Capítulo XI: O resgate de Kate
Artur não quis ficar naquele quarto. A menina estava no chão, jogada como um animal, recebendo uma maldição de cinco em cinco minutos para falar alguma coisa. Kim estava se segurando para acabar com aquilo, mas dizia ele que estava no controle da situação.
Quando chegou na Toca, percebeu que a mulher o esperava em um banco, sentada no meio do jardim. Os dois se observaram e ele apenas sentou ao lado da mulher
- Pela sua carinha, aconteceu alguma coisa de muito seria – Molly falou passando a mão no roso dele – Posso ajudar em alguma coisa?
- Eles estão aplicando uma maldição para ver se ela fala alguma coisa. – Artur suspirou – Ela não falou nada com a poção porque estava com o sinal.
Molly arregalou os olhos.
- E isso quer dizer que se o sinal for de Snape, ele já sabe?
- Era isso que eles queriam não era? – Artur falou perturbado – Mas tinha medo no olho daquela menina e Molly ela esta quase morrendo com tanta magia.
Harry ficou de boca aberta no terceiro andar da casa dos Weasley quando ouviu a conversa dos dois. Hermione que estava ao seu lado apenas observou o amigo que olhou para Ron.
- Acho que está na hora da gente fazer alguma coisa né? – Ron perguntou meio confuso
- Sim – Harry perguntou – Não dá mais pra ficar aqui
- Como não dá mais pra ficar aqui? – Hermione o questionou – Nós nem sabemos por onde começar.
- Quando sairmos daqui daremos um jeito nisso. – Harry falou – Eu preciso ver meus pais.
Harry pegou sua mochila que estava pronta para caso que eles precisassem ir atrás de Hermione, Ron fez o mesmo, mas um pouco nervoso. Hermione pegou sua pequena bolsa e com certeza tinha mais coisas do que a dos meninos.
- Harry – Hermione o parou por um momento – Você tem certeza que quer bater de frente com Sirius?
- Alguém precisa fazer isso – Ron respondeu por ele – Isso saiu do controle de todo mundo
Harry pensava a mesma coisa, mas pensar em enfrentar o único vestígio que ele tinha de família viva não era fácil, mas teria que ser, pois se Snape tivesse alguma idéia brilhante ele com certeza atacaria todos eles.
Severo andava no jardim entre os portões da Mansão Malfoy com uma vontade imensa de entrar na Ordem e acabar com aquilo de uma vez, mas não podia simplesmente sair dos trilhos e acabar com todos os anos que ele tinha prestado serviço para que essa guerra tivesse o seu final certo. Desde a visita de Hermione, aqueles anos estavam lhe pesando demais.
- O que faz aqui? – Bellatrix o questionou estupidamente
- Vim falar com o Lord. Tenho informações – Snape deu uma pausa – Que não te interessam
Bellatrix olhou para ele com vontade de mata-lo naquele momento. Ela morria de ciúmes da relação dele com Voldemort, pois o seu Lorde parecia muito mais confiante no serviço de Snape do que no dela.
Ele finalmente entrou na casa e se deparou com um Lucio acabado e logo percebeu que ele estava refletindo o que ele realmente era, um grande covarde. Snape deu um sorriso amarelo desconfortante a ele, que apenas abaixou a cabeça e passou.
A cobra de Voldemort não saia daquela escada. Parecia um tipo de proteção dele. Voldemort fez questão de colocar uma cadeira, praticamente como se fosse um trono, no alto da escada no meio da sala. Snape achava aquilo um tanto egocêntrico demais e até cafona, mas Voldemort era Voldemort.
- Severo – Voldemort com sua voz calma o chamou – Todas as vezes que você vem até mim sem eu pedir é porque eu sei que tem boas coisas para me contar.
Severo sorriu e olhou para os lados para ver se não vinha ninguém.
- Ninguém nos atrapalhará – Voldemort se mexeu na cadeira – Se aproxime.
Severo olhou para a cobra, ele tinha um certo receio dela, pois ela nunca pareceu gostar dele, ou de ninguém, além de Voldemort e de Bellatrix. Talvez porque os dois combinavam muito bem.
- Milorde – Snape sabia que esse momento mudaria muitas coisas – A menina Granger entrou no castelo na última noite. Não sei como, mas entrou.
Voldemort não mudou a sua expressão, apenas continuou falando.
- Acredito que eles achem que nós estamos mortos. Depois da tentativa frustrada de pegar o Potter quando ele saiu de casa, acho melhor nós planejarmos algo.
- A menina entrou em Hogwarts – Voldemort repetiu a informação – Que petulante. Ela achou que podia invadir nosso local, assim, sem mais ou menos?
- Rastreei da onde ela veio. – Snape falou seriamente olhando para os olhos de Voldemort – Eles realmente estão na casa dos Weasley.
A tranqüilidade de Snape era extremamente forçada. Ele apenas estava pensando que eles tinham ido longe demais com essa história com sua filha. O plano dele era muito simples, mas ao mesmo tempo muito complexo e necessitava de muito esforço da própria Ordem para entender.
Snape queria que Voldemort atacasse uma das bases da Ordem e que eles entendessem que este ataque surpresa não foi apenas atrás de Harry Potter e sim da garota. Por isso tinha colocado o home de Granger, ele iria atrás da garota, e a Ordem pensaria que na verdade ele estava indo atrás de Kate.
Eles ficariam com medo. Eles libertariam a garota e a paz voltava a reinar na mente de Snape.
- O que está pensando? – Voldemort o questionou
- Estou aguardando suas ordens Milord – Snape respondeu abaixando a cabeça
- Severo você deixará isso com Bellatrix. Talvez eles precisem de uma visitinha dela – Voldemort falou pausadamente – Acho que eles se importariam demais com você desnecessariamente se você fosse lá. Para você eu tenho outra coisa. Parece que nossa amiga Natalie, deixou uma herdeira espalhada pelo o mundo.
- Como assim? – Severo franziu a testa
- Eu –Voldemort se levantou da cadeira – Simplesmente não sei. A única coisa que eu sei, é que nos últimos dias, Bellatrix foi atrás da varinha dela. Sabe como sempre foi ciumenta essa mulher e sempre quis tudo de Natalie
- E ela viu uma foto de uma pequena garota no colo da menina. – Voldemort falou se levantando – Preciso deixar Bellatrix ocupada, a intenção dela é matar a menina, mas antes eu preciso saber se ela tem os poderes da mãe. Já desperdiçamos a mãe, a filha já seria uma burrice.
- Milord, se você falar para Bellatrix não matar ela não matará.
- Quero ela longe da menina – Voldemort pareceu nervoso – Eu nem sei onde ela está, mas eu quero ela bem longe dela. Não sei porque, mas eu vejo que eu tenho uma ligação com ela.
- Uma ligação? – Severo o questionou
- Sim – Voldemort se delimitou a dizer – Preciso ir atrás dela e você precisa fazer isso para mim. Deixarei Bellatrix com a Ordem, ela deseja muito matar a filha da Andrômeda e o próprio primo, com certeza se divertirá muito mais.
Snape saiu andando lentamente da sala
- Severo – Voldemort o chamou – Eu quero isso até semana que vem.
Severo queria apenas correr e fugir dos seus problemas. Aquela situação era a mais impossível de acontecer e estava acontecendo da pior maneira possível. Voldemort sabia da existência da menina, mas não sabia que ela estava sendo torturada pela Ordem, não por causa da sua mãe, mas sim por causa do seu pai, do qual Voldemort, jamais poderia saber que era ele.
O que ele podia fazer naquele momento é rezar pela boa vontade Hermione para salvar a menina daquele momento. Ele parou de pensar e apenas sentiu um grande arrependimento e ao mesmo tempo culpa por sentir aquilo. Ele tinha desde o começo feito tudo errado.
Harry pensava a mesma coisa. Ele tinha feito tudo errado, devia ter conversado com Sirius e com Remus antes de fazer alguma coisa. Precisava entender o que eles tinham na cabeça e não apenas enfrentar aquilo tudo ignorando eles. Eles tinham algo de errado, eles não eram daquele jeito.
Mas aquele pensamento foi quebrado pelo grito de dor. O trio tinha acabado de aparatar na Mansão Black, e a tortura com a menina não tinha terminado, mas mesmo assim ela continuava gritando.
- Vamos fazer alguma coisa já – Hermione passou pelos três.
O trio tinha aparatado na cozinha. Monstro parecia assustado conversando sozinho em um canto da cozinha. Ele os observava com medo e Harry e Ron perceberam que nunca tinham visto ele daquele jeito.
- Monstro aconteceu alguma coisa? – Ron perguntou esquecendo o que estava realmente acontecendo ali
– Eles estão fazendo isso errado. Eles estão fazendo isso errado.
Ron não respondeu, apenas foi puxado por Harry que seguia Hermione.
Hermione não sabia o que estava fazendo, apenas queria acabar com aquele grito imenso e tirar a menina dali. O que ela faria depois, ela já não sabia direito. Quando ela apareceu na escada, Remus estava parado apenas olhando o chão. Kim dizia alguma coisa para ele, mas ninguém fazia nada.
Hermione sentiu algo fazer ela correr desesperadamente. Os dois homens olharam para ela, mas antes que fizessem algo com ela, Hermione passou entre os dois empurrando a porta da sala onde estavam torturando a garota. Harry e Ron quase foram contidos pelos dois, mas passaram logo em seguida de Hermione.
- Vocês vão parar com isso agora – Hermione apontou a varinha para os dois.
- Harry – Sirius ficou chocado ao ver que o seu próprio afilhado estava apontando a varinha para ele. – O que você está fazendo?
- É isso que a gente pergunta pra vocês – Hermione parecia estar mais nervosa do que eles costumavam a conhecer ela
-Isso que dá dar liberdade demais para esses jovens – Alastor ficou irritado com a entrada dos garotos e parecia apontar a varinha para Hermione já conjurando um feitiço
- Você não vai fazer nada com ela – Ron entrou na frente dela gritando – Expelliarmus!
Harry automaticamente apontou a varinha para Rermus e fez o mesmo. Assim como Ron fez o mesmo com Sirius. Harry saiu para pegar a garota, mas viu que isso não iria adiantar, antes que pudesse pensar em algo, Ron petrificou Alastor e Sirius. Remus estava em choque sem saber o que fazer, Kim ia segurar eles, mas também não fez nada.
Harry olhou para Hermione que segurou Ron e os quatro aparataram.
N/A: Reviews SEMPRE são muito bem vindas e ajuda a escritora a se animar para atualizar a fic. :)]
