Part ONE: JARED:
Está quase na hora do almoço. Estou nervoso, pois não sei o que Jensen quer conversar comigo, eu gostaria de poder falar para ele que o amo e que quero largar Chad de vez para ficar com ele, mas as coisas não são tão simples como parecem.
Suspiro e escondo o rosto com as mãos, a minha sorte era que essa manhã eu tinha muito trabalho, então fiquei distraído até agora pouco, quando levantei para pegar um café e me dei conta de que já eram onze e meia. A ansiedade toma conta do meu corpo, tento voltar a digitar, mas meus dedos estão travados. A cada duas linhas de códigos que eu escrevo, três estão erradas.
Desisto de tentar terminar aquela configuração e coloco o computador em modo ocioso. Levanto da minha mesa com o estômago apertado, sentindo um calafrio por dentro, não sei porque estou desse jeito. Jensen só quer conversar, temos intimidade, não é para mim ficar assim.
Chego na frente do elevador e ele sobe alguns andares para me apanhar. Já dentro da caixa de metal, aperto o botão que corresponde ao andar onde Jensen trabalha e em pouquíssimo tempo estou lá.
Seco o suor das mãos na calça e limpo a minha boca com as costas da mão direita, indo até a sala que tinha o nome Jensen Ackles na porta e dando duas batidas, sento autorizado a entrar e assim o fazendo.
– Jensen? – Procuro ele com os olhos, mas não o encontro em sua mesa. Olho em volta e não encontro ninguém, franzindo a testa e ficando confuso. Ele gritou para mim entrar, alguém tem de estar aqui. Olho de volta para a mesa dele e então sinto um movimento atrás de mim. Braços passam pelos lados do meu corpo e mãos tampam meus olhos, enquanto uma boca sussurra rouca bem pertinho do meu ouvido.
– Adivinha quem é?
Sorrio e me viro para ele, olhando-o e me inclinando para beija-lo nos lábios carinhosamente.
– O cara mais sexy e gato da cidade?
– Errou, esse é quem está falando.
Rimos e então ele puxa minha mão em direção ao lado oposto de sua mesa, um canto do escritório onde há uma pequena mesa e duas cadeiras. Sobre a mesa há uma garrafa de vinho e dois pratos com cloches em cima deles, escondendo seu conteúdo.
– Que isso?
Olho Jensen com um sorriso de canto, com uma covinha repuxando minha bochecha para dentro e ele me convida a se sentar na cadeira, fazendo o mesmo na outra e servindo vinho nas duas taças.
– Um almoço, que tal?
Reviro os olhos.
– Ah meu Deus! Não me diga? – Não tinha como ser mais irônico. – Quis dizer qual o motivo desse almoço.
Pego a taça e a levo aos lábios, sorvendo o vinho tinto e deixando ele escorregar pela minha garganta, enquanto meu pomo de adão se movimenta. Os olhos de Jensen acompanham cada um dos meus movimentos, como um felino.
– Porque sim. – Diz ele. – Porque não? Nunca almoçamos juntos, achei que seria uma boa ideia. Não gostou?
Jensen faz um biquinho inconscientemente que é adorável, quero morde-lo agora mesmo.
– Claro que eu gostei, seu idiota. – Ele leva a taça a boca e eu o imito. – O que queria conversar?
Jensen balança a cabeça.
– Porque está tão tenso? Relaxa, Jay... – Ele diz e sorri. – Eu quero que você venha comigo pra San Francisco. Vão ser três dias em uma conferência da empresa. Eu fui escolhido para ir lá representar a Marshal e preciso de um técnico comigo. – Ele me olha ansioso. – O que me diz?
Sorrio de um canto ao outro do rosto, nem acredito nisso. Três dias inteiros com ele em uma cidade onde ninguém nos conhece. Tento não demonstrar a euforia que cresce dentro de mim.
– Eu... er... claro.
Deus, se meu professor de teatro da escola me visse tentando esconder os sentimentos dentro de mim do jeito que estou fazendo ele sentiria vergonha.
– Três dias inteiros da gente. Só nós dois. – Jensen pega minha mão em cima da mesa e eu sinto que ele está suando. De nervoso. A sala tem ar condicionado.
– Nossa... vai ser... – Não consigo nem completar minha frase, pois ele já atravessou a mesa e está me beijando. Nos atracamos no chão e ficamos nos beijando e nos esfregando até estarmos ambos duros dentro de nossas calças.
Para aliviar o tesão damos uma rapidinha de roupa e tudo, só abaixando o necessário, no chão ao lado da mesa. A minha sorte é que tinha um tapete bem fofo, então não fico dolorido.
Depois que gozamos ele sorri para mim e fica me olhando nos olhos um bom tempo, já estamos cobertos de novo, mas com os corpos trêmulos do orgasmo.
– Isso é tudo tão louco. – Digo e limpo minha garganta. – Quer dizer, nunca pensei que algo assim fosse acontecer comigo, e com algo assim eu me refiro a você.
Rio e dou um selinho em um Jensen que presta toda a atenção em mim.
– Eu adoro estar com você.
Engulo em seco, não era isso que eu queria dizer, mas o que eu queria não era permitido. Não para ele.
Jensen morde o lábio e me dá mais um beijo, parece que ele entende o que eu quero dizer e que também está se contendo quando responde:
– Também adoro estar com você, Jay. Vamos almoçar agora?
Gargalhamos e ele me ajuda a levantar depois de já estar de pé.
Eu estava meio decepcionado por ele não ter falado do que eu achei que falaria, que era sobre nós, sobre o que temos, se é só sexo e eu estou entendendo errado ou tem algo a mais nisso.
Agora eu consigo admitir a mim mesmo que não é só sexo, que eu o amo, mas não sei se algum dia terei coragem de admitir para ele, não enquanto ele estiver quase casado.
Mas ao mesmo tempo em que um pequeno sentimento de decepção e frustração se instalava em mim, outro muito maior de felicidade se alastrava. Vamos ficar juntos três dias sem interrupções, sem namorados ligando atrás, sem se preocupar em não deixar marcas muito visíveis. Será que ele vai sair nas ruas de San Francisco comigo? Será que vai me levar ao cinema ou qualquer coisa assim? Eu quero leva-lo para fazer essas coisas. Preciso que ele queira também.
Part TWO: JENSEN
Durante toda a manhã eu fiquei pensando em como falar ao Jared tudo que eu tinha que falar, sem assustá-lo e sem fazer com que ele corresse.
Meu sentimento parece recíproco, mas não é fácil pensar em me declarar para alguém mesmo assim. Pareço uma garota adolescente apaixonada. Suspiro e tomo um gole do meu café, correndo os olhos pelas faturas da empresa, tem algo que não está fechando, mas eu não consigo encontrar o que é.
Me distraio com os números e as várias páginas do documento e levo um susto quando o beep da minha mesa toca. É Alona. Ela diz que o sr. Andrew quer falar comigo na sala dele.
Pego meu paletó e o visto, ajeitando minha aparência o melhor possível, falar com o presidente da empresa era sempre uma coisa tensa, aquele homem só pode ser bipolar. Uma hora ele está sorrindo e contando piadas e na outra ele te demite.
Já o vi fazendo isso.
Duas vezes.
Não acho que seja o caso comigo, as demissões que ele fazia tinham algum sentido, afinal, e eu sou um funcionário exemplar. Não tem jeito disso não soar arrogante e prepotente.
Vou para o elevador e subo até a cobertura, batendo na porta dele e sendo autorizado a entrar logo em seguida.
O homem deve ter por volta de uns cinquenta anos, não lembro exatamente, mas é um coroa muito bem conservado. A barba dele está grisalha assim como o cabelo e seu porte é de um atleta, perfeito no terno.
Sorrio e o cumprimento, sentando na cadeira em frente dele.
– Jensen, meu querido Jensen... – Ele começa, sua voz contrasta com sua pose de machão. Ela é fina e estridente, e eu sempre tenho que segurar a risada. – Deve estar se perguntando o que está fazendo aqui, não é mesmo?
Sinto que ele está no clima de brincadeira, então sorrio e digo fingindo surpresa:
– Mas, meu Deus, era exatamente isso que eu estava pensando. Como o senhor adivinhou?
Rimos e ele se espreguiça na cadeira.
– Eu te chamei porque preciso de um favor. Eu deveria ir para San Francisco numa conferência da empresa. Três dias. Um saco. – Sr. Andrew revira os olhos e cruza os dedos atrás da cabeça. – Na verdade as reuniões com o governo são de manhã, por duas horas, então o resto do dia seria livre para mim fazer o que quisesse.
Balanço a cabeça concordando, instigando-o a continuar.
– E onde eu entro nisso...
– Você vai no meu lugar. – Ele sorri meio maquiavélico. – Eu odeio tanto o governo, você não faz ideia, sr. Ackles. Se eu for lá eu vou acabar sendo preso por agredir algum deles. Preciso que faça isso por mim, vou ficar te devendo uma...
Sorrio, isso não seria uma má ideia.
– Que tal já me pagar esse favor? Preciso que alguém do TI vá comigo para, você sabe, me auxiliar no que eu precisar. Pode ser? – Minha cabeça explode em possibilidades ao ter Jared comigo em San Francisco, longe de qualquer um que conheçamos, por três dias inteiros.
– Leve quantos precisar, Jensen, só faça isso por mim. – Sr. Andrew sorriu e eu apertei sua mão depois que o assunto estava encerrado, já estava quase na hora do almoço e eu ainda nem tinha ido compra-lo.
Desço até o térreo e atravesso a rua rapidamente, até um restaurante que tinha ali. Jared já tinha comentado comigo sobre ser de um amigo dele, mas eu nunca tinha parado aqui.
É um lugar bonito, chique eu diria, não cinco estrelas, mas muito refinado. Peço dois almoços e tenho que quase brigar com a mulher que estava no caixa para ela me vender os pratos bonitos, as cloches, as taças e tudo que eu precisasse para um almoço romântico. Só consigo resolver a situação quando um loiro chega e eu tenho a impressão de que já o vi em algum lugar.
– Qual o problema, Amanda? – Ele pergunta e ela aponta para mim.
– O senhor ali quer comprar as cloches, os pratos, as taças, tudo da mesa, e isso não pode ser comprado...
– Eu já expliquei porque quero, é uma ocasião especial, caramba!
O loiro ri e me olha como se já me conhecesse a muito tempo.
– Tudo bem, pode dar a ele um par de cada coisa e o prato que ele pedir. Por minha conta. – Franzo a testa, confuso. O que foi que aconteceu aqui? – Ah, e uma garrafa do nosso melhor Merlot também.
Levo a mão a nuca e passo a mão pelos cabelos, sem entender porque o homem fez aquilo. Será que ele sabe de mim e de Jared? Meu coração acelera por um segundo ao pensar que Jared fala de mim para alguém... será que ele fala coisas boas? Fala que gosta de mim ou que está apaixonado? Talvez ele peça concelhos de como acabar com tudo...
– Ei – chamo atenção do loiro de olhos verdes, bem bonito por sinal. –, o que foi isso?
Ele dá uma pequena risadinha querendo dizer que sabe que eu sei.
– Vamos dizer que é um presente de um amigo. – Ele pisca e então se vira de costas, voltando para sabe-se lá onde.
– Obrigado. – Digo, mas acho que ele nem ouviu.
Quando dá meio dia em ponto começo a ficar nervoso. Porque isso tem sempre que acontecer? Que saco, não é bom ficar se sentindo como um adolescente esperando o namoradinho. Mais uma vez. Passar por isso na adolescência de verdade já tinha sido bastante torturante.
Suspiro aliviado quando ele bate na porta e eu grito para ele entrar.
Conto sobre a viagem, ele aceita e então transamos. Ah, como transamos. Estar dentro dele parece o lugar mais seguro, confortável e maravilho para se viver, quero viver assim para sempre.
Meu coração dispara quando ele diz que me adora. Não é isso que ele quer dizer, seu olhar grita outra coisa. A mesma coisa que eu quero, mas só respondo que o adoro também.
De volta a mesa, ele tira a cloche de cima do seu prato e franze a testa por um tempo, analisando a comida.
– Esse é o macarrão do Stephen! – Ele diz sorrindo depois de um tempo. – É o meu favorito.
– É sim. Aliás, o seu amigo não quis me cobrar por essas coisas. Disse que era um presente. – Tomo mais um gole de vinho. – Ele sabe sobre mim? Digo... sobre nós?
Começo a comer, pois a cara do prato que eu pedi para mim estava ótima e eu estou morrendo de fome. Sexo realmente abre o apetite.
– Eu posso ter mencionado alguma coisa... – Jared diz sorrindo uma covinha, um menino travesso. – Ele é meu melhor amigo, Jen. Claro que ele sabe sobre você. Mas não se preocupe, ele nunca falaria nada a ninguém.
Dou de ombros.
– Eu sei. Só curiosidade, ele me tratou como se me conhecesse.
– É, ele é assim. É uma ótima pessoa, por sinal. Nos conhecemos quando éramos crianças, na escola, nem sei como ele estudava na mesma escola que eu. Sempre foi muito rico.
Com uma garfada na boca eu analiso o que Jared está me falando, não sei muito sobre o passado dele, esses dias em San Francisco serão de descobertas intensas, quero saber tudo dele. Até o que a tatuagem no seu quadril significa, ele não tem cara de ser a pessoa que tatua coisas só por tatuar, ainda mais naquela região que é ligeiramente intima.
– E você? Como foi sua infância?
Jared dá de ombros.
– Normal, eu acho. Brincava com meus amigos, tentava ir bem na escola para não levar bronca em casa. Nada fora do que uma criança faz. A não ser, é claro, pelos beijinhos que eu e meus amigos trocávamos atrás da igreja, enquanto nossos pais estavam na missa de domingo.
Jared gargalha e joga a cabeça para trás como uma criança, eu o observo admirado, sorrindo feito um idiota, e acompanho ele na risada.
– Ah, mas que safados. Enquanto seus pais estavam na missa vocês ficavam se pegando?
– Não era bem um se pegando. Tava mais pra um "é bom quando nossas bocas estão uma na outra, vamos fazer isso". Devia ter, o que, uns dez anos naquela época. Nem sabia o que era beijar.
– Usavam a língua? – Pergunto curioso, nem sei porque quero saber isso, mas bem lá no fundinho sinto um pouco de ciúme. É ridículo, mas não posso fazer nada contra.
– Às vezes. Uma vez senti até um deles de pau duro se esfregando em mim, mas disso eu não gostei na época. – Rio. "Na época". – Quando foi seu primeiro beijo?
Penso um pouco. Tinha sido com uma garota, disso eu tinha certeza. Qual era o nome? Beth. Acho que isso.
– Na oitava série. Com uma garota... – Jared sorri. – Aquela coisa de não saber o que se quer realmente e sair experimentando. Acho que o nome dela era Beth, meu pai vivia me empurrando para cima dela enquanto minha mãe dizia que eu não precisava gostar dela se eu não quisesse. Acho que ela sempre soube.
– Sabe o que é? Você devia ser o adolescente popular que todo mundo quer pegar. Estou errado?
Bebemos mais vinho sincronizados.
– Não, não está. Mas depois da Beth e de eu quase vomitar em cima dela quando ela enfiou a língua na minha boca, a minha popularidade baixou um pouco. Ela espalhou pela escola que eu era bichinha porque tinha ficado com nojo de beijar ela, mas mesmo assim algumas garotas ainda davam em cima de mim. Garotos também passaram a ficar me mandando bilhetinhos secretos, a maioria se pagava de hétero, então ninguém podia saber o que eles estavam propondo.
– Típico ensino fundamental.
– Sim. Mas acabou que nunca fiquei com ninguém na minha escola, o primeiro garoto com quem eu fiquei foi o meu vizinho, atrás de uma árvore que tinha na minha casa. Ele se mudou da cidade um tempo depois. Acho que os pais dele descobriram, sorte a minha que não vieram tirar satisfação com o meu pai. Acho que ele teria me espancado se tivesse descoberto minha sexualidade quando eu era adolescente.
Jared suspira e parece estar longe dali, pensando, não me ignorando, mas absorvendo o que eu lhe disse e talvez lembrando das suas próprias experiências.
Conversamos mais um pouco sobre nossos primeiros beijos e a nossa época de escola e quando nos damos conta já está na hora de voltar ao trabalho. Me despeço dele com um beijo lento e demorado, cheio de línguas se entrelaçando e mãos se acariciando, sentimentos sendo trocados e aumentados. Ele sorri e me empurra quando eu me esfrego nele.
– Desse pau duro eu gosto, mas não podemos agora.
Trocamos mais um selinho e então ele sai, voltando para a sua sala com um sorriso no rosto. Adoro vê-lo assim, sorrindo, feliz, é a coisa mais gratificante que eu poderia receber.
Part THREE: JARED
A conferência em San Francisco era só na próxima semana, então ainda teria que esperar o tempo se arrastar até lá.
Todos os dias Jensen e eu damos um jeito de nos encontrarmos na empresa ou fora dela, nos parques da cidade enquanto levamos Harley e Sadie passear e, no sábado, finalmente temos mais tempo no Rotary.
Para a nossa sorte hoje as piscinas estavam vazias, a noite de sexta tinha sido chuvosa e manhã de sábado estava fria.
Jensen nada de um lado ao outro na piscina e eu observo da borda seu corpo deslizando pela água até mim.
– Eu tenho uma surpresa para você em San Francisco.
Ele diz e eu o envolvo com meus braços, roubando-lhe um beijo e afastando meu cabelo molhado do rosto.
– Que surpresa? – Pergunto curioso e o aperto, sentindo seu volume começar a crescer na sunga colada na minha.
– É surpresa. Só vai saber quando chegarmos lá.
Reviro os olhos e o viro na piscina, prensando-o contra a borda. Beijo o pescoço dele e desço minhas mãos pelo corpo malhado de Jensen, apertando e ouvindo ele suspirar com meus toques.
– Jen... me conta o que é... – Falo manhoso perto do ouvido dele e lambo o lóbulo da orelha, chegando com minhas mãos até a bunda de Jensen e apertando entre meus dedos. Solto um suspiro ao sentir o quão durinhas e fartas são as nádegas, fico duro na hora.
– Nada... hmmm, nada disso, Padalecki. – Ele tenta se soltar das minhas mãos, mas eu não deixo, gargalhando contra seu pescoço e o prensando mais.
– Ah, eu preciso tentar, né?
Olho nos olhos de Jensen e o beijo de novo, virando-o de costas para mim e o dobrando seu peito sobre o chão de pedras. Colo meu peito nas costas de Jensen e enfio as mãos dentro da cueca dele, esfregando meu pau duríssimo na sua bunda e suspirando de tesão.
– Porra, eu quero te comer... – Sinto Jensen estremecer embaixo de mim e soltar um gemido meio desesperado, olhando para mim por cima do ombro e sorrindo maroto.
– Pensei que não ia falar isso nunca.
Meu sorriso aumenta, assim como meu tesão, quando ele começa a rebolar a bunda para trás, procurando contato comigo. Abaixo a sunga de Jensen e a minha, esfregando minha ereção descoberta na bunda dele para instiga-lo, não iria fode-lo desse jeito. Queria prepara-lo muito bem e fazer ele ficar bem relaxado, mas essa fricção é deliciosa.
– Hmmm... Jared... – Jensen geme manhoso e vira mais o rosto para nos beijarmos. O ângulo é horrível e desconfortável, mas precisamos disso.
Levo a mão até o pau dele e o masturbo na mesma velocidade em que meu pau desliza entre as nádegas dele, me masturbando indiretamente.
– Jen... tão gostoso, amor... mmm... – Ronrono no ouvido dele e ficamos assim até ambos gozarmos na água da piscina. Espero que a filtragem seja logo.
Subo as nossas sungas e o viro para mim de novo, tendo seus braços no meu pescoço logo em seguida e uma boca desesperada para ser beijada.
– Sadie! – Chamo, depois de já ter vestido uma roupa confortável e pegado a guia para poder correr com ela no parque.
– Por que mesmo eu não posso ir junto?
Chad pergunta mais uma vez e eu reviro os olhos.
– Porque esse é o meu momento com a minha garota. – Sorrio quando a vejo e me abaixo para fazer carinho nela. – Vai beber umas com seus amigos, sei lá. Outro dia você vem com a gente.
Rio quando falo isso, parecia que estava falando com uma criança e ele cruza os braços no peito.
– Pensei que eu fosse o namorado e ela o cachorro.
– Você é, mas Sadie está comigo muito antes de você, Chad. – Dou de ombros. – Ela tem seu lugar que ninguém pode ocupar, e isso inclui corridas aos domingos. – Pisco para ele e engato a guia na coleira de Sadie, dando tchau para o Chad quando saio pela porta.
Corremos pelas calçadas até chegar no parque em que tinha combinado com Jensen ontem. Diminuo a velocidade e ando ao lado de Sadie, ela me acompanha e fica com a língua para fora, começando a correr de repente e quase me arrastando, a acompanho para onde ela quer ir e sorrio quando vejo Jensen, ela está correndo para o Harley.
Quando chegamos perto o suficiente os dois cachorros ficam se olhando e andando em círculos um atrás do outro até se reconhecerem pelo cheiro.
– Acho que eles já se conhecem também. – Rio e Jensen se inclina para me dar um selinho.
– Parece que sim. Até nossos cachorros já estão querendo alguma coisa um com o outro.
– Pode ser só amizade.
– Duvido. Conheço meu Harley. Ele não é muito de amizades...
Mordo o lábio e começamos a andar juntos, depois de soltar os cachorros para eles correrem livres no parque. Vamos até um carrinho de sorvete e Jensen fica insistindo até me cansar e conseguir pagar pelo que eu peço.
– Não gosto que fique pagando as coisas para mim. Me sinto a garota da relação. – Olho Jensen com um biquinho que eu nem sabia que estava fazendo, tentando parecer bravo, mas desistindo dessa ideia quando ele sorri para mim.
– Não se sinta, eu só gosto de te pagar as coisas.
Outro sorriso brota no meu rosto e sinto um braço passando pela minha cintura, enquanto vamos andando até um gramado e tomamos o sorvete sentados e encostados em uma árvore.
– Como você consegue ser tão sexy tomando um sorvete? – Jensen pergunta quando estou quase no fim do meu cascão e eu franzo a testa, dando de ombros logo em seguida.
– Você é que é um tarado e que fica vendo putaria em tudo.
– Não, não, não. Eu não vejo putaria em tudo. Eu vejo bastante putaria em você. – As maçãs das minhas bochechas ficam vermelhas e ele sorri maroto, subindo no meu colo e segurando meu rosto com as duas mãos. Olho nos olhos dele e vejo as pupilas dilatadas, antes dele lamber a minha bochecha e os meus lábios.
– Estava sujo.
Ele diz inocente e eu levo uma mão as costas dele e a outra na cabeça, para puxa-lo até mim.
– Ah é? Aqui também tá sujo. – Beijo o pescoço dele e depois subo para a boca. Nos beijamos e nos esfregamos até estarmos doloridos de tão duros.
– Como nós vamos andar por aí com essas barracas armadas agora?
Olho para os lados e não vejo ninguém, tínhamos andado até uma parte vazia do parque e ninguém mais tinha vindo até aqui, então uma ideia vem a minha cabeça e eu lambo os lábios.
– Não precisamos.
Nós dois estamos com shorts de elástico, então é fácil para mim abaixa-los e pegar nossas duas ereções na mão.
– Ahh, Jay, puta merda, você tá ficando doido. – Ele fecha os olhos e morde o lábio quando eu aperto nossos paus juntos e começo a masturba-los rápido, a adrenalina de poder ser pego a qualquer momento me dá tesão e eu tenho certeza que tem o mesmo efeito nele.
Me desencosto da árvore e tomo os lábios de Jensen nos meus, sem parar de bater punheta para nós dois ao mesmo tempo.
– Vai dizer que não dá um tesão poder ser pego a qualquer momento? – Sussurro no ouvido dele e mordo o lóbulo, sentindo ele se contrair na minha mão.
– Eu vou... hmm, Jared eu vou gozar.
– Goza pra mim, Jen, goza bem gostoso.
O corpo de Jensen se arqueia e ele se controla para não gemer alto quando se derrama na minha mão. Não preciso de muito mais do que ouvir os gemidos dele para gozar logo em seguida.
Ficamos ofegantes e abraçados, com o pau de cada um já de volta na cueca esperando as contrações do orgasmo passarem para podermos levantar.
Nem acredito que realmente fiz isso.
Me pergunto se tem algo que eu não faria com Jensen ou por Jensen, e isso me assusta. Preciso que ele sinta o mesmo, caso contrário não sei mais o que fazer.
Continua...
