Com Yuri vivendo no planeta, foi preciso revelar à Chichi tudo, desde que Goku se tornou criança...

A jovem in-ookami passa a demonstrar novamente um lado feral e perigoso, principalmente perante à...

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Pequena nota antes do capítulo

Yo!

Antes de lerem o capitulo, quero explicar porque Bra não assumirá a forma super saiya-jin 1.

Como mostrado no mangá e no anime, no final da saga do Boo, Bra é uma versão da mãe, mas, não sendo só no quesito aparência. O vestido rodado, o sapatinho detalhado e delicado, os brincos e os enfeites, além dos cabelos, assim como os trejeitos e o comentário da pequena: "Papai é forte", dá a entender, nesse caso, que nunca treinou com ele. Além disso, os trejeitos e aparência ditam o destino que Akira Toryama, infelizmente, criou para ela. Ser futuramente uma jovem que só pensa na aparência, fanática por compras e programas com as amigas, procurando sempre as melhores roupas, tal como demonstrado inúmeras vezes na saga Dragon Ball em relação a Bulma, confirmando-se pelo fato dela não participar do Tenkaichi Budokai como Pan.

Considero uma pena e desperdício de potencial ¬¬

Infelizmente, como estou seguindo anos depois do final de Boo e mesmo desprezando a saga GT, não tenho como mudar aquela menina, uma típica bonequinha para uma guerreira como Pan, que apesar de ter menos sangue saiya-jin do que Bra, manteve o espirito de treino e luta, não como um saiya-jin puro, mas, próximo disso, como é mostrado no treinamento com o avô e no Tenkaichi Budokai.

Por ser filha de Vegeta, tinha tudo para ser uma boa guerreira, mas, por ele deixar Bulma ditar como seria a educação da filha deles, deu nisso. Já, Goku sempre tentava convencer Chichi a deixa-lo treinar Gohan, quando ele era criança. E no final da fase Z, seu entusiasmo contagiou sua neta.

Não basta ter potencial, ele precisa ser lapidado. E Pan lapidou, enquanto que Bra não, pois a mãe a criou como ela foi criada, fazendo mãe e filha compartilharem do mesmo gosto, infelizmente.

Por isso, embora o sangue saiya-jin seja despertado pela raiva extrema, considero que é preciso que pelo menos aja um treinamento do corpo e infelizmente, Bra não tem isso, ao contrário da Pan, que sempre treinou e lutou.

Sinceramente, quando vi o destino que Akira reservou a Bra, fiquei irritada ¬¬

Seria muito legal vê-las lutando no final da saga do Boo, uma contra a outra no Tenkaichi Budokai, assim como foi quando Goten lutou contra Trunks, quando eram crianças XDDDD

Como estou seguindo o mangá e anime, infelizmente foi esse o destino que Akira idealizou a ela e estou tendo que seguir. Mas, quem sabe, em uma das minhas fanfictions UA (universo alternativo), possa coloca-la como guerreira? Pois, nessas fanfictions tenho total liberdade para modelar os personagens conforme o que desejo e a idealizo como uma guerreira, a Bra, inclusive brincando de luta com Pan, como Goten e Trunks faziam quando crianças XDDDD Mas, isso fica para uma UA. ^ ^

Agora, vamos ao capítulo ^ ^

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Yuri não gostara do tratamento que um de seus salvadores recebeu e ficou com raiva. Não permitiria que ninguém os destratasse.

– Yuri-chan, calma... É a minha esposa e obaa-san de Pan. Se acalme. - Goku pede e nota que ela cede.

Nisso, ameniza seu rosto e passa a exibir uma face gentil para a jovem que parecera corar, enquanto abanava a cauda agora feliz.

Mas, Gohan, que estudara e muito, sabia que o comportamento dela era praticamente de um animal, uma fera. Por mais que pudesse falar, assumir forma humana e compreender, além de possuir considerável raciocínio, algo que um animal não poderia fazer, as diferenças paravam aí e percebeu que parecia ouvir Goku ou Pan. Somente eles conseguiam detê-la e pareciam ter certo controle, conseguindo praticamente doma-la, contendo-a.

O mesmo pensamento era compartilhado por quase todos que estavam presentes. Sabiam que ela era perigosa e que somente poderiam contar com Goku e Pan, que ela tinha grande apreço, para lidar com a mesma.

– O que é ela? - Chichi pergunta, gaguejando, ainda apavorada.

Nisso, decidem explicar todo o ocorrido, cabendo essa tarefa insólita a Gohan.

A chikyuu-jin mordera a língua quando soube que por um ano Goku havia se tornado criança. Estava se contendo de ralhar com seu esposo, na visão dela um inútil como marido, por causa do olhar praticamente homicida que a garota-lobo deu.

Quando Gohan termina de explicar, inclusive sobre o androide e a jovem, a chikyuu-jin enfim pergunta em um tom que demonstrava medo assim como certa raiva para o ser a sua frente que a olhava com cara de poucos amigos, podendo ver no olhar desta que senão fosse o pedido de seu esposo e consideração por sua neta, a menina-lobo, como se referia a ela, teria saltado em cima dela e a destroçado. Podia ver na íris desta, um claro desejo assassino que era contido pela mesma.

– Bem, essa... essa coisa não ficará conosco, né?

A in-ookami rosna violentamente ao sentir que a terráquea a ofendia pelo tom utilizado. Sentia um forte desejo de destruí-la e somente não fazia por consideração aos seus salvadores. Apenas por causa deles, a humana megera continuava viva. Não queria fazer sofrer os primeiros que foram gentis com ela e que a trataram não como algo, e sim, como alguém com sentimentos, praticamente, uma igual.

Nisso, a terráquea irritante se encolhe ainda mais atrás de Goku.

– Kaa-cha, ela pode ficar conosco?- Pan pergunta.

– Querida... sua avó não se sentiria bem com ela morando conosco. - Videl fala, gentilmente.

Pan olha para o pai que consente com a cabeça.

Claro, acreditava que não atacaria a sua genitora por perceber o imenso apreço e praticamente, uma espécie de obediência, por seu pai e filha. Porém, temia que caso sua mãe ofendesse o seu pai, esta acabasse não se contendo mais, acabando por ataca-la.

Afinal, assim como a maioria, havia percebido o poderoso lado feral que ela tinha.

A jovem fica chateada e Yuri nota isso, ficando levemente cabisbaixa, pensando se não era culpa dela. Que deveria ter se contido mais, embora achasse impossível pois a humana a testava constantemente.

– Ela pode ficar na corporação, desde que fique nessa forma, pois é imensa demais na outra. - Bulma comenta.

– Posso ficar nas montanhas? - pergunta a Goku - Eu ficaria feliz em viver no meio da natureza, porque sei que as cidades são barulhentas demais. Sempre que chegávamos próxima de uma, sentia que meus ouvidos latejavam, assim como odiava o cheiro. Era uma agonia. Além disso, gosto de viver ao ar livre. - ela fala alegremente.

– O Monte Paoz tem tudo isso! E ficaria perto da Pan. Você duas poderiam se encontrar! Assim como gostaria de treina-la para poder lutar comigo.

Goku exclama satisfeito com a sua ideia, sorrindo, enquanto não percebera, para variar, o olhar estarrecido de quase todos, enquanto estes gemem quase inaudivelmente pela falta de discernimento dele, enquanto que Vegeta revirava os olhos.

Chichi caía sentada no chão, tremendo, apavorada, para depois sentir uma imensa raiva pela burrice e falta de tato de seu marido a seu ver, que não a surpreendera, fazendo-a nesses momentos se arrepender de ter se casado, encarando o seu matrimônio como um castigo a si mesma, sendo pior ainda pois fora aplicado por ela mesma por tê-lo prendido a uma promessa sem esse saber quando eram crianças, acabando por obriga-lo a contrair união, já que dera a sua promessa.

Usando sua raiva, tanto pelo seu erro de anos atrás, quando era uma criança, assim como pelo fato que ele não mudara nada, havia se erguido preparando-se para gritar com seu esposo:

– Goku-san! Como...! - mas, silencia novamente ao ver o olhar assassino que a in-ookami deu e com as presas a mostra por ameaçar gritar contra o saiya-jin, observando que a garota-lobo podia mudar de humor em um piscar de olhos.

Algo que não passou despercebido para a maioria.

– Yuri-chan não ficará em casa e o Monte Paoz é grande, obaa-chan. - Pan explica.

– Ela não vai fazer nada com você, Chichi. Por isso, se acalme. - Goku fala tranquilamente.

A terráquea parece aceitar, mas prefere manter uma boa distância entre ela e Yuri.

– Bem, está decidido! - nisso, o estômago de Goku ronca violentamente de fome, seguido pelo de Vegeta - Chichi, o que tem para comer?

Não ficam surpresos, pois já esperavam isso dele.

– Bem, a minha casa está próxima. O que acha de irmos, lá? - Bulma oferece.

– Obrigado, Bulma. - Goku agradece feliz. - Venha, Yuri. Deve estar com fome.

Chichi fica embasbacada, ganhando força nas pernas, indo ficar atrás de seu filho, que notava o medo da genitora.

A jovem fica comovida, ao ponto de algumas lágrimas caírem e rolarem pela sua pele alva, surpreendendo a todos, vendo a secar as lágrimas, enquanto a cauda estava agitada e nisso, Goku caminha até ela.

– É a primeira vez que me tratam como igual. Sempre fui tratada como algo. Nunca se preocuparam comigo. Vocês foram os primeiros... Libertaram-me, me curaram e me tratam como igual, além de serem gentis comigo, mesmo depois do que fiz por ordens daquele desgraçado. Nunca me senti feliz e confesso que é muito bom, mas, ao mesmo tempo, não me considero digna, depois de toda a destruição que causei não só a vocês, assim como para os outros povos.