Um sorriso bobo não saía do rosto de Emma, e em seus olhos um brilho que realçava ainda mais a cor esmeralda de seus olhos. Em seu coração, toda aquela apreensão havia sido substituída pro uma ansiedade. Regina sempre mexia com todos os seus sentidos, e Emma não via mais sentido em sua vida se a morena não estivesse presente. Era tudo tão natural que ela poderia ficar por horas com o sorriso estampado em seu rosto sem se cansar, pelo contrário, aquilo lhe fazia bem por demais.
Receber aquele telefonema de Regina fora a melhor coisa que tinha lhe acontecido naquela semana. Ela tinha sentido falta de todo o contato que tinha com a morena. Era como se seu corpo tivesse entrado numa espécie de abstinência. Cada dia longe de Regina tinha sido uma tortura. Sentia falta de sua voz rouca que lhe arrepiava a pele quase que instantaneamente, seu corpo nu se encostando aos da morena, e os cabelos pretos de Regina que eram sempre tão macios e sedosos.
Não tinha nada que ela não amava em Regina. De seus defeitos até suas qualidades, nela parecia que tudo estava numa sincronia, que a deixava cada vez mais apaixonada por ela. Amava até uma pequena cicatriz que ela tinha em seu lábio superior, que a fazia ficar perfeita.
Passar por aquela floricultura, e se deparar com belíssimas rosas vermelhas lhe fez bolar um plano para conquistar Regina. E cada vez mais Emma tinha vontade de colocá-lo em prática. Ela iria fazer o mesmo que vira seu pai fazer com sua mãe durante toda sua infância, e iria presentear Regina com rosas. Ela pensou muito sobre essa ideia, e tomou a decisão de levar apenas um botão de rosas para Regina. Ela não saberia como seria a reação da morena ao vê-la chegar com um enorme buquê de rosas vermelhas, já que Regina era uma caixinha de surpresas para Emma.
E provavelmente se chegasse a um encontro com um buquê de rosas, a probabilidade de Regina querer fugir e se afastar seriam maiores. Com isso, Emma tomou a decisão que a cada noite que ela passasse com Regina, ela levaria um botão de rosa. Um pequeno símbolo, um que a partir daquele momento simbolizaria cada dia que passava ao lado da morena, e no quão importante isso tinha se tornado para Emma.
E ela mostraria a Regina que ela não precisaria viver na solidão. Por mais que ainda precisasse conhecer muitas facetas da morena, a loira sempre via em Regina uma pessoa muito sozinha e cada vez sentia a necessidade de cuidar dela. Aquilo tudo poderia parecer clichê, mas era a mais pura verdade.
Emma que sempre cresceu rodeada pela linda história de amor de seus pais, nunca imaginaria que um dia ela se veria como a protagonista de uma paixão avassaladora. Agora ela entendia uma a uma cada palavra de amor que seus pais trocavam diariamente e a necessidade de compartilhá-la com Regina cada vez maior.
Regina desligou o telefone e seu coração ainda se encontrava acelerado. Ela nunca tinha se sentido deste jeito, já que sempre fora acostumada a manter suas emoções sobre controle não importando em qual situação estivesse. Mas, a verdade era que Emma conseguia desestabilizá-la. Uma simples palavra ou um gesto e Regina Mills já se via sem saber como agir.
Tinha sido bastante difícil tomar a decisão de ligar para a loira. A falta que ela insistia para si mesma não sentir foi o fator que a fez tomar essa decisão. Muitas vezes durante a semana Regina ficava encarando o número de Emma anotado em sua agenda, como se estudasse a possibilidade de ligar para a loira. Uma semana depois, e depois de algumas tentativas frustradas, finalmente Regina deixou a ligação se completar, por mais que tenha lhe passado pela cabeça a ideia de encerrar a ligação, ela tinha ido até o fim.
Escutar a voz de Emma novamente foi melhor do que ela poderia ter pensado em todas as conversas imaginárias que tinha com a loira dentro de sua cabeça. Como lhe fez bem escutar a voz que tinha acostumado a escutar todas as noites, apesar de que provavelmente ela negaria a si mesma como de fato se sentia.
Era do perfil de Regina Mills. Quase como uma camada que ela tinha criado em torno de si mesma para evitar sofrimentos. Foi a única maneira que uma adolescente encontrou para se proteger de constante falta de carinho que recebia de seus pais. E depois de um momento, essa máscara fria parecia que tinha se apropriado de tudo o que ela tão sonhava para seu futuro. E ela deixou de ter esperança.
Quando Regina era criança, ela sempre teve curiosidade de saber como sua mãe havia se apaixonado por seu pai. E ela sempre fazia a mesma pergunta a Cora, mas a mulher sempre respondia a ela que amor era uma besteira que não servia para nada. O status social e todo dinheiro que possuíam importavam mais para ela do que se seu coração sentia algo por Henry. "Não tem nada de especial Regina. Seu pai tinha o que me oferecer e assim juntamos nossas fortunas e criamos um império." Era sempre o que Cora respondia a filha, que ansiava por uma história como via nos contos de fadas que lia.
Ela ainda segurava o telefone em suas mãos que tremiam ligeiramente, ou pelo menos ela tinha essa sensação de tremor em suas mãos. Ela já tinha se envolvido mais do que tinha imaginado com Emma, e agora ela não tinha certeza sobre o que faria. Ela só precisava ver Emma, seu coração pedia isso a ela.
Quando Emma entrou no quarto de motel naquela mesma noite, Regina já estava sentada em seu lugar característico, com seu corpo nu envolto num lençol. A loira ficou sem palavras, e o que detectara que ela tinha entrado no quarto foi o ranger da porta que fez Regina se virar para ver Emma que usava um vestido branco de flores vermelhas e seu casaco de couro por cima. E nas mãos da loira tinha um pequeno botão de rosa que não passou despercebido pela morena.
– Espero que não queira me comprar com essa rosa. – disse a morena assim que pode encontrar suas palavras, e isso foi somente depois de olhar Emma da cabeça aos pés.
– Eu não tinha intenção de te comprar com essa rosa. – falou Emma deixando a rosa na mão de Regina. – É apenas um gesto de carinho por minha parte.
Aquilo pegou Regina de surpresa, ela não imaginava aquela resposta, e se viu sem palavras para que pudesse rebater a afirmação dita por Emma. Ela depositou a rosa da mesinha do quarto e não disse nada, apenas se sentou na cama e deixou o lençol descer por seu corpo o deixando completamente nu.
Quando Regina se preparava para puxar Emma em direção à cama, a loira negou.
– Hoje eu quero fazer algo diferente. – disse Emma com um sorriso levemente safado no rosto, que encheu a morena de tesão. E sem falar em seu sexo que latejava querendo sentir Emma mais próxima.
– Algo diferente? – questionou Regina. – Senhorita Swan, você sabe que já quebrou todas as regras que eu impus, mas não sei o porquê que ainda continuo te ligando. Quero que saiba que eu não costumo ser assim tão complacente.
– Eu sei Regina. – confessou Emma. – E eu também não costumava agir assim com meus outros clientes. Com você é diferente. Também não consigo explicar toda essa atração que sinto por você. – Emma pensou bem antes de escolher que palavra usar. A vontade que sentia era gritar que o que sentia por ela era amor na sua forma mais simples, mas ela não podia correr o risco de se atropelar em suas próprias afirmações, então escolheu algo que não deixaria Regina encurralada. Atração parecia ser a escolha perfeita.
– Atração... – comentou Regina analisando o que Emma tinha mencionado anteriormente. – Atração.
Emma sentia seu coração se acalantar com o que Regina disse. Para outra pessoa não podia significar nada aquelas palavras, mas ela jurava que podia sentir algum afeto na afirmação da morena.
"Talvez seja por isso que sempre me vejo tão presa nela. Será que também sinto alguma forma de atração por Emma?" Pensou Regina, e quando a morena se deu por si, Emma tinha a vendado.
– O que significa isso Senhorita Swan? – perguntou Regina levando suas mãos aos seus olhos.
– Significa que eu já comecei. – disse Emma de forma provocante jogando a morena na cama. Em seguida, Emma se despiu de todas suas roupas e ia levando as mãos de Regina a cada parte nua de seu corpo. – Está gostando? – perguntou enquanto sentia Regina apertando seus seios de forma possessiva. – Quer sentir como meu sexo está esperando por você? – perguntou e levou uma das mãos de Regina em direção ao seu sexo molhado, que estava esperando pelo contato de Regina. A morena enfiou dois dedos e estocava de forma rápida e precisa arrancando gemidos de satisfação da loira. Regina mesmo vendada brincava com o sexo de Emma e se deliciava ao escutar os sons do gemido da loira. Por estar vendada, os sons pareciam cada vez mais penetrar em seus ouvidos. O gemido gutural da loira a enchia cada vez mais de prazer, até que fora brindada pela sensação inesquecível se escutar e sentir o orgasmo tido pela loira.
– Agora falta apenas outro detalhe. – concluiu a loira que pegou uma algema de sua bolsa e prendeu Regina na cama. A outra mulher só soube do que se tratava quando escutou um clique próximo ao seu pulso e se descobriu algemada na cama.
– Como você ousa fazer isso comigo? – esbravejou Regina enquanto tentava se esquivar da algema.
– Na cama vale de tudo. – respondeu Emma com um sorriso maroto. – E não se mova que você vai acabar se machucando. Ah, e sua voz brava me excita tanto Regina.
Emma desceu até os seios de Regina,e os chupava, fazendo o corpo da morena se arrepiar com o contato.
– Está gostando Regina? – questionou Emma que insistiu na pergunta até que a morena respondeu que sim entre gemidos. – Ainda tem mais... Está preparada?
E dizendo isso Emma retirou uma pena de sua bolsa, passando por toda extensão corporal de Regina. A morena não conseguia controlar que estava excitada, e ao mesmo tempo em que ria sua risada era misturada aos seus gemidos, que levava Emma à loucura. Regina mexia tanto com suas estruturas que o sexo dela molhava só de admirar todo o prazer que a morena sentia.
Ao chegar ao clitóris de Regina, Emma a estimulava usando a pena, e a morena gemia cada vez mais alto, aquela sensação de cócega em seu clitóris fazia com que fosse à loucura cada vez mais rápido. Ela podia sentir que não conseguiria aguentar por mais tempo.
– Emma... Eu não... Irei... Aguentar mais. – disse Regina com a respiração ofegante, ao mesmo tempo em que Emma levemente levou a pena em direção ao sexo da morena.
A sensação que se passou pelo corpo de Regina, foi como se um fio invisível estivesse passando por ela, e todo seu corpo fervilhava de prazer. O primeiro orgasmo da noite tinha acontecido da forma mais inusitada, e Regina não conseguia esconder seu semblante satisfeito com o orgasmo que havia acabado de ter.
Enquanto Regina se recuperava do orgasmo, Emma foi até o frigobar do quarto e colocou umas duas pedras de gelo na boca, e logo em seguida voltou até a cama onde se deitou sobre Regina, e distribuiu beijos gelados pelos ombros da morena,e cada vez mais descia, indo para os peitos e barriga, sem deixar nenhuma parte do corpo sem seu toque.
As pedras de gelo foram derretendo durante todo o percurso de beijos que dava em Regina, e ao chegar próximo ao sexo da morena, Emma se preparou para penetrá-la com sua língua. As costas de Regina arquearam no mesmo instante que a língua gélida de Emma entrou em seu sexo. A sensação de queimação se misturava com todo prazer proporcionado pela loira, que se arrepiava com os gemidos de Regina. Elas funcionavam numa sincronia perfeita. Regina após mais um orgasmo gozou e teve todo o seu líquido lambido por Emma. E a loira tinha gozado também ao sentir toda entrega de Regina.
As costas nuas de Regina encontraram o colchão macio, e as respirações de ambas as mulheres eram ofegantes, e Emma finalmente tirou as algemas do pulso de Regina e as vendas dos olhos castanhos da morena. Descansaram seus corpos nus um no outro. Não disseram nada, e não havia nada que precisavam dizer uma à outra depois da noite maravilhosa que tiveram.
Antes de Emma sucumbir ao sono, ela podia jurar que sentiu a cabeça de Regina encostando-se a seu ombro.
