Fantasmas de um Romance
Capitulo XII – Conhecendo a verdade.
"... mais uma prova de como o ser humano é contraditório. Um punhado de bem, um punhado de mal. E só misturar com água. " (Trecho de A menina que roubava Livros - Markus Zusak)
.
.
.
Há vezes que tudo parece conspirar contra nossas decisões.
Oh sim, disso Bella tinha a mais absoluta certeza. Estava começando a acreditar que o destino gostava de colocá-la em situações difíceis, como se já não tivesse passado pelas mais diversas coisas que a vida poderia lhe oferecer. E nem tinha trinta anos de idade ainda.
Pensando em tudo o que já tinha passado, Bella percebia que, definitivamente, sua vida era repleta de provas a se passar. Poderia se considerar uma vencedora, pois ainda mantinha uma sanidade intacta.
Depois de perceber que Edward havia notado sua pequena conversa com Charlie, Bella deu um jeito de fugir daquela situação. Aproveitou o comentário que Catherine havia feito sobre passar o dia na piscina, e disse que precisava entrar para evitar que a filha pegasse um resfriado, pois ela ainda estava com os cabelos molhados e as roupas úmidas.
Antes de Edward ir embora, porém, ela fez questão de pegar no numero dele, e o endereço do apartamento onde ele estava. Disse que queria conversar com ele, e Edward se pareceu confuso com aquilo, mas não reclamou, pelo contrario, permitiu que um sorriso surgisse em seu rosto.
Agora, que já eram quase dez da noite e ela tinha acabado de colocar Catherine para dormir, Bella desceu as escadas indo em direção a sala. Charlie a estava esperando, com um aviso prévio de que queria detalhes sobre tudo. Oh, o pai de Bella parecia curioso sobre a nova situação que a filha passava.
- Me explica tudo, por favor – Foi o pedido dele assim que viu a morena entrar na sala. Charlie bebia um copo de whisky, estava sentando no sofá e olhava com muita curiosidade e apreensão para Bella.
- Alice, a cunhada dele, sabia de tudo o que aconteceu entre eu ele no passado. Ela que estava no carro que quase atropelou Catherine ontem, e ela percebeu a maneira que eu e ele nos olhávamos, também ligou as poucos características de Cathy a Edward, e depois falou com Ângela. Ela descobriu tudo, pai.
Charlie respirou fundo, e pediu que Bella continuasse a historia.
- Ela veio falar comigo hoje, disse que Edward iria ficar sabendo sobre Catherine, por mim ou por ela. Eu contei tudo o que aconteceu, mas ela ainda acha que Edward deveria saber.
- E o que você acha? – Charlie perguntou, seu olhar demonstrava como ele se sentia culpado, aliás, se Bella agora escondia segredos de alguém, a culpa era dele.
Charlie ainda se odiava por tudo o que tinha cometido no passado. Sempre se martirizava pelos erros cometidos, e sentia que ainda precisava se desculpar, pagar pelo o que fez.
Dando um sorriso ainda mais culpado que a expressão de seus olhos, Charlie chamou a filha para sentar-se ao seu lado. Bella não hesitou, e assim que sentiu o calor paternal que irradiava de Charlie, ela se viu desejando o conforto e conselho do pai. Ele era a melhor pessoa que ela podia imaginar para lhe ajudar naquele momento, a melhor pessoa que ela poderia desejar para reclamar de seus medos.
Bella deitou no colo de Charlie, voltando a ter a sensação que não tinha desde que era bem mais jovem, exatamente quando tinha oito anos de idade e sua mãe morreu. Oh, fazia tanto tempo que não se sentia daquele jeito, que não conseguiu evitar a vontade de chorar.
- Eu tenho medo, pai – Respondeu Bella por fim – Eu quero que ele saiba. Ele tem esse direito. Edward deve saber o motivo pelo qual fui embora, e também deve saber que tem uma filha. Mas eu o conheço bem, sei o quanto ele é orgulhoso. Vai ficar irado comigo por ter simplesmente fugido sem ter falado nada, e vai ficar mais irado ainda quando falar sobre Cathy. Não vou suportar ver ele brigando comigo de novo. Foi horrível aquilo que aconteceu em Port Angels. E também tenho medo que ele queira tirar Catherine de mim.
Bella sentiu seu pai lhe acariciar os cabelos, e também percebeu que já estava chorando quase histericamente. Soluçou um pouco, e então Charlie e abraçou forte, lhe dando apoio.
- Ele jamais tiraria Catherine de você. Teria que passar por muitas audiências, e nenhum juiz no mundo ousaria tirar Catherine de você.
- Eu sei – Bella respondeu – Mas Catherine passaria por algo que eu não iria querer, pai. Você já imaginou o quão complicado isso pode ser para ela? De repente descobre que o pai ta vivo, e ao mesmo tempo vai ser disputada como uma boneca? Não quero que ela passe por isso. E ele provavelmente estará com tanta raiva de mim que nem vai me escutar.
- Não vou deixar que nada aconteça com você, muito menos com Catherine – Charlie respondeu dando mais um abraço forte na filha – Eu estou do seu lado dessa vez Bella, sei que errei muito no passado e agora estou realmente arrependido. Está na hora de eu concertar meus erros – A ultima frase de Charlie foi dita em sussurro tão baixo que Bella nem o escutou.
.
.
.
Eram um pouco mais de uma hora da manhã de sábado. A escuridão que entrava pela janela, e o relógio digital ao lado da cama de sua cama, confirmavam esse fato a Edward.
Parecia que tinha acabado de dormir quando a campainha tocou, se perguntou se era um sonho ou realidade, ate que o barulho ficou irritante demais para que fosse um sonho. No entanto, sua cama e a temperatura de quinze graus eram grandes convites a preguiça, e o ruivo pensou na possibilidade de ignorar o visitante inconveniente. Mas seu plano não deu certo, quem quer que fosse, a pessoa não estava disposta a ir embora.
Depois de levantar, com muita preguiça, Edward caminhou pelo quarto colocando uma camisa de malha da cor cinza, sem se importar em mudar o calção que usava, mas quando pensou que uma visita naquele horário não era normal, ele decidiu colocar um robe de algodão da cor cinza e preta.
Com passos lentos e xingando aquele que ousava o acordar naquela hora da madrugada com o som estressante da campainha, Edward tentava despertar, coçando os olhos com as costas das mãos.
- Já vou – Ele respondeu ao se aproximar. Só então o som frenético do ''ding-dong'' parou. Edward destrancou a porta, mas não tirou o ferrolho, fazendo com que se abrisse apenas uma pequena brecha onde ele poderia ver quem era – Charlie?
- Boa noite, Edward – O homem que estava do outro lado da porta respondeu com um sorriso culpado – Sei que é muito tarde, mas eu preciso falar com você agora. Pode ser?
O tom que Charlie usava não combinava em nada com suas palavras gentis. Seu pedido, ou ordem melhor dizendo, sugeria a Edward que, querendo ou não, ele só iria embora depois de fazer o que tinha que fazer.
Edward fechou a porta, tirou o ferrolho e depois abriu a porta de novo a ponto de ver Charlie levar a mão à campainha. Aquela era prova que Edward precisava para confirmar suas suspeitas.
- Já me acordou mesmo – Resmungou o ruivo dando passagem para Charlie entrar.
- E eu não pretendia ir embora antes que você me escutasse – Respondeu Charlie dando um sorriso desafiador a Edward enquanto entrava. O homem mais velho não hesitou em se encontrar acomodado.
Sentando-se em um sofá perto da janela, Charlie começou a estudar o apartamento onde Edward vivia. Não era muito luxuoso, como ele esperava, uma decoração de cores claras com preto combinava com os detalhes modernos e com os moveis que pareciam novos. Charlie esperou que Edward estivesse ao alcance de sua visão para poder começar a falar.
- Um bom lugar para quem não tinha nada – Comentou Charlie a fim de começar a conversa.
- Imagino que não tenha vindo aqui apenas para elogiar meu apartamento – Respondeu Edward sem o mínimo esforço de ser educado. Seu ódio por Charlie estava misturado com a raiva de ter sido acordado naquele horário.
- Você tem razão – Charlie respondeu dando de ombros. Suspirou fundo e então fez um gesto para que Edward se sentasse.
O ruivo pensou em responder. Quem Charlie pensava que era para ficar mandando nele? Principalmente dentro de sua própria casa? Mas antes que pensasse em algo, Edward já se encontrava esparramado em sua única uma cadeira grande que o permitia se sentir confortável.
- O que você quer? – Edward perguntou, e logo bocejou sem conseguir evitar aquela demonstração de sono e cansaço. Charlie ignorou, e então começou a falar.
- Sei que essa não é uma hora para visitas, mas vou embora em poucas horas. Essa é a minha ultima chance de concertar meus erros antes que alguém faça isso por mim. Agora Edward, eu peço, por favor, que me escute e não me interrompa. Depois que eu terminar você pode falar o que bem entender. E a propósito, antes de fazer qualquer coisa, você vai falar comigo. Se tiver que ficar com raiva de alguém, esse alguém sou eu. Estamos combinados?
- Quem você pensa que é para chegar na minha casa a essa hora me dando ordens? – Edward perguntou um pouco sobressaltado de raiva. Era demais para ele, além de tudo o que Charlie já o tinha feito, aquele homem ainda acreditava que podia o dar ordens em sua casa depois de tê-lo acordado de madrugada?
- Não penso que sou ninguém, sei que não é nada bom acordar as pessoas a essa hora. Mas no fim de tudo você vai agradecer por eu ter vindo, ou então seria Bella que te contaria tudo amanhã. E sabe o que aconteceria se fosse ela no meu lugar? Você brigaria com ela de novo assim como fez em Port Angels, ou pior, e Bella não merece mais ser machucada. Nessa história toda ela foi a que mais sofreu.
- Claro, casar com um homem rico e famoso e herdar tudo o que ela tem hoje em dia é algo completamente ruim. Ter uma vida facilitada é muito ruim mesmo... – Edward ironizou.
- Você não sabe o que ta falando, Edward – Avisou Charlie – Mas estou disposto a esclarecer tudo para você. A única coisa que peço é que me escute e não faça nada precipitado.
Edward apenas concordou com a cabeça.
- Pode falar.
Aquele era, sem sombra de duvidas, o momento mais complicado da vida de Charlie. Exceto pela vez que teve que contar a Bella que Edward estava vivo, Charlie podia acreditar que nunca se sentira tão embaraçado com as palavras, e também nunca se sentira tão incomodado com ele mesmo.
Charlie abaixou os olhos e começou a brincar com suas mãos, a fim de diminuir o nervosismo que aos poucos crescia. Ate que então começou a falar.
- Bella nunca te abandonou. Quando você ficou doente eu me inteirei sobre seu estado de saúde. Na noite que Bella foi procurar pela minha ajuda, eu já sabia que ela estava a caminho, e por conta disso eu chamei Jacob para presenciar a conversa. Depois daquela noite não precisamos esperar muito para colocar nosso plano em prática.
Charlie parou por um momento, querendo saber o que Edward estava pensando daquilo. Mas a expressão do ruivo era completamente fria. Então ele continuou relatando.
- Foi Jacob quem pagou seu tratamento – Confessou Charlie ainda estudando a expressão de Edward, mas ele não expressava nenhuma emoção, a única coisa que o jovem fez foi prender a respiração como se esperasse ansiosamente por mais explicações – Jacob e eu tramamos um plano para que Bella visse como ele era uma pessoa do bem. Queríamos que ela se apaixonasse por ele, então tramamos tudo. Jacob pagou a primeira cirurgia e o resto de seu tratamento, pedindo que Bella sempre mantivesse aquilo como um segredo. Mas Bella não estava demonstrando nada mais que gratidão pela ajuda de Jacob. Já tínhamos conversado com os médicos e eles disseram que a sua recuperação estava indo bem, e que se a segunda cirurgia fosse um sucesso, você estaria em perfeito estado logo em breve. Por um momento eu desejei que você morresse, de verdade, eu não queria você com a minha filha. Sonhei para Bella um futuro feliz e sem preocupação com dinheiro nem nada. Queria que ela tivesse tudo que precisasse. E o que você poderia dar para ela? Absolutamente nada. Mas eu sei que estava enganado. Você a amava e ela o amava, e só fui perceber isso tarde demais.
Charlie fez outra pausa, deixou de olhar para Edward assim que sentiu que ele o fitava. Estava com vergonha e não sabia se continuaria.
- Continua – Pediu Edward com a voz seca, mas era evidente que ele estava ansioso.
- Não tínhamos mais escolha – Charlie explicou – E então Jacob teve a idéia. Duas noites antes da sua segunda cirurgia Jacob procurou por Bella...
- Foi quando ela me deixou – Sussurrou Edward mais para ele mesmo do que para Charlie.
- Sim, naquela noite Jacob deu o golpe final de nosso plano. Jacob chantageou Bella. Ele a pediu em casamento, e caso ela não aceitasse ele iria cobrar por tudo o que tinha gasto no seu tratamento, também disse que não pagaria a segunda cirurgia e que expulsaria vocês do apartamento onde vocês moravam, ele tinha comprado o prédio. Minha filha não teve escolha, ela aceitou a proposta depois de Jacob prometer que pagaria o resto do tratamento.
- Por que ela não me contou? – Sussurrou Edward exasperado. Charlie olhou para Edward e finalmente encontrou uma emoção naquele rosto. Edward tinha os olhos brilhando de compreensão, dor e raiva.
- Isso você tem que confirmar com ela, mas Jacob deixou bem claro que queria segredo de tudo.
- Mas ela prometeu voltar, eu lembro, ela disse que quando tudo acabasse ela voltaria. E é isso que me dá mais raiva. Ela nunca voltou – Falou Edward.
- Bella pensou que você estivesse morto – Respondeu Charlie, e então Edward ficou confuso – Jacob achou que poderia fazer Bella se apaixonar por ele. Ele a amava, e também amava a filha dela, Jacob cuidava de Catherine como se fosse filha dele. Jacob acreditava que Bella podia o amar. Mas os anos passaram e Bella parecia cada vez mais apaixonada por você, ela falava de você para Catherine e fazia promessas para a filha... Jacob sabia que Bella fugiria assim que tivesse noticias suas, então eu o sugeri que ele dissesse que você estava morto. Bella ficou tão abalada que esqueceu de tudo. Ela ficou em depressão tempo suficiente para que forjássemos documentos falsos e cuidássemos para que você jamais aparecesse em nossas vidas novamente. Como você pode ver Edward, minha filha não tem culpa de nada. Só eu e Jacob, e uma vez que ele não estar aqui, você pode falar o que quiser para mim. Bella apenas cuidou de você.
Edward com certeza queria gritar e chamar Charlie de todos os nomes que seu vocabulário permitia. Mas ele estava em estado de choque para que pudesse fazer algo além de pensar. Analisou cada minha palavra dita por aquela homem a sua frente a ate entender e confirmar que tinha cometido uma enorme injustiça com a mulher que amava.
- Bella só descobriu que você estava vivo no fim de março. A primeira coisa que ela fez foi procurar por você. E então você a tratou daquele jeito – Charlie continuou falando.
Ah claro, a sua explosão com Bella em Port Angels foi o seu maior erro. E a culpa era de Charlie.
Edward não conseguiu mais suportar aquela raiva. Levantando-se, ele andou pelo apartamento a procura de calma. Estava a ponto de virar um homem agressivo e quem sabe ate um assassino. Charlie e Jacob tinham brincando com muito mais do que deveriam. Além de terem feito de sua vida uma arma para separá-lo de Bella, os dois tinham a feito ser a vilã da historia da vida dele durante anos, e se não bastasse isso Edward podia acreditar que ela sofrera muito com tudo aquilo.
Com intenção de se manter inocente de qualquer acusação de assassinato, Edward pegou o primeiro objeto que encontrou, um porta retrato de vidro em forma de cubo, e jogou contra a parede. Nunca tinha se sentindo tão furioso como estava naquele momento, nunca tinha tido vontade de usar suas mãos para aliviar uma raiva, ate saber daquilo.
O barulho do vidro se espatifando contra parede e despedaçando no chão, funcionou como uma verdadeira onda de calma. Edward se viu um pouco melhor depois de ter quebrado aquele objeto, e então se viu mais equilibrado para poder aceitar aquela explicação. Andando de um lado para o outro ele percebia como havia sido idiota esse tempo todo.
- Mas ela continuou casada com Jacob depois da minha suposta morte, não é? Talvez ela estivesse começando a se apaixonar por ele – Murmurou Edward apenas para ele, a presença de Charlie tinha a preferência de se manter inexistente. Oh, mas Edward precisava de pelo menos uma coisa para achar que Bella não era completamente santa naquela historia, ele precisava de apenas um motivo para não se achar completamente idiota como se sentia naquele momento.
- Jacob a amava, e amava Catherine também. Mas ele era movido por suas emoções, foi mais de uma vez que ele a ameaçou depois de sua morte. Jacob sempre dizia que se Bella fosse embora ele ficaria com Catherine, e deixaria de amar a filha dela, e passaria a odiar a menina, ele dizia que passaria a ver Catherine como a filha do maior inimigo dele. O que é verdade, Catherine é filha do maior inimigo de Jacob.
Edward apenas confirmava que Jacob era o pior homem desse homem, e Charlie vinha logo em seguida sem muita diferença no caráter sujo. Como um homem conseguiria ameaçar uma garotinha tão adorável como Catherine? Só de pensar no que poderia ter acontecido com aquela menina, Edward já sentia uma enorme vontade de matar Jacob, certamente era o que estaria fazendo se aquele homem já não estivesse morto.
Charlie também era alguém horrível, concluiu Edward. Como ele poderia deixar alguém ameaçar a filha e a neta? Como ele poderia ter permitido que Bella passasse por tudo aquilo? Edward conhecia Bella muito bem para saber que ela se manteria forte para todos, mas por dentro ela deveria estar devastada, ela provavelmente morria de medo do marido, medo de que ele fizesse algo com a filha que ela teve com o maior inimigo de Jacob...
Edward logo parou com todos os seus pensamentos sobre Charlie e Jacob. De repente tudo o que ele pensava era em uma coisa sem lógica, mas que gritava por atenção. A hipótese absurda de que Catherine fosse... não podia ser verdade. Ou poderia? Edward voltou a lembrar de cada palavra dita por Charlie, e fez as contas. Se foi tão difícil para Bella o deixar naquele hospital, foi porque ela o amava, ou seja, ela não tinha outro homem. Se Bella e Jacob se casaram logo que ela foi embora e ele não era o pai de Catherine... não podia ser. Não, o médico afirmara que ele não poderia ter filhos por causa...
Edward voltou seu olhar assustado para Charlie, e então fez a pergunta que estava implorando para ser feita. Algo nele dizia que não era preciso de confirmação, mas Edward achava aquilo muito louco para deixar de confirmar.
- Catherine é minha filha? – Edward perguntou, só então percebeu que sua visão estava embaçada pelas lágrimas, e sua voz tremia. Antes que Charlie respondesse, Edward já sabia da verdade, e sentiu como se seu peito explodisse de uma felicidade desconhecida.
- Bella só descobriu que estava grávida uma semana depois de chegar a Londres. Ela estava com dois meses de gestação. Aparentemente não teve sinais normais, foi uma gravidez complicada pois ela não tinha você com ela... Mas sim, Catherine é sua filha. Bella nunca escondeu esse fato da menina. Quando informamos sua morte, Cathy sofreu por achar que tinha te perdido e por ver Bella no estado que ela estava. Bella nunca permitiu que a filha de vocês amasse ninguém, além de você, como pai.
De repente Edward viu todas as lembranças que tinha de Catherine rondarem em sua mente. Desde o primeiro momento que a tinha visto ate o encontro de poucas horas atrás. Céus, ele tinha uma filha com a mulher que amava.
Fim do Capitulo.
Demorei? Perdão, é que tava meio que com preguiça de escrever sacas? E eu finalmente cheguei na parte interessante do livro que to lendo. Bom, mas ai está o capitulo. E sinceramente, esse é o capitulo que eu mais estou ansiosa para saber a opinião de vocês, entao quem é fantasma como eu... por favor só dessa vez. E quando a Catherine descobrir sobre Edward também...
Eu sei que o Charlie não é nenhum santo, mas ele foi bacana. Tipo, não acredito que a pessoa poça ser completamente malvada, ou completamente boa... o Charlie ja errou muito e agora ele ta tendo a chance de concertar o que fez. Eu sei que muitas esperavam que fosse a Bella a contar, mas eu achei melhor que fosse o Charlie, o Edward ficou muito pocesso de raiva... é melhor que o Charlie passe por isso que ela.
Bom, beijinhos.
Gibeluh: Pronto, ele falou. Bom perdão pela demora. Mas eu espero que tenha gostado.
Camilinha EGO: Também acho que o Charlie não é nenhum santo, mas ele estava muito cego pelas vontades dele. Sempre foi um homem que acreditou que estava certo em todas as decisões... mas agora ele ta pagando por isso. Bom, o que você achou?
Maarii: Você tem a mesma mania que eu de ficar relendo as coisas? Que massa, não sou tão anormal como pensei.... Bom, obrigada por dizer que achou perfeito. Fico feliz que esteja gostando, espero continuar assim. Bom, perdão se eu demorei... mas o que achou?
Amanda: Ahh o Edward já sabe de tudo, ate que enfim /o/. Bom, no próximo capitulo ele vai procurar a Bella... Ahh eu espero que tenha gostado. Bom, você gostou?
Ângie: A Alice, coitada, nem estava com o marido do lado... mas valeu a pena, eu acho. Bom, o Edward já sabe de tudo, só tem alguns detalhes que vão ser contados durante o tempo...Obrigada por gostar da fic heheheheehehehehe...
Mila: Oii, é, bom saber que você está gostando. Sim, o Edward tem motivos para ficar com raiva, mas a Bella não merece mais sofrer. Tudo é uma questão de conversa, o Edward estava iludido pelas hipóteses que fez, e a Bella tem medo de que se falar a verdade além dele brigar mais ainda com ela, ele queria tirar a Catherine dela... Mas no final tudo ficará bem. Bom saber que gostas do jeito que escrevo, de vez em quando acho que ninguém gosta, pois é em terceira pessoa e as leitoras preferem em primeira. Eu prefiro terceira, é mais legal e pode fazer mistério.
Ana Carolina: Bom, finalmente, o Edward já sabe de tudo... agora dependemos da reação dele... e tudo mais. Bom, o que você achou?
