foi.

Seiya Riscoe encontrou um envelope cor-de-rosa no meio de sua correspondência. O carimbo do correio mostrava que fora enviado da Alemanha. Não tinha remetente.

A mensagem era sucinta. Nela, Usagi lhe dizia que pretendia voltar para Nova York, e para isso sabia que precisava fazer as pazes com ele. Então, lhe enviava a chave de um cofre de banco, no nome dele, onde ela guardara todas as jóias roubadas.

As pupilas de Seiya brilharam.

— Ela não é tão burra quanto pensei. Sabe quem é que manda.

Seiya não perdeu tempo: foi directo para o banco. O atendente o levou ao sector onde ficavam os cofres.

Seiya girou a chavinha na fechadura, e lá estava uma grande bolsa preta. Ele a apanhou e a pôs sobre a mesa. Verificou o conteúdo.

— Aquela vigarista! Roubou de mim muito mais do que eu imaginava!

Tornou a colocar tudo na bolsa e retomou ao saguão. Agradeceu ao atendente, virou-se para deixar o banco e quase pisou no investigador Yaten, a milímetros dele.

— Lembra-se de mim, Seiya? Você me fez passar por um grande vexame com aquela sua denúncia falsa — ele apontou a bolsa pendurada no ombro de Seiya. — Deixe-me ver o que tem aí.

Sem opção, Seiya entregou-lhe a sacola de nylon e suspirou.

— Sabe, Seiya, eu adoro quando coloco as mãos num verdadeiro bandido. Você está preso. E se depender de mim, vai amargar muitos anos atrás das grades.

Na biblioteca do palácio, Usagi recebeu o e-mail de Kunzite com a boa notícia: Seiya fora encarcerado. O mundo poderia respirar melhor dali em diante.

Desligou o computador. Ao se levantar, foi abraçada por trás.

— Você fica tempo demais sentado aqui. Tem de se exercitar, senão sentirá dores nas costas.

Usagi se virou e enlaçou o pescoço de Mamoru.

— É verdade. Minha barriga já começa a pesar bastante.

— Os quatro meses que faltam demorarão muito a chegar!

— Não seja impaciente, Alteza — Usagi o beijou. — Já ouviu dizer que as mulheres costumam ficar mais… acesas depois que engravidam?

— Sério?

— Hu-hum…

— Nesse caso, vamos para o quarto. Mulheres grávidas não podem ser contrariadas.

Mamoru a pegou no colo. Ao subir as escadas para seus aposentos, passou por Maata e Luna, que sorriram, encantadas.

— Jamais imaginei que um dia fosse ver meu irmão tão feliz.

— O amor rompe todas as barreiras, minha filha. E tem a capacidade de transformar todas as diferenças, também.

— Graças a Deus!

***Fim***