Bons Tempos

Capitulo 12: Algumas coisas a se esclarecer.

Quando Lily atravessou a plataforma, não conseguiu ver nenhum de seus amigos, isso a desanimou. Já estava subindo quando ouviu uma voz conhecida, era Beth.

- Não seja estúpido! Eu irei com meus amigos, e você não irá me impedir!

- Ah, é? Então, direi a papai e mamãe.

- Não dirá nada, pois senão falarei sobre sua nam..

- Está bem, piralha. Dessa vez passa.

Beth apertou os olhos com raiva e segui o irmão com o olhar até ele desaparecer no meio de um grupinho de sonserinos.

- Beth! – Lily exclamou, trazendo a amiga de volta a realidade. – Que saudades!

- Lily! Também estava. – Beth sorriu. – Você já arranjou um lugar?

- Na verdade, não. Vamos procurar?

- Claro – Beth olhou mais uma vez para a direção que seu irmão seguira.

- Você está bem, Beth? – Lily disse preocupada.

- Sim, não se preocupe. – Beth abriu um enorme sorriso – Vamos logo.

Lily continuou a olhar Beth preocupada, embora tentasse disfaçar sua preocupação enquanto sorria. Não conhecia muito da garota, Beth era bastante fechada, por mais que falasse e andasse com eles, ninguém sabia sobre seus gostos direito, sobre seus sentimentos ou até mesmo sobre sua família.

Havia um irmão, disto tinham certeza, mas Lily e os outros desconheciam a situação do relacionamento dos dois. Parecia-lhe que era um pouco conturbado, no entanto, Lily teve a sensação que Beth não iria falar sobre isso, pelo menos, não tão cedo.

- Então, se divertiu nas férias, Beth? – Lily começou.

- Não muito, para ser sincera. Papai comprou alguns livros novos e os fiquei lendo. Mamãe me levou para compras e pude visitar minhas tias-avós. E eu fiz os deveres rápido, de modo que logo fiquei livre. E você?

- Ah, eu? – Lily sorriu – Eu revi algumas amigas, a maioria nem quis falar comigo, mas algumas falaram e nos divertimos. Eu vi a Bella algumas vezes e a Anne chegou a me ligar para darmos uma volta, mas eu estava de saída com meus pais. Sobre os deveres, eu demorei um pouco a fazer, confesso que tive um pouco de dificuldade com Herbiologia.

As duas continuaram a conversar enquanto caminhavam pelos vagões a procura de uma cabine. Depois de alguns minutos, acharam e sentaram-se. Não demorou muito para Bella achá-las.

- Aqui estão as duas! – Bella parecia mais animada do que nunca. – Como foram? Ah, foi tão bom as férias, quero dizer, me diverti bastante! E mamãe me deu algumas de suas caixas velhas de maquiagens estou me divertindo tanto com elas.

Lily e Beth riram da rapidez com que Bella falava. Parecia que o mundo ia acabar e que contar o que fizera nas férias era a chave para impedir tal acontecimento.

As três se divertiram tanto com a viagem, que nem se deram conta que não estavam com os meninos e com Anne e Lucy.


- Nossa, aqui é tão grande.

- Cala a boca, Henry. Não era para você vir. – Lucy fechou a cara.

- Lucy, não seja dura com seu irmão. – Sua mãe recomendou.

Lucy não respondeu, fechou a cara mais ainda e arrastou seu malão para mais perto da locomotiva, procurava por Anne, ou os garotos, ou quem sabe Beth, Bella e Lily? Sentiu uma mão no seu ombro e abriu longo sorriso a espera de ver alguma de suas amigas, mas era Peter.

- Oi, Lucy! – Ele disse alegremente. A sra.Smith olhava curiosa para os dois enquanto Henry segurava um riso.

- Olá, Pettigrew. – Lucy rangeu os dentes, não gostava dele.

- Você viu o James, o Sirius ou o Remus por ai?

- Não. – Ela foi seca. – Com licença, Peter. Preciso...

- Prazer, sou a Sra. Smith, você deve ser um amigo da Lucy!

Lucy pode jurar que alguém lá em cima não ia com a cara dela, a mãe amava contraria-la. Será possível que sua mãe não notara que aquele era um garoto que ela não gostava? Só faltava a mãe começar a falar dele a toda a hora.

- Oh, Lucy, Peter. - Uma vez conhecida chegou perto de Lucy a fazendo agradecer,

- Olá, Remus. – Ela abriu um enorme sorriso. E deu um tapa em Henry para esse sorrir também.

- Que bom que achei os dois. – Ele carregava a mala. – Podemos entrar juntos ou procurar por James e Sirius, embora eu ache que eles já tenham chegado e se instalado.

- Você está certo. – Lucy sorriu dando um passo ficando ao lado dele. – Tchau, mãe. Tchau, Henry!

- Não vá tão rápido assim, mocinha! Venha me dar um beijo e um abraço no seu irmão!

Lucy fez o que a mãe pediu um pouco a contragosto. Pôs-se ao lado de Remus e Peter e virou-se correndo, praticamente, para a locomotiva. Tinha medo de que a mãe perguntasse algo embaraçoso para Remus, ou inventasse de fazer amizade com Peter. Preferia que fosse seu pai a traze-la. Mas o pai acabara de viajar a negócios.


- Isso aqui está deserto. – James resmungou. – Pai, tinha necessidade de nos trazer cedo?

- Você sabe que sim, querido. – Sra.Potter disse num tom de desaprovação.

- Será legal, cara. – Sirius sorriu para o amigo, gostava bastante dos pais de James, então, como admiração e agradecimento pela atenção que lhe davam, costumava a apóia-los. – Poderemos escolher uma boa cabine!

- Está vendo, querido? – Sra.Potter sorriu. – Precisamos ir. Ficarei com saudades!

Ela deu um beijo no filho e em Sirius. Sr.Potter fez o mesmo.

- Sejam bons garotos. – Disse piscando.

E então James e Sirius se viram sozinhos numa quase deserta estação de uma locomotiva.

- Já disse para sermos positivos? – Sirius sorriu.

- Cale a boca, Sirius. – James fechou a cara. – Você puxa o saco dos meus pais de uma forma ridícula.

- Não é exatamente verdade. – Sirius corou. – Seu idiota.

- Idiota é você e ainda é estúpido pelo modo que age na frente deles, mas eu te entendo. – James arriscou um sorriso. – Estou ansioso para ver Peter e Remus, precisamos falar com ele sobre nossos planos.

- Nem fale! Nós somos magníficos, James. Simplesmente...

- Você quis dizer que eu sou magnífico, não é? Eu quem tive a idéia!

- E eu aperfeiçoei!

- Não seja ridículo.

- Não seja metido!

- Você é tão criança...

- E você não é? – Sirius fechou a cara. – Anda, vamos. Assim não restará boas cabines.

- James! James! – Ouviram alguém berrar. Sirius logo de cara reconheceu quem era. – Sirius!

Era Anne. Ela estava arrumada demais na opinião de James, empurrava seu carinho com as malas e uma gaiola com dificuldade.

- Olá, Anne. – Sirius sorriu. – Quer ajuda?

- Não, obrigado. – Ela sorriu.

- Vejo que trouxe uma gaiola. – James disse sem prestar muita atenção.

- Ah, eu comprei uma coruja. Se chama Tarka, sugestão do meu irmão. Vocês acharam alguma cabine?

- Estávamos indo para a locomotiva agora. – James respondeu. – A propósito, bonito nome.

- Anne, você ficou cega? Olhe só! Estamos carregando malas.

- Oras Sirius, eu não prestei atenção. – Ela corou. – Vamos. Precisamos reservar uma boa cabine.

Ela virou-se se dirigindo à uma das inúmeras portas na locomotiva.

- Ela não me respondeu. – James franziu o cenho. – Eu disse alguma coisa?

- Ela não deve ter ouvido. – Sirius disse despreocupado.

- Ela me olhou de forma assassina. Só não entendo porque, eu disse algo?

- Humor. – Sirius riu – O humor dela é suspeito, ela é temperamental.

- Nota-se.

- Ei! Vocês dois! - Anne berrou.

Os dois garotos foram até ela. James fechou a cara enquanto Sirius ria, achava engraçado a mudança de humor de Anne. Ela era esquisita, mas divertida. Já James começava a ficar com raiva.


- Lucyyyyy, querida! – Anne berrou correndo até Lucy quase derrubando a amiga – Que saudades!

- Nos vimos há uma semana atrás. – Lucy respondeu seca.

- Oh, que maldade! – Sirius disse surgindo de trás de Anne. – Olá, Remus, olá Peter.

Todos se falaram e acabaram se dividindo, Anne e Lucy foram para outra cabine enquanto Peter e Remus se acomodaram na cabine que Sirius e James haviam reservado.

- Tivemos uma idéia nas férias. – Sirius começou e recebeu um cascudo de James.

- Eu tive uma idéia, entendem? Sirius está metendo o bedelho. – James censurou Sirius com o olhar e levantou o braço numa ameaça. – Estávamos conversando sobre nossas travessuras. Talvez fosse mais divertido se nós disséssemos quem somos nós, ficaria mais...

- Legal? – Sirius interrompeu. – Não gosto muito da idéia de fazer escondido, gostaria que fosse reconhecido. E além disso, poderíamos amenizar as travessuras, já que certamente receberemos detenções.

- É. – James concordou. – E além disso, eu tive uma idéia para o nome do grupo.

- É mesmo? – Peter se interessou.

- Sim, eu achei legal Os Marotos.

- É, soa legal – Peter sorriu.

- Não vai falar nada Remus? – Sirius perguntou.

- Não tem muito o que falar. – Remus confessou. – Isso irá nos enroscar o pescoço, mas talvez seja melhor assim.

- Você não precisará participar de tudo. – Peter arriscou.

- Eu sei. – Remus abriu um sorriso.


Os alunos do segundo ano esperavam ansiosos a chegada, afinal, eles não iriam de barquinhos como no primeiro ano, e não faziam a mínima idéia de como iriam agora, então...

- Carruagens? – Murmurou um decepcionado Peter.

- Não é assim tão mal, é normal. - James disse dirigindo-se a uma das carruagens que lhe esperavam.

- É decepcionante. – Peter fechou a cara.

- Oras, não fique assim meu amigo. – Sirius atravessou o braço no pescoço de Peter. – Ainda teremos muita diversão e surpresa em Hogwarts!

Entraram na carruagem.

- Ao menos é confortável. – Remus disse, e na mesma hora a carruagem rancou violentamente, começando a andar.

- E temperamental. – Sirius riu. Depois de se ajeitar na cadeira.


- Não vi as meninas, ainda. – Lucy disse saltando da carruagem depois de Anne.

- Eu também não. Encontrei-me logo com Sirius e James.

- Ah, falando em James...

- Olhe só quem está lá. – Anne apertou os olhos com raiva.

- Ashe?

- Ele é um idiota.

- Mudança de opinião, hein?

- Não brinque, Lucy. Você sabe que eu há tempos não gosto dele.

- Bem, já era seu tempo.

- Ele é falso, idiota, baba..

- Está legal, Anne.

- Mas ele vai ver só, temos de ter uma conversinha.

- Conversinha essa, eu nem quero saber como é. Apresse-se, pois mais um minuto gastando tempo fora e perderemos a seleção.

Anne ouviu a amiga, consentindo com a cabeça a seguiu. Sorriu para a amiga tentando fazer com que essa não se preocupasse mais com sua provável irritação. Lucy não entendia porque Anne parecia estar com tanta raiva e nem sabia do conteúdo desta conversinha, se o soubesse, possivelmente a apoiaria.


Foi com gritos de alegrias que as meninas se reviram e se abraçaram fortemente, parecendo que iriam esmagar umas as outras. Assim como muitos outros alunos no magnífico Salão Principal.

A conversa logo se iniciou, os meninos vez e outra se intrometendo nesta também, embora dissessem com firmeza que não se meteriam em assuntos de garotas:

- Anne foi a mais sortuda de nós, foi ao show do Gigant Dragon e a milhares de sessões de cinema. – Reclamou Bella. – Sabe, eu bem que tentei ir ao show da Delicious Poisoned Beautiful, no entanto, meus pais se mostraram por demais contra à idéia. O que é uma pena, é claro?

- Ah.. você gosta de Delicious Poisoned Beautiful? – Anne arregalou os olhos. – Oh, que coisa, nunca conheci alguém que gostasse, eles são meio...

- Pode falar mal, An. Sei que não gosta deles.

- O instrumental é bom, mas aquela Diana Rapledick é de matar qualquer um.

- Porque? – Bella começava a ficar vermelha de raiva, mas Anne parecia não se dar conta disto nem mesmo com os acenos frenéticos de Lucy para que ela parasse.

- Você está brincando, não é mesmo? Primeiro de tudo, ela desafina e o segundo e pior de tudo, ela é realmente uma oferecida.

- Já esteve com ela para saber?

Foi só quando Bella bateu com força na mesa que Anne pareceu se tocar do que estava fazendo e com remorso, sem graça, resolveu amenizar a situação. Olhou para os garotos e as garotas que olhavam as duas, e obviamente, dirigiam um olhar de censura a ela.

- Bem, desculpe-me, realmente não devo falar essas coisas. Antipatizo-me com ela, não sei porque. Peço perdão por ter-la irritado falando mal de alguém que você gosta.

A conduta de Anne foi tão inesperada que além de causar expressões espantadas no rosto de cada um, fez com que Bella, sem ação baixasse os olhos e a ira, sorrindo.

- Está tudo bem, sei que não fez por mal.

Lucy abriu a boca para felicitar as duas por aqueles atos civilizados, mas quando se tocou, estava a profªMcGonnagal anunciando a chegada dos novos alunos. A cerimônia foi feita e eles se contentaram em aplaudir os selecionados e dar as boas-vindas aos novos grifinórios.

Depois do pronunciamento, novamente, bizarro de Dumbledore. Elas puderam voltar a conversar, voltando ao estágio inicial desta. Lily lembrara que Anne estava devendo um depoimento de todas suas idas ao cinema.

- Pois bem, Anne, soube que vi o novo filme do Robert Redford, como foi?

- Precisa perguntar? O homem estava perfeito, como se imaginou! É realmente uma pena que todas vocês não tenham ido, da próxima arrastarei todas para o cinema, nem que seja a força.

- Levem fé no que ela diz, todas as vezes que a visitei fui arrastada para o cinema, ver as séries que ela tanto ama. – Lucy riu.

- Ainda existem séries sendo passadas? – Bella arregalou os olhos.

- Num cineminha caindo aos pedaços que Anne e a mãe adoram. – Lucy explicou.

- Vai dizer que ele não é simpático. – Anne riu. – Se tudo der certo, vocês o verão. Espero que não feche até lá.

- Anne como foi o show dos GDs? – Beth perguntou, mudando de rumo a conversa.

- Muito bom, fiquei apaixonada. Afinal, foi o primeiro show que fui. Meu padrinho me levou. – Anne sorriu. – Não sabia que gostava de GDs, Beth.

- Meu irmão quem gosta, ele foi ao show escondido. Pensa que papai e mamãe não sabem. – Ela riu. – Mas está tudo bem, acho que ele também não sentiu falta de alguns LPs que meus pais furtaram dele como castigo. Se percebeu, esconde isto muito bem.

- Sim! Eu ganhei um toca discos, só para mim! – Lily deu risinhos satisfeitos. – Petúnia ficou possessa com isso.

- Que inveja! – Lucy se pronunciou exasperada. – Eu ainda tenho de dividir a vitrola velhona do meu pai.

- Pois eu tenho uma só para mim também. – interveio Peter. – Mamãe usa uma velha e eu uso a nova.

Anne fez cara feia e Lucy o mesmo com a intervenção do garoto. Que tipo de pessoa não reparava a implicância que tinham com ele? A conversa voltou a seu curso. Porém, Anne mantinha sua atenção na mesa da Sonserina. Apenas esperando Ashe levantar.

Sua espera foi recompensada quando o garoto levantou, sozinho, e dirigiu-se para fora do salão. Ela não perdeu tempo, com um pulo, saiu da mesa e dirigiu-se para fora como ele.

- Aonde ela vai? – Beth perguntou.

- Onde eu não sei... – Lucy baixou os olhos. – Mas se eu estiver certa, eu estaria mesmo aliviada por não ser a pessoa com que ela irá falar.

Beth ficou sem saber o que dizer. Olhou para Lucy e em seguida para a porta abeta do salão. Voltou sua atenção à sua comida e decidiu esquecer isto.


Anne não media esforços a fazer o maior barulho possível com seus passos, não se importava que ele soubesse que ela o estava seguindo, afinal, ele teria de ouvir-la de qualquer jeito.

As palavras giravam em seu cérebro, gritando e pedindo para serem ditas, mas ela sabia que tinha que esperar estarem em uma distância favorável do salão. Antes que ela pensasse em chamá-lo, o mesmo parou virando-se e dando passos até ela.

- O que deseja...? – Cruzou seus braços nela, a abraçando.

- Me solta. – Anne rugiu, o empurrando, violenta.

- O que é isto? Estava olhando para mim a noite toda e agora isto? O que houve? – Ele ria divertido.

- Como você se atreve a pensar que eu...

- Não tome essa dianteira tão ofensiva, está tudo bem, nós podemos...

- Podemos o que? – Anne realmente não entendia o que ele dizia.

- Do que você está falando, afinal? – Ashe perguntou confuso.

- Devolvo a pergunta a você.

- Oras... – Ashe disse envergonhado, parecia que tinha errado.

- Acho que não importa o que você pensa. – Anne fechou a cara. – O que eu quero é simples... afaste-se de Bella.

- Você me deixa confuso, Anne. Agora pouco você...

- Você sabe do que estou falando, você estava se aproveitando dela! Como o fez comigo! Em um instante éramos amigos e depois do outro você simplesmente me largou.

- Ficou com ciúmes? – Ele sorriu.

- Sim, talvez, sim... – Ela ergueu a cabeça irritada. – Mas isso não importa mais, não sinto nada por você e o que posso ter sentido era mínimo, portanto, não pode ser chamado de sentimento. Felizmente esta minha experiência serviu para saber que tipo de pessoa você é e descobrir que eu posso salvar Bella enquanto é tempo.

- Eu sou o demônio que...

- Não, você é o seqüestrador que procura ganhar alguma vantagem com ela.

- Desculpe-me? – Ashe perguntou desentendido.

- Não se faça de engraçadinho, eu sei que você corteja, beija, um bando de garotas. Mesmo tendo apenas 12 anos! Percebo que tem alguma pretensão e o modo de alcança-la pelo que eu vejo é este, eu só não entendo qual é a pretensão.

Ashe riu ruidosamente, fazendo Anne estremecer e dar um passo para trás.

- Está bem, Anne, farei o que deseja. Mas como "descobriu-me"?

- Foi num filme... – Ela corou. – O personagem fazia isso, para poder subir na empresa. Eu só não compreendo que subida é essa e qual é a sua empresa, no caso.

- Anne... – Ele começou, dando um passo, voltando a ficar em frente a ela. – Você é adorável. – E a abraçou, fazendo-a a corar, desentendida. – Deixarei Bella em paz e qualquer das suas amiguinhas em paz. Mas quanto a você...

- Anne? – Uma voz o interrompeu.

Anne achava-se hipnotizada pelo garoto, mas rapidamente virou-se procurando o dono da voz, que era Lily. Ashe a largou, olhando feio para Lily.

- Você está bem? - Lily voltou a perguntar.

- Eu... eu.. estou! – Gaguejou Anne.

Ashe sorriu para ela e voltou a andar na direção contrária à Lily. Anne balançou a cabeça perturbada, andou até a amiga meio lerda e parou, dizendo:

- Que estranho. – Olhou para Lily. – Acho que consegui fazer com que Ashe nunca mais venha a perturbar a Bella.

- Então por isso falava com ele? – Lily sorriu. – Acho que fez bem, seria bom se eles nunca mais se falassem, ele não faz bem a ela.

- Nem a ninguém. - Anne comentou. – mas vamos voltar ao salão, antes que nos chateiem com perguntas ou coisas do tipo.

- Está certa. – Lily sorriu, dando sua mão para ela.

Voltaram para o salão sorridentes e de mãos dadas, o que evitou perguntas dos outros. Exceto por Lucy que perguntou à Anne se ela havia dito tudo o que queria.

Anne teve de se contentar a dizer que sim.

(continua...)