The War of Angels and Demons.
" Minha mente é um labirinto... Minha mente é um caminho..."
- Alatáriël
ATO I:
11. A Melhor Reunião em Família.
Rachel dormiu e Pinhead ainda estava fazendo seus trabalhos domésticos, ele estava limpando a sala enquanto Beatriz sempre derramava um pouco de suco na mesa, eram nove horas da manhã.
- Olha dá pra parar de derrubar a porcaria do suco? - Beatriz disse agindo como se estivesse rica.
- Olha aqui meu bem... É senhorita pra você, entendeu bem? - Pinhead quase implorou ao diabo por uma estadia no inferno mais uma vez do que ficar sendo babá e ao mesmo tempo empregada doméstica.
Rachel acordou e desceu vendo Pinhead e Beatriz discutindo e mandou.
- Já terminou o serviço pra ficar discutindo? - Pinhead deu aquele sorriso e aposto que todos vocês conhecem. O sorriso irônico.
- Não minha querida.
- Então termine e depois converse - Pinhead cruzou os braços.
- Você não é minha mãe - Rachel parou e colocou o dedo indicador na ponta do ouvido e disse.
- Como é que é? Sei lá acho que ouvi um zumbido de uma mosquinha dizendo: " Chefa suprema na área...? Leviathan... filha sei...! Entendi" - Pinhead voltou a limpar a mesa com desgosto enquanto Beatriz apenas ria.
Rachel foi para a cozinha e Pinhead depois de limpar a mesa a seguiu. Ela pegou um copo d'água e depois foi a geladeira pegar algo para comer. Pinhead apenas observava encostado na parede de braços cruzados.
Ela nada disse quando o viu parado. Rachel sentou-se na cadeira e começou a comer, Pinhead veio por trás e beijou seu pescoço. Rachel ficou arrepiada e engoliu a comida rápido.
- Quem disse que estamos com clima pra isso? - Pinhead sentou ao lado dela e respondeu de forma carinhosa e gentil, pondo uma de suas mãos no rosto dela.
- Estava com saudade... - Rachel não caiu no papo de Pinhead e disse.
- Ahhh é verdade... Quando não está torturando meus amigos... - Pinhead colocou o cabelo ruivo e belo de Rachel atrás de sua orelha.
- Eu não estava torturando... Estava ajudando seus amigos. A se lembrarem e logo chegará a sua vez... - Pinhead se levantou e foi embora, subiu para o seu quarto e lá ficou.
- Que ameaçador... Estou morrendo de medo dele... - Rachel comeu seu café da manhã e depois foi para seu quarto mexer em seu computador.
Ela o ligou e foi pesquisando algumas coisas no Google. Depois de terminar sua pesquisa, deu uma rápida olhada no Facebook (mentira ela ficou por mais de três horas na rede social).
Depois de finalmente desligar seu computador, ela ficou pensando no que tinha mais medo.
Foi difícil encontrar algo de que ela se lembrasse claramente. Mas Rachel supôs que Pinhead usaria o seu passado para ver se ela lembrava de algo a mais.
Ela provavelmente teria que pensar muito bem em como escapar do local então disse para si mesma.
- Se eu sou filha... Tecnicamente de um deus... Eu deveria ter poderes... sobrenaturais certo? - Rachel pensou em algo para poder testar seus "poderes sobrenaturais" - Se ele é deus dos labirintos... talvez eu possa imaginar uma porta talvez...
Rachel pensou em algo... para poder abrir a porta. Ela tentou deixar sua mente completamente limpa... Ela pensou da seguinte forma...
- Minha mente é um labirinto... Então significa que preciso escolher o caminho de uma memória para poder abrir uma porta... Minha mente é um quebra-cabeça... Minha mente é... - Rachel conseguiu.
Ela adentrou o mundo dos cenobitas mas quando chegou lá... Estava em uma sala somente de espelhos, mas logo percebeu de que eram portas... Memórias.
Ela aproximou-se de um e viu ela na sua forma original.
- Alatáriël... Essa sou eu...? - Ela se viu em um vestido japonês branco que estava amarrado com uma fita vermelha
Ela para confirmar tentou tocar sua cabeça mas algo estava impedindo-a de fazer isso...
- Pregos... Exatamente como eu li... Bom vamos... investigar esse lugar... - Alatáriël prosseguiu pelo espelho adentrando uma sala... a sala de uma casa...
- Papai! Papai! - A criança contornou a poltrona e mostrou um caderno de desenhos ao homem que estava lendo o jornal - Olha o desenho que eu fiz!
- Que desenho bonito! Quem é esse homem? - A menina se entristeceu e disse de cabeça baixa.
- É o homem que aparece em meus pesadelos... Ele está todo mutilado... - Alatáriël se aproximou do caderno de desenhos e apenas mexeu seus lábios... Nada disse.
- Lúcio! Um de seus... amigos do trabalho acabou de chegar... - Lúcio pegou sua filha nos braços e foi até a porta falar com o colega do trabalho.
Lúcio deixou sua filha no chão após isso, os dois sussurram e começaram a trocar olhares e...
- Toma... isso aqui é pelo nosso... outro trabalho... - Lúcio sorriu e seu colega foi embora, ele fechou a porta e guardou o envelope no bolso.
- Querido o que ele queria? - Lúcio fez um sorriso e disse.
- Ahh nada querida... Ele apenas veio me dizer que... achamos um suspeito no caso que estou trabalhando. - A menina foi direto ao pai sorridente.
- Papai o senhor vai prender caras maus? - A menina sorriu e Lúcio respondeu.
- Sim... Minha pequena Rachel... O papai vai prender caras maus... - Mentiu. Lúcio deu um beijo na nuca de sua filha e depois foi para o escritório, Alatáriël o seguiu.
Lúcio abriu o envelope e continha...
- Isso aqui dá pra uns... três a quatro meses de vida confortável... - Alatáriël franziu a testa e ficou ao lado de Lúcio e observou os papéis... - Até que aquele cara "inocente" rendeu bastante nas últimas semanas... Logo eu irei embora daqui com Rachel... Somente com ela...
A memória foi desaparecendo e Alatáriël voltou a sala de espelhos.
- Meu... suposto pai... um policial corrupto... Já deveria imaginar... - Alatáriël rodou em círculos entre todos os espelhos e depois foi para o segundo espelho ao lado direito da sua "primeira memória". Ela adentrou e se viu em um quarto.
A menina estava desenhando... Desenhando algo... Alatáriël olhou o relógio... Três e meia da madrugada.
A menina parecia ser Rachel, que estava aflita e preocupada. Rachel desenhava sem parar e suava.
Depois de alguns minutos e a menina abriu a janela para entrar um pouco de ar no quarto. Rachel disse a si mesma.
- Foi só um sonho... - Alatáriël foi até a cama e olhou novamente o mesmo homem que Rachel mostrou para seu pai em outra memória.
O tempo passou e Alatáriël olhou ao relógio e eram nove horas da manhã. Rachel levantou-se da cama e foi direto tomar banho e se arrumar parece que ela havia um compromisso importante.
Alatáriël esperou até que alguém bateu na porta dizendo.
- Rachel! Você vai se atrasar... - A visão mudou e Alatáriël viu um hospital... Ou melhor... uma clínica...
- Doutor... Esses desenhos e quebra-cabeças estão acabando com a vida dela... Por favor ajude minha filha... - Uma mulher suplicou e o senhor que Alatáriël já havia visto antes em outra memória ou sonho.
Um homem acima do peso com uma barba um tanto longa, com cabelos pretos encaracolados.
- Leviathan... - Alatáriël disse numa voz sussurrante e rouca, ela sentiu que o homem pode escutá-la.
Depois das apresentações, a mãe de Rachel foi embora e disse que retornaria mais tarde, o doutor levou Rachel a uma sala... Apenas com uma janela... e uma caixa um tanto misteriosa no centro.
- Consegue resolver aquilo para mim? - Pediu o doutor e Rachel tentou sorrir e pegou o cubo de madeira entornado com desenhos pintados com tinta dourada e cobre - Cada movimento que fizer acarretará em uma configuração diferente.
- Quem fez este... cubo...? - Rachel ousou perguntar e o Doutor respondeu sem nenhum esforço.
- Phillip Lemerchand. Um fabricante de brinquedos... Ele era francês... - Sorriu o doutor enquanto falava... a menina mesmo sabendo que algo muito ruim iria acontecer se abrisse sua tentação e curiosidade a venceram então ela abriu.
O cubo começou a se mexer e a menina assustada deixou cair o cubo no chão. Que por sua sorte, parou de se mexer... A caixa não foi totalmente aberta, então significa que Rachel estava salva.
- Curioso... - Sussurrou o doutor... e depois disse... - Alatáriël... você foi muito corajosa por adentrar essas memórias não foi...? - Alatáriël abriu a porta do sala e correu, ela pode ver pacientes perfurados e mutilados com correntes.
Todos estavam com a mesma caixa... Ela olhou para trás e vários tentáculos tentavam alcança-la. Alatáriël correu por vários corredores até chegar em uma das portas do labirinto em que abriu para tentar escapar...
A cada corredor que virava as paredes pareciam estar se mexendo e uma voz grossa disse em sua mente.
- Alatáriël... Você voltou... - Alatáriël não parava de correr mesmo com a voz absurda em sua mente estar te chamando.
Ela imaginou uma porta para poder voltar a sua dimensão...
Alatáriël conseguiu abrir uma passagem mas um tentáculo agarrou suas pernas e ela não conseguiu se livrar... Até que ela conseguiu manipular os ganchos que estavam presentes na escuridão.
Eles cortaram os tentáculos em pedaços e depois pode-se ouvir um grito de um monstro que estava se aproximando... Mas Alatáriël não ficou lá para saber o que era e então passou pelo portal e voltou a ser Rachel que estava deitada na cama.
Rachel se levantou e girou em torno de seu quarto. E foi para a sala e viu Beatriz e Dean brigando pelo último pacote de salgadinho.
Ela desceu as escadas e foi até Beatriz e disse.
- Beatriz preciso falar com você... - Rachel disse de forma aflita e preocupada, mas Beatriz pareceu não se importar e disse.
- Pera ai! Deixa eu pegar o MEU pacote de salgadinho! - Dean disse parecendo um personagem de algum filme...
- My precious... - Ele colocou o salgadinho fora do alcance de Beatriz que pegou seu bastão de basebol e Dean saiu correndo gritando feito uma garotinha.
- BEATRIZ! - Berrou Rachel e Beatriz que estava quase estrangulando Dean, parou e os dois escutaram... - Dá pra você parar com isso e vir conversar comigo... É importante...
- Nada agora é mais importante que meu salgado! - Rachel suspirou e disse.
- Eu te pago um depois... - Beatriz largou Dean que se escondeu atrás do sofá.
- Agora sim. Vamos conversar... - Beatriz e Rachel subiram para o quarto.
Rachel contou o que fez e o que viu e Beatriz apenas olhava de forma Cara... cara... você foi mais burra que um personagem de filme de terror clássico...
Beatriz ouvia atentamente cada detalhe que Rachel contava. Ela contou sua experiência como Alatáriël, Beatriz depois de ouvir a parte em que ela, quando pequena, quase abriu o cubo disse.
- Eu só não te dou uma surra por quê sou sua amiga! Sou sua best friend forever! - Rachel disse de forma irônica.
- Você não é minha best friend forever, você é minha melhor amiga drogada sem estar usando drogas.
Beatriz riu mas depois disse de forma séria.
- Vai contar isso pro seu príncipe encantado...? Eu preciso é de uma furadeira por que prego já tem agora falta parafuso! - Rachel riu mas isso foi por apenas alguns segundos.
Rachel ficou pensativa e quieta... Ela pensou sobre o assunto e decidiu...
- Não... Ainda não... Se ele souber disso... vai fazer de tudo para que eu abra a caixa agora... - Beatriz concordou e perguntou.
- O que vai fazer agora? - Rachel olhou para ela e disse.
- Minha cabeça maquiavélica já pensou em algo... Vou pedir ajuda em segredo para Liar e a Cenobita Fêmea me treinarem... Eu tenho poderes UHULLLLL! - Gritou Rachel e Beatriz disse de forma convincente.
- Foda-se UHULLLLLLLLLL - E começou a dançar como Elvis Presley.
- Hahaha... Engraçadinha. - Disse Rachel mas depois as duas se abraçaram e Beatriz disse em seu ouvido.
- Vou ter que ser sua estraga prazeres por quê... Vai ter que abrir a caixa uma hora ou outra... - Rachel saiu do abraço e olhou dizendo.
- Obrigada pelo apoio moral... sabe fico muito feliz com isso... - Rachel sussurrou - Mas temos que cuidar de outro problema...
- Que problema? - Perguntou Beatriz.
- Dean. Ele é a principal vítima do Pinhead. Ainda não contamos pra ele... - Beatriz fez uma cara de pura inocência com um complemento de ironia.
- E quem se importa com ele? - Rachel olhou de forma séria - Está bem... está bem... irei falar com ele...
- Ótimo... Eu por enquanto distrairei Pinhead... Acredito que eles esteja se cansando demais... ele está ficando... entediado... Tenho que enrolá-lo... - Rachel e Beatriz armaram um plano e assentiram uma com a outra.
