Capítulo 12
— Vamos para Nassau amanhã de manhã para fazer compras — falou a princesa Rin.
— Parece ótimo. Obrigada. Não quero constranger Inuyasha na festa do pai, mas não posso comprar roupas de grife com meu orçamento.
A princesa Rin riu suavemente.
— A maioria das mulheres não pode e não precisa ter medo. A aparência de uma mulher pode ser modificada para que se ajuste a todas as ocasiões, mas seu caráter é irretocável.
— Eu falei isso a ela, mas talvez ela a ouça.
Rin virou para Inuyasha, que as acompanhava.
— Talvez essas não sejam as palavras que precise ouvir de você.
Inuyasha franziu o cenho e Kagome sentiu uma repentina e urgente vontade de chorar. As palavras a que Rin se referia não sairiam da boca dele hoje, como não haviam saído há seis anos.
— A que horas vocês vão amanhã? — ele perguntou, ignorando o comentário.
— Sete da manhã, mas pensei em irmos hoje à noite. Só que achei que Kagome ficaria cansada depois da viagem de hoje.
— A vinda de helicóptero não durou nem uma hora, estou bem — falou Kagome, atraída pela idéia de ficar longe de Inuyasha naquela noite.
— Então podemos ir depois do jantar — falou a princesa Rin. — Assim, teremos todo o dia de amanhã e o outro antes de voltar.
— Parece ótimo.
— Vocês não precisam de dois dias de compras para escolher um vestido — reclamou Inuyasha, sem que ela entendesse.
— Não seja bobo, Inuyasha — falou Rin. — Vamos comprar roupas para Kagome para várias ocasiões. Como sua noiva e futura esposa, ela precisará de muitas roupas.
Kagome apreciava a compreensão da princesa Rin, e sorriu em agradecimento.
— Então posso ir com vocês.
— Não, obrigada. Homens não são bem-vindos em compras desse tipo.
Antes de Inuyasha discutir, Sesshoumaru entrou e pediu a opinião do irmão em um assunto de negócios.
— Ele não quer perdê-la de vista por dois dias — falou Rin para Kagome.
— Não sei por quê.
— É possessivo.
A risada suave de Rin acompanhou Kagome na imensa suíte que dividiria com Inuyasha.
Ela tomou um longo banho e logo teria de se aprontar para o jantar.
Inuyasha chegou para se trocar para o jantar enquanto ela pegava um dos vestidos que havia comprado para usar em atividades sociais com os antigos patrões.
— Descansou bem? — ele perguntou, enquanto se despia e trocava a roupa.
— Tomei um longo banho.
Os olhos dele brilharam.
— Queria ter me unido a você. Fiquei a tarde toda tratando de negócios com meu irmão enquanto papai distraía as crianças.
— Certamente se divertiu. Você gosta de trabalhar.
— Assim como Sesshoumaru, mas eu teria preferido fazer amor com você na banheira.
Ela virou os olhos, corando.
— Você não pensa em nada mais?
Talvez toda aquela sedução não fosse apenas por causa dela. O homem só pensava naquilo. Ele deu um nó na gravata.
— Sabe que sim, mas não consigo me controlar, pois sua paixão é algo que vicia e não consigo tirar você da cabeça.
Ela se virou, pois as palavras pareciam muito próximas da realidade, embora soubesse que não havia nada por trás delas.
— Rin mudou nosso vôo para nove horas, hoje.
De repente, ele passou as mãos ao redor da cintura dela e beijou sua nuca.
— Vou sentir saudades, Kagome. Vai sentir minha falta?
— Sabe que sim.
— Por que me ama?
Ela havia imaginado quando isso viria à tona. Não tinha por que negar, já que tinha admitido para toda a família.
— Sim.
— Fico feliz.
Ela quis perguntar por que isso fazia diferença, mas ele a virou para beijá-la e, quando terminou, ela não tinha mais condições de falar nada.
Ele terminou de se vestir. Então, cruzou o quarto e abriu um cofre de onde tirou uma caixa de veludo preta e entregou a ela.
— O que é?
— Abra e veja.
Ela abriu, revelando um lindo colar de pérolas.
— Que lindo! — ela elogiou.
— Vai ficar ótimo com o seu vestido.
Ela apertou a caixa na mão dele.
— Não vou usar as jóias de Kikyou — ela avisou, afastando-se dele.
— Não era de Kikyou. O gosto dela era mais extravagante. Eram da minha mãe.
— E por que não estão com Rin?
— Quando ficamos adultos, meu pai deu algumas a Sesshoumaru e outras para mim.
— Tem certeza de que Kikyou nunca usou esse colar?
— Sim.
— Certo. — percebendo o quanto soou sem graça, ela acrescentou: — Muito obrigada. É realmente lindo. Cuidarei bem dele por você.
— É seu agora — ele falou.
— Obrigada.
— Faria tanta diferença se Kikyou tivesse usado?
— Sim.
Ele assentiu.
— Então, esteja certa de que nunca vou lhe dar nada que tenha pertencido a ela.
Incluindo o coração dele. Já havia deixado isso bem claro.
A viagem para Nassau foi uma revelação para Kagome. Rin sabia exatamente onde achar alta-costura e elas fizeram compras durante toda a manhã, parando apenas para almoçar.
Inuyasha ligou três vezes durante o dia. As ligações eram breves e nada românticas, mas ela gostava e sempre sorria durante um bom tempo depois delas. Kagome e Rin descobriram que, apesar das diferenças, tinham muito em comum e riram bastante juntas. Isso ajudou Kagome a perceber que talvez conseguisse se ajustar à vida de princesa.
Elas foram para a piscina jacuzzi do hotel para relaxar depois das compras.
O telefone de Kagome tocou. Ela sorriu para Rin e atendeu.
— Boa noite, Inuyasha.
— Olá, bella mia. Acabou de fazer compras?
— As roupas. Amanhã, vamos comprar os acessórios.
— Acha que vai levar o dia todo?
— Não tenho dúvida alguma.
Ele suspirou.
— Pensei que pudesse voltar mais cedo.
— Fico feliz ao ver que sente minha falta.
— Eu falei que sentiria.
— Fico feliz mesmo assim. — mesmo que sentisse sua falta apenas na cama.
— As crianças sentem saudades também. Querem dizer boa-noite.
— Claro. Chame-os. — ela falou com os dois depois Inuyasha voltou para a linha.
— Estou ouvindo o som de água borbulhando.
— Rin e eu estamos relaxando na hidromassagem do hotel.
— Na pública?
— Não é pública. É do hotel.
— Está desfilando pelo hotel de maiô? — ele perguntou.
— Muito pouco. Nós nos trocamos e viemos direto para a piscina.
— Fico surpreso com o fato de Rin ter incentivado isso.
— Isso realmente o incomoda?
— Vocês estão em segurança?
— Sim.
— Nesse caso, não. Evidentemente, eu preferiria estar aí, porém é mais pelo meu próprio bem do que por preocupação com você.
— Estou com saudades.
— Bom.
— Rin acha que podemos organizar um casamento simples em uma semana, duas no máximo. É muito cedo?
— Poderia ser antes, mas está bem.
Ela sentiu-se contente por ver que ele ansiava pelo casamento... Independentemente das razões.
— Preciso ir.
— O quê? Ah, Sesshoumaru acabou de entrar e gostaria de falar com Rin. Pode chamá-la?
— Claro.
Ela passou o telefone para Rin.
— O príncipe Sesshoumaru quer falar com você.
Rin olhou para o telefone com uma expressão estranha e atendeu.
— Alô?
Ela franziu o cenho.
— Deixei o celular no quarto. Estou na jacuzzi do hotel.
Kagome tentou não ouvir e se concentrou no relaxamento. Estava quase dormindo quando Rin devolveu o telefone.
— Às vezes, ele é um Neanderthal.
— Deve ser de família também.
As duas riram.
Elas voltaram para Lo Paradiso na tarde seguinte cheias de compras.
Ela viu sua família no momento em que a porta do avião foi aberta. Inuyasha esperava com Kanna em um dos braços e de mãos dadas com Hashi. Em segundos, ela estava no meio de um abraço familiar que a fez pensar que poderia realmente ter felicidade no casamento, embora não fosse amada por seu noivo.
Ela quase se convenceu disso tarde da noite, quando eles fizeram amor maravilhosamente.
Ele resmungou no dia seguinte, quando soube que ela iria ao salão com Rin.
— Prometa apenas que não deixará que toquem no seu cabelo.
— Mas vou justamente cortar.
— Mas gosto dele longo.
— Vou pedir para manter o comprimento e dar um corte, certo?
Ele assentiu.
— E use pouca maquiagem. Não quero ir à festa com uma Barbie.
— Por isso Rin não quis que fosse fazer compras conosco. Você é impossível.
— Pode ser. Mas pelo menos eu não ficaria preocupado em saber o que usaria hoje à noite.
— Está com medo de que eu o constranja?
— Não seja tola. Temo que tenha comprado um vestido que mostre aos outros o que tenho o privilégio de ver em particular. Sou um homem possessivo.
— Está preocupado por eu ficar muito sensual?
— Acho que isso é inevitável, mas, com o olhar clínico de Rin, pode ficar ainda mais.
Ela ficou contente com o fato dele estar realmente preocupado com isso.
Acho que terá que esperar para ver.
Mas, horas depois, quando ela se transformou em uma mulher que mal reconhecia, estava nervosa.
O vestido mostrava seu corpo à perfeição. Era um tomara-que-caia e tinha cor alaranjada. Era justo nos seios e caía pelos quadris até os joelhos, de onde caía até o chão. Os saltos lhe davam mais cinco centímetros de altura, mas ainda tinha de virar a cabeça para olhar nos olhos de Inuyasha.
— O que acha? — ela rodopiou para ele.
— Está incrível. Será a mulher mais linda. — ele parecia realmente sincero.
O coração dela pulava no peito.
— Não está muito chamativo?
— Gosto de você com cores vibrantes.
— Bom. Rin insistiu que eu comprasse muita coisa com as cores de que gosto. Ela disse que eu devia ser autêntica.
Kagome gostou muito da idéia.
— Fico contente. Não quero que mude para se ajustar ao que pensa que seja o meu mundo. — ele a puxou para perto. — É a mulher que eu quero. Você é real, Kagome, e é assim que quero que permaneça.
— Não sei fazer diferente.
— Fico feliz.
Eles sorriram e ele a beijou.
Ela ficou muito orgulhosa de entrar no salão de baile com ele naquela noite.
Ele estava muito atraente com seu terno formal branco, atraindo muitos olhares femininos. O mesmo aconteceu com os irmãos dele. Embora Sesshoumaru ignorasse, Miroku flertava com charme europeu, mantendo as mulheres à distância.
Kagome não sabia quando seu casamento seria oficialmente anunciado. Ninguém comentou nada a respeito, mas ela não se importava com isso.
Vendo a forma como as mulheres olhavam para Sesshoumaru, contudo, ela sabia que nem mesmo o casamento lhe daria sossego.
Durante a noite, mulheres lindas flertaram com Inuyasha, e ele não hesitou em deixar claro que eles eram um casal. Inclusive para os homens que se mostravam atraídos por ela.
Isso aconteceu cinco vezes e então Kagome teve uma revelação. Não era uma princesa, mas atraía outros homens.
Não eram apenas as roupas e jóias ou a maquiagem. Mas era porque as pessoas percebiam que ela combinava com aquele homem. As mulheres flertavam, outras lançavam olhares invejosos, mas nenhuma delas sugeriu que ela não fizesse parte daquele cenário.
Ela o amava. Ele podia não amá-la, mas assumiu um compromisso e sua lealdade não podia ser questionada. Sua paixão era tão real quanto o amor dela, e sua amizade era tão preciosa para ela quanto a paixão.
Aquele homem era seu e ele seria dela para o resto de suas vidas. E isso seria o bastante. Faria com que fosse assim.
Ela virou para olhar para ele, sorrindo de modo radiante e fazendo com que ele parasse de falar e esquecesse o que iria falar em seguida.
O homem com quem conversava, um rei do Oriente Médio, riu.
— Nada mais eficaz para fazer com que um homem interrompa uma conversa de negócios do que uma linda mulher.
Inuyasha enrubesceu, mas concordou.
O rei se afastou e Inuyasha virou-se para ela.
— O que foi, Kagome?
— O quê?
— Por que você está sorrindo?
— Gosto de sorrir.
— Foi um sorriso especial.
— Sim, foi. Eu amo você, Inuyasha.
Ele apertou a cintura dela de modo possessivo.
— Eu sei, e fico mais feliz com isso do que você possa imaginar, mas isso não explica o sorriso, explica? Você está exalando felicidade, embora, desde que você aceitou, tenho a impressão de que tem muitas reservas em se casar comigo.
— Amo você e isso me faz tão feliz que estou realmente explodindo de alegria. Talvez estivesse um pouco preocupada em me casar com você, mas não mais. Sei que não me ama, não assim, e pensei que isso significaria que eu teria que ficar lutando pelo meu lugar com você... Por favor, deixe-me continuar. Eu agora vejo que, diferente do que aconteceu nos meus lares adotivos, não sou parada temporária na sua vida. Serei sua esposa até morrer e não precisarei me esforçar em manter o título, apenas amar você e as crianças, e ficaremos todos contentes. Não sei por que demorou tanto, mas acabei de perceber que você será um marido maravilhoso e serei mãe de Hashi e Kanna, e terei mais filhos com você. Estou muito, muito feliz com tudo isso.
Ele curvou os lábios até seu sorriso ser tão radiante quanto o dela.
— Fico feliz.
Era quase meia-noite quando o rei Inutaisho pediu a atenção de todos. Todos ficaram quietos no salão.
— Hoje à noite, celebramos meu aniversário e agradeço a todos, mas tenho mais a comemorar do que mais um ano de saúde. — ele fez uma pausa e acenou para Kagome e Inuyasha. Quando eles pararam ao lado dele, ele sorriu. — Essa mulher linda e adorável concordou em se casar com meu filho e nossa família tem o prazer de dar as boas-vindas à nova princesa Taisho.
Sesshoumaru entregou a ele uma caixa de veludo. O rei Inutaisho a abriu e revelou uma pequena tiara que colocou na cabeça dela gentilmente, antes de beijar sua face.
— Bem-vinda à família, filha.
Todos os presentes aplaudiram e queriam saber quando seria o casamento, mas essa informação era sigilosa.
Kagome apenas sorriu e aceitou as saudações com uma paz que não sabia que encontraria em sua vida.
Inuyasha mostrou de várias formas que se importava com ela. Desde o plano para trazê-la de volta para a sua vida à forma como concordou com as demandas sobre suas horas de trabalho e à forma com que fazia amor com ela tão perfeitamente, ele provou que ela era especial.
Inuyasha e Kagome finalmente ficaram sozinhos na cama, ao amanhecer. Ele olhou para a beleza emanada dos olhos dela e agradeceu por ter tirado a maquiagem.
— Você estava linda, mas eu prefiro sem artifícios. — a voz dele era rouca, o que fazia sentido, pois as emoções apertavam sua garganta.
— Obrigada. — aquele sorriso novamente. Uma versão mais sonolenta, mas que ainda arrasava o coração dele.
— Você é perfeita para mim.
— Você é perfeito para mim também — ela suspirou.
Ela merecia todas essas palavras e, de alguma forma, ele as diria. Ele não percebeu que essas palavras batiam dentro do seu coração, implorando para serem expressadas desde que ela sorrira para ele daquele jeito. O amor que ela lhe deu sem pedir nada em troca e que o fez perceber o quanto ela merecia dele.
Ele pensou que o amor fosse um tipo de ilusão, uma fraqueza a que não queria se entregar.
Mas agora entendia: amar não era ser fraco. Era preciso ter força, como a que Kagome tinha. Era preciso reunir coragem e ele não era homem de ter medo de nada.
— Há seis anos, eu me apaixonei por você, mas fui um idiota por não ter percebido.
Ela abriu os olhos e sentou-se na cama.
— O quê?
— Você fazia minha vida perfeita e eu ignorei isso. Quando conheci Kikyou, estava amargurando sua rejeição, mas também estava determinado a manter nossa amizade, ter o melhor dos dois mundos. Minha cabeça foi virada pela beleza estonteante, não vou negar, mas fiquei arrasado quando você ameaçou se demitir, e algo dentro de mim sabia que, se eu não permitisse que você se afastasse, mais tarde minhas promessas para Kikyou iriam por água abaixo. Não era maduro o suficiente para perceber que o que eu sentia por Kikyou não era amor.
— Não?
— Não. Eu amava você. Como poderia amar outra mulher? Talvez Kikyou sentisse que meus sentimentos por ela não eram tão profundos. Talvez por isso tenha ficado tão afastada da família, mas só sei que não sentia falta dela quando trabalhava. Sinto sua falta. Mesmo num simples dia no escritório eu sinto falta de estar em casa com você e as crianças.
— Eu... — a voz dela não saiu.
— Na primeira noite, quando deitei na cama com você... Era como um sonho se tornando realidade. Não entendo minhas ações naquela noite, exceto que a tive e isso era destino, e acho que faria qualquer coisa para mantê-la ali.
— Você disse que não me amava... Não entendo.
— Estava sendo estúpido novamente. Acho que seis anos não foram suficientes para me ensinar.
— Quando percebeu?
— Acho que percebi que era mais que amizade quando você viajou com Rin. Senti tanta saudade que não consegui sair do telefone. Sesshoumaru perguntou se eu estava me casando com você por causa das crianças e eu respondi que era por mim, percebendo o que era, mas ainda não havia conseguido dar voz à emoção até agora... Você sorriu para mim e tudo que eu queria era pegar você no colo e trazê-la para a cama para fazermos amor até você gritar de prazer.
Ela o fitou.
— Isso é luxúria, não amor.
— Luxúria... Ou paixão... É parte do amor, uma parte fácil para um homem entender. As emoções não são fáceis.
— E você as sente?
— Tanto que morreria se a perdesse.
Os olhos dela se encheram de lágrimas, mas ela sorriu.
— Nunca vai me perder.
— E você sempre terá a mim.
— Até que a morte nos separe.
— Até que a morte... — ele não conseguiu continuar e a beijou.
Ela derreteu como sempre, entregando-se ao corpo dele, entregando-se tão completamente que os olhos dele marejaram.
— Eu amo você — ele sussurrou contra os lábios dela, entrando em seu corpo segundos depois.
— Eu amo você — ela retrucou muito convicta.
Aquela mulher era verdadeiramente sua outra metade e Inuyasha passaria a vida agradecendo a Deus por tê-la trazido a ele e mostrando a ela o quanto a amava.
FIM!
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Bem, chegamos ao final da primeira parte desta trilogia, \o/
Esperam que tenham gostado.
E se possível, reviews não matam, né? 8D
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Beijos açucarados de Beka e Naia!
