CAPITULO ONZE
Isabella não se importava mais com o filme, de repente, ela queria vê-lo, e se virou no sofá, de modo que as pernas dele tiveram que prender as dela para evitar que ela caísse. Ele po dia ver os lindos olhos dela brilhando na escuridão, e queria protegê-la, inclusive de si mesmo, mas por Deus, ele também queria beijá-la, mergulhar de cabeça naquele prazer, e ao mes mo tempo tinha que deixar as coisas bem claras.
— Nós vamos devagar.
— Eu sei.
E então, ele podia beijá-la, beijá-la de verdade, desta vez, è ela podia beijá-lo também, um beijo lento e delicioso que não era estranho, apenas exigiu um pouco de ajuste, porque ela estava abaixo dele e mal equilibrada. Ele a puxou contra si um pouco, e a perna nua dela ficou presa entre as dele, vestidas em um jeans apertado, e enquanto a língua dele deslizava para dentro de sua boca, enquanto seus lábios se apertavam com mais força, Isabella percebeu que se quisesse permanecer no sofá teria que entrelaçar a outra perna à dele.
Ele cheirava como Edward... como o primeiro beijo, mas desta vez ela se sentia sensual, em vez de cansada, se sentia viva, em vez de esgotada, e se sentia desejada, em vez de protegida.
Ela estava ficando tonta.
Ela estava mordendo o lábio inferior de Edward, sua pequena mão passeava pelas costas largas dele, e a sensação do jeans áspero dele em sua virilha...
— Isabella... — Ele se afastou um pouco, enquanto ela se apertava mais ainda contra ele. — Eu pensei que estávamos indo devagar!
— Não com esta parte — ela murmurou.
Eles se beijavam como adolescentes, sem uma intenção real: só que, diferente do resto de seu corpo, o braço de Edward começou a ficar dormente, então, ele a virou, de forma que ela ficasse deitada de costas, e ele pudesse ficar por cima dela, seus cotove los afundando no sofá, enquanto ele a beijava profundamente.
Aquele não era um beijo perigoso, porque eles não planeja vam progredir para nada mais sério naquele momento. De cer ta forma, os dois sabiam disso, mas mesmo assim, precisavam de uma confirmação verbal.
— Nós não podemos — disse Edward, quando a coxa de Isabella deslizou por entre suas pernas, e a mão dela escorregou para dentro de sua camiseta, acariciando-lhe as costas e sen tindo a maciez de sua pele, a firmeza de seus músculos, e ela arqueou o corpo contra o dele. — Eu não aqui comigo.
— Eu sei — ela arfou. — Mas eu coloquei um DIU...
— Não. — Ele parou, então, porque ela era preciosa demais para correr riscos. — Você não pode confiar apenas nisso.
— Então, vamos continuar só com os beijos... — A boca de Isabella estava colada à dele, e seu corpo era uma massa vi brante de desejo sob o dele. Já era muito mais do que apenas um beijo, mas Deus, como era bom.
— Eu acho que podemos ir um pouco além disso — ele prometeu. A mão dele estava afastando a blusa dela agora, os seios dela macios e quentes sob seus dedos. Isso era tão mais do que um beijo, enquanto os dedos dele acariciavam os seios dela com habilidade.
Ela sempre havia considerado seus seios inúteis, e agora eles eram como pequenos fracassos murchos, já que ela era incapaz de amamentar Willow, mas agora, eles cresciam sob os dedos dele, e a sensação da boca e da língua de Edward sobre eles era sublime.
Ela apertou o corpo ainda mais contra o dele, podia sentir a ereção dele, e queria chegar mais perto...
— Edward... — ela murmurou, suavemente. — Ela podia sen tir pequenos espasmos de prazer em seu estômago, e aquilo a alarmou, porque ele a estava virando de lado e ela não tinha para onde ir, exceto o encosto do sofá, com o peso maravilho so de Edward sobre ela. A mão dela deslizou para o zíper dos jeans dele, e ela sentiu sua solidez, ouvindo-o gemer. — Edward... — ela não sabia por que continuava a repetir o nome dele, mas não conseguia evitar. Seus dedos começaram a abrir a fivela pesada do cinto de Edward, mas a mão dele a interrompeu.
— Não, isto é só para você — ele disse. Ele não tinha a intenção de bancar o mártir, também estava perdido, mas bem lá no fundo queria que ela soubesse que aquele momento po dia ser só dela, que podia ser simples assim...
Ele a estava beijando com força, um beijo molhado e deli cioso, e tão profundo que ela não queria se mover, nem respi rar novamente.
Haveria algum lugar melhor do que aquele sofá, com ela? Edward estava se sentindo com 18 anos de novo, mas não havia sido tão bom assim, naquela época.
Ele estava abrindo o zíper dos shorts de Isabella, puxando-os pelo quadril. Enquanto ele apertava o corpo dela contra o seu, sua boca passeava pelo pescoço dela, beijando-a, tentan do se lembrar de não deixar nenhuma marca, porque era a úl tima coisa de que ela precisava, indo para a casa da mãe. Ele estava feliz de não ter um preservativo em casa, porque queria tanto simplesmente mergulhar nela. Ele estava segurando os quadris dela agora, guiando-a contra sua ereção, ainda escon dida seguramente sob seus jeans. Edward pensou que explodiria com a pressão deliciosa que aumentava, mas estava determi nado a não deixar isso acontecer, porque mesmo naquele mo mento, ele estava pensando nela. Porque Isabella estava perdi da em si mesma, saboreando a experiência e compensando por tudo o que havia perdido, aqueles pequenos espasmos de pra zer dentro dela estavam aumentando, como a música de uma orquestra. Ela podia ouvir um murmúrio, e percebeu que era ela, murmurando enquanto contornava a cintura dele com as pernas, chegando ao clímax só com um beijo, e só para ele.
— Willow... — ela balbuciou, sentindo-se como se estives se bêbada, quando o som estridente do choro de seu bebê a trouxe de volta para um lugar maravilhoso. O beijo dele deu-lhe as boas-vindas, lentamente, até que ela percebeu que po dia, de fato, respirar, e depois, com as pernas trêmulas e toda desarrumada, ela ficou de pé na frente dele, puxando os shorts para cima novamente, mais do que um pouco envergonhada, mas ao mesmo tempo relaxada.
E então ela sorriu para ele, aquele sorriso maravilhoso, e ele sorriu de volta, e ela decidiu que mesmo que aquele abraço fosse tudo o que ela podia ter por enquanto, já era mais do que suficiente. Aquele momento havia sido, simplesmente, a me lhor coisa que já acontecera a ela.
Edward jamais havia esperado sentir algo novamente. Com o passar dos anos, ele havia tentado, e durante as últimas sema nas, ele havia resistido, mas sentimentos não ouvem a voz da lógica.
Finalmente, ele estava começando a acreditar.
Havia duas taças no escorredor, e o som dos passos dela ecoou pelas escadas enquanto ela descia ao encontro dele depois de acalmar Willow, e havia essa presença adorável que enchia cada cômodo da casa. Pela primeira vez em anos, ele podia vislumbrar um futuro, não feito de tijolos ou jardins, ou de horas preenchidas com trabalho, mas de horas, e noites, junto dela.
Talvez ele pudesse se acostumar com isso.
— Oi. — Ela estava de pé na cozinha, as mãos para trás das costas, os cabelos longos e castanhos quase negros, com a bai xa iluminação da sala. Os olhos dela estavam brilhando, e ela estava sorrindo de um jeito provocante, que exigia cautela.
— Como está Willow? —ele perguntou.
— Dormindo, de novo — disse Isabella. — Como você está?
— Bem — ele disse, porque era verdade. Ter Isabella por perto estava fazendo com que ele se sentisse maravilhosamen te bem.
Deus, ela estava linda, de pé ali simplesmente sorrindo, com o rosto enrubescido, os olhos brilhando e o botão dos shorts ainda aberto.
Ele estava excitado novamente, e se virou, fazendo um grande espetáculo ao lavar as duas taças,para dar a si mesmo um pouco de tempo para se recuperar.
Ela caminhou até ele e beijou-o na boca, e ele retribuiu o beijo, seus braços envolvendo-lhe a cintura, as mãos molhadas e ainda cheias de sabão segurando-a, mas ela não o abraçou de volta, apenas continuou beijando-o.
— Qual mão você prefere? — Ela interrompeu o beijo e sorriu para ele maliciosamente.
Ele franziu a testa.
— O que você está aprontando?
— Qual mão? — ela repetiu.
Edward estava sorrindo e franzindo a testa ao mesmo tempo. Ele estava começando a ter uma idéia de para onde aquilo estava indo, mas decidiu ignorá-la, porque havia descartado a hipótese com determinação.
— Esquerda ou direita? — Isabella provocou.
— Esquerda.
Ela ofereceu a ele a mão que estivera atrás de suas costas, sem revelar o que estava escondido nela.
— Abra.
Edward abriu os dedos dela, e viu a pequena embalagem pratea da, a chave para o paraíso, e ficou muito tentado a agarrar a oportunidade.
— Isabella...
— Antes que você diga qualquer coisa — ela riu — eu nem sabia que os tinha. Eu ganhei uma sacola de amostras grátis do hospital, e estava procurando por uma pomada contra assaduras para Willow... — Ela não tinha que explicar mais nada, e ele sorriu e a interrompeu, puxando-lhe a outra mão e abrindo-a, para revelar o mesmo conteúdo.
— Isso é trapaça — Edward disse.
— Por quê?
— Porque eu não posso perder.
— Talvez você mereça ganhar.
Deus, desde a morte de Maggie, sexo para Edward havia sido ape nas... sexo. Bom, ruim, ou indiferente, era tudo o que havia sido. Mas com Isabella?
Ele olhou para aqueles olhos cor de mel, seu corpo carre gado de eletricidade com a lembrança do antes e a possibili dade do depois, o gosto do beijo dela ainda em seus lábios.
— Eu não quero apressar você — ele disse, com a voz meio rouca.
— Eu quero que você me apresse — ela murmurou em res posta, Como ela poderia explicar a ele como ele a fazia se sentir diferente? Sexo havia sido um mistério para Isabella até que ela conhecera Félix, e mesmo assim, tudo o que ela havia tido com ele fora completamente diferente do que havia expe rimentado com Edward até então. Com Félix, havia sido um ato lógico, planejado. Eles reservaram um hotel para uma noite de sexta-feira, e ela havia se preparado para a ocasião durante toda a semana, o nervosismo aumentando como a maré, da mesma forma que a decepção depois do fato.
Mas naquela noite, com Edward, seu corpo apertado contra o dele, beijando-o, ignorando o filme como dois adolescentes se agarrando no cinema, ela tivera mais consciência do pró prio corpo do que em toda a sua vida, do êxtase de um beijo, e da intimidade de duas pessoas bloqueando o mundo lá fora e não deixando ninguém mais interferir. Não era nem lógico, nem planejado. E ela certamente não estava em forma, nem bronzeada!
Mas tudo parecia certo.
— Você sabe que eu estou me mudando de volta para casa, Edward, e nós não vamos poder nos ver com tanta freqüência, mas só por esta noite...
— Você tem certeza?
Ela ficou tentada a dar uma resposta cínica, mas pensou melhor, olhando para aqueles olhos verdes tão lindos, e não havia outra resposta possível, era assim que deveria ser, aquilo era tudo o que importava, porque era Edward quem estava ali, e ela sempre, sempre o desejara. Agora, finalmente, ela podia tê-lo. A simples idéia de que ele queria construir algum tipo de futuro com ela, independentemente de como aquilo iria acon tecer, a deixava atônita.
— Totalmente — disse Isabella. — Embora... — Ela fechou os olhos.
— Diga-me — ele pediu.
— Eu não quero decepcionar você.
— Você jamais poderia me decepcionar — ele disse, enfa ticamente.
— Oh — ela deu uma risadinha seca —, eu posso surpreender você.
Ela podia ser mãe, mas tinha pouco mais experiência sexu al do que uma ameba, e a maior parte dessa experiência havia sido adquirida naquela noite, na sala da casa de Edward.
Ele a beijou até eles chegarem ao quarto, e continuou de pois, mas aquilo não acalmou os nervos dela.
Enquanto Isabella corria para o banheiro, Edward aproveitou o momento... para virar rapidamente a foto de Maggie para a parede.
Isabella estava de pé em frente ao espelho, falando consigo mesma e amaldiçoando sua falta de preparação para o que es tava para acontecer. Ela não se depilava havia semanas, e, por mais magra que estivesse, graças a Willow havia partes de seu corpo que estavam bastante flácidas, de um modo que ela ja mais vira antes. Mesmo que Edward assegurasse a ela que não a estava comparando com a esposa, Isabella estava, imaginando os tops esportivos perfeitos de Maggie, em comparação com o seu, um desbotado sutiã de maternidade.
Ela respirou fundo, reuniu coragem e voltou para o quar to, onde Edward estava esperando por ela. Ela tremeu de nervo sismo e pensou em celulite enquanto se despia, dividida en tre a vergonha e o desejo, mas então Edward começou a beijá-la de novo, suas mãos acariciando-a, parecendo não se impor tar com o estado pós-gravidez do corpo dela. Aparentemente gostando do que via, como Isabella logo percebeu. Então, por que desperdiçar duas mãos tentando se esconder, quando ha via quase dois metros de um corpo de homem pressionado contra o dela?
— Nós vamos bem devagar... — ele disse, deitando-a na cama cuidadosamente. Ele se deitou também, de frente para ela, e beijou-a. As pernas dele, agora sem os jeans, se entrela çaram às dela, pernas longas, musculosas, e ela se viu, de repente, tremendo com uma mistura de excitação e medo, sen tindo-se como se estivesse para virar a página de uma prova e rezando para ter estudado o bastante...
— Do que é que você está com medo? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha para ela.
— Eu não sei — ela sussurrou em resposta, fechando os olhos novamente.
Edward odiava o homem que havia tirado a autoconfiança dela, antes mesmo que tivesse tido tempo de se fortalecer. Odiava as dúvidas dela, mas ele tinha certezas suficientes para os dois. Mas o fato dela ter medo de algo tão maravilhoso o entristecia, também.
Ela estava tremendo de nervosismo quando ele a tomou nos braços. Aquilo era tão diferente de antes, porque desta vez ela sabia para onde as coisas estavam indo. Era tão adorável estar deitada ali com ele, tão grande e masculino... e todo dela. En quanto eles se beijavam, ela explorava o corpo dele lentamen te, suas mãos correndo pelos braços dele, sentindo-os sólidos e fortes. Depois ela acariciou seu peito, musculoso e ao mes mo tempo suave. A boca de Isabella acompanhou suas mãos, ela beijou a pele dele enquanto ele a acariciava e acalmava. Envolvida na proteção quente de pele e músculo e Edward, as mãos dela desceram pelos quadris dele e encontraram coxas sólidas. Ela podia senti-lo acariciando sua cintura e seus qua dris, e então era a boca de Edward que a estava explorando, beijan do seus seios, uma das mãos deslizando para baixo e tocando seu estômago em carícias circulares. Se houvesse um músculo sequer em forma ali, talvez ela tivesse pensado nisso e contra ído a barriga, mas não havia, e de qualquer modo, Isabella não estava realmente pensando, sua garganta apertada de nervosis mo, enquanto a mão dele descia ainda mais. Então, ele a esta va acariciando e ela deu pequenos gemidos, fingindo estar gostando, mas estava envergonhada demais para aproveitar o momento. Ele a beijou de novo, e ela parou de fazer todos os ruídos certos e o beijou de volta, concentrando-se no beijo, e tentou não resistir quando ele escorregou os dedos para dentro dele, enquanto seu polegar a tocava suave e ritmicamente. De repente, ela não conseguia mais respirar, tentou puxar o ar, e tentou novamente, fazendo o mesmo tipo de barulho de antes, mas agora ele vinha de um lugar diferente, de um lugar invo luntário que também a fazia suspirar e gemer e esquecer de tudo o que não fosse Edward, e como ele a fazia se sentir.
Ela finalmente teve um homem em sua mão, pela primeira vez, explorando-o, sentindo-o deslizar por entre seus dedos, simplesmente tocando-o e experimentando, deliciada com o que havia encontrado.
Edward foi paciente até que não conseguiu mais se segurar. A inexperiência dela o preocupava, não por ele mesmo, mas por ela, ela confiava demais, era ingênua demais. Ele entregou o preservativo para ela, aquilo era algo que ela deveria saber como fazer. E foi ele quem acabou guiando os dedos desajei tados dela, enquanto ela tentava colocar o preservativo nele, mas, ansiosa e nervosa demais, acabou rasgando-o.
— Nós só temos mais um! — ela choramingou, envergo nhada com sua falta de jeito. Ela preferia que ele próprio colo casse o preservativo, mas Edward foi insistente.
— Eu vou até o posto de gasolina se for preciso, e compro mais, se você rasgar este — ele grunhiu. Deus, ele esperava não precisar! A prática, às vezes, não garante a perfeição, mas um professor paciente ajudava, e Isabella ouviu o gemido de prazer de Edward enquanto ela colocava o preservativo nele, len tamente. Apavorada com suas unhas, ela desenrolou a camisi nha com as palmas das mãos, e então ela o estava segurando carinhosamente, orgulhosa de seu trabalho, enquanto os dedos dele deslizavam ainda mais profundamente dentro dela.
— Eu não quero machucar você... — ele arfou. Ele estava, de repente, posicionado no lugar exato, e ela ficou tensa com expectativa e medo. Mas logo ele estava dentro dela, só um pouquinho, suas mãos segurando os quadris dela e ajudando-a a relaxar até que o medo se desvaneceu e ela permitiu que ele continuasse. Mas ele foi tão incrivelmente delicado, tão forte e seguro que só havia puro êxtase em ir devagar. Sempre hou vera, no vasto repertório de exatas duas vezes dela, um mo mento em que ela se perguntara "É só isso? E com isso que o mundo inteiro se importa tanto? E só isso que existe?"
Não, aquilo era tudo o que existia.
Tudo o que ela queria, e tudo o que ela queria ser...
Ele a estava deitando de costas agora, seu corpo esbelto mo vendo-se sobre ela, e era sublime... até que ela perdeu o ritmo, e Edward lidou com a situação facilmente.
— Fique parada. — As palavras dele eram um sussurro bai xo em seu ouvido. Parada? Ela não deveria estar se mexendo? Certamente, ficar parada não era.
"Fique parada", ele disse novamente, e ela obedeceu. Ela simplesmente ficou ali, deitada, experimentando a sensação maravilhosa de tê-lo dentro dela, do cheiro dele ao redor dela, e ela realmente tentou ficar parada, mas seus quadris continu aram a mover-se, e seu corpo continuou se arqueando para encontrar o dele.
"Fique parada...", ele repetiu, e ela tentou mais ainda, mas não conseguia, e de repente estava se movendo junto com ele, ajustando o ritmo, e Edward não estava mais lhe dizendo o que fazer, porque com aquela pausa ela finalmente acertara. Sem precisar de muito esforço, de repente, tudo ficara fácil.
Os lábios dela percorriam a pele do peito dele, e ela explo rou-o com a língua, suas pernas entrelaçadas com as dele, e seus tornozelos tentando encontrar um apoio, mas ele era tão largo que ela mal conseguia. Foi então que ela sentiu algo mudando nele, algo que ela jamais esperara do reservado e reti cente Edward, porque ele estava perdido naquele lugar mágico também. Não havia um modo de definir o que estava aconte cendo, nada específico com o que medir a mudança, mas de repente, ele estava gemendo o nome dela e esquecendo a gen tileza por completo. Isabella o incentivava, não com palavras, mas com beijos em seu peito e com as mãos que deslizavam pelos quadris dele, puxando-o para mais perto. Ele estava to talmente concentrado nela, tanto que ela se sentia tonta com a intensidade do foco total dele no prazer dela, até que ela atin giu o clímax, um orgasmo profundo que o convidou a unir-se a ela. E ele o fez, sucumbindo, tremendo com a liberação, e levando Isabella a um lugar onde não havia som nem silêncio, pensamento ou desejo, somente eles e o ritmo de seus corpos se encontrando e mentes se fundindo. Ela havia vislumbrado pura magia, e não queria voltar, nem deixar aquele lugar, nun ca mais.
Ele a beijou enquanto ela se recuperava e voltava para o mundo real, e então Edward rolou para o lado e Isabella estava subitamente assustada, com medo de perder o que quer que eles tivessem acabado de encontrar, com medo de se afastar daquele lugar. E ela o beijou. Deitando-se sobre ele, ela o bei jou profundamente, sua mão acariciando-lhe o cabelo, num pedido silencioso para que ele não a deixasse, para que ele não retornasse para aquele lugar distante dentro de si mesmo, por que ela havia visto o Edward real agora, havia visto os dois, tal vez, vislumbrando a maravilhosa possibilidade de uma vida juntos, e não queria que aquilo desaparecesse.
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