Horas depois...

Bella despertou lentamente e encarou o teto branco do hospital.

Tinham sedado ela depois do parto, mas o efeito passou mais rápido que esperado.

Percebeu que era dia já que podia ver um pouco de luz através da cortina fina que cobria a janela ao lado.

Escutou uma fungada e percebeu que tinha uma mão na sua.

Edward estava sentado em uma cadeira próximo a cama.

Uma mão sua estava segurando levemente a dela, sua cabeça estava apoiada na cama, ela só conseguia ver seus cabelos e sentir sua mão na dela.

— Edward? — chamou e ele levantou o rosto.

Seus olhos estavam vermelhos e coração de Bella se apertou, rapidamente se lembrando de tudo.

Sua mão foi para sua barriga, ela estava inchada e algo estava errado.

Seu bebê não estava ali.

— Nosso bebê, ele... ele... não — chorou — ... eu... eu ...

— Ele está na UTI neonatal, está respirando com ajuda de aparelhos, ele... Ele pode morrer — Edward falou seus olhos verdes estavam vermelhos de choro e mostravam toda a tristeza que sentia.

Sem conseguir se conter ele abraçou a esposa, mesmo deitada na cama e choraram juntos.

Sofrendo juntos.

— Não... por quê? Por quê? — Bella chorou abraçada ao marido.

24 horas atrás tudo parecia tão bem.

Tinha acordado na sua cama ao lado do marido, seu bebê saudável e protegido dentro dela e agora... parecia estar vivendo um pesadelo.

— Bella, Edward? — uma voz conhecida os chamou e eles se viraram encarando a médica com um homem desconhecido.

— Como meu bebê está? — Bella perguntou angustiada.

— Esse é o dr. Benjamin ele é neonatologista que ficou responsável pelo bebê, ele vai falar com vocês. Mas antes preciso saber como você está? Sentindo alguma dor do parto?

— Preciso saber do meu filho — Bella balançou a cabeça, nenhuma dor que sentia era maior do que não saber sobre o filho.

— Como nosso filho está? — Edward perguntou passando a mão em seus cabelos desalinhados.

Aquela noite tinha sido de longe a pior da vida de Edward.

Foi desesperador e ele nunca se sentiu tão impotente sem fazer nada para ajudar.

Quando enfim foi levado para ver Bella ali no quarto, ele passou a noite em claro pensando em seu filho tão pequeno que estava lutando para viver do outro lado do hospital.

— Bem, ele nasceu com 24 semanas e é considerado um prematuro extremo. Ele pesa 605 gramas e tem 22 centímetros — o médico os informou.

— Oh Deus — Bella arfou — Tão pequenino.

— Sim, é, mas é um guerreiro também. Ele está respirando com a ajuda de um aparelho, usa uma ventilação mecânica e colocamos uma sonda gástrica também. Estamos esperando um resultado do exame de sangue, mas podemos dizer que seu rim e fígado não estão funcionando — o homem falou observando os pais.

— Ele vai sobreviver? — Bella nem sabia como conseguiu formular aquela frase.

Como seu coração podia ser quebrado mil vezes e continuar batendo?

— É difícil dizer, mas cada dia é uma luta, cada bebê é diferente. Já vi bebês que nem ele ou piores sobreviver e outros que nasceram com 27 ou 30 semanas de gestação morrerem.

— Podemos vê-lo?

— Sra. Cullen, eu acho melhor a senhora esperar, ainda está muito debilitada e pode pegar alguma infecção — ele respondeu.

— Eu preciso ver meu filho — ela fungou — Preciso vê-lo — implorou.

— Nós sabemos e é importante ele te ver também, muito, com certeza ele vai te reconhecer e talvez dê a força que ele precisa para lutar — a médica disse.

— Deixem-nos ver ele por favor — Edward implorou.

— Eu vou liberar para o senhor poder ir sr. Cullen, mas apenas por alguns minutos, sra. Cullen você vai poder ir visitá-lo amanhã? Tudo bem?

Claro que não estava, mas o que ela poderia fazer?

— Vocês já avisaram a família de vocês? — a médica perguntou.

Bella olhou para Edward.

— Não, não tive coragem ainda, tenho duas cunhadas grávidas, nossos pais moram longe e eu... — ele apenas deu de ombros. Como diria que seu filho tinha nascido? Pensou que aquele momento seria tão diferente, que ligaria entusiasmado para seus pais que comemoraria com seu irmão.

Mas eles não tinham nada que comemorar.

— É importante avisar, vocês precisam de todo o apoio nesse momento. Uma psicóloga vai vim falar com vocês também.

— Eu vou ligar — Edward falou, seu celular estava no bolso e ele nem se lembrava que momento que havia colocado o aparelho ali.

— Bella, preciso saber se seus seios estão produzindo leite, assim nós poderemos fazer uma ordenha e levar para seu filho ser alimentado pela sonda, uma enfermeira passará aqui mais tarde, tudo bem?

Bella assentiu.

Quantas e quantas vezes tinha se imaginado com seu filho nos braços o alimentando e ninando, agora nunca saberia se isso um dia iria acontecer.

— Quando for a hora eu vou pedir para um enfermeiro vim avisá-lo sr. Cullen.

— Tudo bem — ele assentiu.

Assim que eles saíram Bella soltou um pequeno grito, colocando a mão em seu coração.

Edward olhou para a esposa.

— Ele vai sair dessa, ele vai ficar bem e isso tudo não vai passar de um pesadelo, ok? — ele falou com a voz firme e cheia de esperança.

— Ok — ela disse fungando e o abraçando.

Ele beijou sua testa.

— Eu te amo, você foi guerreira essa noite, por trazer nosso filho, tudo vai dar certo, você vai ver — disse confiante.

— Eu também te amo — ela sussurrou.

Eles ficaram abraçados alguns minutos em silêncio.

Chorando e fungando juntos.

— Temos que avisar nossa família — Bella falou.

Edward assentiu se separando dela.

— Para quem primeiro? — ela perguntou.

— Acho melhor avisar seus pais e o meu, não quero as meninas ficando nervosa com tudo isso — Bella falou pensando em suas amigas.

Ele assentiu e discou o número do seu pai.

Edward filho? Tudo bem? — seu pai atendeu rápido, ele estava acabando de sair do hospital.

Edward respirou fundo, sentindo seu coração se apertar.

A mão de Bella entrelaçou-se na sua.

— Não, pai, não estamos bem. Meu filho nasceu — ele disse em uma voz baixa e contida.

O que? Como assim? — Carlisle perguntou alarmado.

— Bella passou mal durante a madrugada, não conseguiram reverter o parto, ele tá na UTIN, Bella está bem, mas ele..

Ah meu Deus filho!

— Papai, o senhor pode avisar para mamãe e para Charlie também, eu... eu não sei se tenho condições de falar isso de novo.

— Pode deixar filho, estou saindo do hospital e vou passar na delegacia, não se preocupe nós vamos para aí assim que podermos, tudo bem?

— Obrigado — Edward falou desligando o celular — É melhor eu ligar para Emmett antes de ir...

Bella assentiu muda, apenas balançando a cabeça, lágrimas ainda escorriam de seus olhos.

— Tudo bem — ele respirou fundo e pegou o celular discando o número.

Porra mano, isso são horas de me acordar? Está cedo ainda.

— Emmett — Edward falou seu nome e algo na voz dele fez o irmão parar de falar.

O que foi? Está tudo bem?

— Não? — Edward chorou — Nosso bebê nasceu.

O QUE?

— Ele nasceu, Bella estava com a pressão muito alta e teve um parto prematuro.

Eles estão bem?

— Bella está, mas... não sabemos se nosso filho vai sobreviver.

Porra Edward...

— Eu só, avisa Jasper por favor, mais tarde eu mando mais notícias e fala para as meninas não se preocuparem, ok? Nós estamos bem — ele falou o que todos sabiam que era uma grande mentira.

Tudo bem, logo estaremos aí — falou.

— Obrigado, brow — Edward falou desligando no mesmo instante que um enfermeiro entrava pela porta.

— Senhor Cullen, o médico já liberou e o senhor pode ir visitar seu filho se quiser agora — o homem disse.

— Pode me dar mais um minuto? — Edward perguntou.

— Claro, estarei aqui fora — o homem falou saindo.
— Você vai dizer para ele que estamos aqui, não é? Dizer que o amamos e estamos rezando por ele — Bella chorou assim que ficaram sozinhos.

— Claro que vou meu amor — Edward disse a abraçando e beijando sua cabeça — Nosso pequeno vai sair dessa, você vai ver — Edward falou com fé abraçando a cabeça da esposa.

Ele limpou suas lágrimas e beijou sua testa.

— Eu te amo — ele disse.

— Eu também amo você e nosso bebê, diga isso a ele — ela repetiu com firmeza.

— Eu vou — Edward falou saindo do quarto e encontrando o enfermeiro.

— Você pode mandar alguém para ficar com minha esposa não a quero sozinha — ele falou preocupado.

— Não se preocupe, senhor, uma enfermeira vai vim cuidar dela e fazer alguns exames — o homem disse guiando Edward pelo hospital que assentiu indo ao caminho que o levaria a conhecer seu filho.


Notas da Autora:

Oiii amores, como estão?

Espero que bem rss

Esse capítulo foi light, mas preparem os lencinhos para o próximo com Edward vendo o filho...

Então vocês sabem que eu não sou médica nem nada, escrevi as cenas e os problemas com base em alguns relatos de bebê prematuro que li, só de pensar em tudo que esses pequenos passam e nem todos tem um final feliz...

Mas chega de assunto triste já estava esquecendo da one na quinta kkkkk

vou deixar a sinopse aqui para ver se vocês se animam um pouco

beeijos e continuem comentando

lalac

ONE SHOT:

A Carrasca e o Orientando

SINOPSE:

Edward Cullen é completamente perdido pela sua professora mestra Isabella Swan, conhecida pelos alunos como A Carrasca.

Ela acaba sendo sua orientadora no seu trabalho de conclusão de curso e nunca imaginou que em uma de suas orientações ele realizaria seu sonho de tê-la para si.

...

Isabella Swan tem apenas 30 anos, já com doutorado e é professora universitária.

Conhecida por ser rígida e dura com seus alunos, ela não chega perto de ser a professora preferida de alguém.

Tudo piora quando fica sozinha com um dos seus orientandos.

Poderá ela deixa-lo tirar todo o mal humor que ela sente?