CAPÍTULO 11

Kagome passou o resto da manhã se preparando para a visita da duquesa. Após o chá no salão principal, Sua Graça e a costureira subiram com Kagome até o quarto. A duquesa-mãe carregava Shippon no colo, arrulhando e cacarejando para a criança e fazendo uma grande algazarra com ele.

- Acho que mais um ajuste aqui na cintura. – a costureira disse enquanto Kagome estava parada em frente a um espelho de corpo inteiro admirando o trabalho da mulher. Kagome usava um vestido de cetim marfim, um que ela sabia que a duquesa havia escolhido para seu casamento. O vestido era belo e delicado.

- Com certeza. – a duquesa concordou. – Kagome deve mostrar esse corpo de ampulheta. Com esse cabelo, essa pele e esse corpo ela vai ser o maior sucesso em Londres, pelo menos com relação aos cavalheiros. – ela acrescentou risada.

- Duvido que eu seja aceita na sociedade londrina. – Kagome disse, desconfortável pela presença da costureira. A mulher continuou a dobrar e a medir como se não estivesse ouvindo a conversa. – Se o que ouvi for verdade, nem mesmo Inuyasha é aceito.

- Talvez. – sua graça concordou, fazendo cócegas no queixo de Shippon e recebendo nada mais do que um olhar perfurante por seus esforços. – Mas ninguém me diz quem pode freqüentar minhas festas, e eu ainda sou poderosa o suficiente entre a aristocracia que ninguém ousa esnobar meus convites também. Você terá a chance de exibir esses adoráveis vestidos, eu lhe prometo.

O pensamento deixou Kagome um pouco enjoada. Se Lorde Kouga fosse um exemplo da classe superior, ela não queria ter nada a ver com eles. Ela decidiu não se preocupar com o assunto. Ela duvidava que permaneceria tempo suficiente em Londres para freqüentar qualquer festa e duvidada que Inuyasha desejaria ser visto em público com ela mesmo que ela ficasse.

- Pronto. Acho que acabei agora. – a costureira disse, ajudando Kagome a tirar o vestido. – O resto de seu guarda-roupa estará terminado na próxima semana.

- Obrigada. – Kagome disse a mulher. Seu antes vazio guarda-roupa agora estava com as portas abertas, e contendo uma variedade de lindos vestidos para o dia e trajes para a noite, as gavetas cheias de roupas de baixo de renda, meias e camisolas. Era impressionante pensar que ela agora possuía tantas roupas. A mãe de Kagome a ensinou a costurar, mas os tecidos grosseiros e os vestidos simples que ela fazia para si própria eram pobres comparados as esses refinados.

Colocando um roupão de renda sobre suas novas roupas de baixo, Kagome se dirigiu para a duquesa e pegou Shippon. Kagome sabia que Jaken estava aguardando em algum lugar perto do topo da escada, esperando para conduzir as damas para baixo e para fora.

- Você virá me visitar em breve, não é? – a duquesa a perturbou. – Precisamos começar nossas lições antes de você poder se exibir na sociedade.

- É claro. – Kagome mentiu. Que utilidade ela tinha de boas maneiras? Contudo, ela iria agradar a dama por enquanto. – OH! – balançando Shippon sobre os quadris, Kagome subitamente se apressou para sua mesa de vestir e pegou um pote. Ela retornou até a duquesa e entregou a ela. – Para seus cabelos. – ela sussurrou. – Aplique toda a noite e durma com um lenço amarrado à cabeça.

- Você se lembrou. – A velha senhora inclinou-se para frente e a beijou suavemente na face. – Você é menina muito querida.

Kagome estava impressionada pela demonstração de afeição. Ela simplesmente ficou parada observando enquanto a duquesa e a costureira saiam do quarto.

- Jaken, ajude uma velha dama a descer as escadas. – ela ouviu a duquesa chamar.

Vagarosamente Kagome levou a mão até o rosto onde a velha senhora a beijara. Nunca ninguém a tratou com tanta delicadeza. Mesmo aqueles que ela ajudara na vila geralmente apenas acenavam com a cabeça um breve obrigado, seus olhos nunca encontrando com os dela. Eles tinham medo dela, ela compreendia. Até mesmo Lorde Kouga talvez tivesse medo de persegui-la como um homem normalmente persegue uma mulher.

Será que pensava que Kagome o amaldiçoaria? Fizesse sua masculinidade encolher entre suas pernas e cair? Se apenas ela pudesse. A mágica de Kagome não podia ser usada para prejudicar. Seus dons apenas podiam ser usados para fazer o bem, ou seriam tirados dela.

- Gosto muito dessa roupa que você está usando.

Assustada, Kagome olhou para a porta e viu Inuyasha encostado lá, suas costas pressionadas contra o batente. Ele se afastou da porta e entrou. – Queria ver no que você gastou a fortuna da família. – ele explicou. – Seu olhar a mediu de cima a baixo. – Eu aprovo.

O rosto dela estava queimando. A delicada roupa de baixo mais revelava do que escondia. – Você não tem direito de entrar em meu quarto quando bem entender. – Kagome o relembrou. – As roupas podem legalmente pertencer a você, mas o que está dentro delas não.

Ele arqueou uma sobrancelha. – Vamos nos casar. Você sabe o que diz a lei inglesa com relação ao matrimônio? Tudo o que você possui me pertencerá.

- Não possuo nada. – ela foi direto ao ponto.

- Exceto o que está dentro dessa encantadora roupa de baixo. – Ele caminhou até ela, e sua mão tocou levemente no seio dela durante o processo de tirar Shippon dos braços dela. Ela pulou como se ele a tivesse queimado. Kagome deu um passo para trás, imediatamente fechando o cinto com mais força ao redor dela.

- Temos um acordo, lembra-se?

- Dificilmente consigo esquecer quando você me lembra toda vez que eu chego à distância de um toque. – Ele segurou o bebê em frente a ele e sorriu para a criança, que soltou gritinhos de prazer. – Gostaria que sua mãe gritasse assim para mim. – ele disse à criança.

Franzindo a testa, Kagome se aproximou e tirou a criança dele. – Você o está deixando muito excitado. Está na hora da soneca dele. Pode olhar o meu guarda-roupa o quanto quiser. Levarei Shippon para Martha.

Kagome queria se afastar de Inuyasha. Ela continuava a se lembrar da sensação de sua pele contra a dela. O modo perturbador com que seu corpo reagia a ele sempre que ele estava por perto. Ele pensou que ela lançara um feitiço contra ele. Ela tinha uma forte crença de que ele lançara um sobre ela. Ela entrou no quarto do bebê e entregou Shippon para Martha. Kagome ficou por ali mais um pouco, pretendendo dar a Inuyasha uma oportunidade de observar o guarda-roupa e, ela esperava, ter se retirado quando ela voltasse.

Martha se sentou na cadeira de balanço, desabotoou o vestido e levou Shippon a seus grandes seios. A pobre mulher havia perdido o próprio filho, e Kagome não estava certa de que havia um marido. Ela não queria bisbilhotar.

Enquanto observava Shippon mamando, ela sentiu uma pontada de inveja. Como ela adoraria amamentar o próprio filho. Kagome foi para o berço de Shippon e esticou as cobertas, embora Martha já tivesse feito isso. Seus pensamentos voltaram para Inuyasha. Em seu quarto ali ao lado, os dedos dele tocando os tecidos de seus novos vestidos. Então uma visão surgiu em sua mente. Inuyasha em seus seios, o que causou uma reação muito diferente da ânsia de amamentar o filho. Seus mamilos endureceram imediatamente.

O calor subiu por seu pescoço e rosto. Por que ela tinha tais pensamentos? E por que ela estava subitamente curiosa para saber como seria sentir a boca de Inuyasha sobre sua pele? Kagome não deveria ter se interessado por coisas que eram melhor serem deixadas de lado na noite passada. Já havia tido uma fagulha inicial entre eles quando se conheceram. Por que adicionar combustível ao fogo?

Ela olhou para Martha. A ama seca estava com Shippon apoiado sobre o ombro, batendo em suas costas apesar dos olhos dele estarem fechados no sono. Esperando ter dado tempo suficiente para Inuyasha pesquisar seu novo guarda-roupa e sair do quarto, Kagome saiu nas pontas do pé do quarto de criança. Quando entrou no quarto, Inuyasha estava sentado em sua cama, olhando para as portas abertas do guarda-roupa.

- Pensei que já teria olhado até se fartar e já tivesse saído. – ela disse. Kagome caminhou até o guarda roupa. A visão de todo aquele rico material e os lindos vestidos ainda a deixavam sem fôlego. Ela se voltou para Inuyasha – Bem, você aprova?

Os olhos dele percorreram o corpo dela. – Como já disse, eu aprovo muitíssimo.

Inuyasha estava tentando enervá-la com seus olhares quentes e comentário sugestivos. Kagome precisava dar um jeito nele, novamente. Ela se dirigiu para cama bruscamente e parou defronte a ele, mãos nos quadris.

- Meu rosto é mais para cima.

- Eu sei onde está o seu rosto. – ele disse, nunca olhando para ela. – E é um rosto adorável, mas no momento ele fica num pobre segundo lugar para a visão de seus mamilos pressionados contra sua camisa.

Kagome ainda não havia tirado a visão dele sugando seus seios da mente antes de sair do quarto de criança. Ela devia ter esperado mais um pouco até poder controlar suas emoções. Autoconsciente, ela começou a fechar mais o roupão. Ele a impediu.

- Não. – ele disse. – Pelo menos dessa vez, não.

Ele segurou as mãos delas presas de cada lado. Ela pensou que ele simplesmente queria ficar olhando, mas ele se inclinou para frente e traçou a forma de seu mamilo através da camisa com a língua. Ela engoliu a arfada que sentiu levantando na garganta. Ele não tinha o direito. Ela podia lutar. Mas não o fez. Talvez a visão tenha sido apenas para avisá-la de que isso aconteceria. Talvez ela quisesse que acontecesse.

Às vezes ela se sentia ignorante sobre o que acontecia entre homens e mulheres. Ela frequentemente lidava com os resultados de tal tolice, mas nunca sentiu paixão. Não até encontrar Inuyasha. Era tão emocionante quanto qualquer poção preparada e tão difícil de resistir. Ela fechou os olhos e se permitiu o pequeno pecado do prazer.

Como se sentisse a vitória, Inuyasha liberou as mãos dela e a puxou mais para perto. Sua boca quente, úmida se fechou sobre o mamilo através do fino tecido de sua camisa. Ele o tomou gentilmente dentro da boca e o sugou. Kagome não conseguiu controlar o suave gemido que saiu de seus lábios. As mãos dela foram até os cabelos dele, os dedos se enroscando nos cachos sedosos que caiam sobre seus ombros largos.

Sua camisa era fechada no pescoço por uma fita de veludo. Inuyasha a soltou com os dentes. Suas mãos subiram pela cintura dela, até as costelas e pouco depois ele abaixou a camisa expondo os seios. Kagome se recusava a abrir os olhos. Atrás das pálpebras fechadas, ela podia fingir que não sabia o que ele estava fazendo.

As mãos dele se fecharam sobre os seus seios, e, bem como ela imaginara, elas eram boas contra sua pele. Ele tomou o mamilo em sua boca novamente, o sedoso toque de seus cabelos contra a pele quase tão erótico quanto sua boca sobre o mamilo. As mãos dela se enroscaram com mais força nos cabelos dele. Os joelhos dela tremiam.

- Você sabe o quão perfeita é? – ele perguntou, seu rosto se esfregando contra os seios dela. – Quão bonita?

Inuyasha a fazia se sentir perfeita. A fazia se sentir bonita. Ele empurrou a camisa mais para baixo, fazendo com que o fino roupão caísse de seus ombros ficando presos nos cotovelos. A língua dele traçou a forma abaixo de seus seios, então desceram ao estômago traçando uma linha quente. A pergunta sobre onde este estaria indo com aquela língua pecaminosa a fez abrir os olhos. A primeira coisa que Kagome viu foi a porta aberta. Foi tão eficiente quanto se tivesse jogado um balde de água fria sobre ela.

- A porta. – ela ofegou. Kagome o empurrou para longe, quase tropeçando em seu longo roupão enquanto tentava se afastar dele.

- Eu a fecho. – ele disse.

Inuyasha se levantou e se dirigiu até a porta, enquanto Kagome lutava para se arrumar. Ela fechou com força o roupão ao redor dela e se juntou a ele, impedindo-o antes que ele fechasse a porta.

- Ponha-se do outro lado dela. – ela disse, sua voz trêmula. – Eu...nós não devemos.

Ele se aproximou e correu um dedo pela frente do roupão dela. – Por que não? Eu estava me divertindo muito, e não acho que você estava se importando muito também. – Ele se inclinou para frente e esfregou a orelha dela com os lábios.

As pernas dela tremiam tanto que ela temeu que ele notasse. Kagome gostava de ter controle sobre sua vida, controle de suas emoções. Lorde Kouga havia lhe tirado o controle, seu direito de dizer não a ele. Inuyasha podia ser do tipo que não tomava o que uma mulher não desejasse entregar, mas ele não estava acima de seduzi-la para atingir o mesmo objetivo. Ela sabia que o que acabara de acontecer entre eles não era inteiramente culpa dele. Ainda assim, ela precisava lembrar a ele e a si mesma de que isso não fazia parte do acordo.

- É o meu corpo. – ela disse. – O que acontecer ou não entre nós será decisão minha.

Ele se afastou dela, olhando-a dentro dos olhos. – Nunca disse que não seria,

- E ainda assim você propositadamente tentou me seduzir em mais de uma ocasião. – ela acusou.

- Nunca disse que não o faria.

A calma dele diante de suas emoções desmanteladas enraiveceu Kagome. Ele tinha o controle. Ela não. Kagome se afastou dele. – Por favor, saia.

- Por que é tão difícil para você, Kagome. Se entregar? Ser suave? Você é suave. Sua pele, seu cabelo, tudo menos seu coração.

Com as costas voltadas para ele, ela zombou das afirmações dele. – Novamente, você finge estar interessado em meu coração quando nós dois sabemos que não é disso que você está atrás.

As mãos dele em seus ombros a fizeram pular. – E se fosse você o daria para mim, ou seria tão mesquinha com ele como é com o resto de você?

O coração de Kagome estava protegido. Sempre estivera protegido. Apenas Shippon tinha o direito de reclamá-lo, e assim mesmo, no final até mesmo ele poderia quebrar seu coração, mesmo não querendo. Ela deu um suspiro trêmulo. – Por favor, saia como lhe pedi. Nós temos um trato e nada mais. E isso será tudo o que teremos.

Ele tirou as mãos dos ombros dela. – Faça as malas. Nos casaremos amanhã. Vamos sair bem cedinho.

Ela se voltou para vê-lo parado na porta. – A licença. – ela o lembrou.

- Eu a tenho. E você terá o seu precioso acordo. Espero que ele te mantenha aquecida à noite.

A porta se fechou.

Nossa! Bem hoje só poderei postar um capitulo,

Eu sei que estou muito atrasada com as atualizações, sorry, mas

prometo que dentarei atualizar com, mas freqüências, beijos e valeu por todas as reviews.