- Você realmente tem que fazer isso? - perguntou Yukio olhando a mesa de café da manhã irritado enquanto Rin comia uma maçã suculenta e vermelha lentamente, hoje a noite Yukio serie internado para realização da cirurgia pela manhã e como era um procedimento que envolvia seu sistema intestinal, o menor teria que fazer um jejum de 24 horas antes do procedimento, ou seja, ele passaria o dia de fome, tomando apenas água - eu te odeio.

- Quero isso por escrito - respondeu Rin colocando a maçã inacabada em cima da mesa - não quero te torturar, mas se sente incomodado saia da mesa - revirando os olhos com raiva Yukio se ergueu e saiu da sala indo em direção a saída, Rin ainda disse alguma coisa para chamar sua atenção, mas ele não deu ouvidos, abriu a porta da pousada e saiu sem se preocupar com mais nada.

Esquecendo completamente do medo e da segurança ele começou a caminhar pelas rua da acadêmia tentando aliviar sua fome e frustração, ontem havia chovido e as arvores ainda estavam cobertas de orvalho, ele respirou fundo, não eram nem sete da manhã ainda e ele já estava de pé. Talvez o clima de Assiah proporcionasse que ele acordasse cedo, já que em Gehenna sua cina era perder para Rin nesse quesito.

- Eu podia ir visitar Srª. Moriyama - murmurou para si, ele sabia que não era um caminho tão longo se ele fosse por dentro da acadêmia, era muito cedo e os estudantes ainda não estavam prontos para a aula, logo os corredores estariam vazios, ele não estava usando uma calça jeans simples, tênis uma camisa branca frouxa de Rin um casaco de trico frouxo que quase chegava a seus joelhos, não via por que não ir, afinal Mephisto era diretor e ninguém era louco de comprar briga com Rin.

Decidido ele começou a caminhar, passou pelo salão principal, subindo as escadas depressa tentando ser o mais rápido possível, não queria esbarrar com ninguém em seu trajeto, ele dobrou duas esquinas chegando a torre que levava até a dispensa Moriyama, quando ele girou a maçaneta seu coração quase saltou pela boca de tanta alegria. O caminho suspenso, o mais alto que ele conhecia ainda estava lá sorrindo para ele, o convidando a caminhar.

Mais confiante do que nunca Yukio caminhou pela estrada chegando finalmente a seu destino. Ele atravessou o portão animado, bateu duas vezes como sempre fazia e então entrou.

- Srª. Moriyama? - chamou ele entrando na loja, mas sua animação morreu quando viu quem estava lá dentro. O paladino Zeric e seus exorcistas estavam no centro da loja, olhando agora surpresos para ele.

- Okumura-sensei - disse a mãe de Shiemi muito feliz, ela passou pelos exorcistas chegando até Yukio o abraçando forte, o jovem deixou-se ser abraçado sem conseguir conter o constrangimento, o paladino e os demais exorcistas ainda o encaravam agora com um semblante bem mais leve - meu jovem, Shiemi me disse que estava por aqui, eu fiquei esperando você vir me ver, eu sabia que viria, sempre tão educado, eu sabia que viria.

- Eu tentei vir mais cedo, me desculpe por fazê-la esperar - disse o rapaz tentando ignorar os demais ocupantes da loja - como a senhora está?

- O meu querido, venha vamos tomar um chá - disse pegando o rapaz pela mão o trazendo para dentro da loja - Yukio você já conheceu o novo Paladino, esse é Mister Zeric.

- Já tive a honra Srª. Moriyama - disse Zeric sem tirar os olhos de Yukio - é um prazer revê-lo Yukio.

- É bom revê-lo também Sr. Aster...

- Zeric por favor - pediu o Paladino - onde está Okumura?

- Rin ficou no alojamento - começou Yukio sendo sentado em uma cadeira pela mãe de Shiemi - eu queria ver a senhora Moriyama então eu vim.

- Sozinho? - questinou Zeric agora verdadeiramente chocado - você saiu de sua pousada sozinho, sem nenhuma guarda ou suporte?

- Eu não estou totalmente sozinho - disse o rapaz pensando nos Xoguns - tenho meus próprios guarda costas.

- Eu os vi no Vaticano - disse Zeric ainda preocupado - eu não acho que eles são escolta digna do Anjo de Gehenna.

- Eu... - começou Yukio confuso.

- Eu vou escoltá-lo se me permitir - disse Zeric, antes que Yukio dissesse alguma coisa ele dispensou os demais exorcistas que levaram suas compras. Sem muita escolha, Yukio aceitou a proteção do Paladino.

E dai se seguiu uma manhã tranquila, Srª. Moriyama conversava animada sobre os últimos acontecimentos no mundo dos exorcistas, Yukio ouvia atentamente enquanto Zeric complementava algumas histórias.

- Shiemi me disse que sua cirurgia será amanhã - disse a senhora e Yukio sorriu em concordância - você não deveria estar no hospital ou algo assim?

- Mais ou menos - riu Yukio - eu fiz o pré-operatório ontem e vou me internar hoje a noite, são 24 horas sem comer nada.

- Por isso não tocou no chá - concluiu Zeric -você vai terminar esse dia muito fraco.

- A noite eu ficarei no soro, então vou ficar bem - disse o rapaz tentando passar calma para a senhora Moriyama.

- Se me permite perguntar, é uma cirurgia para que?- perguntou o paladino e Yukio se viu sem ação, como aquele homem, no centro de tudo o que acontecia naquele universo não sabia do que se tratava a sua cirurgia - me desculpe a indelicadeza, deve ser algo bem pessoal e especifico para vir a Assiah.

- Eu... - começou o rapaz se sentindo meio desconfortável, mas não o suficiente para se fazer calar - a seis anos atrás aconteceu uma coisa realmente ruim comigo e estamos tentando consertar até hoje - disse o rapaz tentando passar aquela meia verdade, Zeric o encarou por alguns segundos antes de concluir.

- Deve ter sido algo muito pequeno, pois eu não vejo absolutamente nada de errado com você, pelo contrário, para mim você é perfeito - o mais novo sentiu sua face corar como só Rin era capaz de fazer, ele baixou o olhar envergonhado e por fim respondeu.

- Não é nada visível aos olhos - disse o rapaz - não nos primeiros minutos.

- Mas é notável quando você o compara com antes - disse a Srª. Moriyama - ele está tão mais magro, parece que ficou menor, você precisava ver Yukio na época que era um exorcista, com 15 anos já era um Dragon formado, Exorcista de primeira classe média.

- Você foi um exorcista? Um Dragon?

- Com a melhor mira que essa acadêmia já viu - disse uma voz na porta e os três se voltaram para a figura de Rin Okumura de pé observando os dois, o mais velho usava trajes negros e um sobretudo cinza de alfaiataria - Bom dia Srª. Moriyama, Paladino Aster.

- Okumura - disse o Paladino - estamos fazendo companhia a Yukio já que você o deixou sair pela acadêmica sozinho como se fosse um qualquer.

- Sr. Aster...

- Eu agradeço sua preocupação Aster, mas eu confio em Yukio o suficiente para deixá-lo tomar suas decisões - ele então se aproximou de Yukio envolvendo-o em seus braços.

- É por isso que veio buscá-lo? - alfinetou Aster, Rin parecia prestes a avançar no exorcista quando Yukio ficou de pé.

- Agradeço a hospitalidade Srª. Moriyama e a sua companhia Sr. Aster, mas Rin tem razão, está ficando tarde e nos dois temos o dia cheio - ele entrelaçou os dedos com os de Rin e com um aceno saiu da loja levando Rin consigo, os dois fizeram o caminho em um silêncio sepulcral até finalmente chegarem nas escadarias da escola, quando Rin tomou a dianteira. Yukio se deixou levar, aquele caminho não era da pousada, só quando Rin dobrou no corredor principal que ele percebeu que estavam indo para a sala de Mephisto - não vamos para o dormitório? - se atreveu a perguntar.

- É muito longe - disse o mais velho em tom seco, Yukio se deixou levar e só quando Rin abriu a porta e praticamente o jogou la dentro que ele percebeu que a coisa era seria. O rapaz se endireitou olhando para um Mephisto confuso com a invasão, ele esperou o baque quando Rin fechou a porta - O QUE PENSA QUE ESTAVA FAZENDO? VOCÊ FICOU MALUCO SAINDO PELA ACADÊMIA SOZINHO? SE ALGO TIVESSE ACONTECIDO?

- Eu não estava sozinho, o pingente... - e sua fala foi cortada quando Rin retirou o pingente do próprio bolso estendendo na mão, instintivamente Yukio levou a mão peito procurando-o. E o choque de suas ações finalmente chegou, ele não havia reparado que não o estava usando, ele havia andado pela acadêmica verdadeiramente desprotegido, sem ninguém, se algo desse errado, se alguém o pegasse, se... se Angel aparecesse - eu.. eu sinto muito, eu não percebi - se Angel estivesse pela redondeza ele seria pego, Rin não saberia o seu paradeiro, ele estaria em uma vala sangrando, ou pior preso em algum lugar sendo abusado por quem Angel escolhesse - eu... - tentou continuar o rapaz, mas o trauma já havia corrompido sua voz.

- Eu sei que você foi inocente, mas precisa tomar cuidado... - ele parou no meio da fala quando viu o olhar vidrado do mais novo e seu peito subir e descer - Yuki? - ele deu um passo em direção a ele, mas em reflexo o menor deu passo para trás. Rin estudou a face do menor sabendo o que viria a seguir, ele adiantou-se dois passos até finalmente segurando-o - hei, nem pense nisso - tentou o mais velho - eu conheço esses olhos, fique comigo Yuki - tentou novamente, mas Yukio caiu em seus devaneio desligando no mundo.

Seis anos atrás

O baque foi forte quando ele caiu de cara no chão, ele queria ficar ali, largado naquele chão e nunca mais mover um centímetro do seu corpo, a dor era extrema. Ele sentiu uma mão agarrar seu tornozelo o arrastando de volta para o grupo.

- Venha aqui demônio - disse a voz cortante de um dos exorcistas, ele não protestou quando suas pernas foram abertas novamente e algo foi inserido dentro dele novamente - abra bem, tem que caber dois ai dentro.

- Vai rasgar se eu abrir mais - disse um dos homens fazendo agora um esforço para esticar mais a abertura do menor, Yukio se viu gritando com o pouco de força que ainda tinha, era uma dor fica e terrível, ele conseguia sentir cada fibra do seu corpo protestando contra isso, em desespero ele tentou segurar a mão de alguém para soltá-lo, mas uma tiro certeiro na palma da sua mão fez desistir.

- Quieto moleque - mandou um deles, o garoto se contorceu com a dor do tiro e então sentiu sua pele rasgar.

- Agora vai funcionar - disse um dos exorcistas, Yukio foi manobrado molemente e sentado em alguma coisa, logo outra coisa foi inserida nele e o rapaz achou que fosse morrer pela quantidade de pressão dentro de si, ele começou a soluçar em desespero, dois exorcistas fizeram dele um recheio de um macabro sanduíche - olhe para você, tão cheio de si, senhor exorcista prodígio - rosnou um deles cuspindo na cara de Yukio - o maldito filho de Satan, virou a puta dos exorcistas.

- O maldito ainda é tão apertado - disse o outro atrás de Yukio o prendendo - vamos te abrir um pouco mais, Angel me passe o cabo da espada essa puta precisa de um pouco mais.

Yukio abriu os olhos em pânico sentando no que seria uma cama, quase que imediatamente a figura de Rin seguro-o para que ele não fizesse mais movimentos bruscos. O rapaz parou no ato sentindo a familiaridade ao seu lado, instintivamente ele se encolheu nos braços do noivo chorando desesperadamente.

- Calma Yuki - murmurava Rin no ouvido do outro - eu estou do seu lado, ninguém vai te machucar, ninguém tem esse direito - aquela cena se arrastou por quase uma hora, quando o menor estava mais calmo e o choro havia cessado, Rin ainda o mantinha seguro em seus braços, incapaz de libertá-lo. Uma batida na porta chamou a atenção dos dois - entre - mandou Rin, e a figura de Shura apareceu na porta.

- Hei rapazes - disse ela entrando com cuidado no quarto. Yukio ergueu os olhos para Shura e a moça sentiu seu coração afundar, a face do rapaz estava vermelha e os olhos inchados.

- Oi Shura - disse Rin sorrindo com simpatia para tentar tirar a tensão daquele momento - junte-se a nos.

- Eu... - disse a moça incerta em se envolver naquele momento intimo, mas quando Yukio estendeu sua mão fina pedindo por ela a moça não teve escolha, ela sentou-se na cama ao lado do rapaz, mantendo o aperto firme em sua mão - como você está se sentindo?

- Estamos bem Shura - murmurou Rin acariciando os cabelos de Yukio - foi apenas um susto.

- Foi culpa minha me desculpe - sussurrou Yukio respirando fundo tentando se restabelecer - eu vou tomar mais cuidado.

- Como Rin disse foi apenas um susto - disse Shura tentando parecer calma - não vamos mais pensar nisso.

- Isso amor - disse Rin beijando o topo da cabeça de Yukio - você dorme hoje no hospital, vamos fazer algo divertido para esquecer isso. O que você quer fazer?

- Eu não sei - disse o menor enxugando as lágrimas que ainda caiam - eu acho que só preciso ficar aqui, na cama, é mais seguro... e eu vou ficar muito fraco no final do dia, não posso gastar tanta energia.

- De jeito nenhum - disse Shura tentando mudar o animo daquele trio - eu sei exatamente do que você precisa.

Sala de treinamento dos exorcistas - uma hora e meia depois

Os tiros tomavam conta do ar enquanto Yukio acertava os alvos com uma precisão assustadora, do outro lado da sala acertando os alvos com uma espada estava Rin, Shura bebia cerveja enquanto marcava o placar, junto com os demais ex-exwire. A sala de treinamento havia se tornado um salão de festa onde os amigos se reuniam para ver uma disputa. Por fim, Rin errou uma ultima bola e Yukio acertou em cheio recebendo gritos da plateia.

- Lento demais - disse Yukio com um sorriso na face, Rin revirou os olhos não querendo dar margem para o mais novo se gabar - deve ser o ar de Assiah, ou você pode será ficando mole.

- Eu ficaria muito irritado se não fosse essa sua cara de felicidade - disse Rin colocando a espada no ombro enquanto Yukio carregava as armas ainda com um sorriso brincalhão na face - você deve ser a única pessoa nessa vida que fica tão feliz com uma armas na mão.

- Não seja mal perdedor - disse o rapaz ainda sorridente, Rin sentiu um alivio descomunal em seu peito, após os eventos de manhã, vê-lo com aquele sorriso lindo em seu rosto, só fazia o amor intenso que tinha em seu peito aumentar - por que está me olhando assim?

- Por favor não atire em mim - disse Rin de forma marota se aproximando do menor, e antes que ele conseguisse processar algo Rin acariciou sua face e o beijou seus lábios, para os dois, após todos aqueles meses havia se tornado um habito corriqueiro as trocar carícias e beijos quando estavam sozinhos, mas nunca em público, principalmente nunca na frente de seus amigos de Assiah. Rin quebrou o beijo plantando outro imediatamente na testa de Yukio que sorria com a atitude carinhosa de seu amado, o silêncio tomou conta da sala, e só quando eles perceberam que as risadas morreram que eles se voltaram para o grupo. Todos pareciam meio envergonhados presenciar aquela cena tão intima.

- Desculpe por isso pessoal - tentou remendar Yukio, mas Shima o deteve.

- Não precisa se desculpar Okumura-sensei, é que nunca tínhamos visto vocês dois... assim... desse...

- Como um casal - remendou Izumo.

- É estranho - disse Shiemi - mas ao mesmo tempo é fofo.

- Crianças não se intimidem - disse Shura abrindo outra lata - eles vão ser casados em alguns meses, beijar vai ser o básico.

- Eu não preciso ouvir isso - disse Yukio apontando a arma para Shura - você venha aqui.

- Mas não vou mesmo - disse a garota - você cabelo rosa, vai lá.

- Eu vou - disse Shima puxando as próprias pistolas - vamos ver se eu superei o mestre.

- Vai sonhando - murmurou Yukio recebendo outro beijo rápido de Rin.

- Para dar sorte - ele saiu da cela indo para junto do grupo, ele sentou-se ao lado de Bon enquanto o tiro rolava solto na cela - Shima não tem a menor chance, é muito difícil batê-lo.

- Acho que eu fiz isso - comentou Shura.

- Quando ele era uma criança - defendeu Rin - não vale.

- Uma criança portando duas Glocks automáticas - disse a moça - se eu fosse você eu tomava cuidado nesse casamento, ele não é seguro.

- Não se preocupe - disse Rin - já passamos dessa fase, eu já levei um tiro na cabeça o que vier é lucro.

- As pessoas tem razão - disse Izumo pegando a cerveja da mão de Shura - o amor é perigoso.

- Só se o seu amor for alguém treinado em combate corporal e com aquela mira - disse Shura vendo Yukio recarregar a arma sem piscar - tem certas coisas que não mudam, ele ainda tem os reflexos.

- Você disse que ele atirou na sua cabeça? - perguntou Bon, tento a confirmação em um aceno.

- Foi rápido, ele já tinha abatido dois dos nossos irmãos - começou Rin - fui burro o suficiente de entrar no quarto, achando que ele não atiraria em mim, mas nem preciso dizer o final, ele me derrubou com uma chave de perna e atirou direto na minha cabeça, depois ficou chorando cheio de remoço... - BOFT, sua fala foi cortada quando um tiro de advertência foi disparado próximo a seu pé. Rin virou-se chocado para o irmão que ainda acertava os alvos sem erro, mas ainda conseguiu acertar o alvo por cima do ombro - e esse é o fim da história - completou o rapaz.

- Eu avisei - disse Shura - ele não é seguro.

Yukio pediu tempo a Shima e saiu em direção ao grupo.

- Eu não posso te deixar sozinho por cinco minutos? - disse Yukio ainda com as armas em mãos, Rin sorriu maroto e pego o menor pelo pulso o fazendo sentar em seu colo.

- Eu só estava relatando o momento traumático da minha vida quando você atirou na minha cabeça.

- E vou atirar de novo se não parar de fazer tanto drama - rebateu Yukio apontando a arma novamente para a cabeça dele, mas Rin apenas estourou em rir e segurou o pulso do mais novo o trazendo para mais junto de si - você está duvidando de mim?

- Nunca - rebateu o outro roubando um beijo rápido - só acho que você fica muito lindo zangado.

- Vocês dois são muito fofos - disse Shiemi.

- Vocês vão me fazer vomitar - disse Bon e Izumo juntos fazendo Rin e Yukio rindo.

- E nos dois estamos quase atrasados - disse Rin beijando o pescoço de Yukio ao mesmo tempo que tirava as armas do menor - temos que ir para o hospital.

- Ainda é cedo - tentou convencer Shura, mas Rin foi irredutível.

- Quanto mais cedo melhor - disse Rin se erguendo colocando Yukio no chão.

- Shura tem razão é muito cedo - rebateu o rapaz - ainda são três horas.

- Se eu não te levar para o hospital daqui a pouco você vai ficar fraco por que está sem comer nada desde ontem - argumento - está tudo incrível, mas precisamos ir.

Yukio ainda tentou protestar, mas teve que ir com Rin, ele já estava no hospital, o scalp já estava em seu braço e ele deitado na cama enquanto Rin e os irmãos conversavam com a equipe médica.

- Rin - tentou chamar Yukio, mas não teve sucesso, após a terceira tentativa ele encostou-se na cama esperando pacientemente, foram algumas horas de paciência em que o rapaz se viu contando os ladrilhos do teto. Foi quase onze da noite quando Rin se aproximou do rapaz, ele desprendeu os olhos do teto e voltou-se para o noivo.

- Você está confortável? - perguntou Rin, sentando na cama em frente ao menor - a segurança já esta montada e você pode dormir tranquilo.

- Só falta uma coisa? - respondeu Yukio meio sonolento, Rin ficou confuso quando o menor o agarrou pelo pulso e o trouxe para junto de si, ele deixou-se puxado para um doce e delicado beijo - o meu beijo de boa noite - murmurou quando se afastaram.

- Eu te amo - murmurou o rapaz - e amanhã pela manhã tudo isso vai ter acabo, e você vai ser livre dessa maldita maldição, agora eu preciso que você durma, você vai precisar de forças.