N/A: Oieeee! Último capitulo!Finalmente. Obrigada a todos que comentaram, adicionaram aos favoritos, e é claro, a todos que leram. Espero que tenham gostado. Bjzzzzz e até a próxima adaptação.

CAPITULO XI

Naquela mesma noite, quando todos foram embora, Harry e Gina sentaram-se na sala, enquanto os bebês brincavam mais um pouco, antes do irem dormir.

Por algum motivo, Adam se afeiçoara mais a Harry do que Anna. O menino estava sempre querendo ficar perto do tio e tentando chamar sua atenção. Essa noite não foi exceção. Fazia alguns minutos que o bebê estava segurando as pernas de Harry e ameaçando chorar.

— Ele está querendo colo? — Harry perguntou a Gina.

— Eu lhe avisei que ele iria ficar mimado.

— Tentei seguir seu conselho, mas não agüento vê-lo chorar. Não quero que Adam pense que não me importo com ele.

Gina revirou os olhos, com um meio sorriso.

— Agora ele já sabe qual é seu ponto fraco. — disse a Harry. — Por isso está se aproveitando.

Ele lançou um olhar maroto para o bebê.

— Ok, seu espertinho. Vamos andar um pouco. Talvez você goste.

Dizendo isso, segurou as mãozinhas de Adam e começou a andar com ele pela sala. O bebê riu tão alto que Gina e Harry também riram.

— Por que não me disse logo que queria passear, rapazinho? — perguntou Harry.

Gina sorriu, encantada com a visão dos dois andando devagar pela sala. Harry seria um ótimo pai. Ao pensar nisso, não pôde deixar de sentir uma onda de tristeza. Desejou poder ser a mulher que daria filhos a ele, mas o destino já marcara suas cartas.

— Gina, veja isso! Adam está andando sozinho!

A voz animada de Harry lhe chamou a atenção.

Foi então que viu Adam dar um passo hesitante e depois outro.

— Como conseguiu que ele fizesse isso? — perguntou a Harry.

No mesmo instante, ajoelhou-se diante de Adam e estendeu os braços.

— Venha, meu amor .— chamou-o. — Mostre-me que já sabe andar.

Adam balbuciou alguns sons e deu alguns passos titubeantes em direção a ela. Gina o abraçou, dando-lhe vários beijos.

— Mas que menino esperto que você é, Adam!

O riso do bebê indicou que ele sabia haver feito uma proeza.

— Quem disse que os meninos amadurecem depois das meninas? — Harry arqueou uma sobrancelha. — Adam superou a irmã.

— Bem, pois ainda não é hora de cantar vitória, meu caro. Anna precisa apenas de um incentivo.

Gina pegou a menina no colo e levou-a até o meio da sala.

— Ok, Anna, está na hora de mostrar a seu tio do que as mulheres são capazes.

Segurando as mãozinhas da menina, Gina deixou que ela andasse pelo aposento. Porém, foi soltando-a aos poucos. Quando finalmente deixou que ela seguisse sozinha, Anna deu alguns passos, mas caiu sentada e começou a chorar.

— Oh, Anna... Não podemos deixar que Adam e Harry nos derrotem. — disse Gina, fazendo-a ficar de pé novamente. — Venha, meu anjo. Não precisa ter medo.

Anna deve ter percebido que era o centro das atenções, ou então já aprendera algo sobre a guerra dos sexos, porque parou de chorar e deu alguns passinhos em direção a Gina.

— Isso mesmo, meu amor! — comemorou Gina, beijando-a.

Enquanto olhava a cena, Harry tentou imaginar os bebês em seu apartamento, em Houston, mas não conseguiu. As crianças pertenciam a esse lugar, cheio de uma atmosfera de amor e de carinho.

— Ok, ok. — disse. — Já vi que Anna também consegue andar. Mas Adam a venceu por alguns minutos. Tem de reconhecer que ele merece um crédito por isso.

Gina riu.

— Adam é alguns minutos mais velho do que Anna. Talvez seja por isso que ele andou primeiro.

Meia hora depois, os dois deixaram os bebês dormindo no quarto e voltaram para a sala. Gina preparou um chocolate quente e entregou uma caneca a Harry. Permaneceram diante da lareira acesa.

Pensativo, Harry disse:

— Eu me afeiçoei muito a esses bebês.

— Já percebi isso. — afirmou Gina.

— Mesmo assim, não quero afastá-los de você.

Ela o olhou no mesmo instante.

— Está querendo dizer que não irá mais ao tribunal...

— Tribunal? Eu nunca falei que a levaria ao tribunal!

Gina suspirou de puro alívio.

— Está falando sério, Harry?

— Sim. Você me fez perceber que dinheiro não é tudo na vida de uma pessoa. Meu coração mudou de alguma maneira.

— Oh, então você tem um? — ela o provocou.

Harry sorriu. Deixando as canecas fumegantes de lado, aproximou-se mais dela e disse:

— Por que não a encontrei antes, Gina?

Afetada por aquela proximidade, ela respondeu:

— Sei que se importa comigo, mas...

— É mais do que apenas me importar com você, Gina. Eu te amo. — Segurou o rosto dela entre as mãos. — E quero me casar com você.

Gina conteve o fôlego.

— Casar? Não pode estar falando sério!

Harry sorriu, com gentileza.

— Nunca pedi ninguém em casamento antes, portanto, é mais sério do que você imagina.

— Eu já lhe disse o que penso sobre casamento. Nunca vou me casar.

— É o que pensa.

— É o que sei! — Gina ficou de pé, sentindo o coração batendo forte. — Não quero mais ouvir nada sobre casamento.

— Por quê?

— Você sabe muito bem o motivo! Terei de repetir tudo?

— Se o problema for aquela história de não poder ter filhos, esqueça. Já temos dois bebês e isso é suficiente para mim. — afirmou Harry.

Gina estreitou os olhos.

— É por isso que está me pedindo em casamento, não é? Assim poderá ficar com os bebês!

— Mas que droga, Gina! Não diga tolices!

— Tolice nada! Ambos sabemos muito bem o que você queria desde o início.

Se não a amasse tanto, Harry daria uns bons tapas no traseiro de Gina. Porém, entendia que ela fora muito magoada no passado e que era difícil aprender a confiar em outro homem.

— Eu já lhe disse que os bebês serão sempre seus. Posso assinar um documento com essa condição, se isso a deixar mais aliviada. — Aproximando-se dela, continuou: — Amá-la não tem sido nada fácil, Gina. E acho que está na hora de você desistir de lutar contra seus sentimentos.

Sem dar tempo para que ela protestasse, Harry a beijou. Gina tentou resistir, mas logo suas forças foram se desvanecendo. Confiando ou não em Harry, amava-o com toda sua alma.

— Oh, Harry, não sabe o que está fazendo comigo.

— Sim, eu sei. — sussurrou ele, levando a mão aos botões da blusa dela. — Está fazendo o mesmo comigo, Gina.

— Não pode ser. Está me amedrontando.

Harry se afastou um pouco para olhá-la.

— Está com medo de mim? Oh, Gina, eu nunca teria coragem de lhe fazer mal.

— Sei disso. Mas o que me causa medo é a possibilidade de você me fazer mudar de vida e de planos. Eu já havia traçado o rumo da minha vida, desde que Richard me alertou.

— Diga-me onde posso encontrar esse sujeito, Gina. Tenho vontade de ensinar uma lição a ele!

— Por haver sido honesto comigo?

— Não! Por haver arruinado sua vida!

Após um momento de silêncio, ela disse:

— Não se trata apenas do fato de eu não poder ter filhos, Harry. Não pertencemos à mesma classe social. Não agüentaria morar em uma fazenda nem por um mês.

— Mas não suportarei voltar para Houston sem você!

— Não posso morar em Houston. — asseverou Gina. — Minha família e minha vida estão nesta fazenda. Por isso estou lutando tanto para mantê-la.

— Não quero que deixe a Bar W mesmo depois do nosso casamento.

— Harry! Você viveria aqui?

— Aprendi a gostar da fazenda.

Gina não estava acreditando que aquilo pudesse ser verdade.

— Harry, seu trabalho fica em Houston e...

— Está querendo dizer que não precisa de mim por aqui, é isso?

— Não! Claro que preciso de você, e também os bebês. Eu te amo, Harry, e acho que já sabe disso.

Ele não sabia, e aquela declaração soou como música aos seus ouvidos.

— Então, por que está discutindo comigo, Gina?

— Porque não quero tê-lo e depois ficar sem você!

— Mas isso não vai acontecer.

Quem poderia garantir?, ela se perguntou. Depois de algum tempo, quando ele se cansasse de viver na fazenda, sem poder contar com a alegria de ter um filho, com certeza a deixaria e voltaria para a cidade.

— Acabará encontrando alguém que possa fazê-lo feliz, Harry. Uma mulher que lhe dará um lar, filhos e que saberá se portar no meio social em que você vive.

— Acha que é isso o que me fará feliz? Então realmente não me conhece.

— É você quem não se conhece.

Esperando que seu gesto dissesse mais do que as palavras, Harry a beijou com paixão. Gina se rendeu por um momento, mas acabou se afastando com um gemido abafado, antes de sair correndo para o quarto.

Gina tentou evitar Harry durante os dois dias seguintes. Para surpresa de ambos, Kitty voltou inesperadamente no terceiro dia.

Ela parecia estar bem o suficiente para fazer tarefas mais leves. Harry nunca se sentiu tão inútil quanto naqueles dias. Até que a atitude indiferente de Gina o levou a tomar uma última decisão. Entrando na cozinha, encontrou Kitty sentada à mesa, descascando algumas batatas.

— Kitty, poderia olhar os bebês no chiqueirinho por alguns minutos?

— Claro.

— Vou até o estábulo, ver se Gina está precisando de ajuda.

Kitty arqueou as sobrancelhas.

— Acha que ela aceitará ajuda?

Harry deu de ombros.

— Ela está brava porque a pedi em casamento.

A tia de Gina não pareceu nem um pouco surpresa. Sorrindo, disse:

— Então, precisa mesmo fazer algo para agradá-la.

— Mas como é possível agradar a Gina? Ela é a mulher mais difícil que já conheci!

— Gina puxou ao pai. Arthur também era um cabeça-dura.

— Bem, pois não pretendo desistir. — declarou Harry. — O que acha de me ter como novo morador da fazenda, Kitty? — perguntou, com uma piscadela.

— Vá logo atrás dela, rapaz. Faz tempo que estou precisando de um ajudante na cozinha — brincou Kitty.

Harry sorriu, saindo com um aceno.

Harry encontrou Gina varrendo um compartimento do estábulo.

— Por que não se senta um pouco e deixa que eu faça isso para você? — sugeriu a ela.

— Não precisa se preocupar. Quem está cuidando das crianças?

— Elas estão dormindo no chiqueirinho. Pedi a Kitty que cuidasse delas por alguns minutos.

— Kitty ainda não está completamente curada, Harry. Não poderá pegar nenhum deles no colo, se for preciso.

Ele sabia que a maior preocupação de Gina era com ela mesma. Não queria encarar seus próprios sentimentos.

— Vim até aqui para ajudá-la, quer você queira ou não.

Gina olhou para ele.

— Está tentando me aborrecer de propósito, não é?

Harry não conseguiu ficar sério. Gina ficava ainda mais linda quando estava brava.

— Não preciso tentar aborrecê-la, Gina. Você já é brava por natureza.

Notando que se excedera, ela falou:

— Desculpe-me, Harry. Agradeço pela oferta de ajuda, mas acho melhor você voltar para... para a casa.

— Ia dizer que eu voltasse para Houston, não é? — Diante do silêncio dela, prosseguiu: — Pois não vou voltar para lá e está acabado. Ficarei aqui e iremos nos casar, como duas pessoas normais apaixonadas.

Gina arregalou os olhos.

— Não pode decidir ficar dessa maneira!

— Já decidi. Além disso, conto com a aprovação de Kitty, e provavelmente com a do restante de sua família.

Ela revirou os olhos.

— Oh, Deus, o que fiz para merecer isso?

— Eu te amo, Gina. E quando você não está feliz também não me sinto feliz.

— Não quero que seja infeliz, Harry. Por isso não podemos nos casar.

Andando com passos firmes, Gina saiu do estábulo. Tomando uma súbita resolução, Harry saiu correndo e alcançou-a do lado de fora. Segurando-a pelo braço, fez com que ela o fitasse nos olhos. Atrás deles, o sol do fim de tarde matizava o céu com belos contrastes alaranjados e azuis.

— Não deveria ter vindo até aqui, Harry. — sussurrou Gina.

— Precisamos conversar — afirmou ele. — Durante os últimos dias, estive pensando em nós e nos bebês...

— Harry, por favor — pediu ela, com voz trêmula.

— Ouça o que tenho a dizer, Gina. Sei o que estou lhe fazendo e decidi não continuar mais com isso. Rony me disse que eu precisava mostrar que te amava. E acho que só há uma maneira de eu fazer isso.

Algo na expressão de Harry mostrou a Gina que ele ia dizer palavras que mudariam suas vidas para sempre. Tocou o rosto dele, em um gesto quase inconsciente.

— Não precisa me mostrar nada, Harry. Sei que me ama.

— Sim, Gina, mas não conseguirei suportar essa situação. Se não posso tê-la, a única solução é voltar para Houston. Quero que seja feliz, e se eu tiver de ir embora para que isso aconteça, então irei.

— Vai embora? — murmurou ela, aflita.

— Deus sabe que não é isso o que eu quero, mas é a única coisa que me resta fazer. Adeus, Gina.

Dizendo isso, ele a fitou nos olhos uma última vez e começou a andar em direção a ficou olhando ele se afastar, sem saber o que fazer. Seu rosto mostrava uma expressão angustiada. Harry estava indo embora!

Tomada por um ímpeto que nem ela mesma soube explicar, correu atrás dele.

— Harry!

Ele se virou para trás, surpreendendo-se ao vê-la tão perto.

— O que foi?

— Não irá a lugar nenhum, cowboy!

Ele continuou olhando-a, confuso.

— Oh, Harry! Tenho sido... Tenho me comportado como uma idiota. Acha mesmo que conseguirá ser feliz apenas comigo e com os gêmeos?

O rosto dele se iluminou e um sorriso curvou seus lábios. Sem dizer nada, abraçou-a com força.

— Claro que sim, meu amor. Será que não entende que significa mais para mim do que qualquer outra coisa?

— Mas não poderei lhe dar um filho.

— Gina, você já consultou algum especialista para ter certeza de sua esterilidade?

Ela hesitou um instante.

— Bem, não fui exatamente a um especialista. Tive apendicite quando estava no colégio e foi naquela época que o médico diagnosticou o problema. Mas nunca me consultei com um especialista. Richard me desiludiu tanto que isso nem me passou pela cabeça.

— Pois agora você irá consultar um. Se houver chance de cura, fará um tratamento. E se não houver, pelo menos terá essa certeza. De qualquer maneira, teremos um ao outro, e isso é o que mais importa para mim.

— Também teremos os gêmeos. — lembrou Gina. Harry sorriu.

— Sim. Na verdade, foi por causa deles que nos conhecemos.

Após um longo beijo apaixonado, seguiram abraçados em direção a casa.

— Oh, Harry, seremos tão felizes!

— Mal posso esperar para lhe mostrar o que é a verdadeira felicidade, Gina. — disse ele, beijando-a na testa.

Olhando para as vacas pastando ao longe, ela adquiriu um ar maroto ao perguntar:

— Entende alguma coisa sobre vacas?

— Apenas que elas dão origem aos bifes e hambúrgueres deliciosos que costumo comer.

Gina o olhou de soslaio.

— Gostaria de lhe fazer uma pergunta. — disse a ele. — O que disse ao gerente do banco naquele dia em que fomos pedir o empréstimo?

Harry hesitou. Não podia mentir para Gina, mas não tinha idéia de qual seria a reação dela quando soubesse a verdade.

— Bem, eu...

Ele começou a rir e Gina não conseguiu ficar séria por muito tempo. Foi então que Harry teve certeza de que tudo terminaria bem. Gina finalmente o entendia e aceitava seu amor.

— Assinei um documento e disse a ele para entrar em contato com meu banco, em Houston, pedindo a transferência de sete mil dólares da minha conta para a conta da fazenda.

Gina não ficou surpresa com a revelação. Sabia que Harry faria qualquer coisa por ela. Afinal, ele a amava.

— Eu lhe devo muito, meu amor. — disse a ele.

— Não quero nada além de seu amor, Gina. Acha que pode me pagar dessa maneira?

Ela sorriu, feliz, compartilhando com Harry uma troca de olhares cheia de promessas.

— Sim, meu amor. Pelo resto da minha vida...

FIM