Nome: Sparks

Autor: Skay Grey

Status: Em Andamento

Tipo: Slash

Shipper Principal: Draco/Harry

Censura: NC18 - Imprópria para Menores de 18 Anos

N/A: ESSE CAPITULO NÃO FOI BETADO!

Sparks

Capitulo – 12

Já a ponto de derreter na banheira, finalmente Harry Potter saiu de seu estado contemplativo para um comportamento mais ativo.

Estava totalmente relaxado, quase sonolento, mesmo assim, saiu do banho renovado.

Era tão asseado que chegava a ser exagerado.

Virava e mexia estava ele pelo menos tomando uma ducha rápida. Não tinha oportunidade de tomar quantos banhos quisesse na casa de sua tia e no castelo estava sempre ocupado demais com alguma coisa terrivelmente mortal para seu gosto, mas, sempre que podia, se metia embaixo da água para tomar um bom banho.

Depois de todas as desgraças que aconteceram em sua vida, quando finalmente se viu sozinho e livre para fazer o que bem lhe desse na telha, se divertia tomando quantos banhos achasse necessário por dia.

Com o passar do tempo, mesmo que tivesse uma vida social quase nula ele tinha um emprego que ocupava boa parte do tempo, por isso o moreno instituiu em uma rotina: tomava banho antes de ir trabalhar, depois do trabalho e se estivesse muito calor, tomava mais um banho antes de dormir.

Dois banhos por dia é um exagero para o padrão de vida dos europeus, você esta abusando do meio ambiente com essa mania esquisita Harry! ¹

Hermione lhe disse uma vez.

Mesmo sorrindo para a miga o moreno pensou: Que se dane! Continuando sua rotina que envolvia bastante água e sabão.

Era como um ritual que o purificava. No banho sempre refletia sobre tudo e muitas vezes encontrava soluções perfeitas para seus problemas do trabalho.

No mais, não havia mal algum em ser um tantinho exagerado com essa particularidade.

Mesmo sendo podre de rico, Harry não se dava tantos luxos. Gostava de manter o pé no chão e ser o mais simples possível e isso envolvia a quantidade de dinheiro que gastava e como gastava.

O único período que desviou sua mente de sua conduta natural, foi os dias logo após ser afastado, quando surtou completamente e tentou o plano b.

Harry sentiu uma imensa vergonha mas, não sabia explicar do que.

Afinal, não dependia de ninguém para viver, ou morrer, por tanto, também não precisava se envergonhar do que se passou com ele.

No entanto, Malfoy apareceu e estragou seus planos e por cima deixou sua casa extremamente arrumada, tudo na mais perfeita ordem, como se nem mesmo ele, que gostava de organização fosse capaz de faze-lo, mesmo se tratando de seu próprio lar.

Agora estava atado ao loiro esnobe e não tinha outra saída a não ser cumprir com o acordo entre eles.

Harry quase se convencera de que Malfoy estava realmente sendo alguém melhor, refletindo a respeito do gesto que Draco teve ao salvar a sua vida, pela segunda vez, mesmo contra sua vontade.

Independente do que o loiro era ou representava, ter se preocupado com ele a esse ponto ainda era um gesto nobre.

Mas, a postura eloqüente, finória, prepotente, ácida e muitas vezes indecorosa de Draco o transformavam em um ice barg.

Infelizmente, pedras de gelo, indiferente do tamanho ou do formato que fossem, não tinham coração e por isso não tinham sentimentos também.

Era a melhor definição que poderia achar para Draco Malfoy.

Mas, havia um lado de Harry que por teimosia pensava diferente.

Um lado chato que constantemente alfinetava a mente do moreno, afirmando que Draco precisava de ajuda para ser quem realmente era, uma pessoa que ele, Harry, não acreditava que existia.

Essa outra teoria apontava para um Malfoy aprisionado em uma rocha fria, um Malfoy que estava solidificado no mais profundo interior de um gigante de gelo, mas que era humano e ansiava por uma única chance de sair do ice barg para provar a todos e a si que era um ser maravilhoso com muitos encantos.

Harry sacudiu a cabeça espalhando gotículas de água para todos os lados, como se por intermédio desse gesto pudesse se desfazer dos pensamentos que giravam em torno do loiro.

Desde que acordara com o elfo do loiro em seu quarto Harry pensava em Malfoy quase todo o tempo e isso era extremamente preocupante.

Não era gratidão, tão pouco ódio.

Sentia-se estranho em relação ao outro.

Sabia que deveria sentir um ódio mortal, isso seria de uma certa forma algo natural, ou até mesmo gratidão, nem que isso tudo se misturasse a raiva, mas deveria ter algo próximo e infelizmente não tinha.

Só existia aquela irritação, a rivalidade e a maldita tendência a descobrir mais ao seu respeito.

Como se o simples fato de Draco existir aflorasse em Harry a sua gigantesca curiosidade em relação ao loiro e sua particular natureza.

Em outras palavras, tê-lo por perto era como ver e sentir um mistério completamente novo ao seu redor, um mistério que precisava de uma solução e Harry sentia-se impelido demais a investiga-lo a fundo.

Absurdo, ele sabia, porém era um pensamento muito sedutor para sua mente ociosa.

Quando estava absolutamente pronto para sair Harry se olhou no espelho.

Perfumado na medida, sua fragrância era uma sintonia perfeita com sua personalidade. Um misto de bergamota, maçã, ameixa, canela, jasmim, rosa, cedro e baunilha.

Aquele cheiro cítrico, amadeirado, misterioso e sensual, era o cheiro de Harry Potter.¹ Sem mesmo se dar conta seu perfume era o que mais atraia outras pessoas a se sentirem tão a vontade com ele.

Era o tipo de aroma que provocava atração nas mulheres e bem estar nos homens.

O moreno vestia-se com simplicidade, montando um visual perfeito para um encontro informal.

Jeans escuro, tênis de corrida preto e moleton verde oliva, sob a camiseta branca básica. Seu estilo jovial as vezes era demais até para o seu próprio gosto, como se ele estivesse no auge do seus dezesseis anos.

De varias maneiras tentou associar uma aparência mais madura a sua figura, mas fora em vão, então desistiu. Prezava mais o seu conforto.

Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, acariciando os fios que ultrapassavam seus ombros, por que definitivamente estava satisfeito pelo menos com seus cabelos longos.

Guardou a carteira no bolso, respirou fundo varias vezes, deixando sua casa em direção a casa dos amigos.

- Hermione? Ron? – Chamou cautelosamente, após tocar a campainha. – Tem alguém ai?

- Oh... – Uma voz feminina exclamou alta e surpresa. – É você Harry?

- Sim. Atrapalho? – Perguntou o moreno. Estava com o rosto bem próximo a fina madeira da porta, então podia ouvir o outro ambiente com clareza.

- É o Harry? – Uma voz falou rouca e um tanto alarmada. A voz de seu melhor amigo, Ronald Weasley.

- Só um minuto Harry. – Hermione respondeu apressada, controlando a respiração e Ron falou:

- Estou lá em cima, - o moreno ouviu um estalo de beijo rápido. – vou colocar uma roupa... Hum... Você viu a minha cueca?

Hermione riu baixinho, mais um gemido do que uma risada.

- Eu sabia que isso ia acontecer Ron, eu disse para não fazer-mos isso de dia por aqui, mas você não me escuta! – Ela bufou, mas não parecia brava realmente. - Sua cueca esta atrás do sofá. – Mione respondeu de volta para o namorado.

Harry rolou os olhos enquanto ouvia passos pesados correndo escada acima, da sala para o andar superior. Em seguida o barulho baixo de tecido. Provavelmente a amiga estava colocando a roupa e assentando as peças no corpo.

Não conseguia ouvir tudo é claro, porém a calmaria da rua junto com a madeira fina da porta facilitavam para sua audição de tuberculoso.

Hermione limpou a garganta, firmando a voz e Harry não tinha tanta certeza mais se queria visitar os amigos.

Aquela atmosfera de amor e desejo sexual o engolfava na terrível sensação de solidão e ele não queria sentir aquilo naquele momento.

- Sinto muito por ter atrapalhado Mione. Talvez seja melhor eu voltar em outra hora. – Desculpou-se, assim que a morena abriu a porta.

- De modo algum, pode entrar Harry. – Hermione insistiu. Para não criar mais mal estar o moreno acatou, passando para o outro lado.

A sala cheirava a sexo.

Fazia um bom tempo que Harry não fazia sexo, pois para ele não contava sua necessidade erma e satisfatória de obter prazer com as próprias mãos.

Talvez o moreno só tenha conseguido detectar o odor por não ter uma vida sexual a algum tempo.

Sem saber o que dizer, sorriu para a miga travando os dentes em uma careta contente.

Se pudesse, estaria gargalhando. Hermione estava uma bagunça só.

Os lábios da amiga estavam inchados e mais vermelhos do que de costume, sua respiração ainda arranhava, embora de forma contida.

Por mais que a moça tenha tentado inutilmente colocar a roupa em ordem ela estava completamente desalinhada e amarrotada, como se as peças tivessem se rebelado do fundo do seu armário naquele mesmo instante.

Os cabelos castanhos alvoroçados, combinados com um sorriso largo lhe emprestavam um ar demente.

Sem contar as marcas por todo o seu pescoço branco, formando círculos grandes e vermelhos, provavelmente no formato da boca de seu amigo.

- O que foi? – Mione perguntou desconfortável.

- Nada. É constrangedor, só isso. – Harry admitiu embaraçado.

Hermione pensou em perguntar o que era constrangedor, mas por medo da resposta não ousou, achou melhor mudar de tática.

- Relaxa, você não atrapalhou nada. – Contrapôs ela, mesmo se sentindo culpada.

- Ou eu chego antes, ou durante. Nunca consigo chegar depois. – Harry supôs com desgostoso e as bochechas coradas de Hermione intensificaram seu rubor.

- Pare de bobagens Harry! – Hermione sorriu docemente para deixa-lo mais a vontade.

- Tudo bem com você? – Ela perguntou apontando a poltrona a sua frente, sugerindo que o amigo sentasse.

- Sim, tudo o.k. ... Por que? – Bem que Harry teve vontade de dizer que não estava tudo o.k. e que ele estava tremendamente encrencado, porém, se o fizesse, estaria mais enrascado ainda.

- É que Arthur e Rony ouviram algumas coisas lá no ministério e... Boatos sabe, - Hermione fez uma pausa dramática escolhendo as palavras com muita delicadeza para continuar. – absurdos, fofocas muito maldosas a seu respeito que envolvem o Malfoy...

Harry engoliu seco, contendo seus olhos para não saltarem de terror. Ainda era cedo para abordar "alguns assuntos" pensou em desespero.

Ron reagia bem melhor a qualquer tipo de noticia quando estava com o estômago cheio e Hermione... Bem, depois do choque inicial a moça sempre era capaz de uma atitude mais racional.

Harry torcia intimamente para que dessa vez, ela agisse da mesma forma.

- Hermione... – Começou receoso. – Eu... – Então no processo de contar a completa farsa Harry se perdeu de nervoso.

O moreno esfregou a nuca sem saber como ir adiante.

Diabos! Cadê toda aquela naturalidade que ensaiara? Não tinha um pingo de valentia dentro dele nessa hora para dizer o que precisava!

E por que ele estava adquirindo um novo tique nervoso? Maldição! Já se livrara dos óculos por isso... Agora seu próprio cérebro criava armadilhas para que substituísse uma mania pela outra! Mil vezes merda!

Graças a Merlin, no exato momento em que Harry pretendia se justificar a respeito do delicado assunto, Ron desceu as escadas de dois em dois degraus como se estivesse super atraso para um compromisso muito importante.

Quando o ruivo chegou a sala abriu um grande e genuíno sorriso para o amigo gritando seu nome em seguida.

- Harry amigão! – Ron praticamente pulou em cima do moreno. – Como vai?

No mesmo instante Harry desejou que o amigo mantivesse esse entusiasmo quando ele estivesse contando certas coisas a respeito de seu suposto relacionamento com Draco.

- É bom ver vocês também. – Harry sorriu palidamente. Sua alto confiança morrera no mesmo instante em que Hermione introduziu o sobrenome Malfoy na conversa anterior. – Vocês já almoçaram? – Perguntou antes que seu planejamento desmoronasse por completo.

Hermione lançou uma olhada rápida, mas especulativa na direção de Ron que retribuiu com o mesmo teor, porém sem a mesma sutileza.

- Tem certeza de que esta tudo bem? – Ron insistiu, com uma careta de contrariedade.

- Sim, por que esta me perguntando isso? – Harry sabia muito bem o por que. Só não estava disposto naquele instante a começar a mentir para seus melhores amigos a cerca do seu próprio beneficio, precisava se preparar novamente.

- Não é por nada... É só que toda vez que você aparece por aqui e nos convida para sair é por que quer contar alguma coisa. O que esta acontecendo? – Hermione sondou, o avaliando.

Harry não gostou do que ouviu, na verdade não gostava daquele tom na voz dos amigos.

Odiava ser tratado daquela forma preocupada e ao mesmo tempo dócil, como se a qualquer momento ele fosse se partir ao meio.

Diante dessas situações o moreno reagia como sempre: fugindo de ser direto com as palavras.

Toda vez que agia com extrema franqueza acabava por ferir os sentimentos dos outros e por tanto evitava ao máximo confrontos.

- Então vocês não querem almoçar agora? Tudo bem, marcamos outro dia então. – Sua intenção era sair correndo dali o mais rápido que pudesse a pedido de seu lado covarde, mas é claro que ao citar a palavra cabalística de Ron ( almoço ) o ruivo não o deixaria ir tão facilmente.

- De jeito nenhum, estou morrendo de fome! Vamos a onde? – Ron interferiu antes que Hermione abrisse a boca para pressionar o amigo e o ruivo sabia que não era essa a maneira de arrancar nenhuma informação do moreno.

Eles precisavam fazer as perguntas no momento certo para Harry, assim o moreno se sentiria seguro em confidenciar o que estava passando.

Embora Ron não escondesse de ninguém que adorava qualquer oportunidade para unir o útil ao agradável: comer o quanto conseguisse enquanto conversava com o seu melhor amigo, desfrutando da maravilhosa companhia de sua namorada.

- Ok. – Harry levantou-se satisfeito. – Tem um restaurante muito bom aqui perto que eu adoro. Não sei se vocês conhecem, é o Trick Or Treat ².

- Não. Hermione comentou a respeito, mas não chegamos a ir. – Ron revelou pegando sua varinha, caminhando para a saída todo animado.

- Você foi muitas vezes lá Harry? – A moça perguntou quase em tom de acusação, enquanto pegava a sua bolsa que estava em uma cadeira na mesa de jantar.

- Algumas. – Harry respondeu seguindo em direção a porta. Pensou em negar que freqüentava o lugar, mas se o fizesse e futuramente ela descobrisse, seria pior.

- Se é perto daqui por que não aproveitou e nos fez uma visita? – Hermione lhe questionou ao passar por ele.

- Não queria incomodar Mione. – Harry olhou para Ron acanhado, mas o ruivo deu de ombros.

Embora Ronald tenha ficado tão chateado quanto a namorada pelo fato do seu melhor amigo rondar assiduamente o seu bairro e não ser capaz de fazer uma visita, ele não conseguia ficar contra Harry de jeito nenhum, não por um motivo tão trivial quanto esse.

- Vamos? – Perguntou Ron fechando a porta.

- Vamos. – Responderam Harry e Hermione o aguardando na calçada.

Quando o ruivo trancou a porta magicamente, o clique da tranca sendo ativada despertou um pressentimento terrível em Harry.

Primeiro a inesperada atitude condescende de Malfoy, depois o tom delicado mas examinador de seus amigos.

Harry pensou com profundo desagrado:

Hoje o dia promete!

E as rodas continuam girando

E os tambores começam a soar

Não sei que caminho estou seguindo

Não sei por qual caminho eu vimTrecho de: Til Kingdom Come – Coldpay

Draco voltou rapidamente para a mansão.

Assim que entrou no escritório sacou o celular do bolso, discando apressado o numero de Lesly.

Dois toques depois a amiga atendeu.

- Olá Draco! – Disse animada, como sempre.

- Oi Lesly... Tudo bem por ai? – Perguntou nervoso.

- Sim. Na verdade esses eventos com palestras e tudo mais são terríveis, mas esse ano conhecia algumas pessoas maravilhosas que gostam de álcool e noitadas agitadas, então, estou conseguindo alguma diversão por aqui! – A mulher respondeu notando que a voz de Draco estava tensa demais.

- O que houve Draco? – Quis saber, ainda vestida com seu pijama de urisinho, assistindo a Lilo & Stitch na televisão gigante do hotel.

- Você esta na Irlanda certo? – Perguntou o loiro um tanto incerto. – Em que lugar exatamente?

- Eu lhe disse, em Dublin, no Radisson SAS Hotel. Por que? – Lesly imaginava o por que, mas lhe apavorava um pouco o fato.

- Nada urgente mas, gostaria de vê-la pessoalmente. Desça para o saguão em quinze minutos e me espere. Logo eu chego ai.

Com a pressa que estava nem se deu ao trabalho de dizer tchau a amiga ao desligar.

Lesly ficou um tempo olhando o aparelho de telefone.

Stitch resmungava algo e ela passou a resmungar quase igual ao se levantar, desistindo do pijama enfiando uma roupa decente retirada as pressas de sua mala.

Toda a necessidade imediata de Draco não podia significar outra coisa a não ser...

Harry Potter versus Draco Malfoy.

A eterna disputa para ver quem se saia melhor, sobre qualquer coisa.

Como sua psicóloga tinha o dever de proporcionar um tratamento investigativo e minucioso a Draco, descobrindo o por que do loiro ser tão obcecado pelo outro.

Mas como sua amiga ela sabia que estava mais do que na hora de apontar com franqueza sua opinião pessoal para Draco.

Não era possível que seus instintos estivessem falhando a essa altura do campeonato.

Toda aquela fixação do loiro com esse outro rapaz só podia significar uma coisa e Draco teria que admitir, que sempre esteve terrivelmente interessado em Harry Potter e esse interesse não era motivado pelo ódio, como Malfoy vinha terrivelmente se convencendo.

N/A¹: A fragrância que Harry, o "meu Harry" usa é Ferrari Black. Assim como o perfume de Draco, "o meu Draco" ( * que vocês iram descobrir nos próximos capítulos ) eu procurei no google a descrição e os componentes do perfume para colocar na fic conforme o site pesquisado disponibilizou. O Ferrari é um perfume delicioso, tanto que é difícil falar ou descrever seu cheiro de tão bom e marcante que é.