Os raios de sol penetraram por uma brecha nas cortinas fazendo com que Draco despertasse lentamente. Ele tinha ficado boa parte da noite somente pensando na ruiva que invadira os seus pensamentos nas ultimas semanas, quando finalmente conseguiu dormir já era de madrugada. O loiro tinha ficado muito irritado com o comportamento dela, não tinha motivos para Virginia sair correndo da sala daquela forma.

Ele tinha impressão que a ruiva tinha medo de se aproximar dele, toda vez que eles estavam juntos ela parecia meio distante e quando ele tentava se aproximar um pouco mais dela, a ruiva o repelia como se ele fosse uma cobra venenosa. E tudo aquilo que tinha acontecido naquela noite os tinha aproximado mais ainda, ele percebera que ela era muito parecida com ele. Talvez o fato dela ser tão sozinha como ele tivesse os aproximado... Ele já sabia do que sentia por ela, fora difícil admitir que ele tivesse se apaixonado por ela.

Draco admirava Virginia, ela era forte e determinada; aquele jeito dela todo misterioso o atrairá mais ainda o fazendo querer saber o que se escondia por baixo daquela mascara de frieza.

- Parece que a noite foi boa… - disse um voz masculina se aproximando da cama.

- Não me enche Blaise. – disse o loiro irritado.

- É, parece que é me enganei. – disse o moreno em quanto ria recebendo um olhar raivoso do amigo – O que foi Draco, sua nova namoradinha te deu um fora, é?

- Você tem cinco segundos pra me falar o que você quer aqui e me convencer a não lançar um Avada. – disse Draco em quanto se levantava.

- Cruzes, que mau humor. – respondeu o outro se deitando na cama – E ai vai me contar o porquê de ter perdido a primeira aula?

- Eu não lhe devo satisfações da minha vida. – disse o loiro de dentro do banheiro – Mas se você não percebeu você também perdeu a primeira aula.

- Mas ao contrario de você, eu tive uma noite um tanto quanto agitada! – disse ele parando no batente da porta – Pansy sabe como surpreender um homem.

- Você dormiu com a Pansy? – perguntou Draco enojado – E ela ainda dizia que me amava.

- Ta com ciúmes, é? – disse Blaise rindo – Caso não se lembre foi você que a dispensou.

- Eu com ciúmes da Pansy? – Disse draco gargalhando – Francamente Blaise, às vezes você se supera.

- Se você acha que eu não percebi que você está tentando trocar de assusto está muito enganado. – disse o moreno irritado – Me diz logo de uma vez quem é a infeliz da vez.

- Já te disse Blaise, eu não te devo satisfação da minha vida. – disse Draco indiferente saindo do banheiro já com o uniforme – E vamos logo antes que percamos a segunda aula.

O resto da semana foi se passando lentamente. Toda vez que Draco tentava se aproximar da ruiva parecia que ela arrumava um meio de desaparecer assim que virava um corredor, ela estava até mesmo deixando de ir ao salão principal fazer as refeições.

Draco já estava se irritando com isso, Virginia parecia que estava com medo dele. A vontade dele era de arrastá-la a força para uma sala vazia e fazer a ruiva entender de uma vez por todas que e o lugar dela era ao lado dele e que não tinha razões para que ela continuasse fugindo dele.

O sábado finalmente chegou trazendo com ele uma forte tempestade, isso só fazia com que Draco se sentisse cada vez mais frustrado e sozinho, ele não podia negar que estava sentido falta da presença da ruiva nos últimos dias, até mesmo das desavenças que eles tinham quase todo dia ele estava sentido falta.

Draco demorou em se levantar da cama, ele estava desanimado. Se ele durante a semana não encontrara ela certamente não seria hoje que ele iria conseguir conversar com ela, a maioria dos alunos preferia ficar em seus salões comunais quando o dia amanhecia chuvoso aos sábados.

Ele andou vagarosamente em direção ao banheiro, ligou o chuveiro e se despiu entrando em baixo dele. O loiro fechou os olhos e ficou parado somente sentindo a água quente escorrer pela pele dele. Pela primeira vez dês da morte do pai dele ele sentira vontade de chorar, dês do momento que ele abrira os olhos naquela manhã ele sentiu o coração dele apertar de uma forma estranha, como se algo de ruim estivesse para acontecer. Parecia que a dor no peito dele não queria passar, a cada instante parecia somente aumentar.

Por segundos fleches dos sonhos que ele vinha tendo durante a semana apareceram em sua cabeça, ele até mesmo já tinha tomado um poção de sono sem sonhos, mas ela não fizera efeito. Mesmo assim ele continuara a ter os sonhos, era como se em partes do sonho algo chamasse por ele. Ele continuou com os olhos fechados se lembrando dos sonhos.

- Sonho –

Para onde olhava ele só via sangue, vários corpos estavam espalhados e todos eles estavam usando uniforme de Hogwarts. Entre todos aqueles corpos acontecia uma verdadeira guerra. Uma guerra que ele nunca imaginasse que algum dia veria. Uma guerra entre monstros e bruxos. Feitiços eram laçados para todos os lados, mas parecia que mesmo assim todas aquelas criaturas que ele não conseguia ver com clareza o que eram pareciam nem mesmo se abalar. Eles continuavam a avançar matando que estivesse pelo caminho deles.

Draco olhava ao redor tentando arrumar algum jeito de sair dali, mas ele não conseguia reconhecer o lugar. O local se encontrava parcialmente destruído. Ele olhou para todos aqueles rostos apavorados que gritavam por socorro, ninguém queria ter o mesmo destino que algumas pessoas sem sorte tivera assim que aquelas criaturas apareceram.

O loiro nem mesmo percebera quando uma das criaturas se aproximava dele pelas costas, ele só foi reparar quando uma garota que estava na frente dele deu um grito apavorado apontando para trás. Assim que Draco se virou ele pode finalmente reconhecer o que era aquela criatura. Era um lobisomem, mas era totalmente diferente de todos que ele já tinha visto nas ilustrações dos livros de DCAT.

Um sentimento que ele a muito não sentira brotou no peito dele, o medo. Ele pode ver aquela criatura vinda na direção dele o olhando nos olhos, mas ele não conseguia se mexer era como se ele tivesse paralisado e uma voz baixa ecoava na mente dele como se o chamasse.

"Você nos pertence Draco... Venha conosco descendente de Corvinus, venha Draco... venha..." a voz ia ficando cada vez mais forte a cada passo que o lobisomem dava na direção dele. O monstro já estava perto dele quando uma mulher loira entrou na frente dele. Ele não pode ver quem era, pois ela estava de costas pra ele, mas Draco não conseguia entender o porquê dela o proteger.

O lobisomem avançou na direção da mulher batendo com a mão no peito dela, rasgando a pele braça da loira com garras a fazendo cair a alguns metros pra longe de Draco. Ele finalmente pareceu acordar para tudo que estava acontecendo ao redor deles quando ele sentiu o sangue da mulher espirrar na cara dele assim que o monstro a atacou. Draco finalmente olhou para o lado para ver quem tentara proteger ele e seu coração disparou assim que reconheceu a mulher.

- Mãe... – murmurou Draco desesperado. O corpo de Narcisa Malfoy estava coberto de sangue ele tentou dar um passo na direção dela, mas uma mão segurou o braço dele o impedindo.

Ele olhou uma ultima vez para mãe dele já com os olhos fechados antes de finalmente o olhar para quem o segurava. Draco não teve tempo de ver quem o segurava pois ele sentiu um dor aguda em seu ombro, perto da base do pescoço e logo após tudo ficou preto, mas antes de ele perder todos os sentidos ele ainda pode ouvir um grito feminino gritando o nome dele.

- Fim do Sonho –

Draco finalmente abriu os olhos deixando a água embaraçarem a visão dele. O aperto no coração dele pareceu ficar mais forte depois que ele ouviu o grito no final do sonho. O loiro ainda ficou alguns minutos de baixo do chuveiro somente sentindo a água escorrer pelo corpo.

Quando Draco finalmente saiu de dentro do banheiro ele já estava arrumado para descer. Ele não estava muito animado com a idéia de ficar no meio de todos aqueles idiotas puxando o saco dele, mas ele ainda tinha esperanças de poder pelo menos ver o rosto de Virginia.

Draco não se surpreendeu nem um pouco quando o café da manhã terminou e Virginia não tinha nem dado às caras no salão principal. Ele se levantou da mesa quase vazia da Sonserina e começou a andar sem rumo, a maioria dos alunos tinham ido para seus salões comunais aproveitarem do calor da lareira e fugir do frio.

Poucos alunos se encontravam pelos corredores do castelo, a maioria era um casal atrás de uma sala vazia querendo aproveitar. Draco parecia ser a exceção entre todos, o loiro continuou andando até parar no final do corredor que levava para o jardim. Ele ficou olhando as gotas grossas de chuva bater no gramado com força.

E sem se importar com a tempestade que caia, ele começou a andar nos jardins sentindo as gotas de chuva molhar a sua roupa. Ele sentia como se toda aquela água pudesse lavar a alma dele, levando embora toda aquela aflição que ele sentia. Ele se sentia fraco, uma imagem de seu pai veio à cabeça dele o dizendo que Malfoy não são fracos.

Essa frase era a mesma que ele usava para dar os sermões dele, mas o loiro já não acreditava naquelas palavras. Se os Malfoy não fossem fracos, Lucio não teria morrido, Narcisa não teria se entregado a tristeza tão facilmente e Draco não teria admitiria que amasse uma Weasley e muito menos estaria correndo atrás dela.

Uma risada sarcástica surgiu na face do loiro com esse pensamento. Quem algum dia iria prever que um Malfoy iria se apaixonar por uma Weasley. Certamente se alguém soubesse seria um escândalo e ninguém acreditaria.

Assim que Draco chegou na margem do lago ele se deitou na grama. Ele podia sentir que a chuva estava ficando mais intensa, mas ele não se importava. Ele fechou os olhos sentindo a pele dele ser castigada pelas gotas de chuva.

Imagens da ruiva que vinha mexendo tanto com ele vieram a sua mente. Todos os momentos que ele passará com ela, as vezes que ele a viu ao longe andando sempre sozinha com a costumeira mascará de indiferença no rosto, quando o grito que ele escutou no sonho dele ecoou na mente dele com mais força. E naquele momento ele permitiu que as lagrimas escorressem por seu rosto.

Ele se lembrou da noite que Virginia quase morrerá nos braços dele, a mesma angustia que ele sentira naquela noite voltou a perturbá-lo fazendo com que o choro dele se tornasse mais forte. Ele se sentou na grama abraçando as pernas dele com os braços e encostou a cabeça no joelho, escondendo o rosto.

Tudo que ele queria naquele momento era poder ver ela, mesmo que fosse de longe para ter certeza de que ela estava bem. O mesmo pressentimento de que algo ruim estava prestes a acontecer que ele sentiu naquela manhã voltará a assombrar ele naquele momento. E naquele momento ele sentiu necessidade de estar entre os braços de sua mãe como ela fazia quando ele ainda era criança, ele queria sentir que alguém estava ali por ele e só pra ele.

Ele se levantou e começou a andar em direção do castelo tentando fugir de todos os sentimentos ruins que o afligiam naquele momento. Ele estava tão absorvido em seus pensamentos que não percebeu que alguém o observava quando ele entrou no castelo.

- Você ainda é muito novo para enfrentar tudo que estar por vir… - murmurou uma voz sabia escondida parcialmente pelas sombras – Mas você terá que ser forte, os destinos de muitas vidas estão em suas mãos. – e com isso a pessoa sumiu sendo camuflada pelas sombras.

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Com muito custo Draco saiu do quarto indo em direção ao salão principal. Ele tinha ficado o resto do dia trancado no quarto. O loiro não queria que ninguém visse o estado dele, ele estava se sentindo fraco e impotente, e ainda tinha aquele mau pressentimento…

Naquele dia em especial aquela masmorra parecia mais assustadora do que nunca, parecia que em cada sombra tinha alguém espreitado o observando, o som dos passos deles ecoavam pelas paredes úmidas e escuras da masmorra a tornando ainda mais assustadora. Ele se sentiu aliviado assim que subiu o ultimo lance de escadas que levava direto para o corredor iluminado que dava para o salão principal.

Naquele dia, ele não quis se sentar perto dos companheiros de casa, ele se isolou em uma ponta da mesa e começou a servir de comida. Tudo que ele queria era poder voltar para o quarto dele e dormir com o pensamento que amanhã seria melhor e que todo aquele sentimento de angustia iria desaparecer do seu coração.

Ele estava sem apetite, nem sabia o porquê dele ter saído do quarto para ir jantar. Ele olhou para o prato dele com desanimo antes de voltar os olhos para a porta do salão esperando ver certa ruiva passar por ela, mas o que ele viu só o desanimou mais ainda.

A intragável sangue-ruim escolherá entra justamente no momento que ele o olhou para a porta, no pensamento dele nada de pior naquele dia poderia acontecer a ele. Mas algo chamou a atenção dele, a Granger estava com uma cara assustada como se algo tivesse acontecido. Draco não via essa expressão no rosto dela dês de que o Lord ainda era vivo. O seu campo de visão ficou obstruído quando alguém sentou na frente dele.

- Cara, aonde você se meteu o dia todo? – perguntou Blaise em quanto tomava suco de abóbora.

- Não te interessa. – disse Draco com seu costumeiro mau humor – Você não tem nada melhor pra fazer do que ficar tomando conta da vida do outros?

- Eu até teria, mas a Pansy tava muito ocupada essa tarde. – disse ele com um olhar falsamente triste – Porque você não se sentou junto com a gente hoje?

- Qual a parte do não interessa você não entendeu? – perguntou o loiro irritado.

- Que mau humor, cruzes… Eu sé estou tentando puxar conversa. – disse o outro fingindo estar magoado.

- E quem disse que eu quero conversar. – disse Draco sem se importar com a cara de magoado do amigo.

Os dois ficaram em silencio cada um comendo sua refeição quando um uivo e depois um rosnado assustador ecoou pelas paredes do castelo. Todos dentro do salão ficaram em silencio, um Filch assustado entrou correndo no salão indo em direção a mesa dos professores. A expressão sempre calma do diretor se tornou transtornada.

- Mas o que está acontecendo? – disse o moreno curioso.

Draco parecia estar em outro mundo, o aperto que ele sentira no coração assim que ele acordará agora dera lugar a uma dor fina, como se alguém estivesse enfiado uma faca transpassando seu coração. A voz que ele ouvia nos sonhos dele o chamando também ficará mais forte trazendo junto com ela uma dor aguda.

- Você está bem Draco? – perguntou o amigo percebendo que o loiro estava mais pálido que o normal e que suava frio.

- Minha cabeça… parece que esta se partindo no meio. – sussurrou Draco ofegante.

O estado de Draco o impossibilitava de perceber o que estava acontecendo ao redor dele. Ele parecia que iria desfalecer a qualquer momento, quando uma mão gentil posou em seu ombro e logo em seguida a dor passou, parecia que braços invisíveis o envolveram tirando a dor que ele sentia. Ele respirou com força pela boca puxando todo ar possível para seus pulmões, sem que ele percebesse tinha prendido a respiração em quanto a dor parecia dilacerar sua cabeça. Ele olhou para cima para ver que o ajudará encontrando um par de olhos calmos, mas que naquele momento também apresentavam certo que de preocupação.

- Você está melhor Draco? – perguntou Dumbledore tentando aparentar estar calmo.

- Agora sim. – disse Draco em tom de agradecimento.

- Ótimo. – disse Dumbledore se afastando e caminhando em direção à mesa dos professores – Vocês devem estar se perguntando o que está acontecendo, eu irei contar a vocês, mas peço a colaboração e todos.

Vários alunos que ainda mantinham o olhar na porta do salão olharam curiosos para o diretor, querendo saber da onde vinha aquele som assustador.

- Minerva? – chamou o bruxo esperando a diretora da casa da Grifinoria aparecer ao seu lado – Me faça o favor de lacrar as portas do salão.

- Mas Alvo… - tentou ela questionar as ordens dele, mas recebeu um olhar serio vindo do bruxo.

- Por favor, Minerva. – pediu ele vendo a balançar a cabeça em concordância e andando em direção a porta – Vocês antes de tudo devem saber que temos intrusos no castelo. – disse Dumbledore aos alunos que ficaram espantados.

O salão que já estava em pavoroso ficou ainda mais agitado, a maioria dos alunos ficaram assustados assim que percebeu que a professora de transfiguração estava fechando as portas com magia.

- Silencio! – gritou Dumbledore fazendo os alunos ficarem em silencio.

- Não há nada que nós podemos fazer diretor? – perguntou Harry se levantando da mesa.

- Eu receio que não Sr. Potter. – respondeu o diretor, em sua voz podia se notar um leve tremor de preocupação.

- Quem são esses intrusos Alvo? – perguntou Minerva se aproximando dele assim que a porta fora totalmente lacrada.

Um silencio assustador tomou conta do salão, todos estavam receosos, temendo qual seria a resposta de Dumbledore.

- Lobisomens.

Todos no salão ficaram perplexos, ninguém sabia como agir diante daquela situação, mas dentre todos Draco fora quem mais foi atingido. Cenas de seus sonhos vieram a cabeça, elas olhou ao redor e reconheceu como ali sendo o cenário do pesadelo que vinha tendo dias a finco. Ele ficou revendo as cenas de seus sonhos sem perceber que dois pares de olhos o vigiavam.

- Mas diretor, se juntarmos os alunos do sexto e sétimo ano, junto com os professores poderíamos… - começou Harry tentando argumentar com o diretor, mas um uivo ecoou novamente pelo castelo. Dessa vez ele parecia estar mais perto.

Alguns alunos do primeiro ano soltaram um grito apavorado, um garota da Lufa-Lufa até mesmo desmaiara, sendo logo em seguida sendo socorrida por Madame Pomfrey.

- Não são lobisomens comuns, não é mesmo diretor? – perguntou Hermione temendo a resposta.

- Não Srta. Granger. – disse o diretor se movendo para perto dela.

- Como assim não são lobisomens comuns? – perguntou Harry curioso – Só existe um tipo de…

- Não Harry, existe mais um. – disse a morena olhando para Dumbledore o vendo balançar a cabeça positivamente – Os lobisomens que invadiram o castelo são chamados de Lycans. Eles diferente dos lobisomens que nós conhecemos podem se transformar quando querem, a lua não exerce nenhum tipo de poder sobre eles.

- Você está dizendo que tem pessoas que se transformam por vontade própria? – perguntou Rony descrente.

- Sim, mas veja bem quando são poucas as pessoas que quando são infectados por Lycans sobrevivem à mutação. – disse Hermione vendo que todos no salão a olhavam curiosos. – Os vírus que eles transmitem são mortais, somente descendentes e uma pessoa com uma linhagem sangüínea avançada sobreviveria.

- Esses Lycans Sr. Potter são imortais, somente a prata pode matá-los ou se decapitarmos a cabeça deles e enterrar a cabeça longe do corpo. – disse Dumbledore recebendo vários olhares descrentes.

- Isso quer dizer que nem mesmo uma Avada os deteria? – perguntou um aluno da Corvinal.

- Isso mesmo. – disse Dumbledore se afastando da mesa da Grifinoria – E é por isso que fechei as portas, temos que ganhar tempo. Eu espero que a porta agüente por pelo menos alguns minutos.

- Ganhar tempo para que? – perguntou Draco não entendendo, mas antes que o diretor o respondesse foi interrompido.

- Já avisei a eles Alvo. – disse Snape entrando pela porta do lado da mesa dos professores e logo em seguida a lacrando com magia.

- Ótimo. – disse o bruxo como se não tivesse ouvido a pergunta de Draco. Ele não podia dizer, ele não tinha esse direito somente a Vampira poderia contar.

No segundo seguinte o barulho de algo tentando arrombar a porta ecoou pelo salão. Os alunos soltaram gritos apavorados. Quem quer que esteja do outro lado não parecia que ia desistir, eles continuaram com as tentativas de arrombar a porta. As estacas de madeira que mantinham a porta fechada estavam começando a ceder, Dumbledore olhou para a porta pedindo a Merlim que Virginia chegasse logo, pois a porta a qualquer instante seria aberta.

Draco olhava ao redor tentando encontrar respostas para as suas perguntas. Tinha ficado claro que o diretor não queria falar o porquê de estar tentando ganhar tempo. Draco olhou para a mesa da Grifinoria esperando encontrar o olhar indiferente da ruiva que tomara contas dos seus pensamentos, mas quando viu que ela não estava lá foi que se lembrou que ela não tinha ido jantar.

"Isso quer dizer que ela está do lado de fora…" o coração de Draco disparou com o simples pensamento que ela poderia estar morta. "Eu tenho que arrumar um meio de sair daqui" pensou ele aflito, quando a voz de Dumbledore o tranqüilizou.

"Não se preocupe Draco, ela está a salvo" – a voz de Dumbledore ecoou na mente dele. Ele olhou na direção dele e viu que ele o olhava com um pequeno sorriso desenhado nos lábios.

- Eu preciso que vocês colaborem comigo. – disse Dumbledore tentando tranqüilizar os alunos – Os alunos do primeiro ao quinto ano venham para o fundo do salão e vocês do sexto e sétimo ano fiquem na frente deles.

- Mas o senhor disse que magia não funcionava com eles. – disse um aluno da sonserina.

- E não funciona, mas nós poderemos os deter por algum tempo.

E assim eles fizeram, eles se posicionaram do modo em que Dumbledore tinha falado e ficaram em silencio vendo as batidas na porta ficarem cada vez mais insistente até que o barulho parou por completo. Alguns alunos acharam que os lobisomens tinham desistidos alguns até mesmo já deixavam um sorriso de alivio transparecer na face preocupada quando a porta se escancarou com um estrondo. Pela porta entraram vários homem, alguns carregavam armas e outros já estavam transformados, quando um homem de cabelos negros saiu do meio deles tomando a frente.

- Me desculpem pelos modos de meus homens. – disse ele olhando sarcástico para Dumbledore que estava na frente dos alunos junto com os outros professores – Mas nós não encontramos outro meio de entrar.

- O que vocês querem aqui? – perguntou Snape, apontando a varinha para o peito do Lycan.

- Nós queremos o descendente de Corvinus, o entregue para nós e iremos embora daqui sem ninguém se machucar. – ele calmamente se preocupar com o abjeto apontado em sua direção.

- Porque vocês o querem? Ele é só um garoto. – disse Dumbledore tentando se parecer calmo.

- Eu o quero para finalmente realizar a minha vingança. – disse o homem mergulhando em seus pensamentos – Eu prometi a Sara que a vingaria e irei cumprir a minha promessa.

Draco olhava o lobisomem que parecia liderar o grupo, ele tinha algo de familiar, parecia que Draco já o conhecia. No momento que seu olhar encontrou com o do Lycan a voz que o estava atormentando em seus sonhos voltou mais insistente do que nunca.

- Eu não irei entregar ele a vocês. – disse o bruxo dando um paço a frente e erguendo a varinha.

- Vocês acham que podem nós matar com isso? – perguntou o Lycan com escárnio – Vocês não têm chances contra nós, ainda mais que Ginger não está no castelo. Quando ela chegar será tarde demais. Já que vocês não querem me entregar o descendente por bem… - ele estralou os dedos e os Lycan avançaram na direção dos habitantes do castelo.

Os professores tomaram posição e começaram a lançar feitiços junto com os alunos do sexto e sétimo anos. Gritos de pavor escapavam dos alunos que temiam por suas vidas, mas isso para os Lycans era como musica, o pavor visto em cada olhar de suas vitimas o davam mais força para matarem.

Depois de alguns minutos lançando feitiços, até os alunos do sétimo ano estavam se deixando amedrontar pelos lobisomens. Os feitiços não surtiam efeito, isso só atrasava os Lycans.

Como no ataque a Hogsmeade Draco viu que seus feitiços não surtiam nenhum efeito, ele estava confuso e com medo, parecia que seu sonho estava se tornando realidade. Por um fugaz momentos seus olhos se encontraram com o do lobisomem que liderava o bando, ele continuava parado apenas encarando Draco sem nem ao menos piscar, quando finalmente as palavras do Lycans pareceram ter sentido para Draco.

- Corvinus… - sussurrou ele olhando apavorado para o lobisomem que agora sorria sarcástico para ele.

A palavra parecia ecoar na cabeça dele, somente naquele momento ele entendeu o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. Na mente dele veio imagens dês do ataque em Hogsmeade até o encontro com aqueles homens misteriosos voltando para Hogwarts. A palavra Corvinus lhe parecia tão conhecida porque esse era o nome de um dos ancestrais dele, o próprio nome dele era derivado desta palavra.

"Então isso significa que eles estão atrás…"

- De mim… - aquela constatação o assustou, o coração dele batia tão rápido e forte que parecia que poderia sair pela boca dele a qualquer instante.

Foi quando Draco entendeu que se ele não fosse junto com aqueles homens, muitas pessoas inocentes poderiam morrer por causa dele. Varias pessoas já tinham morrido no ataque a Hogsmeade tinham morrido quatro pessoas e outras ficaram feridas, essa era uma prova que eles não iriam medir esforços até conseguirem pegar ele. Foi quando a imagem de Virginia veio na cabeça dele.

"Ela quase morreu por minha causa…" – pensou ele abaixando a cabeça e fechando os olhos.

- Não posso deixar que mais pessoas morram por minha causa. – murmurou ele decidido.

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- O que você disse Lisandra? – perguntou Virginia sem acreditar no que ouvia.

- Isso mesmo que você ouviu. Os Lycans estão atacando Hogwarts. – disse a voz aflita – Recebemos um pedido de ajuda deles a pouco mais de 10 minutos. Você precisa ir para lá imediatamente, Lucian até agora não moveu um dedo sequer para ajudá-los. Assim que tiver uma brecha eu mando o meu esquadrão para ti ajudar.

- Obrigada por avisar. – disse Virginia friamente desligando o celular.

- O que aconteceu Virginia? – perguntou Kan vendo a face da Vampira tomado pela raiva.

- Os Lycans estão atacando Hogwarts. – disse ela com dificuldade devido a ira que estava tomando conta do peito dela – Eu to indo pra lá Kan, e preciso da sua ajuda.

- Mas nós estamos sem munição… - disse Kan tentando argumentar.

- Deixe-me reformular a frase… - disse ela segurando o pescoço dele e o levantando alguns centímetros do chão – Eu estou mandando que você e seus homens venham comigo a Hogwarts.

- Ginger… - sussurrou ele apavorado, ele nunca a tinha visto daquela forma. Os olhos dela estavam quase transparentes e suas presas longas e afiadas já estavam a mostra. Ele olhou para ela com medo quando ele viu os olhos dela se tornarem vermelhos por alguns segundos para logo em seguida voltarem a ser azuis.

- Acalme-se Virginia. – disse uma voz atrás dela.

Virginia soltou Kan fazendo com que ele caísse no chão tossindo em busca de ar que fora privado de seus pulmões. Ela olhou para trás para ver quem a atrapalhará.

- Will? – perguntou ela com seus olhos voltando ao tom normal – O que você está fazendo aqui?

- Depois eu te explico, agora nós temos que ir para Hogwarts antes que seja tarde demais. – disse ele se aproximando de Kan e estendendo a chave do carro dele – Dentro do meu carro tem munição, assim que pegarem as munições aparatem em Hogwarts não temos tempo para ir de carro.

Os outros vampiros que olhavam amedrontados para Virginia saíram rapidamente da estação de trem seguindo Kan.

Virginia teve seu braço segurado por Will e logo em seguida ela sentiu uma pressão no estomago para logo após se ver na frente dos portões do castelo. Em quanto corria em direção ao castelo Virginia sentia o coração apertar, as imagens dos corpos caídos no chão da estação vieram à mente dela a fazendo temer mais ainda o que poderia estar acontecendo dentro do castelo.

Assim que entraram pelas portas do castelo eles puderam ouvir os gritos dos alunos e isso fez com que Virginia temesse com que iria encontrar. Ela estava tão concentrada na idéia fixa de chega logo no local que o ataque acontecia que ela nem percebeu uma aproximação pelas suas costas.

- Finalmente nos encontramos novamente, Ginger. – um voz fria falou atrás dela.

Assim que a ruiva se virou ela foi jogada para frente por um potente soco do Lycan enquanto Will lutava com dois Lycans. Instintivamente os olhos dela se acenderam, surgindo, sutil, uma luminosidade azulada em quanto exibia os dentes pontiagudos, liberando um curto rosnado.

- Você não ira conseguir fugir dessa vez, covarde. – disse ela avançando pra cima do Lycan com que lutará no centro de Londres.

Pela primeira ela despertou totalmente os poderes vampíricos dela. A vampira saltou para cima do Lycan, desferindo um potente soco. A ruiva viu o lobisomem cair a alguns metros dela e levar a mão ao nariz fraturado. O Lycan se levantou e partiu para o ataque, avançando sobre o vampiro. Virginia se esquivou, sem abandonar o lugar que ocupava, flexionando as pernas e girando o tronco, sem dó, socou a costela do Lycan, um estalar de ossos ecoou pelas paredes.

O Lycan foi de encontro novamente ao chão, quando ele se levantou e olhou para a frente a ruiva não estava mais lá. Virginia que estava atrás dele, segurou o braço dele dando um chute na parte de trás do joelho dele o fazendo cair ajoelhado no chão. Ela torceu o braço do Lycan até ouvir o osso quebrar. Ele soltou um grito de dor, em quanto tentava se desvencilhar das mãos da vampira, mas Virginia não deu tempo para ele revidar, ela pegou a faca que ela carregava e transpassou o ombro dele na altura do coração. A ruiva ainda não se dando por satisfeita cravou os caninos no pescoço da fera tomando o liquido que deveria restabelecer sua energia sobrenatural.

Ela finalmente soltou o corpo já sem vida do Lycan deixando que ele fosse de encontro ao chão. Somente quando ela olhou para frente e encontrou o olhar de Will, foi que ela se deu conta do que tinha feito. Ela pela primeira vez dês de que descobriu que era uma vampira tinha usado totalmente o poder vampírico dela ou tomado sangue daquela forma. Naquele instante ela se deu conta que tinha se tornado um monstro por completo e aquele caminho não tinha mais volta.

A ruiva foi trazida de volta a realidade pelos paços apressados que vinham na direção dela, ela ficou em posição para atacar o primeiro que aparecesse quando ela viu Kan e Lisandra junto com os outros Mercadores da Morte.

- O que vocês estão fazendo aqui ainda? – perguntou irritada Lisandra.

- Tivemos contra-tempos. – respondeu Will apontando os 3 Lycans caídos no chão.

- Vamos logo. – disse Virginia voltando a correr em direção ao salão principal.

Assim que a ruiva chegou na frente do salão ela foi puxada por Will.

- Pega Virginia. – disse ele estendendo duas armas mais potente do que as delas e seis pentes de munição.

Virginia pecou as armas e prendeu os pentes na cintura dela, assim que ela olhou para o esquadrão de Mercadores ela viu que todos já estavam prontos esperando pelas ordens dela. Virginia sentiu o coração acelerar, ela nunca sentirá o coração acelerar daquela forma antes de um confronto direto com os Lycans. Ela olhou para Will que estava comum olhar ansioso pelas ordens.

- Em formação! – ordenou ela determinada vendo os vampiros ficarem em formação na frente da porta – Apontar… - disse ela ficando a frete deles apontando as armas para os Lycans.

Alguns Lycans já tinham notado a presença deles e vinham na direção deles. Virginia fechou os olhos por um momento, quando os abriu novamente eles cintilaram e seus caninos alongaram com suas pontas afiadas clamando por sangue. Um verdadeiro exercito de vampiros estavam ali, verdadeiros caçadores de Lycans. Indo ao inferno, se fosse necessário para exterminar aquela raça.

Ela era uma Vampira. Uma caçadora de Lycans. E era por isso que ela vivia para caçar e matar Lycans. Um a um.

- Fogo! – gritou ela com os olhos serenos em quanto apertava o gatilho.

Explosões repetidas. Os Lycans gritavam. Tinham a carne atingida. Pedaços desprendiam de seus corpos. Munição especial. Dor excepcional.

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