Notas iniciais do capítulo:

Música: Iris - Goo Goo Dolls


Ela não tinha idéia de como eles haviam chegado ali. Mas ela se lembrava vagamente que entre as suas tentativas de recuperar sua consciência e o ar para os seus pulmões, qualquer lugar vazio por onde eles passavam e não podiam ser vistos, Jensen a puxava para mais um beijo. Ela perdeu a contagem entre o quinto, ou talvez o sexto, que foi logo depois que um casal saíra do elevador, dando-os mais uma oportunidade.

Era como uma casa luxuosa dentro de um hotel. A sala era incrivelmente espaçosa e sofisticada, com dezenas de poltronas de tons claros e avermelhados. Um sofá grande estava virado para uma televisão de plasma próxima à porta. Mais à frente, uma sala de jantar, com uma mesa de vidro grande o suficiente para dez pessoas, embora a suíte fosse para um casal. Os outros cômodos que ela conseguiu enxergar incluíam uma cozinha moderna, uma lavanderia e um escritório do outro lado da sala.

Mas Jensen não permitiu que Gabs observasse muito, pois logo segurou a mão dela e puxou-a para o cômodo principal: um quarto grande, porém simples. Com uma cama de casal espaçosa, de madeira escura e avermelhada, em contraste com os lençóis e travesseiros brancos. O que mais chamava à atenção eram os vários abajures pequenos acesos, fixados pelas paredes do quarto, e cocos espalhados pelo cômodo, com algumas orquídeas brancas nos entremeios das frutas. É, aquilo era realmente estranho. E Gabs não conseguiu conter uma leve risada.

Jensen voltou sua atenção para ela e ficou observando o sorriso no rosto da garota, hipnotizado, antes de perceber o motivo da risada.

— São os cocos, não é? — murmurou ele, não contendo o riso também.

— É que… é estranho. — respondeu ela.

Jensen, ainda segurando a mão dela, pegou uma flor de um dos cocos e colocou entre eles, roçando as pétalas brancas de leve no rosto claro dela.

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now

— Acho que depende do ponto de vista. — murmurou Jensen, a voz fraca, sem conseguir desviar os olhos dos dela.

— É… — concordou Gabs, sua voz era um sussurro. Seus olhos também estavam presos aos dele. E pela primeira vez, desde que eles se encontraram, ela se impulsionou para frente, na ponta dos pés, trazendo o rosto dele para mais perto e beijando-o.

Jensen envolveu a cintura dela, acabando com o espaço entre eles, antes de aprofundar o beijo. O quarto estava em um completo silêncio, mas era como se uma banda estivesse tocando dentro deles, pois tudo parecia muito alto e extremamente empolgante. Eles tinham total noção de que não poderiam estar ali, fazendo o que estavam prestes a fazer, mas eles não conseguiam mais parar de se beijar.

And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

Ele agarrou as pernas dela, levantando-a, fazendo com que ela o prendesse pela cintura, enquanto ele colocava uma mão nas costas dela, por baixo da blusa azul escura que ela estava usando, e outra mão na nuca dela, puxando-a para outro beijo.

Jensen tinha total consciência de que o que estava acontecendo agora não era apenas uma mera imaginação, ou uma maluquice da sua cabeça com outra mulher, que ele poderia interromper a qualquer momento e sair sem se sentir culpado ou arrependido. O que estava acontecendo era real. E completamente insano e contraditório. Mas ele não queria se importar com isso. Ele não queria ouvir o seu lado racional. Ainda mais ele, que sempre fora tão cuidadoso e correto. Mas ele também não tinha muitas objeções a fazer. Pois ele não conseguia mais se imaginar vivendo sem estar ali com ela. E ele sabia que Gabs sentia a mesma coisa. E isso só o fazia pender cada vez mais para o lado emocional. O lado que precisava dela, que precisava do toque dela, do beijo dela.

Cause sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight

Ainda segurando ela, Jensen foi até a cama do quarto, onde deixou-se cair por cima dela, no colchão alto e fofo. Ele sentiu o perfume dela e sorriu, antes de se afastar alguns centímetros para observar o rosto dela. Ele estava ainda um pouco inseguro, embora achasse que estivesse completamente certo do que queria, então parou para ver o que Gabs pensava de tudo aquilo. Mas ele não conseguia falar. Ele apenas ficou ali, vendo os olhos claros dela, com uma intensidade faiscante, os lábios vermelhos, e a respiração acelerada, fazendo o corpo dela subir e descer lentamente, tocando no dele. Mas Gabs não precisava de uma explicação formal, ou de frases clichês. Ela sabia exatamente o que aquela hesitação significava. Mas ela também não respondeu com nenhuma palavra. Tudo o que Jensen viu foi os olhos dela, transparecendo uma certeza, e um sorriso leve, que parecia chamar por ele.

And I don't want the world to see me

Eles não precisavam de mais nada. E poderiam pensar nas conseqüências depois, bem depois.

Cause I don't think they'd understand

Jensen estava agora sentado na cama, as pernas de Gabs ainda enroscadas em seu corpo, enquanto ele segurava o rosto dela e passava os lábios pelo pescoço da garota, que tentava conter os arrepios em seu corpo que ele provavelmente estava sentindo agora.

Eles estavam apenas se beijando, por um longo momento, e ambos não queriam interromper aquilo tão cedo. Mas as mãos de Gabs não estavam muito afim se seguir os plano deles, pois logo estavam na camiseta dele, puxando-a para cima. Jensen não protestou, e quando se deu conta, estava até ajudando-a a se livrar da camiseta.

E o que ela vira naquele hotel, depois que Jensen saíra do banho, sem camisa, não era absolutamente nada comparado com o que ela estava vendo agora, ali, tão perto do corpo dela. Ela tinha certeza de que seus pulmões aprenderiam a se virar sozinhos logo, logo, pois ela perder o ar cada vez que ficava perto dele já estava se tornando algo comum.

Mas seus pensamentos foram interrompidos, ou melhor, toda a sua atividade cerebral foi exterminada quando Jensen encostou o rosto no dela e mordeu sua orelha. E dali ele desceu para o pescoço e ombros dela, deixando um rastro de beijos, fazendo-a esquecer do plano de controlar aqueles arrepios incessantes.

Ele segurou a cintura dela, antes de levantar a blusa escura, para tirá-la também. Jensen separou os lábios do corpo dela para poder erguer a peça de roupa, antes de jogá-la em algum canto do quarto e se perder na visão do corpo dela, naquela pele clara, em contraste com os cabelos, que tinham mechas espalhadas pelos ombros, levemente caídas. Ele afastou alguns fios, prendendo-os atrás da orelha dela, e deslizando a mão pelo rosto já corado dela, antes de puxá-la para um beijo. Ele traçou todos os caminhos possíveis nas costas dela, percorrendo sua pele com leves toques, mas que causavam praticamente um rastro de fogo no corpo dela.

Jensen voltou a beijar o pescoço de Gabs, agora caindo com o corpo por cima do dela, prendendo-a na cama com eu próprio peso. As mãos dele começaram a deslizar pelo cós da calça jeans que ela estava usando, fazendo-a trancar a respiração por um tempo indefinido. Ele passou a mão por uma das pernas dela, levantando-a um pouco, fazendo com que o corpo dela encaixasse no seu.

Sem perceber, ela também estava com uma das mãos no cinto da calça dele, enquanto a outra percorria as costas nuas dele, fazendo com que Jensen se arrepiasse muito mais do que ela.

Jensen já estava apenas com sua calça de jeans escuro e meio desbotado. Gabs, além da calça, ainda estava de tênis, e usando um sutiã preto. Ela aproveitou que eles estavam mais próximos da beirada da cama para cruzar os pés e se livrar dos calçados, o que fez com que suas pernas se erguessem um pouco entre as de Jensen, fazendo controlar um suspiro baixo e ofegante por causa do contato repentino. Gabs percebeu e não conseguiu conter uma risada baixa.

— Acha engraçado? — brincou ele, feliz por conseguir dizer alguma coisa. — Você está me torturando.

— É? Então está funcionando. — respondeu ela, observando o sorriso no rosto dele antes de voltar a beijá-lo.

Jensen ainda tinha uma das mãos entre os cabelos dela, enquanto a outra apenas acariciava as pernas dela, num subir e descer delicado. Já Gabs, não estava sendo tão controlada. Ela permanecia com aquele beijo envolvente e intenso, com gosto de desejo, enquanto uma mão ainda inconsciente percorria o jeans dele, e a outra explorava as costas largas dele, aranhando-o sem se conter.

Ela provavelmente não sabia, ou Jensen deixara pistas disso, já que não conseguia nem respirar direito. Mas suas costas eram um ponto fraco. E ela arranhando-o daquele jeito era simplesmente enlouquecedor.

— Você é… — sussurrou ele, a voz fraca e ofegante, enquanto ainda sentia as mãos dela em seu corpo. — …diabolicamente perfeita. — Jensen conseguiu dizer, arrancando um sorriso divertido do rosto dela.

Ele se apoiou em um dos braços, ficando um pouco acima do rosto dela, suas bocas quase se tocando, enquanto Jensen ficava parado ali, observando cada detalhe, desde os olhos até a boca entreaberta e convidativa, com um meio sorriso tímido.

When everything's made to be broken

I just want you to know who I am

— É loucura demais, ou cedo demais, pra dizer que eu estou… insanamente apaixonado por você? — murmurou Jensen, a voz hesitante, sem conseguir desviar os olhos dos dela, esperando por qualquer reação que fosse.

— Se for… — sussurrou ela, aproximando o rosto do dele, seus lábios a poucos milímetros de distância. — Então somos dois loucos apressados. — ela respondeu, fazendo com que os dois rissem, antes de se perderem um no olhar do outro.

And I'd give up forever to touch you

Cause I know that you feel me somehow

Jensen exibiu um sorriso amplo, como o de um garotinho feliz, fazendo seus olhos verdes brilharem, deixando todo o seu rosto iluminado. Então, sem conseguir mais se conter, ele puxou-a para um beijo apaixonado e intenso. Ele se afastou um pouco do corpo da garota e com um movimento rápido abriu os botões da calça dela, deixando-a agora apenas com o seu sutiã preto e uma calcinha também escura, com contornos rendados. Enquanto Jensen a prendia num beijo forte e apressado, Gabs puxava o cinto da calça dele, impedindo-o de se afastar mais do que o necessário, enquanto tentava abri-lo.

Quando a calça jeans dele deslizou para fora da cama, Gabs observou a boxer preta que ele estava usando. Logo seus olhos percorreram todo o corpo dele, passando lentamente pelas pernas dele entrelaçadas nas suas. Aquilo era demais para ela, sem dúvida. Ela estava sentindo todo o corpo dele, cada pedaço, em contato com sua pele. Não fazia mais sentido respirar agora.

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now

Jensen sentiu o corpo dela queimar embaixo do seu. Mas Gabs não tinha idéia se estava queimando de vergonha ou de desejo. Ela só tinha certeza de uma única coisa: o que estava acontecendo era surreal. Era sobrenatural. Esse pensamento fez com que ela risse baixinho no ouvido dele. O que Jensen, numa situação como essa, apenas interpretou como um incentivo. Ele voltou-se para a boca entreaberta dela, voltando a beijá-la com pressa e intensidade, diminuindo cada vez mais a distância entre eles, grudando com força o corpo dela ao seu, encaixando-se perfeitamente um no outro.

Totalmente despidos agora, Gabs conseguia distinguir naturalmente que estava queimando de vergonha. Mas não era um pensamento perturbador que ficou em sua mente, pois antes mesmo de retomar a idéia, os lábios de Jensen percorriam o corpo dela, fazendo-a esquecer o quer que fosse que ela estava pensando.

Jensen deslizou para ela cuidadosamente, tentando ser o mais gentil possível, enquanto beijava de leve a boca avermelhada de Gabs. Ela sentiu o hálito dele roçando em seu rosto, e de alguma forma isso lhe passou um pouco mais de segurança e tranqüilidade. Ele parou após alguns segundos para observar o rosto sereno dela. Ela estava de olhos fechados, mas sentiu que ele estava olhando para ela, então um sorriso surgiu em seus lábios, passando confiança. Jensen não conseguiu deixar de sorrir também. Ela era a garota mais perfeita que ele já conhecera. E ele teve a sorte de estar com ela em seus braços. E parecia que finalmente tudo estava dando certo.

And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

Ele começou a movimentar-se lentamente, levando uma mão ao rosto dela e outra as suas costas, fazendo com que ela se inclinasse para frente, reagindo ao toque dele, e aumentando a aproximação. Jensen encostou o rosto no dela, e Gabs sentiu um pequeno sorriso se formando nos lábios dele, antes que ele voltasse a beijá-la, agora sem pressa. Apenas tocando a boca dela, com uma leve pressão.

Ele segurou os ombros dela enquanto sentava-se na cama, ela em seu colo agora, uma mão entrelaçada nos cabelos claros dele e a outra em suas costas, segurando-se. Ele levantou-a, antes de avançar para o meio da cama, onde conseguiu alcançar um pequeno interruptor na cabeceira, fazendo com que os abajures se desligassem, deixando o quarto numa penumbra tranqüila. Jensen afastou o lençol embaixo deles, antes de voltar a deitar Gabs na cama, movimentando-se por cima dela novamente, agora com o lençol fino cobrindo-os da cintura para baixo.

Jensen imaginou que isso a deixaria mais tranqüila, mais à vontade. Mas a verdade é que ela estava enlouquecendo, e ao mesmo tempo, tentando parecer o mais normal possível. Gabs não sabia se saía correndo dali ou se agarrava aquele homem na sua frente para nunca mais soltá-lo. Ela estava assustada, confusa, e não conseguia formular um pensamento por mais de dois segundos, por causa do peso do corpo perfeito dele que se movimentava em cima dela de um jeito torturante. Mas ela sabia de uma coisa, algo fundamental, que nem mesmo aquilo tudo conseguia desviar de sua mente: ela queria ficar com ele, antes que fosse tarde demais.

E essas palavras ecoando em sua mente a deixaram mais nervosa. E quando Gabs se deu conta, ela conseguira se desvencilhar do peso do corpo dele. Por um momento ela achou que seu cérebro estava contrariando-a novamente, e Gabs teve medo de que fosse sair correndo dali. E ela viu esse mesmo medo nos olhos verdes dele. Mas logo eles entenderam o que acontecera. Pois agora Gabs estava em cima dele, um sorriso nos lábios, antes de inclinar-se para beijar o rosto e o corpo quente dele.

Jensen sentou-se na cama de novo, agora com o corpo de Gabs encaixado no seu, e graças ao movimento dela, o lençol os deixara completamente enrolados um no outro. Agora, mesmo que ela quisesse, não conseguiria escapar. Isso fez com que Jensen deixasse escapar um sorriso perigoso, antes de trazê-la para mais perto, as mãos em torno de sua cintura fina e delicada. O corpo pequeno em cima dele, movimentando-se lentamente, enquanto ela arranhava as costas largas dele de forma inconsciente, traçando um caminho de seus cabelos curtos, descendo pelo pescoço curvado no ombro dela e mapeando a pele dele, antes de refazer o caminho.

Ela gemeu baixinho no ouvido dele, já completamente fora de si. Ela sentia suas pernas tremerem de excitação e fragilidade ao mesmo tempo. E a mistura de sensações dentro do seu corpo causavam uma dor quase física de tão intensas. Era como querer ficar em silêncio observando os olhos dele e querer gritar ao mesmo tempo, beijando-o sem pausa para respirar. Mas ela ainda tinha um pouco de sanidade para se conter e acompanhá-lo.

Jensen suspirava no ouvido dela, já sem se conter muito também, fazendo-a sentir aquele hálito quente em seu rosto de novo. Ela levou as mãos até o rosto dele, trazendo-o para um beijo calmo e apaixonado, que ia se intensificando com o passar dos segundos. Os movimentos na cama iam acompanhando o beijo, e logo eles estavam aumentando o ritmo, sem mais limites agora. Jensen segurou-a pela cintura e por baixo de um dos braços dela, fazendo-a voltar para baixo dele, deixando-os ainda mais apertados no nó do lençol. Ele beijava o rosto e o pescoço dela quase ao mesmo tempo, tentando não diminuir o ritmo ou a distância. As unhas de Gabs cravaram nas costas dele, e deslizaram pela pele de Jensen, quando ela sentiu-o aprofundar-se, ao intensificar o beijo e todo o resto.

Gabs diminuíra qualquer distância que ainda havia entre eles, impulsionando-se para frente, enroscando suas pernas no corpo dele, enquanto Jensen a segurava, e tentava segurar-se ao mesmo tempo. Ele quase escorregara e caíra por cima dela. Jensen percebeu que seu corpo inteiro tremia. Ela estava matando ele. Da melhor maneira possível… Ele conseguiu alcançar a cabeceira da cama com uma das mãos, e logo estava arrastando o corpo dela para o estratégico estofado que havia ali. Ela estava com as costas na cabeceira agora, os braços em torno do pescoço dele, e as pernas cruzadas trazendo-o para mais perto. Jensen estava um pouco acima dela, seus lábios estavam distantes, porém entreabertos, um esperando pelo outro, enquanto ele segurava com força a madeira escura da cama acima do ombro dela, e a outra mão presa a cintura dela, num abraço não muito forte, já que o lençol em torno deles fazia a parte de mantê-los unidos sem muito esforço.

Jensen manteve o ritmo, agora com um pouco menos de intensidade, embora os movimentos fossem mais prolongados. Eles pareciam que estavam ali por horas, os rostos quentes próximos um do outro, os olhos claros se encarando, enquanto eles tentavam inutilmente respirar e continuar. Nada mais importava. O cansaço, a fraqueza, as pernas trêmulas. Eles estavam tão envolvidos um com o outro que nem conseguiam pensar nesses detalhes.

— Gabriela… — Jensen chamou, depois de um longo momento de silêncio. Eles ainda se movimentavam um contra o outro, interrompidos às vezes por algum suspiro baixo. Os pensamentos dela congelaram ao ouvir o próprio nome dito pela voz rouca dele. Ela observou os olhos verdes dele, que brilhavam com uma intensidade diferente. — Eu… Eu quero te amar… pra sempre. — murmurou ele, sem acreditar que conseguira realmente dizer aquilo. Não só por estar tão incapacitado de falar como estava agora, mas sim pelas palavras que ele dissera. Geralmente se arrependia quando falava algo assim, e depois era obrigado a ficar esperando pela reação dela, que geralmente era seguida de uma expressão neutra ou um sorriso desconcertado.

Gabs simplesmente não conseguia acreditar, que mesmo depois de toda aquela irrealidade, ele ainda era capaz de ser tão… parecido com algo melhor do que o melhor de seus sonhos. Ela sorriu, deixando um pouco de ar escapar de seus pulmões, fazendo-a respirar rápido demais, como se estivesse prestes a chorar ali na frente dele, entre ele e o estofado da cabeceira. Não, aquele não era um bom momento para chorar. Mas ela deixou que qualquer outro impulso tomasse conta de seu corpo. E logo ela estava beijando-o, e envolvendo-o em um abraço muito forte.

— Eu não quero… — ela sussurrou, no ouvido dele, deixando-o um pouco confuso. — Porque eu sei que eu vou te amar pra sempre. — disse Gabs, ainda tentando conter uma lágrima que queria descer a todo custo. — Eu te amo.

— Eu te amo. — ele sorriu, o verde de seus olhos mais intensos agora, enquanto ele observava o rosto corado dela. Como ela ainda conseguia ficar envergonhada depois de tudo isso? Talvez fosse por isso que ele gostava tanto dela. Ela era imprevisível, delicada, emotiva, com olhares misteriosos e ao mesmo tempo carinhosos, um sorriso diferente de todos os outros, uma voz mais encantadora do que qualquer outra, e ela era tudo pra ele agora.

Jensen soltou a cabeceira da cama e envolveu Gabs com mais força, antes de aumentar a pressão sobre ela, beijando-a com igual voracidade, seus dedos perdendo-se entre os cabelos soltos dela e suas costas nuas, permanecendo assim por mais alguns segundos, antes de cair sobre o corpo dela, ambos respirando com dificuldade.

Eles tiveram um pouco de dificuldade para se separarem por causa do lençol. Conseguiram um pequeno espaço antes de desistirem, cansados demais para lutar com um mero tecido. Jensen riu, antes de puxá-la para mais perto, beijando todo o rosto dela. Depois, Gabs pousou o rosto no ombro dele, deixando uma de suas mãos deslizarem pelo peitoral dele, fazendo caminhos aleatórios até parar com os dedos cansados perto de um canto particular, onde ela conseguia sentir as batidas do coração dele como se estivesse segurando-o entre seus dedos.

Cause sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight