N/T:

Ai ai, pessoas, eu to numa vibe tãooo boa. Tantas coisas incríveis acontecendo que às vezes parece até conto de fadas...

Aiiiiiii to feliz a beça... =D

E então, acho que a unica forma que tenho para compartilhar tal estado elevado de espirito com minhas lindonas é através de postagem de coisas boas ;D

Por isso, cá esta mais um cpt * levemente pervo* de The Window ;D

Aproveitem de montão =)


Por silvershne

Trazido por k hime e revisado por Bela21

Para Minto-chan =D

.

.

The Window

A Janela

Nono Capítulo

Mission Infuriating

.

.


As cigarras estavam novamente em pleno vigor naquele dia. O sol jazia a pico e algumas nuvens pintavam parte do céu azul. Sakura olhou para cima e viu uma forma distante, o que poderia ser o formato de uma águia (ou talvez não?). Não era a primeira vez que a kunoichi se perguntava como seria se fosse capaz de voar e olhar para baixo e ver todo mundo tão pequenino em suas rotinas diárias.

Então, poderia deixar cair uma coisa como uma bigorna, por exemplo, em cima da cabeça de um certo homem mascarado...

O rádio estalou em seu ouvido. - Ei, sabe...

- A menos que esteja prestes a me dizer que já encontrou os bandidos, eu não me importo com qualquer outro assunto. - retrucou de forma abrupta. – Não fale comigo!

Houve uma pausa pesada enquanto Sakura arrancava um dos caules de uma samambaia e começava a tirar suas pequeninas folhas verdes.

Kakashi então perguntou: - Por quê?

Como se tivesse mesmo que perguntar.

Deveria estar óbvio a essa altura que Sakura não estava nada feliz com ele. Ela estava dando um gelo nele desde o momento em que se encontraram nos portões da Vila e, quando finalmente chegou à aldeia de mineração de ouro, Sakura tentou insistir em formar times com um dos meninos, em vez de ficar ao lado de Kakashi.

Sasuke simplesmente ainda se recusava a ficar a sós com Sakura, a princípio, por longos períodos de tempo, então costumava ficar o mais longe possível dela durante todos esses anos. Naruto estaria mais do que disposto, apenas, se pudesse ter tido tempo de responder... Mas Kakashi interveio, pedindo com certa inocência fingida, se era tão ruim assim estar em sua companhia.

Sakura não poderia dizer nada na frente de Naruto e Sasuke, que ela não queria ficar sozinha com seu sensei a tarde inteira porque a última vez que haviam estado nessa mesma posição, ele havia lhe pedido que ela descrevesse sua calcinha através do rádio. Quem sabe o que a convenceria a fazer desta vez? Ela morreria de vergonha e Kakashi morreria de múltiplas facadas! Não que não merecesse tomar várias facadas. Seria apenas melhor para todos se ela mantivesse sua boca fechada.

- O -

Sem outra desculpa razoável em mãos para tirá-la dessa parceria indesejada, a rosada teve que suspirar mal-humorada e aceitar que estava presa a ele, novamente.

E agora, mesmo quando já estavam sozinhos, ele tinha a audácia de fingir que não sabia por que ela não queria falar consigo. Bem, se ele não estava ciente de que era um cretino, pegador e devasso, teria que descobrir por conta própria. Ela não tornaria as coisas mais fáceis para ele.

- Por quê? - repetiu. - Porque estamos em uma missão. Então deveríamos colocar toda a nossa atenção na estrada, e não um no outro... er… quero dizer.. não deveríamos conversar.

- Você não pareceu se importar muito com isso da última vez que estivemos aqui. Eu me lembro de você se comportando de forma muito falante.

Os ouvidos de Sakura queimaram.

Ele só poderia estar fazendo alusão ao momento em que ela descrevera sua calcinha. - Esta missão é importante. Não devemos nos desviar do foco principal. - Disse, esperando que quanto mais falasse, mais, provavelmente, seu argumento faria algum sentido e essa conversa terminaria logo.

- Não há nada de errado em desviar a atenção de vez em quando...

- O -

Deus, tudo o que saía da boca deste homem tinha certo tom de safadeza.

Parecia que tudo o que ele fazia agora era falar em eufemismos... ou talvez tenha sido somente a mente de Sakura, depois de passar muito tempo naquela vala fedorenta de novo?

Mais quinze minutos haviam se passado.

Os ramos das samambaias haviam perdido completamente suas folhinhas e agora Sakura estava sem qualquer vegetação para destruir. A estrada estava tão silenciosa que uma manada de cervos bebês sentiu-se corajosa o suficiente para vagar através da mesma, mordiscando as ervas daninhas ao longo da estrada. Sakura relaxou. Se os bandidos viessem agora, o movimento dos bichinhos seria a primeira coisa que a alertaria para algo diferente.

Agora estava muito tranquilo, Kakashi estava completamente absorto em seu livro.

- Sensei...?

- Mm.

- Minha avaliação de desempenho está chegando... Tsunade-Shishou disse que sou uma candidata para a promoção.

- Mm.

- Mas... ela acha que eu não tenho um estoque suficiente de jutsus.

- Mm.

- Então... você poderia, talvez, se tiver tempo, me ensinar algumas das suas técnicas? Quero dizer, todo mundo diz que você tem mais de mil jutsus e eu preciso de apenas alguns, só para convencer os examinadores que eu não sou completamente inútil.

- Mm... - Htake cantarolava esse 'Mm' irritante através do rádio. - Acho que sim.

Sim! Inner Sakura lançou o punho no ar em comemoração.

- Com uma condição.

Sakura fez uma pausa. – Como é que é?

- Com uma condição.

- Espere, não é assim que funciona. Você é meu professor. Você tem que me ensinar coisas. - ressaltou. – De graça.

- É pegar ou largar, Sakura.

- O quê... mas isso é ...você está sendo irracional! - sussurrou, lutando para manter a voz baixa. – Porque, puxa! Você roubou a maioria das suas técnicas, não vejo porque tem que ser tão mesquinho e não querer dividir ao menos uma ou duas delas...

- Eu não estou sendo mesquinho. - disse calmamente. – Ficarei muito satisfeito em dividir a minha sabedoria com você. Eu só acho que as coisas devem ter um equilíbrio. Daí, a minha condição.

Sakura rangeu os dentes por um momento, antes de perguntar em um tom semi-cortado: - Que condição seria essa?

- Para cada justu que eu te ensinar, você tem que fazer algo pra mim, em troca.

- O –

Os pelos do braço da kunoichi se arrepiaram em advertência.

Alguém com uma mente mais pura poderia fazer um comentário desses e soaria até mesmo como uma opção razoável, mas vindo de quem vinha... deveria ser algo bastante hentai, de fato. Inner Sakura a advertiu de que ela sabia exatamente o que ele queria dizer.

Mas a Sakura exterior se fingiu de boba. - Como o quê? - perguntou em voz baixa.

- Eu ainda não decidi. - foi a resposta. - Mas estava pensando...

O rádio foi cortado abruptamente quando um tremor leve balançou a estrada, sacudindo as árvores e suas folhas, fazendo as cigarras pararem sua cantoria por um momento. O rebanho de cervos saiu da estrada partindo diretamente para a floresta.

Sakura lançou-se para fora da vala, pousando na estrada. - O que foi isso? - Gritou.

Kakashi saltou de uma árvore a poucos metros de distância. Olhou ao redor por um momento e então apontou para a encosta arborizada atrás de Sakura. - Olha lá.

Uma coluna de fumaça se erguia acima do cume da serra, bem longe, mas definitivamente aquilo não era neblina ou algo assim. – Sensei... Eu acho que os meninos…

- Então vamos lá.

- O -

Partiram através das árvores, saltando de galho em galho.

Enquanto corriam, Kakashi tentou chamar os garotos pelo rádio. Sakura estimou que os meninos estavam, pelo menos, a menos de meia milha de distância, o que normalmente, os colocaria dentro do alcance do rádio, mas nas montanhas os sinais costumavam ser fracos, principalmente quando se está saltando em meio ao vales profundos como bolinhas de ping-pong. Quando Kakashi chamou seus nomes pelo fone de ouvido, toda resposta que obtivera foi apenas estática. Sakura esperava que isso fosse simplesmente por causa do sinal fraco.

Afinal, estes eram Naruto e Sasuke. Seria quase impossível alguém pegá-los desprevenidos, mesmo se estivessem em menor número.

Quando chegaram ao cume da montanha, Sakura olhou para baixo e viu o caminho fino e sinuoso da estrada abaixo, que serpenteava como uma cobra pálida pela encosta de um carpete esverdeado. A coluna de fumaça havia quase desaparecido completamente, mas sua origem era inconfundível, era, provavelmente, a cratera mais perceptível que havia no meio da estrada.

- O -

Kakashi era, naturalmente, mais rápido que ela e estava indo à frente.

Não era a hora, nem lugar, mas Sakura deixou que seus olhos fossem atraídos para ele. Para ser mais exata, para suas costas em particular, que em ação faziam de Hatake Kakashi uma bela figura de homem. Magro, mas não fino; musculoso, mas apenas o suficiente para fazê-lo tonificado. O equilíbrio perfeito para um homem construído para ser veloz e com uma força silenciosa. Na verdade, era difícil encontrar um ninja que não estivesse no auge de sua condição física, mas algo sobre as proporções de Kakashi a fazia querer rosnar e…

Por uma fração de segundo, ela viu Kakashi hesitar e olhar para si. A próxima coisa da qual se deu conta foi que o ar deixou seus pulmões quando ele avançou em sua direção.

E ambos rolaram ladeira abaixo, juntos, por cerca de alguns metros antes de bater contra a base de uma árvore enorme e muito antiga. Kakashi estava olhando na direção da encosta, mas não fez nenhum movimento para se levantar. Não pareceu que estavam sob ataque, pois se estivessem, ele seria o primeiro a levantar e já estaria lutando nesse exato instante.

- O -

Quando Sakura conseguiu encontrar forças para recuperar o ar em seus pulmões, bateu no ombro dele com raiva. - O que está fazendo? - ofegou. - Você poderia ter me matado.

- Você estava prestes a colocar o pé em um ninho de vespas. - ressaltou o shinobi, confuso. - Não percebeu?

Sakura fez uma pausa. Não, ela não tinha notado. Tudo o que tinha notado naquele momento tinha sido bíceps masculinos...

... Que agora estavam tocando em cada lado da pele de seus ombros.

- Eu percebi! - mentiu, segura da certeza que ele nunca seria capaz de provar o contrário. - Você não tem que se preocupar em tentar quebrar meu pescoço a fim de me salvar de algumas abelhinhas.

A expressão em sua face ainda estava relutante enquanto se levantava e a puxava logo depois. - Eu simplesmente não queria correr o risco de que um ninho de vespas furiosas viesse e machucasse uma parte dessa sua pele bonita. - Disse agora alegremente, deslizando as mãos pelos braços dela e indo de novo até os ombros, num ato provavelmente concebido como algo reconfortante, um gesto afetuoso.

Sakura não podia evitar a sensação de que havia algo mais do que isso em suas palavras. Porque aqueles dedos permaneceram durante muito mais tempo do que deveriam e a forma como seu olhar vagava, desnecessariamente, em seu rosto antes dele se afastar e começar a descer a encosta. Bom, aquilo era no mínimo suspeito.

Sakura respirou fundo e tentou afastar tais pensamentos da mente. Esta não era a hora para se distrair. Não quando os meninos poderiam estar em uma possível situação de perigo...

Mas parecia que não precisava ter se preocupado com isso. Ela chegou à estrada logo atrás de Kakashi para contemplar uma cena um tanto... curiosa. A carroça estava parada na estrada perto da cratera que Sakura tinha avistado lá do topo da colina. Na parte de trás da carroça estavam sete homens inconscientes. Sentados no banco do condutor estavam Naruto e Sasuke. Naruto - parecendo especialmente satisfeito consigo mesmo, embora com a pele um pouco chamuscada - e Sasuke – mantinha aquela expressão de alguém que apenas acabara de chutar o gato do vizinho por acidente ou coisa parecida.

Aquela mesma expressão de nada, que sempre esboçava na face.

Sakura teve vontade de chorar. - Três dias! - gemeu. – Foram três dias que eu fiquei sentada naquela vala asquerosa esperando por alguma ação! E então vocês dois gulosos ficaram com tudo pra vocês! Se eu soubesse teria ficado em casa hoje!

- Você não perdeu muito. Eles eram fracos. - Sasuke disse-lhe.

- Ah, vamos lá, Sakura-chan! - Naruto vibrou alegre, apontando para a parte de trás da carroça. - Eu acho que um deles ainda está semi-consciente. Você pode bater nele o quanto quiser.

Ela suspirou miseravelmente. - Não é a mesma coisa...

Kakashi andou até parar bem na frente da carroça, inclinou-se para investigar a carga supostamente roubada. - Estes são os homens certos, não são? Vocês não saíram atacando as primeiras pessoas que viram no caminho, não é mesmo?

Naruto e Sasuke trocaram olhares ligeiramente ansiosos, até que Sasuke disse: - Nós não conseguimos encontrar sinais do ouro roubado, - disse secamente. - por isso não podemos dar 100% de certeza.

- Você disse que o inimigo tinha um cavalo e uma carroça. - Naruto pontuou completamente indignado.

- Sim, mas todo mundo que viaja por essa estrada usa carroças e cavalos. - Kakashi disse, endireitando-se e virando para fitar os meninos. - Nós vamos levá-los a Asahi para que sejam identificados. Provavelmente estes são nossos aliados, mas apenas no caso de não serem... - Olhou de canto para Sakura. - Sakura ficará para trás e guardará a estrada. Naruto, você pode cuidar do outro lado. Se virem qualquer outra pessoa suspeita chegando perto, não se envolvam em um combate direto, contatem a mim e Sasuke para uma resposta. Entendido?

- O -

Oh ótimo.

Mais tempo em valas asquerosas. Sakura assentiu vagamente, olhando distraidamente na direção do cavalo amarrado à carroça. Ela se perguntou por que Kakashi estava olhando só para ela quando era suposto tratar igualmente a ela e Naruto. Isso a estava fazendo sentir-se bastante desconfortável.

- Certo. - Kakashi se virou e subiu para o banco do condutor. - Sasuke, você vem comigo, então.

Impassivelmente, Sasuke subiu para sentar-se ao lado de Kakashi, que prontamente passou-lhe as rédeas. Agora, e já revirando os olhos, Sasuke fez o cavalo caminhar, enquanto Kakashi virava-se para acenar para os dois alunos que ele havia deixado para trás. - Estaremos de volta em cerca de meia hora. Não façam nada estúpido, hein?!

- Ele diz como se esperasse que nós fôssemos fazer alguma coisa errada. - Naruto resmungou baixinho, antes de girar e dar um sorriso largo em direção à Sakura. - Eu aposto que os bandidos virão pelo meu caminho. E eu vou derrotá-los sozinho!

Sakura bufou. - Eu pensei que você já tivesse derrotado todos eles... - Comentou maliciosamente.

- Sim... bem... mas podem haver mais deles...- Respondeu o loiro num tom que não convencia nem a si mesmo. - Você fica com esse lado e eu vou ficar com o outro! Vejo-te mais tarde, Sakura-chan!

- O -

Se ela havia pensado que uma estrada de montanha pudesse ser tão chata quando Kakashi era seu companheiro de equipe, agora, porém, teve a certeza de uma coisa: sem ele aquela paisagem era duplamente chata. Claro, não que estivesse pensando nele nesse momento. Enquanto andava através das árvores olhando abaixo, para a estrada que já semi-demolida por causa das atividades de Naruto e Sasuke, sua mente deveria estar fixada firmemente em seu trabalho e sua missão atual. Mas era tão irritante o fato dela só conseguir pensar sobre aquela sua expressão ilegível e aquele olhar indecifrável que parecia falar silenciosamente nas entrelinhas. Às vezes ela pensava que tudo o que ele dizia parecia ter outro significado.

Às vezes, pensava que estava imaginando que ele fosse mais profundo do que realmente era. O mais provável é que Kakashi fosse um pervertido, um homem de trinta e poucos anos que falava tão pouco que alguém desavisado poderia até mesmo ser enganado a pensar que ele era uma pessoa atenta e profunda, absorta em pensamentos. Mas na realidade, quando não estava falando aquelas bobagens dúbias, era provavelmente porque estava lendo aqueles livros pornográficos e estúpidos.

Sakura suspirou enquanto escorava-se atrás de uma árvore de folhagem espessa, simplesmente para descansar, fechar um pouco os olhos e relaxar brevemente.

A cena de ontem à noite passava como um filme sob suas pálpebras, uma e outra vez, provocando-a e a atormentando.

- O -

Já fazia um tempo que parara de tentar lutar contra suas lembranças. A primeira vez que o tinha visto pela janela, havia feito de tudo para tentar tirar as imagens de sua cabeça. Agora, simplesmente permitia-as que fluíssem, aqueles vislumbres eróticos da sexualidade de Kakashi... e as estocadas provocativas enquanto conduzia e cavalgava aquela garota sobre os engradados de cerveja.

Qual devia ser o nome dela? Kakashi o tinha sussurrado, mas ela não conseguiu ouvir por causa da distância. Sasaki? Takuya? Osaka? Algo estúpido que parecia soar com um desses anteriores. Sakura foi impelida prontamente a odiar sua coragem, mas na verdade era difícil odiar uma garota que obviamente havia sido deixada de lado tão impiedosamente... depois de tê-la visto se desfazer em lágrimas no banheiro.

Sakura havia mentido para Kakashi porque ele parecia muito diferente dos meninos que ela geralmente conhecia, mas, aparentemente, isso era limitado apenas à potência sexual.

E mesmo assim, você não se importa. - seu inconsciente tomou vida antes que pudesse sufocá-lo. Você não está procurando um namorado, apenas alguém que possa fazê-la goz...

Oh, cale a boca! - Sakura retrucou e tudo ficou em silêncio novamente.

Em silêncio, apesar do som distante de cascos galopando em uma estrada de terra.

- O -

Sakura respirou cautelosamente e, cuidadosamente, deu a volta ao redor da árvore para ficar em uma posição mais segura e poder olhar à sua volta e em direção à estrada. Através das sombras das folhas e arbustos, podia avistar outra carroça se aproximando. Não tinha como dizer quantas pessoas havia, mas eram, definitivamente, em menor número do que os caras que Naruto e Sasuke haviam apreendido mais cedo.

Mantendo-se perfeitamente imóvel, Sakura decidiu esperar até que tivessem passado, então usaria o espaço como vantagem para seguir de volta à Asahi para avisar Kakashi e Sasuke. Naruto ia perder a diversão, mas não seria o fim do mundo.

Mas quando a carroça passou por ela, começou a desacelerar.

Preocupada que sua presença tivesse sido detectada, Sakura se preparou para um eventual combate. Ninjas de elite poderiam detectar facilmente o chakra de um ninja de classe inferior, não importa o quão bem escondido estivesse e se esses homens tivessem detectado sua presença, ela estaria em má situação.

- O que é isso? - ouviu o rosnado de um homem.

- A estrada está uma bagunça!

Sakura começou a relaxar.

Parece que só haviam notado a cratera feita pelos meninos e não o seu chakra. Bem, isso era algo muito difícil de não notar.

- Não se preocupe, há espaço suficiente para desviar...

- Não. Alguma coisa está errada aqui... você não consegue sentir?

Sakura prendeu a respiração.

-... Sentir o que?

- Alguma coisa poderosa esteve aqui, ainda dá pra sentir no ar. O que quer que seja isso, ainda pode estar por perto.

- Você acha que os aldeões ficaram espertos de uma hora pra outra?

- Talvez tenham colocado minas ou algo assim.

- Ou algo assim…

- Nós deveríamos ir.

- Mas... e quanto ao ouro?

- Eu não vou me arriscar.

- O -

Caramba! A carroça estava virando, voltando ao caminho anterior em um ritmo mais rápido. Se Sakura não fizesse alguma coisa, eles iriam ter a chance de escapar.

Ficar sentada numa vala apenas observando não ia dar em nada!

A carroça estava se afastando num ritmo rápido agora, e Sakura, silenciosamente, correu por entre as árvores tentando seguir em seu encalço.

Ela contou quatro homens de diferentes estaturas. Como saber quão habilidosos eram? Ou se superaria o time 7 em técnicas? Mas que tipo de ninja recuava em face a um pouco de risco? Bom, a questão era: Permiti-los escapar e deixar o dinheiro do pagamento da missão ir para o brejo, ou partir para a briga?

E ela realmente precisava desse dinheiro; seu senhorio estava novamente enchendo sua paciência com aquela história de despejá-la.

- O -

Uma vez que já estava a alguns metros de dianteira da carroça, Sakura parou ao lado de um tronco muito largo, a alguns metros da estrada. Seus alvos se aproximavam, completamente alheios ao fato de que estavam sendo seguidos e sobre o que estava prestes a acontecer.

Com um grito agudo, Sakura chutou a base da árvore, quebrando o tronco completamente. A árvore deu uma guinada, torceu e lentamente começou a se inclinar. Seus ramos mais altos atravessaram a copa e ela ouviu os bandidos gritarem, lutando para puxar as rédeas do cavalo para tentar evitar bater contra a árvore que acabara de tombar contra a estrada, bloqueando completamente o caminho.

Para sua vantagem, o cavalo parecia levemente surpreendido, em comparação com os quatro homens por trás dele que quase morreram de susto.

Mas se recuperaram rapidamente.

- Quem está aí? - Um deles disse, soltando as rédeas para se levantar. Sakura presumiu que ele era o líder do grupo. E com o tamanho daquela katana amarrada às costas, ele parecia querer estar compensando alguma coisa. – Mostre-se!

- O -

Não era como se pudesse evitar sua detecção a partir deste ponto.

Eles finalmente perceberam a presença de seu chakra e estavam olhando cautelosamente em direção ao mato no qual estava se escondendo.

Com uma expressão calma e composta, saiu de seu esconderijo e começou a andar em direção à estrada, com o objetivo de inspirar medo (do tipo que Sasuke costumava fazer) com aquele seu olhar (fresco) impassível.

Quando simplesmente cairam na gargalhada, ela não pôde evitar sentir-se um tanto tola por ter, miseravelmente, falhado em assustá-los com sua postura "a la Sasuke".

– Relaxem, pessoal! É apenas uma menina. - O líder disse em escárnio.

- Pare com isso! - ela respondeu calorosamente, colocando as mãos nos quadris. - Eu sou uma kunoichi!

- Você tem cabelo rosa...

- E? - Rangeu os dentes em advertência para o homem mascarado que havia acabado de falar.

- E você tem o que? Humm... 1 metro e meio de altura...

- E esta árvore tinha trinta metros de altura, mas não tive problemas em derrubá-la com um só golpe. - respondeu, aproximando-se da árvore derrubada e subindo na mesma para ganhar um pouco de altura e inspirar algum respeito naqueles cretinos. - E não terei problema algum em quebrar a cara de todos vocês.

- Fizemos algo que te ofendeu, menina? - Perguntou o líder.

Os olhos de Sakura se estreitaram, mas ignorou o tom do homem. Por hora. – Vocês não estão aqui para roubar o ouro de Asahi, não é mesmo? Porque eles tem tido alguns problemas com ladrões ultimamente.

- É assim que nos chamam? - zombou. - Se não notou, criança, estávamos de saída. Então, ou você e a sua árvore saem do nosso caminho nos próximos dez segundos ou vamos fazer você sair.

Sakura permaneceu impassível. - Eu não posso concordar com isso.

- Seria uma vergonha terrível se esse seu pescoço lindo tivesse que ser quebrado naquelas rochas lá em baixo, ta vendo? - o líder disse, olhando significativamente para a encosta íngreme abaixo da estrada, local onde corria um rio turbulento e praticamente encoberto por uma névoa espessa. - Não temos interesse em prejudicar tal beleza, por isso, ficaria muito grato se você saísse da frente agora.

- Eu não me dou ao trabalho de responder a ameaças vazias. - Sakura disse brevemente. Sua inner algoz, no entanto, discordou fortemente. Ele acabou de nos chamar de linda! Uh uh... Pontos pra gente!

O líder dos bandidos fez uma careta. - Dez segundos. Dez... nove...

Sakura revirou os olhos.

- Oito... sete... seis ... cinc- Merda!

- O -

Este palavrão surgiu quando a carroça, de repente, se inclinou bruscamente para trás, as rédeas de couro amarradas ao cavalo se partiram de forma rápida, devido a um movimento ligeiro e inesperado de Sakura.

Ela se agachou sobre o dorso do cavalo, fitando o homem que esboçava uma expressão de puro choque e surpresa.

Realmente... isso não seria um grande desafio se...

- Sua vadia!

Sakura pulou para o lado quando um Senbon voou direto em sua direção, por pouco não lhe atingiu, foi por um triz.

O cavalo decidiu que já tinha tido o suficiente e aproveitou sua nova condição de liberdade para virar e dar com o pé na estrada em um galope quase que viciado. Nenhum dos homens se preocupou em persegui-lo. Eles agora estavam muito preocupados circulando ao redor de Sakura como um bando de hienas reunindo-se em volta de um bezerro ferido.

Mas Sakura não era um bezerro ferido e estes homens tinham abocanhado muito mais do que podiam mastigar.

- O -

O líder desembainhou a katana presa as costas, e ria ameaçadoramente para ela, em seus olhos havia um brilho de desafio. A kunoichi notou que ele manuseava a katana de forma muito displicente. Talvez só tivesse pensado que sacudindo-a para frente e para trás seria uma atitude intimidadora, coitados, se eles vissem como Sasuke manuseava uma katana, ficariam morrendo de medo e já teriam fugido há mais tempo. Sasuke nao segurava uma katana. Sabia ostentar uma boa pegada sobre sobre a mesma, era um dos movimentos mais ameaçadores, e qualquer shinobi que se preze saberia disso.

- Você vai se arrepender por ter escolhido lutar com a gente, menina. - Disse.

De alguma forma Sakura duvidava disso.

- O -

De repente, ele estava se aproximando na direção dela, explodindo em ação simultaneamente com os outros três homens.

Sakura girou para evitar a lâmina que veio viciosa em sua direção e deu um salto para agarrar um homem enorme pelos ombros e jogá-lo contra um dos seus comparsas. Com um soco forte no estômago, despachou um dos outros homens que vinha tentar lhe atacar com uma kunai. Um homem mascarado correu até ela para brigar numa luta corpo a corpo, mas com um soco certeiro em sua mandíbula, a Kunoichi o enviou a metros de distância.

- Peguei você! - Braços ao redor de si, enlaçando-a fortemente por trás, prendiam-na de forma tão forte que parecia que esmagaria seus ossos e tiraria todo o ar de seus pulmões. Sakura ofegou. Os braços dela estavam presos, mas ela ainda tinha os pés no chão. Com uma força sobre-humana, deu um impulso no chão e empurrou ambos os homens que a prendiam para trás, enviando-lhes a metros no ar e eles foram parar na carroça virada, tombando com um estrondo enorme. O forte impacto foi suficiente para atordoar o homem apenas brevemente, mas foi tempo suficiente para Sakura se desfazer daquele enlace, arrancar uma das rodas da carroça e arrebentá-la na cabeça dele.

Só deixando agora o líder e o homem mascarado (um pouco tonto).

– Merda. Ela quebrou meu dente. - Reclamou o homem mascarado. Ele estava muito ocupado verificando se estava sangrando para ver a roda voar em linha reta em sua direção, como se fosse um Frisbee*.

- O -

De repente, havia apenas ela e o líder.

Ele não parecia mais tão arrogante, mas Sakura sabia, melhor do que ninguém, que cão que ladra não morde. - Se você se render agora, não vou ter que quebrar nada. - Alertou a kunoichi, séria.

Ele zombou. - Eles eram fracos. - Disse simplesmente.

- E você? - Perguntou.

- Eu treinei com os Caçadores da Vila da Nuvem.

Sakura nunca tinha ouvido falar deles. - Ah, é? Eu treinei com uma Sannin.

- Ah...

- Sim. Ah.

- Então será um grande feito quando eu te matar.

- Se eu ganhasse um ryo para cada vez que ouvisse isso, já estaria rica agora...

- O -

A katana cortou o ar em sua direção.

Sakura abaixou e com uma velocidade incrível, apareceu bem atrás do homem, visando dar um soco em um ponto de pressão logo abaixo de sua escápula o que o paralisaria apenas o suficiente para ela finalmente acabar com ele. Mas antes que sua mão pudesse fazer contato, ela foi forçada para trás quando ele se moveu mais rápido do que havia previsto. A ponta da katana inimiga não atingiu o alvo uma vez que conseguira desviar a tempo.

- Não parece tão confiante agora, garota.

Ele a estava fazendo recuar, manuseando a lâmina de forma concentrada e rápida - muito rápida para que Sakura conseguisse encontrar uma abertura. Tudo o que podia fazer no momento era sair de sua linha de ataque.

A lâmina a seguia onde quer que fosse como uma mosca persistente.

Não importava o quão ágil tentasse evitá-la, ele estava sempre lá, forçando-a a recuar mais para trás até que, de repente, ela foi forçada a sair da estrada e ir parar na grama.

Sakura levou apenas uma fração de segundo para notar o que estava atrás de si e ver que ele a tinha forçado até a beira da estrada e logo adiante havia apenas uma ladeira muito íngreme.

Por um momento parecia que a sua intenção era jogá-la montanha abaixo, o que estava prestes a se tornar realidade. Ela não tinha para onde fugir.

- O -

A lâmina apontou para baixo, pronta para cortá-la em duas. Sem pensar, Sakura levantou as mãos para pegar a lâmina, convocando uma rajada certeira de chakra para as palmas das mãos para conseguir conter o impacto.

Não foi suficiente.

A lâmina fez um corte profundo em suas mãos, o que fez sangue jorrar em seus cabelos e rosto. A boca de Sakura abriu-se num grito silencioso quando a dor finalmente atravessou e percorreu por seus braços.

- O -

O homem não se mexeu.

Quando ela reuniu a vontade de abrir os olhos e observá-lo, Sakura o viu olhando para si em confusão. - Como você...

Ele não conseguiu terminar a frase.

De repente, seu rosto perdeu a expressão anterior e seus olhos rolaram nas órbitas.

A katana escorregou de seus dedos e caiu no chão e seu mestre seguiu pelo mesmo caminho alguns meros segundos depois...

Ela pôde ver um buraco nas costas dele do qual esvaía-se muito sangue. Atrás dele estava Kakashi.

- Você está bem? - Perguntou .

Sakura agarrou as mãos firmemente contra o peito e balançou a cabeça com um sorriso forçado. - Mm-hm. - Não parecia muito convincente. Não quando havia tanto sangue escorrendo por seu antebraço, por entre seus punhos cerrados.

- Deixe-me ver...

- Eu estou bem. - disse, um pouco mais exasperada. E já estava trazendo chakra às mãos para se curar e, aos poucos, promover a coagulação do sangue. - Eu sou médica, lembra?

- O -

Havia algo estranho com a expressão dele.

Ele estava franzindo o cenho para ela e estava com aquele olho tão obscurecido, tão ilegível como sempre, era como se ela tivesse feito algo errado.

Virando-se, Hatake fez um gesto para Sasuke que estava a poucos metros de si, sinalizando para que verificasse o homem inconsciente no chão. Sasuke apenas deu de ombros e se afastou.

Sakura olhava atentamente para suas próprias mãos enquanto realizava o processo de cura de seus músculos. Ela estava fazendo o melhor possível para ignorar a forma como Kakashi a estava olhando.

- Eu te disse pra nos avisar se visse algo suspeito.

Ah. Então era isso. - Eu teria. - disse na defensiva. - Mas eles sabiam que algo estava acontecendo quando viram a bagunça que Naruto e Sasuke tinham feito. Se eu fosse buscar vocês, os bandidos teriam escapado.

- Não necessariamente. - disse o sensei friamente. - Nós poderíamos tê-los seguido.

- Ah. - Ela não tinha pensado nisso. - Bem, veja, eu não estava pensando...

- Claramente.

- Mas eu cuidei muito bem da situação! - protestou.

- Então o que é isso? - Ele afastou uma das mãos da kunoichi de seu peito ferido e segurou-a forte num enlace firme. Mas apesar de estar coberta em sangue fresco, as feridas já estavam praticamente curadas agora.

- Viu? - disse a kunoichi, puxando seu pulso do alcance dele. - Eu estou bem. Se você não tivesse chegado, eu teria acabado com ele da mesma forma.

- Demora entre 30 a 45 segundos para curar uma ferida assim. Em uma luta na qual está em desvantagem em número, não seria uma atitude sábia. Se fosse combate um a um, mas esse não fora o caso. Você ficou exposta ao ataque, baixou sua guarda. - Ele começou andar a fim de ir examinar os homens inconscientes.

- Minhas ordens não são apenas sugestões, Sakura. Se eu te disser pra esperar por reforço, você tem que esperar pelo reforço.

- O -

Alguns professores teriam felicitado sua aluna por ter, praticamente sozinha, acabado com uma equipe inteira de bandidos. Mas não Kakashi. Ele era muito imprevisível. Em um dia você poderia falhar pateticamente e pagar uma de idiota total, mas ele iria te dar uns tapinhas nas costas e dizer que tinha feito um bom trabalho. E quando você finalmente havia feito um bom trabalho, ele viraria as costas e lhe daria o sermão de "você deveria ter seguido as ordens".

E isso vindo de um homem que gostava de burlar as regras que lhe eram inconvenientes. Que ironia.

Mas não havia nenhum ganho em travar uma briga com ele sobre tal assunto.

Para começar, Kakashi se safava nas lutas com muita facilidade antes que elas pudessem realmente começar, e em segundo lugar, ela não era tão cabeça dura como Naruto em se incomodar tentando mudar o pensamento de seu sensei.

Então, Sakura simplesmente cerrou os dentes e virou-se, silenciosamente mantendo latente seu comportamento contraditório. Sabia que tinha estado no controle da luta, e isso era tudo que importava. Kakashi poderia pensar o que quisesse, mas no final ele estava errado.

- Eu ouvi a luta! Ouvi a luta! - Um feixe loiro, meio preto e laranja, disparou para fora das árvores parando para gritar consternado ao lado Kakashi. - O que eu perdi?

- Nada demais. - Kakashi entoou vagamente, curvando-se para pegar um homem pela parte traseira das calças. - Todo mundo pegue um bandido. Estamos voltando para Asahi.

- O meu está praticamente morto. - Sakura resmungou, inclinando-se para pegar o líder e olhando para Kakashi para deixá-lo saber que a culpa era dele.

- Não reclame. - Kakashi respondeu. - Você pode curá-lo depois.

- Eu não vou! Argh... Pode esquecer!

- O -

Naturalmente, a partir desse ponto, ela começou a ficar de mau humor.

Seu humor já não estava ajudando e quando avistou Naruto e Sasuke falando "é aquela época do mês", seu temperamento começou a piorar (como se fosse possível). Sakura teve que se forçar a relaxar e ignorá-los. Se ela gritasse com eles também, isso só confirmaria a ideia de que estava sendo irracionalmente hormonal.

Mas só foi depois que haviam deixado os bandidos aos cuidados das autoridades em Asahi e já estavam em seu caminho de volta para Konoha, que Sakura começou a perceber porque estava tão brava com Kakashi. Afinal, a reação dele à sua desobediência não fora tão severa assim. Não que nunca a tivesse repreendido por ter ido contra suas ordens antes, então por que ela estava tão incomodava desta vez?

Sakura esperava clemência, é por isso.

Depois de todo aquele jogo de flertes e todas as insinuações e todas as suas fraquezas e segredos sendo postos à mesa perante ambos e a maneira franca com a qual ele falou com ela sobre assuntos que ela não se atrevia a falar com mais ninguém... bem, a não ser consigo mesma. Ela não queria que ele a tratasse com tanta indiferença, uma vez que passaram por tanta coisa juntos, tudo o que esperava era que ele a visse mais do que... como uma droga de aluna.

- O -

Não parecia justo.

Mesmo agora, o fato dele a estar ignorando a irritava profundamente. Mas o que esperava? Ela não iria agradecê-lo se ele começasse a provocá-la na frente dos meninos, e não era como se ele a estivesse deliberadamente esnobando. Para dizer a verdade, ele, provavelmente, já havia esquecido a leve briga que tiveram. Como professor, não guardaria rancor de seus alunos por seu mau comportamento.

Sakura suspirou, sentindo parte da raiva escapar.

Talvez tenha sido somente aquela parte do mês? Kakashi realmente não tinha feito nada de errado e ela estava apenas se comportando como uma criança, exatamente da forma como ele a chamara na noite passada. Depois de tudo o que tinha acontecido, ela tinha confundido sua impessoalidade com indiferença. Ela havia esquecido a linha entre o relacionamento pessoal e as relações de trabalho.

Ele lhe disse para provar que era uma adulta, mas até agora estava se mostrando como nada mais que uma pirralha petulante.

- O -

Engolindo seu orgulho, Sakura apressou o passo para alcançar Kakashi.

Como de costume, ele estava lendo seu livro laranja, uma mão no fundo do bolso.

Ele olhou para cima quando ela apareceu ao seu lado, como se tivesse esquecido que a kunoichi estava mesmo com eles.

- Posso pegar o kit de primeiros socorros? - Perguntou ela mansamente.

O cenho dele franziu. - Você está ferida?

- Não, eu só quero algodão embebido em álcool. - Disse, segurando or proprios braços, onde havia crostas de sangue seco até os cotovelos.

- Ah. - Ele parou e deixou a mochila escorregar de seu ombro. Os meninos continuaram a andar, deixando-os para trás enquanto Kakashi vasculhava a mochila em busca do pacote de lenços umedecidos e Sakura chegou desajeitadamente ao lado dele. - Aqui está.

– Obrigada. - Aceitou o pacote e não perdeu tempo, agarrando um monte de lenços para começar a esfregá-los em sua pele manchada.

Kakashi olhava para ela de forma casual, mas com interesse o suficiente para colocá-la no limite. Fitava-a tirar sangue de seus braços da forma como a maioria dos homens observaria uma mulher tirar a meia-calça, por exemplo.

Mas ela havia passado da época em que dizia a si mesma que não gostava do jeito que ele a observava. Isso simplesmente não era verdade.

- Você estava certo. - disse eventualmente, passando-lhe os lenços utilizados enquanto pegava outros limpos para continuar o processo. - Eu deveria ter ido buscar ajuda. Mesmo se estivesse no controle da situação, assumi um risco desnecessário. Desculpe-me.

Kakashi suspirou. - Não sou eu quem se beneficia com sua obediência, Sakura. É você. Quando desobedece ou toma riscos, é somente a si mesma que está colocando em perigo. Quando voce é um Jounin, não terá ninguém a quem responder a não ser à própria Hokage, mas até lá, eu não posso deixa-la adquirir maus hábitos, pois isso poderia ter graves consequências futuras. Quando estiver numa situação crítica, não poderá se dar ao luxo de cometer um erro de julgamento. E situações assim acontecem, mesmo com os melhores shinobis.

Ela balançou a cabeça em silêncio. - Eu sei. Não vou fazer isso de novo.

- Mas não se deve seguir cegamente às ordens também. Obediência infalível é tão perigoso quanto a desobediência constante.

- Eu entendo, Kakashi-sensei.

Ele fez um som divertido e, de repente, seu cabelo róseo espalhou-se pelo rosto quando a mão masculina acarinhou amigavelmente sua cabeça. - Não fique tão séria. Eu não estou bravo contigo. Aqui, você pode carregar os suprimentos, Miss Músculos.

- Oof! - Sakura quase entrou em colapso com o peso jogado sobre seus ombros. – Obrigada. - Agradeceu sarcasticamente.

– Sua gratidão sincera aquece o meu coração. - disse ele levemente. – Então, eu decidi dar um tempo esta tarde. Gostaria de treinar?

- O quê? - Ela piscou.

- Você disse que precisava aprender alguns jutsus para o seu teste. - ressaltou. – Será em dois dias, não é?

Ela fez uma careta. - Como sabia disso?

- É o meu trabalho saber essas coisas. - disse evasivamente. - Então, está pronta pra isso?

- Claro...

- Ótimo. Digamos, "Campo de Treinamento Dois", às três horas?

- O -

Às quatro horas, Kakashi chegou ao campo de treinamento, sendo saudado por uma moça de cabelos róseos, levemente irada.

Parecia que seus atrasos eram tão previsíveis que ninguém nunca ficava muito chateado com isso nestes últimos dias.

Mas antes, normalmente, Sakura exigiria saber por que ele estava atrasado, e depois chamá-lo-ia de mentiroso, não importa a desculpa que desse, agora ela simplesmente ficou em silêncio.

Ela tem feito muito isso ultimamente, como se desde que o havia pego com Yoshi, percebera que algumas coisas simplesmente eram melhor não serem ditas.

- O -

Apesar de não ter nada a esconder hoje.

Ele simplesmente havia ido ao campo de treinamento errado...

– Então. - declarou com entusiasmo, tanto quanto sua voz permitira (ou seja, muito pouco). - Primeiro o que vamos fazer é incluir uma lista de determinado número de jutsus que são adequados ao seu estilo pessoal e torná-la uma ninja mais completa aos olhos dos examinadores.

- Certo. - balançou a cabeça.

Ela estava próxima a um muro gradeado, os dedos de uma das mãos agarrando os furos da grade e a outra mão permanecia escondida atrás de si. E lá estava de novo aquela expressão de timidez em sua face. A que dizia "eu sou apenas uma menina" dito pela leve inclinação de sua cabeça juntamente com os pés arrastando em círculos no chão, fazendo a moça de cabelos róseos parecer uma figura completamente inocente e quase que pueril.

Conscientemente ou não, ele sabia que era apenas um ato. Não havia nada de manso ou tímido em Sakura... só parecia que ela estava tentando dar-lhe o seu melhor comportamento depois do que acontecera mais cedo.

- Eu estive pensando. - disse, movendo-se e inclinando-se contra o muro a poucos metros dela. - Quantos genjutsus você sabe?

- Uh... - Ela contou nos dedos. – ...Nenhum?

- Bem, você é do tipo genjutsu, então deve ser capaz de pegá-los com muita facilidade. Tenho alguns em mente que acho que você vai gostar, então vamos começar a...

- Espere.

Kakashi fez uma pausa, dando-lhe um olhar de expectativa. - O quê?

Os pés de Sakura se moviam desajeitadamente no chão. - Você disse que havia uma condição...?

- Ah sim. - Ele balançou a cabeça.

- Bem... eu prefiro saber qual é essa condição antes de fazermos o trato.

Interiormente, ele sorriu. - Você está preocupada que eu vá pedir para que faça algo... inadequado?

Olhos verdes assustados arregalaram ao encontro do dele e seu rosto ficou na tonalidade de um vermelho brilhante. - N-Não, eu só quero saber no que estou me metendo.

- Não se preocupe - disse, coçando a nuca vagamente. - Eu não vou fazer você fazer nada que não queira.

Sakura ainda parecia preocupada.

- Mas talvez apenas gostaria de fugir e ir pra casa?

- Por que é tão importante pra você que eu te dê algo em troca? - perguntou, suas sobrancelhas plissadas. - Outros professores não esperariam favores em troca de treinamento. E você não pediria a Naruto ou Sasuke para pagar por sua ajuda.

- Naruto e Sasuke não querem a minha ajuda. - E não tenho nenhum interesse em quaisquer favores que pudessem me oferecer...

- Talvez eu devesse pedir para Kurenai-sensei? - Ela sugeriu, cruzando os braços desafiadoramente.

- Talvez. - concordou. - Ela definitivamente sabe mais sobre genjutsu do que eu.

Os olhos de Sakura se estreitaram. - E também não esperaria favores em troca.

- Na verdade, ela provavelmente pediria. Você não é sua aluna, não é problema dela, e ela não tem nenhuma obrigação de lhe ensinar qualquer um de seus jutsus. Mas ela é uma pessoa legal. No máximo, acabaria te pedindo para carregar suas compras do mês. - Kakashi adorava aquela expressão intempestiva que, gradualmente, se espalhava pelo rosto de sua aluna. - Uma coisa é ensinar para crianças, Sakura, quando a vida de uma dessas crianças depende de você. Mas você não é mais uma criança. Você é quase uma Jounin e tudo o que eu tenho pra te ensinar agora não é vital para sua sobrevivência, como uma vez já o foi. O que estou fazendo para você agora é um favor, para te ajudar a impressionar uma banca de examinadores. E isso significa que você me deve um favor em troca.

- Mas que tipo de favor? – Rangeu os dentes.

- Eu ainda não decidi. - disse, coçando seu queixo mascarado. - Mas tenho certeza que a inspiração vai bater enquanto você treina. E como eu disse, não vou forçá-la a fazer nada que não queira. Ok?

- Ok. - Ela respondeu relutantemente, embora seu olhar ainda permanecesse sobre ele com determinada cautela, como se não chegasse a confiar nele, porque aquele homem bem que podia mudar de ideia e pedir favores sexuais em troca de seu treinamento de genjutsu.

Bem, era sempre uma possibilidade...

- Então eu tenho dois dias pra te ensinar o maior número de jutsus possíveis. Vamos começar? - Perguntou.

Ela balançou a cabeça com força. - Eu estou pronta.

Ela disse aquilo tão firmemente que fez Kakashi uma pausa e por um momento, deixou seus olhos vaguearem sobre o rosto feminino, sendo capturado pela cadência daqueles orbes verdes determinados, daquelas maçãs do rosto salientes, e nariz empinado, daqueles lábios doces e róseos.

Seu olhar rastejou pelo pescoço feminino, muito magro, pelos ombros fortes levemente bronzeados pelo treinamento constante e as doces curvas de seus seios modestos, cintura e quadris estreitos, pelas suas coxas elegantes e tonificadas, as mesmas que ele temera quase terem sido abertas para aquele ANBU excitado e cheio de segundas intenções. Coxas que ficariam muito mais bonitas se estivessem entrelaçadas aos quadris de Hatake.

Ele deixou seu olhar voltar-se para os olhos da kunoichi, que estavam grudados a um ponto imaginário do chão, os mesmos verdes que há segundos atrás estavam com aquele brilho inabalável de determinação e força.

O olhar que deixara passear por seu corpo não passou despercebido por Sakura, embora estivesse fingindo que esse era o caso.

- É claro que você está pronta. - disse ele levemente, deixando as palavras tomarem um tom sugestivo e isso por nenhuma outra razão, a não ser ver aquele rubor familiar se espalhar pelo rosto de Haruno.

Porque Sakura sempre ficava linda quando ele a fazia corar e Kakashi estava ficando bastante intrigado para saber até onde poderia ir com suas brincadeiras antes de finalmente começar a agir.

...

.

Nota: Frisbee: é aquela coisa que a gente joga na praia com o cachorro (tipo, meu vocabulário ta brabo - aquela 'coisa'? – hhehe nah pra quem conhece Xena, é tipo o chakra que ela usava pra acabar com todo o elenco da série hehe APANHA)

.

.

continua

.

.


N/T:

Hmmmmmmmmmmm e aí, gostaram?

Ai ai, a cada cpt que passa de uma kakasaku eu fico feliz e triste.

Feliz porque: Putzzz, isso é maneiro demais!

Triste porque: Buáaaaaaaaaa, não pode se aproximar do fim. Nãoooo pode *APANHA*

..

Mas bonecas, o que acharam?

E sim, não é impressão das senhoritas, kakashi-sensei fica a cada dia mais pervo. Tal como a Sakura-chan. Tal como a Inner das leitoras. *AAAAAPANHA!*

.

Ok, flores, vamos que vamos!

Nos vemos em breve,

bjitos de montão,

Hime ;D


ps:

Momento Propaganda básica *apanha*

A titia yok-chan postou uma kakasaku bem legal (vinte e um) lá no perfil dela. Pra quem curte coisa boa, caraaaaa, vale a pena dar uma espiadinha ;D

pps:

Momento Básico "Procura-se Betareader"

Personas bonitas, eu to à procura de um betareader que fale ingles. Não precisa ser fluente, mas que tenha conhecimento sólido da gramática da lingua e esteja por dentro de expressoes coloquiais e qq outro artificio do genero.

Além disso, preciso de uma pessoa que me possa betar uma vez a cada semana (nada enorme, mas que mantenha tal constância).

Alguém disponível/interessado?