bellamasens obrigada por favoritar a estória!

Boa leitura!


Capítulo XI

Acordei com o movimento da cama, o som das molas rangendo enquanto Edward se levantava.

Uma fraca luz azul atravessava a janela e eu pisquei para a escuridão, tentando dar forma aos objetos próximos –a porta, minha cômoda, a silhueta dele desaparecendo através da porta do banheiro.

Sem ligar a luz, escutei a água começar a cair, a porta do chuveiro abrindo e fechando novamente. Considerei me juntar a ele, mas parecia incapaz de me mover: meus músculos pareciam de borracha, meu corpo estava pesado e preso na cama. Tinha uma dor profunda e estranha entre as minhas pernas e me estiquei, apertando minhas coxas juntas para senti-las novamente. Para lembrar. Agora o meu quarto cheirava a sexo e a Edward e podia me sentir embriagada dele, com a sua proximidade, e com o fato de saber que grande parte da sua pele nua estava do outro lado da parede. Braços, pernas e um abdômen como granito. Qual foi exatamente o protocolo aqui? Eu era sortuda o suficiente para que ele voltasse e nós fizéssemos tudo mais uma vez? Era assim que isso funcionava?

Meus pensamentos foram para Tania e Vitória e eu me perguntava se a noite passada foi como todas as outras noites em que ele passou com várias outras mulheres. Se ele as segurava da mesma maneira, fazia os mesmo sons, fazia as mesmas promessas de que iria fazê-las se sentir bem. Edward não ficava comigo todas as noites, mas uma boa parte delas. Quando as via? Uma parte de mim queria perguntar, assim poderia saber especificamente como nosso relacionamento estava na vida dele. Mas uma grande parte de mim não queria realmente saber.

Passei minha mão através do meu cabelo emaranhado e pensei na noite passada; em Jacob e nosso encontro desastroso, em Edward , e em como eu me senti ao descobrir que ele estava do lado de fora do meu apartamento. Preocupado. Esperando. Querendo. Nas coisas que nós fizemos e em como ele me fez sentir. Eu nunca soube que sexo poderia ser assim; duro e suave ao mesmo tempo e alternando entre os dois pelo que parecia ser a eternidade. Foi selvagem; suas mãos e dentes me deixaram deliciosamente machucada, e houve momentos em que pensei que poderia quebrar em um milhão de pedaços se não pudesse levá–lo ainda mais profundamente dentro de mim.

O rangido familiar da torneira soou sobre o pulverizador e virei minha cabeça em direção à porta. A água foi diminuindo lentamente antes de o chuveiro silenciar e escutei ele sair, puxar uma toalha da prateleira na parede e se secar. Não conseguia desviar meu olhar enquanto ele caminhava para fora do banheiro, seu corpo nu se movendo através do luar. Sentando, eu me arrastei até a borda da cama. Ele parou na minha frente, seu pênis crescendo enquanto eu olhava.

Edward estendeu a mão, correndo os dedos suavemente através do meu cabelo emaranhado antes de desenhar uma linha pela lateral do meu rosto e, finalmente, tocar meus lábios com a ponta do seu dedo. Ele não se abaixou para me olhar nos olhos. Era como se soubesse que eu o estava observando. Como se quisesse que eu o observasse.

Juro que podia escutar meu próprio coração batendo em meus ouvidos. Queria tocá-lo. Queria, mais do que tudo, prová-lo.

"Parece que você quer colocar sua boca em mim." Ele disse, sua voz grossa e rouca.

Engolindo com dificuldade, concordei. "Quero ver que gosto você tem."

Ele deslizou a mão pelo seu pau e deu um passo para frente, varrendo a cabeça do seu pau pelos meus lábios, me pintando com a umidade de lá.

Quando minha língua saiu para provar seu gosto –ele deixou escapar um leve gemido, deixando sua mão deslizar para cima e para baixo da base enquanto eu colocava minha boca ao redor da ponta, lambendo um pouco.

"Sim." Ele sussurrou. "Isso é tão...tão bom."

Não sei o que estava esperando, mas não esperava por isso, ficar tão excitada pelo ato em si, ou pela capacidade de ser a pessoa que fez esse homem maravilhoso enlouquecer. Suas mãos se moveram pelo meu cabelo e fechei meus olhos. Sua respiração estava irregular enquanto eu movia minha boca mais e mais sobre ele. Finalmente o escutei engolir e então suspirar com uma inspiração trêmula.

"Pare, pare." Ele disse, e deu um passo para trás. Parecia que tinha corrido uma maratona. "Você não tem ideia do quanto eu amo deixar você brincar comigo dessa maneira, sua língua, e porra, esses lábios, Bella." Seu polegar acariciou meu queixo. "Mas quero ser cuidadoso na primeira vez em que você me tomar na sua boca, e nesse momento me sinto muito selvagem, e porra, muito ganancioso."

Sabia exatamente como ele se sentia. Meu corpo zumbia, meu pulso martelava no meu pescoço e apertei minhas coxas juntas novamente, sentindo a doce e impaciente dor crescer a cada segundo.

Ele se abaixou, me beijou e sussurrou. "Vire de lado, Ameixinha. Eu quero te foder de bruços."

Podia apenas concordar, me movendo para deitar sobre meu estômago, minha mente muito entorpecida até mesmo para dar uma resposta. A cama afundou e o senti atrás de mim, se posicionando entre minhas pernas abertas. Sua mão se movendo ao longo das minhas costas, sobre minha bunda. Ele apertou meu quadril, as pontas dos dedos queimando minha pele enquanto me colocava de joelhos e mais para baixo da cama, próximo de onde queria. Podia sentir o quanto estava molhada, sentia nos seus dedos enquanto os movia contra mim, nas minhas coxas. Meu coração martelava no meu peito e tentei ignorar tudo menos o calor do seu corpo, os seus lábios e cabelos roçando ao longo das minhas costas.

Sempre entendi porque as mulheres queriam Edward em primeiro lugar. Ele não era lindo da mesma maneira que Jasper era, e não era carinhoso como Emmett. Era intenso e imperfeito, misterioso e conhecedor. A impressão que se tinha era que ao olhar para uma mulher, no mesmo instante podia ler todas as necessidades dela.

Mas agora eu sabia por que as mulheres verdadeiramente perdiam a cabeça por ele. Porque no fim, ele realmente sabia todas as necessidades que uma mulher tinha. Que eu tinha. Ele me arruinou para qualquer outro homem, mesmo antes do primeiro toque. E quando se inclinou por trás de mim arrastando os lábios através da minha orelha –não era um beijo, não exatamente –e perguntou, "Você acha que vai gritar quando gozar dessa vez também?" –eu estava perdida.

Estendeu a mão sobre mim, puxando um preservativo da pilha ao lado da cama. Escutei a embalagem rasgando, o som dela enquanto rolava pelo seu pênis. Ainda podia lembrar como parecia, aquele fino pedaço de borracha esticado e incrivelmente apertado ao redor do seu pênis. Queria que ele fosse mais rápido. Precisava que fosse mais rápido e me fodesse, fizesse essa dor ir embora.

"Eu posso ir mais fundo desse jeito." Disse, se inclinando para beijar minhas costas novamente. "Mas me diga se eu machucar você, ok?"

Assentindo freneticamente, me empurrei de volta para suas mãos, querendo que acabasse logo com essa fome desesperada dentro de mim.

A palma da sua mão estava surpreendentemente fria e engasguei de surpresa quando a pressionou contra as minhas costas, me equilibrando. Eu estava tremendo? No escuro, podia ver minha mão contra a gritante cor branca do lençol, podia ver o tecido torcido no meu aperto, assim como cada parte de mim. "Apenas sinta". Falou como se estivesse lendo meus pensamentos, sua voz tão profunda que era mais uma vibração do que um som. "Eu apenas quero te ter agora mesmo, ok?"

Senti os firmes músculos da sua perna se movendo entre as minhas, a ponta do seu pênis enquanto se posicionava. Com todos os ângulos da nossa pele se tocando, arqueei para trás, levantando minha bunda para mudar o ângulo e esperando que dessa vez, dessa vez, pudesse deslizar para dentro.

Senti sua boca ao longo do meu ombro, pelas minhas costas e ao redor das minhas costelas. Ainda era cedo, ainda estava frio no meu quarto e tremi quando o ar pousou na pele que ele tinha terminado de beijar, provar, arranhado com seus dentes.

E quando sussurrou novamente contra meu ouvido o quanto eu estava maravilhosa desse ponto de vista, o quanto precisava de mim, parecia que meu coração iria explodir nas minhas costelas. Era tão diferente desse jeito, quando estava atrás de mim, fora de vista. Eu não podia confiar nas suas expressões e na garantia do seu olhar firme no meu rosto. Eu tinha que fechar meus olhos e prestar atenção em suas mãos, em como elas se balançavam, como estavam rígidas quando a deslizou no meu clitóris. Escutei sua respiração irregular e os pequenos gemidos, pressionada contra ele e senti meu peito se revirar de prazer quando o contato entre suas coxas e minha bunda o fizeram gemer.

Ele era tão grosso, tão duro, e minha respiração ficou presa quando foi para trás para que pudesse se posicionar contra minha pele sensível, e –finalmente–lentamente deslizou cada centímetro dentro de mim.

"Oh." Falei, um som que parecia ter sido arrancado da minha garganta porque era a única palavra que podia pensar.

Oh eu não sabia que podia sentir algo assim.

Oh dói, mas de uma maneira deliciosa.

Oh por favor, não pare nunca. Mais. Mais.

Como se tivesse dito essas palavras em voz alta, Edward assentiu contra minha pele, movendo-se mais lentamente e mais profundo. Nós tínhamos apenas começado, mas já era muito bom, muito perfeito. Eu o senti lá no fundo, tão perto que o lugar em que estava me trouxe ao limite de uma pequena explosão.

"Tudo bem?" Ele perguntou e assenti, sobrecarregada. Ele começou a se mover, pequenas estocadas nos seus quadris que me empurravam mais para cima no colchão, me empurrando perto daquele ponto onde tudo dentro de mim ameaçava despedaçar. "Porra, olhe para você."

Senti sua mão no meu ombro e então no meu cabelo, seus dedos envolvendo minhas costas, me mantendo aonde ele queria. "Abra mais as suas pernas." Ele gemeu. "Se apoie sobre os seus cotovelos."

Imediatamente fiz o que disse, gritando com a profundidade da posição. Calor se estabeleceu no meu estômago e entre minhas pernas com a ideia dele usando meu corpo para gozar. Eu tinha certeza que nunca tinha me sentido mais sexy em toda a minha vida.

"Sabia que seria assim." Ele falou e eu não podia ao menos compreender suas palavras. Senti-me como se tivesse entrado em colapso e deslizei meus braços para baixo e longe, o rosto pressionado no travesseiro e minha bunda no ar enquanto continuava a me foder. O tecido era frio contra minha bochecha e fechei meus olhos, minha língua deslizando para molhar os meus lábios enquanto escutava o som dos nossos corpos se movimentando juntos, sua respiração irregular. Ele era tão bom, que endireitei meus braços sobre minha cabeça, a ponta dos meus dedos roçando ao longo da cabeceira da cama e meu corpo esticado completamente por baixo dele e senti como se minha cabeça tivesse sido suavemente atingida. Como se pudesse partir ao meio quando finalmente gozasse.

Seu cabelo úmido fazia cócegas ao longo das minhas costas e imaginei como ele estaria: pairando acima de mim, braços apoiando seu peso enquanto se inclinava sobre meu corpo trêmulo, empurrando em mim de novo e de novo, a cama balançando embaixo de nós.

Lembrei quando costumava me esconder embaixo dos meus cobertores e imaginava exatamente isso, hesitante e inexperiente me tocando até gozar. Era a mesma coisa –cada pedaço tão sujo e proibido, mas bem melhor agora, melhor do que em todas as fantasias e todos meus doces sonhos juntos.

"Diga-me o que quer, Ameixinha." Ele conseguiu falar com a voz tão rouca que era quase inaudível.

"Mais." Escutei-me falar. "Vá mais fundo."

"Se toque." Ele murmurou. "Eu não vou sem você."

Deslizei minha mão entre o colchão emeu corpo suado e encontrei meu clitóris, macio e inchado. Ele estava tão perto de mim, o suficiente para que sentisse o calor que exalava da sua pele. Podia sentir cada tremor de músculo, o modo como sua respiração se alterava e seus gemidos ficavam mais altos enquanto ele mudava a posição dos seus quadris, indo tão fundo que minha coluna se arqueou acentuadamente, involuntariamente.

"Porra, goza para mim, Bella." Ele disse, seus quadris acelerando.

Levou apenas um momento, mais alguns círculos dos meus dedos, e eu estava gozando, sufocando os sons que ficaram presos na minha garganta e foram engolidos por uma onda que me bateu tão forte que jurei que meus ossos estavam vibrando.

Um ruído branco encheu os meus ouvidos, mas senti sua pele batendo contra a minha e a maneira como se enrijeceu atrás de mim, seus músculos ficando tensos antes dele gemer, baixo e por muito tempo no meu pescoço.

Estava exausta; membros leves e articulações parecendo que estavam prestes a arrebentar pelas costuras. Minha pele estava brilhando com o calor e eu estava tão cansada que não conseguia abrir meus olhos. Senti Edward pegar a base do preservativo, segurando-o com firmeza antes de retirar. Houve um barulho antes que saísse da cama e fosse em direção ao banheiro, e então o som de água novamente.

Quando o colchão afundou e o calor dele voltou, eu estava quase inconsciente.

Abri meus olhos com o cheiro de café, o som da lava-louças abrindo e o barulho das louças. Pisquei para o teto, os momentos finais antes de dormir deslizando do meu cérebro enquanto a realidade da noite passada me batia.

Ele ainda está aqui, foi meu primeiro pensamento, seguido de O que diabos vai acontecer agora?

A noite passada aconteceu facilmente; desliguei o meu cérebro e fiz o que era bom, o que eu queria. O que queria era ele e de alguma forma, ele me queria também. Mas agora, com o sol brilhando através das janelas e o mundo acordado e respirando do lado de fora, estava cheia de incertezas, incerta dos nossos limites e de onde nós estávamos.

Meu corpo estava rígido, dolorido nos lugares mais aleatórios. Eu me sentia como se tivesse feito mil abdominais. Minhas coxas e meus ombros ardiam. Minhas costas estavam duras. E entre as pernas estava sensível e latejando, como se Edward tivesse estado dentro de mim por horas e horas na escuridão da noite.

Imagine isso.

Eu me obriguei a sair da cama, andando na ponta dos pés até o banheiro, e cuidadosamente fechando a porta, assobiando para a forma como a trava parecia fechar alto demais.

Não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós, ou arruinar a amizade que nós sempre tivemos. Não sabia o que faria se perdesse isso.

Então com meus dentes escovados e os cabelos alisados, coloquei um short e uma camiseta e fui em direção à cozinha, com a intenção de deixá-lo saber que eu poderia fazer isso e que as coisas não tinham que mudar.

Ele estava em pé em frente ao fogão em nada mais que boxers pretas, de costas para mim, virando o que parecia ser panquecas.

"Bom dia." Falei atravessando o ambiente e fazendo um caminho mais curto direto para a cafeteira.

"Bom dia." Ele respondeu sorrindo para mim. Se inclinou e torceu o tecido da minha camisa em suas mãos, usando–a para me puxar em direção a ele para um rápido beijo nos lábios. Ignorei a pequena vibração feminina no meu estômago e peguei uma caneca, com cuidado para manter um longo trecho do balcão entre nós.

Minha mãe tinha preparado o café da manhã para nós todo domingo que passamos de férias nessa cozinha, e insistiu que o lugar fosse grande o suficiente para acomodar toda a família –cada vez maior. O espaço era o dobro de tamanho de qualquer outro no prédio, com brilhantes armários cerejas e piso frio. Grandes janelas que davam para a Rua 101 ocupavam uma parede; um grande balcão com bancos suficientes para todos nós enchia a outra parede. A grande extensão de mármore do balcão sempre foi muito grande para o apartamento, e um desperdício de espaço agora que era só eu morando nessa casa. Mas com as lembranças da noite passada rodando na minha cabeça, e com tanta perfeição da sua pele nua em exposição, me sentia como se estivesse em uma caixa de sapato, como se as paredes estivessem se fechando e me empurrando cada vez mais na direção desse homem estranho e sexy. Definitivamente precisava de um pouco de ar.

"Há quanto tempo você esta acordado?" Perguntei.

Ele encolheu os ombros, os músculos dos ombros e costas se flexionando com o movimento. Podia ver a ponta da tatuagem que tinha nas costelas. "Tem um tempo."

Olhei para o relógio. Era cedo; muito cedo para estar acordado em um domingo sem nenhum plano, especialmente depois da noite que tivemos. "Não conseguiu dormir?"

Ele virou outra panqueca, colocando outras duas em um prato. "Algo assim."

Coloquei meu café, olhos fixos no líquido escuro que enchia a caneca, o vapor distorcido através de um feixe de luz solar. O balcão estava arrumado com jogo americano e um prato para cada um de nós, copos de suco de laranja em cada lado. Tive um lampejo de Edward com uma de suas ficantes e não pude evitar imaginar se isso era parte de uma rotina bem aperfeiçoada: fazer para suas garotas o café da manhã antes de deixá-las nos seus apartamentos vazios com pernas bambas e sorrisos estúpidos.

Balançando um pouco a cabeça, substitui a jarra e endireitei meus ombros. "Estou feliz que você ainda está aqui." Falei.

Ele sorriu, e raspou o último pedaço de massa da tigela. "Que bom."

Nós ficamos em um silêncio confortável enquanto eu colocava açúcar e creme e então me movi com meu café para um banco do outro lado do balcão. "Eu quero dizer, teria me sentido ridícula se já tivesse saído. Assim é mais fácil."

Ele virou a última panqueca e falou por cima do seu ombro. "Mais fácil?"

"Menos estranho." Disse encolhendo os ombros. Sabia que tinha que manter isso casual, para evitar tornar um problema entre nós. Não queria que ele pensasse que eu não poderia lidar com isso.

"Não tenho certeza se estou te entendendo, Bella."

"É mais fácil fazer isso agora, a parte estranha do eu já vi você nu, ao invés de mais tarde, quando nós estivermos tentando lembrar como interagimos vestindo nossas roupas."

Eu o vi parar, olhando para a frigideira vazia, obviamente confuso. Ele não assentiu ou riu, não me agradeceu por ter falado isso antes que tivesse que falar. E agora era eu quem estava claramente confusa.

"Você não pensa muito bem ao meu respeito não é?" Ele disse, finalmente virando-se para me encarar.

"Por favor. Você sabe que penso que você praticamente caminha sobre as águas. Só não quero você surtando ou pensando que espero que você mude alguma coisa."

"Eu não estou surtando."

"Estou apenas falando que sei que a noite passada teve significados diferentes para cada um de nós."

Ele juntou as sobrancelhas. "E o que significou para você?"

"Incrível? Um lembrete que apesar de ter falhado miseravelmente com Jacob,posso me divertir com um homem. Posso deixar para lá e desfrutar, sei que provavelmente não vai mudar quem você é, mas senti uma pequena mudança em mim. Então, muito obrigada."

Os olhos de Edward se estreitaram. "E exatamente quem você pensa que eu sou?"

Andei até ele e me estiquei para beijar seu queixo. Seu celular tocou, onde estava no balcão, o nome Tania brilhando na tela. Então isso respondia essa pergunta. Respirei profundamente, me dando um momento para alinhar todas as peças na minha cabeça.

E então sorri, balançando a cabeça para o celular que continuava a vibrar no balcão. "Um homem que é bom na cama por alguma razão."

Ele franziu a testa, pegando o telefone para desliga-lo. "Bella." Falou, me puxando de volta para sua direção. Deu um longo beijo na minha têmpora. "Noite passada..."

Suspirei com a facilidade na qual a gente se entendia, e em como meu nome saía perfeitamente da sua boca. "Você não tem que explicar Edward . Desculpe se deixei as coisas estranhas agora."

"Não, eu ..."

Pressionei dois dedos nos seus lábios, fazendo uma careta. "Deus, você deve odiar o processo do pós-sexo e não preciso disso, juro. Posso lidar com tudo isso."

Seus olhos observavam atentamente meu rosto e me perguntei o que ele estava procurando. Será que não acredita em mim? Estendi minha mão para seu queixo e o beijei suavemente, sentindo a tensão sair do seu corpo.

Suas mãos descansaram sobre o meu quadril. "Estou feliz que está bem com isso." Ele finalmente disse.

"Estou, prometo. Sem esquisitices."

"Sem esquisitices." Ele repetiu.