Capitulo:
Rita Skeeter e a Fúria dos Hyuuga
Passaram duas semanas desde o encontro no Campo, ambos os grupos encontravam-se sempre que podiam e apesar do pouco tempo, via-se uma melhora nas habilidades dos feiticeiros, agora, eles passavam horas na biblioteca com a intenção der obter mais feitiços úteis. Também os professores notavam as subidas das notas do Trio Dourado, graças aos conhecimentos de Sakura, os feiticeiros tinham melhorado o controlo dos feitiços.
Até em Poções, notava-se mais atenção por parte dos alunos, Snape nunca soube dizer o que tinha atingido quando viu que Neville tinha apanhado uma boa nota numa criação de um poção. Harry e Ron detestavam Poções, mas Ino, que era perita na manipulação de plantas, recomendara aos dois para prestarem mais atenção nas aulas. Harry, apesar de não querer admitir, estava a começar achar Poções fácil. Ele agora via as grandes vantagens de possuir conhecimento de poções. Mas o melhor é que isto dava um assunto de conversa entre ele e Ginny. A caçula Weasley era uma expert em Poções e sempre que podia, Harry pedia conselhos. Ron achava incomodo a aproximação entre o seu melhor amigo e a sua irmã mais nova. Hermione e todas as Gryffindor andavam todas em rebuliço, sabiam do amor secreto de Ginny pelo o Rapaz Dourado.
O tempo em Hogwarts andava a piorar, a neve tornou-se mais forte e os ventos mais violentos. Harry Potter pensava nisto enquanto observava pela janela os campos brancos de Hogwarts. Estava na biblioteca, Hermione, Neville e Ron estavam sentados a conversar. Luna e Ginny divertiam com os quadros falantes. Potter preferia estar sozinho nos seus pensamentos, ele queria estar com os amigos, por outro lado, sentia preocupado e não queria incomodar os amigos:
-- O que se passa, Harry? – Perguntou TenTen, surgindo do nada.
-- Nada.
-- Nada?
-- Estou…nervoso.
TenTen sentou no parapeito da janela e tirou a máscara:
-- Porquê? Não precisas, és um rapaz talentoso e forte.
Harry remexeu nervoso e sentou ao lado de TenTen:
-- Posso perguntar algo?
-- Claro.
-- Tens medo antes de ir para uma missão? É que o Naruto-sensei disse os ninjas enfrentam perigos diariamente e muita vez não sabem o que vão enfrentar. Como aguentas?
TenTen olhou para um ponto e a sua cabeça começou a trabalhar, uma ideia surgiu:
-- Um médico enfrenta a morte, o sangue, o cheiro, o sofrimento. E agora imagina um médico que tem medo disto, que recusa olhar para a cara do seu paciente. O que achas dele?
-- Não devia ser médico. – Respondeu Harry de imediato.
-- Porquê?
-- Oras, porque é o trabalho dele, as pessoas dependem dele. Além disso, é o trabalho dele, aposto que a grande maioria disto de uma forma impessoal.
A luz bateu na cabeça de Harry que virou para TenTen que tinha um sorriso no rosto:
-- Os ninjas enfrentam coisas horríveis, mas é o trabalho deles, eles vêem assim, porque é a única maneira. É a sua profissão, todas as profissões têm o seu risco. Não há nenhuma delas que não envolva algum tipo de perigo. Mas é o nosso trabalho, aquilo por treinamos, estudamos, damos no duro. É a nossa vida e o nosso pensamento. Os ninjas não pensam na morte e no sofrimento. Eu penso como o meu trabalho que tenho de cumprir custe o que custar. Um médico tem de pensar de uma maneira impessoal de modo não envolver demasiado, porque se envolvesse demasiado, as suas emoções tomariam conta dele. Um ninja não pode ter medo, emoções, receio, coragem, ousadia. Porque somos como o médico, não podemos envolver, apenas cumprir.
-- É que não sei o que vou enfrentar, eu sei que já enfrentei coisas piores e safei delas. Mas é impossível não pensar todos os dias da minha vida o que teria acontecido se a minha sorte abandonasse naquele momento. Eu não tinha as vantagens que tinha agora, o que teria acontecido?
-- Não penses no passado, mas também não olhes para o futuro. Vê o presente. E usa as capacidades que possuis. É a única maneira, durante a minha vida, eu enfrentei adversários mais fortes do que eu e todas as possibilidades em que sobrevivi eu aproveitei para melhorar e tornar mais forte. – Disse TenTen e depois concluiu. – Estás nervoso, não vejo medo em ti, és admirável.
-- Sou?
-- Claro, não é qualquer pessoa que enfrenta as coisas que lutaste e vive para contar. Vê isto como a prova que consegues ultrapassar qualquer desafio. Devias dar mais valor a si mesmo.
Harry fez que as palavras de TenTen ecoassem mil vezes na sua mente:
-- Mais valor? Sou apenas um rapaz normal. Só queria ser igual aos outros.
-- As pessoas não são iguais, Harry-kun, todos nós somos diferentes á sua maneira. Tens uma capacidade que se torna especial, todas as pessoas têm, ninguém é impune á diferença. Nenhuma capacidade, nenhuma pessoa está abaixo de outra, apenas em patamares diferentes. O que devias preocupar era saber utilizar o seu talento, para o bem ou para o mal.
-- Tens razão, TenTen-chan. Agora percebo. Obrigado.
TenTen pôs o braço nos ombros de Harry e deu uma leve palmada no braço:
-- De nada, Harry-kun. Quando precisares, eu e Naruto estaremos aí. Agora vai juntar aos seus amigos, eles preocupam por ti.
Harry assentiu:
-- Harry-kun, amanhã tens uma entrevista, lembras?
-- Putz, que chatice!
Harry levantou e foi até aos amigos, TenTen observou o Gryffindor e não pode deixar de pensar como estava a afeiçoar a ele.
O flash quase cegou Harry que virou os olhos da máquina, fazendo uso das suas novas capacidades adquiridas pelo peixe babel, murmurou em turco uma maldição contra a máquina fotográfica. Harry sentiu Fleur levantar da sua cadeira e por uma mão no seu ombro:
-- Estás bem?
-- Estou, é esta máquina.
Fleur assentiu:
-- Não preocupes, a sessão já acabou.
Apesar das suas tentativas para esconder o peixe babel, Fleur tinha descobrido nas últimas semanas, mas fora compreensiva e não contou em ninguém, na realidade, ficou aliviada por poder falar com um Campeão, utilizando a sua língua natal:
-- E ainda falta a entrevista. – Disse Cedric.
-- Nem me lembres.
Uma mulher berrante e vestida de uma forma escandalosa apareceu interrompendo a conversa entre os quatro Campeões:
-- Muito prazer conhecer-vos, o meu nome é Rita Skeeter, jornalista. Devem conhecer a minha coluna do jornal: O Salão de Rita. É muito popular. Conhecem?
-- Lamento, mas não. – Respondeu Cedric. – Eu não gosto de ler colunas cor-de-rosa.
Um pergaminho apareceu flutuando no ar ao pé de um pena mágica que começou a escrever:
-- A sério? – Disse Rita, decepcionada. – O que lê?
-- Gosto muito das colunas de Moira Miller, são muito interessantes.
Harry notou uma crispa de raiva nos olhos de Rita, não conhecia a jornalista, mas Hermione falava maravilhas dela, pelos vistos, Rita e Moira Miller eram rivais:
-- Miss Delacour?
-- Non leio jornais ingleses.
-- Eu também não leio. – Respondeu Viktor antecipando Rita.
-- E tu, meu menino?
-- Eu não tenho o hábito de ler muito as colunas, prefiro a sessão de notícias e de desporto.
Harry jurou que viu uma ponta de interesse nos olhos de Skeeter:
-- Acho que vou entrevistar os campeões, um por um. Começando por Potter.
Rita agarrou o braço de Harry que gemeu levemente ao sentir as unhas da mulher perfurarem a pele. Um frio surgiu na sala e antes que Rita pudesse gritar, Sasuke agarrou no braço da jornalista fazendo que ela largasse Harry:
-- POR AMOR DE MERLIN! O que pensa que está a fazer? – Gritou Rita.
Sasuke largou o braço da mulher e num tom neutro respondeu:
-- Lamento, mas recebi ordens para que Potter-kun não ficasse sozinho com alguém, senão os seus amigos. Se quiser entrevistá-lo, vai ter de fazer na minha presença.
Rita estava furiosa, como aquele estrangeiro atrevia dizer fosse o que fosse a ela:
-- Tenho toda a autorização para entrevistar Potter.
-- Então, interrogue aqui á minha vista.
-- Mas…
-- Não quero ouvir mais nada.
A máscara ANBU escondia o poder do Sharingam e Sasuke aproveitou isto. Segundo depois, Rita Skeeter estava alegre e bem-disposta como nada tinha acontecido para o espanto dos Campeões:
-- Harry-kun, vamos?
Harry assentiu freneticamente e seguiu Sasuke, os outros Campeões fizeram o mesmo, não gostaram da mulher loira.
Neji odiava entrevistas, odiava com um ódio assassino que podia comparar ao da própria Kyuubi. Vendo por esta perspectiva, Neji admirava muito Uzumaki Naruto por aguentar uma besta assassina como a poderosa Yoko no Kyuubi. Estava numa sala sentado ao lado de Hinata. Á sua frente, estava uma das mulheres mais estranhas que já vira.
Era estranha, mas Sasuke avisara que ela era perigosa e traiçoeira, Neji sorriu mentalmente, ele era Hyuuga Neji, um dos Jounin mais prestigiados de Konoha. De certeza que sabia aguentar uma simples entrevista com a mulher loira:
-- Não é de confiança. – Murmurou Hinata a Neji.
Neji ficou surpreendido com a prima, estava mais aberta e forte, parece que a convivência com Naruto fazia bem. Entre todas as pessoas que Neji confiaria a sua melhor amiga e sua prima era a Uzumaki Naruto. Um barulho estranho surgiu e Neji viu que era a pena e o pergaminho mágicos:
-- Sou Rita Skeeter e vossos nomes?
-- Somos Hyuuga Neji e a minha prima Hyuuga Hinata.
-- Neji, o homem e Hinata, a mulher. Certo?
Hinata teve de conter para não rir do tique nervoso do olho de Neji:
-- Certo.
O barulho da pena a escrever aumentou:
-- São primos? De que lado?
-- Do lado paterno. Os nossos pais eram irmãos gémeos. – Respondeu Hinata.
Rita sorriu e num tom piedoso e cruel perguntou:
--É cega de nascença?
Hinata franziu o rosto numa expressão confusa:
-- Desculpe?
-- É…cega…de…nascença? O…seu…primo…também…é?
-- Não precisa de falar desta maneira, nós sabemos inglês tal como a senhora. – Disse Neji, rispidamente.
O sorriso desapareceu do rosto de Rita:
-- Está bem.
-- Eu não percebo a pergunta, não sou cega.
Um olhar surpreendido surgiu na cara de Rita:
-- Mas os seus olhos são brancos e nem têm pupila.
-- Não. É uma herança genética transmitida no meu clã. Temos uma habilidade especial e a evolução fez que os nossos olhos ficassem maiores e sem pupilas para ajustarem no cérebro. – Explicou Hinata.
-- Percebo. Que habilidade é esta?
-- Desculpe, é confidencial.
-- Claro. Uma pergunta: que símbolo é este?
-- O símbolo da nossa vila.
Rita tentou não mostrar a sua frustração, os primos eram claramente difíceis de sacar informação, precisava de informação. O jornal tinha prometido muito dinheiro se conseguisse informações válidas sobre os misteriosos visitantes:
-- Qual é a vossa missão?
-- Estamos aqui para monitorizar e controlar as actividades exteriores e interiores de Hogwarts enquanto o Torneiro ocorre. Temos uma missão de diplomacia, o Continente Japonês mostra sinais de avançar em termos de tecnologia e pensa em expandir as suas fronteiras. E também num intercambio cultural de modo em mostrar aos jovens as origens e raízes da civilização ninja.
A pena escrevia de uma maneira rápida tentando acompanhar Hinata:
-- Como torna-se ninja?
-- Como aprende a ser feiticeiro. – Respondeu Neji. – Entra numa Academia e estuda até passar os exames, graduando como ninja.
-- Andaram os dois na Academia?
-- Sim.
-- Dizem que o vosso clã é um dos mais poderosos na civilização ninja, o que é ao certo um clã?
Hinata e Neji olharam nervosos um para o outro:
-- Bem, um clã é como um grupo de pessoas que possuem uma habilidade ninja em comum.
-- Podem ser família?
-- Sim, na maioria das vezes, quase todos os clãs são famílias poderosas que obtêm poder e riqueza.
-- Como a máfia?
-- Claro que não. – Disse Neji, ultrajado assustando Rita. – Os clãs ninjas não são criminosos, são famílias muito antigas. Foram eles que fundaram as nações Shinobis.
-- Neji-niisan. – Sussurrou Hinata.
Neji acalmou-se, Rita sorriu, satisfeita por ter visto reacção dos ninjas:
-- Peço desculpa. Que idade têm?
-- Tenho 22 anos e o meu primo tem 23.
-- Estão casados ou têm um relacionamento?
-- Desculpe, são matérias pessoais.
Rita teve de conter:
-- Claro.
Neji estava cheio da mulher tratar como eles fossem ignorantes, já estava farto da palavra "claro":
-- Como são os vossos companheiros? Qual a função deles?
-- Eles têm a mesma função que nós temos, a única diferença é que não são diplomatas.
-- Certo. Quem são eles? Os vossos nomes? Quantos são?
-- Os nomes deles são: Haruno Sakura, é nossa curandeira, Uchiha Sasuke, o nosso líder, Nara Shikamaru, braço direito de Sasuke, Uzumaki Naruto, um jovem instrutor ninja responsável por interagir com as crianças, TenTen, responsável pelo material, Yamanaka Ino, Inuzuka Kiba e Rock Lee, são os ninjas sob o comando de Uchiha.
-- As suas origens?
-- São de Konoha, todos eles.
-- Claro.
Neji debruçou sobre Hinata:
-- Esta mulher já a irritar-me, dá-me um motivo para não enfiar o punho leve no coração.
-- Precisamos dela para darmos uma boa imagem nossa ao mundo mágico.
-- Ela precisa dos dentes todos?
-- Neji-niisan. – Murmurou Hinata, escandalizada.
-- Como queres que eu sinta? Ela está a nos interrogar, vê-se logo que quer algo de nós, tenho a certeza que vai mexer e alterar tudo o que dissemos hoje. Sasuke disse que é traiçoeira e chegou a magoar Harry-kun para obter aquilo que queria. Insultou-nos e á honra dos nosso clã.
-- Desculpe.
Rita que estava a ler um pergaminho levantou a cabeça e olhou para Hinata:
-- Sim, minha querida?
Hinata ignorou o tom de Rita:
-- O meu primo, infelizmente, não sente bem. Podemos deixar a entrevista para outra altura?
O sorriso de Rita desapareceu:
-- Ele não pode aguentar mais um pouco?
-- Não, lamento, mas não. Vou levá-lo á enfermaria e quando puder, continuarmos. Está bom para ti, Rita-san?
Hinata nem esperou a resposta de Rita e saiu elegantemente da sala sendo seguida por um satisfeito Neji:
-- Obrigado.
-- De nada, tive de sair da sala antes que a minha vontade de atingir todos os pontos de chakra do corpo dela aumentasse.
Próximo Capitulo:
As três descobertas do Rapaz-que-sobreviveu
Capitulo totalmente inútil, mas como queria seguir a linha do livro e do filme, decidi fazer, para introduzir a Rita Skeeter.
