Ohayo! Eu queria antes de mais nada pedir mil desculpas pela demora, mas eu estou mudando, procurando emprego e no geral surtando... Eu vou tentar não demorar mais desse tanto, mas infelizmente eu não posso prometer nada u.u

Eu queria agradecer muuuuuuuuuuuuuuuito por todos os comentários! Vocês são os melhores!

Alog vai acontecer nesse capítulo e em breve teremos mais um (ou talvez dois) casal muito louco por ai ;) hahahaha

Enjoy ;)


Capítulo 12

Quase duas semanas depois Hinata ainda não podia acreditar no que estava acontecendo na vida dela.

As aulas eram maravilhosas, Suna era linda, Temari e Kankuro eram divertidos e Gaara era... Kami, Gaara era divino. E ela temia estar começando a se apaixonar por ele.

Não fora uma coisa que ela notara da noite para o dia, mas que foi surgindo com o passar dos dias. Gostava de tudo sobre ele: da sua dedicação a Suna, sua lealdade a família, sua paixão pelas coisas...

Aliás, põe paixão nisso. As vezes, quando se pegava sozinha, Hinata ainda corava pensando nas coisas que Gaara fazia com ela e como ele a fazia se sentir. Na noite passada mesmo, uns lenços tinham surgido sabe-se la de onde e ele a tinha amarrado na cama. De novo. Não que ela estivesse reclamando, já que ela acabou conseguido virar o jogo, amarrar Gaara na cama e ainda venda-lo. Ele não tinha ficado muito feliz com isso no começo, mas depois... Bom, bastava dizer que ela só dormira duas horas nessa noite.

Mas Hinata também tinha que admitir que tinha medo de se apaixonar demais por Gaara. Não sabia o que ele queria com essa história toda, não sabia o quanto ele gostava dela. A Hyuuga tinha medo de se envolver ainda mais e no fim, quando as aulas acabassem e fosse hora de partir, Gaara sequer olhar na direção dela.

-O que foi, Hina-Chan? –Ino perguntou ao ver a morena suspirar.

As duas estavam terminando as preparações para a aula do dia seguinte e estava quase na hora de irem para o jantar.

-Nada, Ino. –Hinata respondeu dsitraídamente.

Ino suspirou.

-Hinata. –ela falou, séria dessa vez –Eu sei o que está se passando nessa sua cabecinha morena.

Hinata mordiscou o lábio.

-Eu acho que eu...

-É, eu sei o que você acha, -Ino cortou –Não fala em voz alta, porque daí fica real. Ignora, Hinata. Eu recebi uma carta da Hokage. Nós vamos embora em três semanas.

Hinata fechou os olhos e apoiou a testa em uma de suas mãos.

-Ah Ino...

Ino segurou a outra mão da amiga.

-É, eu sei. Mas você supera, Hinata. –Ino deu de ombros –Que outra escolha mulheres como nós têm?

Nenhuma, Hinata pensou consigo mesma.


Gaara entrou no quarto de Hinata naquela noite e encontrou o aposento vazio. Havia algumas luzes, mas nem sinal da kunoichi. Foi quando ele ouviu um som vindo do banheiro. Ah, então era ali que ela estava.

Gaara ficou parado no meio do quarto, esperando por ela.

-Gaara? –a voz suave de Hinata chamou do banheiro.

-Sim.

-Ah eu achei que tinha ouvido você. –ele não podia ve-la, mas podia imaginar o sorriso no rosto dela –Eu já estou saindo.

Gaara observou o quarto de forma distraída. Havia algo nele que era tão... Tão Hinata. Apesar de não haver flores frescas em Suna como havia em Konoha, Hinata tinha aprendido a usar algumas das flores secas que existiam ali para não só fazer arranjos, mas também para deixar o quarto perfumado. Ele podia ver velas coloridas e nada de bagunça. A Hyuuga era extremamente organizada. O quarto dela tinha algo de confortável. O dele sempre parecia vazio e frio em comparação.

Mas isso talvez se devesse ao fato de ela nunca estar no quarto dele.

A porta do banheiro se abriu e Gaara virou-se para ver Hinata. Que por acaso estava usando um tipo de capa que cobria seu corpo inteiro. Ele arqueou uma sobrancelha invisível, num tipo de pergunta.

-Você vai ver. Não seja impaciente. –ela falou com um sorriso misterioso.

Gaara ainda lançou um olhar desconfiado para a morena, mas ela deu mais um sorriso para ele enquanto se aproximava. A mão delicada dela foi parar no centro do peito dele e o empurrou, fazendo-o andar para trás, até que ele sentiu a cama atrás de si.

Hinata deu um pequeno empurrão, indicando que Gaara devia se sentar. O ruivo aceitou, sem tirar os olhos dela.

Hinata foi até a comôda e mexeu em alguma coisa. Gaara reconheceu o aparelho de som(*), e certamente, alguns segundos depois, música começou a soar pelo quarto. Era o som de uma flauta, suave, ondulante e extremamente sensual.

Hinata voltou a ficar diante de Gaara, mas longe o bastante para que ele não pudesse toca-la, e deixou a capa cair no chão.

Gaara sentiu o ar fugir. A roupa que ela usava era na verdade um emaranhado de lenços coloridos e ele cortava o braço fora se houvesse sequer uma costura naquilo. Ele tinha certeza absoluta que a única coisa que segurava todo aquele modelito junto era a forma com a qual ela tinha amarrado um pano no outro.

Será que isso queria dizer que...

Hinata começou a dançar, seguindo o som da flauta. O corpo dela se movia como se fosse feito de água, leve, sinuoso. Quando ela girava parecia que o pé dela sequer tocava o chão. Gaara nunca tinha visto uma imagem tão bonita em toda a sua vida.

E ele nunca ia admitir em voz alta, mas tinha medo. Medo porque cedo ou tarde Hinata iria embora e levaria um pedaço dele consigo. Porque depois que ela se fosse ele voltaria a ser frio. Porque não poderia mais ve-la. E não queria que isso acontecesse. Gaara a queria tanto que chegava a doer.

Estava a um passo de dizer isso a ela quando a mão dela tocou um dos lenços e puxou-o, soltando no chão.

A garganta de Gaara secou e ele nunca ficou tão feliz por ter razão. E conforme ela dançava mais e mais lenços iam caindo no chão, até que a pele dela se revelou em toda a sua glória e apenas um pedaço de tecido sobrara. Esse tinha uma intensa cor púrpura e estava em volta do pescoço dela, sem estar realmente amarrado, apenas pendurado, mas inconveniente o bastante já que cobria os seios dela.

Ela se aproximou com passos graciosos e quando estava perto o bastante Gaara esticou a mão e agarrou o lenço, usando o tecido para puxar Hinata para o seu colo.

A morena riu e o beijou, antes de juntar o tecido e jogar para longe.

-Pra que isso? –Gaara quis saber.

-Pra você não ficar tentado a me amarrar. De novo. –ela provocou.

-Hinata, se eu quiser te amarrar não tem nada que você possa fazer pra me impedir. –ele falou de volta, sem muita emoção na voz.

Hinata sorriu de novo, porque agora que ela aprendara mais sobre Gaara sabia que ele estava provocando de volta. As pessoas podiam achar que Gaara era uma pedra de gelo, mas Hinata tinha aprendido que o ruivo tinha sim um senso de humor, muito complexo, mas tinha.

-Ora, ora... –ela laçou o pescoço dele com seus braços e apertou mais seus seios contra o peito dele –Isso é um desafio, se eu já ouvi um...

Gaara de um sorriso de canto de lábio. Como ele podia não querer essa mulher?


Muito mais tarde Gaara observava Hinata dormir, enquanto acariciava os cabelos dela. Ela estava esparramada sobre ele, a mão direita, tão delicada quanto todo o resto da morena, pousada sobre o coração de Gaara, a perna jogada sobre o quadril dele.

Antes de Hinata, Gaara não gostava dessa coisa de dormir junto e ficar abraçado. Com ela não importava quão junto eles estavam. Nunca parecia ser o suficiente.

-Hinata? –ele chamou.

Mas a morena não abriu os olhos, apenas se apertou mais contra ele e voltou a dormir.

Gaara deixou sua mão deslizar pelo braço dela.

-Eu gosto de você mais do que eu devia. –ele falou num suspiro -E eu me importo. Eu não consigo parar de pensar em você, nem pensar em você indo embora. O que isso quer dizer? Porque eu acho que te amo.


Hinata acordara com uma sensação estranha. Bom, na verdade tinha mais a ver com um sonho que ela tivera. Porque só podia ser um sonho.

Porque eu acho que te amo.

De jeito nenhum Gaara tinha dito aquilo para ela. Era só um sonho. Ela tinha certeza absoluta disso.

Mesmo assim... E se fosse verdade? E se Gaara estivesse realmente apaixonado por ela? Hinata queria seriamente ignorar as batidas frenéticas de seu coração, mas era impossível. Ela estava tentando ser racional, mas o lado romântico dela, o lado de mulher queria desesperadamente acreditar que Gaara a amava. Porque ela também...

-Hinata.

A morena viu Temari se aproximar dela e a expressão da loira não era das melhores.

-O que aconteceu, Temari? –Hinata perguntou preocupada.

-Você tem visitas. –a loira informou com desgosto –Na sala do meu irmão.

Hinata ficou totalmente confusa, mas mesmo assim agradeceu a loira e foi até a sala de Gaara. E quase caiu para trás ao entrar la.

-Neji-Niisan? –ela falou chocada –Tenten-Chan?

Tenten deu a Hinata um sorriso, como que pedindo desculpas. Seja qual for o motivo de ela estar ali ela não estava realmente feliz por isso.

-O que esta acontecendo? –a morena perguntou cuidadosa.

Neji se virou para Hinata e o olhar dele era decidido.

-Não me importa o que a Hokage disse, você não vai ficar aqui mais do que o extritamente necessário! –ele declarou.

Hinata lançou um olhar confuso ao primo.

-Do que você está falando, Neji?

-Quer dizer que ele nem te falou o que fe? –Neji falou furioso –Eu juro por Kami, eu vou...

-Neji, calma! –Tenten falou incomodada –Hinata, o Kazekage escreveu a Tsunade pedindo para você ficar mais tempo depois que acabassem as aulas, para ajudar na escavação de poços de água. Você sabia disso, né?

-Ah. –Hinata entendeu na hora –Claro que sim. Eu ofereci para ajudar Suna com essa questão.

-Seu pai não aprova! –Neji declarou –Eu vim para te levar de volta.

Hinata lançou um olhar a Gaara, que até então se mantivera sentado e totalmente calado, mas quando Neji falou de leva-la embora algo mudou nos olhos verdes dele. Isso não ia acabar bem.

-Neji, calma! –Hinata pediu –Nós podemso discutir isso como pessoas maduras ou você pode ter um chilique, mas já vou avisando que eu vou fazer o que for certo no final. –ela pôs as mãos na cintura –A Hokage concordou?

Neji pressionou os lábios, mas não respondeu.

-Sim, ela concordou. –Tenten assegurou, dando uma cotovelada em Neji.

-Então está decidido.

-Nada disso! -Neji declarou.

-Neji, agora não é a hora pra isso! –Tenten falou.

-Eu concordo. –finalmente a voz fria de Gaara soou na sala –Vocês dois acabaram de chegar de uma longa viagem. Vocês deviam descansar e nós iremos discutir isso mais tarde.

Neji e Tenten sabiam reconhecer um dispensa quando ouviam uma e por isso mesmo se curvaram e saíram dali em silêncio.

-Gaara... –Hinata começou quando a porta se fechou de novo.

-Você tem uma aula para dar, Hinata. Nós conversamos depois.

-Hai.


Ino estava sentada com Kankuro em um dos sofá da sala quando ela viu a dupla recém chegada de Konoha passar por eles. Neji ali só ia trazer problemas.

-Eu espero que você não seja do tipo ciumento, Kan-Kun. –Ino falou, olhando Neji passar furioso por eles, com Tenten logo atrás.

Kankuro olhou para Ino como se ela tivesse acabado de dizer algo totalmente ridículo.

-Ciúmes de você? –ele perguntou, só pra checar se ela estava falando disso mesmo.

Ino revirou os olhos.

-Por que eu perco meu tempo perguntando? –ela falou mais para si mesma –Bom, eu vou ter que me dedicar ao meu terceiro passatempo preferido agora...

Kankuro pareceu confuso.

-Eu sei que sexo e flores são os primeiros. –ele falou –Qual seria o terceiro?

-Fazer a vida do Hyuuga um inferno. –ela falou num suspiro.

-Pra que?

-Por causa da Hinata. –ela falou como se fosse óbvio –Se o Neji desconfiar o que seu irmão anda fazendo com a Hinata ele vai querer matar o Gaara. E... –ela continuou quando Kankuro abriu a boca pra reclamar -Embora eu tenha certeza de que seu irmão pode se defender, eu também sei que vocês não vão querer transformar Suna em uma arena.

É, Ino tinha um ponto válido.

-E o que você ficar no pé do Hyuuga tem a ver com alguma coisa?

-Eu me orgulho de ser a única pessoa capaz de fazer o Neji perder a compostura. –ela deu um sorriso maroto –Quando Hinata estava entrando pro Esquadrão de Sedução eu consegui distrair o passarinho por quase um mês antes de ele descobrir. Isso porque ele também é do ANBU e está no mesmo prédio que a gente todo dia.

Kankuro deu uma risada.

-Você é louca, Ino.

-Eu faço o que eu posso, meu amor. Agora... –ela se virou para ele e deu um sorriso malicioso –Você está ocupado ou tem alguns minutinhos livres?

O olhar de Kankuro escorregou pela loira.

-Pra você... Eu sempre tenho um tempinho livre.


Ai esta! Reviews, please!

(*) Sobre isso... Eu não sei se aparelhos de som existem no mundo ninja, mas se não existem... Eu acabei de inventar XD

xoxo