Capítulo 12 – Dedos… Espalhados.

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Música Sugerida: Put Your Hands On Me - Joss Stone

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BPOV

Eu não conseguia acreditar na minha sorte!

Eu falaria com ele, intimamente! Sobre biologia, é claro. Mas ainda assim! Este era um projeto ao longo do semestre.

É claro que tínhamos que dividir as responsabilidades da Criança de Farinha. Mas isso era fácil, sé babá desde que conseguia me cuidar em Phoenix.

Mas ter mais tempo com ele, isso seria emocionante.

E eu não conseguia esperar para sentar com ele na biblioteca e saber um pouco mais sobre ele.

Ouvir a voz dele. Talvez sentir seus dedos contra os meus novamente.

Senti-lo perto de mim.

Eu corei pelo calor prolongado que ainda queimava onde ele tinha tocado. Tive que sair do nosso jogo de voleibol por um minuto para me esconder no banheiro. Sorri por isso, humorada pelo fato de que eu precisava um minuto no banheiro para controlar meus pensamentos sujos repentinos por Edward Cullen.

Não é como se eu fosse me tocar na cabine, só precisava fechar meus olhos e limpar minha cabeça sem ser atingida por uma bola de vôlei.

Talvez eu também não quisesse ficar suada.

Eu estava passando pela porta quando bati meu rosto numa parede sólida de músculos.

"Calma aí!"

Eu olhei para cima, surpresa pela voz profunda, descobrindo que a parede era um cara, saindo do banheiro das meninas.

"O que?" gaguejei. "O que você está fazendo aqui?"

Ele olhou para mim com olhos perversos, suas bochechas fazendo covinhas enquanto ele sorria. Ele parecia como um anjo querubim caído com aquelas bochechas e o cabelo ondulado.

"Nenhum estrago foi feito, só entrei na porta errada," ele respondeu brincalhão e olhou para trás de mim. "Pulando fora do voleibol?"

Afastei-me dele, assim ele podia passar por mim e me deixar passar.

"Não é da sua conta," respondi soberba.

"Ou você está precisando de alguns minutos sozinha?" ele continuou, sua voz ainda mais perversa do que suas sobrancelhas oscilantes.

"Eww," respondi com nojo. "Você é um idiota pervertido."

Eu passei por ele, tentando ignorar sua risada alta. Assim que passei pelas pias, eu vi pelo quê ele esteve aqui.

Ela estava prendendo seu longo cabelo loiro de volta num rabo de cavalo apertado. Ela olhou para mim por um segundo com um olhar friamente calculado antes de voltar ao seu cabelo. Eu olhei para longe dela, sem precisar de lembretes de que o tipo dela sempre conseguiria os caras quentes do time de futebol.

Mesmo se eles fossem babacas.

Líderes de torcida sempre conseguiam quem elas queriam.

Joguei-me na cabine, minha onda do breve momento com Edward rapidamente diminuiu pelos pensamentos de dúvida.

Ele me acharia estranha se eu o convidasse para sair?

Me perguntava se havia cubículos escondidos que cabem duas pessoas na biblioteca.

Balançando minha cabeça, parei com isso e tentei pensar em algo benigno para me concentrar, então eu não pensaria em Edward Cullen.

Mas não importa, tudo voltava a ele.

Como os sete estágios de Edward Cullen.

O banheiro estava uma bagunça... Eu me perguntava como seria o banheiro dos meninos. E isso me conduziu a ele.

Eu estava faminta, comi somente uma banana no almoço. Sim... Edward.

Minha camiseta da educação-física estava muito apertada... meu mamilo esquerdo estava se rebelando. Os bíceps de Edward fizeram isso com o mamilo.

Eu precisava me depilar. Tinha pelos começando a espetar no meu joelho. E outro lugar precisava seriamente de atenção... Eu me perguntei se Edward gostava de depilada ou raspada.

Eu grunhi e saí num ataque de raiva do banheiro, me sentindo mais reprimida do que antes.

Talvez praticar um esporte perigoso como voleibol ajudaria.

Contanto que eu não ficasse suada.

Três tentativas falhas de tentar bater a bola e fingindo um pulso machucado, e eles abençoadamente me tiraram do jogo.

O que não ajudou meus pensamentos ociosos, especialmente quando olhei para o fundo do ginásio para avistar o jogador gigante de futebol se inclinando para sussurrar para a líder de torcida principal. Eu assisti enquanto as mãos dele perambulavam levantando a saia curta dela, próximas a sua bunda, e a aparência quente dela enquanto ele a tocava.

Isso não é justo...

Eles deviam arrumar um quarto.

Eu devia fazer anotações.

Saias = bom acesso.

Eu não tinha nenhuma saia. Imagine.

Virei-me para longe da demonstração pública doentia de afeto do atleta e observei o relógio ao invés disso.

Eu não estava obcecada para encontrá-lo na biblioteca.

Não totalmente.

Por que o tempo é mais lento quando você tem algum lugar que quer estar?

Foram quinze longos minutos insuportáveis sentada no ginásio quente antes do Treinador

Clapp finalmente nos deixar ir trocar de roupa.

Eu acho que ele se impressionou com a minha velocidade.

Eu conseguia me mexer quando queria.

E agora eu queria me mover o mais rápido que eu pudesse até a biblioteca.

Não podia estar atrasada. E se ele pensasse que eu o deixei lá e fosse embora antes de eu chegar?

Apressei-me para colocar minhas roupas, amaldiçoando meus cadarços quando eles não cooperaram rápido suficientes. Pegando a criança de trigo e minha mochila, atravessei o gramado quadrangular, não me importando com a garoa. Escorreguei ligeiramente na entrada da biblioteca, meu tênis ainda molhado. Ignorei a carranca da bibliotecária e, invés disso, olhei ao redor para ver se ele já estava lá.

Ainda faltavam cinco minutos para o sinal de dispensa.

Talvez ele ainda esteja na aula.

Onde esperar?

As mesas frontais me faziam parecer muito ansiosa.

E muito expostas na entrada.

Cubículos então.

Não, eles eram estrategicamente colocados para que a recepcionista pudesse manter um olho nas mentes sujas dos colegiais.

Este lugar era difícil para intimidade!

Eu andei até a seção de referência, sorrindo quando encontrei a pequena mesa na seção de ciências.

Era como se fosse destino.

Eu sorri abertamente e re-arrumei as cadeiras, então eu podia ver a porta frontal de onde sentei. Eu podia vê-lo entrando e acenar para ele.

Mas não tão entusiasmada.

Eu não queria parecer desesperada.

Eu não estava. Só um pouco excitada.

Tudo bem, muito excitada, mas isso não era uma coisa ruim.

Eu tirei os materiais que precisaríamos. O envelope misterioso era tentador para abrir e ler.

Mas eu esperaria por ele. Era um trabalho em dupla, afinal.

O sinal tocou. Meus nervos se agitaram, me deixando muito quente no meu moletom. Eu o tirei e passei um pouco a mão no meu cabelo, esperando que ele não tivesse ficado com frizz por causa da chuva.

Cinco minutos.

Talvez ele tivesse que usar o banheiro. Isso parecia a coisa normal dele.

Perguntava-me o que ele fazia lá.

Senti minhas bochechas esquentarem pelo pensamento explícito que tive. Eu tenho certeza que ele não batia punheta aqui na escola. A menos que ele gostasse disso em lugares públicos.

Hmmm. Isso seria insano. E quente. Até que meu pai fosse chamado por nossa causa.

Eu balancei minha cabeça e arrumei meus papéis novamente pela vigésima vez.

Ele não estava muito atrasado. Levava tempo sair da sala de aula até o final oposto da escola.

A menos que você corresse.

Eu não tinha realmente corrido. Foi mais como uma caminhada veloz.

Dez minutos de atraso.

Eu tinha que me distrair. Eu já conseguia sentir as emoções depressivas se filtrando por ter levado o bolo.

Eu só tinha que dar uma olhada nos perfis.

Talvez.

Não.

Espere.

Se mexa, talvez você não o viu.

Levantei-me e dei uma olhada, passando pelas prateleiras.

Ainda estava somente a senhora na mesa de recepção e eu.

Eu não devo parecer como se estivesse esperando. Eu devo parecer como se estivesse ocupada.

Vou procurar por livros para a nossa pesquisa.

Eu devia olhar o perfil.

Ele não se importaria, certo?

Eu devo esperar.

Talvez pegar um livro sobre o sistema reprodutivo.

Nós podemos olhar para diagramas de pênis e vaginas. Ewww. Como pornô realmente ruim.

Parecer ocupada.

É claro que os livros de biologia estão no alto.

E a escada no corredor parecia mais velha que a bibliotecária.

Simplesmente pegue um livro de geologia. Estava nas prateleiras mais baixas.

Eu só devo abrir o envelope. Foda ele.

Quem dera.

Eu estava me esticando para pegar um livro na prateleira mais alta quando ouvi alguém atrás de mim. Um flash de bronze e um barulho baixo e fiquei surpresa, meu pé escorregou do degrau.

Eu não estava preparada para ele aparecer como ele simples e magicamente apareceu. Materializou-se.

Diretamente atrás de mim.

O cabelo mais bagunçado que o normal.

Os olhos me procurando.

Comigo caindo.

Figurativamente* e literalmente.

*No sentido figurado a Bella quer dizer que ela está tendo uma queda pelo Edward.

Eu nunca fui muito coordenada para pensar, subir e arfar.

Mas seus braços estavam ao meu redor. E, de repente, nada mais importava no mundo.

Tudo pareceu ir mais devagar e senti tudo naquela fração de segundo.

O calor dele contra minhas costas, poderoso e resistente ao longo do meu comprimento.

Mãos. Dedos espalhados.

No meu quadril, seu polegar simplesmente sob minha waistband*.

*Waistband é tipo a nossa cinta de emagrecimento, mas lá nos EUA é comum as pessoas usarem cintas de outros tecidos para esquentar e tudo mais.

Dedos.

Se curvando.

Mamilo... Deus, isso tem uma sensação…

Eu acabei de gemer?

Meu pescoço estava quente pela sua respiração. Mais perto.

Oh meu Deus, ele está contra mim. Apertando. Segurando. Pressionando.

Sentindo. Formigamento. Mais quente.

Duro. Ficando mais duro.

Dedos se movendo. Traçando. Tocando.

Oh querido Deus, sim.

Por favor.

Se mexendo.

Espere.

Tropeçando.

"Eu tenho que ir."

Eu... espera...

Respirei.

Inale. Abra seus olhos.

A última coisa que vi foi ele olhando sobre seu ombro enquanto tropeçava no corredor e, então, fugiu pelas portas da biblioteca como se eu fosse a Medusa.

E, em seguida, se foi.

Deixando-me sem ar e trêmula como nunca estive antes.

Que.

Porra.

É essa?


N/T: Bom dia! O que acharam do ponto de vista da Bella do último capítulo? Será que ela gostou desse encontro na biblioteca, ou como o Edward disse, será que ela ficou assustada?

Agora vou responder umas reviews, sobre postar um capítulo por semana. Para quem não sabe, eu tive uma lesão no meu cotovelo e há três meses não consigo movimentar meu braço esquerdo direito, estou passando por uma bateria de exames e fisioterapia, mas em breve saberei se vou ou não ser operada (inclusive ontem fui no hospital, por isso não deu tempo de revisar e postar o capítulo para vocês). Outra coisa é que eu faço faculdade e estudo para concursos públicos, então meu tempo para traduzir é limitado, logo eu só posso assumir o compromisso de postar capítulo uma vez por semana, já que a vida real nos cobra e acabo ficando sem tempo para traduzir mais.

Espero que vocês entendam e tenham gostado desse capítulo! Segunda-feira que vem estarei de volta. Deixem seus comentários, gosto de saber o que vocês pensam e isso me incentiva a traduzir.

Beijos, Gui.