Nota: Os personagens de Naruto pertencem a Kishimoto Masashi e empresas licenciadas. Fic sem fins lucrativos a não ser diversão. Feito de fã para fã.


Sumário: Eu também te amo... Aquela era a frase pela qual mais ansiara em toda a sua vida, poder de fato compreender um sentimento literalmente tatuado em sua pele, algo que jamais pudera experimentar. Mas seria ele capaz de realmente compreender esse sentimento?


Tanks pelos reviews do capítulo passado: Flor de Gelo, Antares D. (que agora sei ser a querida Deh), Analu-san e Lust Lotu's a "novata"! XD

SEJA MUITO BEM VINDA LUST LOTU'S!

Ah, e a ganhadora da "fic presente" proposto no desafio "Review número 30" é justamente a "novata": Lust Lotu's!

O casal escolhido por ela foi: Neji e Tenten.

Fãs do casal, não deixem de conferir, a fic já está disponível no meu perfil!

Ah e no "review número 40" tem mais! Se bem que... Uma review criativa – não poupem palavras –traduzindo: botem suas idéias e dedinhos literalmente pra trabalhar no teclado! XD – pode fazer com que à próxima fic presente saia antes do previsto... rsrs

Uma boa leitura a todos!


P.s: Desculpem a demora para atualizar!

Ufa! To livre das provas agora... rsrs


Aishiterumo

Capítulo XII: Desejo ou Dever?


Desejo: Anseio, aspiração. Apetite carnal.

Desejar: Ambicionar. Exprimir o desejo de. Ter empenho em. Cobiçar.

Dever: Ter obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Tarefa. Incumbência.

Amor: ...?

Pensara um pouco mais para concluir essa indagação. Respostas lógicas retiradas de dicionários ou devaneios saídos de bocas alheias sobre tal coisa, não serviam para definir essa indagação. Não conseguia ver o amor como algo concreto ou que estivesse ao seu alcance.

O que era amor?

Desejo?

"Apenas desejo não é amor..."; dissera-lhe Naruto.

Desejo? Amor? Não importava o que de fato essas coisas significavam, afinal, sempre fora apático a essas duas coisas. O amor era algo que não compreendia, nem mesmo com toda a ênfase de Naruto sobre isso. Já o desejo físico de tocar ou de ser tocado, a libido entre homem e mulher, nunca lhe fora despertado, pelo menos não até agora.

Sabia quando uma mulher era bonita, mas a mais bela delas nunca lhe atiçara essa chama que a maioria dos homens dizia inflamar dentro do peito. Hana hime era uma prova concreta disso. Era linda, sua futura esposa e ainda sim não sentia desejo por ela. Não sentira absolutamente nada ao ser beijado e tocado por ela. Ela que devia ser doce e apetitosa aos olhos de qualquer homem, mas não o fora para si. Casar-se com ela seria um "dever" para com Suna e para com o País da Terra, nada mais.

Dever... Isso sim compreendia com todas as fibras de seu ser. Desde que se tornara o Kazekage, desde que tivera sua alma resgatada dos escombros, vivia em função disso: dever.

O dever havia preenchido parte do buraco deixado em sua alma, mas apenas por um certo tempo. Assim como havia dores que jamais iriam ser apagadas também havia buracos que jamais seriam preenchidos apenas com a sensação de dever cumprido. Aquela era uma sensação muito boa a de ser útil e necessário a alguém, mas essa sensação distante de agradecimento não era o bastante. Quase sempre ela era fria e sem gosto, e ainda que tivesse forma se esvaia por entre os dedos rapidamente. O sorriso de uma criança, o agradecimento sincero de um idoso, a felicidade de uma família, ou melhor, de toda uma vila graças ao seu bom desempenho como líder, lhe dava uma sensação boa e sentia-se feliz, mas logo o vazio voltava a preencher seu peito. Doía. O frio e a solidão doíam e não eram preenchidos por sentimentos de dever cumprido e agradecimento

"... O amor é o único sentimento capaz de nos tornar completos...".

Mais uma vez Naruto. A insistência do Hokage de que deveria experimentar e tentar vivenciar o amor agora lhe parecia ser algo pungente. O que era amor? Amor entre irmãos, entre amigos, havia aprendido aquilo, mas... E esse amor de que tanto Naruto discursava? Homem e mulher? Como seria vivenciar o amor dessa forma?

Segundo Naruto, aquele era o melhor de todos os sentimentos que alguém poderia vivenciar na vida, somente isso taparia o buraco que quase todos sentem em sua vida, por mais que ela lhes pareça completa.

Gaara suspirou.

Mais uma vez precisava de ar.

Na entrada da caverna podia ver o sol nascer ao longe, acariciando as dunas com sua luz dourada e matutina. Uma carícia despudorada e lânguida do astro rei e que as dunas aceitavam com total deleite.

As curvas suaves das dunas lhes lembravam as dela... Ternas, cálidas. Perfeitas. Seus dedos, tal qual o sol, tinham vontade de passear vagarosamente por elas e decorar cada detalhe. Já não bastava mais apenas olhar, precisava tocar. Sentir. Sua boca tinha sede de descobrir qual era o sabor do licor secreto incrustado na boca dela.

Ela teria mesmo gosto de Jasmim?

Sentia-se num beco sem saída. Como se casaria com uma mulher desejando outra? Desejando sentir o perfume de outra? Os beijos de outra?

Céus! Como dividiria o resto de sua vida junto de alguém sem...

Naruto tinha razão! Não podia se casar com Hana, não antes de descobrir o que era aquilo que passara a sentir por sua ex-pupila. Amor? Nunca havia amado então como saberia se amava Matsuri? Gostava do cheiro dela, da companhia dela, mas...

"Se permita amar Gaara, só assim saberá o que é amor...".

Mais uma vez, Naruto tinha razão.

Ooo –O– ooO

Matsuri despertou com um sorriso bobo nos lábios, daqueles que todo mundo dá quando acorda de um sonho bom. Não se recordava do que ou com quem havia sonhado, mas a sensação era boa. Sentia-se abraçada por esse sonho bom, como se ainda não tivesse despertado por completo daquele mundo ilusório.

Areia, madeira, canela... Cedro. Seu sonho tinha cheiro? Calor? Era tão real...

Era o deserto.

-Gaara-sama...

Suas mãos sentiram vontade de agarrar esse sonho e não o deixar escapar, mas já não estava mais sonhando. A konoichi abriu os olhos e viu-se sozinha na caverna. Até mesmo o jutsu de fogo havia se esvaído em sua ultima faísca.

-Kazekage-sama? –ela indagou meio que incerta e só então notou o porquê de sentir-se abraçada.

O calor, o cheiro, o abraço... Estava coberta com o sobretudo dele, mas quando foi que...

-Baka!

O que esperava? Acordar abraçada com ele? Que ele a despertasse com um beijo como nos contos de fada? Quando é que iria parar de ter aqueles devaneios estúpidos de adolescente com relação a ele?

Matsuri levantou-se agora completamente desperta. Precisava deixar aquelas bobagens de lado e descobrir a onde ele fora. Ele a deixaria ali? É claro que não, mas isso em nada mudava o quanto estava sendo estúpida naquela manhã.

Será que ele sentia prazer em vê-la sentir-se estúpida?

Era o que parecia, pois ele a fazia sentir-se perigosamente perto e ao mesmo tempo do outro lado de um abismo quando estava junto dele – a noite passada fora a prova disso. Sentia como se a qualquer momento fosse ser devorada pela esfinge, afinal, nunca descobriria o enigma que a compunha. Assim era Sabaku no Gaara.

-Chakra de cura? –Matsuri arqueou a sobrancelha ao perceber que seu tornozelo já não mais doía. Podia pisar e caminhar normalmente.

Quando ele havia feito aquilo? Talvez da mesma forma sorrateira como a houvesse coberto durante a noite e também abandonado àquela caverna. Matsuri caminhou até a saída da caverna e assim que avistou o clarão pálido do sol, percebeu que realmente Gaara não a havia abandonado. O Kazekage jazia de costas para si a fitar o sol que despontava naquela manhã. Sorriu. Estava aliviada em saber que ele estava ali, mesmo que não fosse pelo mesmo motivo que a si, a ansiedade e necessidade de tê-lo perto de si. Suas mãos puxaram o tecido do sobretudo para que a envolvessem por completo, aquilo era o mais perto que teria dos braços dele.

Entretanto, em frações de segundos, seu sorriso morreu.

O vento soprou e feito uma folha morta, ela o viu despencar e cair de joelhos sobre a areia.

-KAZEKAGE-SAMA?!

Ooo –O– ooO

Konoha/ Residência do Hokage...

Temari fazia as malas em seu quarto, enquanto o filho a assistia esparramado preguiçosamente sobre a cama – era melhor deixar tudo pronto para o caso de terem de partir antes do previsto. Hajime estava quieto demais, algo anormal se tratando de um papagaio feito o filho. Havia lhe indagado sobre isso mais cedo, mas o garoto lhe dissera que estava tudo bem.

Hajime, Shikamaru, Kankurou, Gaara... Tinha muito no que pensar, mas naquele momento o que mais a preocupava era o irmão mais novo. Não conseguira parar de pensar nele a noite passada e quando dissera isso a Shikamaru ele concordara consigo: deveriam mandar alguém atrás de Gaara assim que a chuva diminuísse. E foi o que fizeram. Há altas horas da noite quando fora atrás dos guardas que haviam vindo como parte da escolta de Suna, encontrara também os conselheiros. Os velhos ainda jaziam embriagados, porem, lúcidos, e lhe lançaram um olhar reprovador pelo que havia lhes feito mais cedo, coisa que obviamente, a konoichi ignorou.

Cerca de meia hora depois os dois conselheiros e os três guardas haviam partido. Os guardas em sua veloz "corrida ninja" e os velhos na carruagem. Não sabia por que, mas tinha um mau pressentimento e não sossegaria até que soubesse que o irmão estava bem. O combinado havia sido lhes mandarem um falcão-mensageiro dizendo a real situação, assim que se encontrassem com Gaara e Matsuri.

-Okaasan?

-Sim Hajime; Temari sorriu se voltando para o pequeno que agora havia se sentado com as pernas cruzadas sobre a cama.

-Quando é que vamos voltar pra casa?

-Está com tanta pressa assim de voltar Hajime? –Temari sorriu divertida, estava surpresa, pois antes de chegarem a Konoha o garoto parecia muito animado em conhecer todos os recantos da vila.

-Não.

-E então? –a konoichi arqueou a sobrancelha incitando-o a continuar e abandonar aquela expressão parcialmente cabisbaixa.

-É que estou com saudades de Kankurou-ojiisan...

-Pensei que vocês dois se detestassem; Temari sorriu surpresa.

-E porque okaasan? –o garoto indagou inocente.

-Porque Hajime? –Temari ponderou e então balançou a cabeça para os lados. –Você vive atormentando o Kankurou e ele vive ralhando com você por causa disso.

-É exatamente disso que sinto falta; completou o garoto e um meio sorriso, o típico sorriso matreiro que a mãe tão bem conhecia, iluminou sua face infantil.

-Hajime...

-Okaasan... Mas como é que vamos voltar a Suna agora que os conselheiros levaram a carruagem? –Hajime foi rápido em mudar de assunto ao perceber que a mãe iria lhe repreender.

-Shikamaru...; Temari não completou a frase. Os olhos do filho jaziam fixos em si agora, pareciam estudá-la. –O conselheiro e estrategista do Hokage vai nos acompanhar na viagem de volta Hajime; a ninja completou a frase da maneira mais formal possível.

Esperou que o filho fosse lhe encher de perguntas, mas tudo o que o garoto fez foi se jogar mais uma vez sobre a cama e fitar o teto. Longos minutos de silencio se passaram até que um baixo suspiro escapou dos lábios da criança.

-Estou com saudades de Gaara-sama também...

Ooo –O– ooO

-Kumo-sama vai nos matar! Kumo-sama vai nos matar...

-Chikusho Kazuo! Será que dá pra parar com essa ladainha? Meus ouvidos estão doendo de tanto ouvi-la; exasperou um dos velhos. –Como se minha cabeça já não estivesse a ponto de explodir depois de todo aquele saquê; o velho apertou os olhos e comprimiu os dedos contra as têmporas.

-Mas Tatsuo-sama; continuou o outro, ignorando o olhar entrecortado que recebia. –Não podíamos ter permitido aquilo, que o Kazekage-sama e aquela mulher tivessem partido juntos e...

-E acha que eu não sei disso Kazuo? Entretanto, acho que Kumo-sama está se preocupando em demasia. O Kazekage-sama jamais iria se interessar por uma mulher como Matsuri, invulgar e sem atrativos. Mais parece um soldado, não creio que depois de conhecer Hana hime sua futura esposa e toda a sua beleza ele pense em se deitar com "um homem"; um sorriso maldoso moldava os lábios do velho. –Se bem que...

-Se bem que? –o outro indagou curioso ante aquela evasiva.

-Se bem que talvez o Kazekage-sama possa mesmo preferir se deitar com um homem do que com uma mulher; o velho gargalhou alto se esquecendo da dor de cabeça.

-Tatsuo-sama! –Kazuo o repreendeu. –Como pode dizer tal coisa? O Kazekage-sama, ele...

-Kazuo... Todos em Suna sabem que o Kazekage-sama mesmo sendo jovem e muito requisitado entre as mulheres não se interessa por mulher alguma. Já ouvi relatos de algumas que literalmente chegaram a se jogar na cama dele e ainda sim ele as rejeitou. Servas, filhas de nobres importantes de Suna, todas dariam um ano de suas vidas para estar na cama dele. Talvez ele realmente não goste da idéia de ter um corpo macio de mulher e sentir o seu perfume. Sabe como é não? Essa era não é como a nossa e essa juventude anda tendo tendências estranhas que antes eram severamente punidas, mas que agora, parecem ter se tornado rotineiras; o velho deu de ombros.

-Acha mesmo isso Tatsuo-sama?

-Acho; o outro respondeu com simplicidade.

-Então o que será do casamento dele com a princesa do País da Terra?

O velho mirou o outro, seu olhar preocupado, e então disse:

-Um fracasso, caso Hana hime seja uma mulher fogosa e exija essa mesma chama do futuro marido; Tatsuo voltou a sorrir com maldade.

-E o que faremos se isso acontecer? O acordo... Nós não podemos desfazê-lo; disse Kazuo, mais uma vez procurando por respostas nos olhos maldosos do amigo. Aquilo realmente era algo que deviam se preocupar.

-Não sei, mas se pudesse, resolveria esse "problema" do Kazekage com sua futura esposa com o maior dos prazeres; o velho se acomodou melhor no banco da carruagem sorrindo ao perceber que o amigo lhe lançava outro olhar reprovador. –Enfim, não podemos fazer nada a respeito disso, a não ser torcer para que Hana hime seja uma pedra de mármore fria e sem vida tal qual Gaara-sama.

-Mas... Tatsuo-sama e se...

-Não se preocupe, pensaremos nisso depois. Os guardas já devem estar chegando perto do Kazekage há essas horas e é isso o que importa no momento. Você verá que pelo menos a preocupação de Kumo-sama em relação a aquela konoichi não tem qualquer fundamento.

-Assim espero, seria um problema a menos; kazuo suspirou num misto de ansiedade e alívio. Não sabia definir ao certo como se sentia.

-Entenda uma coisa Kazuo; Tatsuo se reclinou em seu assento e fixou seus olhos azuis e débeis no amigo. Agora não havia malicia e sim uma seriedade incomum e sinistra em suas íris. –Gaara-sama não é mais que uma estátua de mármore viva que nada sente ou deseja além do bem estar de Suna. Ele jamais desfará esse acordo...

Ooo –O– ooO

-Kazekage-sama? Kazekage-sama? Você usou o seu chakra de cura em mim, não foi?

O desespero tomava conta da konoichi. Depois de correr ao encontro dele, o havia ajudado a se reaproximar da entrada da gruta e o feito se sentar e recostar contra a parede rochosa. Ajoelhou-se de frente para o rapaz e desde então não parava de lhe fazer a mesma pergunta sem ouvir resposta. Gaara jazia de olhos fechados e tinha uma expressão cansada. O sol pálido que se abatia sobre o seu rosto o deixava com uma aparência ainda mais frágil e sem vida.

-Porque fez isso Kazekage-sama? –o tom da konoichi era quase que choroso e só então ela o viu abrir os olhos e a fitar.

O par de orbes esmeraldinos pareciam ainda mais claros aquela manhã, um espelho d'água onde podia ver seu reflexo refletido nitidamente. E o seu reflexo, bem... Seu reflexo certamente era horrível aos olhos dele. Descabelada, suja de areia, completamente descomposta, entretanto, que importância aquilo tinha no momento? O importante era saber se ele estava bem, nada mais.

-Vejo que isso quer dizer que seu pé melhorou; Gaara respondeu depois de longos instantes de silencio e então se recostou melhor contra a parede.

-Porque fez isso? Você estava fraco depois daquela tormenta, havia usado chakra demais e...; Matsuri fitou o chão e ponderou antes de mais uma vez se voltar para o rapaz. –Porque fez isso Kazekage-sama? Você podia ter...

-Pelo mesmo motivo que te fez cuidar de mim depois da tormenta; Gaara a cortou e viu-a fitar-lhe confusa. –Se você não tivesse se esforçado por nós dois a noite passada o que eu fiz não teria qualquer valor. Ambos morreríamos em meio ao deserto. Estamos quites de novo; completou o ruivo.

Mais uma vez silencio. Mais uma vez ele a confundia com seus enigmas e Matsuri tentava desvendá-los em silencio. Gaara fechou os olhos. A luz fraca do sol parecia lhe cegar. Ainda em silencio Matsuri apenas lhe estudou os movimentos.

-Sinto como se minha cabeça fosse explodir; Gaara franziu o cenho numa expressão de dor, mas quando pensou em levar a mão esquerda até a têmpora foi surpreendido por um gesto inesperado por parte da konoichi.

Matsuri tocou-o no exato local em que sentia uma dor pungente pulsar. Em sua têmpora esquerda, perto da cicatriz em sua testa. Por alguns instantes de surpresa, Gaara nada fez, apenas permitiu-se sentir a leve pressão dos dedos finos e delicados da konoichi.

Uma massagem? Uma caricia? Não saberia dizer, mas sabia que era bom. De olhos fechados Gaara apreciou aquele momento, o toque, o perfume dela que lhe adentrava as narinas, aquela aproximação. Tudo lhe era novo e tinha um gosto peculiar: o de desejar descobrir mais. Sentir mais.

Quando os dedos dela interromperam aquele toque, sentiu-se impelido a instigá-la a continuar, mas nada fez. Matsuri contornou-lhe o ideograma com o polegar e ao mesmo tempo seus dedos finos afagaram seus cabelos. Aquilo sim era uma carícia. Fora parecido com o que Hana hime fizera consigo, porem, não lhe tinha o mesmo significado.

Com Matsuri podia sentir o calor de seu toque, apreciar sua carícia, não jazia insensível e indiferente a ela como se sentira com Hana. Algo aquecera dentro de si ao mesmo tempo que uma sensação estranha e fria se apoderou de seu estômago.

-Você deve estar cansado... O estresse pode estar causando a dor. Massagens são boas, mas eu não sou muito boa nisso; Matsuri sorriu sem jeito, os dedos ainda acariciando o rosto do rapaz.

Acariciando? Uma luz se acendeu em sua mente: O que raios estava fazendo? Porem antes que de fato afastasse as mãos do rapaz, sentiu a mão do Kazekage cobrir a sua, mantendo-a onde estava.

-Não pare; Gaara por fim abriu os olhos fitando-a diretamente.

-Gaara-sama...; sua voz falhou diante daquele mar esmeraldino a sua frente, era como se ele lhe pedisse para mergulhar no fundo deles.

-Eu gosto do seu toque, como gosto do seu perfume...

Matsuri sentiu seu corpo estremecer e foi a vez de seu coração falhar uma batida. Suas pernas jaziam tremulas e seu corpo quente. Ele continuava a lhe fitar diretamente, e sua mão grande continuava a segurar a sua.

Seu sangue pulsava mais rápido, seu coração também, já não podia mais raciocinar, tudo o que queria era de fato ser devorada pela esfinge.

Todo o seu autocontrole e negação foram esquecidos. Sem mais pensar em enigmas ou certo ou errado, Matsuri o beijou.

Morria feliz pelo simples fato de estar levando consigo o beijo da esfinge...

Continua...


N/a: E o TÃOOOOOO esperado beijo por fim saiu... rsrs

REVIEWS! REVIEWS! REVIEWS!

Chikusho: Droga, mer* e similares.