Desejos de princesa Lucy Monroe
Capítulo 12
Aquela arrogância exaltada se foi, junto com a cor do seu rosto. Ele virou a cabeça para o lado.
— Izayoi?
— Como você vê. — ela avançou e abraçou os dois, Miroku, com seu jeito rígido e furioso, e Sango.
Ela deu um tapinha na bochecha de Miroku.
— Relaxe, meu filho. Não fique tão chateado com seu pai. Ele só quer protegê-lo, assim como você deseja proteger Sango.
— Eu não sou nenhuma criança para ser protegido!
— Você sempre será nosso menino. Aceite isso. — ela sorriu para Sango com os olhos cheios de ternura e compreensão.
— Você quer ir, querida?
— Não — o rei havia feito um comentário que ela queria que fosse explicado, e não iria a lugar algum antes disso.
— Viu, Miroku? Ela não está pronta para partir.
— Eu não permitirei que ela seja magoada.
— Algumas coisas não podem ser omitidas dela — foi o comentário enigmático de sua mãe.
Miroku olhou não muito convencido e Sango pressionou a mão sobre o peito dele.
— Miroku, por favor.
— Não quero que você fique chateada.
— Obrigada, mas quero ficar.
Ele a encarou com os olhos repletos de uma emoção indescritível. Finalmente, ele balançou a cabeça e olhou para Izayoi.
— Mamãe, não a aguardávamos.
— Eu soube, ontem à tarde, pelo proprietário de minha butique preferida, que você viajaria cedo. Imaginei o seu raciocínio, qual seria a reação de seu pai com o ocorrido e mudei meus planos em função disso.
— Você acha que a Srta. Minamo precisa da sua concorrência? — perguntou o rei Inutaisho em um tom que parecia tenso.
Sango olhou para ele e engoliu em seco. Ele observava Izayoi com uma expressão aparentemente tão agonizante que o coração de Sango se solidarizou com ele.
Izayoi parecia distraída.
— Eu acho que você vai amedrontar a pobre moça com essa arrogância que até agora ela achava divertida.
— Você nega que a recusa dela em se casar com o nosso filho é prejudicial ao bem-estar de todos os envolvidos?
— E o seu filho lhe disse que Sango se recusou a se casar com ele?
A raiva tomou conta da expressão do rei.
— Eu li os jornais. E em nenhum lugar havia a menção de um futuro casamento. Eu conheço meu filho. Ele nunca permitiria que seu filho viesse ao mundo sem o benefício do seu nome. Se não há intenção de casamento, é porque ela recusou.
Izayoi sacudiu a cabeça.
— Não há tolo pior que um velho tolo.
— Eu não sou um velho — ele disse.
— Mas é um tolo.
O rei Inutaisho olhou para ela pronto para cuspir marimbondos, mas não o fez. Sango achou aquilo atraente.
— Que jornais? — ela perguntou.
— Os que meu filho pretendia esconder de você vindo para cá — Izayoi retrucou.
— E essa droga teria dado certo se papai tivesse mantido sua boca grande fechada.
— Miroku! Eu não o eduquei para você falar com esse linguajar e tão desrespeitosamente com o seu pai.
O olhar fulminante de Miroku não admitiu, mas Sango não estava interessada na dinâmica familiar nesse momento.
— Eu repito... Que jornais? Você tem outros exemplares?
— Sim — o rei Inutaisho respondeu ao mesmo tempo em que Miroku resmungou:
— Não!
Sango ignorou o homem que amava para encarar seu pai de forma penetrante.
— Quero saber o que foi dito. Quero ver os jornais agora.
Miroku virou-a para encará-la com aqueles olhos azuis que demonstravam preocupação.
— Sango, ver as histórias só servirá para preocupá-la. Não quero que isso aconteça.
— Eu sei, mas não posso me esconder disso. Sua mãe está certa.
— Não, ela está errada.
— Eu não sou uma idiota, Miroku. Você confia em mim para lidar com uma situação difícil ou não?
— E se eu não confiar?
— Você confia — ela afirmou com profunda segurança.
Ele não queria que ela lesse as histórias, mas não duvidava de que ela seria capaz de lidar com aquilo.
— Sim, confio.
Justo naquele momento, um homem jovem de terno apareceu ao lado do rei Inutaisho.
— O senhor chamou, sua Alteza?
— Traga-me os jornais com a foto do meu filho estampada nas primeiras páginas.
— Isso é uma tolice — Miroku argumentou, sem muita firmeza.
O rei Inutaisho olhou com desdém para ele.
— Ela tem o direito de saber o que está sendo dito, e se ela não for forte o suficiente para lidar com isso, não é forte o suficiente para ser sua princesa.
— Eu não sou fraca — Sango insistiu, com a mesma irritação demonstrada a Miroku anteriormente.
Ela passou a infância sendo forçada a se submeter a uma fraqueza corporal. Lutou e venceu a batalha. Não se submeteria de bom grado a nenhuma outra fraqueza outra vez.
Izayoi sacudiu a cabeça e estalou os lábios.
— Inutaisho, você só ficou mais teimoso e dogmático com a idade.
— Você discorda de mim? — ele reclamou, demonstrando que a opinião dela realmente importava.
— Não, mas, se você tivesse um pingo de sensibilidade, teria abordado isso de forma diferente. Eu também não duvido da força dessa mulher.
— Então não sou diplomático com a minha família — o velho homem resmungou. — Um homem deveria ter algumas pessoas nesta vida com quem ele pudesse ser honesto sem medo de represália, mesmo um rei.
— Sim, mas algumas verdades não devem ser ditas.
O ajudante retornou com os jornais e Sango os examinou enquanto Miroku permaneceu ao seu lado. As manchetes eram cruéis e a história em si não era muito melhor.
Primeira leitura: "A secreta gravidez da amante do príncipe: seria mesmo dele o filho?" Ela recuou quando leu a seguinte: "Príncipe estéril finalmente será pai... Será ele o pai?" E depois a outra: "Príncipe Playboy não planeja casar com a amante grávida".
— Eu não imaginava que eles soubessem do bebê.
— Nosso passeio à livraria não foi muito inteligente — Miroku admitiu.
Mas não foi apenas essa informação a respeito deles que vazou para a imprensa. Alguém na Taisho Shipping ouviu falar sobre a sua ida ao banheiro durante a apresentação e sobre os funcionários contratados para transportar seus pertences para o suntuoso apartamento dele.
Alguém juntou as informações e passou para a imprensa. Ela foi tomada por uma sensação de traição. Era duro acreditar que um colega de trabalho pudesse ter traído os dois daquela maneira.
Ela folheou os artigos e sentiu a garganta apertar. A especulação girava em torno do fato de o bebê ser de outro homem, por ela ter se recusado a se casar com ele, já que Miroku havia saído com outra mulher antes de Sango descobrir que estava grávida. A foto dele dançando com uma loura aparecia de forma destacada. Assim como fotos antigas dele com Mayuri e algumas recentes de Sango e Miroku saindo da livraria.
Comparações desagradáveis eram feitas entre as duas mulheres e a inadequação de Sango ser a mãe de um filho do príncipe foi citada por mais de um repórter. A mãe de Sango teria várias razões para ter um ataque quando lesse o artigo... Se ela lesse. Sango realmente esperava que sua mãe não o lesse.
Mas o pior eram as insinuações de que ela teria engravidado de outro homem e estava tentando enganar Miroku para se casar ou extorquir dinheiro dele.
Ela dobrou o jornal e disse:
— Acho que vou desmaiar.
Miroku correu para segurá-la, mas Izayoi foi mais rápida e acomodou Sango em um pequeno sofá branco que estava próximo às poltronas no hall.
— Recoste-se. Isso, desse jeito. Agora, respire fundo e concentre-se em outra coisa.
Sango respirou fundo, mas não conseguia pensar em outra coisa a não ser nas horríveis declarações que as reportagens traziam. Ela se virou e olhou diretamente para Miroku.
— Sinto muito. Eu não pretendia...
— Nada disso foi sua culpa — ele disse com firmeza, e ajoelhou-se ao lado dela.
Mas fora. Ela se preocupara com o que aconteceria quando a imprensa soubesse do bebê, agora sabia. Era horrível.
— Você odeia tudo isso... Era o que você mais queria evitar. Sinto muito — ela repetiu, sabendo que as palavras eram inadequadas para a forma como a vaidade dele fora abalada com aquelas histórias.
— Você não duvida que o filho seja seu, não é?
— Como pode me perguntar isso? Eu já disse que não tenho dúvidas.
— Mas agora que tudo isso veio à tona...
— Não se preocupe, odeio essas histórias e a atenção dispensada a elas. Mas minha primeira preocupação ao lê-las ontem pela manhã foi protegê-la. Não ligo para o que eles dizem a meu respeito. Eu sei que o bebê que está dentro de você é meu.
— E é mesmo, Miroku.
— Claro que ele sabe que é dele — Izayoi sacudiu a cabeça e fez um carinho na mão de Sango. — Meu filho não é bobo...
— E o que isso significa? — rei Inutaisho perguntou, ressentido.
Izayoi virou-se para encará-lo.
— Você também pode assumir bastante crédito pela tolice dele. Ele já foi casado antes e também amou. Ele já demonstrou para Sango que não é tão mais capaz de ser fiel do que você.
Antes, o rei estava pálido, mas agora estava definitivamente cinza.
— Eu...
— Você tem que parar de se castigar, entende?
— Sua Alteza, as pessoas estão aguardando a entrada do lado de fora das portas. — o ajudante retornou.
— Devo cumprir minhas obrigações — disse o rei Inutaisho com uma expressão de quem estava indo para o inferno e não havia como escapar.
Izayoi balançou a cabeça com uma emoção indecifrável.
— Claro. Miroku, traga Sango. Vamos nos retirar para os aposentos particulares. — ela bocejou delicadamente. — Eu deveria tirar um cochilo. Viajei a noite toda e dormi muito pouco.
— Você deveria ter viajado conosco — Miroku disse, enquanto ajudava Sango a se levantar e conduziu as duas mulheres por uma porta atrás deles.
— Não havia tomado conhecimento de sua partida até momentos antes do ocorrido.
Miroku passou o braço pela cintura de Sango. Sango parou à porta e virou-se para olhar para o rei.
— Eu não havia tomado conhecimento dos artigos.
Ele esboçou uma feição de desagrado.
— Eu percebi. Desculpe por minhas acusações prematuras.
— Não quero magoar Miroku.
— E ele não deseja magoá-la, mas, como Izayoi e eu aprendemos, boas intenções nem sempre são suficientes.
Sango instintivamente voltou para a sala e segurou o braço do rei. Ela queria abraçá-lo, mas não teve coragem.
— Vai dar tudo certo.
Os belos olhos dourados do rei estavam cheios de uma antiga tristeza.
— Espero que esteja certa.
— Confie em mim e no seu filho. Ele é um bom homem.
— Sim, ele é. Um homem melhor que seu pai.
— Não concordo. Acho que deve ser muito especial para ter educado Miroku como ele é.
— O mérito é mais da Izayoi do que meu.
Sango sorriu e criou coragem para abraçar o velho homem intimidado. Rei ou não, ele estava magoado. Ela falou em seu ouvido:
— Foi um esforço conjunto e você deveria aceitá-lo. Abandone um pouco a humildade, ela não lhe cai bem.
Ele sorriu e ela se retirou.
— Acho que você dará uma excelente princesa, Sango Minamo.
Sango sorriu, comovida com o voto de confiança.
— Obrigada.
Ele a puxou para um abraço e beijou sua face. Lágrimas caíram dos olhos dela sem razão aparente. Ela recuou e virou-se para sair, mas parou e inclinou-se na direção dele para sussurrar.
— Quer um pequeno conselho? Quando uma mulher toma o seu partido como Izayoi acabou de fazer ela não odeia o seu atrevimento.
O rei Inutaisho ficou boquiaberto e Sango apressou-se para alcançar Miroku.
— Venha — Izayoi chamou, e Miroku puxou Sango pela porta, para, em seguida, fechá-la com firmeza.
— Venha caminhar comigo nos jardins — Miroku convidou, depois de terem deixado Izayoi em seus aposentos.
— Eu adoraria.
Ele a levou para um jardim externo que parecia saído de uma pintura renascentista.
— É maravilhoso, não é?
— Eu sempre o apreciei.
— Mas você escolheu viver na Sicília.
— Sim.
— Por quê?
— Eu queria estar perto da mamãe e marcar meus próprios passos no mundo. Além disso, papai me queria na Sicília cuidando da mamãe.
Sango balançou a cabeça. Ela não hesitava em acreditar naquilo.
— Por que você queria esconder as histórias de mim? — ela perguntou, indo direto ao assunto que precisavam tratar.
— Eu sabia que isso a aborreceria e estava certo.
— Mas o assunto também o aborreceu.
— Você é minha mulher, é meu dever protegê-la.
— É? — ela sorriu encantada. — Há outras coisas com as quais eu preferiria que você gastasse seu tempo.
Lembrando de um conjunto inteiro de bagagens só dela que fora embarcado em um avião, ela disse:
— Você não pensa em voltar para a Sicília agora, pensa?
— Não. Achei que, com uma visita mais prolongada por aqui, eu poderia protegê-la do frenesi da mídia, mas meus pais pensam de outro modo.
— Por favor, não fique chateado com eles. Só estão fazendo o que acham certo.
— E o que você acha que é certo?
— Saber de tudo, não importa o quanto isso machuque. É melhor do que ficar alienada. — ela mordeu o lábio e então perguntou: — Isso teria repercutido tanto se nós estivéssemos nos casando?
Ele encolheu os ombros.
— A falta de casamento alimenta a fofoca, tenha certeza. Mas isso não garante que não haveria outras histórias. Aprendi isso com Mayuri.
— Apesar de tudo, estou surpresa com você por não ter usado as histórias como vantagem para me pressionar a casar. Você sabia que eu me sentiria mal com isso. Pelo contrário, tentou escondê-las de mim.
— Eu não queria vê-la magoada.
Provavelmente, uma parte dele não queria que ela visse as crueldades a respeito dele que também foram escritas. Ela certamente odiaria saber que ele havia lido toda aquela especulação sobre a paternidade do bebê.
— Usar os artigos para persuadi-la seria o mesmo que fazer chantagem emocional, e eu me recuso a fazer isso. Nunca. É uma promessa que eu lhe fiz.
— Eu não me recordo dessa promessa — ela disse.
— Porque não a verbalizei.
Oh, céus... Ela estava prestes a chorar e isso não deveria acontecer.
— Isso é tão carinhoso — ela acrescentou.
— Psssiu... Tesoro. Tudo bem que eu seja um homem honrado, mas isso é bom, não é?
— Sim — ela disse, com a voz vacilante.
— E você é uma mulher respeitável.
— S... Sim... Acho que sim.
— Eu sei que sim.
— Mas talvez seu pai esteja certo. Minha recusa em me casar com você é egoísta, quando penso no que nosso filho poderia enfrentar com a imprensa.
— Você não é tão egoísta assim. Simplesmente está assustada e confusa diante de tantas mudanças ao mesmo tempo.
— Eu não sou tola.
— Eu nunca disse que você era. Foi esperta o suficiente para namorar comigo, isso demonstra um QI acima da média, não é?
Ela riu, mas sua cabeça rodava ao saber que tinha de se casar com ele. Era a coisa certa a ser feita, e não era apenas na realeza que as pessoas sabiam alguma coisa sobre responsabilidade. Por outro lado, casar-se com o homem que ela amava não era nenhum infortúnio.
Ela acabara de dizer-lhe que não era tola, mas esperar uma proposta romântica do homem para quem a única razão para casar-se com ela eram a segurança e o futuro do filho dele, além de querer desempenhar o papel integral de pai, isso sim seria uma idiotice.
Ele não havia descoberto que a amava de repente. Sango finalmente admitiu que era o que ela esperava. Não apenas que ele aceitasse o seu amor, mas que retribuísse, e isso não era justo. Ele já havia lhe dado tudo o que podia. Exigir mais não tornaria suas vidas e a do bebê melhor.
Ela segurou-o pelo braço e sua boca ressecou-se quando ia dizer o que precisava ser dito.
— Eu sou esperta o suficiente para perceber que nosso casamento faz todo sentido e que, quanto antes começarmos a fazer planos para isso, melhor será para todos nós. Creio que uma cerimônia simples, como a de Inuyasha e Kagome, faz mais sentido.
Miroku ficou imóvel.
— Você está concordando em se casar comigo?
— Sim.
Ele beijou-a, sua boca devorava a de Sango com uma paixão tão desesperada que ele percebeu a reação no próprio coração dela.
Quando ela estava trêmula e agarrada a ele, Miroku levantou a cabeça de Sango.
— Não haverá um casamento discreto. Você e minha mãe me convenceram de que deveria ser uma cerimônia siciliana tradicional.
— Mas o quanto antes nos casarmos, melhor.
— Adiar um mês ou dois não prejudicará nada.
A mãe de Sango ficaria muito feliz ao saber disso, e ela achava que Izayoi também. Talvez o anúncio de um casamento próximo fosse suficiente para afastar alguns dos paparazzi asquerosos.
— Se você tem certeza...
Ele franziu as sobrancelhas e continuou abraçado a ela.
— Você está tão diferente... Não reconheço esse seu outro lado.
— Essas histórias nos jornais foram tão horríveis, Miroku.
— Mas elas não significam nada para nós, porque sabemos a verdade. Eu não me importo com o que eles dizem, se você concordar em ser minha.
Ela sentiu a emoção aflorando e enfiou o rosto no peito dele para que ele não percebesse.
— Seu pai está certo, sabia?
— Meu pai é um sortudo. Eu deveria ficar com raiva dele um ano ou mais por conta do ocorrido esta manhã, mas estou tão feliz por você ter concordado em ser minha mulher que não consigo mais sentir raiva. Ele deveria agradecer às estrelas e à nova nora.
— Ele estava certo. Eu sou arrogante — ela consentiu, e passou o nariz no peito quente e musculoso de Miroku. — Eu estava convencida de que não havia necessidade de manter nosso relacionamento em segredo, mas agora percebi que teria sido terrível se a imprensa tivesse suspeitado antes.
— Não seria pior do que agora.
— Nada poderia ser pior do que o que estão falando agora, mas antes você não sabia se queria se casar comigo. E eu acho que você teria se sentido obrigado, quando as terríveis histórias começassem a circular.
— É verdade. Eu teria tentado protegê-la, como agora.
— Eu realmente admiro isso, Miroku.
— E eu admiro a sua força, tanto em me recusar até estar certa quanto em me aceitar por amor ao futuro do nosso filho. — ele beijou a testa dela, as mãos quentes acariciavam suas costas. — Você é uma mulher muito especial, Sango.
— Obrigada.
— Sinto um profundo desejo em fazer amor com a minha noiva, isso é possível?
— Mais do que possível, é desejado.
Eles não encontraram ninguém no caminho para o apartamento real e Miroku trancou a porta com firmeza, quando chegaram ao quarto.
— Sem interrupções.
Ela sorriu, sentindo o desejo pressionar-lhe o ventre. Fazia tanto tempo...
— Exatamente o que eu tinha em mente.
— Eu deveria lhe contar uma coisa.
— O quê?
— Nós somos um par perfeito.
— Porque ambos queremos privacidade para fazer amor? Eu preciso lhe contar, mas muitos casais têm a mesma necessidade.
Ele sorriu e disse:
— Você consegue ser mordaz, sabia disso?
Ela sorriu.
— Faz parte do meu charme.
—Sim, eu sei. Digo isso porque freqüentemente pensamos nas mesmas coisas. Nós nos pertencemos, querida. Você duvida?
— Se eu duvidasse, você acha que teria concordado em me casar com você?
— Sim — ele ficou pensativo. — Em consideração ao nosso filho, você aceitaria, mas não tem o que temer em aceitar o meu pedido. Teremos um bom casamento. Eu prometo.
O fato de ela estar se casando com ele por amor ao bebê não o aborrecia. Ele não deixava transparecer nenhum dos sentimentos confusos vivenciados por ela. Estava profundamente feliz com o consentimento dela. Sango gostaria de ser mais confiante e faria o possível para sê-lo.
Ele também poderia estar se casando com ela por consideração ao bebê, mas isso não significava que seria um bom marido.
— Sem bailes com louras deslumbrantes? — ela perguntou, só para garantir.
— Eu já havia prometido isso, mas não se preocupe. Nenhuma mulher é tão bonita para mim quanto você.
— Nem Mayuri? — ela desejou arrancar a própria língua, assim que as palavras saíram de sua boca.
Depois que o humor mordaz se foi, aquilo tinha de ser um clássico. Pior, isso fazia com que ela parecesse uma criatura fraca e insegura, o que não era verdade. Ela não precisava ser a primeira e a melhor amante dele para terem um bom relacionamento. Desde que ele ficasse longe das mulheres fogosas, ela deixaria a falecida em paz.
— Nem ela? — insistiu.
Surpreendentemente, Miroku não demonstrou nenhuma irritação.
Seu rosto demonstrava uma emoção que ela não identificou quando ele segurou-a com aquela mão grande e masculina.
— Mayuri já se foi há quatro anos. Você está bem viva. Para mim, sua beleza é incomparável em todas as formas.
— Isso é muito reconfortante — ela disse, enquanto aqueles estúpidos hormônios da gravidez enchiam seus olhos de água outra vez.
Ele balançou a cabeça e, em seguida, curvou-se até as suas bocas quase se tocarem.
— Não é reconfortante, é a verdade. Acredite que eu jamais vou mentir para você ou exagerar algo por uma boa causa. Você pode confiar em mim sempre.
— É o que eu quero. Estou me casando com você — ela lembrou o fato a ambos.
— E nunca se arrependerá dessa escolha. Eu garanto. — ele interrompeu as palavras colando seus lábios nos dela em um beijo ardente jamais experimentado por ambos.
Ela podia sentir o desejo dele, mas havia algo mais. Uma ternura que ela pensou ser motivada pelo filho que ela carregava. Ela não era mais a sua amante proibida em um caso passional, mas a mãe de seu filho, que acabara de aceitar o pedido de casamento dele.
Isso a tornava especial.
Ela reagiu com todo o amor reprimido em sua alma, retribuindo ternura com ternura e paixão com paixão. Todo o resto se apagou à sua volta, exceto a sensação dos lábios dele nos dela e de suas mãos fortes segurando seu rosto com uma firmeza penetrante.
Ele lambeu seus lábios e ela prontamente abriu a boca esperando que ele entrasse.
Suas línguas se entrelaçaram e algo que estava comprimindo o seu peito desde o rompimento começou a aliviar. Este homem pertencia a ela em um nível tão fundamental que dispensava declarações de amor e emoções que não podiam ser mensuradas.
Ele pertencia a ela.
E ela a ele.
Eles pertenciam um ao outro de forma tão íntima que ninguém mais poderia separá-los. No fundo, ela sabia disso desde o início. Por isso ela não o dispensara no dia em que viu a foto dele com a loura. A foto mostrava uma mulher se divertindo e um homem sorrindo, mas aquele homem se mantinha afastado da outra mulher. No início, Sango não percebeu isso, não conscientemente. Mas agora ela podia ver, nesse momento de extrema clareza.
Ele a rejeitara no restaurante, mas não conseguiu rejeitá-la de forma natural. Takeda percebeu o comportamento de Miroku e Izayoi também. Sango estava muito ofendida para reconhecer isso, mas ela sabia que existia. Assim como a dor de vê-la com outro homem também estava presente nele.
— Eu não saí com Takeda para provar nada — ela declarou, com os lábios encostados nos dele.
Miroku recuou como se ela o tivesse golpeado, suas mãos soltaram o rosto de Sango. Os olhos de Miroku que, de início, demonstravam um turbilhão de emoções se desvaneceram.
— O quê?
— Eu não estava tentando lhe dar uma lição. Como poderia? Eu nem sabia que você iria ao restaurante naquela noite.
— Você desejava sair com ele? — Miroku perguntou, com uma voz tão rouca que a magoou.
— Não.
— O que está tentando dizer então?
— Ayame me enganou com aquele encontro. Eu pensei que fôssemos só ela e eu, mas ela convidou o namorado dela e o Takeda também. Ela achou que eu precisava sair mais. Ayame não sabia sobre você. Eu estava sozinha e ela se preocupou em me tirar daquela situação, mas sabia que eu teria dito não se tivesse perguntado.
— Ela sabia por que você disse não antes — ele supôs.
— Sim.
— Nossa discrição a magoou mais do que eu supunha.
— Sim. — ela não poderia negar.
— Eu não tinha idéia de que isso a tinha magoado tanto. Por favor, acredite.
— Eu acredito. Você não é sádico.
— É mais profundo do que isso, se você pudesse entender. Eu nunca quis que você se magoasse por causa da nossa ligação, mas não conseguia ficar longe de você. Eu tentei, mas não deu certo.
— Luxúria desenfreada leva à loucura.
— É mais do que cobiça.
Ela sorriu, concordando. Muito mais do que cobiça agora.
— Sim, estou grávida de um filho seu.
— Já era mais do que luxúria antes de você me dizer que estava grávida.
Ela virou-se, sofrendo de uma forma que não gostaria que ele presenciasse. Ela o amava. Sempre o amaria, independentemente do que ele sentisse por ela. Não importava se fosse apenas atração física, não era amor. Não poderia ser. Ela não era Mayuri.
Ele passou as mãos pela cintura dela e passou os lábios pela pele sensível da nuca de Sango.
— Eu amo você, Sango.
Ela se desvencilhou dos braços dele, recuou e virou-se para olhá-lo. Era possível ver o coração de Sango pulsando no peito.
— Não diga isso. Não é o que quer dizer.
Ele estava com uma expressão intrigada.
— É isso mesmo que quero dizer.
— Não pode. Você pensa que tem que amar a mãe do seu filho. É só isso. Está colocando lealdade no lugar de amor, mas eu não quero isso. Eu posso lidar com a sinceridade entre nós. Eu suporto.
Ele olhou furiosamente e atravessou o quarto com a velocidade de um predador. Segurou-a pelo pulso e puxou-a para junto de si.
— Você disse que sabe lidar com a sinceridade, então vamos ser sinceros. Nenhuma mulher usufruiu da minha cama por mais de duas noites desde a morte de Mayuri e foram muito poucas que conseguiram isso. Mas você teve meu coração e meu corpo aos seus pés por seis meses, sua falta de crença é teimosa.
— Eu não sou...
— Sim, você é. Você pega tudo o que eu digo e dá a pior interpretação possível. Você não confia em mim. Não confia em mim de modo algum.
— Eu... — ela não conseguia dizer nada em defesa própria. A não ser que não tinha nenhum argumento.
Ele olhou-a de cima a baixo.
— Pensei que não pudesse engravidar uma mulher. Você não sabe o que isso significa para mim. Eu pensava que não tinha nada a oferecer em um relacionamento prolongado.
— Filhos não são a única coisa importante em um casamento.
— É fácil para você dizer isso. Você não conhece a dor de querer e nunca ter. Mayuri sabia e isso a partia ao meio. — ele parou de falar e engoliu em seco, como se a dor fosse muito grande para tolerar. — Ela se matou para não enfrentar um futuro sem filhos. Eu não era suficiente para ela. Eu não poderia dar-lhe o que ela mais queria.
— Não... Se ela tivesse se suicidado...
— Isso teria sido publicado na imprensa.
— Você está errado. Você se culpa, mas...
— Ela fez um teste de gravidez naquela manhã. O resultado foi negativo... Sempre dava negativo. — ele respirou fundo, todo o seu corpo estava tenso de dor. — Ela saiu caminhando pelo penhasco.
— E o solo desabou sob seus pés. Isso não é suicídio, Miroku.
— Ela poderia ter se jogado para se salvar... Se ela assim desejasse.
Sango estava chocada.
— Você não acredita realmente nisso. Isso não é verdade.
— Você não estava lá.
— Nem você. Ela caiu, Miroku. Ela não saltou. Ela não saltaria, tinha muitos motivos para viver.
— Viver para quê? Seus sonhos estavam no lixo da nossa suíte. Mais um teste de gravidez. Mais um desapontamento.
— Se ela desejava tanto assim ser mãe, ela poderia ter tentado inseminação artificial ou uma adoção.
— Ela dizia que éramos jovens, que tínhamos tempo.
— E realmente pensava assim.
— Você não a ouviu chorando à noite, quando achava que eu estava dormindo.
— Sinto muito se isso o machuca, mas aquelas lágrimas eram para você. Ela sabia o quanto você é orgulhoso, o quanto era penoso para você não ser capaz de engravidá-la. Ela o amava, por isso chorava. Ela derramava as lágrimas que você mesmo não conseguia. — Sango buscou corroboração. — Se ela estivesse tão infeliz quanto você pensa, não acha que a imprensa já teria percebido? Eles teriam feito uma festa com aquele tipo de tristeza.
— Eles publicaram várias fotos dela aparentando infelicidade.
— E você acreditou nas fotos?
— Elas não mentem.
— A câmera mente o tempo todo. Se você pegar uma foto minha ao acordar pela manhã, pareço infeliz. Eu preciso de uma hora e dois copos de café para despertar depois que me levanto. Você fica com uma expressão triste quando lê os relatórios de finanças, mas isso não quer dizer que você seja infeliz.
— Você não sabe como era.
— Não, mas posso imaginar. Mayuri o amava, assim como eu o amo. Vê-lo sofrer a fazia sofrer também.
Ele soltou um suspiro.
— Você não pode dizer que compartilha dessa aflição.
— Ah, sim, posso. Eu deveria ter me afastado de você, ao invés de prendê-lo em um relacionamento que você não desejava. Eu finalmente concordei em me casar com você quando percebi que dizer não o magoaria mais do que viver um casamento com você empurrado pela minha gravidez.
— Mas você disse...
— Algumas besteiras para salvar as aparências, outras retratavam a verdade, mas não era o quadro geral. Miroku, você não é responsável pela morte de Mayuri.
A tensão no rosto dele aumentou, ao invés de diminuir.
— Talvez você esteja certa.
Ela entendeu o aumento da tensão. Miroku precisava de uma catarse para a sua dor, mas ele não se permitia chorar. Era muito macho para aquele desabafo.
Ela trouxe o rosto dele até o seu e encostou sua boca aberta na dele. O beijo chegou a um nível de desejo tão voraz que só poderia ser saciado por dois corpos nus entrelaçados na cama. Eles fizeram amor numa tempestade de desejos, ela gritava o seu amor por ele na hora do orgasmo só para ouvir de volta as palavras repetidas intensamente na hora em que ele explodisse.
Ele desmoronou sobre ela.
— Isso foi maravilhoso.
— Sim, foi.
— Você acha que podemos ter machucado o bebê?
— Não, mas provavelmente ele nascerá com uma paixão por tempestades depois disso.
Miroku sorriu suavemente e olhou para ela. Ele estava tão tenso que ela se condoeu por ele.
— Carreguei essa carga de culpa por quatro anos.
— Mas era uma carga falsa.
— Ela era tão nova para morrer que eu precisei achar que alguém era culpado.
— E você já estava ocupado demais achando que ela não era feliz no casamento. Por isso, foi fácil assumir a culpa.
— Sim.
— Mas a culpa não foi sua e você não a desapontou. Miroku, ela ainda era jovem. Provavelmente, era feliz e ainda não havia percebido isso.
Ele se separou dela cuidadosamente, rolou para o lado e apoiou-se no cotovelo e, com a outra mão, acariciou seu ventre de forma possessiva.
— Ela se recusou a fazer inseminação artificial.
— Talvez ela também se sentisse culpada por isso.
— Talvez.
— Você se sente melhor?
— Quando estou com você, sempre me sinto melhor.
— Fico feliz em saber.
— Havia muito ruído na nossa comunicação durante o casamento, ou talvez falta de comunicação fosse o termo certo. Isso magoava os dois. Não quero que isso aconteça com você.
— Nem eu.
— Eu me recusei a acreditar que você me amava, quando se declarou nas primeiras vezes.
— Eu lembro. Você está querendo dizer que agora acredita?
— Sim, tenho que acreditar. Você desejava se casar comigo mesmo acreditando que eu ainda amava uma mulher que já havia morrido.
— Não há problemas em você ainda amá-la.
— Mas aquele amor está no meu passado. Você se recusa a acreditar no meu voto de amor hoje.
— Eu...
— Eu realmente a amo. Mais do que a própria vida. Sinto muito, eu estava tão confuso com relação a casamentos, mas quero que o nosso se baseie na honestidade e na verdadeira compreensão.
— Sim...
Ele assentiu, respirou fundo e então disse:
— Quero esperar para me casar com você até que tenha conseguido convencê-la da veracidade dos meus sentimentos.
— O quê? — ela não podia acreditar no que estava ouvindo. — E se demorar muito? E se eu não acreditar até o bebê nascer? Isso é loucura.
— Então que seja. Eu me casarei com você, Sango, sem dúvida, mas não construirei a estrutura do resto de nossas vidas sobre a desconfiança.
As palavras dele penetraram o coração dela como uma espada em chamas. Ele tinha de amá-la para estar querendo arriscar a ilegitimidade de seu filho. Ele estava afirmando para ela, de modo indubitável, que não havia nada mais importante para ele na vida do que ela.
Os olhos dela marejaram, enquanto um sorriso glorioso brotava em seu rosto.
— Eu realmente acredito em você, acredito.
Ele a olhou de lado.
— Tem certeza?
— Nunca estive tão certa de algo.
Ele suspirou aliviado, como se o peso do mundo tivesse finalmente sido retirado de seus ombros.
— Amo você, querida. Amo você de todo coração.
— Eu também amo você.
Eles fizeram amor outra vez. Dessa vez, concluíram as carícias que haviam começado quando entraram no quarto pela primeira vez. Ele a estimulou sem pressa e se deliciou com cada carícia que ela lhe fazia. Quando a penetrou com suavidade, Miroku preferiu um ritmo lento e carinhoso, que os levou ao orgasmo juntos e os deixou exaustos.
O casamento de Inuyasha e Kagome transcorreu sem transtornos e Sango finalmente conheceu a outra cunhada, Rin. Ela vinha acompanhando e auxiliando Kagome nos preparativos do casamento.
Sango ficou ao lado de Miroku, enquanto Inuyasha e Kagome faziam os votos do casamento sob a tenda montada em sua praia particular. Foi uma bela cerimônia e Sango enxugou os olhos várias vezes, enquanto os noivos faziam os votos matrimoniais com evidente devoção e amor.
Miroku passou o braço em volta de Sango e cochichou em seu ouvido:
— Em breve, seremos nós, amante mia.
Ela aquiesceu, engolindo as lágrimas de emoção. Ele beijou-lhe na testa.
— Amo você.
Ela virou a cabeça e beijou o ombro dele, demonstrando seu amor silenciosamente.
Depois, a família provocou-a dizendo que toda aquela emoção era por causa da gravidez, mas Rin sorriu e fez um carinho no braço de Sango.
— Acho tudo isso muito emocionante.
Ela sorriu para a cunhada que acabara de conhecer e sabia que poderia amá-la, apesar de mal conhecê-la e saber que tinham procedências totalmente diferentes. Rin Taisho era bastante afável e amigável para intimidar Sango.
— É bonito ver Inuyasha e Kagome tão felizes juntos. É assim que os casamentos devem ser, sabia?
Os belos olhos castanhos de Rin se encheram de tristeza e Sango não entendeu.
— Sim, é assim que deveriam ser. — no entanto, foi tudo o que ela disse.
Izayoi suspirou e o olhar que lançou para o rei Inutaisho era de acusação, sem insinuar o motivo pelo qual o estava responsabilizando.
— O quê? — ele perguntou confuso, muito mais como um homem do que como um rei.
Izayoi sacudiu a cabeça.
— Eu deveria ter assumido o controle da situação há muitos anos, mas o orgulho é uma barreira difícil de se transpor.
Depois dessa declaração incompreensível, ela perguntou aos filhos de Inuyasha se eles gostariam de dar uma volta na praia. Ao receber uma resposta afirmativa e entusiasmada, todos tiraram os sapatos, deixaram os outros sob a tenda e dirigiram-se para a beira d'água.
Quando estava deixando a tenda, ela parou e virou-se para olhar para o rei Inutaisho.
— Você vem?
— Estou convidado? — ele perguntou, tão surpreso quanto as crianças com o comentário.
— Claro que sim. Eu já não disse?
O rei foi, sua expressão era a de um homem totalmente perplexo com a vida. Sango não pôde evitar o riso.
— Imagino que ela tenha decidido adotar um interesse pessoal por ele para que não se torne um velho solitário.
— Você não pode estar falando sério. Por anos, ela nem permitia que o nome dele fosse pronunciado.
— Bem, ela agora o está pronunciando, não está? — Sango perguntou e acrescentou: —Ela já o amou uma vez.
— Ela deixou de amá-lo há anos — Sesshoumaru, o irmão mais velho de Miroku, declarou.
— O verdadeiro amor não morre facilmente — Rin disse.
Miroku concordou:
— Não, não morre — e olhou na direção de Sango com os olhos transbordando de emoção.
Sango o encarou, o coração tão apertado que ela mal podia respirar.
— E eu sempre amarei você.
Ele a beijou. O som das risadas dos irmãos desapareceu, quando o homem que faria parte de sua vida para sempre também demonstrou que ela era a mulher da sua vida.
Fim!
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Bem, chegamos ao final da segunda parte desta
trilogia, \o/
Rumo à terceira e última parte! Com o Sesshy e a
Rin como protagonistas!
Esperam que tenham gostado.
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E se possível, reviews não matam, né? 8D
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Beijos achocolatados de Beka e Naia!
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