Será que um dia voltaremos como antes? – perguntou ele.

O que você acha? – respondi com outra pergunta.

Que você nunca vai me perdoar.

Se eu não tivesse perdoado, não estaria aqui, não acha? – perguntei, beijando-o em seguida.

Abri os olhos e me deparei com meu quarto. Não, não meu quarto. O quarto de hotel que eu estava em Copacabana. Cenas da noite anterior ainda estavam em minha cabeça. Eu e Tiago, deitados na areia, se beijando...

Já havia passado dois dias daquele jantar. Não vi mais Daphne, nem seu marido, mas meus encontros com Tiago a meia noite vinham acontecendo normalmente. Mas estávamos passando um pouquinho da hora. Ontem ficamos até cinco da manhã e na noite seguinte as três. Isso já estava virando rotina. Passávamos a noite juntos e de dia era como se nada tivesse acontecido.

Levantei da cama e sai do quarto ainda de camisola. Fui até o quarto de Harry e constatei que ele ainda estava dormindo. Fui até o de Tiago e ele não estava na cama. Que estranho. Deve estar no banheiro. Voltei para o meu quarto e me arrumei para mais um dia. Voltei para o quarto de Harry e o acordei.

– Bom dia.

– Bom dia mamãe.

Harry se sentou na cama e colocou os óculos.

– Harry, você... hum... sabe onde seu pai foi? – perguntei.

– Ele não disse alguma coisa de sair com Sirius e Remus? Por causa do tal lugar que nos vamos? Alguma coisa assim? – falou ele ainda sonolento.

– Ah é verd... o que é isso? – perguntei olhando um papel no crido mudo de Harry. Peguei o papel na mão e vi a letra de Tiago.

– Não sei mamãe, acabei de acordar...

– Sim, sim. Vai se vestir para tomarmos café.

– Okay.

Levantei da cama e sai do quarto. Me sentei no sofá. O bilhete dizia:

Lily e Harry

Sai com Sirius e Remus para ver um lugar para agente ir. Voltaremos na hora do almoço.

Amo vocês

No final do bilhete tinha algumas palavras em português que eu não entendi. Alguma coisa com L, parecia meu nome até, mas terminava com O. Tiago besta. Guardei o bilhete no bolso de trás do meu short.

– Harry, vamos logo – gritei. A cabeça de Harry apareceu na porta e me olhou curioso.

– Você está bem? – perguntou ele, saindo, hesitante, do quarto.

– Por que não estaria? – perguntei.

– Você sempre diz pra mim não gritar de manhã porque não somos os únicos no mundo... e você está gritando... e estamos em um hotel... – ele falou meio hesitante.

– Vai se arrumar Harry – falei com um sorriso amarelo. Ele sorriu e entrou no quarto. Saiu alguns minutos depois.

– Vamos?

Saímos do quarto e fomos para o restaurante. Nem procurei Lene ou Dora, estava meio mal hoje, talvez seja saudades de Tiago...

Eu e Harry nos sentamos em umas cadeiras altas na frente do balcão, como no bar, e um atendente veio nos atender.

Ele falou alguma coisa em português.

– Oh, desculpe, nós falamos somente inglês... – falei meio sem graça.

– Não tem problema eu... – ele começou a falar, mas parou e me encarou. Oh, eu não acredito! O barmen gato do bar! Ele sorriu pra mim – ah, você. Lílian certo?

– Isso – respondi.

– Você conhece ele, mamãe? – perguntou Harry encarando o barman gato/atendente.

– Não exatamente. Ele atendeu eu e seu pai... – parei no meio da frase e corei. Esse era o mesmo barmen que presenciou uma meia briga minha com Tiago.

– Você deve ser o Harry – falou o barmen. Harry fechou a cara.

– O que foi? – perguntei.

– Nada – respondeu ele, seco.

– Harry, você...

– Podemos ir na piscina depois mamãe? Pra esperar o papai chegar.

– Claro.

– E então, o que vão querer? – perguntou o barmen gato/atendente.

...

Ficamos o resto da manhã na piscina. Tiago chegou na hora do almoço como o combinado. Almoçamos no restaurante e ficamos na mesa jogando conversa fora.

– E ai? Conseguiram fazer o que você foram fazer de manhã? – perguntou Dora.

– Sim, amanhã nós vamos para outro estado – respondeu Remus.

– Outro estado? Nós não vamos andar de avião... vamos? – perguntei meio insegura. Qual é gente? Eu odeio andar de avião e pra vir para o Brasil foi aterrorizante. Cheio de turbulências. EM CIMA DO MAR.

– Ah, não Lily. Vamos de carro – falou Tiago. Sirius deu risada.

– 'Ta com medo ruiva? – ele deu mais risada ainda. – Você é mãe, trabalha, se sustenta, faz de tudo e tem medo de avião? Essa é boa.

– Você quer que eu fale na frente das suas filhas o que você tem medo? – perguntei lembrando da fobia que Sirius tinha de agulhas e sangue.

– Pensei que aqui só tivesse adultos – disse Remus. Sirius fechou a cara. – Como eu ia dizendo, nós vamos ir para São Paulo. Uma cidade chamada Ubatuba. São umas 5 horas.

– 5 horas? – perguntei.

– Sim, nós vamos para uma casa de frente para o mar em Ubatuba. É uma linda vista. Vocês vão adorar – falou Tiago.

– Então nós temos que fazer alguma coisa hoje, porque é nosso ultimo dia – disse Dora, animada.

– Podemos ir na praia aqui em frente, o que vocês acham? – perguntou Lene.

– Essa praia não! – quase gritei. Todos olharam interrogativos pra mim. – Quer dizer... Podemos ir em outra praia. Uma praia mais... bonita.

– Fala uma praia no Rio de Janeiro mais bonita que Copacabana – disse Dora. Abri a boca para falar, mas perdi a fala.

...

Não queria vir nessa praia porque me lembraria minhas noites com Tiago. E... eu não quero isso. O que fazemos de noite tem que ficar na noite. Mas agora estou aqui. Sentada na areia, em frente ao mar mais bonito que eu já vi na minha vida. Tiago, Harry, Sirius, Lyra, Remus, Kevin e Dora estão na água, enquanto eu e Lene ficamos na areia com Adhara.

– Vai lá, Lily. Eu fico aqui – disse Lene.

– Não... Vai lá você eu fico com ela.

– Eu não entro no mar, por mais bonito que ele seja – disse Lene. Tive vontade de rir. – Lily, posso te fazer uma pergunta?

– Outra? – brinquei. Ela me olhou seria. – Pode falar.

– Você e o Tiago...? Está rolando alguma coisa entre vocês? – perguntou ela. Mesmo já sendo Mulher, mãe de família e uma ótima arquiteta, Lene ainda era a Lene. Minha melhor amiga dos tempos de escola, quem eu sempre confiei e a primeira pessoa que soube que eu estava grávida. A mesma Lene que foi simpática comigo no primeiro dia de aula até o ultimo. A Lene minha amiga que eu podia confiar.

– Mais ou menos... – me senti uma retardada por corar.

– Como assim? – perguntou ela.

– Hum... Desde o primeiro dia nós... – comecei a contar a ela tudo que nós fizemos até hoje. O queijo dela caiu quando soube do jantar com Daphne, eu paquerando o barman gato, nossas brigas que depois acabam com eu e Tiago se beijando uma praia de Copacabana. –... e estamos assim até hoje – terminei de contar. A expressão dela era de pura surpresa. Acho que ela nunca pensou que eu nunca faria uma coisa dessas.

– Uau, e você nem me contou – falou ela de brincadeira para quebrar a tensão.

– Não sou mais uma adolescente para sair falando isso por ai – falei.

Ficamos conversando até todo mundo sair da água e vir para onde nós estávamos.

– Oi mãe – falou Harry. Peguei uma toalha e joguei por cima dele.

– E ai, como está a água – perguntou Marlene a Lyra.

– Uma delicia, mamãe. Você precisa ver – respondeu a garota.

– Eu também quero ir, mamãe – falou Adhara que brincava na areia.

– Seu pai vai te legar, né Sirius.

– Claro – respondeu Sirius.

– Você também tem que entrar mamãe, 'ta muito bom – comentou Harry.

– Ah, não filho, não quero.

– Vamos lá Lil é divertido – falou Tiago. Encarei ele, que sorriu. Abri a boca para dizer não, mas o que saiu da minha boca não foi bem isso.

...

– Calma Lily, é só uma onda – falou Tiago, depois de mais um grito meu. Estávamos no mar, mais precisamente no fundo do mar. Acho que foi aquele sorriso torto de Tiago que me deu que me fez dizer sim. Mas enfim eu estava aqui no meio de água salgada sem saber nadar e com muito medo.

– Você sabe nadar, não sabe? – ele deu risada. – Quer saber? Vou voltar para areia que lá é mais seguro – me virei para ir para areia quando dei por falta de uma coisa. – Cadê o Harry?

– Foi para areia com Sirius há uns 15 minutos – ele respondeu apontando para areia.

– Quanto tempo exatamente estamos aqui?

– Uns 45 minutos, sem lá.

– Eu perdi completamente a noção do tempo – falei.

– Vamos voltar para a areia – ele me segurou pelos ombros para me ajudar, mas parou de andar. – Só queria fazer uma coisinha antes – ele disse e sem mais nem menos me beijou. Um beijo salgado e molhado. Quando ele me soltou já estávamos a metros do lugar onde estávamos antes.

– Eu adoraria se você fizesse isso – falei finalmente.

– Você quer dizer de dia – isso não foi uma pergunta. Ele foi indo pela água e fui atrás.

– Você não pode me culpar.

– Desculpe Srta. Evans – ele disse.

xxxXxxx

Já era de noite e Harry já estava dormindo. Era mais de meia noite e eu estava acorda, sentada na minha cama de short jeans e uma regata salmão esperando Tiago vir me chamar para nós irmos para o nosso passeizinho noturno. Desde daquela hora nós não nos falamos mais e eu não sabia se íamos sair ou não.

Então, totalmente decidida eu levantei da cama, me calcei e sai do quarto. Quando abri a porta vi as luzes acesas. Fechei a porta silenciosamente e olhei para os lados. Tudo normal. Só a porta da varanda no canto da pequena sala aberta e uma sombra vindo dela. Fui a passos curtos até lá e afastei as cortinas.

Tiago estava lá parado apoiado na grade contemplando o mar e o calçadão. Parei ao lado dele

– Eu adoro essa praia – falou ele finalmente. Encarei ele, mas ele ainda olhava pare frente. – É linda! E ainda trás boas lembranças, não acha? – então ele virou, segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Não tentei resistir, eu nem conseguiria. Ele passou uma das mãos pra minha costa e me puxou mais para sim. Ele afastou seus lábios. – Vou aproveitar muito bem essa noite.

E ele começou a aprofundar o beijo mais e mais, até eu senti seu braço em volta da minha cintura e num gesto rápido ele me levantou e foi levando até a sala, sem parar de me beijar. Ele tirou uma mão do meu rosto e passou para trás tateando a maçaneta da porta do meu quarto.

Quando ele me colocou na cama retomei meus sentidos e o empurrei.

– Não. Não aqui, não agora – eu falei. Ele me olhou surpreso.

– Mas...

– Olha, Tiago, – me recompus – Harry foi a melhor coisa que me aconteceu, mas ele veio de um erro. Um erro que nos ultimo 9 anos eu veio falando pra mim mesma eu não cometeria de novo.

– Eu não acho um erro – ele disse. Levantei da cama e senti a primeira lagrima caindo dos meus olhos. – O único erro que eu cometi foi o de não ter ido atrás de você. Mas isso nunca será um erro.

Então ele saiu do quarto batendo a porta. Ouvi quando ele bateu a porta do outro quarto. Foi quando percebi que não era aquilo que eu queria. Eu queria ficar com ele. E aproveitar esses dias para ficar ele. Mas eu ainda estava indecisa, porque eu ainda o amava, mas e se esse amor acabasse? E o meu filho? O que eu falaria para ele? E se ele se revoltasse e quisesse morar com Tiago? (isso foi demais, eu sei)

xxxXxxx

N/A: Oi Geente, eu sei, tah pequeno o cap

Foi mt mt mt mal a demora, mas é que a Hally ainda tah sem PC e eu estou tendo que fazer tudo sozinha com a agenda abarrotada, mas essa semana eu consegui uma folguinha.

Obrigado pelos Reviews, a Hally responde dps

Espero qee gostem.

O próximo cap não demora, eu espero.

Enquanto não sai que tal voc ler o trailer da nossa proxima fic?

De cabeça para baixo: h t t p : / / w w w . f a n f i c t i o n . n e t / s / 7 4 0 3 7 71 / 1 /

A vida de Lílian vai entrar de Cabeça para baixo quando ela descobrir que ela não é bem quem pensava que era U/A

Qee tal mandar um Review dando a opinião de vocs sobre a fic?

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Kcooka Potter