Seu décimo segundo aniversário foi comemorado de forma estranha. Longe dos pais, longe dos tios, irmão de alguns dos seus primos, Rose passou entre paredes de pedras gigantescas e armaduras enferrujadas.

Se todos do castelo ainda não sabiam que era aniversário de Rose Granger Weasley, a primeira herdeira das lendas vivas Ron e Hermione, ficaram sabendo após o café-da-manhã, quando no mínimo três dúzias de corujas vindas de vários cantos do mundo (pobre coruja que voara da Romênia até Hogwarts) começaram a atirar certeiramente presentes e cartas no colo da menina.

Albus soltou uma gargalhada idêntica à da mãe e se debruçou sobre a mesa, olhando para a prima com um olhar divertido e uma careta pronta para ser dada.

— Se a sua vovó Granger enviou aqueles negócios de canela, eu vou querer algumas mordidas.

— Cinnamon rolls. — Rose informou, atirando o embrulho que só poderia ter sido enviada por uma família de muggles para o primo e avisando rapidamente: — Não coma tudo sozinho.

Aquele fora o primeiro aniversário de Rose longe de toda a família, mas, por alguma razão, Rose não se sentiu estranha; afinal de contas, estava em Hogwarts, e Hogwarts era a sua casa agora.

Horas depois, enquanto lia e relia as cartas e cartões com carinho, deitada na grama perto do lago, abriu um sorriso quando notou que algumas flores desabrochavam vagarosamente por todo o campo verde.

A primavera chegará e, com elas, as flores.

E Rose sabia melhor do que ninguém que as primaveras são sempre importantes para as flores, principalmente para as rosas.